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Encontrado junto a uma variedade de materiais plásticos, o aglomerador de plástico é capaz de aumentar o lucro e melhorar a qualidade do produto.

Primeiramente, durante a produção e processamento de termoplásticos, os materiais são passivos geradores de resíduos. 

Com isso, os materiais reintroduzidos no processo de produção, possuem em sequência de uma preparação adequada.

Sobretudo, um essencial requisito para o reaproveitamento de materiais plásticos é a produção de aglomerados limpos.

De antemão, em sua maioria, um material de fluxo livre pode não ser alcançado apenas pela simples redução de tamanho.

Tanto que, esse é o caso de fibras plásticas finas, de resíduos de filme plástico ou de materiais de espuma.

Além disso, os resíduos de carpetes, que possuem componentes múltiplos, também se enquadram nesse viés. 

Com isso, a aglomeração é necessária após o processo de redução de tamanho.

Por exemplo, esse equipamento vai estar em:

Por exemplo, também está em materiais de:

Como funciona o equipamento?

qual a função de um aglomerador de plástico

Bem como, no aglomerador de plástico, os poletizadores misturam e comprimem o material.

E assim, esses resíduos colocados em um pote onde facas são giradas em alta velocidade.

Com isso, as facas fazem com que o polímero aqueça através de fricção, fazendo com que o filme do polímero encolha e grude em aglomerados.

Ainda, outro processo do aglomerador de plástico é o compactador de disco.

E neste processo, o filme é amolecido entre um disco fixo e um rotativo. Assim, o polímero vai sair do disco pela área periférica do disco, onde é cortado em pellets.

Logo depois, a funcionalidade da máquina compete a densidade dos polímeros que passam pelo aglomerador.

Ou seja, uma densidade usada em filmes, flocos ou materiais plásticos macios.

Por exemplo, quando usado um material de baixa densidade, entre 100 a 150 kg/m³, acontece um aumento da densidade, tornando mais utilizável ou transportável. 

Apesar disso, existem diferentes métodos para densificação de filmes residuais, porém, eles envolvem o calor de fricção, normalmente sob temperatura de fusão do polímero.

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O Polipropileno (PP) e o PVC são materiais versáteis, que podem ser moldados, e que são recicláveis.

Primeiro, o PVC (Policloreto de Vinila) é um termoplástico à base de eletrólise de eteno e de cloro.

Assim, sendo os dois principais elementos em sua composição.

Ou seja, isso o torna mais versátil do que outros materiais feitos totalmente com derivados do petróleo. 

Além disso, ainda existem outras substâncias adicionadas ao PVC.

O que dá origem a materiais diferentes e específicos, que vai de acordo ao uso necessitado.

Por isso, esse material se aplica em vários produtos, como calçados, couros sintéticos, conexões e tubos, entre outros.

Bem como, o PP também é um termoplástico, que apesar de ser moldável em altas temperaturas, é um plástico mais rígido e resistente.

Tanto que, o PVC, é altamente versátil, porém as suas propriedades térmicas, químicas e elétricas fazem com que ele possa ser aplicado em vários setores.

Por exemplo, aplicado em peças que precisam de dobras no próprio material.

Assim como estojos para óculos ou tampas dobráveis.

Esse polímero é feito através de injeção, extrusão, termoformagem e outros processos.

Com isso, devido a alta demanda do PP e do PVC no mundo, em quase todos os setores industriais, cabe entender as diferenças entre eles.

Qual a diferença entre Polipropileno e PVC?

diferença entre pvc e pp

De antemão, uma das principais diferenças entre eles se dá na neutralidade.

O PP é um dos polímeros mais neutros. Logo, quando queimado, ele gera dióxido de carbono e água, sendo assim, ele pode ser considerado um plástico mais ecológico.

Por outro lado, o PVC tem grandes quantidades de cloro em sua composição, que, em contrapartida, torna o plástico mais flexível.

O PVC pode alterar suas características para se adaptar a aplicações que exigem rigidez, como em canos e tubulações. 

Por isso, este polímero é mais demandado no setor da construção civil.

Além disso, o plástico também está presente em produtos hospitalares, pisos e revestimentos, brinquedos e calçados.

Já o PP, devido ser dobrável com maior facilidade, se aplica a outros segmentos, como embalagens.

