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A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelou a previsão a respeito da economia brasileira para o ano de 2024. A princípio, a Confederação aponta que a economia terá uma expansão de 1,7%, uma vez que a expectativa é que o PIB cresça 3%. 

Este percentual se assemelha ao de 2022, e embora o resultado seja positivo, o crescimento ocorrido em 2023 não é o início de um novo ciclo de desenvolvimento. 

Essa avaliação é feita porque o PIB atual cresceu por fatores temporários e excepcionais. Sendo eles o crescimento expressivo do PIB da agropecuária e a queda dos investimentos produtivos. 

Quanto ao consumo familiar, a conclusão é de que haverá um crescimento de 2,6%, enquanto o investimento tende a recuar 3,5%. Outra expectativa, em relação a formação bruta de capital fixo e o PIB, chamada de taxa de investimento, prevista com queda para 18,1%. 

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Com este resultados, é possível apontar que a queda vai impedir um melhor desempenho nos anos seguintes. Assim, a CNI comenta a necessidade da criação de uma estratégia de médio e longo prazo. A fim de manter taxas de investimento iguais ou superiores a 20% do PIB. 

Frente a isso, Ricardo Alban, diretor da CNI, afirma: "O crescimento sustentado da economia está diretamente ligado ao aumento do investimento. E a agenda da economia verde, da sustentabilidade, da pesquisa e inovação, da transformação digital, indica o caminho para que o Brasil atraia indústrias e desenvolva infraestrutura para fazer a transição para uma economia de baixo carbono.”

Perspectivas econômicas para 2024

Apesar disso, espera-se que o mercado de trabalho desacelere em 2024, essa previsão acontece diante da previsão da CNI sobre o número de pessoas ocupadas, que no pŕoximo ano deverá cair.

Da mesma forma, no que se refere ao cenário econômico internacional, a Confederação prevê um cenário pouco favorável. Isso significa que os aumentos históricos ocorridos na balança comercial poderão diminuir. 

Quanto à indústria de transformação e construção, é possível observar prováveis altas de 0,3% para a indústria de transformação e 0,7%. 

A análise foi feita pelo diretor do Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI, Rafael Lucchesi, que aponta uma queda de 0,7% e 0,6% respectivamente, após dois anos de crescimento significativo. 

De acordo com o diretor, a indústria de transformação passará por momentos diversos, uma vez que a diferença entre a política monetária, inibe a atividade econômica, e a política fiscal que a estimula. 

Sendo assim, ele explica: "Mas essa diferença de desempenho entre os setores mais sensíveis à renda e os mais sensíveis ao crédito deve se reduzir com os cortes da Selic". 

Já sobre a expectativa sobre o consumo familiar a esperança é de um crescimento de 1,8%. Sobre isso e sobre a influência externa sobre o PIB, Lucchesi, comenta: "Mas ao contrário do que ocorreu este ano, quando o consumo das famílias e o setor externo tiveram forte influência para o crescimento do PIB, em 2024, somente o consumo desempenhará esse papel. Ainda assim, com menos força".

Como estará a indústria e os investimentos em 2024

Apesar de modesto, o melhor desempenho da indústria da construção, junto às taxas de juros mais baixas, estimula o investimento. 

Sendo assim, a CNI estima um aumento de 0,5% na formação bruta de capital fixo em 2024, em relação a 2023. Devido ao crescimento mais moderado da capacidade produtiva em comparação com o PIB, prevê-se que a taxa de investimento atinja 17,9%, uma leve redução em relação aos 18,1% registrados em 2023.

Nesse sentido, o PIB da indústria como um todo está previsto para aumentar 1,5% em 2023 em comparação com 2022. 

Enquanto a indústria extrativa, impulsionada pelo aumento da demanda externa por petróleo e minério de ferro, deverá registrar um crescimento significativo de 7,1% em 2023. Assim, para 2024, é estimado um crescimento de 2% no PIB da indústria extrativa, principalmente devido aos desafios ampliados nas exportações de minério de ferro.

As previsões dos setores brasileiros para o ano novo

Além disso, o setor de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos, integrante do PIB industrial, está projetado para encerrar o ano de 2023 com um aumento de 5,5%. Entretanto, prevê-se que o crescimento seja mais moderado no próximo ano, com uma alta estimada de 2%.

Já o setor agropecuário experimentou vantagens decorrentes da significativa redução nos custos de produção, juntamente com uma safra recorde e oportunidades provenientes do mercado externo, que permitiram a conquista de novos mercados. 

Diante desse contexto, a expectativa é que o PIB agropecuário encerre o ano de 2023 com um expressivo aumento de 15,1%. 

