Buscando contribuir com informações sobre o mercado do plástico, trouxemos o artigo por Wilson José Luiz, analista de processos especialista em transformação de plásticos da Pensei Nisso, uma empresa de consultoria e treinamento para empresas.
Em visitas e atuações às empresas de transformação de plásticos, especificamente em injeção de plásticos, tenho visto muitas vezes “mais do mesmo”, me referindo aos processos desenvolvidos pelos profissionais da área. Isso não deveria ser tão recorrente considerando a alta capacitação técnica e criativa que estes profissionais possuem, pois, é possível, com o alinhamento profissional adequado, desenvolver diferentes processos que sejam confiáveis.
É muito comum observar nas diversas empresas que os profissionais podem discordar em diversos pontos, inclusive quando se trata de como ajustar a máquina injetora, visto que há diferentes perspectivas e experiências. Da mesma forma deve haver diversidade no desenvolvimento de processos, ainda que técnicos, no ramo de máquinas injetoras de plástico.
O início é dado no desenvolvimento, que é tratado normalmente no papel, ou seja, como será esse processo, de maneira teórica, sempre tratando isso para a determinação de tempos considerando as características da máquina, seus métodos de fabricação, e outros; feito pelo “técnico de mesa”. Quando tudo isso chega na área fabril, é possível passar da teoria para o processo prático, em que surgem as dificuldades já que a prática traz problemas que podem não ter sido considerados no processo teórico, conforme seu contexto de aplicação. A teoria agora precisa de adaptações, contando com a experiência do “técnico de chão de fábrica”, e nesta etapa surgem as maiores divergências. Já ouvi algumas frases e você já deve ter ouvido também, como: “O papel aceita tudo”. Mas será que a teoria e a prática são tão antagônicas assim? Afinal, ambos deveriam estar interligados.
Já estive dos dois lados desta cadeia, tanto como “técnico de mesa” como “técnico de chão de fábrica”, e, por mais paradoxal que seja, agia exatamente desta forma, quando na primeira posição usei toda a teoria adquirida e conhecimento teórico em desenvolvimento, mas no outro a teoria parecia não ser mais tão útil, sendo deixada de lado. E em um destes momentos, em que estava no chão de fábrica, percebi que não muitas vezes não se dava continuidade aos pensamentos e ideias desenvolvidas na mesa, e então me perguntei, por quê? E comecei a analisar alguns pontos que despertaram uma nova visão em mim.
Primeiro é necessário responder uma pergunta muito importante. O que é o processo de injeção? De forma simplificada, consiste em empurrar o material fundido (neste caso o plástico) dentro da cavidade de um molde, e após seu resfriamento retirar do molde por meio de sistemas de extração.
É aí que temos que pensar e nos apegar:
- Plástico fundido - energia térmica
- Empurrar o plástico - pressão e velocidade
- Resfriar - energia térmica
- Extrair - movimentos lineares
Agora vamos todos voltar a sala de aula e o que temos? Isso mesmo, FÍSICA, estamos falando simplesmente de uma ciência exata. Ótimo, agora podemos prosseguir.
Vamos estudar, avaliar e entender que tudo isso pode ser usado ao nosso favor, tornando os processos previsíveis e definidos de forma que todos possam visualizá-los, deixando de lado os achismos e subjetividade, trazendo a tona a razão e a objetividade.
Agora analisando tudo isso, na prática, isso mesmo, e a prática na teoria simultaneamente, como deveria ser — vamos lembrar que todo este desenvolvimento é elaborado por técnicos, com diferentes vivências, conhecimento teórico e experiência profissional, mas que de alguma forma aprendeu sobre a técnica de injeção. E esta é a melhor hora de entender porque tudo isso acontece.
Portanto, se todos agora conversarem a respeito, utilizarem o mesmo conceito de avaliação, desenvolvimento e ajustes para soluções de problemas referentes ao processo de injeção, veremos que a ciência por trás dos processos de injeção de plástico funciona.
Temos como exemplo alguns pontos que podem ajudar nossa avaliação, apesar de parecer muito básico, é exatamente por considerar tão básico que esquecemos de analisar estes pontos com mais atenção.