Encontramos o PP no dia a dia nas embalagens flexíveis, sacos para grãos e fertilizantes, copos plásticos, tampas de refrigerantes, autopeças e tupperware.

Como acontece a reciclagem destes polímeros?

Sobretudo, o PVC é um material que pode ser reciclado várias vezes por causa da sua composição química. 

Logo, existem três tipos de reciclagem para o PVC, que são a química, energética e mecânica. 

Na reciclagem química, o material vai voltar a ser matéria petroquímica, e assim ele pode ser usado novamente na cadeia.

Já na reciclagem energética, o calor intrínseco é retirado do PVC, e ele vai se transformar em energia elétrica. 

Na reciclagem mecânica, o material se transforma em um novo PVC, sem processo químico. 

Isto é, após a lavagem, o PVC é moído, e entra em uma máquina e assim ele é transformado.

Em suma, o processo de reciclagem do PP é o mais breve possível. 

Isso porque, o material é mais neutro, como já exposto.

A reciclagem do PP consiste na coleta e separação do material, o material é lavado retirando resíduos indesejados e depois passa pela revalorização e transformação.

A vantagem do processo de reciclagem do PP se dá por ser relativamente barato e rápido. 

Portanto, garante inúmeras aplicações, nas mais diferentes indústrias, partindo de um processo simples e de alto custo-benefício.

Embalagem de guaraná é feita plástico totalmente reciclado

A marca Guaraná Antarctica, que integra o grupo Ambev, se tornou a primeira fabricante de refrigerante brasileiro a usar garrafas com PET 100% reciclado.

Antes de qualquer coisa, a marca começou a operar nesse sentido em 2012, quando lançou sua primeira garrafa reciclável de guaraná.

Anos depois, partindo de iniciativa da cadeia e investimentos no desenvolvimento de fornecedores, a empresa atinge 100% de sua produção feita dessa forma.

A diretora de marketing e inovações da empresa, Juliana Grinberg, comenta sobre o orgulho desse feito.

Grinberg pontua: "Uma marca que nasceu do coração da Amazônia ser a primeira de refrigerantes a alcançar esse feito no Brasil nos orgulha muito."

Nesse sentido, a Ambev tem como objetivo que até 2025, todo o seu catálogo de produtos seja em embalagens retornáveis ou predominantemente de materiais reciclados.

Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade da Ambev, diz entender o desafio dessa meta.

Figueiredo afirma: "Sabemos que a nossa meta é ambiciosa, mas ela acompanha o tamanho do nosso comprometimento em soluções para o meio ambiente."

Ainda mais, o vice-presidente concluiu dizendo que "nesse caminho, conta-nos com um trabalho de colaboração com o ecossistema pautado no investimento em inovação e tecnologia."

Plástico retirado do oceano se torna garrafa de vinho

A empresa LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SE, lançou seu primeiro vinho rosé de Provence em garrafa de plástico coletado do oceano. 

Primeiramente, o plástico é retirado dos oceanos pelo projeto POP (Provented Ocean Plastic).

A princípio, a produtora do vinho, Château Galoupet, planeja produzir o vinho mais ecológico possível. 

A garrafa é fabricada pela Packamama e é totalmente reciclável.

Sobretudo, a garrafa pesa 63 gramas, o que é quase 10 vezes mais leve que uma garrafa padrão.

Sendo em formato plano, que é 40% menor, especialmente do que uma embalagem do formato circular.

Assim, o tornando mais eficiente para embalo e transporte.

Fabricante de brinquedos lança produtos neutros em carbono

De encontro à sustentabilidade, a Mattel, está lançando no mercado verde produtos neutros em carbono.

Em comunicado, a empresa informou que os produtos representam uma expansão das ofertas sustentáveis.

Por isso, a marca pretende usar materiais 100% reciclados, recicláveis ou de base biológica em todas as suas produções até 2030.

De início, para conseguir a certificação zero carbono, a Mattel irá realizar compensação de carbono.

Para isso, será por meio do projeto canadense Darkwood Forests Conservation, que vai preservar 156 mil acres de floresta na Colúmbia Britânica.

Um dos lançamentos ecológicos é o Matchbox Tesla Roadster, seu primeiro veículo produzido com 99% de materiais reciclados. 

Além disso, o brinquedo Tesla, que também é certificado como neutro em carbono, já está com as vendas esgotadas online.

