Workshop
promovido pela ABIMAQ e com apoio da PPW mostrou os novos rumos para o setor
A ABIMAQ (Associação Brasileira da
Indústria de Máquinas e Equipamentos), realizou no dia 18 de fevereiro, em São
Paulo – SP, o evento “Tendências e desafios da Indústria: Tecnologia, Processos
e Embalagens”, e a Plástico Virtual esteve presente para acompanhar as
novidades da primeira edição da PPW (Packaging & Process Week).
O evento faz parte da programação da PPW,
que acontecerá de 15 a 18 de setembro no São Paulo Expo e contou com
representantes da indústria, sendo dividido em três painéis que trataram de
inovação, economia circular e rastreabilidade.
No primeiro painel, Luis Madi, diretor de
assuntos institucionais do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos),
explicou sobre o cenário do setor, destacando a importância de se debater
embalagens dentro da indústria de produtos alimentares. “O Brasil possui grande
potencial para o desenvolvimento de alimentos e bebidas processados, o que está
diretamente ligado ao setor de embalagens”, explicou.
Madi apresentou um estudo realizado pela
Dattamark (Market Intelligence Brazil), onde o Brasil ocupa a quarta posição
entre os países que mais consomem embalagens, ficando atrás do Japão, EUA e
China.
Inovação, tendências e
economia circular
Apresentando o tema “inovação”, a gerente
de Pesquisa e Desenvolvimento da Seara, Renata Nascimento, destacou que o mundo
vive em um novo momento, no qual é precisa enxergar as possibilidades de
mudanças. “É importante prever os novos comportamentos e tendências que farão a
diferença no desenvolvimento de produtos”, destaca.
Segundo o Índice Global de Inovação de
2019, de 129 países, o Brasil ocupa o 66º lugar, na América Latina, ocupa o 5º
lugar. “Não somos um país inovador, somos seguidores de inovação. Para mudar
esse quadro, para inovar, é preciso enxergar possibilidades de mudanças no
mercado em que se atua”, afirma Renata.
Mostrando o conceito de Economia
Circular, a especialista em sustentabilidade da Tetra Pak, Vivian Guerreiro,
mostrou no segundo painel resultados da pesquisa global Environment Research. A
pesquisa aponta que em 2019 foram recicladas 81 ml toneladas de embalagens
longa vida no Brasil. “Aumentar a conscientização dos consumidores e de sua
responsabilidade compartilhada, melhorar a infraestrutura de coleta seletiva e
triagem, impulsionar oportunidades de negócio na reciclagem e ampliar o mercado
para produtos reciclados, são aspectos chaves para o aumento da reciclagem”,
destaca.
A diretora de Economia Circular da
Braskem, Fabiana Quiroga mostrou os desafios do modelo na cadeia do plástico,
destacando que apenas 22% dos municípios possuem a coleta seletiva. “Desde a
revolução industrial, as empresas desenvolveram seus negócios em torno da
economia linear, e, consequentemente, as embalagens foram concebidas nesse
modelo, que privilegia estética e performance para atender as demandas do
consumidor”, destacou Fabiana.
O painel de encerramento mostrou sobre
“rastreabilidade”, destacando os desafios e as ações implantadas pela
indústria. Ricardo Verza Amaral Mello, executivo de Negócios da GS1 Brasil, destacou
os padrões globais de identificação desde matéria-prima até o consumidor final.
Em um dos trabalhos, Mello citou sobre o sistema que vem sendo adotada pela
ANVISA, com a finalidade de organizar a indústria de medicamentos, rastreando
toda a cadeia de suprimentos.
A HP mostrou que alcançou a marca de 8,2
milhões de equipamentos produzidos no Brasil com plástico reciclado desde 2012.
O resultado faz parte do programa de sustentabilidade global da companhia.
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Fiesp faz parceria com fundo Finlandês e irá sediar a
primeira edição do Fórum Sul-Americano de Economia Circular que busca engajar a
sociedade para o tema
A Economia Circular tem o objetivo de
defender a criação de processos saudáveis na cadeia produtiva e de consumo.
Diferente do processo produtivo linear, o processo circular prioriza
transformar o lixo em insumo.
