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Logística reversa: o impacto da produção no meio ambiente

Prática consiste em coleta e reaproveitamento de resíduos sólidos e é parte da estratégia de gestão de resíduos do Estado de São Paulo

Com conversas sobre ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) ganhando tração, muito vem sendo discutido sobre como empresas podem ter um relacionamento mais saudável com o meio ambiente. Uma das práticas que pode ser essencial neste processo é a logística reversa.

Em suma, esse método consiste em estratégias de coleta e reaproveitamento de resíduos sólidos por parte de uma empresa.

A medida é parte da estratégia de gestão de resíduos do Estado de São Paulo, em um plano que compreende de 2011 a 2025.

Contudo, a questão está no começo da cadeia: apenas 27% dos resíduos plásticos com ciclo de vida de até um ano são coletados e entram na cadeia de reciclagem.

Mesmo que a empresa precise do apoio dos consumidores para conseguir realizar esse passo crucial – a coleta – pode ser idealizado um projeto que incentive o cliente a assumir parte da responsabilidade pela logística reversa.

O ciclo do processo de logística reversa é semelhante para a maior parte dos negócios: os produtos são manufaturados, distribuídos, utilizados e descartados pelo cliente.

Dessa forma começa a parte importante: os materiais recicláveis são selecionados, reciclados e transformados em matéria-prima para novos produtos. Apesar de simples, ela traz grandes benefícios.

Guilherme Juliani, CEO do grupo MOVE3 diz “Temos a colaboração com questões ambientais, principalmente, mas também ajudamos a criar consumidores conscientes e possivelmente reduzimos o custo com materiais”.

O grupo, composto pelas empresas Flash Courier, Moove+, Moove+ Portugal, Jall Card e M3 Bank, está implementando a logística reversa idealizando um projeto de retorno e descarte adequado dos cartões de crédito, além de investir no treinamento da equipe.

Juliani conta “Como parte da mudança, adaptamos nossas instalações para incentivar a reciclagem de lixo da empresa pelos colaboradores”.

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logística reversa

Algumas dicas de como instituir a prática de logística reversa na sua empresa

1 – Política clara

Antes de tudo, os consumidores precisam entender como o processo de logística reversa funciona. Para isso, o processo precisa estar bem desenhado.

Guilherme explica que os clientes precisam saber onde cada embalagem pode ser retornada, assim como os benefícios da ação. Uma política confusa pode acabar com um projeto de logística reversa antes mesmo dele começar.

2 – Divulgação

Contudo, não adianta só ter um bom projeto de logística reversa, bem desenhado e econômico, se os seus consumidores não sabem a respeito.

Juliani conta “É importante investir na divulgação, colocar na imprensa, nas redes sociais, mas também no processo de compra do cliente. Se for uma compra online, mandar um e-mail falando sobre, por exemplo. Quando o processo é bem desenhado e não vira um peso para o consumidor, ele está disposto a ajudar. Mas, para isso, ele precisa saber sobre”.

3 – Atendimento

Como em qualquer processo com o cliente, problemas podem acontecer. Para isso, é necessário desenvolver um canal de atendimento em que o consumidor possa tratar de qualquer empecilho ou queixa sobre o projeto.

“Uma página nas redes sociais já pode resolver isso, caso não exista um canal pronto de atendimento. Se existir, é possível só adaptá-lo para servir também ao projeto”, aponta o CEO.

4 – Alinhamento interno

Como é uma iniciativa que pode impactar vários procedimentos da empresa, é essencial alinhar internamente como o projeto funciona.

Guilherme conta que é bom explicar quais são as regras e passos para todos os funcionários e colaboradores, especialmente em relação ao impacto direto que pode ocorrer sobre suas funções.

Sobre o Grupo MOVE3

O Grupo MOVE3 está presente no mercado há mais de 25 anos e é referência em logística no Brasil. Sediado em São Bernardo, no ABC Paulista, opera em um espaço de mais de 20 mil m².

Entre as empresas que fazem parte do grupo está a Flash Courier, líder no setor bancário e com uma carteira de clientes composta por agências financeiras, bancos, empresas de ingressos, gestoras de benefícios como vale alimentação, refeição e transporte, planos de saúde, entre outros segmentos, além da Moove+, Moove+ Portugal, a gráfica Jall Card e a fintech M3Bank.

Nos últimos anos, o Grupo MOVE3 investiu pesado em tecnologia e inovação – como robótica, mobile, big data, automação e sharing economy – e no processo de adaptação às novas exigências do governo, em especial as obrigações de CT-e, MDF-e e SPED, que de maneira geral, têm o objetivo de garantir a transparência e a segurança durante o transporte.

Além disso, a empresa está licenciada para operar no mercado de logística e distribuição de produtos certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segmento que tem impulsionado ainda mais o crescimento da empresa.

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