No último ano, os trabalhadores do ramo da reciclagem apontam que os ganhos sofreram uma redução importante. Três empresas de Passo Fundo que atuam na separação e destinação dos resíduos recicláveis, que também são associadas à prefeitura da cidade, registraram uma redução de até R$1 no preço pago por quilo de resíduos.
Diante disso, eles destacam que os principais materiais atingidos com essa redução, foram as garrafas pet, as letrinhas e o papelão. No período de dezembro de 2022, o valor pago por um quilo de latinha era de R$5,20 e hoje não passa de R$5.
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Sendo assim, os recicladores revelam que sua jornada de trabalho aumentou para que conseguissem atingir os valores que alcançavam até o ano anterior.
Até o ano passado, eles conseguiam faturar R$130 mil produzindo 100 toneladas, de acordo com o levantamento da cooperativa Recibela (Recicladores do Parque Bela Vista).
No mês de janeiro, deste ano, a entidade vendeu R$112,5 toneladas de material reciclado e recebeu R$114,6 mil. No entanto, em outubro o material reciclado atingiu 140 toneladas. Enquanto a receita foi de R$99 mil, ou seja, a redução foi de R$31 mil, se comparado ao primeiro mês de 2023.
Os fatores que reduzem os valores dos produtos para reciclagem
De acordo com Vinicius Luís Balbino, assessor do Projeto Transformação, que também presta atendimento às cooperativas do município, a queda se deve ao fato do mercado estar mais competitivo. Isso faz com que a oferta de matéria-prima reciclada aumente.
Ele comenta: “Até poucos anos atrás, a reciclagem era quase que exclusiva da população mais pobre. Agora, temos uma mudança chave: os resíduos passaram a ter uma valorização econômica interessante e atrativa para as grandes empresas, que passaram a vender os resíduos gerados por elas".
Balbino ainda destaca que "Antes nós tínhamos aqui em Passo Fundo só as cooperativas de reciclagem, hoje nós temos as cooperativas e empresas de fora da cidade que buscam o resíduo no município e revendem fora. Desse modo, nós lidamos com uma concorrência muito grande".
Durante a pandemia, o valor de compra estava mais alto por conta das restrições internacionais. Tendo em vista que isso fazia as companhias brasileiras recorrerem à matéria-prima reciclada dentro do próprio país.
Resultados no segundo semestre do ano
Já em outubro de 2022, houve uma queda nos valores por conta da isenção dos impostos para a importação de matéria-prima industrial. O que também engloba os materiais recicláveis.
Por isso, ano passado, o Brasil bateu recorde em importações de plástico, vidro e papelão. Isso fez com que as grandes empresas para sem de comprar esses materiais no território brasileiro.
Segundo dados do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, isso fez com que o mercado sofresse um colapso e afetasse a renda dos recicladores e das cooperativas.
Entretanto, apesar da importação do produto voltar a ser taxada em agosto deste ano, o mercado não sofreu alterações.
Balbino explica o cenário: “Depois da pandemia, o país começou a importar resíduos de fora em vez de utilizar o que é produzido aqui pelo fato de ser mais barato. Isso faz com que sejamos obrigados a baixar o valor para sermos competitivos”.
Soluções para aumentar a renda
A princípio as cooperativas têm estudado formas de aumentar a quantidade de resíduos reciclados. Um dos exemplos, são as entidades que trabalham com outros tipos de reciclagem ou desenvolvem trabalhos paralelos.
A Recibela, recicla óleo de cozinha, enquanto Cootraempo cria objetos com artefatos encontrados no lixo. Assim, a cooperativa oferece oficina de artesanato, e atua entregando enfeites encomendados.
Diante disso, um dos clientes do grupo é o Natal Tecnológico do Boqueirão Legal, que encomenda os objetos desde a primeira edição, há 15 anos. Já em 2023, o grupo confeccionou mais 200 sinos de natal.
