Dados dos Indicadores Industriais da CNI, revelam um aumento no trabalho industrial ao final de 2023. Principalmente na massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores da indústria. Esse marcadores registraram aumentos reais de 2,9% e 2,6%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.
Além disso, o emprego na indústria também apresentou um acréscimo de 0,3% em relação a 2022. A pesquisa, conduzida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em janeiro de 2024, abrangeu empresas industriais localizadas em estados que representam aproximadamente 90% do PIB industrial.
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Já em dezembro de 2023, houve um aumento de 0,9% nas horas trabalhadas na produção em comparação com novembro. Simultaneamente, o faturamento real da indústria experimentou um crescimento de 2% no mesmo período.
Diante disso, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, analisa a situação. A princípio, Azevedo destaca que mesmo com esses aumentos recentes não conseguiram reverter a tendência de queda que marcou esses indicadores ao longo de 2023.
Como resultado, as horas trabalhadas na produção apresentaram uma redução de 0,6% no ano de 2023. Bem como o faturamento, que encerrou o ano com uma diminuição de 1,3%.
A análise das taxas do trabalho industrial e capacidade instalada
Sendo assim, Azevedo explica sobre: "É bem perceptível a influência da taxa de juros no desempenho da atividade industrial. Tanto o faturamento quanto as horas trabalhadas na produção aumentaram no último bimestre do ano, em uma reação ao início da queda dos juros. Apesar disso, não conseguiram recuperar a retração que sofreram ao longo da maior parte do ano passado".
Em relação a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) atingiu 78,4% em dezembro de 2023. Isto é, registrando um acréscimo de 0,1 ponto percentual em comparação com o mês anterior.
Ao longo do segundo semestre de 2023, a UCI manteve-se oscilando em torno do mesmo nível, aproximadamente 78,5%. Comparado a dezembro de 2022, a UCI demonstra uma redução de 1 ponto percentual. Na média de 2023, a utilização do parque industrial foi 2 pontos percentuais inferior à registrada em 2022.
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Abiplast projeta R$42,3 bi para impulsionar a Indústria do Plástico
A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) projeta um aporte de R$42,3 bilhões nos próximos quatro anos no setor. Esse investimento visa atender às demandas de ajustes e à criação de novos produtos, com ênfase em áreas como reciclagem e logística reversa.
Diante disso, a entidade ressalta a relevância da nova política industrialpara impulsionar o crescimento da manufatura no Brasil.
A nova política, divulgada no final de janeiro pelo Governo, propõe estímulos para diversos setores industriais, incluindo segmentos como química, automotivo e pesquisa e desenvolvimento de tecnologias.
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A Associação enfatizou como um dos aspectos positivos a "política de depreciação acelerada", que proporciona incentivos para a renovação de maquinários em um período de dois anos.
Diante disso, a Abiplast comentou em nota: "A depreciação acelerada que há anos era esperada, assim como metas claras e, sobretudo transparentes, podem nos encaminhar para o avanço sobremaneira de nossa produtividade e competitividade”.
Perspectivas para a indústria do plástico e reciclagem
Conforme afirmado pelo presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz, a indústria do plástico pretende aproveitar a oportunidade proporcionada pelo Governo. De maneira a intensificar seus esforços visando ao aumento da competitividade dos produtos nacionais.
Contudo, ele ressalta a importância de estabelecer metas a curto, médio e longo prazo, conjuntamente com políticas de governança capazes de monitorar a eficácia dos incentivos.
Sendo assim, Roriz afirma: "Em termos de desafios, é fazer com que os programas e incentivos realmente cheguem no chão da fábrica e impactem na produtividade e competitividade da indústria".
Além disso, o presidente da Abiplast também destacou a renovação do Regime Especial da Indústria Química. Ação que impacta diretamente o setor químico, mas também beneficia de forma indireta o segmento de plásticos.
Ainda, Roriz defende a criação de um regime especial para a indústria de reciclagem de plásticos. A ideia promove o incentivo à atividade de reciclagem, bem como a elaboração de uma identidade tributária para produtos reciclados.
Por fim,Roriz também destaca a necessidade de estabelecer créditos presumidos de impostos como medida para enfrentar a questão da bitributação dos materiais reciclados.
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Aumento nas importações causa impacto na indústria brasileira
Nos últimos dois anos, as compras de produtos do exterior dispararam e alcançaram 23,4% do consumo nacional, a maior participação já registrada, de acordo com dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Há apenas nove anos, essa fatia era de apenas 15,4%.
Isso revela que a presença de produtos importados está crescendo rapidamente em alguns setores, e se aproxima do consumo de produção nacional, advindo de fabricações industriais.
Diante disso, os dados que consideram os bens de consumo e intermediários, como as peças e os insumos industriais, cooperam para uma tendência já prevista pela CNI. A perspectiva analisava os números de 2022, e anteviu a participação intensa dos importados em duas décadas de estatística.
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Sendo assim, no cálculo feito pela Confederação, a participação dos produtos importados no consumo brasileiro atingiu 25,9% em 2022. Assim, representando um aumento significativo em comparação com 2019, quando a participação era de 23,4%.
