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Buscando mapear operações fraudulentas de revenda de resinas plásticas a partir da ZFM (Zona Franca de Manaus), a ADIRPLAST criou recentemente um Comitê Tributário. Isso porque, o grupo acredita que é preciso alguma fiscalização para evitar que empresas da região se aproveitem de benefícios fiscais ao revender matéria-prima importada. 

Para Laércio Gonçalves, presidente da entidade, a ZFM foi criada para viabilizar uma base econômica na região amazônica. 

Assim, a isenção fiscal é o principal ativo daquele polo, mas essa isenção é apenas para produtos beneficiados. “O que vemos, no entanto, é que empresas instaladas na região se aproveitam da lei para atuar como revendedores sem o mínimo de constrangimento e com divulgação escancarada”, explica.

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A princípio, o Comitê afirma que o impacto acontece em operações que não seguem a legislação: “Algumas empresas estão aproveitando o benefício fiscal para revender principalmente polietilenos nos mercados das regiões Sul/Sudeste como compostos, ou seja, materiais industrializados”. 

Gonçalves explica ainda que essas operações não atendem aos requisitos que originaram a concessão do benefício fiscal na ZFM: “Nada está sendo produzido de fato e nenhuma oportunidade de emprego está sendo criada - não há geração de desenvolvimento econômico e social”.

Segundo ele, o resultado dessa distorção não é positivo para setor algum. “Não oferecem empregos na ZFM e em outros Estados prejudicam empresas, diminuindo empregos, atividade econômica e consequente arrecadação de impostos”.

ADIRPLAST cria comitê para fiscalizar fraudes em venda de resinas plásticas

Como isso afeta a competitividade da cadeia?

Para Ricardo Mason, da Fortymil, o impacto dessas operações fraudulentas é muito grande e intenso. “As empresas que se aproveitam do benefício fiscal causaram um processo de distorção e depreciação de preços no resto do mercado, em especial no Estado de São Paulo. Isso tira toda competitividade da cadeia formal que atua no varejo de resina”.

Roberto Fontes, da Nova Tiv, concorda com Mason sobre o desbalanceamento do mercado. 

Isso porque, ele aponta que na prática o que acontece é que as empresas lá instaladas utilizam o benefício de formas diversas e fora da regra básica para fomento da indústria local.

Assim, gerando neste caso um grande desbalanceamento de preços no mercado de resinas e embalagens. 

Fontes explica: “Essas operações fora da lei chegam quase a inviabilizar as margens das empresas que estão fora deste esquema de benefícios e prejudicam em muito a vida das empresas fora de Manaus”.

Nesse sentido, o Comitê acredita que é necessário um mínimo de fiscalização desta prática fraudulenta, para que essa distorção seja corrigida.

Para confirmar a burla tributária, pode-se notar que em 2022, praticamente metade de todo polietileno importado pelo país entrou pela ZFM.

Isto é, foram 544 kt de que entraram pela ZFM, ou seja, 44% do total de 1.226 kt de importação de polietilenos. “Claramente uma distorção mercadológica só explicada por operações fraudulentas”.

Fontes ainda alerta que se a fiscalização não for efetivamente realizada, somente empresas de revendas de resinas e embalagens plásticas com sede em Manaus irão sobreviver. “Entendo que não seja fácil nem tampouco rápida a solução. É preciso um grande trabalho na adaptação das leis com o intuito de equalizar as forças entre as regiões”.

Ética e sustentabilidade para os negócios

A princípio, estão sendo debatidos dentro do Comitê da ADIRPLAST e levados para as autoridades estaduais, os problemas em torno da Zona Franca de Manaus. “O nosso objetivo é trazer legalidade e transparência para os negócios de todos os empresários do setor de plásticos no Brasil”, explica Gonçalves.

Além disso, a ADIRPLAST também está organizando uma campanha de divulgação pela ética e sustentabilidade nos negócios. “Só assim poderemos construir um país mais justo e competitivo”, finaliza.

