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Considerado a inflação da indústria, o IPP (Índice de Preços ao Produtor), calculado pelo IBGE, registrou queda de 0,66% em março. No mês anterior, os preços tinham caído 0,29% frente a janeiro. Em março de 2022, o índice teve queda de 3,12%.

A princípio, desde setembro de 2019, o IPP não registrava uma deflação acumulada em 12 meses e a taxa registrada em março é a mais intensa em toda a série histórica.

Doze das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram queda de preços em março. 

Sobretudo, o IPP da indústria é formado pelos índices da indústria de transformação e o da indústria extrativa.

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Nesse sentido, a taxa na indústria de transformação teve queda de 0,73% em março, ante baixa de 0,45% em fevereiro. 

Já o IPP da indústria extrativa teve alta de 0,68% em março, após queda de 3% em fevereiro, mesma taxa anunciada na edição anterior do IPP, não tendo sofrido revisão.

Com isso, as variações mais intensas foram no refino de petróleo e biocombustíveis (-4,10%), em papel e celulose (-2,42%) e outros produtos químicos (-1,41%).

Segundo Felipe Câmara, gerente do IPP, o refino é o grande destaque a influenciar o resultado do mês. “Mas também é central para compreender um movimento mais duradouro de recuo nos preços industriais que vem acompanhando a dinâmica das commodities no mercado internacional”.

Recorde de queda na inflação da indústria

Safra e o preço de alimentos

Na indústria de alimentos, as reduções de preço vêm sendo associadas a aumentos na oferta de produtos com grande peso no setor. 

Já que em meses anteriores, carne e leite foram protagonistas nesse sentido, e em março foram os derivados da cadeia da soja os destaques em pressionar para baixo os preços ao produtor.

Para Câmara, “Os preços do grão, do farelo e do óleo estão em queda, e essa redução pode ser associada ao período de colheita de uma safra expressiva”.

Assim, nas indústrias extrativas, apesar do resultado positivo no mês corrente (devido à alta nos preços do minério de ferro), o índice no acumulado em 12 meses é de -20,31%.

Isto é, a redução nos insumos industriais vem tendo seu efeito sobre os preços dos bens para consumo final. 

O gerente do IPP, ressalta: “A inflação acumulada em 12 meses na Indústria Geral está em -2,32%, mas, nos bens intermediários, está em -6,31%. E, é importante perceber que nesse período, os bens de consumo vêm numa desaceleração contínua”.

Ele completa dizendo que: “Hoje a categoria está em 2,46% em 12 meses, a taxa mais baixa desde 2019. Assim, podemos perceber que há transmissão de preços para a ponta da cadeia”.

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Conectores de reciclado

Conectores de reciclado e Reciclagem no Rio e na África

Sendo o primeiro dispositivo da empresa feito de plástico reciclado, a Belkin anunciou um novo hub de quatro portas USB-C capaz de transferir dados em alta velocidade.

Mais precisamente, segundo a companhia, o hub é feito com 72% de plástico reciclado pós-consumo (PCR). 

Apesar disso, a Belkin garante que a mudança no material não afetou a qualidade nem a segurança do acessório.

A princípio, o hub é idealizado para ser compacto, por isso tem quatro portas USB-C 3.2 Gen 2 e suporta carregamento com tecnologia pass-through de até 100W. 

Além disso, é possível conectar/recarregar fones de ouvido e alto-falantes que disponham de uma conexão USB-C.

Desde janeiro, a Belkin tem investido em plástico reciclado em suas produções. A expectativa da empresa com essa iniciativa é reduzir o máximo possível a emissão de carbono.

Reciclagem no Rio

Foi apresentado a representantes europeus o Programa Praia Circular, implementado pela União Europeia em parceria com a Riotur e a Orla Rio, que tem o objetivo de desenvolver o turismo sustentável nas praias da cidade.

A princípio, os europeus estiveram na cidade para conferir de perto as iniciativas de economia que a União Europeia está desenvolvendo no município.

O Comissário Europeu do Meio Ambiente, Oceanos e Pesca, Virginijus Sinkevicius e o Embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez conhecerão de perto as ações implementadas pelo programa.

Sobretudo, entre as iniciativas, está a instalação da máquina com gestão inteligente, que fornece água potável e gelada a R$ 1 (500 ml) para incentivar a redução do uso de garrafas pet. 

