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Cresce participação de mulheres na indústria

Pesquisa revela crescimento da atuação feminina na indústria, e FIERN destaca como mulheres ajudam no desenvolvimento do setor com suas histórias

Cresce participação de mulheres na indústria

Segundo um levantamento feito pelo Observatório Nacional da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a participação das mulheres na indústria aumentou nos últimos 10 anos. Sobretudo em cargos de liderança, que registrava 35,7% em 2013 e em 2023 marcou 39,1%, ou seja, um crescimento de aproximadamente 9,5%. 

Imagem de uma mulher trabalhando na indústria. Ela usa um capacete e óculos de proteção, tem a pele negra e cabelos castanhos

Para alcançar esses números, a análise se pauta nos microdados da PNADc (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), conduzida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

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Sendo assim, a FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) se destaca como parte da contribuição para este desenvolvimento. E assim, nesse âmbito, muitas trajetórias femininas se encontram na busca pelo crescimento industrial e econômico. 

Nesse sentido, Maria de Fátima, fundadora da Bonelaria Dantas, uma empresa especializada na fabricação e venda de bonés em Caicó, no Seridó potiguar, atualmente desempenha o papel de diretora na FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte).

Com uma trajetória marcada por resiliência,há mais de 30 anos, ela estabeleceu a empresa junto com seu esposo, enfrentando desafios e superando obstáculos. Maria de Fátima destaca sua determinação ao tomar a frente do negócio, mesmo quando seu esposo não acreditava, e demonstra que, juntos, foram capazes de prosperar.

Atuação feminina na indústria

Assim, dentre os destaques na indústria, principalmente no papel de liderança, no cenário potiguar aparece Conceição Tavares, uma mulher que, junto ao marido, fundou a Iplan (Indústria de Plásticos Andrea), localizada em Parnamirim. Em relação a produção, a empresa pioneira atua na fabricação de mangueira de irrigação. Porém, hoje, também produz para a área da construção civil.

Hoje, compondo o quadro de vice-presidente da FIER, e presidindo o SINDIPLAST-RN (Sindicato das Indústrias de Material e Laminados Plásticos do Estado do Rio Grande do Norte), ela relembra o início de sua atuação na indústria: “Saí de uma vida voltada para os afazeres domésticos para me aventurar em uma área, à época, predominantemente masculina”, diz.

Desse modo, diante dos avanços inegáveis neste cenário, mais mulheres cooperam para o setor. E para aquelas que pretendem unir-se a este desenvolvimento, Tavares aconselha: “Meu conselho é estudem, se especializem, tracem metas e lutem para alcançá-las. Mesmo em 2024, a mulher tem que lutar muito para conseguir seu espaço, por isso temos que comemorar esse dia 08 de março. Dia de celebrar nossas conquistas”. 

O papel singular das mulheres na indústria 

Nessa perspectiva, Zauleide Queiroz, co-fundadora da SINDSORVETE-RN (Ster Bom e presidente do Sindicato da Indústria de Sorvetes, Congelador e Derivados do Estado do Rio Grande do Norte), também coopera com essa luta. 

Além da fundação da empresa, Zauleide buscou se especializar para, com mais conhecimento, levar a empresa junto ao marido, Antônio Leite Jales. Desta maneira, formou-se em Administração de Empresas, pela UnP  (Universidade Potiguar), em 2003. Mais tarde, fez pós-graduação em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Atualmente, a empreendedora desempenha as funções de Diretora Administrativa-Financeira, sendo responsável pela gestão de uma equipe que ultrapassa a marca de 900 colaboradores. A Ster Bom, empresa na qual atua, abrange nove marcas que englobam uma variedade de produtos, como sorvetes, casquinhas, água mineral, gelo e açaí.

Assim, segundo ela, a presença da mulher na indústria representa uma adição de humanidade, organização e clareza no processo de tomada de decisões. A empresária, comenta sobre a mulher nesse cenário: “Não só na indústria, mas em qualquer setor, o papel da mulher é um somatório junto aos demais. A mulher é mais prudente, mais organizada, mais centrada. Ela pensa com mais clareza, é mais cautelosa nas decisões. Nós, enquanto mulheres, temos um potencial muito bom a ser explorado”.

Ainda, Queiroz aponta suas expectativas: “Tenho certeza de que irá crescer ainda mais, apesar das dificuldades que passamos. Por isso, acho que é muito importante nos unirmos, darmos as mãos e partirmos para cima, para poder passar pelas turbulências da vida. Eu acho que temos que arregaçar as mangas para o mercado”.

Futuro da indústria

Nesse sentido, Helane Cruz, eleita presidente do SIFT/RN (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Rio Grande do Norte) em 2022, iniciou sua carreira na indústria em 2009, através de um estágio em uma indústria automobilística enquanto estudava Serviço Social. 

Hoje, ela lidera o setor de Recursos Humanos na Vicunha Têxtil. Helane destaca a importância da presença feminina na liderança industrial, ressaltando a capacidade das mulheres em equilibrar aspectos técnicos e humanos na gestão. 

Ela expressa otimismo em relação ao futuro, observando um movimento crescente em prol da diversidade e inclusão nos processos de gestão e almeja que a participação feminina triplique nos próximos anos.

Tercina Suassuna, mais uma líder inspiradora, faz parte da diretoria da FIERN e ocupa o cargo de vice-presidente do SIMETAL-RN (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do RN), analisa o crescimento das mulheres da indústria e sua participação. 

Ao longo de sua trajetória, participou de projetos importantes, como o Comitê de Lideranças Empresariais pela Inovação no Estado do RN e a COINCITEC (Comissão Temática de Inovação Ciências e Tecnologia do RN). Suassuna ressalta sua inspiração: “Desde a infância, testemunhei meu pai desbravando uma indústria em situação totalmente improvável, desde a falta de recursos financeiros, falta de apoio, falta de conhecimento teórico, logística precária, mas cheio da convicção de que suas escolhas estavam certas. Ele tinha apoio da minha mãe e de alguns amigos e juntos eles transformavam matéria-prima em solução acabada, aquilo era muito mágico! Essa foi minha inspiração. Fiquei apaixonada pela indústria”.

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