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As embalagens plásticas garantem praticidade no embalo de alimentos. Isso porque, se trata de um material flexível e versátil, geralmente, sendo fabricado com PEAD, PS, PET e PVC. 

Sobretudo, essas embalagens são responsáveis pelo sistema coordenado de preparação de produtos para transporte, distribuição, armazenamento e uso final.

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Ou seja, suas principais funções são proteger, conter, conservar, informar e vender o produto embalado para o consumidor final.

Além disso, a praticidade dessas embalagens é outro fator relevante a ser destacado, como facilidade de abertura, refechamento, fácil descarte e simplicidade do uso.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é quem determina requisitos para garantir a segurança do uso dos produtos.

Nesse sentido, as embalagens plásticas atendem todos os requisitos de segurança estabelecidos pela agência. 

Para a Anvisa, a embalagem alimentícia é o invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, destinada a cobrir, empacotar, envasar e proteger matérias-primas.

Atualmente, a indústria alimentícia consome 40% de todo material plástico produzido. 

Desde a revolução industrial, o uso do plástico por essa indústria vem se maximizando cada vez mais.

Os principais plásticos utilizados para fabricação de embalagens

embalagens plásticas de alimentos

Dentre todos os materiais plásticos utilizados, certamente, existe uma grande variedade de embalagens no mercado.

Dentre eles, os polímeros mais utilizados na produção de embalagens são o PEAD, PS, PET e PVC.

Conforme, principalmente, à maleabilidade destes materiais, este é o conceito de maior relevância que os tornam os principais polímeros usados para esta finalidade.

Primeiramente, o PVC é um dos plásticos mais versáteis. É transparente, impermeável e inquebrável.

Sendo, também, muito rígido e bastante resistente a diversas temperaturas.

Logo, esse plástico se aplica em garrafas de água, suco, óleos, maionese e outros.

O PEAD possui alta flexibilidade, resistência ao impacto e boa estabilidade térmica e química.

Com isso, é comumente visto em embalagens de engradado, de leite, tampas de garrafa e potes para armazenar alimentos.

Agora o PS, se aplica em potes de sorvete, doces, iogurte, alimentos em frascos e em bandejas.

Isso porque, o Poliestireno é um plástico mais leve e brilhante e tem capacidade de isolamento térmico. Conta também com baixa densidade e absorção de umidade.

Já o PET é bastante usado em garrafas para bebidas ou como embalagem para doces e salgados.

Este plástico é caracterizado por sua transparência e resistência ao desgaste e à corrosão e, também, pelo acabamento suave.

Sob esse ponto de vista, as embalagens plásticas atendem os mais variados ramos do setor industrial alimentício.

Assim, atendendo e seguindo os requisitos e regulamentos estabelecidos pela Anvisa.

Embalagens ecológicas: sustentabilidade para a indústria

De início, a crescente procura por produtos com embalagens recicladas e processamento de embalagens com baixo consumo energético, evidenciou uma valorização das embalagens sustentáveis.

Dessa forma, novos tipos de embalagens plásticas objetivam contribuir com a diminuição de perdas, maior sustentabilidade e qualidade nutricional dos alimentos.

Como exemplo, o plástico PLA, que é um polímero biodegradável podendo atuar como embalagem alimentícia ou cosmética.

Bem como, na produção de sacolas, garrafas, canetas, vidros, tampas, talheres, entre outros.

Na produção do plástico PLA, as bactérias produzem o ácido lático, através da fermentação de vegetais ricos em amido, como a beterraba, o milho e a mandioca.

Além de biodegradável, a embalagem feita de plástico PLA é reciclável mecânica e quimicamente, biocompatível e bioabsorvível.

Portanto, a embalagem sustentável nada mais é do que energia renovável, benéfica, segura e saudável durante todo trajeto de vida útil. 

Além de sua produção se dar por materiais seguros do ponto de vista toxicológico em todo o seu ciclo de vida.

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A Retilox apresentou durante a Interplast soluções para otimizar o uso de resinas recicladas

A Retilox lançou dois novos aditivos para PE reciclado no Fórum de Economia Circular. O evento aconteceu na Interplast, no dia 7 de abril, em Joinville, SC.

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Inicialmente, a empresa apresentou a palestra "Como otimizar a utilização de Poliolefinas recicladas através de aditivos especiais".