- Garantir que a temperatura da massa fundida esteja de acordo com as especificações do fabricante, normalmente encontrado no Data Sheet;
- Verificar se a máquina é compatível com o produto em foco;
- Analisar as condições da máquina, sem problemas de manutenção que podem acarretar em processos instáveis, enganosos e até perigosos;
- Conferir se o molde está em condições condições necessárias;
- Determinar os parâmetros de injeção de forma mais objetiva possível, não ultrapassando limites teóricos e axiomas da ciência por trás dos processos;
- Garantir que todos os movimentos estejam ajustados da melhor forma, buscando o melhor desempenho do equipamento.
Ainda assim, há outros pontos a serem cuidadosamente avaliados, como o layout e mão de obra, mas neste texto busquei ressaltar pontos que têm como foco em comum aos 3 “M’s” que estão diretamente ligados ao processo de injeção (Máquina, Molde, Método), e com tudo isso posso garantir que, se feito de forma responsável, grande parte dos problemas enfrentados em todo o processo; desde o desenvolvimento até as fases finais de produção podem ser minimizadas ou até mesmo eliminadas.
Agindo desta forma será possível notar o crescimento de todos os envolvidos no processo, desde o desenvolvimento até a produção do produto, seja “técnico de mesa” ou “técnico de chão de fábrica”, podemos estar nos diferentes lados em diferentes momentos, ou até mesmo nos dois ao mesmo tempo. Contudo, o maior benefício de tudo isso é trazer mais conhecimento e crescimento às pessoas do setor, valorizando o trabalho de todos os envolvidos nos processos de injeção.
Autor: Wilson José Luiz - Analista de Processos da Pensei Nisso.
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No projeto Plástico pós-pandemia de hoje, conversamos com Rogerio Mani, presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), para entender como a indústria de embalagens plásticas está reagindo neste novo cenário de pandemia e como o plástico é um importante aliado para sociedade.
Mani destaca a importância do plástico e que o novo coronavírus mostrou o quão necessário ele é, sendo a forma mais econômica, mais viável e mais segura. “O problema está no descarte incorreto dos resíduos, e as embalagens flexíveis têm operado junto ao mercado essencial, podendo ser moldada e adaptada facilmente para o momento”, explica.
Confira a entrevista na íntegra:
Plástico Virtual – Como o setor se adaptou à nova realidade? Especialmente no viés econômico. Houve retração considerável? Como lidam com os números?
Rogerio Mani – O setor antes da pandemia estava com crescimento de +1,6%, comparado ao último quadrimestre. Nós vislumbrávamos um cenário de crescimento, e retomada da economia, porém, veio a pandemia em março.
As embalagens plásticas flexíveis, no segmento de higiene, alimento, bebidas consomem 60% de todas as embalagens, que são os segmentos essenciais durante a pandemia. O setor de flexíveis foi afetado, porém não tanto como outros setores, pelo fato de estar nos mercados essenciais. Estamos trabalhando com 70% da capacidade instalada, o que é bom para nosso mercado, em relação a pandemia.
PV – Em relação a vagas de trabalho, como estão lidando com as perdas? Existe alguma iniciativa governamental para ajudar nesse quesito?
RM – O que nós temos hoje de recursos sociais, é o que o Governo colocou, com a MP 936/20, uma parte o governo paga, uma parte a empresa, a suspensão de contratos, redução de jornadas de trabalho.
Antes de demitir, buscamos usar os recursos que o Governo selecionou, em medidas mais drásticas, algumas empresas acabaram demitindo, pois acabou tendo uma perda de 40% em sua produção e acabaram não tendo caixa para segurar, mas o mercado de flexíveis têm sobrevivido bem durante a pandemia.
PV – O que espera do próximo ano?
RM – A embalagem está em tudo, então se a economia cresce, nós crescemos juntos. Como estamos muito focados para produzir para os setores essenciais, então a projeção para a indústria de flexíveis para 2021 é boa.
A economia vai ter que voltar aos poucos em breve, não tem como segurar mais. Se voltar e não tivermos outros picos, 2021 não tendo a pandemia, vai ser o ano da retomada que seria de 2020.
Acho que perdemos um ano em 2020, mas em 2021 será o ano da retomada de crescimento. A tendência é o Brasil entrar em retomada para 2021.
PV – Como lidam com a nova realidade? Existe alguma ação que queira destacar?
RM – As embalagens plásticas flexíveis se adaptam muito rapidamente a necessidade, então, neste momento, com a mudança de comportamento do consumidor, as embalagens flexíveis mudam rapidamente para suprir a necessidade do consumidor.
