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Universitário cria serpente gigante para retirar plásticos do oceano

Governo holandês e grandes investidores apoiam iniciativa

A serpente gigante para limpar o oceano surgiu quando o adolescente holandês, Boyan Slat entrou no mar na Grécia há sete anos, surpreso com a quantidade de plástico, ficou incomodada com a situação e começou a realizar campanhas para a limpeza dos oceanos, mas as pessoas levaram a sério durante pouco tempo, pois era considerado só como um universitário com uma ideia.

Mas, em setembro deste ano, com a ajuda de grandes investidores, o jovem conseguiu lançar um enorme sistema de coleta de plásticos, parecido com uma serpente. O dispositivo sai da baía de São Francisco (EUA) com destino à grande ‘ilha de lixo’ do Pacífico, que está entre a Califórnia e Havaí. Apesar dos testes e simulações digitais, a eficiência do projeto ‘serpente’ ainda está incerta.

O projeto também apresenta seus pontos negativos e ainda não dá para saber se será um problema, pois a operação pode causar sérios danos à vida marinha, que será mensurado após certo tempo de implantação.

O objetivo de Slat é chegar até o Pacífico Oriental, na ilha de sujeira, onde as correntes circulares marinhas concentram uma grande quantidade de plástico. A meta é reduzir metade da contaminação desta área, a cada cinco anos, até que em 2040 todo o lixo tenha sido retirado das águas.

O projeto está sendo patrocinado pelo governo holandês, junto a grandes empresas que abraçaram a causa. Avaliado em US$ 20 milhões, mostra, que o que era a ideia de um universitário, se tornou em uma iniciativa global.

Entenda como funciona a ‘serpente’

O projeto ‘serpente’ possui sistema de coleta passivo, ou seja, não existe mecanismo e máquinas, pois é projetado para se mover e pegar qualquer plástico que esteja em seu perímetro. A máquina tem a forma de uma cobra gigante, composta por tubos e mede 600 metros de comprimento e flutua em forma de ‘U’, na parte inferior carrega uma tela de três metros.

Feita para capturar plásticos até formar uma massa densa, com uma estrutura que permite o peixe nadar por baixo até sair do local, o aparelho possui superfícies lisas, para não machucar nenhuma espécie. O sistema também possui câmeras a borda, para monitorar a operação. O material recolhido será transformado em produtos que poderão ser comercializados com o selo de ‘feitos a partir de plásticos marinho’.

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