Com isso, a empresa participou ativamente desta edição da Interplast, principalmente por integrar o grupo de patrocinadores do Fórum.

Jason Silva, Consultor Técnico Comercial da Retilox, comenta sobre a expectativa da empresa na participação do evento.

Para Silva, a expectativa com a feira era de adesão ao evento presencial, uma vez que as últimas participações da empresa foram de forma virtual.

O consultor pontua: "A expectativa foi alcançada, pois tivemos uma presença maciça do setor no evento."

Além disso, o técnico comercial ainda destaca que os objetivos da empresa eram "de chamar a atenção de técnicos, gestores e diretores para nossas soluções."

Assim, visando a otimização de Economia Circular, garantindo melhor amplitude na utilização de materiais reciclados e transformadores.

Ainda mais, Silva destaca também: "facilitando processo de reciclagem, adequação a
propriedades e otimização no processo de transformação."

Fórum de Economia Circular: participação decisiva para os próximos passos da empresa

30 anos retilox

A princípio, o fórum intensificou ainda mais o debate sobre Economia Circular, contendo palestras relevantes sobre o assunto.

De início, a Retilox dedicou-se a apresentar soluções aos transformadores de Poliolefinas, para permitir uma maior utilização de materiais reciclados em seus processos.

Silva explica a participação da empresa no Fórum.  Segundo ele, a Retilox se destacou apresentando muita informação técnica e cooperativa, de como é possível melhorar propriedades e processamentos.

A Retilox mostrou dados de estudos comparativos , especialmente para aumento e redução de mfi em PE e PP, além de aditivos para eliminar odor em resinas recicladas, melhoria em desmoldagem de injetados, ancoragem de fibra de vidro, entre outros.

Nesse sentido, a empresa espera um progressivo crescimento para o segundo semestre deste ano.

Silva comenta: "Esperamos um segundo semestre de crescimento para empresa e acreditamos que nossa participação na Interplast 2022 vai ser decisiva para atingirmos o objetivo."

As novidades da Retilox no mercado

A Retilox é uma empresa 100% brasileira com alta tecnologia.

Silva comenta “nosso departamento técnico está sempre trabalhando em novidades para o mercado de reciclagem e transformação. Estamos lançando de forma experimental dois aditivos para dobrar o mfi do PE reciclado no processo de granulação, visando suprir uma grande carência do mercado de reciclagem."

A Retilox, está também comemorando 30 anos de empresa, em uma trajetória construída em família, levando a empresa para patamares cada vez mais competitivos.

A empresa apesar de ser muito reconhecida entre os recicladores de Polipropileno e exporta para mais de 15 países, ainda tem muito Mercado a explorar entre os transformadores de plásticos no Brasil.

Silva complementa: “Somos uma empresa de soluções tecnológicas, buscamos ajudar o mercado e criamos soluções para nichos, se o cliente tem potencial e possui um problema, nós ajudamos a resolvê-lo”.

A empresa é 100% brasileira, atua com objetivo de desenvolver soluções especiais destinadas ao setor produtor de artefatos de plastômeros e elastômeros.

Tanto que, a Retilox atua respeitando as exigências e padrões técnicos da indústria, produzindo produtos que não agridem o ecossistema, nem a saúde humana.

Ainda assim, no Fórum de Economia Circular, a Retilox apresentou de forma experimental dois aditivos para dobrar o MFI do PE reciclado no processo de granulação.

Assim, visando suprir uma grande carência do mercado de reciclagem.

Silva conclui: "Estamos trabalhando internamente em novas frentes e vamos ter novidades para o próximo ano".

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Alguns métodos práticos facilitam o processo de identificação dos tipos de plásticos, como exemplo a queima do material. Isso porque, quando queimado, o material exala peculiaridades que permitem sua identificação.

Na prática, uma das formas de identificar os tipos de plásticos é pela aplicação.

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Por exemplo, um tubo de água ou esgoto geralmente é feito de polímero PVC, copos descartáveis normalmente são feitos em PS ou PP.

Então, dependendo da aplicação já é possível ter noção de qual tipo de plástico é feito o produto.

Além disso, uma outra maneira muito comum e prática de identificar, é através da queima do material.

Ao queimar o material pode-se observar a cor e o tipo da chama, o odor e algumas características sutis. 