Uma das atuantes do grupo, Jaqueline Nunes Carmo, que também trabalha na reciclagem cooperativa, salienta: “O que a gente faz ali é algo gratificante. Porque de certa forma estamos deixando a cidade mais bonita.”
Além dessa alternativa para gerar renda extra, as integrantes da oficina podem vender os enfeites de forma autônoma. Pois é comum serem contratadas por outras empresas da cidade.
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A indústria brasileira enfrenta desafios de produtividade que impactam no PIB e a competitividade do país, visto as novas tecnologias nos processos, com isso o programa Novo Brasil mais Produtivo buscando engajar as micro, pequenas e médias indústrias se destaca com R$2 bilhões para gerar mais competitividade.
Por isso, Ricardo Alban, presidente da CNI, explica que "aumentar a produtividade e acelerar a transformação digital nas nossas indústrias são medidas essenciais para o sucesso da política de neo-industrialização. O novo Brasil Mais Produtivo representará o início de uma era de aumento da competitividade".
Dessa forma, o presidente ressaltou que a importância de estimular a produtividade; uma vez que as MPMEs industriais representam 81% do total das empresas e é responsável por 39% dos empregos formais no país.
Ainda, Alban destaca que é difícil chegar em uma pequena indústria, com tantos desafios. "Precisamos fazer da indústria algo ainda melhor para colocarmos o Brasil em um novo patamar".
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Primeiramente, investir na produtividade e na digitalização das atividades industriais vai além de representar um caminho importante para ampliar a participação do Brasil nas cadeias globais de suprimentos.
Aumento da produtividade das MPMEs
Desse modo, o programa agrega uma série de ações desenvolvidas por instituições estratégicas e relevantes no cenário nacional.
Assim a coordenação do MDIC, conta com a parceria do BNDES, Finep, Embrapii, ABDI, SENAI e Sebrae. "O SENAI, sempre contribuiu para a elevação da produtividade da indústria. Vamos atuar em conjunto com o Sebrae no suporte às empresas na aplicação da técnicas", salienta Alban.
Enquanto isso, o vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, explica que o programa representa uma soma de esforços buscando o aumento da produtividade no país.
O vice-presidente destaca que "temos que reconhecer que o Brasil perde em produtividade há 40 anos. Se não agirmos na origem do problema, não teremos crescimento econômico forte e sustentável que gere emprego e renda".
Diante disso, Alckmin reforça que o o programa permitirá a identificação de gargalos nas empresas, assim como dos ganhos possíveis.
Por outro lado, Luciana Santos, ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirma a relevância do programa. "Países inovadores e desenvolvidos só alavancaram esse patamar por meio de políticas públicas".
Já o ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, o novo Brasil Mais Produtivo é um programa extraordinário. "O caminho para o desenvolvimento de todas as economias desenvolvidas, foi por meio de políticas industriais. A verdadeira força do programa atual está no esforço em prol do desenvolvimento".
Falas influentes a cerca do cenário
Ainda nesse contexto, Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, é importante olhar para os pequenos negócios. "o governo precisa conhecer, identificar, organizar e financiar as indústrias pequenas".
Margarete Coelho, diretora da Administração e Finanças do Sebrae Nacional, destaca que a economia brasileira enfrentou, nas últimas décadas, um processo de desindustrialização e destacou a importância dos pequenos negócios para o crescimento do país.
Para a diretora: "Os pequenos negócios representam cerca de 95% das empresas. A recuperação da indústria brasileira passa pela pequena empresa e essa evolução vai depender de ampliarmos a produtividade e competitividade".
Já Elias Ramos, diretor de Inovação da Finep, fala como a instituição se engaja com entusiasmo no programa. "O programa se distingue por uma particularidade que é se endereçar a MPMEs, importantes para o PIB e para criação de empregos".
A presidente da ABDI, Cecília Vergara, lembra que o programa começou em 2026, na época chamado de Brasil Mais Produtivo. "Temos um compromisso de prestar apoio técnico e operacional a todas as ações do programa. Os resultados vão gerar desenvolvimento econômico e social para o país".