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Desde 2022, a Colorfix lança um catálogo de cores para resinas pós-consumo e o objetivo é apresentar as possibilidades em coloração ofertada pela linha de masterbatches sustentáveis, Revora. Além deste catálogo e desta linha, a empresa paraense apresentou outras inovações e lançamentos ao mercado na feira Plástico Brasil 2023.

Como destaca Francielo Fardo, diretor superintendente da marca: “Para a feira Plástico Brasil, levamos cores Marble Fluorescente e Fosforescente. Bem como, aditivos para melhoria de performance para processos produtivos”.

A princípio, nas cores desenvolvidas para 2023, a empresa lançou a linha Marble Connect, que contém 6 cores de efeito marmorizado inspiradas na abstração e na conexão que a natureza promove. “Foram desenvolvidas tanto para resinas virgens quanto para o PCR”.

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Sobretudo, todo ano a Colorfix lança catálogos de Cores & Tendências. “A cor do ano é sempre uma abertura para a discussão de tendências de cores e de comportamento do consumidor com nossos clientes. Trazer a eles a visão de que seus produtos devem estar atentos ao pensamento dos clientes e acabam gerando ótimos negócios”, explica Fardo.

Colorfix trouxe inovações na Plástico Brasil 2023

Participação na feira

Entre as novidades em aditivos, a Colorfix exibiu produtos tanto para melhoria de processos quanto para melhoria de produtos.  

Entre eles estão, por exemplo, o Meltfix que é um aditivo que aumenta a fluidez no uso do PP e o Revora Bio HP, o qual aproxima o uso do PLA ao uso das poliolefinas.

Segundo Fardo, o estande da empresa levou equilíbrio entre as duas marcas Colorfix e Revora. “Buscamos desenvolver uma linguagem visual que inspire sustentabilidade. Estávamos presentes com o nosso time comercial, equipe de consultoria técnica especializada e de desenvolvimento para atender o público interessado em tirar dúvidas ou mesmo em desenvolver um novo projeto”.

Assim, o diretor superintendente finaliza: “Acreditamos que a Plástico Brasil abriu portas interessantes e acreditamos que se gerarão gerados bons negócios”.

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Sendo um expoente na sustentabilidade ambiental, bem-estar social e no desenvolvimento econômico da Amazônia, a SonnePlast, empresa de resinas plásticas, ampliará sua linha de produção após a feira Plástico Brasil 2023. Isso porque, a empresa adquiriu novos equipamentos durante o evento, que promete melhorar a fabricação de novos produtos.

A princípio, a feira ocorreu na São Paulo Expo, no final de março, reunindo palco a mais alta tecnologia, apresentada por cerca de 800 grandes marcas de toda a cadeia produtiva do plástico do mundo.

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Presente na ocasião, Richardson Gadelha, gerente comercial da SonnePlast, destaca que: “Através dos conhecimento adquiridos podemos firmar novas parcerias com novos clientes e, o principal de tudo, a aquisição de novos equipamentos. Esses equipamentos irão nos proporcionar uma maior e melhor produção de nossos produtos”.

SonnePlast aposta em novos equipamentos para melhor produção de resinas

Compromisso com a sustentabilidade

Sobretudo, a SonnePlast atua há 10 anos com objetivo de trabalhar na reciclagem dos resíduos sólidos gerados pelas indústrias de plástico do PIM (Polo Industrial de Manaus).

Segundo Luiz Roberto, CEO da SonnePlast, o trabalho executado pela empresa ajuda a minimizar a utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis. “E a minimizar a quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento(aterro), ou incineração, contribuindo para a preservação do meio ambiente”, explica.

Além disso, o CEO enfatiza ainda, que a SonnePlast, através da reciclagem, é essencial para manter uma sociedade sustentável. 

Isso porque, para ele, além de reaproveitar o resíduo como matéria-prima de novos produtos, o que gera economia para as empresas, proporcionam outros benefícios.

Como, por exemplo, a redução no gasto de energia, redução dos gases de efeito estufa (GEE). 

A empresa de reciclagem de resíduos emprega hoje de forma direta quase 50 pessoas e mais de 300 indiretamente. 