O aumento nas indústrias e as causas
Quanto às associações setoriais, elas também destacam o aumento das importações em seus mercados. Uma das representantes da indústria têxtil, a Abit, revela que os importados embalados por plataformas de e-commerce na China, alcançaram 20% das compras.
Já no setor de ação, as importações no ano passado bateram um recorde de 13 anos, com 18,6% do total. Em relação aos pneus, nos últimos anos saltaram para 72% em quantidade.
Em relação aos fatores que levaram ao aumento, aponta-se, sobretudo, a desindustrialização do país. Isso acontece por conta da substituição da produção nacional por importações em decorrência de distorções no sistema tributário. Além do custo de capital elevado e das deficiências em infraestrutura.
Contudo, a condição também decorre da implementação de tecnologias que a China tem disponibilizado de maneira mais acessível. Embora ainda estejam em estágio inicial no Brasil, como no caso dos veículos elétricos.
Custos tributários e competitividade nacional
Segundo a CNI, nos últimos cinco anos, a indústria de transformação registrou um déficit comercial, variando entre US$32 bilhões e US$61 bilhões.
Isso revela que o Brasil importou mais do que exportou neste setor. Durante o mesmo período, os produtos da agropecuária e da indústria extrativa aumentaram seus superávits nas transações internacionais.
Frente a isso, o economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, afirma que a indústria brasileira perdeu densidade em setores de média tecnologia. Com isso, permitindo a entrada de concorrentes internacionais em uma economia mais globalizada.
Logo, Rocha frisa: "seja na questão tributária, seja no acesso a custo de capital, o Brasil avançou lentamente. Então, perdemos espaço. A indústria brasileira, devido a dificuldades, foi maltratada ao longo das últimas três décadas, carregando uma maior carga tributária entre todos os setores, o que teve impacto na competitividade”.
Em relação às ações industriais, o economista acrescenta: “As políticas industriais voltaram com muita força, mas só vão ser efetivas com os pilares de custo de capital e tributação ajustados”.
A Abal, representante da indústria de alumínio, alega que as disparidades tributárias entre produtos nacionais e importados geram preocupações sobre a exposição do Brasil, tanto a desvios de comércio quanto a práticas anticompetitivas.
Assim, a Abal destaca que, na metalurgia do alumínio, os produtos nacionais enfrentam uma carga tributária de 35,2%. Enquanto os produtos importados possuem um custo tributário menor, atingindo 22,4%.
Já no caso dos produtos transformados de alumínio, a disparidade mostra-se ainda mais acentuada, com uma carga de 34,3% para os produtos nacionais em comparação com 15,3% para os importados.
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Pesquisadores desenvolvem plástico inovador
Pesquisadores da Universidade de Chicago desenvolveram um tipo de plástico capaz de mudar de forma para tornar-se qualquer tipo de objeto. O material molda-se conforme a necessidade. O estudo inovador, publicado na revista Science, destaca as qualidades, as utilizações na sociedade e as melhorias com o plástico especial.
A princípio, o fator de maior destaque, além da capacidade de mudar-se, está na viabilidade do uso do material em expedições espaciais. Sobretudo para a exploração de Marte, que sofre influência direta na quantidade de gramas dos objetos levados.
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Porém, com este material, os astronautas usariam o material tanto para as funcionalidades do dia a dia, como para moldar um copo, por exemplo. Como também utilizariam para moldar uma ferramenta.
Assim, para possibilitar a criação de diversos objetos, o plástico passa por um processo chamado têmpera. Isto é, um tratamento térmico que envolve o aquecimento e o resfriamento controlado, porém rápido, do material. Com isso, suas propriedades físicas e químicas se alteram.
Sendo assim, os pesquisadores salientam que após esse processo, o plástico, quando colocado em temperatura ambiente, mantém a nova forma.
Além do grande potencial para contribuir com as viagens interplanetárias, o plástico também tem utilização em locais remotos do mundo. Como por exemplo nos mares ou em zonas de conflito. Desse modo, ainda pode contribuir na fabricação de robôs leves, e na melhoria da reciclagem de plástico.
Os cientistas revelam que, apesar dos avanços, o material ainda possui limitações em termos de resistência e elasticidade. No entanto, eles destacam a importância de reprocessar o material várias vezes e sua capacidade de manter a forma por pelo menos um mês como passos na direção certa.
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Programa de logística reversa, Carnaval ecológico e Galo da Madrugada sustentável
Um programa de logística reversa e sustentabilidade
Em parceria com a Prefeitura Municipal de Benevides, a Natura lançou O Benevides Recicla. Uma iniciativa sustentável, em conjunto com a ONG Espaço Urbano, que tem o objetivo de implementar a logística reversa de materiais recicláveis. Assim, através do programa, espera-se conscientizar e mobilizar a população sobre o descarte correto.
Além disso, a ação visa colaborar com a coleta seletiva da cidade. Por meio de capacitação e apoio aos catadores e as cooperativas. Desse modo, o programa coopera com o aumento da quantidade e qualidade de resíduos. Portanto, acaba gerando renda proveniente desses materiais.
Juntamente com a doação de resíduos e o financiamento combinado com a prefeitura, a Natura assumirá também a responsabilidade pela capacitação das cooperativas. Para isso, oferecerá suporte técnico e compartilhará sua experiência no ramo. Além disso, irá fornecer diretrizes para garantir a certificação e rastreabilidade dos insumos recicláveis.