O diretor-presidente da Embrapii, afirma que o novo Brasil Mais Produtivo tem um sentido especial porque é direcionada a um segmento produtivo. "As MPMEs sempre foram uma nota de rodapé. Nunca se deu a devida atenção para esses negócios. Esse programa nos ajuda a retomar essa expectativa, já que eles representam uma parte expressiva da sociedade brasileira".
Para finalizar, José Luis Gordon, diretor de Exportação e Inovação Industrial do BNDES, o programa será uma revolução para as pequenas empresas brasileiras. "Trata-se de um programa que vai promover a digitalização nas empresas e aumentar a produtividade, o maior programa de produtividade do país", afirma.
Programa Novo Brasil Mais Produtivo
Visto que a nova fase do programa irá destinar R$2 bilhões para o engajamento digital de 200 mil indústrias, com atendimento direto a 93 mil empresas até 2027.
Com isso, o SENAI desenvolveu uma plataforma com acesso virtual, cursos e ferramentas sobre produtividade e transformação digital para promover aprendizado para as empresas.
Tanto que, SENAI e Sebrae buscam atuar de forma conjunta para identificar as metodologias mais adequadas para as empresas atendidas. As empresas irão fazer parte de uma jornada com um ciclo completo de conhecimento.
Diante disso, nas modalidades de transformação digital, será feito um diagnóstico da maturidade das empresas para a adoção de tecnologias inteligentes. E em seguida, uma elaboração de projeto customizado, solução de financiamento e acompanhamento da implantação.
Para aqueles que querem saber mais, a partir de janeiro de 2024 todas as informações estarão disponíveis por meio do site do MDIC.
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Os debates sobre o Acordo Global dos Plásticos, INC3 (Intergovernmental Negotiating Committee on Plastic Pollution 3) entraram em sua terceira rodada de negociações no dia 13 de novembro, e finalizaram hoje (19). O Acordo necessita de financiamento para estabelecer as diretrizes.
O encontro contou com a participação da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). As negociações ocorreram em Nairobi, no Quênia. O Acordo Global tem o intuito de reduzir a produção de plásticos, e ainda, discutir sobre reciclagem e o descarte de materiais com matéria-prima plástica.
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Durante a reunião preparatória, a Abiquim, entregou aos Governos dos países que integram o GRULAC (Grupo da América Latina e Caribe), um documento em nome da Coalizão Latino-Americana das Indústrias do Plástico.
Nele continha as preocupações do setor com a aprovação do Acordo, além de destacar as diferenças regionais e nacionais ligadas ao Acordo Global de Plásticos.
Por ser um momento de transição, eles destacam a importância de analisar essas distinções de cada localidade. Para que a implantação da economia circular, por exemplo, seja feita de maneira benéfica para todos.
O objetivo da Abiquim
Assim, o presidente-executivo da Associação, André Passos Cordeiro, salienta que o objetivo é estabelecer um diálogo e contribuir com o tema. Visto que, a Abiquim já possui ações encaminhadas junto ao Governo Brasileiro para adoção de práticas alinhadas a cada realidade.
Com isso, Cordeiro destaca como a produção plaśtica tem grande impacto na economia e para muitos setores industriais. “A produção de plástico é relevante para países com setores manufatureiros em grande escala, tais como: alimentos, bebidas, automotivo, eletricidade, construção, saúde, assistência médica, têxtil, entre outros.”, aponta.
O presidente-executivo finaliza:: “Em muitos setores, os plásticos são insumos essenciais para combater a proliferação de doenças e garantir o abastecimento alimentar da população, bem como para garantir a transição energética e combater as alterações climáticas.”
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A MC Components garante automatização no processo de extração de máquinas e moldes com seu produto
A MC Components lançou o engate rápido de extração pneumático, com o objetivo de automatizar processos e assim evitar a exposição do operador.
O sistema de extração da máquina e do molde (barra roscada), é feito de forma manual, sendo um sistema de extração ultrapassado.