Roberto conclui: “Nosso serviço carro-chefe é a recuperação de resíduos sólidos de aparas de Polietileno (PE) e Polipropileno (PP). Além disso, produzimos Resinas Termoplástica de PE e PP e Composto de Carga para utilização nas indústrias de Transformação de Plástico”.

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Produzindo 2.167 mil toneladas, o setor de embalagens plásticas flexíveis se diferenciou dos demais setores da indústria que possuem o plástico como matéria-prima, em 2022. Isso porque, segundo pesquisa da Maxiquim e ABIEF, esse segmento registrou alta de 1,3% no volume de produção comparado a 2021, que teve 2.139 mil toneladas produzidas. 

Os dados ainda apontam que o faturamento registrou queda de 8,5% no ano passado, assim, fechando o ano próximo a R$ 40 bilhões. Em dólar, a queda foi de 5%. 

Segundo o pedinte da ABIEF, Rogério Mani, os números evidenciam a realidade da indústria “temos produzido mais, com menor rentabilidade”.

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Para ele, esta equação é justificada pela forte influência de fatores externos, como a alta no preço de algumas matérias-primas e insumos importantes para a indústria de flexíveis. 

Dessa forma, Mani recomenda às empresas cautela redobrada por conta da instabilidade econômica que continua rondando os mercados nacional e internacional. 

Conforme o presidente, há uma redução clara no consumo de diversos itens que utilizam embalagens flexíveis e por isso é preciso monitorar atentamente estes desafios do mercado. 

No entanto, por outro lado, continuamos vendo uma substituição expressiva de outros tipos de embalagem por plásticos flexíveis. "Este é um movimento global, que vem ganhando cada vez mais força ano a ano alavancado pelas vantagens intrínsecas às nossas embalagens: leveza, flexibilidade, possibilidade de reciclagem e de uso de materiais reciclados, inclusive pós consumo (PCR)”, sintetiza.

Alta na produção de embalagens plásticas flexíveis

Consumo de resina na produção

Foram exatas 2.167 mil toneladas de resinas consumidas na produção brasileira de embalagens plásticas flexíveis.

Entre elas, 74% foi de PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade); 16% PP (polipropileno); e 10% PEAD (polietileno de alta densidade). 

A princípio, desse total, 114 mil toneladas foram de materiais reciclados, o que representou uma alta de 9% em comparação ao ano anterior.

Nesse sentido, cabe lembrar que 80% dos filmes produzidos no Brasil se destinam à produção de embalagens, o restante vai para o agronegócio (11%) e sacolas (9%). 

E o market share por tipo de embalagem produzida, ficou praticamente estável em 2022, com alta de 5% na participação de sacos e sacolas e de 3% de filmes shrink (encolhíveis). 

A participação de filmes stretch (estiráveis) caiu 2%. Nesse mesmo ano, as embalagens multicamadas aumentaram sua participação em 2% contra 1% das monocamadas. Mas vale lembrar que as monocamadas representam 51% do total produzido.

Mercado consumidor

Quanto aos mercados consumidores, a pesquisa Maxiquim indica que a vedete de 2022 foi a indústria de bebidas, com uma alta de consumo de embalagens flexíveis de 9%. 

Na sequência, o melhor mercado foi agropecuária, com alta de 7%, seguido por sacolas e sacos, com 2%. 

O de higiene pessoal, pet food e aplicações industriais registraram queda de, respectivamente, 9%, 3% e 2%. Já o de alimentos e limpeza doméstica se mantiveram estáveis. 

Sobretudo, vale lembrar que apesar da queda em 2022, 42% de todas as embalagens plásticas flexíveis produzidas no Brasil destinam-se a alimentos.

Mani pondera: “É um pouco preocupante que tenhamos registrado queda no faturamento do setor e no consumo per capita de embalagens plásticas flexíveis em 2022”.

Para ele, a boa notícia é que no mercado externo, as embalagens brasileiras tiveram melhor desempenho. 

Isso porque, houve uma alta de 4,9% nas exportações, totalizando 131 mil toneladas. Em faturamento, a alta foi ainda mais expressiva: 11,2%, chegando a US$ 369 milhões.