O projeto busca transformar a cooperativa em uma fornecedora de materiais reciclados, integrando-a à cadeia de valor da empresa. A elaboração do Plano de Trabalho para organizar a coleta seletiva na cidade conta com a direção da ONG Espaço Urbano.
A vice-presidente de Operações e Logística de Natura &Co América Latina, Josie Romero explica: “O grande destaque do programa é o estabelecimento de uma cadeia ética e sustentável, inteiramente rastreavel e homologada de ponta a ponta, que promove a inclusão produtiva e o trabalho digno dos catadores”.
Para promover a conscientização ambiental e envolver a comunidade na separação dos resíduos recicláveis, o programa Benevides Recicla adotará uma abordagem inovadora ao transformar esses materiais em "Moedas Humanitárias".
Podendo ser trocadas por itens essenciais, tais como alimentos, produtos de higiene e vestuário, ou por experiências culturais, turísticas e esportivas, entre outras opções. Essa iniciativa redefine o valor dos resíduos, convertendo-os em um recurso econômico para a comunidade local.
Águas do Rio Transforma o Carnaval com ecocopos reutilizáveis
No carnaval de 2024, a reciclagem se uniu ao Carnaval. Por meio da ação sustentável, a Águas do Rio distribuiu 140 mil ecocopos reutilizáveis ao público. A iniciativa aconteceu durante os seus dias de desfiles no Sambódromo. Além dessa ação, a concessionária terá pontos de hidratação em todos os setores da Sapucaí.
Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa realiza ações nesse sentido, e contando com mais esta, os copos ecológicos deixarão de gerar 6,3 toneladas de resíduos no Maior Espetáculo da Terra.
Sendo assim, a conta leva em consideração que o ecocopo tem uso pelo menos cinco vezes. Assim, as 140 mil unidades distribuídas pela Águas do Rio neste 2024 vão eliminar 700 mil descartáveis. Isto é, em média, menos 2,3 mil kg de lixo, já que cada copinho pesa cerca de 3,3 gramas.
Dessa maneira, para estimular o reuso e promover um consumo consciente, a concessionária, em parceria com a Meu Copo Eco, preparou uma ação especial para o folião que levou seu ecocopo da Águas do Rio dos Carnavais anteriores até os estandes da Praça de Alimentação no setor 2 ou do setor 9. Eles ganharam de brinde um cordão porta-copo personalizado
Diante disso, o presidente da empresa, Alexandre Bianchini, destaca: “O Carnaval é uma festa que envolve milhões de pessoas e é uma grande oportunidade para levar a mensagem de sustentabilidade. A prova disso são os inúmeros enredos que promoveram a consciência da preservação e foram campeões. O intuito de distribuir os ecocopos está nesse sentido, de causar um impacto imediato em prol da natureza e levar às pessoas a reflexão de que cada uma deve fazer a sua parte. Essa é uma das missões da Águas do Rio”.
Compromisso com sustentável durante o carnaval
Este ano a icônica escultura de arte contemporânea do Galo da Madrugada, figura marcante anual do rio Capibaribe, um epicentro do Carnaval pernambucano, mostra toda a sua majestade na Ponte Duarte Coelho, em Recife.
Enquanto isso, para este ano, o maior bloco de rua do mundo traz o Galo Gigante da Paz, um convite ao combate a todos os tipos de violência e preconceito. Além de unir projetos sustentáveis em sua composição.
Diante disso, o artista plástico Leopoldo Nóbrega, que assina a escultura, explica: “A ideia do Galo para o Carnaval deste ano surgiu a partir de temas como gentileza, ancestralidade, sustentabilidade e inclusão e se torna um mensageiro divino da esperança de paz para o nosso tempo.”
Além disso, Nóbrega inclui: “A obra também homenageia seres iluminados que dedicaram sua existência pela paz no mundo, como Dom Hélder Câmara, Cacique Raoni, Madre Teresa de Calcutá e Martin Luther King, entre outros. E marca, ainda, os 79 anos da Organização das Nações Unidas (ONU) em sua missão de paz pelo mundo.”
Em relação à sustentabilidade, a escultura do Galo da Madrugada reafirma seu compromisso com a preservação do meio ambiente e a inovação. Através de processos artísticos para promover a sustentabilidade, por meio da prática do upcycling.
Neste ano, mais de 90% dos materiais utilizados na estrutura são provenientes de descartes e reaproveitamento de resíduos tecnológicos, incluindo dois mil metros de lonas de materiais publicitários e 10 mil CDs e DVDs doados.
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O que a decisão do Banco Central traz para a indústria?
Diante da nova decisão do Banco Central, sobre o Copom (Comitê de Política Monetária), Ricardo Alban, presidente da CNI, considera a ação conservadora injustificável. Isso porque, ela visa manter o ritmo de redução da Selic (taxa básica de juros) em somente 0,5 ponto porcentual. Além disso, avalia em que a decisão implica, principalmente na indústria.
Assim, ele explica que, com a continuidade do cenário de inflação sob controle, torna-se indispensável uma aceleração no ritmo de redução da taxa Selic na próxima reunião do Copom.