Ultimamente, o Praia Circular vem desenvolvendo uma série de ações de informação e capacitação com os estabelecimentos comerciais do entorno. 

O objetivo é engajar todos parceiros, inclusive quem trabalha nas areias, para que adotem boas práticas e novos modelos de negócios.

Reciclagem na África

Gerando caminhos até a economia circular, a reciclagem de PET bottle to bottle (BTB ou grau alimentício) extrapola o circuito dos países de renda alta e média para estrear nos flancos mais carentes do Terceiro Mundo, onde a reciclagem mecânica de qualquer polímero ainda engatinha. Um exemplo disso é a África, que tem indicadores dessa evolução dos investimentos por grupos locais.

No Quênia, a indústria T3, controlada do Megh Group, alardeia a compra de um  sistema recoSTAR da austríaca Starlinger para dar corpo à primeira recicladora BTB.

Tal como a reciclagem em si, a coleta de sucata plástica no continente africano engatinha no berçário.

Para contornar essa carência –chave para seu negócio, a T3 tem instituído incentivos não detalhados para distribuir aos catadores de garrafas PET no Quênia.

Nesse sentido, na República Democrática do Congo, na África Central, a empresa OK Plast informa ter investido também num equipamento BTB recoSTAR.

Bem como, num sistema de separação, moagem e lavagem da italiana Sorema, ornado com monitoramento do processo Sorema-Scada 4.0.

Conforme foi adiantado para a mídia, a planta em montagem na localidade de Kinshasa.

Esta, irá reciclar 50 t/dia com respaldo da capacidade instalada de 1,1 t/h de flakes lavados para geração de PET reciclado grau alimentício. 

Sobretudo, as garrafas pós-consumo virão de pontos de coleta em Kinshasa e encaminhadas pela OK Plast.

À unidade de pré-lavagem e retirada de rótulos e daí para as etapas de moagem, lavagem a quente, flutuação, rinsagem e secagem. 

Após a separação dos lotes por cor, os flakes serão submetidos à peletização na linha de reciclagem BTB.

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O desafio lançado pelo programa Tampinha Legal em parceria com a Nestlé Health Science, Tampinha Legal Amigo da Paralisia Cerebral, teve como objetivo adquirir cadeiras de rodas adaptadas a partir de tampas plásticas recicladas.

Segundo Simara Souza, gerente do Instituto SustenPlást, o processo de coleta das tampinhas é simples. “Quando recolhemos tampas plásticas em casa e entregamos a pontos de coleta do Tampinha Legal, estamos ajudando a manter entidades assistenciais”.

Isso porque, de acordo com ela, as tampas são entregues ao programa e o valor adquirido com o volume é destinado diretamente às contas bancárias das entidades.

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Ela completa que: “As tampas plásticas retornam para indústria para que novos artefatos se produzam. Isso é economia circular acontecendo na prática”.

A princípio, o desafio acontece desde 2022, este ano se estenderá até novembro. Ao final, as cinco entidades assistenciais que mais se destacarem contemplarão um prêmio de R$ 2 mil reais, para aquisição de cadeiras de rodas.

A gerente do SustenPlást, explica que: “Através deste desafio, que é algo relativamente simples, conseguimos aumentar a visibilidade sobre paralisia cerebral. Além disso, provamos os inúmeros benefícios que existem com o descarte correto das tampinhas”.

Tampas plásticas viram cadeiras de rodas adaptadas

Recorde na coleta de tampinhas

O Programa Tampinha Legal atingiu números recordes em 2022. Ao todo foram mais de mil toneladas de tampas plásticas arrecadadas, que resultaram em mais de R$2,5 milhões de reais destinados às entidades assistenciais participantes. 

Este montante equivale a mais de 580 milhões de unidades da matéria prima. Para Souza, o aumento progressivo dos números representa uma mudança de comportamento na sociedade. 

Ela salienta que: “Durante os seis anos de programa, muitas pessoas se beneficiaram dos recursos obtidos através das arrecadações de tampas plásticas. Uma atitude simples, mas que faz muito diferença para quem precisa”.

Sobretudo, o Tampinha Legal é o programa socioambiental de caráter educativo em Economia Circular da indústria de transformação do plástico da América Latina.