Vale lembrar ainda que a indústria de embalagens plásticas flexíveis representa, atualmente, 30% da produção total da indústria de transformação de plásticos, enquanto que na pauta das importações, a participação é de 12%. 

O presidente da ABIEF finaliza: “A expectativa para 2023 é de que a demanda brasileira de embalagens plásticas flexíveis siga a trajetória de crescimento apresentada nos últimos anos, impulsionada pela perspectiva de redução de inflação e de juros ao longo do ano”.

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Plástico que vira comida

Plástico que vira comida, Controle e Carenagens de plástico

Pesquisadores da Beehex, uma startup norte-americana, com sede em Columbus, Ohio, desenvolveram uma maneira inusitada de transformar os resíduos plásticos em comida.

A princípio, para tornar os resíduos plásticos em biomassa comestível, eles contam com a ajuda de uma bactéria projetada em laboratório que se alimenta de plástico dentro de uma espécie de contêiner.

Anjan Contractor, fundador da empresa, explicou que: “De um lado, são recolhidos resíduos plásticos, que são triturados e se movem para o biorreator, que contém bactérias modificadas muito específicas”.

Aparentemente existem muitas aplicações para um dispositivo como esse – uma ideia é que, um dia, os astronautas em missões espaciais profundas de longa duração poderiam ser capazes de imprimir em 3D refeições nutritivas de plástico não perecível.

Para Contractor, o pessoal da Beehex também acredita que sua invenção pode até se integrar em futuras práticas de cultivo de alimentos no espaço profundo.

Ele afirma: “Se os astronautas estão cultivando beterraba, toda a planta não pode ser consumível. Você tem as raízes que são consumíveis, mas são as outras partes, folhas e caules e algumas das raízes, serão jogadas fora”. “Essa parte jogada fora é algo que coletamos”, completa.

A princípio, essas partes descartáveis dos alimentos seriam desidratadas e maceradas em um moedor. 

Assim, a biomassa moída resultante seria então colocada em armazenamento selado, tornando-se “matéria-prima” para refeições impressas em 3D e gravidade zero.

Dessa forma, os astronautas poderiam idealmente produzir “uma ampla gama de alimentos, incluindo cortes de carne alternativos, legumes, frutas, pães, batatas fritas e sobremesas”, finaliza Contractor. 

Controle de plástico

A Microsoft lançará uma edição especial de um novo controle para Xbox, feito com plásticos recuperados, sendo um terço do produto feito de materiais reciclados.

A mistura de resina pós-consumo com Regrind composta por peças coloridas previamente moldadas cria cores personalizadas em tons de terra com variações sutis, redemoinhos, marcações e texturas – dando a cada Controle Remix Edição Especial sua própria aparência.

Sobretudo, regrind é o processo de reciclar mecanicamente as sobras do controle de Xbox One em uma matéria-prima.

Que pode se usar para criar parcialmente novos controles enquanto mantém durabilidade e desempenho. 

Nesse sentido, as resinas recicladas pós-consumo se incorpora a partir de materiais recuperados, como tampas de faróis de carro, jarras plásticas de água e CDs. 

Assim, ao incluir todos esses materiais e um conjunto de baterias recarregáveis de Xbox, a marca explora novas formas de usar menos plástico novos e reduzir o desperdício.

Nosso objetivo é chamar nossos fãs para se juntarem nessa jornada de mais sustentabilidade entre todos os produtos Xbox. Visite o novo Hub Xbox Sustainability para saber mais sobre nosso compromisso e conhecer uma coleção de controles que usa menos plástico, destaca a marca.

Carenagens de plástico

A partir de 2023, a Yamaha se propôs a utilizar plástico reciclado nas carenagens de suas motos. Esta ação faz parte das iniciativas da fabricante japonesa para atingir a neutralidade de carbono em todas suas atividades até o ano de 2025. Entre os projetos também está o uso de "alumínio verde" em determinados modelos. 

A princípio, a nova matéria-prima reciclada se utiliza em modelos de 2023 em mercados do sudeste asiático, incluindo a Indonésia. 