A indústria do plástico como um todo, se engajou na questão social, doando muitas coisas, sacos plásticos para hospitais, máscaras, face Shields, até a própria ABIEF se engajou para ajudar neste momento.
Durante a pandemia, o plástico veio á tona novamente, para mostrar o quão necessário ele é, sendo a forma mais econômica, mais viável e mais segura até para este momento. O plástico está em nosso cotidiano e o problema é o descarte incorreto dele.
PV – Existe algum dado de recuperação econômica ou ao menos projeção?
RM – Eu ainda ouso em dizer que não iremos perder o ano, ainda acho que podemos crescer este ano, mesmo com todo esse problema do novo coronavírus. A perspectiva para o nosso cenário ainda é boa, em relação aos outros mercados que tiveram paralisação.
Os juros nunca estiveram tão baixos no Brasil, ajuda em investimento, as famílias se estruturarem melhor, existe uma série de fatores, que fariam com que o Brasil neste cenário político, seria um ano de crescimento.
PV – A oscilação do dólar afeta a produção local? De que forma?
RM – O preço de matéria-prima no Brasil é formulado através do mercado internacional e câmbio, porém no Brasil aconteceu uma coisa engraçada, o dólar disparou, mas o preço da matéria-prima lá fora diminuiu, então manteve o equilíbrio, mas não conseguimos surfar nesse preço de baixo da matéria-prima.
No Brasil nós temos uma grande petroquímica que faz 70% do mercado, então, ela consegue administrar o preço que quer para o mercado, mesmo com a regra do mercado internacional e o dólar. O dólar em alta é muito ruim para o mercado nacional.
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Buscando ajudar na luta contra o novo coronavírus, empresas se uniram e fizeram o projeto “Empresas do Bem” que teve como objetivo construir 150 mil máscaras do tipo face Shields para hospitais e pessoas que estão na linha de frente da doença.
Empresas como a Termocolor, Metagal, Plascomcor, Plástico Virtual, Grupo Focus, Wilton, Caldense Embalagens, BASF, Whirlpool, Plásticos Mauá Sul, Embaquim, Adirplast, Funorte, Abiplast, Sindiplast, PQS, CIESP Jundiaí e outros se uniram para ajudar na criação das máscaras.
A ideia do projeto começou com Wagner Catrasta, gerente comercial da Termocolor, que buscou diversas empresas do mercado industrial para doações de matéria-prima e equipamentos para conseguir fazer as máscaras.
Virginia Fantinatti, analista de vendas conta que Wagner ainda teve a ideia de convidar alguns funcionários como voluntários para ajudar na montagem. “Algumas pessoas estavam afastadas do trabalho, devido ao novo coronavírus, e também muitos clientes estavam parados, foi quando o Wagner perguntou se gostaríamos de ajudar”.
Foram cerca de 20 funcionários da empresa que se tornaram voluntários para montar as máscaras. “Nos dividimos em 4 ou 5 pessoas por sala, também para evitar aglomeração neste período. O processo de montagem durou 30 dias. Foi um complicado, alguns objetivos vieram injetados para a parte da viseira, já a parte de cima da face Shields vieram de outras empresas; assim tínhamos que ir montando manualmente as duas partes”, explica Fantinatti.
Os voluntários possuíam o mesmo papel para montar as máscaras, depois de finalizada, as máscaras eram colocadas em saquinhos plásticos e seladas para serem encaixotadas. “Foram feitas 150 mil máscaras, e a Termocolor ficou responsável por montar 100 mil máscaras. E como estávamos afastados devido a pandemia, em banco de horas, a empresa achou a ideia dos voluntários muito bacana e decidiu para o dia para quem estava lá”, ressalta a analista.
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Com mais uma entrevista do projeto Mulheres do Plástico, conversamos com Regina Zimmermann da Fonseca, diretora de operações da Termotécnica, que possui 28 anos de atuação em indústrias.
Zimmermann é formada em engenharia química e é diretora industrial – apenas 2% destes cargos são ocupados por mulheres, segundo pesquisa da Hay Group –. “Sou mulher, esposa e mãe de dois filhos. Desejo que todas as minhas conquistas sirvam de inspiração para jovens, pais e mães, em especial de meninas”.
Zimmermann relembra que o caminho não foi fácil, porém, tinha a ambição de ser uma das melhores. “Eu realizava estágios não-remunerados para aprender e me tornei pesquisadora de iniciação científica, estudando cascas de camarão e contribuindo para chegar na quitosana, que hoje é encontrado em farmácias como emagrecedor natural”.