Com o foco de engajar e mostrar para a
sociedade o conceito de sustentabilidade, a Fiesp realiza no dia 31 de março de
2020, a partir das 9h, o primeiro Fórum Sul-Americano de Economia Circular, no
Edifício Sede da Fiesp, Avenida Paulista, 1313 em São Paulo.
Eduardo San Martin, presidente do COSEMA
(Conselho Superior de Meio Ambiente) da Fiesp, afirma “precisamos desenvolver
materiais seguros, compostáveis. Os bens e serviços de hoje serão os bens e
serviços do futuro. O dono desse movimento é o cidadão”.
O presidente ainda explica que o Fórum Sul-Americano,
é uma realização conjunta da Fiesp, por meio do Conselho Superior de Meio
Ambiente, do Departamento de Desenvolvimento Sustentável e do Senai, em
parceria com o SITRA (Fundo Finlandês de Inovação). “O objetivo do fórum é
discutir os fundamentos da Economia Circular, bem como, o quanto a adoção
desses princípios podem gerar novas oportunidades para a diversificação
economia, a criação de valor, geração de emprego e renda, trazendo inúmeros
benefícios para a sociedade”, destaca.
O processo da Economia Circular já é lei
e vale para alguns países da Europa. O processo trouxe diversos benefícios para
a economia, mostrando a importância do tema, além de servir de modelo para
outros países. “Os
governantes destes países já identificaram os benefícios que a adoção desses
princípios traz para a sociedade, estabelecendo inclusive planos de ação,
objetivos e metas como uma estratégia política de estado, para alavancar seu
desenvolvimento de forma mais sustentável”, argumenta Eduardo.
O objetivo do Fórum
é buscar o envolvimento de países Sul-Americanos, para avaliar a situação atual
do tema nos países da Europa e mostrar o potencial das ações para os países em
desenvolvimento. “O Fórum irá abrodar questões como o papel das lideranças
empresariais, o financiamento de soluções, capacitação e disseminação de boas
práticas. O Fórum irá trazer representantes de governos Sul-Americanos,
Europes, além do setor empresarial”, destaca Eduardo.
A ideia do evento é fazer referência do
funcionamento da natureza, uma coexistência da economia e da sociedade,
aplicando o conhecimento da inteligência dos sistemas naturais nos produtos,
processos e na indústria.
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A ABIMAQ vai discutir no evento as tendências e
desafios da indústria de embalagens com a Economia Circular
A
ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), com o
objetivo de discutir a indústria de embalagens no Brasil, irá realizar no dia
18 de fevereiro, das 8h30 às 13h30, o evento “Tendências e Desafios da
Indústria: Tecnologia, Processos e Embalagens. O evento irá acontecer em sua
sede, em São Paulo, na Av. Jabaquara, 2925.
Lariza
Pio, gerente divisional de feiras, marketing e eventos, explica que o debate
será totalmente focado no desafios e tendências de mercado, economia circular e
rastreabilidade, e irá contar com a presença de especialistas de marcas como a
Tetra Pak, Seara, Braskem, Grupo Petrópolis, ITAL (Instituto de Tecnologia de
Alimentos – SAA), Instituto de Embalagens e GS1 Brasil. As marcas irão
apresentar temas para fortalecimento da cadeia do setor.
Além
dos temas selecionados, a Lariza esclarece que os debates incluirão temas como
superar os desafios do mercado de processos e embalagens, e se preparar para as
mudanças que se aproximam do mercado. O evento é gratuito, mas as vagas são
limitas, e as inscrições podem ser feitas por aqui.
A
ABIMAQ apoia e também é realizadora da PPW (Packaging & Process Week),
Feira Internacional de Tecnologia e Processos para a Indústria de Embalagens,
que conta com mais de 300 expositores nacionais e internacionais, trazendo as
novas tendências de mercado para o país. A PPW acontece de 15 a 18 de setembro,
no São Paulo Expo, em São Paulo.
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Acompanhe o que aconteceu essa semana no mundo do plástico
Bagaço de cana pode substituir petróleo na fabricação de plásticos
Pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu um
composto que pode substituir o plástico tradicional, derivado de cana. A
pesquisa é do professor do Instituto de Química de São Carlos, Antonio
Burtoloso.
O professor explicou, “a gente construiu uma molécula
interessante, que é um poliol, que são muito utilizados para fazer alguns tipos
de plásticos”.