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Primeiramente, o sistema de extração com barra roscada é um dos mais utilizados, no entanto, configura uma exposição perigosa ao operador.
Isso porque, esse processo acontece entre um setup e outro. Ou seja, o operador entra dentro da máquina e de forma manual faz o rosqueamento.
E com objetivo de otimizar esse processo, a MC Components desenvolveu o engate rápido de extração pneumático.
Esse componente tem como função automatizar o processo de ligação entre o sistema de extração da máquina e do molde.
Além disso, o engate rápido de extração pneumático é uma opção custo-benefício, como diz Bruno Fabiano da Mota, engenheiro de desenvolvimento da MC Components.
O engenheiro destaca as vantagens do produto. “Compacto, baixo custo e fácil instalação, com pouco tempo em aplicação já é possível identificar os benefícios.”
Como o engate rápido de extração pneumático traz mais benefícios para indústria
O engate rápido de extração pneumático traz agilidade e segurança para o processo de extração da máquina e do molde
Mota afirma que “o componente atua padronizando máquina e moldes, esse trabalho passa a ser apertar botão, podendo haver integração com painel da própria máquina.”
O engate rápido de extração pneumático, também, viabiliza melhoramento no tempo de setup, assim como qualidade no acoplamento.
O engenheiro da MC Componentes fala sobre os benefícios desse material. “Melhoramento no tempo de setup, qualidade no acoplamento e segurança do operador se destacam.”
E complementa que máquinas eletrônicas cabinadas com pouco espaço para o trabalho manual devido sua carenagem são onde o engate de extração faz toda diferença.
Bem como, o componente da empresa garante segurança e agilidade no sistema de extração.
Dessa forma, fornecendo qualidade e atendendo a necessidade da indústria.
Outras vantagens que a MC Components oferece para o mercado
A MC Components é uma empresa especializada na produção de componentes para máquinas injetoras, moldes e manutenção de moldes para injetoras de plástico.
Bem como, possui um método exclusivo para contenção de peças para a indústria.
Assim, atuando no mercado de componentes desde 2009, com fábrica moderna e altamente equipada.
Nesse sentido, a empresa possui produtos que trazem vantagens para o mercado.
Por exemplo:
Mangueira de silicone com trama de aço;
Aquecedor de pino;
Alongados e Prolongadores;
Componentes para ferramentaria;
Contador de ciclo;
Conexões padrões;
Além de outros produtos que a empresa dedica qualidade e segurança para a indústria.
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Depois de paralisar a produção por causa das medidas de distanciamento social adotadas para combater o avanço da pandemia do novo coronavírus, a indústria brasileira enfrenta dificuldades para adquirir insumos e matéria-prima.
Segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), 68% das empresas consultadas revelam dificuldades para comprar insumos ou matérias-primas no mercado doméstico e 56% no mercado internacional. A CNI consultou 1.855 empresas entre os últimos dias 1º e 14.
No levantamento, 82% das indústrias consultadas relataram alta nos preços e 31% falaram em “alta acentuada”. Segundo o diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Abijaodi, a economia reagiu em uma velocidade acima da esperada, o que provocou um descompasso entre oferta e procura por insumos.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial brasileira cresceu pelo quarto mês consecutivo em agosto. Além do descasamento entre oferta e demanda de insumos, Abijaodi destaca ainda como fator de dificuldade a alta do dólar, que aumentou o preço dos insumos importados.
A pesquisa apontou ainda que 44% das empresas consultadas estão com problemas para atender aos clientes. Entre as razões estão, a falta de estoque, com 47%; demanda maior que a capacidade de produção, com 41%; e incapacidade de aumentar a produção com 38%.
O problema de dificuldade para comprar matéria-prima é maior entre as pequenas empresas, segundo o levantamento. Nesse segmento, informou a CNI, 70% das indústrias foram afetadas pela falta de insumos ante 66% entre as grandes empresas.