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Sendo assim, ele adverte: "É necessário e desejável maior agressividade do Copom para que ocorra uma redução mais significativa do custo financeiro suportado por empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e consumidores. Sem essa mudança urgente de postura, seguiremos penalizando não só a economia brasileira, mas, principalmente os brasileiros, com menos emprego e renda".
Avaliação da indústria sobre a inflação
Assim, a avaliação da indústria, afirma que a inflação permanece com um comportamento favorável.
Isso se comprova com o fato do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ter finalizado 2023 em 4,6%, abaixo do limite superior da meta de inflação. Essa meta de inflação tem a definição feita pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Além disso, torna-se importante considerar a desaceleração em relação ao ano de 2022, quando o IPCA passou de 5,8% para 8,9%. Isto é, considerando as desonerações tributárias daquele ano. Assim, em janeiro de 2024, a prévia da inflação teve uma variação de 0,31% menor do que a esperada.
A trajetória consistente de desaceleração da inflação corrente evidencia expectativas positivas. Conforme o Relatório Focus do Banco Central, as projeções indicam uma inflação de 3,8% ao final de 2024, representando uma redução em relação aos 3,9% registrados um mês atrás.
Além de apresentarem uma tendência decrescente, as expectativas sugerem um cenário favorável para alcançar a meta, com a possibilidade de se aproximar do centro estipulado, situado em 3%, além de manter o respeito ao teto estabelecido.
Contribuições para controle da inflação
Frente a isso, o câmbio se mostra como outro elemento que coopera com o cenário de inflação sob controle. Em janeiro de 2023 a taxa de câmbio ultrapassou os R$5,40 por dólar.
No entanto, nos últimos meses, estabilizou próximo dos R$4,90 por dólar. Assim, amenizando a pressão inflacionária advinda dos produtos importados.
Assim como nos Estados Unidos, os dados mais atuais de inflação contribuem com o início do ciclo de cortes da taxa básica de juros americana ainda no primeiro trimestre. Logo, torna-se possível reduzir rapidamente a Selic para que, via redução do diferencial de juros em relação aos Estados Unidos, ocorra pressão sobre o câmbio, e por consequência, sobre a inflação no Brasil.
Ainda, os efeitos negativos que as taxas de juros reais provocam na economia brasileira, se mostram como mais uma razão que valida a necessidade de um corte mais acentuado da Selic.
Mesmo frente às quatro reduções da Selic realizadas desde agosto de 2023, a taxa de juros real, ainda está em 7,65% ao ano. Isto é, 3,15 pontos percentuais acima da taxa de juros neutra, aquela que não estimula e nem desestimula a atividade econômica.
As perspectivas das taxas
Enquanto isso, a taxa de juros real alcançou um nível muito elevado, custando um valor acentuado para a atividade econômica do país. Em 2023, o PIB estagnou no terceiro trimestre, e a expectativa permanece negativa para o último trimestre do mesmo ano.
A produção da indústria de transformação acumulou queda de 0,9% entre janeiro e novembro de 2023, na comparação com o mesmo período de 2022.
O varejo alterna meses de queda com meses de crescimento modesto: as vendas caíram 0,3% em outubro e subiram apenas 0,1% em novembro de 2023. O setor de serviços, por sua vez, acumulou recuo de 2,2% entre agosto e outubro de 2023, ainda que tenha avançado 0,4% em novembro.
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Confiança empresarial cresce em diversos setores
Em janeiro de 2024, o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) por setor, demonstrou confiança em todos os aspectos e na maioria das regiões e dos setores da indústria. Conforme a pesquisa da CNI, foram entrevistaram 29 setores e 23 deles começaram o ano otimistas. Principalmente em relação à performance da economia e das próprias empresas.
Para elaborar a pesquisa, foram consultadas 1.962 indústrias, sendo 799 de pequeno porte, 693 de médio porte e 470 de grande porte. O estudo aconteceu entre os dias 4 e 16 de janeiro. Assim, conforme a pesquisa, em janeiro deste ano, a confiança avançou em 22 dos 29 setores, e nos outros sete regrediu.
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Desse modo, por conta do avanço, cinco setores passaram da linha de falta de confiança para confiança. Sendo os segmentos: máquinas e equipamentos; metalurgia; máquinas e materiais elétricos; calçados e suas partes e móveis. De forma que somente o setor de Biocombustíveis fez a transição contrária, ou seja, de confiança para a falta de confiança.
Além deste, a falta de confiança manteve-se nos setores de couros e artefatos de couro; madeira; produtos de borracha; produtos de minerais não-metálicos; e equipamento de informática, eletrônicos e ópticos.
Diante disso, a economista Larissa Nocko explica: "Ainda que a avaliação dos empresários industriais sobre as condições atuais da economia brasileira permaneça negativa em quase todos os setores, regiões e em todos os portes (pequenas, médias e grandes empresas). O otimismo para os próximos meses têm influenciado o índice geral para cima. Em especial no que diz respeito às expectativas para a própria empresa, e confirmado um início de ano mais confiante do que o início de 2023".
O avanço nos níveis de confiança nas regiões e nos portes
Quanto às regiões, a confiança também avançou, exceto na região Centro-Oeste, na passagem de dezembro de 2023 para janeiro de 2024. Já na região Norte, o avanço foi mais significativo, com +4,0 pontos. Assim como no Nordeste, com +2,1 pontos, e +1,9 ponto do Sul e +1,7 no Sudeste.
