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Para reconhecer as boas práticas ambientais, sociais e de governança, a Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), criou uma premiação para avaliar pequenas e grandes indústrias nesse quesito.

Se as grandes indústrias  têm mais capital e consultoria para implantar projetos inovadores de sustentabilidade, as pequenas indústrias, com esforço e criatividade, não ficam atrás. 

Isso porque, no ano passado, a vencedora do Prêmio Sesi ODS na categoria pequenas indústrias foi de Maringá. 

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A fabricante de equipamentos metálicos para pecuária começou a trilhar o caminho da sustentabilidade com uma ação singela: eliminando utensílios de uso único, como copo descartável.

Assim, cada funcionário ganhou um copo reciclável e a economia gerada foi de 5 mil copinhos plásticos por mês. 

O passo seguinte foi mais ousado, sendo ele um sistema de coleta e reaproveitamento da água de chuva.

Dessa forma, é capaz de gerar uma economia de 50 metros cúbicos por mês na temporada mais chuvosa.

Ou seja, é água suficiente para abastecer quatro famílias de quatro pessoas cada por um mês. 

Tratamento de água e usina de energia solar

A fábrica utiliza muita água para a lavagem das peças metálicas. Além de coletar a água da chuva, o sistema também trata a água residual que vai para a rede de esgoto. 

Além disso, a empresa também tem uma usina de energia solar, que produz um terço da energia consumida pela fábrica. 

E a meta é ampliar os painéis fotovoltaicos e chegar a 70% da energia necessária para movimentar as máquinas.

Isso porque, em dois anos foram retiradas do ambiente 56 toneladas de carbono.  

A diretora presidente da fábrica, Mariana Beckhauser, diz que toda indústria gera impacto, a questão é o que fazer para reduzir os danos.

Ela destaca que: “O negócio só é saudável, só dá lucro, se ele estiver promovendo saúde para o meio em que está inserido”.

Para Carlos Walter Martins Pedro, presidente da Fiep, essa preocupação com a sustentabilidade não é despesa, é investimento, que retorna em valor econômico para a empresa.

Sobretudo, o Prêmio Sesi ODS reconhece práticas que ajudem a alcançar até 2030 os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

E a fabricante de equipamentos metálicos foi premiada novamente este ano no Prêmio Sesi ODS 2022 na categoria inovação. 

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A Ekonatura, empresa localizada numa aldeia, em Cabo Verde, faz a reciclagem de vidro e plástico, com intuito de dar uma nova vida transformando em objetos decorativos, bijuterias e materiais para construção civil. Isso tudo usando a energia solar.

A princípio, o processo de economia circular se inicia com a reciclagem das garrafas nas casas, ruas e lojas da comunidade e arredores. 

Nesse sentido, até as empresas da zona fornecem diretamente os resíduos à Ekonatura. 

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Em seguida, os resíduos recicláveis chegam nas instalações da Ekonatura, localizada em São Francisco, a 10 km da Praia, se trituram para serem transformados.

Para se conseguir 4 kg de areia de vidro, são necessárias 24 garrafas de 33 cl. E para se ter 1 kg de plástico, usam-se 14 garrafas de 5 litros.

Além disso, as máquinas que se tritura os resíduos têm ainda a particularidade de se mover a energia solar.

Entre as peças criadas estão vasos com área de vidro e cimento branco para decoração, porta-copos com plásticos e pavês para construção civil.

Um trabalho de impacto positivo

reciclagem de vidro e plástico

O trabalho da Ekonatura tem um papel importante tanto a nível social como ambiental. 

Isso porque, além de dar trabalho a sete pessoas da aldeia, a reciclagem do plástico e do vidro ajuda a manter a zona mais limpa.

Outro fator positivo que a Ekonatura trouxe para a comunidade foi o incentivo à reciclagem. 

Sobretudo, a Ekonatura tem o apoio da Associação Comunitária de Desenvolvimento de São Francisco.

A empresa funciona como um protótipo que permite mostrar que a reciclagem em Cabo Verde pode funcionar, mesmo nas comunidades.

