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[Mulheres do Plástico]: Perseverança para liderar no mercado

A mulher busca motivação para quebrar a barreira e mostrar sua competência dentro da indústria

Buscando dar visibilidade para as mulheres, contando mais uma história do projeto Mulheres do Plástico, conversamos Tatiane Silva, que trabalha na Viqua Indústria de Plásticos, como supervisora de montagem e área de injeção.

Silva conta que seu primeiro emprego na área industrial foi no setor produtivo, montando torneiras, na Viqua, onde está até hoje. “Eu estava estudando estética e massoterapia na época, nada a ver com a área, e mesmo assim continuei na Viqua, e comecei a gostar da fábrica. E então, fui fazer um curso de Gestão de Pessoas, acabei deixando a massoterapia e foquei na indústria”.

Para se manter no mercado, Tatiane Silva fez técnico em Gestão de Pessoas, e quando se formou, teve a oportunidade de conseguir uma vaga de liderança no setor de montagem. “Eu fiquei um bom tempo ali, por 4 anos. Em 2018, a empresa diminuiu a sua mão de obra, e reduziu o quadro de supervisão, e foi quando eu assumi a área de injeção também”, explica.

A supervisora destaca que dentro da Viqua, todas as supervisoras são mulheres. “Somos 3 supervisoras mulheres, temos 2 coordenadores homens e 1 coordenadoras mulher. Aqui dentro da empresa, não temos nenhuma barreira em relação a gênero, conseguimos o nosso lugar no mercado por capacidade”.

Silva tem um filho de 20 anos e explica que a maternidade não foi uma dificuldade para crescer dentro do mercado, pelo contrário, é a busca da motivação. “A maternidade faz você se dedicar mais, porque você quer dar um futuro melhor para o seu filho, fazer com que as coisas aconteçam e aí você acaba buscando mais motivação para o desenvolvimento”, ressalta.

Falta de conscientização para mulheres na liderança

Silva lembra que já enfrentou desafios na indústria por ser mulher, principalmente por homens mais velhos, por serem amis machista e não aceitarem ser delegados por uma mulher. “Eu ainda acho que isso com o tempo você conquista, e mostra para eles que o sexo não faz diferença em sua função, e eu tenho uma boa equipe, me tratam muito bem. Eu trabalho a 14 anos dentro da Viqua e nosso quadro hoje é 50% mulheres na fábrica”.

As mulheres têm crescido dentro do mercado e dentro de cargos de chefia, porém ainda podemos ver certa defasagem em questões salariais entre homens e mulheres. “O que falta para as indústrias é estimular que as mulheres podem dar os mesmos resultados que os homens dentro da empresa, independente do sexo, falta maturidade e conscientização para isso. Eu tenho um metro e meio de altura, e me viam como uma menina, como fraca, não viam minha capacidade, e eu tive que lutar para conquistar e mostrar o meu lugar”, finaliza Silva.

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