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Empresa inaugura unidade de reciclagem mecânica

A unidade tem de reinserir 250 milhões de embalagens plásticas por ano na cadeia produtiva

Com a meta de ampliar o portfólio de produtos com conteúdo reciclado, a Braskem inaugura sua primeira unidade de reciclagem mecânica.

A planta fica localizada em Indaiatuba (SP), e foi criada em parceria com a Valoren.

Por sua vez, a empresa parceira desenvolve tecnologia e faz gestão de resíduos para a transformação em produtos reciclados.

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De antemão, essa nova instalação da Braskem teve um investimento de R$67 milhões, e entrou em operação em março deste ano.

Situada em um ambiente que possui 9 mil metros quadrados de área construída, onde trabalham mais de 150 colaboradores.

Assim, a unidade será capaz de transformar, a cada ano, 250 milhões de embalagens plásticas pós-consumo feitas de polietileno e polipropileno.

As resinas passarão a ser utilizadas como matéria-prima pela indústria de transformação e chegarão ao consumidor por meio de novos produtos.

Por exemplo, mobiliário, embalagens secundárias, itens de jardinagem e pintura, entre outros.

Edison Terra, vice-presidente de Olefinas e Poliolefinas da Braskem, descreve os detalhes dessa unidade.

Terra explica: “A unidade processa, em sua maioria, resíduos domésticos, considerando material rígido de PE e PP, como embalagens de alimentos, cosméticos e outras”.

Tecnologias e soluções ESG da Braskem

reciclagem mecânica

No caso do projeto de unidade para reciclagem mecânica, a Braskem conta com maquinário e tecnologia europeia de ponta, complementada por equipamentos nacionais.

Dessa forma, a empresa possui uma unidade de reciclagem mecânica que contém linha de lavagem de alto desempenho, com selecionador óptico para remoção de contaminantes.

Além disso, possui silos homogeneizadores, sistemas de dosagem de aditivos e insumos de alta precisão.

Bem como, modelo para eliminação de odor e de filtração de polímero de alto desempenho, o que contribui para a qualidade do plástico final.

Nesse sentido, Terra explica que a linha de reciclagem é formada por um complexo modular, que integra diferentes etapas, sendo desenvolvido com Know-how da Braskem.

O vice-presidente comenta: “Não poderíamos construir uma planta sem considerar, além da segurança das pessoas, as melhores práticas de sustentabilidade em sua infraestrutura”.

Segundo ele, é realizado o tratamento de água de recirculação, a fim de otimizar os recursos de água e de energia.

Ainda mais, esse projeto faz parte do propósito da Braskem em criar soluções sustentáveis da química e do plástico.

A empresa, em sua estratégia de transição para economia circular, está fortemente pautada em soluções de reciclagem mecânica avançada.

Como destaca o vice-presidente: “Seguimos atuando em parceria com outros elos da cadeia para fortalecimento deste processo. Transpondo barreiras técnicas e logísticas para garantir um material reciclado de qualidade e em quantidade”.

Terra conclui: “Estamos construindo um caminho para agregar valor aos resíduos plásticos”.

Próximos projetos da empresa

Primeiramente, a empresa anunciou, em fevereiro, um acordo para construção de uma unidade de reciclagem avançada, também em parceria com a Valoren.

Além disso, nesse mesmo mês, a Braskem anunciou a criação do Cazoolo, um centro de desenvolvimento de embalagens sustentáveis.

Assim, a empresa espera cumprir o objetivo de atingir 1 milhão de toneladas de produtos com conteúdo reciclado até 2030.

Com essas iniciativas complementares a essa planta de reciclagem mecânica, a Braskem cumprirá esse objetivo no prazo estipulado.

Somados, os três projetos representam um aporte de cerca de R$ 130 milhões.

A Braskem também fechou com a Valoren a construção e instalação de uma unidade de reciclagem avançada, em Indaiatuba.

De modo a, transformar, através do processo de pirólise, resíduos plásticos não recicláveis mecanicamente em matéria-prima circular certificada.

Essa unidade terá um desembolso conjunto de R$ 44 milhões, que deverá começar a operar no primeiro trimestre de 2023.

Tendo capacidade de produzir 6 mil toneladas de produtos circulares por ano.

Terra resume: “Por meio dessas três frentes importantes, desejamos fechar o ciclo da economia circular. Assim melhorando os processos e caminhos ligados à reciclagem de resíduos plásticos no Brasil e no mundo”.

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