Foi criada em 2019, no âmbito do projeto Raiz Azul, financiado pela The Darwin Initiative, do Reino Unido, e implementado pela Associação Cabo-verdiana de Ecoturismo (ECOCV), em parceria com a Universidade de Cabo Verde

Apenas no início de 2022, se tornou oficialmente uma empresa de reciclagem de vidros e plásticos.

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Pensando em expandir a economia circular do plástico, a Ambipar, firmou parceria com a Dow Brasil Indústria e Comércio de Produtos Químicos. Essa união surge com um projeto piloto para ampliar a coleta de resíduos domésticos e industriais.

Ou seja, materiais que teriam destinos inapropriados, e o projeto garante que os mesmos sejam reciclados.

O projeto tem capacidade de abrangência nacional e as ações estão programadas para início de 2023.

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A atuação tem como objetivo ampliar o escopo e as oportunidades do trabalho que já vem sendo desenvolvido entre Dow & Ambipar com projetos de logística como o Corredor Sustentável.

Portanto, esse novo momento consiste em ampliar os investimentos e ações com cooperativas de catadores, desenvolvimento de novos produtos.

E, principalmente, resinas diferenciadas, que atendam às metas de ESG de cada um desses setores.

Mais sustentabilidade e oportunidades

Carolina Mantilla, diretora de Sustentabilidade, Embalagens e Plásticos Especiais da Dow, destaca que o fortalecimento da parceria e o compromisso é um exemplo de como a Dow trabalha para avançar em ações colaborativas.

Isto é, ajudando a fechar o ciclo dos plásticos, que é uma das suas principais metas. “Até 2035 pretendemos ter 100% dos produtos Dow vendidos em aplicações de embalagens reutilizáveis ou recicláveis. Por isso, acreditamos que, somente através de cooperações com toda a cadeia de valor, poderemos atingir esse objetivo”.

Sobretudo, algumas das ações principais que serão praticadas pela parceria consistem em avaliar os resíduos plásticos, preparar instalações para recuperação desses materiais, selecionar modelos de coleta e conversão em alta escala.

Ao mesmo tempo em que se melhora a qualidade de todos os plásticos recicláveis e, contribui para designar o mercado final para a conversão desses materiais reciclados.

Práticas essenciais para sustentabilidade

Cristina Andriotti, CEO da Ambipar, destaca: “É muito importante para a Ambipar poder contar com empresas que são referências em seus setores, pois é assim que conseguiremos garantir que todos os elos da cadeia do plástico estejam trabalhando para a circularidade e reciclagem, gerando impacto social e ambiental significativos”.

Ainda mais, as empresas trabalharão para desenvolver processos e atender às especificações para reciclagem avançada.

Assim, possibilitando ampliar o portfólio de resinas, aumentar a aquisição de matéria-prima para explorar formas de desenvolver novas resinas plásticas, mais sustentáveis e desenhadas para a reciclabilidade.

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Saco de lixo reciclado

As empresas têm buscado alternativas mais sustentáveis para oferecer a seus clientes, um exemplo disso é a Embalixo, empresa responsável por criar o primeiro saco para lixo com materiais reciclados do Brasil. 

A princípio, o lançamento é fabricado a partir de materiais renováveis e é o único do mercado. 

Rafael Costa, diretor de operações da marca, explica que o saco de lixo é compostável e biodegradável, por isso se degrada no meio ambiente e vira adubo, não gerando microplástico.

Além das vantagens do novo produto citadas por Costa, o saco apresenta maior facilidade para se decompor, levando no máximo 180 dias. 

Após isso, ele é transformado em material orgânico. O saco também não possui data de validade, podendo ser armazenado por tempo indeterminado.

Destinação correta

Com quase 15 mil famílias participantes do programa so+ma Vantagens, o programa viabilizou a correta destinação de 1 mil toneladas de resíduos sólidos nos últimos doze meses. Assim, gerando um incremento substancial de emprego e renda e evitando o descarte de materiais nos lixões da cidade.

A princípio, o programa é apoiado pelo Grupo HEINEKEN e desenvolvido pela startup so+ma em parceria com a Prefeitura de Salvador. 

Sobretudo, criado com o objetivo de promover a economia circular e oferecer benefícios reais para atitudes socioambientais, o programa estimula a população participante a fazer o descarte em um dos seus 12 pontos de coleta.