Dessa forma, o índice de confiança na região Sul cruzou a linha divisória dos 50 pontos, ou seja, representa a passagem da falta de confiança para a confiança. Com isso, a indústria brasileira da região sul passa, pela primeira vez, a demonstrar otimismo em 15 meses.
Ainda com a mudança, desde outubro de 2022, este mês se apresenta como o primeiro em que as indústrias de todas as regiões do Brasil demonstraram confiança. E embora na região Centro-Oeste tenha decaído 1 ponto, ainda permanece na linha divisória de 50 pontos.
Em relação aos portes da indústria, isto é, pequenas, médias e grandes empresas, a confiança avançou em todos. Conforme mostra os dados do ICEI Setorial, quanto maior o porte da indústria maior a confiança.
Já nas pequenas empresas, o avanço foi de 0,7 pontos, nas médias, de 1,3 ponto e nas grandes de 2,4 pontos. Sendo assim, em janeiro, empresários de todos os portes da indústria permanecem confiantes. Bem como a confiança se mostra mais forte e disseminada que em dezembro de 2023.
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A Buhler, renomada empresa no cenário internacional e nacional, revela as expectativas para um ano repleto de inovação. Em uma entrevista exclusiva, Valdinei Raimundo, supervisor de vendas da Buhler, compartilha as perspectivas sobre o panorama do mercado brasileiro. Além de destacar os obstáculos superados em 2023 e as expectativas para o próximo ano.
Diante das adversidades enfrentadas, a Buhler projeta uma trajetória marcada por crescimento e expansão, especialmente no segmento de reciclagem, onde busca estabelecer padrões de qualidade e eficiência, impulsionados por tecnologias de ponta.
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Desse modo, as perguntas e respostas demonstram como a Buhler observa o mercado atual, como a empresa atende as demandas do setor e o seu compromisso com a sustentabilidade. Tudo isso, unindo inovação e tecnologia.
A visão da Buhler sobre o mercado e as principais tendências:
PV: Diante do cenário de 2023 do mercado, quais os principais desafios e as oportunidades que a Buhler enxerga para o mercado em 2024?
Raimundo: Sem dúvidas, 2023 foi um ano desafiador para muitas empresas e muitos setores do mercado brasileiro e para nós não foi diferente. Uma vez que, enxergamos 2024 como um ano de crescimento e expansão em nosso modelo de negócios voltado ao setor de reciclagem.
Assim, os desafios para este ano são muitos, e um deles está em expandir nossa rede comercial para regiões ainda pouco exploradas no Brasil. Isto porque vemos a expansão e crescimento do mercado nos últimos anos e os rumos que a reciclagem vem apontando.
Ou seja, com cada vez mais empresas apostando em alta tecnologia para aprimorarem seus processos e garantir qualidade. Temos um amplo mercado pela frente.
PV: Quais as principais tendências que a Buhler observa no mercado para o setor hoje? Como a Buhler está se posicionando para atender a essas tendências?
Raimundo: A preocupação com os contaminantes de PVC presentes no PET reciclado sem dúvida está como o foco do momento para as empresas recicladoras. E por isso nos últimos anos a procura de equipamentos para eliminar este contaminante tem crescido. Então, neste ano espera-se a consolidação de projetos que envolvam o controle do PVC presente no PET reciclado.
Desde recicladores de grande porte, até os de médio e pequeno porte, têm demonstrado cada vez mais preocupações com este contaminante específico. Isto já era esperado, pois trata-se de um caminho natural quando se tem um mercado crescente e que busca elevar cada vez mais a qualidade do seu material PCR. Tendo em vista que tem ampla utilização em embalagens de bebidas e alimentos.
Há um mercado crescente também na reciclagem dos materiais de Polietileno e Polipropileno que demanda a separação destes dois materiais. E nos últimos anos temos tido uma crescente procura por equipamentos para a separação não somente das cores, mas também dos tipos de materiais.
As metas da Buhler para 2024
PV: Quais são as principais metas da Buhler para o mercado brasileiro em 2024? E para o mercado internacional?
Raimundo: Para o Brasil, a Buhler busca estabelecer a linha Sortex N Polyvision como padrão de alta qualidade. Além do que, a introdução do equipamento SPARK PRO+ visa atender empresas que buscam um primeiro separador óptico com custo atrativo.
Enquanto isso, internacionalmente, a marca já consolidada pretende manter sua presença global e fornecer soluções inovadoras.
PV: Quais são as expectativas para o primeiro semestre de 2024?
Raimundo:
Vemos este primeiro semestre com expectativas bem promissoras. Temos grandes projetos que evoluíram do final de 2023 e que sinalizam um grande potencial de se consolidarem neste primeiro semestre de 2024.
A princípio, esperamos que o mercado retome o ritmo pré-pandemia. Vemos a retomada de eventos pós-pandemia como feiras e eventos, que estimulam o consumo não só de alimentos mas principalmente de líquido. O que deverá gerar muitas embalagens que necessitarão de ser recicladas, que por sua vez alimenta o ciclo da indústria de reciclagem.