A substância é semelhante á usada para elaborar plásticos como os usados em painel de carro ou alguns tipos de espuma dura, segundo o professor.
Papa Pet é instalado na orla de Maceió para coletar garrafas de plástico
Uma iniciativa voltada para a preservação do meio ambiente
instalou na orla da Ponta Verde, uma espécie de coletor em forma de peixe, com
o objetivo de recolher garrafas e produtos plásticos. O “Papa Pet”, como é
chamado o equipamento, possui capacidade para até 4 mil garrafas e possui como
objetivo chamar a atenção para o descarte irregular de lixo.
O projeto é do movimento Pró-Ativo, que pesquisou em outras cidades, estados e até fora do Brasil, iniciativas para usar como inspiração para coletar as garrafas.
Portugueses reciclaram apenas 12% do plástico produzido
Em 2018, os portugueses produziram 600 mil toneladas de plástico,
mas reciclaram apenas 72 mil toneladas, ou seja, 13% do plástico produzido. Susana
Fonseca, membro da direção da Associação Ambientalista Zero, fala de “um
problema grave” que necessita de ação imediata.
A associação Zero defende o sistema
pay as you throw, para quem diariamente separa os resíduos. O sistema determina
que, em vez da taxa do lixo ser paga com base no consumo de água, passe a ser
cobrada em função da quantidade de resíduos indiferenciados produzidos.
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Empresas ganharam reconhecimento no mercado com a
premiação Packaging Innovation Award da Dow
Marcada pelo
reconhecimento de empresas brasileiras, a 31ª edição do Packaging Innovation
Award, premiação realizada pela Dow, reúne anualmente as principais novidades
na indústria de embalagens. EMBRAPA, Incom Packing e Unilever, se destacaram na
avaliação dos jurados.
As três companhias
nacionais foram reconhecidas pelas inovações em seus projetos dentro das
categorias Diamond, Gold e Silver Award, além de menções honrosas nas
categorias Collaboration e Sustainability.
Angels Domenech, diretora
de pesquisa e desenvolvimento do negócio de plásticos para a Dow na América
Latina, afirma “para nós, é um prazer reunir anualmente importantes empresas e
profissionais para reconhecer grandes projetos e debater sobre inovação na
indústria. A edição de 2019 do Packaging Innovation contou com uma média de 250
inscrições de mais de 30 países. Celebramos ainda mais o resultado obtido no
Brasil, que tem mostrado seu potencial para trazer tecnologias inovadoras e
sustentáveis”.
A EMBRAPA (Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária) teve participação notória no Packaging
Innovation Award, sendo finalista na categoria da premiação, Diamond Award, e
reconhecida com uma menção honrosa na categoria Collaboration. A companhia
concorreu, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia e o IMA
(Instituto Macromolecular da URFJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro),
com uma embalagem que mantém as frutas frescas e sem marcas por mais tempo.
O produto foi desenvolvido
como um sistema de duas peças, onde a primeira serve como um estojo para
substituir a caixa de madeira tradicional, sendo feita de PEAD (Polietileno de
Alta Densidade). A segunda peça, onde as frutas são embaladas, é feita de PET
formado e é colocada sobre a caixa de PEAD formada, ao seu redor. As bordas
superiores desta peça se ligam à parte superior da caixa de PEAD e as frutas
são guardadas na camada PET.
Com essas peças, a
embalagem teve como diferencial a personalização de formato e tamanho de acordo
com cada fruta, o que reduz substancialmente lesões mecânicas durante o
transporte até o varejo.
A empresa brasileira de
embalagens para cosméticos, Incom Packing, recebeu o reconhecimento na
categoria Silver com o perfume SPOT, cuja a embalagem é inspirada em uma taça
de vidro de Martini. O design do fresco trouxe o conceito invertido, onde a
tampa serve como base do produto, e a fragrância fica no topo.
Para o frasco, os
fabricantes utilizaram vidro, e para a tampa, a opção foi a resina SURLYIN da
Dow, que trouxe a semelhança ao vidro. O produto já está em fase comercial e
foi lançado pela marca Hinode, especialista no segmento de beleza e cuidados
com o corpo.