Como exemplo, o PEAD quando queimado, pinga e cheiro como vela, emite chama de cor azul, tendo fusão 105.

Já no PET, a chama é amarela com fumaça mais acinzentada.

Assim como no PVC, no entanto, a chama amarela tem vértices verdes e tem cheiro de cloro, em ponto de fusão de 150° de amadurecimento.

Além do PP que também tem chama amarela, fumaça fuliginosa, pinga como vela e tem cheiro agressivo.

Métodos técnicos de identificação dos tipos de plástico

queima do plástico

O teste de aquecimento dos materiais é um método válido, porém ineficiente às vezes.

Como no caso específico do PEAD, PEBD, PEBDL, PEMD, PP, o teste apresenta o mesmo resultado em todos. 

Será necessário então, fazer o uso de um dos métodos auxiliares que poderia ser o teste de dureza.

Uma vez que, todos os materiais apresentam faixas diferentes de dureza, assim possibilitaria a sua identificação.

A princípio, o método mais rápido para a identificação destes materiais, seria através do Teste de Gradiente de Densidade (ASTM D1505).

Existem ainda, outros métodos mais precisos para a identificação dos polímeros, com a utilização de equipamentos que realizam ensaios.

Por exemplo, espectroscopia por Infravermelho, ATD (Análise Térmica Diferencial), NMR (Ressonância Nuclear Magnética), Espectrofotometria por Absorção Atômica e muitos outros. 

Isto é, com a utilização do infravermelho, fica mais fácil a identificação de muitos polímeros. 

Isso porque, é baseado na absorção de energia da região do infravermelho do espectro eletromagnético, pela ligações internas das estruturas contidas no polímero.

Portanto, através da espectroscopia por Infravermelho são possíveis as informações da estrutura do polímero, tipos de aditivos, cristalinidade, comprimento da cadeia, orientação, degradação e outros.

Os resíduos plásticos na reciclagem

Muitas das empresas brasileiras que se dedicam à recuperação ou reciclagem de materiais plásticos, em grande parte trabalham apenas com resíduos industriais.

Porém, devido ao baixo custo, algumas microempresas atuam com plásticos coletados em lixões.

A dificuldade em reciclar os resíduos plásticos reside, no fato de que estes se encontram misturados, existindo a necessidade de se separar os diferentes tipos.

Sendo assim, as empresas procuram adquirir a matéria-prima desejada previamente separada.

Embora isso, sempre há necessidade de proceder a uma inspeção visual para separar os plásticos.

A separação dos diversos plásticos por tipo de resina é um problema que também ainda não foi resolvido e tem restringido a reciclagem dos plásticos.

Até hoje, não foi desenvolvido um processo que possa, de maneira rápida, automática e eficiente, efetuar a perfeita separação dos plásticos.

Portanto, a identificação do tipo de plástico serve para otimizar o processo de coleta e reciclagem, contribuindo para a reutilização eficiente dos materiais.

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Os plásticos recicláveis mais consumidos são o PET, PVC, PEAD e o PP, que possuem características que permitem seu reaproveitamento.

Os termoplásticos são polímeros recicláveis que podem ser transformados em altas temperaturas. 

No entanto, alguns polímeros não podem ser remoldados após o seu resfriamento e não se submetem a novos ciclos de processamento. 

Por isso, para diversificar os polímeros, surgiram dois grupos de plásticos, os termoplásticos, que podem ser reciclados e os termorrígidos, que não são recicláveis.

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É importante se atentar a estes detalhes, pois, com conhecimento dos plásticos recicláveis a indústria consegue promover a economia circular do plástico.

A princípio, a economia circular é um modelo econômico no qual todos os elementos da cadeia produtiva são reaproveitados na fabricação de novos produtos.

Nesse sentido, os principais plásticos recicláveis mais usados na indústria são: 

No Brasil, a resina PP representa 22,3% do uso industrial, já a PVC corresponde a 15,6%.

Enquanto a PEAD 17,4%, a PEBD 10,6%, a PEBDL 12,4% e a PET é consumida em 7,1%.

De acordo com a Abiplast (Indústria Brasileira de Transformação e Reciclagem de Material Plástico), são produzidas 269 milhões de toneladas de resinas termoplásticas ao ano.

As características dos principais polímeros recicláveis

O PET com certeza é a matéria-prima mais usada, principalmente na produção de garrafas de água e refrigerante. 

