Associação participa de debates
referente a reforma tributária reforçando a importância para o país
Considerada importante para a
recuperação da economia, a reforma tributária está prestes a se tornar
realidade, e possui o apoio dos empresários da ADIRPLAST (Associação Brasileira
de Resinas Plásticas e Afins). “O Brasil tem um sistema de arrecadação de
impostos complexo e ineficiente, que aumenta os custos, gera insegurança e
prejudica o cres cimento da economia. Por isso, estamos, desde a nossa
fundação, como entidade, participando de debates e contribuindo para que a
mudança finalmente ocorra em nosso país”, explicou Laercio Gonçalves,
presidente da ADIRPLAST.
Segundo Laercio, é urgente e
indispensável que o país faça uma atualização de seu sistema tributário. “A ADIRPLAST
defende a simplificação do sistema tributário nacional. Não queremos prejudicar
quem paga menos e conseguir benefícios em alguns estados, mas o sistema não
pode continuar complexo e desigual como está hoje, visto que provoca
deformidades na cadeia e estimula a concorrência não leal entre as empresas”,
diz.
Erasmo Fraccalvieri, da
Tecnofilmes, empresa associada à ADIRPLAST, ainda reforça, "a reforma
tributária não é só sobre o meu negócio, mas sobre oferecer uma melhora do
ambiente de negócios para todo país”.
Erasmo ainda comenta “o Brasil é
um dos únicos países (se não o único) a criar diferenças tributárias entre
estados (ICMS). Criam-se assim vantagens em um estado em detrimento do outro,
formando-se assim 'aberrações' comerciais. Estas distorções criam ilhas de
concorrência desleal em que o que conta é a vantagem tributária no lugar da
maior eficiência, isto é um desestímulo ao ambiente de negócios e ao próprio
crescimento econômico”.
Hoje, o capital destinado à gestão
tributária também é um entrave para as empresas. "O emaranhado existente
hoje é um desafio a qualquer empresário no Brasil. Além de gerir todo o seu
processo fabril e desenvolvimentos comerciais, ele deve estar atento às
mudanças frequentes da legislação dos impostos. Por incrível que pareça, só a
mudança do estado, ou da classificação fiscal pode tornar uma venda em
prejuízo", explica Erasmo.
Marcelo Berghahn, da Apta Resinas,
também associada à entidade conta “as diferenças interestaduais de impostos
abrem espaço para sonegação e traz uma maior complexidade para todas as
empresas, que precisam lidar com tamanha burocracia".
Hoje existem três projetos em
andamento sobre a Reforma da Previdência, um do Governo, um da Câmara e outro
do Senado. Os projetos propõem simplificar a cobrança de tributos com a unificação
de vários impostos. A carga tributária, porém, seria mantida.
O objetivo é mudar a forma de
cobrança, que passaria a ser no consumo e não na produção, além da
redistribuição dos recursos arrecadados. "Para nós empresários é
importante este debate, mas é essencial que a reforma tributária seja feita o
quanto antes. Apenas com um novo e mais eficiente sistema teremos um ambiente
mais favorável ao crescimento das empresas no Brasil", finaliza Laercio.
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