Zimmermann iniciou sua carreira na BASF, desenvolvendo novas formulações de poliuretano para solados de sapato. Em 1995 voltou para Joinville – SC, para começar na Akros e atuou por 17 anos na companhia. “Na Amanco comecei meu trabalho na área de sustentabilidade. Implementamos trabalhos relacionados à gestão ambiental, inovação em tecnologias mais limpas, redução de consumo de água, energia e com isso nos tornamos referência em sustentabilidade, reconhecidos nos guias Exame de Sustentabilidade e 150 Melhores Empresas para Trabalhar. Um dos trabalhos que fizemos consta em minha dissertação de mestrado: “O PVC e a Sustentabilidade Ambiental – Marcos Históricos e o Caso Amanco Brasil”, conta.
Em 2012, Zimmermann foi trabalhar na Termotécnica, onde atua até hoje. “Fiquei responsável pelas áreas de manufatura e engenharias, supply chain, compras, e diretoria de operações. Na Termotécnica encontrei um ambiente aberto para ser quem eu sou. Por 5 anos consecutivos, fomos considerados uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, segundo a Revista Você S.A. Estamos fazendo a economia circular acontecer com a reciclagem do EPS. E iniciamos a publicação de Relatórios de Sustentabilidade, buscando evolução em nossa gestão, que vem sendo reconhecida pelo Guia Exame de Sustentabilidade”.
A falta de inclusão das mulheres no mercado
No início de sua carreira, Zimmermann afirma que precisou fazer muito mais para ser vista como igual aos homens e por muitos anos, foi a única mulher na equipe da diretoria industrial. “Outras vezes, já como gerente ou diretora, sentia provocação por alguns de meus pares, que pareciam sempre duvidar da minha capacidade a frente de decisões difíceis”.
Com dois filhos, ela conta que a maternidade a transformou como pessoa, e dentro do ambiente de trabalho. E o fato de engravidar, não torna a mulher menos competente, pelo contrário, traz mais vontade para conquistar o mercado. “Os ambientes majoritariamente masculinos nunca foram uma questão para mim e me orgulho em dizer que ao longo da minha carreira nunca precisei me masculinizar ou me vulgarizar para desenvolver as minhas atividades. Porém, em três décadas de atividades em indústria, ainda vejo que os números entre homens e mulheres são bem desequilibrados”, salienta.
Zimmermann conta que busca devolver para a sociedade todas as oportunidades que teve, ajudando estudantes, jovens profissionais, em especial mulheres empreendedoras, a almejar conquistas e a acreditar nos seus potenciais transformadores. “Sou voluntária no Movimento Catarinense para Excelência, no Programa Think Tank do Projeto Resgate, no Núcleo da Mulheres Empreendedoras da Associação Comercial e Industrial de Joinville e ainda como Role Model na ONG internacional Inspiring Girls, levando para as meninas estudantes do ensino fundamental e médio o meu depoimento de carreira”.
Zimmermann deixa sua mensagem: “Sou protagonista e pioneira em uma carreira masculina. Engenharia não é uma profissão fácil para as mulheres, pois existe um machismo elegante, na forma de esquecimento, sabotagem. Mulheres acreditem em suas capacidades transformadoras”.
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ABIMAQ é a favor da pluralidade de empresas nas atividades de refino no Brasil
Como entidade representativa da indústria brasileira de máquinas e equipamentos, a ABIMAQ vê com bons olhos a pluralidade de atores em todos os segmentos do setor de petróleo e gás natural. Desde o fim do monopólio do setor, ocorrido há mais de vinte anos, alguns segmentos, como o de refino por exemplo, ainda continuam centralizados, carecendo de maior abertura de modo a promover aumento das oportunidades de fornecimento, não só para novos investimentos, como, principalmente, para manutenções e modernizações das plantas hoje existentes e que estejam nos planos de desinvestimento da Petrobras.
Academia constrói barreiras de plástico para proteger usuários da Covid-19
Estabelecimentos começam a reabrir, adotando medidas para proteger os consumidores dos riscos de contaminação por coronavírus. O esforço em garantir atendimento seguro tem levado os empresários a adotar estratégias criativas e surpreendentes. Na Califórnia, por exemplo, uma academia criou barreiras de plástico para cercar as pessoas que se exercitam.
