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História da segurança na utilização de máquinas variadas

Utilização de qualquer tipo de máquina requer capacitação, atenção e adequação

Durante o período da Revolução Industrial, que se iniciou em 1760, a partir do surgimento das primeiras máquinas a vapor para tecelagem, os artesãos e suas famílias começaram a migrar para as fábricas e atuarem na indústria. A partir de 1830, as máquinas a vapor que foram criadas na Inglaterra difundiram-se pela Europa e, por isso, outras fontes de energia começaram a ser testadas na construção de outras máquinas.

É certo que toda operação com máquinas envolve certo risco de acidentes de trabalho – as máquinas sopradoras também apresentam este risco, principalmente porque possuem elementos e dispositivos que requerem atenção, capacitação e adequação para manuseio.

Entre os anos de 1844 e 1848, a Inglaterra aprovou as primeiras leis dedicadas à segurança e saúde no trabalho. Após a fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 1919, surgiram os desdobramentos e a criação de comitês de segurança nos demais continentes, acompanhando a evolução.

Início da segurança na indústria brasileira

Até o início da industrialização no Brasil, o trabalho agrícola e pecuário era a única forma de subsistência. A transição do modo artesanal da fabricação de produtos para a produção industrial foi lenta e difícil, sendo que somente no final do século 19 os proprietários e grandes produtores agrícolas começaram a investir parte de seus lucros em máquinas, promovendo a fabricação dos primeiros produtos em escala industrial nas áreas de calçados, tecelagem e outros de manufatura mais simples.

No ano de 1891, a preocupação prevencionista teve início com a criação de uma lei que tratava da proteção ao trabalho de menores, estabelecida em 23 de janeiro do mesmo ano. Já em 1919, instaurou-se a primeira lei relacionada a acidentes de trabalho – lei nº 3.724, de 15 de janeiro.

A indústria brasileira teve grande movimento e impulso durante o governo Getúlio Vargas (1930 – 1945). O principal objetivo deste governo foi alavancar a industrialização do país e, por isso, incentivou as indústrias nacionais para evitar a dependência externa. Com leis voltadas para a regulamentação do mercado de trabalho, medidas protecionistas e investimento em infraestrutura, a indústria nacional cresceu de forma significativa nas décadas de 30 e 40.

Com a Segunda Guerra Mundial, os países europeus tiveram dificuldade para restabelecer suas indústrias, já que muitas foram arrasadas e se tornaram inoperantes. Esta situação criou a necessidade de importar produtos, o que favoreceu a indústria emergente no Brasil, tornando possível a negociação de maiores volumes de exportação.

No fim dos anos 1950, já no governo de Juscelino Kubitschek, foi promovida a abertura da economia para o capital internacional, o que motivou e atraiu as indústrias multinacionais. Neste cenário, o decreto nº 5.452, de 1º de maio de 1943, era aprovada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que se transformou no instrumento jurídico e seria a prática efetiva da prevenção de acidentes e condições no trabalho.

Já em 1978, a portaria nº 3.124 aprovou a implementação das normas regulamentadoras. Essas normas são obrigatórias para empresas privadas, públicas e poderes Legislativo e Judiciário que possuam empregados regidos pela CLT.

Fonte: Processos de moldagem por sopro – Conceitos, Técnicas e Aplicações em Peças Plásticas.

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