Extinguindo impostos como o IPI, que é responsável pela cobrança de tributos de produtos industrializados, a reforma tributária promete gerar novos rumos para a indústria brasileira e, principalmente, para a do plástico. Isso porque, a medida que segue em direção a votação do Senado, prevê simplificação e benefícios que impactam diretamente o cotidiano de empresas […]
Extinguindo impostos como o IPI, que é responsável pela cobrança de tributos de produtos industrializados, a reforma tributária promete gerar novos rumos para a indústria brasileira e, principalmente, para a do plástico. Isso porque, a medida que segue em direção a votação do Senado, prevê simplificação e benefícios que impactam diretamente o cotidiano de empresas e do meio social.
Sobretudo, a proposta foi defendida por entidades como FIESP e ABIPLAST, desde o início do ano, como medida indispensável para a reestruturação da indústria brasileira, bem como, para progressos na economia do país.
Isso porque, a reforma tributária estipula a simplificação das tarifas para o industrial. Isto é, haverá extinção dos três principais impostos que afetam as indústrias, sendo eles o IPI, Cofins e ICMS.
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Para substituí-los a proposta prevê a criação de dois impostos sobre o valor agregado. Um deles é o IBS, focado em tarifar bens e serviços, para estados e municípios.
Já o outro é a CBS, contribuição também sobre bens e serviços que fica com o governo federal. Assim, os tributos passarão a se cobrar no local de consumo, e não mais na origem.
Nesse sentido, com essa reformulação, a estimativa é que nos próximos quinze anos haja um crescimento de 12% no PIB, segundo estudo realizado pela economista Ana Libânio.
Além disso, as mesmas projeções apontam que a indústria pode crescer 16,6%, a agropecuária 10,6% e o setor de serviço 10,1%.
No levantamento feito por ela, como dissertação de mestrado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), se levou em consideração os dados do PIB de 2022.

Com a reforma tributária, os setores mais beneficiados por uma simplificação no tributo seriam o extrativismo, a indústria de transformação - do plástico e a distribuição de água e energia.
Isso porque, todos esses segmentos são altamente tributados atualmente e onerados por tributos cumulativos.
Na indústria de transformação - segmento do setor do plástico, por exemplo, foram pagos tributos equivalentes a 44,8% do PIB do setor em 2016. Enquanto no comércio essa fatia foi de 36,4% e nos serviços, de 23,1%.
Assim, com essa reformulação, a estimativa presente no estudo de Libânio, aponta que poderá haver uma queda de -9% nessa carga. Isto é, ano após ano, a medida em que a reforma se implanta.
Apesar das alíquotas dos novos impostos previstos na reforma, não terem detalhados. Acredita-se que a medida será capaz de impulsionar a competitividade dos setores industriais no Brasil.
A alíquota do IPI para produtos plásticos, por exemplo, já girou em torno de 35% no ano passado. O que colaborou para o déficit competitivo do setor.
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