Nelas, os frequentadores fazem uso de aparelhos e halteres individualmente. Ao sair, os acessórios são minuciosamente higienizados antes que outra pessoa ocupe o espaço. Além disso, a empresa, localizada em Redondo Beach, Los Angeles, equipou seus instrutores com viseiras.
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados
A companhia indiana Rhino Machines, que produz equipamentos para construção civil, desenvolveu um tijolo sustentável feito inteiramente de materiais reciclados e resíduos industriais. Chamado de "Silica Plastic Block" (SPB), o tijolo tem 80% de sua composição feita de areia de fundição e os outros 20% de resíduos plásticos.
A empresa afirma que focou em utilizar estes dois resíduos para produzir o "tijolo do desperdício zero", como chamam o projeto. No Brasil e no mundo, outras iniciativas sustentáveis para a construção civil também estão em andamento. O SPB foi desenvolvido pela Rhino Machines em parceira com o R+D.LAB, o braço de pesquisa do escritório de arquitetura R+D Studio.
Pesquisadoras criam canudo biodegradável de amido de mandioca
Pesquisadoras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet MG) desenvolveram uma alternativa mais barata e durável para os brasileiros. Trata-se de um canudo feito de amido de mandioca, que além dessas vantagens para comercialização, degrada em qualquer ambiente e é biocompatível, ou seja, mesmo antes de degradar já não agride os animais marinhos. O produto final para a produção do canudo é conhecido como Amido Termoplástico Granulado, enviado à UFSCar para a fabricação do canudo.
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A Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a Unibes Cultural e a Enauta Participações S.A., empresa de exploração de petróleo, reuniram nomes ligados às questões dos oceanos para discutirem os caminhos para evitar e combater a poluição no ambiente marinho, com webinar realizada no dia 24 de junho.
Sob a mediação da gerente programática na Fundación Avina, Anna Romanelli, o professor e cátedra UNESCO para sustentabilidade dos oceanos, Amyr Klink, Alexander Turra, do instituto oceanográfico da USP (IOUSP), e o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, participaram do evento.
Os temas da discussão foram, a contribuição do setor privado para a redução dos resíduos sólidos nos rios e ecossistemas costeiros, impedindo que cheguem aos mares, como se articular e fomentar uma rede de instituições para co-construir e colaborar com iniciativas conjuntas de gestão de resíduos sólidos para que não cheguem aos oceanos.
Alexander Turra apresentou um panorama mundial das discussões e da participação do Brasil nesses fóruns. Explicou que mundialmente, não há um sistema integrado de informações que permita a avaliação dos trabalhos que vêm sendo realizados, mas que há essa busca por parte de atores regionais. “Um dos resultados de quase 10 anos de parceria entre o IOUSP e a Plastivida é o EnTenda o Lixo, um trabalho que traz a reflexão sobre o lixo dos mares e sua origem”.
A visão crítica traz reflexões sobre o cenário socioeconômico de cada local, assim como a procedência e a quantidade dos resíduos, o que nos possibilita tomar decisões práticas para sanar o problema. O objetivo é levar a crer que a co-construção do entendimento e das ações é fundamental para se resolver essa questão.
Amyr Klink lembrou a importância dos plásticos, sua variedade e eficiência, reconhecendo seus benefícios em aplicações diversas. “Acredito que a solução dessa questão passe por alguns pontos como a construção de um protocolo padronizado para nossos rejeitos, a disseminação da informação sobre os tipos de plásticos e sobre seu uso e descarte corretos, a valoração desse produto para que não haja desperdício de seu resíduo e, ainda, um olhar para a desigualdade social”.
O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense ressaltou o histórico da entidade em torno do tema, desde 2011, a partir do Compromisso de Honolulu, até as articulações para a articulação do “Fórum Setorial dos Plásticos – Por Um Mar Limpo”, e realização de ações em parceria com o IOUSP na busca da informação de educação ambiental.
Mencionou também ações realizadas no âmbito do Fórum, como o Programa Pellets Zero - OCS, que tem por objetivo auxiliar empresas na eliminação de eventual perda de pellets plásticos para o ambiente, assim como ações de educação e de promoção de boas práticas de consumo e descarte. “O lixo nos mares é uma questão que precisa envolver diversos atores em torno de um objetivo comum: poder usufruir dos benefícios dos plásticos e devolvê-lo a uma cadeia econômica circular, para que ele não seja encontrado inadequadamente”, completou o presidente.