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Há meses o mercado de plásticos no país vive sob especulações da oferta de compra da participação da controladora Odebrecht na Braskem, empresa química e petroquímica brasileira, pela multinacional holandesa, LyondellBasell. O possível fechamento do negócio entre as empresas está previsto para os próximos meses. Apesar disso, a ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) acredita que a concretização dessa venda trará benefícios para o segmento. “Isso deve tornar nosso mercado mais globalizado”, disse Laercio Gonçalves, diretor e presidente da entidade.
Para Gonçalves, os benefícios promovidos pelas tecnologias já usadas pela LyondellBasell e as plantas modernizadas serão grandes destaques dessa possível mudança. “A multinacional holandesa tem operações em mais de 17 países e uma experiência global que agregará muito ao mercado brasileiro, que se tornará mais competitivo”, explica.
O vice-presidente da ADIRPLAST, Osvaldo Cruz, concorda e acrescenta: “Essa transição é algo natural no mundo dos negócios. A LyondellBassell é uma empresa grande e que precisava de uma maior representação na América do Sul. A possível compra do controle da Braskem dará novas perspectivas para o mercado e dinâmicas comerciais que aportem conhecimento, além de tecnologias de produtos e aplicações.
Cruz também afirma que a mudança de controle poderá trazer outro grande benefício ao mercado: voltaremos a discutir a alíquota de importação de 14%. “O debate sobre o motivo da atual alíquota de importação ser tão alta será agenda para todo o setor, podendo ocasionar alterações importantes e positivas para o mercado”, complementa.
Gonçalves acredita ainda que a união promoverá o surgimento de uma empresa mais globalizada: “Isso evitará o dumping (palavra utilizada no Comércio Internacional para designar a prática de aumentar as quotas de mercado), já que a empresa poderá movimentar seus produtos de diversas plantas para o Brasil, assim como levá-los para fora, criando um mercado livre e mais competitivo”.
Petrobras também discute venda de suas ações
A Petrobras também está negociando a venda de sua participação na Braskem para a LyondellBasell. De acordo com o jornal Valor Econômico, em uma reportagem de 14 de agosto, a marca holandesa tenta comprar a Braskem em um processo de negociação exclusivo entre as partes. A operação pode ultrapassar os R$ 50 bilhões.
O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, reiterou o plano de venda de ativos da estatal - cuja meta é de US$ 21 bilhões em 2018 - e a melhoria das métricas financeiras da companhia, com foco nos negócios do pré-sal. Da mesma forma, segundo fontes de mercado, a percepção na Odebrecht e na Lyondell é de que, apesar do debate, a venda da participação da Odebrecht deve ser consolidada.
Sobre LyondellBasell
No Brasil, a LyondellBasell possui apenas uma fábrica de compostos plásticos, em Pindamonhangaba (SP). A empresa opera em 17 países e possui 55 instalações produtivas. Em fevereiro deste ano, a companhia holandesa adquiriu a empresa norte-americana Schulman por 2,25 bilhões de dólares, dobrando o tamanho de seus negócios de plástico para embalagens, produtos eletrônicos e construção. Com a aquisição do controle da Braskem, a LyondellBasell será a maior produtora de polietileno e polipropileno do mundo.
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Negociações sobre tratado do plástico terminam sem acordo
O encontro em Genebra, na Suíça, para discutir um tratado global sobre plásticos termina sem acordo. As negociações começaram no dia 4 de agosto e finalizaram na última sexta-feira, dia 15. O impasse central está na divisão de dois blocos de países, enquanto um deseja medidas ousadas, outro quer concentrar-se na gestão de resíduos.
As negociações duraram a noite inteira na tentativa de encontrar um meio termo entre os dois grupos de países, e contou com negociadores de 185 países. Apesar de terem se estendido além do prazo final, que a princípio era dia 14 de agosto, as conversas na sede das Nações Unidas acabaram sem consenso.
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Encerrada a sessão de negociações a portas fechadas, os países se encontraram no salão principal da Assembleia do Palais des Nations da ONU. O encontro visava avaliar o impasse e discutir os próximos passos.