Assim, acumulando pontos e podendo trocá-los por produtos ou serviços – como cursos profissionalizantes, alimentação básica e itens de higiene.

O auxílio vem contribuindo com pessoas em situação de vulnerabilidade, em especial, durante e pós o período de pandemia, que impactou a população brasileira economicamente.

Nesse sentido, o Grupo HEINEKEN é um dos principais parceiros do programa e vem atuando em conjunto desde a concepção do projeto. 

Ornella Vilardo, Diretora de Sustentabilidade do Grupo HEINEKEN, destaca que: “Este programa é de extrema relevância para toda a agenda que temos construído para aumentar os nossos impactos positivos em nosso entorno”.

Desde o lançamento do programa em Salvador, em 2019, já foram distribuídas mais de 66,5 mil recompensas. 

Desse total, se registraram mais de 50 mil itens alimentícios básicos e 276 cursos de capacitação profissional e empreendedorismo.

Logística reversa das havaianas

O programa Havaianas reCICLO encerra 2022 com 126 pontos de coleta em lojas Havaianas de 43 cidades. Dos 20 estados atendidos no total, sete foram incluídos nesta etapa: Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas.

Até setembro de 2022, o Havaianas reCICLO já beneficiou cerca de 1209 famílias por meio das cooperativas de reciclagem e garantiu o descarte adequado.

Bem como, a reciclagem de um volume equivalente a 74% dos torcedores no estádio do Maracanã calçando Havaianas (mais de 59 mil pares).

Dessa forma, ao invés de se tornar lixo, essas sandálias se transformam em outros produtos como tapetes, pneus maciços utilizados em carrinhos de mão.

Assim como, mobiliários revestidos de manta de borracha, como os bancos e prateleiras presentes em lojas Havaianas.

Para descartar suas sandálias basta ao consumidor depositá-las em um dos coletores Havaianas reCICLO, disponíveis nas lojas da marca.

Confira a lista completa de pontos de coleta e não deixe de destinar corretamente seus chinelos usados.

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Sede da feira K 2022, maior evento internacional de plástico, a Alemanha vive uma escassez de mão de obra no segmento de plástico e borracha. Essa é uma informação que partiu do diretor geral da associação de máquinas para plástico e borracha da VDMA, Thorsten Kühmann. 

De acordo com uma pesquisa da VDM citada por ele, 77% das companhias do setor declararam estar atrás de profissionais.

Isto é, uma fração de 27% deles classificou a escassez de candidatos como grave e 1/3 afirmou temer piora da insuficiência nos próximos meses.

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Para Kühmann o quadro com o efeito demográfico, é mais especialistas se aposentando que novatos entrando no mercado de trabalho.

Além disso, outras frentes de engenharia mecânica demandam técnicos, o que enxuga o efetivo de profissionais disponível.

Bem como, a indiferença dos jovens ao apelo de trabalhar no segmento de plástico e borracha, em funções como operadores de máquinas básicas.

A busca por profissionais novatos

Segundo o dirigente da VDMA, os novos talentos não se atraem até mesmo com a sintonia entre plásticos e sustentabilidade.

Nem tampouco pelo embarque de sua manufatura na digitalização e produção inteligente.

Portanto, para reagir ao descaso dos novos engenheiros alemães, Kühmann conclama todo segmento de plástico e borracha.

Assim, incluindo recicladores e transformadores, a sensibilizar essa mão de obra extrapolando o foco nos avanços tecnológicos para acentuar as vantagens ecológicas.

E ao bem estar proporcionadas por todos os elos do universo plástico, algo na trilha do evento anual Manufacturing Day, na primeira sexta-feira de outubro.

Isto é, quando indústrias como as máquinas e transformação de resinas dos EUA recebem estudantes de todos os níveis para divulgar suas atividades e despertar o interesse pelo trabalho na potencial mão de obra.

Investimento em universidades alemãs

Desde a percepção dessa necessidade de novos profissionais para suprir a demanda, o orçamento para financiamento do ensino superior alemão aumentou.

Isso porque, além da formação de novos profissionais, o país busca um avanço ainda maior na área da pesquisa.