Assista a webinar na íntegra.
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Entender o tamanho da indústria de reciclagem no Brasil, é o objetivo do estudo do PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico), parceira da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástic) e da Braskem, realizado pela Maxiquim.
O ponto de partida do estudo foi um mapeamento das indústrias de reciclagem mecânica de plásticos. Foram encontradas 716 empresas em operação, sendo que a maioria da recicladoras (88,54%), encontra-se nas regiões sul e sudeste do país. O estado da Bahia se destaca com 17 empresas recicladoras.
Em 2018, o faturamento bruto da indústria da reciclagem foi de R$ 2,4 bilhões, com a geração de 18,6 mil empregos e capacidade instalada de 1,8 milhão de toneladas de plásticos. Após esse mapeamento, foram realizadas entrevistas individuais com 144 indústrias, 20% do universo nacional de recicladores, procura entender melhor o volume de plástico reciclado, seu destino, os tipos de plásticos mais reciclados e estabelecer o índice de reciclagem do plástico.
Segundo o estudo, 3,4 milhões de toneladas de resíduo plástico pós-consumo foram geradas em 2018, sendo que 991 mil toneladas tiveram como destino a coleta seletiva, as cooperativas, os centros de triagem e/ou os sucateiros.
Desse volume, 234 mil toneladas ainda se perderam no processo de reciclagem e acabaram tendo como destino os aterros. “O último estudo que realizamos, em 2016, apontou um volume de resíduos plásticos reciclado de 550 mil toneladas. Ou seja, em dois anos, tivemos um crescimento de 37% na quantidade de plástico reciclado o que aponta para uma evolução do setor”, explica Simone Carvalho do comitê técnico do PICPlast.
O volume total de resíduo plástico consumido em 2018 foi de 1,3 milhão de toneladas, sendo que 34% foi gerado por PET, 21% por PEBD / PEBDL e 18% de PP. A maioria do plástico reciclado tem origem no uso doméstico (54,3%). O restante se divide entre pós-consumo não doméstico (17,3%) e resíduo pós-industrial (28,4%). Entre os plásticos de pós-consumo doméstico, 44,7% era PET e 17,5% era PEBD/ PELBD. O PET também foi o material mais reciclado após o consumo não doméstico.
A matéria-prima chega aos recicladores por meio das próprias indústrias plásticas (28%), pelos sucateiros (28%), pelos beneficiadores (15%), cooperativas (15%), empresas de gestão de resíduos (11%), catadores (11%) e direto da fonte geradora (2%). “Entre o volume de plástico reciclado, 65% são artigos de uso único, que é a grande maioria dos resíduos destinados à reciclagem mecânica, com destaque para as embalagens”, explica Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.
A maioria do resíduo consumido veio do Sudeste do país (50%), seguido pelo Sul (29%), Nordeste (11%), Centro Oeste (6%) e Norte (4%). Aproximadamente 33,5% (ou 421 mil toneladas) do volume de resíduo consumido não provêm do mesmo estado sede dos recicladores. “Isso ocorre porque os recicladores estão concentrados nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, mas a quantidade coletada não é suficiente para a capacidade instalada das recicladoras, complementa Solange.
O volume de resíduos plásticos que se perdem no processo de reciclagem é de 159 mil toneladas. Sendo o PET responsável por (54,3%). “O principal motivo das perdas ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, devido à triagem desqualificada. Além disso, materiais com adesivos, sujeira orgânica”, destaca Solange.
Já das 757 mil toneladas de resíduos reciclados, 328 mil toneladas ou 43,3% foram transformadas em PET, seguidas de 18% transformadas em PEAD e 17% em PEBD/PELBD e 15% em PP. 18% do plástico reciclado é utilizado pela indústria de Higiene Pessoal e Limpeza Doméstica, 13% na Construção Civil, 10% no segmento de Bebidas.
Solange ressalta que podemos ver um crescente aumento da geração de plástico pós-consumo, assim como quando percebemos que mais de 750 mil toneladas de resíduos plásticos foram recicladas, mesmo com a coleta seletiva e a reciclagem dos materiais restritas aos grandes centros. “Se compararmos com outros países da União Europeia ou dos Estados Unidos, sabemos que fazemos um excelente trabalho de reciclagem mecânica. Contudo, precisamos evoluir também na reciclagem energética, já que os plásticos são fundamentais no processo e já servem como combustível para que o processo ocorra com eficiência, bem como na reciclagem química”, finaliza Solange.
