O surto da doença acarreta impactos para a economia
global e brasileira afetando todo o mercado
O coronavírus na China tem causado impacto nas
economias globais. O dólar americano apresentou alta de 0,63% e chegou a ser
negociado a R$4,25. Só em 2018, as importações oriundas da China cresceram 35
%, mostrando que a suspensão chinesa pode afetar o mercado interno a médio
prazo.
O Ministério da Economia ainda acredita que o país
vai crescer 2,5% neste ano, porém alguns economistas possuem dúvidas sobre o
cenário do mercado. O presidente Jair Bolsonaro declarou “nossas exportações,
pode ser que afetarão 3%. Afinal, a China é o nosso maior mercado exportador
(importador)”.
Para o Presidente da ABIMEI (Associação Brasileira
dos Importadores de Máquinas e equipamentos Industriais), Ennio Crispino, é
importante avaliar o impacto das importações pro país, e que “se realmente
houver uma diminuição, certamente a economia poderá ser afetada e uma
diminuição no PIB estimado para 2020 será reavaliada”.
Crispino pontua que “ainda é cedo para ter uma noção
das extensões dos efeitos do coronavírus, mas, é certo que haverá atrasos
provocados pela paralisação nas atividades industriais da China. Somente até o
final do mês de fevereiro quando as fábricas voltarem a produzir, é possível
ter uma ideia mais clara de quanto a cadeia será afetada, inclusive no setor de
máquinas e equipamentos”.
O presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da
Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz Coelho explica que o coronavírus
pode impactar o mercado de produção de plásticos. Segundo ele “empresas
brasileiras já citam um aumento na procura por produtos para exportação para
China”.
Em 2018, as exportações brasileiras para a China
cresceram 35%, e devido ao surto do coronavírus, as fábricas paralisaram suas
atividades. “Possivelmente, as exportações de commodities agrícolas para a
China poderão sofrer um aumento considerável, pois a população da China
precisará se alimentar, e sua produção local pode ser afetada, criando uma
oportunidade para o Brasil de importar mais”, destaca Crispino.
Roriz ainda explica que será possível ver os impactos
no aumento do consumo de descartáveis, em contradição a toda essa movimentação
de banimentos e proibições. “Em casos de problemas de saúde pública, os
descartáveis são soluções importantes para evitar contaminação. A própria
ANVISA recomenda não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, prato,
copos ou garrafas devido ao vírus”.
Em meio à crise do coronavírus, a Bolsa de Valores de
Xangai, reabriu com queda de 7%, no último dia 03, o patamar mais baixo em
quatro anos. A Bolsa de Valores Brasileira apresentou queda no último dia
27. O Ibovespa encerrou em
desvalorização de 3,29%, a 114.481 pontos, sendo a maior queda dos últimos
meses.
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