Atualmente, existem 3.137 pontos de coleta distribuídos pelo país. Além de São Paulo, o programa está nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia.

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O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão unânime foi divulgada após reunião.

Na avaliação da CNI, a decisão do Copom está equivocada. Isso porque, o presidente da CNI, Robson Andrade, disse em nota que, o atual patamar da taxa Selic restringe excessivamente a atividade econômica.

Bem como, já não é mais necessária para garantir a trajetória de desaceleração da inflação nos próximos meses.

Andrade afirma: "Volto a dizer o que disse no Senado há poucos dias: as empresas estão tomando crédito a mais de 30%. O setor produtivo não aguenta pagar esse nível de juros".

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Nesse sentido, José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), afirma que é preciso "resolver com urgência as incertezas que o cenário atual tem gerado. Não é impossível crescer com uma taxa básica deste tamanho".

A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) cita entraves na geração de empregos no Brasil. 

Para a associação, a despesa com juros bancários compromete a saúde financeira das empresas, que ficam impossibilitadas de crescer e com dificuldades de arcarem com suas despesas obrigatórias.

José Ricardo Roriz, presidente da ABIPLAST, também sinaliza riscos. "Mesmo com a possibilidade de que a inflação brasileira ainda não tenha apresentado tendência de refluir para a meta, o país tem disparado um dos maiores juros reais do mundo, e as consequências disto são temerárias para a economia brasileira".

Quais os riscos da taxa de juros básicos da economia para a indústria?

A revolta sindical

A Força Sindical chamou a decisão do Copom de "equivocada e nefasta".

Dessa forma, para a UGT (União Geral de Trabalhadores) a saída de Roberto Campos Neto da presidência do Banco Central é o melhor a se fazer. 

Ricardo Patah, presidente da entidade, destacou: "O comércio está em uma grave situação, com inadimplência elevada, baixo consumo, juro elevado e concorrência deslealdas plataformas digitais".

A CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) disse em nota que, a decisão de permanecer com a taxa Selic é um ataque à geração de empregos. "Sobretudo, pedimos a revogação da independência do Banco Central ou, pelo menos, a mudança na lei. Que se estabeleça a estabilidade monetária e a busca pelo pleno emprego como metas imediatas e prioritárias, o chamado duplo mandato", disse a central.

País com maior juros real

O Brasil possui o segundo maior juro nominal do mundo, ficando atrás apenas da Argentina e, descontada a inflação, o maior juro real.

Isto é, de uma lista de 40 países monitorados pela Infinity Asset, o Brasil liderou com o maior juro real em março, segundo o ranking mensal elaborado pela gestora e pelo portal MoneYou.

No último ranking, o Brasil aparece com juro real em torno de 7%, diante de uma inflação projetada para os próximos 12 meses em torno de 6%.

Sobretudo, o Brasil é seguido pelo México, que tem juro real em torno de 6% e pelo Chile, com cerca de 5% na lista dos maiores juros reais.

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Focado em gerar resultados com ações inteligentes, agregar valor a produtos e impulsionar vendas, o marketing industrial é uma ferramenta essencial para captação e fidelização de novos clientes. Esse conceito aplicado na indústria, garante um melhor relacionamento entre duas empresas e o crescimento exponencial do negócio através de estratégias definidas.

Também conhecido por marketing B2B (Business to Business - de empresa para empresa), essa medida lida com clientes mais exigentes e analíticos, por isso, traça estratégias específicas.

Isto é, com objetivo mais focado em resultados e desempenho do que na satisfação de um desejo através do consumo.

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O primeiro passo para aplicar o marketing industrial em um negócio, é entender, conhecer e definir o público da marca. Assim, é possível planejar estratégias personalizadas que atinjam diretamente o objetivo desejado.

Em seguida, é indispensável a aderência do marketing digital na indústria, atualmente. Isso porque, de acordo com pesquisa divulgada pelo Google, cerca de 89% dos compradores B2B pesquisam por fornecedores na internet.

Estes, costumam seguir por uma jornada de aprendizado e descoberta antes de se envolverem com uma marca específica.

Dessa forma, a criação de estratégias de marketing de conteúdo, presença digital e relacionamento com o público são cada vez mais importantes para potencializar o brand-awareness (consciência da marca).