De antemão, esse material é inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável e rígido.

O PEAD é responsável pela fabricação de tampas de embalagens.

Isso porque, esse polímero é resistente a muitos ácidos e soluções alcalinas.

Logo, esse polímero possui algumas variações em suas propriedades e por isso dá vida a outros materiais semelhantes 

Por exemplo, o PEBD que é linear de baixa densidade, muito usado em sacolas de supermercado.

O PP é composto por gás propeno e utilizado na fabricação de embalagens de alimentos e construção civil.

Já o PVC é impermeável, muito rígido e inquebrável. 

Sendo, bastante usado na construção civil devido sua durabilidade.

Outros polímeros muito usados são os poliamidas, que em sua maioria, é composto por amidas.

E, também, o poliestireno (PS), que é um tipo de espuma moldável para fabricação de descartáveis, como copos, talheres, pratos e muito mais.

Contudo, o processo mais usado para a reciclagem destes materiais plásticos é a mecânica, por ser mais sustentável e econômico.

Ainda assim, existem outros métodos de reciclagem que são o processo químico e energético, sendo soluções apenas para tratamento de insumos continuamente reprocessados.

No que os plásticos podem se transformar quando reciclados?

Visto que, os plásticos recicláveis mais usados na indústria garantem a circularidade econômica desses materiais, cabe entender o processo pós reciclagem. 

De início, os recipientes de produtos de limpeza doméstica e higiene são leves e geralmente são feitos com PEAD ou PP.

Estes, quando reciclados, além de novas garrafas e recipientes, podem virar madeira plástica.

Ou seja, mesas de piquenique, móveis de jardim, equipamentos de playground e lixeiras.

Além disso, outra reciclagem que resulta em madeira plástica é de sacos e embalagens plásticas.

As garrafas PET recicladas viram camisetas, suéteres, jaquetas de lã, carpetes e mais garrafas.

Com isso, é necessário cerca de 10 garrafas PET para fazer fibra de plástico para uma camiseta, por exemplo. 

Portanto, a reciclagem do plástico permite a fabricação de outros produtos, alinhando a cadeia produtiva ao desenvolvimento sustentável.

Assim, melhorando a qualidade de vida das pessoas e contribuindo para o crescimento da economia.

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A garrafa PET é um dos itens mais reciclados no Brasil, devido ao seu uso como embalagem para diversos produtos. 

No entanto, a cor desse material pode influenciar na eficiência de sua reciclagem.

Primeiramente, o PET é um tipo de poliéster altamente utilizado para fabricação de engarrafados.

Isso porque, surgiu em 1970 a necessidade da produção de garrafas maiores, leves e inquebráveis para armazenamento de bebidas gaseificadas.

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Sobretudo, uma das vantagens das garrafas PET é a relação entre o peso e o conteúdo da garrafa. 

Isto é, com pouco material se envasa uma grande quantidade de produto, diferente, por exemplo, da garrafa de vidro.

Por isso, sua produção e reciclagem são interessantes e rentáveis para a indústria, especialmente, pelo seu custo-benefício.

Nesse sentido, o último Censo da reciclagem apontou que o Brasil recicla cerca de 55% de todas as embalagens PET que são descartadas pelos consumidores.

Além disso, aproximadamente um terço do faturamento de toda indústria brasileira do PET vem da reciclagem, que em 2019 chegou a 3,5 bilhões.

Logo, isso foi possível porque a indústria investiu grandemente em tecnologia e desenvolvimento de novos produtos, garantindo a demanda e qualidade para o material reciclado.

Como a cor da garrafa PET impacta na reciclagem?

A falta de homogeneidade na cor do PET reciclado é um problema constantemente relatado pelos fabricantes de embalagens.

Com isso, apenas 10% das embalagens são fabricadas com PET reciclado, medida tomada para que o padrão de cor não seja afetado.

Portanto, uma forma de acabar com esse problema seria a homogeneização das cores das garrafas PET.

No entanto, outro método para reduzir isso, agora por parte do consumidor, seria a redução do consumo ou usar cores de garrafa PET mais comuns.

Por exemplo, as garrafas PET nas cores verde ou incolor, transparente.

Assim, a Abiplast, que é a associação que representa cerca de 80% da indústria do PET no Brasil, recomenda o uso da garrafa PET transparente. 