Nesse sentido, o representante da Noruega, copresidente de um grupo de países que defendia um tratado ambicioso. Tendo como argumento principal “proteger o meio ambiente e a saúde humana”. O representante disse: “Não teremos um tratado sobre a poluição por plásticos aqui em Genebra".
O embaixador equatoriano Luis Vayas Valdivieso, que preside as negociações (CNI5-2), divulgou duas versões de rascunho no intervalo de um dia; a mais recente veio à tona na madrugada de 14 para 15 de agosto, quando o ambiente já era de desacordo e incerteza.
Mesmo com alguma evolução no texto, os líderes das delegações, reunidos em sessão extraordinária matinal, não conseguiram alcançar um acordo.
Embora ainda reunisse mais de 100 itens sujeitos a revisão e acordo, o texto foi classificado por duas fontes como uma “base aceitável para a negociação”. Em declaração à AFP após a divulgação do rascunho mais recente no portal da ONU.
Diante de tudo isso, os representantes da Arábia Saudita, Índia e Uruguai, apontaram que os debates não chegaram a um consenso. “Perdemos uma oportunidade histórica”, lamentou o delegado de Cuba.
Próximos passos e detalhes sobre os “limites” de negociação de cada país
Houve manifestações de decepção entre vários delegados, e a representante de Fiji ressaltou que o fracasso “mina o multilateralismo”
Assim, Agnès Pannier-Runacher, ministra francesa de Transição Energética, declarou: “Alguns países, guiados por interesses financeiros de curto prazo e não pela saúde de suas populações e pela sustentabilidade de suas economias, bloquearam a adoção de um tratado ambicioso.”
Os países chamados de “ambiciosos”, incluem América Latina, União Europeia, Canadá, Austrália, várias nações africanas e insulares. Juntas, defendem a redução da produção global de plástico e o monitoramento das moléculas mais preocupantes para a saúde humana.
Por outro lado, os países produtores de petróleo se opõem a qualquer limitação na produção ou à proibição de moléculas e aditivos considerados perigosos. Esses países não concordaram que a negociação abrangesse todo o ciclo de vida do plástico, desde a matéria-prima derivada do petróleo até o resíduo final.
Segundo Luis Vayas Valdivieso, em entrevista à AFP, a sessão de negociação “não chegou ao fim”, e a etapa seguinte integrará uma “nova fase da CNI5”. Assim, acrescentou: "A secretaria trabalhará para encontrar uma data e um local para celebrar a CNI5-3", acrescentou.
A diretora executiva do PNUMA (Nações Unidas para o Meio Ambiente), Inger Andersen, afirmou que os 10 dias de negociações revelaram "com mais detalhes as linhas vermelhas" de cada país.
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Plástico rastreável, copo de plástico 100% reciclável e troca de resíduos por itens escolares
CleanHub usa inteligência artificial para rastrear e reciclar resíduos plásticos
A empresa CleanHub adotou o uso de inteligência artificial para monitorar o caminho dos resíduos plásticos e aprimorar as estratégias de reciclagem em diferentes países. Esta tecnologia baseia-se em dados que oferecem rotas inovadoras para enfrentar descarte incorreto de resíduos em ambientes urbanos e costeiros.
Nesse sentido, a plataforma conta com algoritmos de aprendizagem automática, que consegue identificar padrões de descarte irregular de plástico e áreas que se beneficiam de novas rotas de reciclagem.
Além da forte contribuição ambiental, esta ferramenta automatizada substitui processos manuais e pouco eficientes. Desse modo, traz mais precisão ao controle e reduz custos operacionais.
Apesar disso, a introdução da IA no rastreamento de plástico ainda enfrenta obstáculos ligados à diversidade dos resíduos e à complexidade das cadeias de descarte. Mesmo porque sistemas avançados precisam processar informações vindas de múltiplas fontes, incluindo sensores em depósitos, aplicativos de coleta e relatórios ambientais.