No entanto, essa conjuntura favorável não deve se repetir no próximo ano. As projeções indicam uma redução na safra de 2024 em comparação com 2023, resultando em um crescimento mais modesto de 0,2% no PIB do setor.

Ainda a CNI prevê a persistência da tendência de redução da inflação, alcançando uma taxa de 3,9% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) até o final de 2024. A manutenção desse cenário mais positivo proporcionará a continuidade da sequência de reduções na taxa Selic, prevendo-se que esta encerre o ano de 2024 em 9,25% ao ano.

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O Masterbatch é um material amplamente usado na indústria do plástico para compôr outras propriedades à resina plástica. Com a formulação feita de PP, o concretado adiciona resistência térmica, proteção UV, retardância de chamada e muitas outras propriedades aos produtos plásticos. 

Sendo assim, uma de suas formulações mais requisitadas é o masterbatch feito com PP.  Essa composição une versatilidade, custo benefício e boas propriedades. 

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Por isso, há um forte requerimento do concentrado masterbatch, pois ele incorporar colorações, cargas ou aditivos granulados, em resinas termoplásticas. Além dessa aplicação, ele também agrega valor às produções termoplásticas da indústria, uma vez que contém vantagens específicas e únicas. 

A princípio, é importante destacar que o PP tem aplicação vasta, o que configura sua versatilidade. Esse material está inserido nos segmentos de embalagens, filmes, fios e cabos, peças automotivas, descartáveis e construção civil. 

Compreenda as vantagens agregadas ao masterbatch feito com PP

O PP, também chamado de polipropileno, agrega benefícios aos materiais que incluem em sua fabricação. 

Portanto, não é diferente com o concentrado, que também sofre valorização em seu uso vantajoso. 

Desse modo, primeiramente, as vantagens destacadas no uso desse material, é a facilidade de manuseio e de aplicação. Porque, antes de tudo, o masterbatch é um produto granulado facilmente dosado e misturado ao PP, mediante as proporções exigidas. 

Com essa fabricação, o concentrado não acumula pó nem impurezas nos equipamentos durante o processamento. 

Assim como possui versatilidade na aplicação, uma vez que tem aplicação em qualquer processo de fabricação que inclua o polipropileno. Ele é um material que funciona tanto em processos de injeção e extrusão, quanto em processos de sopro. Além de ser usado para colorir ou aditivar o PP natural, ou o composto básico de cada projeto. 

Ainda, a personalização, a qualidade e o desempenho do produto são fatores que influenciam a percepção positiva do material na indústria do plástico. 

Enquanto a personalização permite adequar o produto de acordo com as necessidades e preferências do cliente, a qualidade e o desempenho do produto proporciona uma distribuição uniforme e estável do pigmento, cargo ou aditivo PP. 

Fatores que fazem do produto uma solução inovadora

Desse modo, as combinações que definem os usos e as aplicações do masterbatch feito com PP, se agrupam como: 

O primeiro fator a ser considerado é como o veículo do masterbatch precisa ser compatível com o PP. A fim de entregar uma boa dispersão e homogeneização do pigmento, do cargo ou do aditivo na matriz polimérica. 

Ou seja, o masterbatch deve ser fabricado com o mesmo tipo de PP que a resina que será utilizada no produto final. 

Igualmente, deve-se examinar a concentração e a estabilização do material que precisam ser adequadas ao nível de coloração e aditivação final, e compatível com a temperatura do PP, e assim alcançar estabilidade térmica. 

Por fim, é importante também analisar se o masterbatch tem uma boa solidez à luz e à migração. Isto é, livre de desbotamento, para não manchar o produto final, caso seja exposto à luz solar ou ao entrar em contato com outros materiais. 

Outras possibilidades de masterbatch

Esse tipo de formulação confere aos materiais propriedades estéticas e funcionais. Pois combinam fatores de grande impacto e de vantagens bem definidas. 

Apesar disso, outra possibilidade de composição é o masterbatch com o PET, que também tem possível coloração e aditivação por meio desse concentrado. Porém, o masterbatch específico para o PET é o ideal para alcançar compatibilidade com um veículo e boa estabilidade térmica. 

Para colorir ou aditivar PET, o masterbatch é uma opção que existe e deve ser escolhida com cuidado, seguindo as recomendações do fabricante. E o masterbatch feito com PP também necessita de análise minuciosa. 

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Pedro Okuhara, especialista de produtos e aplicações da Mitsubishi Electric desenvolveu um artigo sobre as vantagens empresariais ao construir um caminho de inovação industrial sustentável.

