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Plástico biodegradável é criado usando resina de cajueiro

Ele serve para acondicionar alimentos e como curativo de ferimentos. Material demorou 8 anos para ser e se decompõe em 30 dias.

 

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) conseguiram criar um plástico usando como base a resina – ou goma, como é conhecida – de cajueiros. O material demorou oito anos para ser desenvolvido, mas os resultados são surpreendentes.

Chamado de filme, o produto pode ser utilizado para embalar alimentos e também, quando manipulado com outras substâncias, serve de curativo para ferimentos. E, o melhor, ele se decompõe em apenas 30 dias. Já o plástico comum leva cerca de 50 anos para ser absorvido completamente pelo solo.

O projeto foi liderado pela professora Kátia Fernandes, coordenadora do Laboratório de Química de Polímeros da instituição. Ela explica que o carboidrato da goma é extraído e a partir de processos químicos, resulta no material.

 

Curativos e embalagens

Para poder ser usado em segmentos tão delicados quanto o farmacêutico e o alimentício, o material é combinado, durante o seu preparo, com substâncias farmacológicas. Já foram produzidos produtos indicados para três tipos de enfermidades: os que ajudam na cicatrização, outros que agem em feridas infeccionadas e purulentas, além de um terceiro com ação anti-inflamatória para dores localizadas.

O filme também pode ser utilizado na área alimentícia, já que, quando usado par embalar frutas e legumes, por exemplo, impede o crescimento de fungos.

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