Entre as motos que terão o elemento em suas carenagens está a scooter Gear 125, veículo que não se vende no Brasil. 

Nesse sentido, a empresa disse que conseguiu desenvolver um material PP reciclado de "alta qualidade e ecológico". Ele é um tipo de termoplástico, que pode ser moldado. 

Segundo a Yamaha, ele é feito somente com materiais com histórico de fabricação rastreável e sem risco de conter substâncias nocivas ao meio-ambiente.

A fabricante disse que: "Os materiais de resina são frequentemente usados ​​para a carroceria externa de motocicletas, e os materiais de PP representam cerca de metade dessas peças, tornando-se uma importante matéria-prima para a empresa", 

Com isso, a empresa ressalta que o material pode se utilizar em áreas de apelo estético.

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Flexível, com elasticidade, aderência e resistência à rasgos e trações, o plástico stretch, também chamado de filme stretch, é um material predominantemente feito de PE (polietilenos), ideal para embalar e proteger produtos durante o transporte e armazenamento.

Isto é, protegendo os produtos do pó, umidade e danos durante o transporte. Além disso, proporciona um método confiável e de baixo custo para embalar produtos. 

Com o plástico stretch é possível incorporar outras propriedades para melhorar a proteção dos produtos, como proteção contra os raios UV.

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Sobretudo, as principais características que esse material oferece ao mercado são:

Reciclagem do stretch

Por ser feito de polietileno, a reciclagem do plástico stretch é possível e viável economicamente. Sendo feito por meio da reciclagem mecânica.

A princípio, esse método de reciclagem consiste em coletar e separar os resíduos de acordo com o seu material.

Em seguida é feita a revalorização, uma fase na qual o material já separado passa por um processo que faz com que ele volte a ser matéria-prima.

Por fim acontece a transformação, isto é, a fase em que o material transformado em matéria-prima gera um novo produto.

Assim, quando o plástico stretch é coletado e separado, ele passa por várias etapas. Dentre elas, estão a trituração, a lavagem e o reprocessamento do resíduo. 

Como facilitar a reciclagem?

Sendo 100% reciclado, o plástico stretch necessita do engajamento do consumidor, instituições e governos para praticar a coleta seletiva do material. 

Antes de separar e fazer a destinação correta, é preciso lavar o plástico stretch com água de reúso para que não sobrem restos dos produtos.

Em sequência, os pontos de coleta seletiva são uma alternativa à coleta feita na porta de casa. 

Os postos de coleta seletiva, que podem ser mantidos por prefeituras ou iniciativa privada, são áreas instaladas em local adequado para o recebimento de descartes.

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Por Lucas Pereira, Diretor de Produtos da Blockbit

Quem está atento às inovações, muito provavelmente já deve ter notado que, pouco a pouco, a imagem sobre como são as fábricas está mudando. Ao invés de operações e linhas de produção manuais, por exemplo, estamos cada vez mais acostumados à ideia de espaços repletos de robôs e máquinas automatizando as tarefas. 

Esse movimento tem nome: é a Indústria 4.0, movimento que vem revolucionando a forma como as empresas desenvolvem, produzem e distribuem seus produtos.

Isto é, por meio de recursos de automação industrial e da integração das mais importantes tecnologias emergentes, incluindo atualmente conceitos como Internet das Coisas, Inteligência Artificial (IA), Big Data e Computação em Nuvem, entre outros. 

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Porém, o que poucos já perceberam, no entanto, é que, além de "fábricas inteligentes", a Indústria 4.0 é uma revolução também sob o ponto de vista do papel da cibersegurança dentro das companhias. 

A comunicação entre dispositivos, novos sistemas de automação e, principalmente, o avanço da Nuvem e da conexão 5G permitem melhores níveis de eficiência.

Bem como, flexibilidade nas operações – mas também podem servir como possíveis facilitadores para ataques maliciosos.  

Como tornar as inovações da indústria 4.0 mais inteligentes e seguras?

A cibersegurança

Não por acaso, hoje, a cibersegurança é tida como uma das grandes prioridades para a sustentação das companhias de manufatura. Estando ao lado de conceitos como conectividade e desenvolvimento de novos produtos.