Bem como, o ROI (Retorno sobre o Investimento) e o índice de leads qualificados da indústria

Descubra como alavancar negócios com o marketing industrial

Vantagens do marketing industrial

Usado de maneira estratégica, o marketing industrial permite aumentar consideravelmente os lucros de uma empresa.

A medida desenvolve ações capazes de diferenciar a marca no mercado em que atua, além de criar valor e, dessa forma, impactar de maneira positiva os clientes em potencial.

Sobretudo, um marketing industrial bem executado conta com embasamento quantitativo que evidencia os benefícios que uma companhia terá ao adquirir a soluções de uma marca.

Assim, ele permite às empresas conhecerem melhor o seu público, o que dá a elas condições para planejar suas ações em função do devido entendimento do mercado.

A partir de pesquisa e análise de dados é possível identificar tendências e comportamentos, assim como desenvolver estratégias mais eficientes.

Além disso, trabalhando com indicadores qualitativos e quantitativos, a indústria pode fazer do controle um diferencial em sua atuação.

Nesse sentido, o marketing digital, com suas inúmeras possibilidades de KPIs, permite o acompanhamento praticamente em tempo real do que acontece dentro de uma campanha.

Com o crescimento do digital, as empresas passaram a ter mais do que a possibilidade de investir na construção de uma estratégia online, a obrigação de ocupar um espaço interessante nesse meio.

Como aderir a essas estratégias?

Diante do desafio que é gerenciar as ações de marketing dentro da nova dinâmica do mercado, muitas empresas optam por terceirizar esse serviço buscando o apoio das melhores agências de marketing digital.

Agência em destaque para esse serviço é a Oitavus - Marketing Industrial, que oferece estratégias exclusivas para as indústrias.

O trabalho da Oitavos é voltado para gerenciar o marketing. Com o objetivo de entregar resultados lucrativos para obter o retorno do investimento impetrado.

Para isso, a empresa faz diagnóstico do panorama atual de negócio e a partir disso, cria estratégias para alcançar os objetivos da indústria de forma eficaz.

Assim, ajudando as empresas industriais a apresentarem seus produtos e serviços de uma forma que atraia a atenção, fale de forma significativa com seu público-alvo, desenvolva confiança e, por fim, crie vendas e fidelização do cliente.

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A MC Components, empresa de componentes e moldes para máquinas injetoras, lançou dois equipamentos essenciais para a indústria do plástico. Exibidos na feira Plástico Brasil 2023, os itens possuem como objetivo garantir agilidade e segurança à indústria.

A princípio, os novos equipamentos são o carrinho de setup e as mangueiras de silicone com trama de aço para alta temperatura.

Segundo Vinicius Camargo, diretor da empresa, os novos produtos apresentam alta qualidade construtiva e ainda variadas possibilidades de personalização para cada situação específica que o cliente necessite.

Isso porque, ele explica que: “No caso do carrinho de setup, nossos clientes contam com a possibilidade de ter em suas empresas um equipamento que auxiliará tanto na agilidade com a qual a troca de molde pode ser feita quanto na organização de suas ferramentas de trabalho”.

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Já quanto às novas mangueiras, ele completa que elas possuem uma trama de aço externa que aumenta significativamente sua resistência. “Isto é, sem perder sua flexibilidade e ainda resiste às mais altas temperaturas utilizadas na indústria do plástico”, destaca o diretor.

MC Components lança novos equipamentos para indústria

Expectativas e esperanças no mercado

Os produtos foram apresentados na feira internacional do plástico. A expectativa da MC Components com esse lançamento na ocasião, é a aderência de novos clientes a seus produtos.

Como destaca Camargo: “Nossa expectativa é aumentarmos nossa carteira de clientes com os novos contatos que fizemos na feira. Uma vez que, a feira pode influenciar diretamente em novas oportunidades de negócio”.

Já que, conforme  o diretor da MC Components, a empresa teve uma experiência muito positiva em relação ao interesse dos clientes por nossa linha de produtos, incluindo lançamentos e produtos já consagrados no mercado.

Quanto ao mercado no segundo semestre, ele finaliza dizendo que “Esperamos que pelo menos haja o mínimo de estabilidade por parte de nossos governantes, para que possamos continuar trabalhando para nosso crescimento e também de nosso país”.