Uma vez que, esta é mais favorável para o processo de reciclagem, pois permite melhor manuseio.

Como acontece o processo de reciclagem de PET?

Além de favorecer a natureza, a reciclagem de garrafas PET gera empregos nas cooperativas de catadores e também nas empresas que trabalham com reciclagem.

Dessa forma, esse é um processo de circularidade do material, fazendo com que o PET volte a cadeia produtiva.

Então, a reciclagem de garrafas PET acontece a partir dos processos de lavagem e prensagem. 

Os resíduos desse material são lavados com água e separados de acordo com a diferença de densidade dos demais materiais reciclados.

Já o processo de secagem acontece em grandes secadores com circulação de ar quente.

Em seguida, o PET passa por processo de trituração, o que resulta em flocos do material.

Esse processo reduz o tamanho do resíduo.

Depois, os flocos passam por processo de extrusão, que resulta em grãos.

Por fim, os grãos são transformados em fios de poliéster ou produtos plásticos como, embalagens, placas de sinalização, tubos e conexões e muitos outros.

Ao ano, são reciclados uma estimativa de 300 mil toneladas de garrafas PET.

Esses números entusiasmam Auri Marçon, presidente executivo da Abipet.

Para Marçon, "o alto índice de reciclagem do PET no Brasil, potencializa os benefícios. Pois a matéria prima reciclada substitui material virgem em muitos outros produtos, para diferentes segmentos."

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Cientistas do Brasil e de Portugal desenvolveram um método sustentável para produzir bioplástico, a partir do aproveitamento de solventes verdes que não agridem a natureza.

Segundo um artigo publicado pela revista científica Green Chemistry, esse plástico poderá ser usado em embalagens para várias finalidades, incluindo a indústria alimentícia.

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Isso porque, os cientistas demonstraram que solventes eutéticos, os solventes verdes, são eficazes para extrair os carotenóides astaxantina e betacaroteno.

Que, logo, são antioxidantes da biomassa da levedura Phaffia rhodozyma.

A princípio, esses pigmentos naturais são recorrentes ao interesse comercial, uma vez que sua aplicação ocorre em diversas áreas industriais.

Por exemplo, na indústria de alimentos, de cosméticos e farmacêutica, além das demais.

Ainda mais, o estudo concluiu que esses solventes podem ser, também, agentes extratantes.

Ou seja, para extração de compostos, além de atuar como plastificante para filmes biodegradáveis à base de amido bioativo, sem haver necessidade de purificação adicional.

Para Cassamo Mussugay, um dos pesquisadores dessa tecnologia, essa é uma busca alternativa aos pigmentos sintéticos e aos processos de extração que usam solventes poluentes.

Mussugay afirma "trabalhamos com processos sustentáveis para obter os pigmentos biodegradáveis." 

Ainda mais, Jorge Fernando Brandão Pereira, professor e autor do artigo, fala que é possível produzir pigmentos sustentáveis.

Pereira explica "demonstramos em uma prova de conceito que é possível fazer todo o processo de produção de um pigmento natural de forma sustentável. "

Como aconteceu o processo?

solventes verdes tornam plástico biodegradavel

Primeiramente, a equipe de pesquisadores produziram os carotenóides cultivando a Phaffia rhodozyma em um biorreator, que é um recipiente com condições adequadas para a levedura.

Em seguida, líquidos iônicos e solventes eutéticos à base de colina extraem os pigmentos da levedura.

Os solventes verdes à base de colina, são uma das vitaminas do complexo B, produzidas pelo organismo humano e encontrados na natureza, conjugados aos butanoicos.

Com isso, tanto os líquidos iônicos como os eutéticos são vistos como ideias para a extração de compostos de matrizes naturais.

Principalmente, devido suas propriedades de solvatação, um fenômeno que ocorre quando um composto iônico se dissolve na substância polar sem formar uma nova.

Além disso, os pesquisadores testaram cinco concentrações de biomassa-solventes, tudo isso para maximizar a recuperação de astaxantina, que é um dos importantes antioxidantes naturais.

A professora Valéria Ebinuma, que é orientadora do trabalho, analisou que este solvente entrega um melhor resultado..

Ebinuma destaca que "detectamos o solvente com o melhor resultado, além de extrair o corante da biomassa do micro-organismo, também atuou como agente plastificante para embalagem."