Pesquisas do Gartner, por exemplo, indicam que 88% dos líderes de negócios de empresas da área industrial veem o risco relacionado à segurança cibernética como um risco comercial, e não apenas um risco tecnológico. 

Além disso, 51% dos entrevistados sofreram um incidente de risco de segurança cibernética nos últimos dois anos.

Assim, sendo um número que vem aumentando paulatinamente, à medida que as fábricas ganham escala em seus projetos de automação e integração tecnológica. 

A cibersegurança, portanto, já é uma preocupação essencial para o andamento dessa nova revolução industrial.

Isto é, tanto pela importância dos dados em circulação dentro das linhas de fabricação (projetos, fornecedores, grades de programação etc.) quanto pela própria operação e disponibilidade das máquinas, sensores e equipamentos envolvidos nos processos. 

De acordo com o Gartner, por exemplo, até 2025, os ciberatacantes serão capazes de usar os ambientes de redes industriais (OT) para prejudicar ou colocar vidas em risco.  

Como garantir o sucesso da inovação?

A primeira ação é colocar a cibersegurança como um ativo que permeia os planos estratégicos. 

Uma equipe com especialistas em segurança cibernética precisa fazer parte da estratégia para ajudar no desenvolvimento de projetos mais assertivos. Assim como para facilitar o gerenciamento e na resposta imediata a incidentes ou na busca de ameaças.  

Ainda mais, vale destacar, aliás, que essa política de proteção deve ser constante – assim como é a mensuração dos resultados de um negócio -, pois nunca se sabe onde e como um ataque pode surgir. 

Para tornar as operações mais seguras, é recomendável implementar um abrangente plano de soluções de segurança cibernética.

Incluindo firewalls, sistemas de detecção de intrusão, gerenciamento de identidade e autenticação forte. 

Outra abordagem é usar protocolos de comunicação seguros, como o TLS, ou redes privadas virtuais (VPNs) para proteger os dados transmitidos entre os dispositivos. Afinal de contas eles são ativos importantes e devem receber atenção máxima. 

Paralelamente, é necessário também treinar os colaboradores para saberem como evitar vulnerabilidades e o que fazer em caso de ciberataque. 

Além disso, é importante que as equipes de Tecnologia e Segurança da Informação estejam preparadas para monitorar as operações continuamente. Bem como, nos mínimos detalhes para detectar qualquer comportamento anormal ou atividade maliciosa – e para fazerem backups regulares dos dados e configurações dos sistemas para que eles possam ser restaurados rapidamente em caso de falha.  

O tempo está correndo

Afinal de contas, a Indústria 4.0 tem o potencial de revolucionar a manufatura e a produção, mas é importante que todos estejam cientes dos riscos e da importância da segurança cibernética.

Para, assim, proteger as operações e pessoas nesses novos tempos hiperconectados e cada vez mais inteligentes. 

Neste cenário, as lideranças de cibersegurança têm um papel vital para permitir que os times e linhas de produção tenham sempre a máxima disponibilidade e performance que necessitam. 

Nesse sentido, a boa notícia é que não faltam soluções e abordagens para ajudar empresas e colaboradores nessa missão. 

Basta apenas conferir quais marcas farão seus movimentos para incluir que a segurança cibernética apoie e potencialize a revolução que a era digital está trazendo às Indústrias. O tempo está correndo.  

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Envolvendo todos os elos da cadeia do plástico, a Rede Pela Circularidade do Plástico, criada pela ABIPLAST em 2008, busca captar mais representantes do plástico para a iniciativa. Para isso, a ADIRPLAST promoveu uma reunião com a rede a fim de incentivar seus associados a participarem da iniciativa.

Na reunião esteve presente a gestora da rede, Varidyana Borges, que destacou a importância da rede e da participação de representantes e dirigentes da indústria.

Isso porque, a Rede Pela Circularidade do Plástico hoje envolve desde as petroquímicas, recicladores, transformadores, gestores de resíduos, cooperativas até redes de varejo e bens de consumo. 