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Segundo uma pesquisa da Gi Group Holding, multinacional italiana, 88% das empresas brasileiras relatam ter dificuldades de encontrar trabalhadores qualificados para implementar novas tecnologias da indústria 4.0, um índice superior à média global, que ficou em 66%. 

Assim, sendo evidenciado que o Brasil é um dos países que mais sofre com a escassez de profissionais especializados.

Para o presidente da Gi Group Holding no Brasil, Carlos Henrique Martins Tonnus, com 66% das empresas relatando algum tipo de dificuldade em encontrar profissionais especializados, a escassez de mão de obra é de longe a maior preocupação da manufatura atualmente. 

Ele acredita que esse quadro tem várias causas, incluindo a falta de habilidades adequadas. “É preciso incentivar os profissionais operacionais a desenvolverem novas capacidades, como lidar com tecnologia”.

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Nesse sentido, a falta de profissionais qualificados no nível operacional é, inclusive, a segunda dificuldade mais listada pelas empresas no Brasil (50%) para a implementação das tecnologias da Indústria 4.0. 

Assim, o motivo vem logo atrás do custo dos equipamentos, citado por 65% dos entrevistados. Globalmente, 43% das empresas apontaram a falta de recursos humanos adequados a exigências da área como entrave para adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Já a questão dos custos é citada por 56%.

Por isso, a automação, juntamente com a sustentabilidade, é uma das principais tendências que estão conduzindo a indústria da transformação globalmente e contribuindo para o seu desenvolvimento.

De acordo com o relatório, de fato, 84% das empresas nos seis países pesquisados já introduziram ferramentas de transformação digital. No Brasil, esse percentual é de 85%.

As habilidades exigidas aos profissionais

A princípio, especialistas no Brasil concordam que os profissionais operários serão cada vez mais obrigados a ter experiência com ferramentas e máquinas especializadas. Essa demanda é representada por 68%.

Além disso, também há demanda por treinamento especializado (78%), enquanto para profissionais especializados será crucial possuir habilidades digitais e de gerenciamento de projetos (73%) e conhecimento de línguas estrangeiras (73%).

Quanto às competências interpessoais, os profissionais operários terão de se concentrar na adaptabilidade e flexibilidade (84%).

Bem como, na capacidade de trabalhar de forma autônoma (79%), enquanto a capacidade de trabalhar por prioridades (87%).

Juntamente com a capacidade de decisão e resolução de problemas (81%), será particularmente relevante para profissionais especializados.

Os perfis de profissionais mais procurados

Ainda mais, o relatório também revela que 70% dos entrevistados no Brasil acreditam que mudará profundamente nos próximos anos a demanda por perfis profissionais específicos, à medida que a manufatura evolui.

Dessa forma, quando se trata de trabalhadores operários, as empresas no futuro próximo irão procurar profissionais como:

Quanto às funções especializadas mais solicitadas serão: 

Nesse sentido, nossa pesquisa constatou que até 87% das empresas já planejaram treinamentos internos ou externos sobre o uso e gestão de ferramentas digitais, sendo que no Brasil esse índice é de 95%, afirma Tonnus.

Para ele, a indústria oferece uma ampla gama de oportunidades de carreira tanto para o nível operacional quanto para o de gestão. “Estamos nos movendo em direção a um futuro em que o treinamento e a aprendizagem ao longo da vida serão mais importantes do que nunca”.

Assim, ele finaliza acreditando que para ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos de vida e carreira e permitir que as empresas superem a escassez de força de trabalho, é necessário essas medidas.

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Em Goiás, foi implementado o decreto 10.255, que regulamenta a política de logística reversa no Estado e cria o ReciclaGoiás. A regra passa a valer após meses de reuniões e audiências públicas, com participação de cooperativas de reciclagem, entidades gestoras e do setor empresarial.

A princípio, ela obrigará as indústrias a custear o reaproveitamento de pelo menos 22% das embalagens recicláveis (vidro, plástico, metal e papelão) que colocam no mercado. O decreto se aplica também para importadores, distribuidores e comerciantes. 

Esses 22% foi estabelecido pelo Acordo Setorial de Embalagens em Geral, no entanto o Planares (Plano Nacional de Resíduos Sólidos), instituído pelo decreto 11.043/2022, já estabeleceu metas progressivas.