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Reforçando o compromisso de oferecer soluções inovadoras para o segmento de embalagens flexíveis, a Dow apresenta ao mercado latino-americano seu novo portfólio de soluções adesivas para laminação. A empresa promove a junção de diferentes substratos que compõe uma embalagem.
A nova linha de adesivos solventless PACACEL, são opções de alta eficiência para aplicações em embalagens que vão do uso geral ao alto requerimento de desempenho, como o envase de produtos químicos agressivos e estruturas que são submetidas a processos térmicos, como esterilização, pasteurização e cozimento. Devido à ampla gama de aplicações, essa nova linha de adesivos permite que convertedores capturem novas oportunidades de negócio, além de possibilitar a otimização em custos, criando, assim, valor significativo para a cadeia de produção.
O sistema de adesivos solventless MOR-FREE, conta com uma excelente processabilidade, que contempla sistemas de adesivos bicomponentes sem solvente projetados para correr a uma alta velocidade de máquina sem geração de névoa e que proporcionam cura acelerada das estruturas laminadas, além de proporcionar um tempo de aplicação da mistura mais extenso. Essa linha de adesivos é indicada para laminação de uma ampla variedade de filmes impressos e não impressos como PE, PP, BOPP, PA, além de alumínio e filmes metalizados.
Lucas Sasahara, Gerente de Marketing para o setor de Adesivos da Dow na América Latina comenta “os adesivos de laminação são de extrema importância na composição estrutural de uma embalagem. Nosso portfólio garante a maximização da eficiência nos processos de laminação. Por isso, trabalhamos a inovação de forma colaborativa com a cadeia de valor para atender as necessidades do mercado local e, ao mesmo tempo, cumprindo com as regulamentações a nível global”.
Os sistemas MOR-FREE e PACACEL já estão em fase comercial e atualmente são produzidos em unidades fabris da América Latina.
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Dando sequência a série de entrevistas com presidentes de associações e sindicatos do mercado plástico, trazemos hoje um bate-papo com Laercio Gonçalves, CEO da Activas e presidente da ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) para falar como o mercado de resinas está enfrentando esse período.
Para o presidente, o ano será de recuo de 12% no setor, com retomada em 2021 que pode chegar a 20%. “Em geral tentamos nos adaptar em investimentos e tecnologia, sem comprometer o atendimento ao cliente”, contou o presidente.
Confira a entrevista na íntegra:
Plástico Virtual - Como o setor se adaptou à nova realidade? Especialmente no viés econômico. Houve retração considerável? Como lidam com os números?
Laercio Gonçalves - Assim como os outros setores, nos adaptamos ao protocolo da OMS (Organização Mundial da Saúde), com uso de máscaras, álcool em gel, distanciamento social, trabalho em home office das equipes administrativas e comercial. Na logística e entregas reforçamos a higienização e aplicação de segurança dos colaboradores, além do afastamento daqueles que fazem parte do grupo de risco.
Houve um recuo significativo de aproximadamente 40% no faturamento de segmentos que atendem embalagens, higiene e limpeza, por exemplo. Em outros, esse número chegou a 50%, como é o caso do setor automobilístico. Em geral tentamos nos adaptar em investimentos e tecnologia, sem comprometer o atendimento ao cliente.
PV - Em relação a vagas de trabalho, como estão lidando com as perdas? Existe alguma iniciativa governamental para ajudar nesse quesito?
LG - A associação pede para que não tenha demissões, obviamente que, com alguma demanda fraca teve demissões nos colaboradores que atuavam dentro do regime de terceirização.
Nos transformadores houve grande queda, alguns estavam desesperados e já estavam tomando decisões e realizando demissões logo em março, por isso foi importante a conversa, para proteger todos os postos de trabalho.
A redução e suspensão de jornada através da MP do Governo Federal, foi importante e preciso para as indústrias terem um tempo de retomada na economia.
PV - O que espera do próximo ano?
LG - Pro ano que vem, a retomada vai ser no nível do ano de 2019, pelas características de uma maior nacionalização dos produtos e uma retomada progressiva da economia, uma vez que o consumo ficou retraído em muitos setores.
Hoje temos mais de 11 mil transformadores, e muitos infelizmente não tiveram acesso a financiamentos pelos bancos, e acredito que vai ser um pouco mais difícil a retomada dos pequenos empresários.