Nesse sentido, o presidente da associação de reitores da Alemanha, Peter-André Alt, destaca que: "Quem aprende a pensar em métodos, a resolver problemas, se comunicar, tomar decisões e produzir rapidamente entendimento a partir de informações, pode atuar com sucesso em vários setores".

Este ano, foi estabelecido um pacto com regras para o financiamento do ensino superior entre 2021 e 2030.

Do total estabelecido no pacto, 41,5 bilhões de euros (cerca de R$ 183 bilhões) serão destinados ao ensino superior.

Sendo com recursos vindos metade do governo federal e outra metade de Estados. 

Sobretudo, esse valor corresponde, em média, a 2 bilhões de euros a mais por ano em relação ao investido em 2019.

Por fim, Alt ressalta a importância do ensino superior para além da indústria alemã. "Na Alemanha, temos uma consciência geral de que as universidades são importantes para prosperidade econômica, para o potencial futuro do país. Ou seja, não somente para produção industrial e técnica, mas também para a memória coletiva cultural e para a compreensão da história e sociedade", finaliza.

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Para celebrar a importância e relembrar o impacto ambiental positivo da destinação correta dos resíduos sólidos, é comemorado o dia do reciclador em novembro. Além disso, a comemoração tem o objetivo de promover ações de reciclagem e reutilização de materiais durante e depois desse mês.

Nesse sentido, o diretor industrial da Lar Plásticos, Leonardo Marino, explica como o dia do reciclador impacta na destinação correta dos resíduos sólidos.

Segundo ele, esse mês foi instituído no calendário ambiental do Brasil com o objetivo de destacar quais são as prioridades na gestão de resíduos sólidos.

Ou seja, a redução, reciclagem, reutilização e tratamento adequado do resíduo. 

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O diretor industrial ressalta: “No mês se debate o tema valorizando todos os envolvidos na cadeia, desde o catador até os órgãos e empresas responsáveis pela transformação do material pós-consumo”.

Atualmente, segundo a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), cada brasileiro gera em média 1 kg de resíduo por dia. 

Marino pontua que isso significa um consumo desenfreado e apenas a conscientização não resolve o problema por completo. 

Ele destaca: “Por isso, administrar corretamente esse montante por meio da reciclagem e tratamento dos resíduos é primordial. Ainda temos um longo caminho pela frente, porém a educação ambiental é o primeiro passo para índices mais favoráveis”.

Lar plásticos e o setor de reciclagem

Sobretudo, a Lar Plásticos é uma plataforma de economia circular. “Ela atua diretamente na transformação do plástico pós-consumo em matéria-prima para a produção de novos artigos destinados à coleta seletiva e urbana”, explica Marino.

Além disso, segundo ele, também se desenvolve, junto aos parceiros da empresa, soluções customizadas para organizações que precisam lidar com a questão do resíduo.

Ou desejam produzir gerando o menor impacto ambiental possível, utilizando insumos recicláveis.

De acordo com o diretor industrial, mensalmente, a Lar Plásticos transforma mais de 1,2 mil toneladas do insumo plástico.

Sendo que grande parte dele é proveniente do resíduo residencial e menos de 10% advindo do setor industrial. 

Como explica Marino: “Por meio da verticalidade, concentramos todo o processo produtivo na unidade fabril localizada em Atibaia (SP), onde acompanhamos o processo desde a chegada da sucata até o envio do produto final para o cliente”.

Projeto para arrecadação de tampinhas plásticas

A Lar Plásticos, em Atibaia e Campo Limpo Paulista, junto às Prefeituras locais, criou um projeto de arrecadação de tampinhas plásticas que reverte os recursos para fins sociais. 

Assim, a iniciativa beneficente conta com a colaboração da comunidade para o recolhimento das tampinhas nos estabelecimentos.

Isto é, escolas e pontos de coleta parceiros que destinam os resíduos para a Lar Plásticos.

Segundo Marino, somente em 2021 na cidade de Atibaia foram mais de 10 toneladas de plástico arrecadas e transformadas. “Volume que pode ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social por meio da compra de cobertores, panetones e ovos de Páscoa durante os períodos da campanha”, finaliza.

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Especialista em soluções voltadas para sustentabilidade e economia circular, a Ecoboxes Embalagens Plásticas, tem se destacado pelo pioneirismo na produção de caixas e paletes com zero carbono.