A inovação industrial sustentável é o processo de desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, práticas e estratégias que reduzem o impacto ambiental. Desse modo, aumentam os benefícios sociais e econômicos das atividades industriais, substituindo a inovação convencional orientada para o mercado, e gerando novos modelos de negócios.

Através da inovação, da automação industrial, da análise avançada, da digitalização. Assim como a a eletrificação e da eficiência dos processos, as operações que sustentam a economia global podem moldar um futuro mais sustentável. 

Assim, empresas com foco no futuro estão transformando seu modelo de negócios desenvolvendo tecnologias com baixa emissão de carbono e produtos mais sustentáveis. Bem como buscam reorientar as cadeias de abastecimento para práticas mais circulares.

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Essa transformação na produção industrial é um dos grandes desafios no caminho para a sustentabilidade, visando atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, com foco especial no Objetivo 9, que trata da Indústria, Inovação e Infraestrutura. 

Enquanto o objetivo 9 busca construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização sustentável e fomentar a inovação. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente fala de um "novo paradigma econômico – um em que a riqueza material não é adquirida à custa de riscos ambientais crescentes, escassez ecológica e disparidades sociais".

Para isso, é preciso implementar políticas e estratégias de mercado que valorizem a redução do impacto ambiental das atividades industriais, priorizando os investimentos em inovação verde. Nesse cenário, a parceria com toda a cadeia produtiva é fundamental, identificando oportunidades para atingir os objetivos de sustentabilidade.

Os inúmeros benefícios

Portanto, as empresas que adotam os princípios da inovação industrial sustentável certamente obtêm benefícios em toda a cadeia de valor da produção, aumentando a produtividade, reduzindo as perdas de materiais. Dessa forma, melhorando o serviço ao cliente e os prazos de entrega, engajando seus funcionários e reduzindo seu impacto ambiental. 

De modo que estes ganhos impulsionam a posição competitiva de uma empresa quando escalados através das redes.

Nesse sentido, há uma notável diferença entre as fábricas inteligentes de hoje e as fábricas mais avançadas de uma década atrás. Pois os avanços em indústria 4.0, automação industrial, dados e análises (big data), inteligência artificial, juntamente com a variedade de soluções e produtos disponíveis no mercado, significam que o setor industrial escolherá entre centenas de aplicações para melhorar seu modo de operação.

De acordo com a consultoria McKinsey, essas aplicações, quando implementadas com um planejamento adequado, proporcionam retornos mensuráveis. Os estudos da consultoria indicam que é possível alcançar reduções de 30% a 50% no tempo de inatividade das máquinas, aumentos de 10% a 30% no rendimento, melhorias de 15% a 30% na produtividade do trabalho e previsões 85% mais precisas.

No entanto, como destacado e comprovado pelos gestores em suas atividades cotidianas, para que a estratégia de inovação sustentável seja eficaz, é fundamental alocar recursos de forma apropriada, assegurar a viabilidade dos projetos e reportar os retornos do investimento. 

Estes são elementos essenciais na construção de um ambiente industrial inovador e sustentável. É uma jornada que deve ser prioridade para os líderes de negócios.

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Estudos confirmam a reciclabilidade de filmes PA/PE 

Novos estudos do Instituto Cyclos-HTO GmbH, encomendados pela BASF, trouxeram avanços na reciclagem de filmes multicamadas. Em 2021, a pesquisa já havia confirmado a reciclabilidade de filmes de PE/PA. Agora, a análise abrange filmes com PA6 (Poliamida 6) e EVOH (copolímero de etileno e álcool vinílico).

Assim, a BASF focou na reciclabilidade de filmes de alta barreira, como os coextrudados PE/PA6/EVOH e os laminados PA6/PE provenientes de resíduos de embalagens domésticas. 

Diante disso, o Dr. Matthias Zorn, gerente sênior da BASF, destaca que os resultados indicam que os fluxos de reciclagem de PE com PA são viáveis em condições reais.

Dessa maneira, Zorn afirma: "A certificação confirma a prática padrão do mercado de que os resíduos de filmes contendo PA já estão sendo reciclados pelos fabricantes de filmes atualmente". 

Haja vista que a camada de adesivo de coextrusão, facilitando a dispersão do PA na matriz de PE, desempenha um papel crucial. Pois em estruturas coextrudadas, essa camada incorporada atua como agente compatibilizante eficiente durante a reciclagem.

A pesquisa, em parceria com a SUDPACK e usando um adesivo de laminação Henkel, revela que os filmes PE/PA laminados com adesivo, antes não considerados recicláveis, agora são fabricados com foco na reciclabilidade. 