A Unilever, foi vencedora
na categoria Silver e apresentou a Love Beauty and Planet, primeira marca
vegana, que utiliza embalagens plásticas 100% feitas de material reciclado em
sua composição. Para o desenvolvimento da linha, a empresa escolheu cinco
pilares: formulações vindas de matérias-primas sustentáveis, material 100%
reciclado nas garrafas, tecnologia de enxague rápido, redução da pegada de
carbono e apoio a influenciadores ambientalistas.
De acordo com a marca, a
beleza com propósito é a grande questão e o grande foco de atuação, e os
investimentos serão direcionados para a criação de itens que priorizem a
sustentabilidade em toda a cadeia de produção para então diminuir o impacto
ambiental na jornada de cada produto. A linha de shampoos, condicionadores e
cremes já estão em fase comercial.
Para Daniela Souza,
vice-presidente do negócio de plásticos para a Dow na América Latina “o Packaging
Innovation Award está em sua 31ª edição e é a premiação mais antiga do setor de
embalagens, reconhecendo, em âmbito mundial, os avanços do setor e incentivando
organizações no desenvolvimento de soluções que visam, prioritariamente, a
inovação e a sustentabilidade”. As inscrições para a 32ª edição da premiação
começarão em breve.
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O evento está em sua terceira edição e traz grandes expectativas
para o mercado industrial
A FEIMEC (Feira
Internacional de Máquinas e Equipamentos) será realizada entre os dias 5 e 9 de
maio, na São Paulo Expo. Essa é a terceira edição do maior evento do setor em
toda América Latina.
O foco da
feira é a realização de negócios, além de apresentar as tendências e
tecnologias do mercado, e criar relacionamento para o setor. A edição anterior,
aconteceu em 2018 e contou com mais de 460 expositores, representando cerca de
1000 marcas de todo o mundo. O evento teve 54.000 m² e gerou US$ 9 milhões em
negócios.
A edição de
2020 da FEIMEC possui grandes expectativas. É esperados mais de 65 mil
profissionais dos segmentos de alimentos e bebidas, automotivo, construção
civil, eletrônicos, engenharia e demais setores. Nessa edição também são
estimadas mais de 1000 marcas em exposição, 40 países representados e 62.000 m²
de área de exposição.
Os
expositores irão encontrar durante a feira profissionais qualificados, com
poder de decisão. Os visitantes terão contato com as novidades e tendências do
mercado. A feira é especialmente para profissionais de pequenas, médias e
grandes empresas, que estão buscando novidades para o mercado.
Além de
contar com diversos profissionais do mercado industrial, a FEIMEC traz novos
conteúdos, tecnologias e oportunidades de novos negócios. O evento também conta
com workshops, rodadas de negócios e diversas atrações.
O evento é uma iniciativa da ABIMAQ (Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos), Informa Markets e mais de 80 entidades setoriais.
Feira Internacional de Máquinas e
Equipamentos 2020 – 3ª Edição
Data:
5 a 9 de maio
Local:
São Paulo Expo
Horário:
3ª a 6ª das 10h às 19h / sábado das 9h às 17h
Endereço:
Rodovia dos Imigrantes – KM 1,5
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Seminário
organizado pelo Sindiplast-ES fala sobre a economia circular e possui
assinatura de Termo de Compromisso
Voltado para mostrar a importância do reaproveitamento de resíduos
sólidos, no dia 18 de fevereiro, no Ales (Assembleia Legislativa do Espírito
Santo), será realizado o “Seminário Economia Circular do Plástico”.
O evento busca apresentar experiências de sucesso realizadas pela
indústria de Plásticos para estimular a reciclagem, além de abrir um espaço
para o debate sobre o tema e marcar a assinatura de um Termo de Compromisso
entre o setor de Transformados Plásticos, a Assembleia Legislativas e a Findes.
O Termo de Compromisso possui como função a troca de informações para
subsidiar o trabalho de conscientização das instituições e a elaboração de leis
envolvendo o tema no futuro.
O presidente da Ales, Erick Musso, o presidente da Findes, Leonardo de
Castro, e o presidente do Sindiplast-ES (Sindicato da Indústria de Material
Plástico do Estado do Espírito Santo), Jackley Maifredo, irão assinar o
documento.