Já para este ano, traremos as tecnologias Spark PRO+, Clearvision e Spectravision ingressando no mercado. Se mostrando, sem dúvida, como um marco na história da Bühler. Isto é, lançar três novas tecnologias aplicadas ao mercado de reciclagem em um único ano.
As tecnologias Spectravision e Clearvision já estão prontas para o mercado Brasileiro. Enquanto a Spark PRO+ tem como foco principal o mercado de entrada.
PV: Quais novidades a Buhler se prepara para apresentar esse ano?
Raimundo:
Assim, a tecnologia Spectravision simboliza um avanço no segmento nacional. Sendo a primeira máquina produzida no Brasil de alta tecnologia que conta com inteligência artificial que analisa o produto e busca autonomamente a melhor configuração de trabalho. Desse modo, reduzindo a interação homem e máquina ao mínimo possível.
Já a linha ClearVision traz a inovação de se ter a opção de processar não somente o PET como também outros materiais em um único equipamento. Além disso, ela conta com o recurso de remoção de PVC que pode ser ativado ou desativado, dependendo da necessidade do cliente.
Raimundo: Além disso, estamos trazendo ao mercado Brasileiro o inovador e exclusivo sistema Buhler Insghts, que entrega uma quantidade valiosa de dados para o time de qualidade e gestores de processos e produção. Alguns como volume de produção, volume de material rejeitado, volume de material aceitado, percentual de descarte por tipo de defeito, alarmes, desvios de padrão, além de gerar relatórios diários, semanais e mensais e muito mais.
Esta tecnologia possibilita o acompanhamento em tempo real e a tomada de ação rápida em casos de desvios, ajudando a reduzir custos, manter históricos e acompanhar o desempenho de sua produção em cada ciclo de trabalho.
Os lançamentos tecnológicos e sustentáveis da empresa
PV: Como a empresa enxerga a união da tecnologia e da sustentabilidade?
Raimundo: Crescer é inevitável, porém, crescer com consciência de sustentabilidade, foco na reutilização, redução de desperdícios e redução de consumo energético, sempre foi um compromisso da Buhler. Sendo que, inclusive, um dos focos da Buhler está no desenvolvimento de soluções e equipamentos que consumam cada vez menos energia.
A tecnologia simplifica processos, reduz custos e agrega valor. Para a Buhler, a tecnologia é uma grande aliada da sustentabilidade. Ao desenvolver soluções que possibilitam reinserir materiais plásticos que seriam descartados, reduz-se a contaminação ambiental e consumo energético, valoriza-se a cadeia de produção e estimula a economia.
Por isso, o que para muitos pode ser considerado como lixo material, para a Buhler é tratado como uma possibilidade. Assim, a tecnologia entra como a grande aliada para agilizar a forma como tratamos e reinserimos estes materiais na cadeia produtiva, que tende a crescer a cada ano.
Além disso, a Buhler também investe em programas sustentáveis como o Generation-B, em que preparam jovens para desenvolver projetos em várias modalidades. Como por exemplo projetos de descarte correto, coleta e reciclagem, que conscientizam crianças, jovens e adultos a descartarem de forma correta.
Além das tampinhas plásticas e na destinação destas para instituições da região de Blumenau, por exemplo, através do programa Tampinha do Bem. A Buhler trabalha com o compromisso de deixar como legado um mundo melhor para as futuras gerações.
Vantagens de produtividade com a SPARK PRO+
PV: Como a SPARK funciona no mercado?
Raimundo: A SPARK PRO+, apresenta um lançamento mundial Buhler. Sendo assim, a Buhler tem por premissa entregar equipamentos confiáveis a seus clientes, não importando se é um equipamento básico, médio ou topo de linha.
Por isso, cada região recebe o equipamento para as devidas homologações e certificações, a fim de assegurar que o equipamento corresponderá e entregará os resultados para o qual foi projetado, antes de ser ofertado ao mercado.
No Brasil, já estamos realizando as primeiras ofertas da SPARK PRO+. Nossos colegas em outros países nos reportam que o equipamento tem se mostrado fiel ao propósito para o qual foi desenvolvido e agradado muito aos clientes que adquiriram o equipamento. No Brasil, certamente não será diferente. Os primeiros equipamentos SPARK PRO+ começarão a ser entregues neste primeiro semestre.
PV: Quais as vantagens de se utilizar a SPARK PRO+? Quais são os principais ganhos de produtividade?
Raimundo: Há muitas vantagens em se utilizar a SPARK PRO+. Uma delas sem dúvida está na facilidade operacional. Já que ela foi projetada para oferecer uma interface amigável ao operador e facilitar o seu trabalho. Outra vantagem está no fato da SPARK PRO+ contar com câmeras HSV e NIR, dando a capacidade de remover cores indesejadas, identificação de corpos estranhos tais como metais e alumínio.
Ainda, outra vantagem de destaque trata-se do sistema de translucidez e reflexão em suas câmeras, que podem trabalhar independentes ou combinadas garantindo a remoção dos defeitos mais difíceis. Além disso, a SPARK PRO+ tem utilização para trabalhar com materiais de PET reciclado ou para a separação de cores de materiais como PP, PE, PEAD, entre outros.
Sendo assim, há um ganho significativo de produtividade com a SPARK PRO+. Porque além de aumentar o grau de qualidade, que é seu foco principal, ela entrega alta volume de produto com o mínimo de descarte.