Acredito que para 2021 teremos um nível de 2019, no primeiro semestre estávamos indo muito bem, com crescimento de 17%, 18%, esse ano, infelizmente, houve uma queda de 12% a 15%.
PV - Como lidam com a nova realidade? Existe alguma ação que queira destacar?
LG - Somos e temos que ser otimistas quanto ao trabalho, mercado e com as pessoas. Como sempre digo a nova realidade tem como principal ponto os “3Ss”: Segurança, Saúde e Solidariedade. Esses são os novos pontos para nos recuperarmos bem, aos poucos e com responsabilidade.
O plástico está sendo essencial no enfrentamento do COVID-19, com embalagens de alimentos flexíveis e descartáveis, nos produtos farmacêuticos, médio hospitalar entre outros segmentos a participação deve aumentar. Uma grande oportunidade será para educar o descarte correto, reciclagem e crescimento da economia circular.
A tecnologia, e a questão online trouxe um impacto, algumas empresas sofreram mais e foram se adequando para conseguir equipamentos. Cada uma sofreu de uma forma nesse processo.
A facilidade de fazer reuniões online, de atender com a mesma qualidade. Todo esse período mostrou que é possível se adaptar ao trabalho remoto, dando mais liberdade ao colaborador, sendo mais flexível com horários. O lado bom disso é a modernização das estruturas, dar a escolha ao colaborador.
PV - Existe algum dado de recuperação econômica ou ao menos projeção?
LG - Nesses últimos meses estima-se uma queda de aproximadamente 40% no setor de forma geral. Nossa visão é de recuperação lenta, mas consistente e, ao final do ano, ter um recuo de 12%.
Para 2021, buscamos retomar os 12% e crescer um pouco mais, recuperar de 15% a 20%.
PV - A oscilação do dólar afeta a produção local? De que forma?
LG - As resinas são precificadas em dólar no mundo todo. Na pandemia houve mudanças nos preços, na produção e oferta dos insumos como petróleo, nafta, gás de xisto entre outros, alterando o cenário. No Brasil houve um aumento importante no dólar, mas na conta final o preço para o cliente ficou com um aumento médio de 17%.
A questão do dólar pode trazer uma cultura para dentro das próprias empresas, e pensar que nós temos capacidade de produzir tais demandas e isso é muito positivo para o mercado.
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Em nossa sequência de notas diárias sobre o novo coronavírus, trouxemos a Tiken, empresa especializada em produtos químicos que atende os segmentos de plásticos, borracha, tintas, vernizes, tintas de impressão e adesivos.
As notas diárias possuem como objetivo, manter o mercado informado sobre como as empresas estão atuando e informar os casos no país, que até o momento, contabilizam 1.345.470 casos da doença, segundo as secretarias estaduais de saúde.
Para Andrei Fachini, diretor de vendas da Tiken, a empresa investiu muito em ferramentas para conseguir fazer reuniões onlline. “A empresa fez investimento e com isso, conseguimos manter o bom relacionamento com grande parte dos nossos clientes, mesmo sabendo que tivemos uma queda de produção, tanto na empresa, quanto para os clientes”.
O diretor ainda destaca que conseguiram manter o estoque, e como o negócio da empresa é importação e distribuição de produtos químicos, o medo era fica desabastecidos para atender o mercado. “Mesmo com a queda de produção, nós conseguimos receber material da China, porém a nossa grande dificuldade foi a questão do câmbio, pois ele afeta o nosso negócio e os negócios dos clientes. Ainda assim conseguimos fazer algumas negociações pontuais, para não afetar diretamente no cliente, que muitas vezes compra em dólar e tem que repassar em real”.
Para Fachini, a retomada será lenta, porém necessária. “Acreditamos que a partir de agosto teremos uma melhora, o mercado está se esforçando para retomar e apresenta esforços para melhoria. Já para nós, durante a quarentena, focamos em produtos da própria marca da Tiken, focamos em ajustar e acelerar alguns projetos que estavam parados, para lançar no segundo semestre produtos novos”, finaliza.
Esta nota diária é uma ação do Portal Plástico Virtual em parceria com as revistas Embanews e Ferramental, e a Feira Interplast. Nos unimos para vencermos juntos a atual situação, além de mantermos você atualizado com as principais informações a respeito do atual momento em que vivemos. Para saber mais sobre o Projeto: Juntos para vencer a pandemia, assista ao vídeo.
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