O seminário acontece a partir das 8h30 e reúne assessores técnicos e
jurídicos de deputados, e representantes do setor de plásticos, de órgãos
envolvidos com a logística reversa e a economia circular. Para participar do
seminário, é necessário preencher o formulário
.
A ABIPLAST-ES (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) também
irá participar do seminário, e apresenta os principais números do setor e a sua
relação com a Economia Circular no Brasil e no mundo, além das iniciativas já
desenvolvidas. A Plastivida (Instituto Socioambiental do Plástico), que faz
parte de uma rede de cooperação que integra a produção, consumo e pós-consumo
nas cadeias dos plásticos, também estará presente. A Braskem vai abordar tema
como a cadeia produtiva dos plásticos, realidade, gargalos e soluções para a
reciclagem, além do descarte correto.
O presidente do Sindiplast-ES, Jackley Maifredo, avalia que o setor
começa o ano de forma otimista com a participação no seminário. "A
iniciativa da Assembleia Legislativa com a realização do evento, em parceria
com o setor produtivo, para debater temas tão relevantes para a sociedade, é
muito positiva. A assinatura do Termo de Compromisso sinaliza que o Espírito
Santo dará um exemplo para o Brasil, na medida em que deseja fazer com que as
leis futuras considerem tanto o viés do setor produtivo quanto o da defesa do
meio ambiente", destaca.
O Seminário Economia Circular do Plástico é realizado pela Ales e pela
Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), com organização do
Sindiplast-ES, do COAL (Conselho Temática de Assuntos Legislativos), do Fórum
de Logística Reversa e da Câmara de Alimentos de Bebidas da Findes.
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O surto da doença acarreta impactos para a economia
global e brasileira afetando todo o mercado
O coronavírus na China tem causado impacto nas
economias globais. O dólar americano apresentou alta de 0,63% e chegou a ser
negociado a R$4,25. Só em 2018, as importações oriundas da China cresceram 35
%, mostrando que a suspensão chinesa pode afetar o mercado interno a médio
prazo.
O Ministério da Economia ainda acredita que o país
vai crescer 2,5% neste ano, porém alguns economistas possuem dúvidas sobre o
cenário do mercado. O presidente Jair Bolsonaro declarou “nossas exportações,
pode ser que afetarão 3%. Afinal, a China é o nosso maior mercado exportador
(importador)”.
Para o Presidente da ABIMEI (Associação Brasileira
dos Importadores de Máquinas e equipamentos Industriais), Ennio Crispino, é
importante avaliar o impacto das importações pro país, e que “se realmente
houver uma diminuição, certamente a economia poderá ser afetada e uma
diminuição no PIB estimado para 2020 será reavaliada”.
Crispino pontua que “ainda é cedo para ter uma noção
das extensões dos efeitos do coronavírus, mas, é certo que haverá atrasos
provocados pela paralisação nas atividades industriais da China. Somente até o
final do mês de fevereiro quando as fábricas voltarem a produzir, é possível
ter uma ideia mais clara de quanto a cadeia será afetada, inclusive no setor de
máquinas e equipamentos”.
O presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da
Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz Coelho explica que o coronavírus
pode impactar o mercado de produção de plásticos. Segundo ele “empresas
brasileiras já citam um aumento na procura por produtos para exportação para
China”.
Em 2018, as exportações brasileiras para a China
cresceram 35%, e devido ao surto do coronavírus, as fábricas paralisaram suas
atividades. “Possivelmente, as exportações de commodities agrícolas para a
China poderão sofrer um aumento considerável, pois a população da China
precisará se alimentar, e sua produção local pode ser afetada, criando uma
oportunidade para o Brasil de importar mais”, destaca Crispino.
Roriz ainda explica que será possível ver os impactos
no aumento do consumo de descartáveis, em contradição a toda essa movimentação
de banimentos e proibições. “Em casos de problemas de saúde pública, os
descartáveis são soluções importantes para evitar contaminação. A própria
ANVISA recomenda não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, prato,
copos ou garrafas devido ao vírus”.
Em meio à crise do coronavírus, a Bolsa de Valores de
Xangai, reabriu com queda de 7%, no último dia 03, o patamar mais baixo em
quatro anos. A Bolsa de Valores Brasileira apresentou queda no último dia
27. O Ibovespa encerrou em
desvalorização de 3,29%, a 114.481 pontos, sendo a maior queda dos últimos
meses.
