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Setor de máquinas e equipamentos enfrenta processo de recuperação no mercado

Instabilidade política, alta do dólar e reforma tributária são processos que o setor enfrenta para buscar recuperação no mercado

O setor de máquinas e equipamentos enfrenta questões de desempenho no mercado interno e externo, e é preciso buscar um processo de recuperação no mercado, devido a instabilidade política que o Brasil enfrentou nos últimos três anos.

A ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos –, comenta com exclusividade ao portal sobre as expectativas para 2020. Segundo Maria Cristina Zanella, Gerente de Competitividade, Economia e Estatísticas, “para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos prevemos a continuidade do processo de recuperação”.

“Para entender as bases das expectativas da ABIMAQ, é preciso observar o desempenho no mercado interno e externo”, diz ela. Pelo lado externo, as expectativas não são tão boas, os dados publicados recentemente pelo FMI e Banco Mundial indicam uma desaceleração global para 2020, puxada principalmente pelos países da zona do Euro, Japão, China e pela crise na Argentina.

No mercado interno as perspectivas são melhores, o setor de Máquinas e Equipamento vem de um longo período de recessão que ficou marcado pelo baixo nível de investimento. “Teremos uma recuperação mais intensa dos investimentos, principalmente à modernização do parque industrial”, comenta.

Hoje, a lei da terceirização e a reforma tributária tem causado algumas discussões para os setores. Para o setor de máquinas e equipamentos, esses temas são avanços na modernização da economia brasileira, tornando-a mais competitiva.

Para Maria Cristina Zanella, Gerente de Competitividade, Economia e Estatísticas da ABIMAQ, “há vários componentes estruturais que tornam a economia brasileira menos competitiva, o conjunto deles é conhecido como Custo Brasil. Seu impacto atinge todos os setores.”

“Para a reforma tributária, primeiro é importante saber qual efetivamente será aprovada, contudo em linhas gerais, uma reforma que busque racionalizar o sistema atual será bem-vinda, que ataque os impostos não recuperáveis e que elimine a guerra fiscal, permitindo com isso a melhor alocação de recursos do setor privado. Os impactos dessas mudanças serão a médio e longo prazo, com potencial de ajudar não somente o setor, mas, a economia como um todo. Esses são alguns dos pontos do Custo Brasil, temos outros problemas que precisam de uma agenda, como a melhora da logística, diminuição do custo de capital e da burocracia”, explica ela.

Já a lei da terceirização, está essencialmente ligada ao fator trabalho. Esta lei possui o potencial de gerar empresas voltadas para atender demandas que antes eram verticalizadas nas empresas, aumentando a produtividade.

O governo zerou impostos de aproximadamente 500 produtos do setor, e as diversas alterações que o sistema de tarifas alfandegárias comprometeu a competitividade do produtor nacional, e muitos insumos ainda possuem tarifas de importação superior ao dos bens finais.

Zanella explica, “em um cenário como este, é importante o país traçar uma estratégia de correção destas distorções, visando oferecer aos produtores locais maior isonomia competitiva com o resto do mundo. A ABIMAQ vê que a abertura comercial parcial, ou seja, em setores selecionados, não é o caminho a se seguir, isto tende a conservar as assimetrias em inviabilizar a sobrevivência do setor selecionado, comprometendo geração de emprego, renda e tributos no país”.


Fazer uma abertura total, de forma gradual, com período de desgravação superior a 8 anos, buscando o restabelecimento da escalada tarifária, incentivando a agregação de valor no país e combinada com uma agenda ampla de garantia de ganhos de competitividade, que possibilite a todos os setores passarem pelo processo de abertura com sucesso.

O Brasil enfrenta hoje o real desvalorizado com o dólar subindo constantemente, o que trouxe um relativo ganho de competitividade as empresas exportadoras de máquinas e equipamentos. Porém, a desaceleração da economia dos principais parceiros comercias, comprometem a ampliação das vendas externas. “De qualquer forma o setor deve manter importante volume da sua produção direcionada ao mercado internacional, que mesmo em queda em 2019, está em níveis elevados”, comenta Zanella.

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