Assim, a empresa caminha alinhada à responsabilidade ambiental, sustentabilidade e economia circular. Isso porque, a Ecoboxes utiliza o material UBQ, um aditivo termoplástico 100% de base biológica.

Sendo ele, produzido 100% a partir de reciclados, incluindo mix de plásticos, papel, papelão e orgânicos.

Dessa forma, é adequado para produzir plásticos convencionais em várias aplicações duráveis.

Durante o processo de fabricação de caixas e paletes plásticos, os resíduos são redirecionados, reutilizando plásticos provenientes de reciclagem.

Bem como, resíduos de aterros sanitários para se transformarem em aditivo biológico e, assim, reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

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Uma solução inteligente

A solução inteligente e sustentável se emprega em parceria com a Pepsico. Assim, foram produzidos 30.000 paletes ecológicos, usados para transporte de cargas em dois centros logísticos da empresa e na operação logística, no geral.

Além do aditivo sustentável, os paletes são feitos a partir de materiais reciclados que incluem resina PP reciclada e BOPP reciclado.

Isto é, película plástica - “saquinhos de salgadinhos” usada na embalagem de snacks da empresa - que completam o ciclo de economia circular.

Para esse projeto foi economizado o equivalente a mais de 240.000 kg de emissões de GEE – que corresponde ao sequestro anual de carbono de 18 mil árvores. 

Além disso, mais de 12 mil kg de resíduos serão retirados de aterros sanitários e transformados em um material útil.

Eficiência e sustentabilidade para indústria

Sobretudo, esse é um material diferenciado que representa uma alternativa à cadeia como um todo.

Principalmente no que se refere à coleta, triagem, transporte e disposição final em aterros, ressalta Denise Beck Cardoso, coordenadora comercial e de marketing da Ecoboxes.

A executiva finaliza dizendo que: “Priorizar a economia circular e soluções sustentáveis é essencial para enfrentarmos a crise climática global. Juntos, traremos impacto climático positivo para um sistema anteriormente esgotador de recursos”.

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Conhecido popularmente por Isopor e tecnicamente por EPS, o poliestireno expandido, apesar de ser um material rígido, pode ser reciclado. Isso porque, o material é composto por 98% de ar, é atóxico e livre de CFC. Assim, podendo passar tanto pela reciclagem mecânica quanto pela energética e química.

A Termotécnica, mostra isso já que já reciclou 44 milhões de toneladas desse produto. 

Nesse sentido, Nivaldo Fernandes de Oliveira, diretor superintendente da empresa, destaca: “Temos toda a tecnologia para reciclar e já existe a economia circular”.

Para ele, o desafio é “integrar os elos da cadeia”. A empresa, de Joinville (SC), é a maior fabricante de embalagens em EPS do país, com unidades em cinco estados.

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Assim, atendendo segmentos como linhas branca e marrom, agronegócio, alimentos, fármacos e vacinas. “Há 14 anos começamos a trabalhar a reciclagem do EPS”, conta o executivo. 

Nesse período, a Termotécnica registra o recolhimento e reciclagem de mais de 44 mi de toneladas do produto. 

A princípio, o trabalho para recolhimento se dá na logística reversa, garantindo que o material volte à empresa.

Dessa forma, atua junto a produtores, distribuidores e varejistas, além do consumidor final, em um caminho que leve o EPS às cooperativas e, de lá, às unidades da Termotécnica. 

Então, o Isopor - que deve chegar limpo, forma como também deve ser descartada pelo consumidor - passará por um processo de extrusão.

Isto é, retirada do ar, dando ao material uma outra forma para ganhar novas funcionalidades. De EPS (expandido), ele vira PS (comprimido).

Características do EPS, sua comercialização e reciclagem

Sobretudo, o EPS é um plástico celular rígido, resultado da polimerização do estireno em água. 

O produto final são pérolas de até três milímetros de diâmetro, que se destinam à

expansão. Por isso, no processo de transformação, essas pérolas aumentam em até 50 vezes o seu tamanho original, por meio de vapor, fundindo-se e moldando-se em formas diversas. 

Expandidas, as pérolas apresentam em seu volume até 98% de ar e apenas 2% de poliestireno. 