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Reformas,
revisão do crescimento do PIB e outros fatores foram importantes para resultado,
que deve ser positivo em 2020
O Portal Plástico Virtual recebeu, em primeira
mão, os dados do setor de transformação do material plástico em 2019 da
ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e conversou com o
presidente da Associação, José Ricardo Roriz Coelho sobre suas projeções para o
setor em 2020.
Em 2019, a produção física do setor de
transformados plásticos recuou -1,6%, muito longe dos 2,5% positivos previsto
para o ano. As revisões de crescimento do PIB ao longo do ano, e a timidez das
reformas foram fatores importantes para o recuo, segundo Roriz. “Os resultados
se mostraram tímidos, reflexo do processo vagaroso das reformas e do
comportamento da própria indústria geral, que recuou -1,1% no ano.”, explicou o
presidente.
A indústria de produtos plásticos gera, atualmente, mais de 325 mil empregos no país e é considerada um dos setores que mais emprega. Segundo dados da ABIPLAST o setor de transformados plásticos é o 3º maior empregador da indústria de transformação brasileira, que possui relação de 85% com o desempenho do PIB brasileiro.
Confira na íntegra os detalhes da entrevista:
Plástico Virtual – Sabemos que no início de
2019 a expectativa era de que o ano tivesse um crescimento de 2,5% na produção
de matéria-prima plástica. Esse número foi confirmado?
José Ricardo Roriz Coelho – Diante
dos resultados do setor ao longo do ano, e das revisões de estimativas para o
crescimento do PIB e da produção industrial, revisamos para baixo a projeção de
crescimento da produção física do setor de transformados plásticos. Primeiro
para 1,5% em maio, depois para 0,7% em agosto, e, por fim, 0,5% em dezembro.
Com os recentes dados do IBGE, mostramos que essa expectativa não atingida.
A retração se deve, principalmente, devido á
queda na produção de laminados, por conta de uma diminuição na produção de bens
intermediários, bem como uma diminuição nos segmentos de higiene pessoal,
perfumaria e cosméticos (-3,7%) e de produtos farmacêuticos (-3,7%).
PV – Como as aprovações das reformas do
Governo influenciaram a produção e o desempenho do mercado interno?
Roriz – A implementação de reformas
estruturantes (previdenciária, tributária e administrativa) são necessárias
para melhorar a competitividade no país, porém, devido aos padrões a serem
seguidos, os tão esperados avanços foram tímidos em 2019.
Apenas no final do ano foi que tivemos
aprovada a reforma da previdência, que é fundamental para o controle da
economia e para garantir uma retomada sustentável. Seguimos esperando que as
demais reformas avancem em 2020, especialmente a tributária, que, apesar de gradual,
impacta diretamente o setor produtivo.
PV – No início do ano passado havia otimismo
do mercado em relação a 2019. Como está a sensação hoje? O mercado espera que
2020 seja um bom ano, mesmo com eleições municipais?
Roriz – Embora o crescimento tenha
sido abaixo das expectativas para o ano, ainda acreditamos que a indústria
apresentará uma recuperação gradual, mesmo que a pequenos passos. Os últimos
dados do PIB registraram bons resultados, assim como o comportamento da
construção civil. Os empresários também se mostram otimistas.
Tendo em vista, aliado às esperadas reformas,
nossa expectativa é que a produção física do setor cresça +1,5% em relação a
2019 e não acreditamos que as eleições municipais terão grande impacto na
produção do setor.
PV – A recente, e crescente, onde pelo
banimento do plástico (especialmente de uso único) influenciou na produção? É
uma preocupação para a Associação esse tipo de movimento da sociedade?
Roriz – De acordo com os dados
disponibilizados pelo IBGE, é estimado que apenas 1,7% do mercado plástico
refere-se a descartáveis. As indústrias que produzem esses produtos, sem
dúvidas, estão sendo impactadas e se movimentam para se adaptar a esse novo
cenário.
Contudo, quando olhamos para o macro, envolvendo outros inúmeros setores que consomem produtos plásticos, o que mais impacta o setor é o cenário econômico e de competitividade.