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Dessa forma, Borges explica: “O nosso objetivo é fomentar e engajar a indústria do plástico na busca por soluções efetivas à Economia Circular. Bem como, transmitir isso a toda sociedade. Para isso, temos um Conselho, que é eleito a cada dois anos, formado por dois representantes de cada elo e mais os líderes de eixos de trabalho”.

Segundo ela, atualmente a Rede trabalha com dois objetivos bem definidos. O primeiro é aumentar a reciclabilidade das embalagens plásticas e ampliar a disponibilidade de materiais plásticos pós-consumo para a reciclagem. 

ADIRPLAST incentiva associados a promover a circularidade do plástico

Como funciona o trabalho da Rede?

Assim, a Rede executa cinco eixos de trabalho: design de embalagens, logística e infraestrutura, políticas públicas, comunicação e governança. “Cada qual tem seus objetivos específicos, por exemplo, dentro do eixo de design de embalagens, se debate a padronização e normatização de material PCR, entre outros”, afirma.

Ricardo Mason, da Fortymil, que já participa da iniciativa, também conta que o envolvimento das empresas nos Grupos de Trabalho e Eixos é essencial para desenvolver novas ideias e implementá-las. 

Para ele, a Rede acaba atuando como um Fórum, no qual dentro dos seus propósitos, as ações são mais direcionadas. “O espírito é que as empresas participem e contribuam para resolver os gargalos de hoje e ainda para melhorar a imagem do plástico”, conta.

Mason destaca também a necessidade da reunião promovida pela ADIRPLAST para incentivo de aderência à iniciativa. “Esse encontro é importante para que todos entendam as iniciativas e possam participar mais ativamente com suas empresas”.

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Com recorde de visitantes, a maior feira internacional do plástico, a Plástico Brasil 2023, reuniu cerca de 800 marcas expositoras que relataram saldo positivo com a participação no evento. Entre captação de novos empreendimentos e vendas, a feira gerou negócios importantes para empresas da indústria.

Como para a Super Finishing, empresa de revestimentos, que tem sua participação na feira descrita como um grande sucesso. “Tivemos a oportunidade de conhecer novos clientes e estabelecer novos contatos de negócios, além de aprender com grandes empresas que estavam expondo seus produtos e serviços”, declarou Alberto Araújo, diretor da empresa Super Finishing

Agora, a expectativa da empresa é voltada para vendas após o evento. “Com o grande número de visitantes interessados e o interesse demonstrado por nossas soluções de tratamentos de superfícies, a expectativa que fica é essa”.

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Além disso, para o diretor da empresa, o aprendizado obtido com as outras empresas participantes da feira ajudará a Super Finishing a continuar melhorando e aprimorando seus serviços.

O diretor completa: “Agradecemos a todos que visitaram nosso estande na Feira Plástico Brasil, incluindo nossos clientes ativos. Esperamos poder trabalhar juntos em um futuro próximo para proteger as superfícies dos equipamentos de nossos clientes com muito carinho e excelência.”

Empresas com retorno positivo durante a feira

Assim como para a Super Finishing,  a Krisoll, distribuidora de resinas, a grande expectativa é no retorno pós feira. 

Gustavo Nascimento, CMO da Krisoll, acredita que a exposição na feira proporcionou uma excelente oportunidade para apresentar as soluções e tecnologias da empresa. 

O CMO destaca: "Após a feira, esperamos fortalecer nossos relacionamentos com nossos clientes e parceiros existentes, além de estabelecer novas conexões com potenciais clientes e parceiros. Acreditamos que a exposição na feira nos ajudará a expandir nossa presença no mercado e a desenvolver novos negócios em toda a indústria”.

Além disso, a Krisoll se baseará nos feedbacks dos visitantes sobre seus produtos e soluções, bem como sobre as necessidades e demandas do mercado para “continuar a desenvolver soluções inovadoras e aprimorar nossos produtos existentes”.

E já para Francielo Fardo, diretor da Colorfix, o volume de visitantes foi muito interessante. Isso porque, a Plástico Brasil 2023 recebeu cerca de 51 mil pessoas durante os cinco dias de evento.