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Estas, por sua vez, irão crescer com o passar dos anos. Nesse sentido, Goiás se junta a um grupo de estados que regulamentaram a logística reversa no ano passado, como Piauí, Paraíba e Pernambuco. 

Regulamentação da logística reversa no Goiás

Implementação do sistema

Inicialmente, poderão se contratar entidades gestoras independentes, pelas indústrias para auxílio na implementação de seu sistema. 

Assim, essa entidade vai informar para as cooperativas de reciclagem o volume de plástico, metal, vidro e papelão que precisa se coletarão para alcançar aqueles 22% estabelecidos pela norma. 

Com isso, os catadores vão receber créditos financeiros de acordo com a quantidade de recicláveis comercializados.

Além disso, serão remunerados ao vender o material para a indústria de reciclagem. 

Sobretudo, os valores envolvidos no processo se definem pelo mercado, sem a interferência do poder público. 

Segundo Andréa Vulcanis, secretária de Meio Ambiente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai assumir um papel de fiscalização. “A nossa tarefa será de receber os relatórios das empresas gestoras e certificar que a indústria está cumprindo o que determina a lei".

Ela sinaliza que o descumprimento da obrigação é conduta a ser tipificada como crime ambiental. 

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Reuso de plástico flexível e Notebook e Bike de plástico

A PepsiCo recuperou cerca de 8 mil toneladas de plástico flexível pós-consumo, também chamado de BOPP, no ano de 2022. A ação foi possível devido a parceria com a Eureciclo, empresa especializada em soluções estruturantes para a cadeia de reciclagem.

A princípio, a companhia já destinou este volume significativo de BOPP para uso pela indústria cimenteira.

Isso porque, nessa indústria o resíduo é reaproveitado como combustível nos fornos industriais e, também, integra a matéria-prima do cimento.

Bruno Guerreiro, gerente de sustentabilidade da PepsiCo Brasil, afirma que : “O plástico flexível BOPP ainda é um resíduo que demanda alta tecnologia para ser reciclado e com esse processo, também chamado de coprocessamento, o material ganha uma nova utilização pela indústria do cimento”.

Sobretudo, o processo de reuso do plástico flexível se dá da seguinte forma: a eureciclo faz o rastreamento dos resíduos de embalagens, desde a sua origem até a destinação final para as cimenteiras, e informa os dados à PepsiCo. 

Guerreiro completa: "a atuação de uma solução como a eureciclo, que garante transparência no processo é imprescindível. Como falamos de uma cadeia complexa, como a da reciclagem no Brasil, essas parcerias bem estruturadas viabilizam o controle de cada etapa e, também, atendem à demanda que empresas de grande porte como a PepsiCo possuem”.

Notebook de plástico

Expandindo sua linha de produtos sustentáveis, a Acer apresenta ao mundo um notebook e um projetor com ainda mais partes criadas a partir de materiais reciclados. O PC portátil em questão é chamado de Aspire Vero 15 e o outro gadget recebeu o título de Vero PL3510ATV.

A princípio, o objetivo é entregar sustentabilidade e para isso a linha Vero aposta em 40% do plástico do notebook e 50% do projetor partindo de plástico reciclados pós-consumo (PCR).

Nesse sentido, o Acer Vero 15 tem embalagem com 100% do material feito a partir de papel reciclado.

Assim como, manuais em 90% da mesma origem e o projetor utiliza maior precisão na exibição de cores, com promessa de reduzir o consumo energético da lâmpada em até 48%.

O notebook chega ao mercado americano já em junho e o projetor chega apenas na Europa e Oriente Médio, a partir de setembro deste ano.

Bicicleta de PCR

A Hannover Messe, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, aconteceu na Alemanha. Recebeu uma grande invenção de PCR, uma bicicleta produzida com plástico retirado do oceano.

A bicicleta foi criada pela empresa Igus, que produz produtos de plásticos especialmente para o setor industrial. 

Assim, a empresa resolveu apostar em uma bicicleta inovadora e sustentável, que promete alta durabilidade e estará no mercado até o fim de 2023.

O representante da unidade de negócios da Igus, Jan Philipp Hollmann, explicou sobre o processo de criação da bike. "Ela é basicamente feita de plásticos reciclados, todos os componentes são de plástico, até mesmo os freios.”