A ABIPLAST reforça que se preocupa, sim, com a
imagem do plástico, com a vilanização do material e o crescente número de
legislações voltadas para o banimento de produtos plásticos, já que esses
movimentos trazem insegurança jurídica, mexem com a competitividade e o
planejamento das empresas, o que causa impacto nos investimentos, na geração de
empregos e até mesmo na manutenção da atividade industrial.
Além disso, a ABIPLAST acredita que não geram
no consumidor a consciência do consumo e o incentivo ao descarte correto, além
de não estarem de acordo com a própria recomendação da ONU Meio Ambiente, que
sugere avaliações de impacto prévias ao banimento.
PV – Quais as expectativas do setor para o
ano?
Roriz – Para 2020, a expectativa atual
é que a produção física de transformados plásticos cresça aproximadamente
+1,5%. Para essa projeção, consideramos o avanço das reformas, que permitirão
um ambiente de negócios mais promissor para os empresários do setor.
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Pesquisa mostra cenário positivo para o mercado de
impressoras 3D e a indústria 4.0
Um estudo feito em 2018
pelo Fórum Econômico Mundial, mostra que 41% das organizações mundiais
pretendem investir na impressão 3D até 2022. No Brasil, o percentual é ainda
maior, alcançando 49%, tratando-se de um otimismo que através o país e alcança
as empresas relacionadas ao setor.
As impressoras 3D, são feitas com plástico e trazem grandes avanços para a medicina e para a sociedade. Elas são capazes de criar próteses para as pessoas, desenvolver corações, ajudar com pessoas que já sofreram queimaduras, criam fones de ouvidos, veículos, comida, projetos de casa, roupas e acessórios, instrumentos musicais, ferramentas, ou seja, ela é capaz de trazer diversas vantagens para empresas, mostrando que o futuro e a indústria 4.0 andam juntos.
A Wishbox Technologies, empresa
que vende e distribui a tecnologia desktop no Brasil, alcançou crescimento em
valor de vendas de dois dígitos nos últimos quatros anos, acima de 30%. E para
o ano de 2020, o objetivo é de aumentar em 50% as vendas de equipamentos. A
Virtual Automação, empresa de desenvolvimento e implantação de soluções,
considera um aumento de 25% no aumento das vendas de equipamentos e impressoras
3D.
Tiago Marin, diretor de
marketing da Wishbox afirma “a receptividade de empresários á implementação da
tecnologia de impressão 3D, está mudando e se consolidando, devido aos
benefícios e conceitos da indústria
4.0. A manufatura digital da indústria acompanha uma
nova geração de profissionais preparados por instituições de ensino técnico e
universidades”.
Jann Tammerik, consultor
comercial da Virtual Automação explica “a indústria plástica no Brasil ainda
está no início de conhecer, e absorver os benefícios da tecnologia de impressão
3D. Temos identificado no mercado ainda um conhecimento superficial da
impressão 3D”.
A impressão 3D permite
simplificar cadeias de suprimento, simplifica e reduz custos logísticos,
diminui a questão de falhas nos processos industriais, além de criar novas
situações mais facilmente produzidas em protótipos e reduzi tempo de produção
nas indústrias e nos processos. Com a impressão 3D ainda é possível garantir
maior padronização na produção.
Marin afirma “o cenário da
economia brasileira está mais otimista este ano. Acredito que a indústria irá
puxa este crescimento em termos de produção e desenvolvimento de produtos. A
impressão 3D, traz vantagens como redução de tempo e custo de desenvolvimento
de novos produtos. Além disso, o mercado também vem descobrindo novas
aplicações como a reposição de peças como alternativa”.
No caso das impressoras
fornecidas pela Virtual Automação, Tammerik diz que as interferências na
indústria têm sido no âmbito de melhoria no processo de desenvolvimento, como
antecipação de try-out e prototipagem.
A Virtual Automação
iniciou a venda de impressoras 3D há 2 anos. “Nosso equipamento é bem
específico, por se tratar de uma impressora 3D profissional de médio e grande
formatos. E neste período vendemos impressoras para grandes empresas do mercado
nacional, como WEG, TIGRE, BLUKIT, SKYNSEM e SCHULTZ.”, destaca Tammerik.
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