Por fim, o objetivo agora é demonstrar resultados referente a eficiência do uso desse plástico para diversas finalidades industriais.

Bioplástico: um crescente produto no uso comercial

O bioplástico está cada vez mais presente na busca pelo alinhamento sustentável das empresas.

Por isso, o mercado de bioplástico está em alta ao redor do mundo.

Segundo a EUBP (European Bioplastic), associação voltada à indústria de bioplástico na Europa, a produção mundial de bioplásticos deve aumentar ainda mais.

Isso porque, a associação estima um aumento de cerca de 2,8 milhões de toneladas em 2025.

Principalmente, pelos biopolímeros inovadores estarem impulsionando esse crescimento, como o polipropileno de base biológica e o poli(hidroxialcanoatos) (PHAs).

Atualmente, os plásticos biodegradáveis correspondem a quase 60% da produção global de bioplásticos.

Nesse sentido, os bioplásticos são alternativas para suprir a necessidade de alinhamento sustentável das indústrias, como o setor de embalagens, eletroeletrônicos e até mesmo têxteis.

Como conclui um professor membro da equipe, Jorge Pereira.

Para Pereira, "os processos atuais de produção industrial ainda são agressivos  mesmo que o produto seja biodegradável." 

Segundo ele, um exemplo é o papel, que embora seja renovável e reciclável, tem, majoritariamente, métodos de fabricação não sustentáveis.

Contudo, o professor finaliza "nesta pesquisa com solventes verdes, apresentamos que é possível ter bioplásticos usando uma plataforma integrada e mais sustentável."

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Empresa se destaca com cartões de plástico reciclado

A busca por adequação a critérios ESG é uma tendência global das empresas. Nesse sentido, os cartões produzidos com plástico reciclado, garante alinhamento a essa tendência. 

Por isso, a IDEMIA, que é uma das líderes mundiais no setor, pretende aumentar sua participação na produção de plásticos em PVC reciclado.

Segundo uma pesquisa feita pela empresa, um terço dos entrevistados desejam cartões feitos com esse tipo de material.

Alessandra Wohnrati, diretora do IDEMIA no Brasil, explica que desde o lançamento do produto no  Brasil, em 2020, os custos já caíram cerca de 30%.

Portanto, a matéria-prima dos cartões reciclados, são obtidas por sobras da indústria em segmentos como a produção de veículos e eletrodomésticos de linha branca.

Exposição utiliza resíduos plásticos para uma experiência imersiva

A cidade de Austin, no Texas, recebeu uma exposição que utiliza resíduos plásticos em uma immersive experience, sendo comandada por marionetes.

Primeiramente, o The Plastic Bag Store é uma arte e filme imersivo do artista Robin Frohardt, no Brooklyn, trazendo humor, artesanato e crítica ao consumo.

Os plásticos descartados resultaram em sacolas plásticas, frios, produtos frescos, bolos de várias camadas, rolos de sushi e alimentos congelados para dentro da loja.

Nesse sentido, durante cada apresentação de uma hora, a loja ganha vida como micro-cinema onde os mundos ocultos das marionetes se desenrolam em 45 minutos.

À primeira vista, alguns itens parecem ser embrulhados em isopor e plástico, porém, uma inspeção detalhada revela que tudo na loja é feito de plástico.

Isso porque, Frohardt esperava encontrar resíduos plásticos para atender às necessidades criativas ou inspirar um novo produto, o que levou tempo.

Impressora 3D faz bancos com reciclados

Em Lucca, na Itália, bancos de plástico reciclado estão nas ruas. A ideia foi da Giulia del Grande, arquiteta que usou o tema para pesquisa de mestrado. 

Com isso, estúdio R3direct que produziu os bancos, dedicado à impressão de objetos com plástico pós-consumo.

Primeiramente, para executar o projeto, foram reutilizadas cerca de 3.300 caixas de TetraPak. 

Assim, a composição do material final contém cerca de 75% de FiberPack, material encontrado em papel higiênico, guardanapos, toalhas de cozinha e similares.

Além disso, os 25% restantes são de polietileno e alumínio, usados como matérias-primas secundárias para a produção do mundo.

O primeiro protótipo está disponível desde março e inclui um QR Code para os curiosos conhecerem os materiais utilizados na criação.

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