Bulher
Notícias

Capacitações do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico preparam empresários para o futuro da indústria

Aplicado pela AVANTEC, programa PICPlast auxilia executivos a desenvolverem novos modelos de negócios e de produção

Para auxiliar o setor do plástico a integrar a transformação digital, enfrentando as mudanças e atualizações necessárias, o PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico) já investiu cerca de R$ 20 milhões em ações em prol da imagem do plástico e programas de capacitações.

Pela Avantec, uma das empresas contratadas pela instituição para oferecer os programas, já foram formados 300 executivos de 39 empresas, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Devido ao sucesso da parceria, já está prevista a realização da quinta turma do Programa de Gestão da Inovação, no segundo semestre de 2021.

Manoel Lisboa da Silva Neto, consultor da Avantec, explica que o treinamento foca em preparar a empresa para atuar em diferentes cenários, de forma que seus gestores consigam criar oportunidades, independentemente da conjuntura. “A capacitação leva essas pessoas a terem ideias e a realizá-las, mesmo em um cenário desfavorável. Não estamos falando só de produtos, mas também de modelos de negócios, ideias de parcerias, tecnologias”.

Silva Neto ainda conta que ao término da capacitação, as empresas contarão com um pipeline de inovação montado. “A gente dá as ferramentas e metodologia que ajudam a mudar a cultura da empresa, melhorando os processos que são aplicados no dia a dia”.

Além da mudança do mindset nos processos da empresa, é importante que o empreendedor se atente também para as oportunidades geradas por meio da economia de compartilhamento, procurando parcerias que possam melhorar as práticas comerciais. Para Silva Neto, esse é um outro ponto importante da capacitação. “Nós trabalhamos com inovação aberta. Orientamos as empresas para, caso ainda não tenham competência técnica ou comercial para fazer algo, procurar parcerias que possam resolver aqueles problemas que elas não conseguem sozinhas”.

Para o engenheiro Luís Cassinelli, proprietário da consultoria Avantec e coordenador de área na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o saldo das capacitações tem sido muito positivo, com benefícios que vão para além da formação de gestores em inovação. “É interessante que algumas das empresas que foram treinadas tiveram um salto muito grande em novos produtos, na relação com parceiros e internamente com os próprios colaboradores. São ganhos indiretos que observamos nas empresas que participaram do treinamento, como a melhora do ambiente empresarial e do custo de produção”.

Cassinelli acompanha o treinamento desde a sua segunda edição e percebe, também, uma grande diferença no interesse dos empreendedores em inovar. Para ele, hoje o empresário entende a necessidade de estar sempre reinventando o seu modelo de negócios. “As coisas acontecem cada vez mais rápido e quem não inova fica de fora do mercado, já vi isso acontecer inúmeras vezes. Empresas que, por serem grandes e estarem dando certo naquele momento, acharam melhor não mudar. Só que o modelo funciona em determinada condição, que se altera muito rápido. Todo dia o conhecimento dobra, então é importante estar sempre inovando para não ficar para trás”.

De acordo com o PICPlast, o setor de transformação do plástico é diretamente impactado de forma positiva em relação à produtividade e redução de perdas, a partir do momento em que automatizam seus processos, já que o uso de tecnologia de ponta, a longo prazo, reduz os custos da produção. Mesmo que hoje essa seja uma realidade mais distante do pequeno e microempresário, que representa 94% da indústria de transformação plástica, de acordo com a ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

Na análise de Luiz Henrique Hartmaann, também consultor da Avantec e sócio-diretor da Comeplax, empresa focada em soluções para reciclagem do plástico, é possível que não demore muito tempo para a redução dos custos e que é preciso preparar as empresas para isso. Segundo ele, com a importação dessa tecnologia pelas grandes empresas, os preços tendem a cair, tornando os equipamentos automatizados e computadorizados mais acessíveis ao pequeno empresário. “Devagar se vai implementando e nacionalizando a tecnologia e o Brasil tem um parque e cabeças de inovação muito relevantes, até em comparação com o resto do mundo. Nós vamos chegar lá e talvez não leve nem muito tempo”.

Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado.

[dinamize-form id=”13211″]

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo