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Primeira reunião de Fórum Industrial da Mulher Empresária em 2024

Primeira reunião de Fórum Industrial da Mulher Empresária em 2024 Na última terça-feira, dia 05, o Fórum Industrial da Mulher Empresária, deu início às suas reuniões, em Brasília. O Fórum tem como objetivo promover a diversidade, estimular a inserção de mulheres em postos de gestão e liderança. Além de aumentar a presença feminina na estrutura […]

Primeira reunião de Fórum Industrial da Mulher Empresária em 2024

Na última terça-feira, dia 05, o Fórum Industrial da Mulher Empresária, deu início às suas reuniões, em Brasília. O Fórum tem como objetivo promover a diversidade, estimular a inserção de mulheres em postos de gestão e liderança. Além de aumentar a presença feminina na estrutura do Sistema Industrial e criar uma rede de apoio às indústrias lideradas por mulheres.

Grupo de mulheres reunidas no Fórum Industrial da Mulher Empresária, unidas para criar uma plano de ação

Sendo assim, o colegiado conta com a participação de 27 conselheiras que representam empresas, federações de indústrias e associações setores e redes. Bem como incluí conselhos e câmaras empresariais de mulheres.

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    Nesse sentido, espera-se a incorporação e atuação dessas mulheres em propostas de estratégias, ações e recomendações. A fim de acelerar o movimento de paridade de gênero, tanto no país, quanto na indústria. 

    Os avanços femininos

    Diante disso, a presidente do Fórum e diretora-executiva do Grupo Bandeirantes, Mônica Monteiro, destaca a importância do grupo instituído pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Pois ele coopera para ações sólidas. E para avanço do país de forma mais rápida em direção à igualdade de gênero.

    Dessa maneira, ela ressalta: “A gente tem muito trabalho para fazer e, se não fizermos uma pela outra, não vamos conseguir mudar esse cenário, melhorando cargos, salários e criando mais oportunidades para as mulheres”.

    Apesar do levantamento do Observatório Nacional da Indústria da CNI revelar que uma progressão salarial, ainda resta um caminho longo a ser traçado. A avaliação analisou esta situação nos últimos 10 anos.

    Nesse intervalo de tempo, observou-se um incremento de 6,7 pontos na igualdade salarial, evoluindo de 72 em 2013 para 78,7 em 2023. O estudo, baseado nos microdados da PNADc (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, avaliou a equidade de gênero numa escala padronizada de 0 a 100. Assim, valores mais próximos de 100 indicam uma maior igualdade entre mulheres e homens.

    Ao analisar o indicador de liderança, percebe-se um aumento na presença feminina em cargos de decisão. Pois a proporção de mulheres em posições de liderança subiu de 35,7% em 2013 para 39,1% em 2023. Assim, representando um incremento de aproximadamente 9,5% ao longo da última década.

    O plano de ação traçado pelo Fórum

    Dessa forma, o plańo de ação proposto para 2024 baseia-se nos quatro seguintes fundamentos: 

    • Estabelecer diálogo com parlamentares e integrantes do governo para discutir e defender temas relacionados às questões de gênero;
    • Elaborar e divulgar dados e diagnósticos sobre as mulheres no mercado de trabalho;
    • Contribuir para uma maior inserção de mulheres em profissões do futuro; e
    • Contribuir com as agendas regionais e setoriais com foco em gênero. 

    Portanto, segundo Danusa Costa Lima, chefe de gabinete da CNI, o plano reflete o contínuo empenho da instituição na adoção de políticas afirmativas voltadas para as mulheres. Ele engloba ações e recomendações destinadas a influenciar todos os setores da indústria.

    Sobre isso, ela pontua: “Com esse fórum, a gente tem uma grande oportunidade para discutir e apresentar soluções realmente efetivas para a questão da paridade de gênero. E o que eu acho mais importante: trocar experiências. Eu acho que a gente vai ter uma chance única de viver experiências de locais diferentes do Brasil, fomentando, inclusive, regiões em que talvez esse movimento ainda esteja acanhado”.

    Políticas afirmativas feitas pelas empresas

    O Fórum, além de abordar estratégias para progredir na redução das disparidades de gênero no mercado de trabalho, o setor industrial tem progredido na implementação de políticas de gênero. Porque também inclui medidas como o respaldo ao retorno das mulheres após a licença-maternidade, programas de capacitação profissional específicos para mulheres e iniciativas que incentivam a diversidade.

    De acordo com Sylvia Lorena, gerente executiva de Relações do Trabalho da CNI, a instituição tem liderado o setor na busca pela melhoria do ambiente de trabalho e pelo aumento da competitividade tanto da indústria quanto do país.

    Assim, Lorena destaca: “A partir do Mapa Estratégico é que a gente constrói as nossas agendas temáticas e orienta os nossos colaboradores e a CNI na construção de posicionamentos. E são vocês, mulheres, que definem qual é a nossa prioridade, qual é a nossa agenda e qual é o rumo que nós devemos adotar quando a gente olha para um país mais competitivo e com mais igualdade”.

    Pesquisa sobre a participação mulheres na Indústria

    Sendo assim, conforme a pesquisa "Mulheres na Indústria", divulgada pela CNI em março de 2023, aproximadamente 60% das empresas do setor implementam programas ou políticas destinadas a promover a igualdade de gênero.

    A principal motivação para a adoção dessas políticas vem da percepção de desigualdade e a necessidade de alcançar uma maior equidade entre os gêneros. Essa questão apareceu em 33% das respostas dos executivos e executivas entrevistados. Em seguida, a importância de proporcionar oportunidades iguais para todos apareceu com 28%.

    A pesquisa também indicou que, entre os instrumentos mais utilizados pelas empresas para reduzir as disparidades entre homens e mulheres na indústria, destacam-se:

    • Implementação de políticas de paridade salarial com 77%
    • Proibição de discriminação com base no gênero com 70%:
    • Programas de capacitação específicos para mulheres com 56%;
    • Programas de liderança para promover a ocupação de cargos de chefia por mulheres com 42%. 

    E a ampliação da licença maternidade para seis meses, iniciativa tomada pela empresa em 38% dos casos.

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