Porém, tornar o caminho do plástico rastreável, mostra como o incentivo à reciclagem ajuda a lidar com ações fora dos padrões ambientais.
Copaza lança copo 100% reciclável que não gera microplásticos
A Copaza, indústria de embalagens localizada em Santa Catarina, desenvolveu um copo plástico 100% reciclável e que não gera microplásticos. Para a fabricação deste copo a empresa utiliza uma tecnologia norte-americana, que utiliza uma enzima chamada BioSphere, com isso, tornou-se a primeira empresa deste segmento, no Brasil, a usar esta solução.
Comparado ao copo comum, a empresa explica que este copa de plástico reciclado mantém todas as características no habitual, ou seja, possuí a mesma resistência, aparência e validade. Sendo assim, tem aprovação para contato com bebidas e alimentos, além de possuir certificações internacionais como a ASTM D5511 (ISO 15985).
Outro aspecto deste material está em sua aplicação, que permite empregar-se a diferentes tipos de polímeros e processos produtivos. Desse modo, torna esta tecnologia mais versátil e escalável dentro da indústria plástica.
A empresa ressalta, ainda, que esta inovação da Copaza em biodegradáveis não substitui a educação ambiental ou o incentivo à reciclagem, mas vem como uma forma de complementar essas frentes essenciais.
Estudantes transformam plástico reciclado em investimento para a escola
Na EEEF (Escola Estadual de Ensino Fundamental) Léo João Frolich, estudantes estão desenvolvendo um projeto que visa recolher materiais plásticos, destiná-los para a reciclagem, e com recursos arrecadados investir em itens escolares para a escola.
A ideia começou nos primeiros dias de fevereiro, após a sugestão do pai do estudante Vagner Luis Schwendler, proprietário de uma empresa de reciclagem de embalagens e plásticos descartáveis.
Para realizar a ação, o aluno contou com a ajuda dos colegas Victor Eduardo Morais Fagundes e Lucas Arlindo Dorr Alves. Além disso, os estudantes contaram com a ajuda da direção e professores. E já conseguiram 115 quilos de plásticos recolhidos e comercializados.
A primeira etapa deste projeto foi a conscientização dos alunos sobre descarte incorreto de materiais plásticos e uso excessivo de recursos naturais. Assim, este trabalho foi conduzido pelas professoras Giovana Lagemann, Adriana Vargas e Paula Schwinn.
Depois, a escola recebeu sacos de armazenamento e iniciou a campanha de arrecadação, depois de separados os materiais plásticos seguiram para reciclagem. E então passa pela trituração e ensacamento, e quando chega em Caxias do Sul, torna-se um novo material.
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O que esperar da participação da Imerys na Plástico Brasil 2025?
A partir de 24 de março e até o dia 28, São Paulo será o foco da indústria do plástico com a feira Plástico Brasil. E a Imerys estará presente, trazendo um estande repleto de soluções inovadoras e interatividade para os visitantes.
Tendo como tradição a participação em eventos do setor de plástico, a empresa vê este evento com uma oportunidade de contribuir de forma abrangente para o setor.
Nesse sentido, a Imerys comenta: “[O evento está] permitindo-nos apresentar nossas inovações e fortalecer nossos laços com parceiros e clientes em um ambiente que reúne diversos aspectos da cadeia produtiva do plástico.”
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Sendo assim, um dos grandes destaques que a Imerys apresentará na feira será um aplicativo interativo exclusivo. Uma inovação que oferecerá aos participantes a oportunidade de explorar o uso prático dos minérios e compreender sua aplicação direta nos processos produtivos.
Com esta novidade a empresa espera impactar positivamente a percepção dos clientes e potenciais parceiros durante a feira de diversas maneiras. Isso porque o app permite a apresentação de cada produto de forma individualizada, destacando suas características únicas e vantagens competitivas.
Mais novidades da Imerys na Plástico Brasil
A Imerys enxerga a feira como uma oportunidade estratégica para expandir negócios e fortalecer parcerias, apesar do cenário econômico desafiador de 2025.
