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Ativação do mercado italiano descortina oportunidades de parcerias e de negócios

Innovation Alliance tem o intuito de levar soluções, conhecimentos e estratégias para as empresas italianas

Pesquisa recém divulgada pela IPACK-IMA (www.ipackima.com) revelou uma sensível reativação na demanda interna de máquinas de embalagem na Itália em 2017, especialmente na primeira metade do ano. A alta é resultado de algumas políticas governamentais de incentivo ao consumo. Contudo, as empresas locais estão atentas para alguns riscos: aumento da concorrência internacional, aumento do preço das commodities, e alta nos custos trabalhistas e de serviços. Já se sentiu também que as exportações de máquinas de processo e embalagem, componentes e matérias-primas, para diversos segmentos industriais, caiu em comparação aos números registrados no mercado doméstico. Ou seja, o mercado italiano pode estar iniciando uma trajetória de abertura a produtos importados.

A tendência de um desempenho positivo no mercado doméstico perdurou em 2017. Se olharmos com mais atenção para alguns segmentos, vemos que as vendas de alguns alimentos frescos e produtos de conveniência, por exemplo, cresceram até 5%. Neste caso, as exportações mantiveram alta de 2% e o faturamento total do setor (vendas internas + exportações) foi 11% superior.

Embora os segmentos de carne e pescados apresentassem um crescimento limitado, eles fecharam a primeira metade de 2017 com aumento de 10% em relação ao esperado. A indústria de massas também registrou alta em faturamento total, reportada por 73% das empresas entrevistadas. O segmento de bebidas também confirmou a tendência de alta no mercado interno e revelou um desempenho mais positivo que o previsto no início de 2017.

Na contramão das expectativas, ficou o segmento de confeitos onde apenas 60% dos players reportaram alta nas vendas. Como resultado, as empresas do setor já revisaram suas metas para baixo. Mesma situação foi sentida na indústria de produtos para higiene doméstica e industrial, cujas exportações ficaram 20% abaixo do previsto. O mesmo aconteceu com saúde e cuidados pessoais, cujas exportações ficaram aquém das previsões em 17%.

Também houve um descompasso entre os números previstos e os efetivos registrados pelas indústrias de máquinas. Mas este descompasso foi positivo para o setor de máquinas para embalagem: a previsão de crescimento se intensificou na segunda metade do ano – 78% – superando os 63% previstos no primeiro semestre. O mesmo aconteceu com a previsão de faturamento: na segunda metade de 2017 ela chegou a 83% contra os 72% inicialmente previstos.

De modo geral, os empresários do setor concordam com a mesma lista de ameaças aos negócios locais: aumento da concorrência, fatores macroeconômicos que afetam as vendas de diversas maneiras, alta no preço das matérias-primas e da energia, alta nos custos de serviços e mão de obra e mudanças na política de impostos. Fica claro que a maioria destas ameaças tem impacto direto na saúde financeira das empresas o que, de alguma forma, abre o flanco para os players internacionais.

Uma boa oportunidade para confirmar a situação real do mercado italiano, que sempre teve uma aderência bastante forte com o mercado brasileiro, especialmente no que tange a máquinas para embalagem e processamento de massas, será a IPACK-IMA feira que acontece em Milão entre 29 de maio e 1 de junho. Este ano, a feira estará inserida na plataforma de inovação Innovation Alliance, criada pela Fiera Milano e que inclui outros shows – Meat Tech (carne), Plast (plástico), Print4All (gráfica) e Intralogística.

Os organizadores defendem que o setor de máquinas industriais continua importante na Itália e que 70% das tecnologias produzidas localmente são exportadas. Estima-se que o setor movimente 23,6 bilhões de Euros e empregue mais de 70 mil pessoas.

Innovation Alliance surge, portanto, como uma oportunidade para compartilhar conhecimentos e estratégias, dentro de um ambiente de cadeia produtiva inovadora e ávida por soluções que atendam ao desafio da indústria 4.0. O importante – e nisto todos estão alinhados – é agregar valor ao setor produtivo e ao cliente final, beneficiando os vários elos da cadeia.

Fonte: ABIEF

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