Segundo ele, se usou um pouco de aço para finalizar os freios e as rodas. “Mas, vamos evoluir nisso, e aprimorar para ser 100% de plástico".

Por ser feita de plástico, a bicicleta tem alta durabilidade, uma vez que está livre do processo de corrosão ocasionado no metal. 

Isto é, o equipamento estará protegido das variações de clima, como chuva e luz solar, diz a Igus.

Nesse sentido, a bicicleta pesa aproximadamente 16 quilos e será vendida por 1.200 euros na Alemanha, cerca de R$ 6.640. 

A empresa afirma que pretende diminuir o valor para 1.000 euros, cerca de R$ 5.500. O peso da bike também poderá ser mais leve, conforme esperam os criadores da invenção
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Por Robson Braga de Andrade, presidente da CNI

O que é essencial para o Brasil voltar a crescer?

A combinação de inflação persistente e juros altos com incertezas internas e adversidades externas tem prejudicado a recuperação da economia brasileira. Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a atividade industrial vem enfrentando dificuldades desde o fim do ano passado.

Além disso, o fraco desempenho do comércio e do setor de serviços confirma que teremos mais um ano em que o crescimento econômico será insuficiente para gerar a renda e os empregos necessários à melhoria da qualidade de vida da população.

Assim, para reverter o quadro de baixo dinamismo econômico, o Brasil precisa implementar reformas estruturais.

Leia mais:

Bem como, medidas pontuais que tenham como foco a reindustrialização e o crescimento vigoroso e sustentável do país.

Algumas dessas mudanças estão listadas na Agenda Legislativa da Indústria 2023, apresentada ao Congresso Nacional e à sociedade brasileira no final de março.

A Agenda Legislativa da Indústria 2023

Elaborado pela CNI, o documento aponta o posicionamento do setor industrial sobre 139 proposições em tramitação no Legislativo federal que têm grande impacto sobre o desempenho das empresas e da economia.

A princípio, esses projetos foram escolhidos em um amplo debate que reuniu representantes de 139 entidades empresariais de todo o país, em especial das federações estaduais e das associações setoriais das indústrias. 

Os projetos considerados prioritários pelo setor industrial estão agrupados na Pauta Mínima.

Que é composta de 12 temas essenciais para a criação de um ambiente mais favorável aos negócios, à produção e aos investimentos. O primeiro item dessa pauta é a reforma da tributação sobre o consumo. 

Felizmente, o governo tem reiterado a disposição de apoiar a aprovação dessa importante mudança. 

Nesse sentido, a Câmara dos Deputados e o Senado também têm atuado em favor da tramitação das propostas construídas ao longo dos últimos anos. Isso a partir do diálogo com representantes da sociedade e dos Fiscos dos estados.

O Brasil não pode desperdiçar a oportunidade histórica de aprovar, ainda neste ano, uma reforma tributária que simplifique e corrija as distorções do atual sistema de tributação sobre o consumo. Assim, promovendo a competitividade das empresas e da economia nacional.

Demais prioridades para o produtivo

Outra prioridade do setor produtivo é a prorrogação dos incentivos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica para reinvestimento no Norte e no Nordeste, medida que vai estimular as atividades produtivas e promover o desenvolvimento das duas regiões. 

Além disso, defendemos, ainda, a aprovação do Código de Defesa do Contribuinte. Para aumentar a segurança jurídica e ajudar a reduzir os litígios das empresas com o Fisco.

Para melhorar as condições de acesso e reduzir os custos dos financiamentos bancários, consideramos indispensável a implementação do Marco Legal das Garantias, que diminui o risco dos credores e aumenta a eficiência da concessão de crédito.

Além de modernizar o setor elétrico, o país deve avançar em direção à economia de baixo carbono. 

Para isso, precisamos ter regras que confiram maior previsibilidade e racionalidade ao processo de licenciamento ambiental. 

É igualmente necessária a regulamentação do mercado de créditos de carbono, para incentivar os investimentos em tecnologias limpas e para o Brasil cumprir os compromissos internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa.

Nosso objetivo é estabelecer alianças e contribuir para a construção de um país mais próspero, que ofereça melhores oportunidades para todos. Por isso, a agenda da indústria é, também, a agenda do Brasil.

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