Dessa forma, a empresa planeja divulgar a nova Unidade de Quixeré/CE. A nova unidade que produz Carbonato de Cálcio Cretáceo, essencial para o segmento de PVC. Com isso, a Imerys demonstra o compromisso com o mercado brasileiro e expansão no Nordeste.
Além disso, haverá apresentação de novos produtos e desenvolvimentos recentes, como Óxido de Cálcio. Esta novidade conta com funcionalidade dessecante para masterbatches e uma solução local em Talco para compostos de PP.
Por fim, a empresa ressalta: “Pretendemos destacar como nossos produtos podem oferecer funcionalidades específicas e redução de custos, aspectos cruciais no atual cenário econômico. Nossa equipe comercial e técnica estará totalmente disponível para interagir com clientes e parceiros, oferecendo um atendimento personalizado e acolhedor.”
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A eficiência dos moinhos na reciclagem de plásticos
Os moinhos para reciclagem de plásticos são equipamentos fundamentais nas indústrias termoplásticas, destacando-se pela sua capacidade de triturar e cortar materiais com precisão.
Para isso, contam com lâminas de alta performance que transformam plásticos descartados em grânulos prontos para um novo ciclo produtivo. Assim, otimizando assim o processo de reciclagem e contribuindo para um meio ambiente mais sustentável.
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Uma das grandes vantagens dos modelos mais modernos de moinhos é a melhoria nas condições de trabalho. Isso porque, os moinhos também contam com sistemas que minimizam a geração de pó e operam de forma silenciosa. Dessa forma, ao mesmo tempo que garantem a eficiência do processo, também promovem um ambiente laboral mais seguro e confortável para os operadores.
Nesse sentido, os fabricantes projetam os moinhos para triturar plásticos de diversas dimensões e graus de rigidez. Assim, tornando-os ferramentas versáteis em diferentes situações.
O processo, então, resulta em um material granulado, ideal para moldar e transformar em novos produtos por meio de máquinas injetoras, extrusoras e sopradoras. Facilitando o retorno desse material ao mercado.
Além de seu desempenho eficaz, os moinhos para plástico consomem pouca energia durante a trituração, o que contribui para a economia operacional das empresas. Ainda, o fácil manuseio permite treinar os operadores de forma rápida e eficiente, garantindo a execução segura de todas as tarefas.
Variedade de modelos de moinhos
Os moinhos para plásticos estão disponíveis em diversos modelos, com variações em tamanho e potência. Portanto, a escolha do equipamento adequado deve considerar a quantidade de plástico a ser processado por hora e a capacidade física do espaço de trabalho.
Consultando um especialista no assunto, é possível identificar com precisão a marca e o modelo mais adequados para cada necessidade.
Entre os tipos mais comuns de moinhos, encontramos:
Moinhos de Baixa Rotação: Com rotor de baixa velocidade, recuperam as sobras de plástico e não atuam em processos de materiais de grande porte.
Moinhos de Média Rotação: Com rotor de média velocidade, estes equipamentos trabalham para o reaproveitamento de aparas e sobras plásticas.
Moinhos de Alta Rotação: Indicados para processamento de grandes volumes, se caracterizam como opções preferidas em empresas de reciclagem e centrais de moagem. Principalmente quando várias máquinas atuam na produção.
Moinhos para Projetos Especiais: Projetados para atender necessidades específicas, como a moagem de tubos de grandes dimensões ou bombonas, esses moinhos adaptam-se às exigências da linha de produção.
Os moinhos para reciclagem de plásticos desempenham um papel crucial na sustentabilidade industrial, transformando resíduos em matéria-prima para novos produtos.
Afinal, sua eficiência, segurança e versatilidade os tornam indispensáveis nas operações de reciclagem, contribuindo para um futuro mais verde e consciente.
Ao escolher o equipamento ideal, as empresas maximizam sua produtividade e impacto positivo no meio ambiente.
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