Como a inovação orientada por missões pode entregar soluções à indústria? Recentemente, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a WTT (World-Transforming Technologies) organizaram um encontro para debater estratégias de inovação viáveis para mobilizar empresas, academia e governo na solução de problemas. No debate, as inovações orientadas por missões aparecem como o princípio caminho para […]
Recentemente, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a WTT (World-Transforming Technologies) organizaram um encontro para debater estratégias de inovação viáveis para mobilizar empresas, academia e governo na solução de problemas.
No debate, as inovações orientadas por missões aparecem como o princípio caminho para a resolução dos desafios. O evento “Inovação Orientada por Missões: contribuições para a construção da nova política tecnológica e inovação brasileira” faz parte do grupo de eventos que antecedem a 5ª CNCTI (Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia).

A conferência, organizada pelo MCTI (Ministério da Ciência, Inovação e Tecnologia), acontece entre os dias 4 e 6 de junho.
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Nesse contexto, as conferências ganham importância por suas contribuições, que serão levadas ao Governo em um documento, como relembra o diretor de Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes. Além disso, a 5ª CNCTI será finalizada com a criação da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o período de 2024 a 2030. .
Assim, Gomes explica por que o evento tem grande importância para o Brasil: “Nossa situação é típica de um país grande. O Brasil não é um país trivial. É um país que alimenta o mundo, mas tem muita gente passando fome. Tem água como poucas, mas tem problemas de saneamento básico. São características enormes e difíceis de se lidar. Por isso, precisamos trabalhar em missões que vão atacar uma série de vulnerabilidades que existem em nosso país”
Enquanto isso, Andre Wongtschowski, diretor de Inovação da WTT, aponta a inovação como uma ferramenta fundamental para a superação de diversos desafios e para o desenvolvimento sustentável do país.
Pois, segundo ele, o Brasil encontra-se em um momento favorável para esta discussão: “Porque, desde o ano passado, o debate em torno de políticas públicas voltadas para a inovação tem ganhado importância. A abordagem de missões coloca, portanto, o propósito da inovação no centro da discussão”.
Sendo assim, nessa abordagem, Wongtschowski aponta três características importantes das missões:
Ainda segundo Wongtschowski, a abordagem de missões pressupõe que a nova política tecnológica e de inovação brasileira coloque o desenvolvimento sustentável como uma das prioridades. Bem como, dialogue com as políticas existentes, como a NIB (Nova Indústria Brasil), por exemplo.
Desse modo, a Conferência Nacional precisa refletir a respeito das propostas e recomendações apresentadas nas conferências livres. Para assegurar espaços permanentes e contínuos de participação da indústria, da sociedade civil e da academia no monitoramento e revisão da nova política científica.
Enquanto isso, para Guila Calheiros, secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação do MCTI, a conferência representa um grande movimento nacional para reflexão acerca dos desafios e estratégias necessários para consolidar a ciência, tecnologia e inovação no país.
Assim, Calheiros diz: “Todas as ações do MCTI estão alinhadas à estratégia nacional de desenvolvimento industrial e cada ator dentro do sistema precisa saber seu papel para ajudar a construir essa agenda”.
Assim como Wongtschowski, Francilene Garcia, diretora da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), afirma que o Brasil encontra-se no momento adequado para investimentos em políticas públicas industriais e de ciência, tecnologia e inovação.
Porém, para isso, ela ressalta a importância de uma análise aprofundada para um diagnóstico correto das metas que serão estabelecidas.
Nesse sentido, ela comenta que, embora o Brasil ocupe a terceira posição em produções científicas no mundo, é importante estabelecer uma lógica de impacto dentro deste volume de produção.
Assim, Garcia explica: “Ou seja, é fundamental termos publicações e patentes, mas é necessário que essas tragam evidências de que são resolutivas em relação às problemáticas que enfrentamos no Brasil e conectadas com demandas globais”.
Ainda, para a diretora da SBPC, um dos principais desafios para a ciência brasileira no presente e no futuro está na educação básica. “Não tem como reverter fragilidades no nosso país sem mexermos na educação básica. Essa é uma grande missão, não só do Ministério da Educação, mas da sociedade brasileira de um modo geral. Uma missão extremamente complexa, mas necessária”.
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