Bem como os tamanhos do equipamento vão de 700 kg hora a 6 toneladas hora, ou seja; ela se adequa a todo tamanho de linhas de produção. Sendo ideal, para as linhas de reciclagem que ainda utilizam a seleção manual dos flakes, pois além da entregar qualidade, ela possibilita o aumento da capacidade da linha instalada, muitas vezes limitada ao fator humano.
PV: Como a SPARK PRO da Buhler pretende influenciar o mercado de seleção óptica, especialmente no contexto de pequenas e médias empresas?
Raimundo: Através dos anos, percebemos que as empresas recicladoras, sobretudo as de pequeno e médio porte, desejavam alcançar um nível maior de qualidade em seus produtos para se manterem competitivos e crescerem no mercado. E necessariamente este grau de qualidade atinge-se com o separador óptico de flakes.
Porém, os custos inviabilizavam seus projetos e aspirações de atingir um grau maior de qualidade. Por isso, a SPARK PRO+ vem justamente para tornar isso possível.
A SPARK PRO+ irá impulsionar o mercado trazendo a confiabilidade e eficiência dos equipamentos Bühler, com um custo extremamente atrativo, possibilitando que os pequenos recicladores tirem seus projetos do papel.
PV: Qual o principal setor do mercado que mais utiliza essa máquina?
Raimundo: O foco principal da SPARK PRO+ no mercado Brasileiro será o PET reciclado e o mercado de PP, PE e PEAD.
Enquanto no PET o objetivo é remover contaminantes como cores, alumínio, rótulos e borrachas, nos outros materiais é a separação e agrupamento de cores, proporcionando cores mais puras e reduzindo o consumo de pigmentos.
Como a nova política de neo-industrialização atinge o mercado
PV: Com a nova ação política de neo-industrialização do Governo Brasileiro, como a Buhler enxerga a SPARK Pro contribuindo para a competitividade das empresas no mercado nacional?
Raimundo: A Buhler vê a política de neo-industrialização como um impulso para a expansão da indústria de reciclagem no Brasil. A SPARK PRO+ é considerada uma ferramenta vital para projetos de pequenas e médias empresas, proporcionando inovação tecnológica a preços acessíveis e tornando-as mais competitivas, eficientes e sustentáveis.
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B20 Brasil e G20: Rumo a uma economia global inclusiva
Artigo por Ricardo Alban e Dan Ioschpe
No cenário global, dominado por conflitos geopolíticos e incertezas, o G20 e o B20 emergem como fóruns centrais de cooperação sobre temas urgentes na agenda internacional. Assim, moldando o debate na direção do desenvolvimento sustentável.
Desse modo, tendo em vista que neste ano o Brasil ocupa a presidência do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo. E do B20, que congrega os setores econômicos dos membros do G20. A posição de destaque abre uma oportunidade para que possamos exercer uma maior influência sobre os rumos do planeta nos próximos anos.
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Pois, sediar o G20 e o B20 permite que o Brasil mostre o seu potencial econômico. E também o seu papel primordial em pautas importantes para o mundo contemporâneo. Além do que, os dois fóruns podem impulsionar grandes reformas que o Brasil está determinado a realizar.
Como o necessário processo de neo-industrialização e de minimização dos efeitos adversos das mudanças climáticas. Até a redução do custo de capital e a capacidade de atração de investimentos produtivos. Assim, estamos convencidos de que o B20 Brasil será importante na consolidação e no êxito da agenda público-privad. Pois ajuda acelerando um novo ciclo de crescimento para o país.
A influência do G20 para o Brasil
Pela instância preponderante de cooperação, o G20 representa 87% da economia global. Sendo o grupo, de suma relevância para o Brasil, pois tem a responsabilidade de cerca de 90% dos investimentos diretos recebidos pelo país e destino de 92% dos nossos investimentos no exterior.
Tendo em vista que o bloco tem uma atuação fundamental nas agendas econômica e financeira e na coordenação de assuntos políticos. Assim como na adoção de iniciativas para a diminuição das desigualdades sociais e de melhores práticas na transição para uma economia de baixo carbono.
Desse modo, o B20 Brasil, se apresenta como um espaço que reúne mais de mil representantes do setor privado dos países do G20 para construir consensos em áreas estratégicas e identificar prioridades para os governos.
Além disso, o grupo estimulará parcerias entre empresas e organizações governamentais, além de medidas que fomentem a expansão econômica e o desenvolvimento de negócios alinhados ao lema “crescimento inclusivo para um futuro sustentável”. Líderes empresariais dos 20 países se encontraram, no dia 29, no Rio de Janeiro. A fim de debater a conjuntura e as perspectivas globais. Esse encontro marca o início dos trabalhos do B20 Brasil.
As discussões em torno dos pilares
Portanto, sob a coordenação da CNI as discussões se darão em torno de cinco pilares centrais, que tratam de temas cruciais. Tanto para o progresso das economias, a melhora das condições de vida das populações e o enfrentamento dos prejuízos causados pelas mudanças do clima.
Sendo eles: crescimento inclusivo e combate à fome, à pobreza e às desigualdades sociais; transição justa para zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa; aumento da produtividade por meio da inovação; resiliência das cadeias globais de valor; e valorização do capital humano.