Em milímetro cúbico de EPS expandido, por exemplo, existem de 3 a 6 bilhões de células fechadas e cheias de ar.

De acordo com a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), o país produziu, no ano passado, 119,6 mil toneladas de EPS, volume que cresce ano a ano, sendo boa parte exportado. 

Dados recém-divulgados mostram que, entre os diferentes tipos de plásticos reciclados pós-consumo, o EPS só perde para o PET em percentual de

reciclagem.

Isso porque, em 2020, o índice foi de 30,9% de tudo o que é produzido (no caso do PET, este número chega a 53,5%; entre todos os plásticos, é de apenas 23,1%).

O EPS é utilizado como embalagem de eletrodomésticos e eletrônicos, caixas para armazenamento de bebidas e remédios, mas também em lajes e forros de imóveis.

Maneiras de reciclar o material

A princípio, existem basicamente três maneiras de se reciclar: a reciclagem mecânica, que é a mais comum, a energética e a química. 

As duas últimas são usadas quando o material reciclado será matéria-prima da própria indústria, como energia térmica, óleos e solventes, entre outros.

Por conta do desconhecimento de boa parte da população, a Termotécnica criou o portal Sou Reciclável, onde orienta sobre o descarte correto do EPS.

Dessa forma, todos os produtos da empresa têm um QR Code que leva à plataforma. 

De acordo com Oliveira, hoje há mais de 300 cooperativas integradas no sistema e mais de 30 gerenciadores de resíduos sólidos.

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Um projeto do RCGI (Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa), que é patrocinado pela Fundação de Amparo à Fapesp (Pesquisa do Estado de São Paulo) em parceria com a Shell, está desenvolvendo um plástico a partir do bagaço de cana-de-açúcar.

A princípio, o estudo está sendo realizado por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP). 

Antonio Carlos Bender Burtoloso, professor do IQSC-USP, explica que: “O Brasil é um grande produtor de etanol. Uma de nossas ideias é aproveitar o bagaço da cana-de-açúcar, que praticamente é jogado fora e usado como combustível para aquecer caldeiras, para criar moléculas orgânicas que vão derivar um plástico sustentável”.

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Nesse sentido, o foco dos pesquisadores são os poliuretanos, materiais poliméricos versáteis muito utilizados pela indústria.

Bem como, encontrados em espumas, colas, adesivos de alto desempenho e rodas de skate, por exemplo. 

O pesquisador pontua ainda que: “A constituição química dos poliuretanos é simples. Em geral, ela resulta da combinação de apenas dois monômeros, que é como chamamos as moléculas menores: no caso, um isocianato e um poliol.”

Segundo ele, esses monômeros são como peças de um quebra-cabeça. “Nas reações de polimerização, eles se juntam e formam moléculas longas e ramificadas. Estas, por sua vez, dão forma ao plástico ou de outro material polimérico”, explica.

O elemento chave da estrutura do polímero

A atenção dos pesquisadores do RCGI também se volta ao poliol, elemento chave na estrutura química dos poliuretanos.

Por isso, o especialista destaca: “Praticamente todos os polióis usados industrialmente na preparação de poliuretanos são derivados do petróleo, mas pretendemos prepará-los a partir do bagaço da cana”.

De acordo com Burtoloso, a celulose presente no bagaço é um polímero de açúcares que se quebram e dão origem a várias substâncias. “Sobretudo, o ácido levulínico, após um tratamento em meio ácido. Por sua vez, o ácido levulínico pode se transformar em uma outra molécula, a valerolactona”.

Assim, a partir dela se faz uma série de polióis totalmente oriundos da biomassa. “Inclusive, nossa equipe já construiu alguns deles de forma bastante eficiente.”

O resultado e os desafios

A princípio, o projeto é um desdobramento de outro estudo realizado entre 2018 e 2021, no IQSC-USP, também sob comando de Burtoloso. 

Ele explica: “Na época, conseguimos produzir um plástico com poliol totalmente originário do bagaço da cana, mas o isocianato era derivado do petróleo. Agora, queremos produzir outros polióis, bem como, o isocianato, tudo a partir de biomassa. Sem contar a ideia de substituir o gás fosgênio pelo CO2. É um grande desafio”.