Desse modo, o portfólio de embalagens contendo PA se expande com a certificação de compatibilidade com a reciclagem, contribuindo para reduzir o desperdício do material. 

Os filmes PE/PA/EVOH são aplicados em embalagens de queijo e salsicha com alta barreira de oxigênio, enquanto os PE/PA têm usos diversos em embalagens de alimentos, bebidas, higiene e limpeza.

Então, os resultados certificados são compartilhados com grupos de padronização europeus e o Registro de Embalagens da Agência Central, influenciando diretrizes e critérios alemães para reciclabilidade.

Nova alternativa para decompor Nylon-6

Pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, criaram um catalisador que decompõe o nylon-6 em poucos minutos. A descoberta é mais uma alternativa para a transformação do plástico.

A princípio, a meta estabelecida com o novo catalisador visa reciclar o nylon-6 descartado, para depois reutilizá-lo. Anteriormente, algumas pesquisas haviam encontrado catalisadores que só aplicavam-se em situações extremas. 

Alguns deles tinham uso somente em temperaturas de até 350, com vapor de alta pressão ou em uso de solventes tóxicos. E então, os pesquisadores decidiram criar um novo tipo que pudesse atuar em condições menos extremas. 

O autor do estudo, Tobin Marks, autor do novo estudo, aponta que a substância nova é uma alternativa inovadora, porque faz o uso de íons lantanídeos e ítrio. Isto é, trata-se de um metal achado em grandes quantidades, tornando-o barato.

Além disso, o catalisador decompõe o plástico em polímeros e depois em monômeros. Resultando, em novos materiais. 

Diante disso, Marks afirma: “Você pode pensar em um polímero como um colar ou uma sequência de pérolas. Nesta analogia, cada pérola é um monômero. Esses monômeros são os blocos de construção. Criamos uma maneira de quebrar o colar, mas recuperar essas pérolas”.

A seletividade do catalisador caracteriza-se como mais uma qualidade. Pois aplicada ao produto misto de nylon-6, não há prejuízos. Portanto, a indústria poderá aplicar o catalisador em um número alto de resíduos não classificados e direcionar o nylon-6. 

Essa inovação coopera com o processo de reciclagem, pois minimiza o tempo de investigação manual de cada resíduo. Além da capacidade de produzir itens mais valiosos a partir dos monômeros resultantes da decomposição do plástica, sendo mais uma vantagem.

Sistema de pagamento de depósito de embalagem de plástico

O Governo português criou um sistema de depósito e reembolso para embalagens de bebidas de plástico e metal. O SDR, seu outro novo, trata-se de pagar um depósito por uma embalagem, e o reembolso acontece no momento da compra. 

Esse novo sistema abrange tanto as embalagens de bebidas feitas de plástico, quanto as feitas de metal. Em 2018 a Assembleia da República aprovou o sistema, mas até então estava funcionando.

A nova implementação implica na melhoria da gestão de resíduos do país. Enquanto isso, a extensão da RAP (Responsabilidade Alargada do Produtor), atribui aos produtores a responsabilidade pela sua gestão e tratamento. 

Isto significa que os produtores terão a responsabilidade pela gestão dos resíduos dos seus produtos após o seu consumo. No caso dos materiais, como mobílias, colchões e produtos de autocuidados, o RAP significa que os produtores destes materiais terão de pagar um "ecovalor" por cada unidade que colocam no mercado.

Essa inovação coopera com o financiamento dos sistemas de tratamento de resíduos. Ou seja, os recursos cobrem os custos da recolha e preparação dos resíduos, que têm encaminhamento correto para a reciclagem. Assim como cria novo empregos nesta e nas áreas afins.

A aplicação do RAP a estes fluxos de resíduos tem os seguintes benefícios:

Melhoria da qualidade da reciclagem: 

Assim, o Ministério do Meio Ambiente de Portugal, pontua: "Novos estímulos financeiros para as autarquias locais que realizem investimentos em projetos que promovam o aumento da recolha seletiva e tratamento de biorresíduos".

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Diante do cenário econômico e produtivo da indústria brasileira, chegou-se à conclusão de que ela não obteve o melhor desempenho durante o ano de 2023. A cultura analógica, que se mantém forte e predominante em muitas empresas nacionais, é apontada como um dos fatores.