Os pilares servem para nortear os trabalhos de oito forças-tarefas temáticas e um Conselho Consultivo com o objetivo de elaborar sugestões de políticas públicas a serem entregues aos chefes de Estado e de governo do G20.
Esses grupos vão atuar em: comércio e investimento; emprego e educação; transição energética e clima; integridade e conformidade; transformação digital; finanças e infraestruturas; sistemas alimentares sustentáveis e agricultura; e mulheres, diversidade e inclusão nos negócios.
De maneira, que serão liderados por 25 CEOs e altos executivos que, pela experiência e pelo profundo conhecimento em suas áreas, poderão dar uma contribuição valiosa.
As expectativas e os desafios
Assim, nossa expectativa é que as propostas sejam colocadas em prática pelos países do G20. Para que isso ocorra, nos dedicaremos a priorizar sugestões de alto impacto que sejam factíveis. Além disso, desejamos que os participantes do B20 se envolvam ativamente nas discussões e na promoção das recomendações, assegurando a ampla representatividade dos mais diferentes setores e países.
Os desafios econômicos, geopolíticos, sociais, de saúde e segurança sanitária do panorama atual demandam ações rápidas e globalmente coordenadas. Embora o G20 reúna países com grandes diferenças em indicadores econômicos, de inclusão social e de sustentabilidade, essa diversidade deve, na verdade, ser encarada como uma enorme oportunidade. Ela favorece uma multiplicidade de visões que pode facilitar o surgimento de respostas criativas para problemas comuns.
O G20 e o B20 são grandes catalisadores para avançar nas mudanças e nos compromissos necessários para um futuro mais justo e promissor para todos. Como anfitrião dos dois fóruns, o Brasil tem uma chance singular para unir os países e seus segmentos empresariais em torno de propósitos comuns para a construção de um modelo de crescimento econômico vigoroso, mais inclusivo e sustentável.
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Nova Indústria Brasil: Rumo ao desenvolvimento econômico e industrial
Com a entrega do texto da Nova Indústria Brasil pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa um passo significativo em direção ao desenvolvimento econômico e social do país.
Pois, as metas e missões estabelecidas até 2033 destacam o compromisso em melhorar o cotidiano das pessoas. Além de promover empregos de qualidade, estimular o desenvolvimento produtivo e tecnológico. Assim como pretende fortalecer a competitividade da indústria nacional no cenário global.
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Assim, com a ênfase em inovação e sustentabilidade reflete-se a compreensão da importância desses pilares para o progresso do Brasil. Sobretudo com a primeira missão da Nova Indústria Brasil, que destaca a necessidade de criar cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais. De modo a garantir segurança alimentar, nutricional e energética. Estas metas se apresentam como essenciais para um futuro mais equilibrado e próspero.
As metas específicas e suas contribuições
Dentre as metas específicas da Nova Indústria Brasil, destaca-se a proposta de aumentar a participação do setor agroindustrial no PIB agropecuário de 23% para 50%.
Esse crescimento não apenas fortalecerá a economia, mas também contribuirá para a segurança alimentar da população. Da mesma forma, a ampliação da mecanização dos estabelecimentos de agricultura familiar e a garantia de 95% do mercado de máquinas com produção nacional evidenciam o compromisso com a valorização do setor agrícola.
Enquanto, a missão 2, voltada para o Complexo Econômico Industrial da Saúde, é crucial, especialmente em tempos de desafios globais na área da saúde. A proposta de ampliar a participação da produção nacional para 70% demonstra comprometimento para suprir as necessidades da população brasileira em medicamentos, insumos farmacêuticos, equipamentos e dispositivos médicos, entre outros.
Já as metas relacionadas à infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis (missão 3), da Nova Indústria Brasil refletem a preocupação com o bem-estar da população e o desenvolvimento equitativo. A redução do tempo de deslocamento casa-trabalho e o aumento da participação na cadeia da indústria do transporte público sustentável são passos concretos na direção de cidades mais eficientes e habitáveis.
Bem como, a transformação Digital da Indústria (missão 4), se configura como outra frente fundamental. Pois a digitalização de 90% das empresas industriais brasileiras não apenas impulsionará a eficiência, mas também fortalecerá a competitividade no mercado global.
As missões 5 e 6, centradas na bioeconomia, descarbonização e tecnologias críticas para defesa, destacam o compromisso com a sustentabilidade ambiental e a segurança nacional.
Estímulos para o desenvolvimento industrial do Brasil
Assim, a Nova Indústria Brasil apresenta um plano ambicioso e abrangente para impulsionar o desenvolvimento do país. Se implementado com eficácia, esse conjunto de metas e missões pode moldar positivamente o futuro econômico e social do Brasil, posicionando-o como uma potência industrial globalmente competitiva e sustentável.
Por fim, Couri, complementa: “Estas medidas representam um impulso significativo para fortalecer a micro e pequena indústria. A Nova Indústria Brasil emerge como uma trajetória promissora. Com o financiamento de 4% ao ano e spread bancário de no máximo 2% ao ano, espera-se não apenas viabilizar um ritmo semelhante ao do agronegócio, mas também aumentar consideravelmente a capacidade de competitividade internacional”.
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