Apesar dos bons resultados obtidos até agora, o caminho até obter a produção industrial desse tipo de plástico é longo e extrapola as fronteiras da universidade, lembra o pesquisador. 

Para ele, é um processo que envolve tempo e várias etapas. “Para começar, o protótipo do plástico desenvolvido em laboratório precisa ser avaliado por um engenheiro ou um químico de materiais, que vai checar fatores como a durabilidade e a flexibilidade do produto”, explica o pesquisador. 

Além disso, o protótipo de plástico também precisa passar por uma avaliação de custo para aferir a competitividade do produto no mercado. 

Outro ponto a ser checado é a viabilidade da produção em larga escala do invento.

Tanto é que, ele finaliza afirmando: “O especialista em síntese orgânica pode tanto melhorar algo já existente como criar algo totalmente inédito. O céu é o limite”.

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Árvore de natal feita com garrafa de plástico

A Praça Conde de Agrolongo, em Braga, Portugal, vai receber uma árvore de Natal sustentável, com cerca de oito metros de altura e constituída por cerca de 4.000 garrafas de plástico.

A empresa de águas, efluentes e resíduos de Braga Agere refere que as garrafas se recolhem e trabalham para gerar a árvore da sustentabilidade.

A princípio, a Agere irá possuir pontos de recolha nas suas instalações, no Centro Comercial Braga Parque, nas empresas da região aderentes e em todas as escolas.

As escolas que mais recolherem garrafas serão presenteadas com vales prémio a utilizar em produtos Science4You.

Refil reciclado

Em linha com a tendência sustentável do mercado, fabricantes de embalagens têm buscado soluções práticas e ecológicas. Esse é o caso da Veja Multiuso, que quer incluir 25% de plástico reciclado em suas embalagens até 2025.

Essas metas estão materializadas no “Veja Multiuso Power Nature" refil, um desinfetante biodegradável que vem em cápsulas, a ser misturado com água. 

A princípio, a mudança na composição permite utilizar a embalagem regular até 25 vezes.

Bruno Basso, gerente de desenvolvimento de embalagens da Reckitt Hygiene Industrial, destaca que: “Além da inovação tecnológica de formulação concentrada para multiusos e do pioneirismo no segmento, trouxemos a sustentabilidade em sua essência, por meio da economia circular”.

Sobretudo, para acondicionar a cápsula com o produto concentrado, entrou em cena o papel-cartão Supera.

Que se fabrica pela Ibema, o que trouxe resistência para a embalagem e boa qualidade no momento da impressão. 

A solução foi desenvolvida em parceria com a Congraf Embalagens, de São Paulo, vencedora do Prêmio Grandes Cases de Embalagem 2021. 

A gráfica realizou algumas opções no cartucho, com ajustes e adequações do dimensional, janela, gancheira etc.

Alta costura com plástico reciclado

A Seaqual, plataforma que dá segunda vida aos plásticos reciclados, tem transformado plásticos em fios finos de poliéster e depois duas empresas portuguesas do setor têxtil usam para produzir roupas em alta costura.

Sendo elas a A. Sampaio e Filhos e a Lemar, que produzem tecidos de poliéster reciclados com esse fio.

Em seguida, entregam os tecidos aos estudantes da Lisbon School of Design que fazem peças de moda, estampadas com tecnologia de impressão digital produzida pela Epson.

Nesse sentido, o Expresso SER foi conversar com Raul Sanahuja, responsável de comunicação da Epson Ibérica que explicou que esta ideia nasceu em 2019, em Barcelona, e depois foi importada para Portugal, em 2020.

Portanto, tendo o seu ponto alto nos dias em que os alunos da Lisbon School of Design vão mostrar as peças de moda que fizeram neste novo campo da moda sustentável.

Sobretudo, este processo de transformação do plástico em tecidos já existe no mercado.

Isto é, na indústria do automóvel que recorre cada vez mais este método para os têxteis usados no interior dos carros. 

Sanahuja explica que o objetivo é usar as peças que vão ser apresentadas pelos alunos da Lisbon School of Design. “Para consciencializar a indústria, para que a indústria as possa ver e tocar; são peças muito boas e que podem ser comercializadas”.

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