Fardo enfatiza que: “Percebemos um mercado ávido por nossas novidades ligadas à sustentabilidade, nossa marca Revora, que foi um dos grandes temas entre nossos clientes".

Bem como as cores que foram desenvolvidas com estudos relacionados ao comportamento do consumidor, nossos catálogos de Cores & Tendências e as novas cores Marble.

O diretor ainda afirma que: “Certamente teremos bons negócios em decorrência da Plástico Brasil”.

Público nacional e estrangeiro

André Luís Lavignati, diretor da TRIA Brasil, destaca o grande número de visitantes recebidos no estande da empresa. Segundo ele, foram públicos do Brasil, Argentina, Perú, Colombia, Chile, Paraguai e Equador.

Lavignati comentou que: “A qualidade dos visitantes foi de alto nível, não somente curiosos, porém pessoas realmente interessadas em nossos equipamentos e decisores do processo”.

Dessa forma, ele afirma ter realizado negócios durante a feira e “ainda estamos emitindo as propostas solicitadas durante o evento, que devem gerar mais negócios”.

Em alguns momentos, nem foi possível atender a alguns visitantes, pois o estande estava em sua capacidade máxima, finalizou afirmando o diretor.

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Vigorada em agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos ainda não caminha com eficiência no Brasil. Ela esbarra em regulamentações e resistências. O que exibe como a logística reversa no país vive em processo lento de desenvolvimento. 

Uma prova disso, é que apenas 4% dos resíduos sólidos gerados em solo brasileiro foram reciclados em 2022, como aponta o índice da Abrelpe.

Em contrapartida, parte das empresas tem avançado em iniciativas para reaproveitamento de produtos, materiais e embalagens pós-consumo na cadeia produtiva.

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Essa forma, é a principal medida que tem impulsionado a logística reversa no Brasil, já que o movimento nessa cadeia gera renda para catadores de materiais recicláveis, cooperativas e empresas.

A princípio, o que se estima é que até 2040, o setor de resíduos demande cerca de R$ 60 bilhões em investimentos para dar efetividade no processo de logística reversa.

Segundo Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe, o Brasil precisa avançar em questões de desenvolvimento do planejamento estratégico de gestão de resíduos.”Bem como, na modelagem adequada para execução desses. Além de serviços para destravar investimentos e trazer novas tecnologias”.

O lento desenvolvimento da logística reversa no Brasil

Práticas consolidadas no Brasil

Embora o processo ainda seja tímido no Brasil, alguns setores da economia, como os de alimentos e bebidas, cosméticos e eletroeletrônicos, entre outros, contam com práticas consolidadas na área. 

Conforme Fernando Bernardes, diretor de operações da Central de Custódia, verificador independente de logística reversa de embalagens pós-consumo, 1 milhão de toneladas foram verificadas e custodiadas desde 2021.

Isto é, segundo ele, em média, o investimento em logística reversa no Brasil é de R$ 130 por tonelada.

O programa Natura Elos, criado em 2017 com o objetivo de aumentar a incorporação de material reciclado na produção das embalagens, conecta fornecedores e fabricantes a indústrias e cooperativas de reciclagem.

Com esse programa, a Natura recuperou 52,2 mil toneladas de material plástico pós-consumo até 2022. 

A princípio, operando com 49 cooperativas de relacionamento e dois mil cooperados, o programa mobiliza cem empresas e instituições de 48 cidades em 11 Estados. 

Para Fernanda Facchini, gerente de sustentabilidade da Natura, o objetivo é zerar o desperdício nas operações da marca. “Assim como, reduzir o uso de materiais, coletar mais resíduos do que geramos e contribuir com a estruturação das cadeias de reciclagem”.

Dessa forma, ela acredita ajudar também a estabelecer o pagamento por serviço ambiental às cooperativas de catadores.

Sobretudo, a empresa reutiliza 2,1 mil toneladas por ano de plástico nas embalagens de cosméticos. 

Além da Natura, empresas como Unilever, Coca-Cola e Bridgestone, atuam em colaboração no avanço dessa reutilização de resíduos no Brasil.

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