Uma pesquisa da CNI apontou que somente 2% das empresas da indústria brasileira têm máquinas com até 2,5 anos de uso, enquanto 28% possui equipamento com 10 e 15 anos. Apesar disso, há um movimento para desenvolver soluções tecnológicas que aproximem a indústria da digitalização, ou seja, a indústria 4.0

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Diante desses esforços, especialistas na área tecnológica apontam que essa tendência chegará em 2024 com mais força, fazendo com que isso se torne uma realidade no chão de fábricas. Chegaram a esta conclusão os profissionais Thiago Rigon, diretor comercial da Alltech, e Roger Medke, CEO da Gholias, startup de monitoramento preditivo associada ao Hub de Manufatura Avançada da AlltechLab, uma empresa de desenvolvimento de empreendimentos do Grupo Alltech.

Assim, a busca por abordagens mais tecnologias revelam que as empresas estão empenhadas para cooperar com o cenário industrial do país, ainda que a transformação caminhe a passos mais lentos frente às tecnologias produtivas aplicadas. 

Sobre as ações das empresas, o diretor comercial da Alltech, Rigon, destaca:  “A renovação dos parques fabris passa não apenas pela primordial implementação de máquinas mais modernas, como das tecnologias habilitadoras da indústria 4.0 para potencializar ao máximo a disponibilidade e a performance das indústrias. Assim, é possível garantir mais produtividade e agilidade na entrega, além da redução dos custos de manutenção e menor consumo de energia, e outros insumos”.

 Desempenho vital das máquinas brasileiras


Neste ano, a CNI fez uma pesquisa no setor chamada “Idade e Ciclo de Vida das Máquinas e Equipamentos no Brasil”. Através dela evidenciou-se a urgência de renovação das máquinas, haja vista que muitas delas trabalham há mais de 10 anos. 

Portanto, a mudança no cenário para criação de uma indústria mais digitalizada, relaciona-se com a compra de novos equipamentos. No entanto, esta ação vai de encontro ao reduzido investimento. 

Para compreender como contornar esses desafios, é necessário que aconteça uma avaliação específica e profunda dos critérios que envolvem as tecnologias e inovações que alavancam a produtividade, a eficiência e o custo de produção das indústrias nacionais. 

Desse modo, para o Rigon, essa avaliação precisa ser feita sabendo o que os novos maquinários e os investimentos produzirão e o custo para se alcançar bons resultados. 

Por isso, ele ainda reforça:  “É necessário conhecer o produto, a matéria-prima utilizada, o mercado em que vai atuar e quais serão os custos. Toda essa análise é fundamental para encontrar a melhor opção”.

Ainda que algumas empresas brasileiras consigam crescimentos significativos com os equipamentos antigos, elas também são estimuladas para adequar-se à nova realidade trazida pela indústria 4.0.

Ações que possibilitam a transformação tecnológica nas indústria do Brasil

Enquanto isso, o CEO da Gholias, Medke, afirma que a preocupação em relação a melhoria da produtividade, e para adaptação às transformações digitais estão presentes no setor. Para ele, isso acontece porque as empresas estão adotando estratégias tecnológicas, como: 

Todas essas ações cooperam para a implementação da nova realidade, haja vista que elas são a base da indústria 4.0. Bem como, permite a passagem para a fase seguinte que é a integração de sistemas. 

Além disso, o CEO da Gholias ressalta: “Os grupos industriais que já estão com o olhar no futuro e pretendem aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pela inovação tecnológica têm buscado investir também em capacitação e treinamento de equipes, a fim de potencializar resultados, acelerando a cultura analítica, por meio de parcerias estratégicas”.

Em relação aos setores pioneiros na incorporação da indústria 4.0 de nível avançado, são as seguintes indústrias:

A última sendo responsável por fabricar peças e partes tanto para o mercado médico-hospitalar, quanto para o segmento aeronáutico. 

Um caminho para inserção de novas tecnologias

Sendo assim, Medke afirma que as empresas estão determinadas a aperfeiçoar seus processos produtivos e atingir a maior eficiência operacional. Pois são impulsionados pela meta de entregar qualidade e melhor preço, fatores que influenciam diretamente a inovação. 

Assim, ele continua sua fala: “por isso, estão seguindo o caminho do uso cada vez maior de tecnologias, como Internet das Coisas (IoT), Computação em Nuvem, Big Data com análise de dados e Inteligência Artificial. Esses fatores contribuem para gerar insights cada vez melhores para tomadas de decisão mais assertivas e rápidas, levando a indústria a aumentar os índices de sustentabilidade, pois permitem extrair o máximo de produtividade das linhas de produção. O famoso fazer mais com o mesmo, ou com menos”.

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Na primeira sexta-feira do mês, o Governo brasilieiro toma posse da presidