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[Mulheres do Plástico]: Coragem e determinação para atuar no mercado

Confiança em seu trabalho faz a diferença para ser destaque no mercado industrial e quebrar barreiras

Em nossa sequência do Projeto Mulheres do Plástico, conversamos com a diretora da Broliato Plásticos Ltda, Heloisa Broliato. A empresa é familiar e atualmente conta com 17 funcionários, incluindo os três filhos da diretora.

Heloisa conta que começou a trabalhar aos 16 anos de idade. “Comecei a trabalhar em uma empresa de plásticos, isso a 44 anos atrás, e na época eles trabalhavam fazendo espumas de colchões. Comecei no atendimento ao público, e ajudava em algumas atividades de escritório. Foi então, que a empresa começou a comprar extrusoras e eu me apaixonei por essa área.

Heloisa destaca que a sua paixão de atuar na produção de perfis plásticos, com polímeros técnicos, surgiu da empresa em que trabalhou. “Eles começaram a trabalhar além da espuma, com extrusão e injeção, eu fiquei na empresa foi 10 anos, tive muitas oportunidades”, lembra.

A diretora relata que não enxerga diferença entre homens e mulheres no mercado e que sempre encarou seus desafios pensando em suas habilidades e não em seu gênero. “Eu vejo pessoas, nunca consegui me colocar diante da situação ‘isso é coisa de homem ou isso é coisa de mulher’. Pode ser que exista essa diferença, mas eu nunca me senti assim, mesmo dentro da nossa empresa. A mulher tem que mostrar a sua força, não tem precisa ter restrição sobre nenhuma situação. A barreira pode existir, mas cabe a nós não permitir que ela continue”.

As mulheres dentro mercado de trabalho

Segundo dados do IBGE de 2010, as mulheres somam mais de 49,9% no mercado de trabalho, se comparado aos anos 1950, eram menos de 14%. Ou seja, a participação feminina dentro do mercado cresceu, mesmo assim, ainda existe certa diferença dentro do mercado, principalmente por conta da maternidade. “A maternidade foi motivadora para mim. Sou mãe de 3 filhos, e eu tinha vontade, necessidade de fazer a coisa acontecer. Eu tive dificuldades com a maternidade, pois viajava muito, mas nunca foi uma questão para mim”, ressalta ela.

Heloisa conta que sempre viajou com seus representantes, e sempre foi muito natural. “Eu digo que vai muito da pessoa, temos o nosso lugar e temos que agir. Nunca tive dificuldade por ser mulher, mesmo no Nordeste, a 25 anos atrás, quando fazia viagens para aquela área”.

Heloisa fez parte do Simplás, na gestão de 2013 – 2016, e comenta que nunca sentiu diferença em relacionamentos. “Sempre fui tratada bem, a nós dividíamos opiniões e foi muito legal, fui a primeira mulher a estar lá. Hoje, já existe uma lei que diz que uma mulher deve participar de sindicatos, deve fazer parte de grupos. Quando se fala que existe um conceito machista a respeito disso, talvez sim. Precisa mudar aqui no Sul como em todo o Brasil e em todo mundo”.

Heloisa salienta que para as mulheres estarem no mercado, precisam empreender, ter seu negócio. “Coragem, determinação, ter confiança no que você faz e brigar para superar qualquer situação que coloca o homem diferente da mulher”.

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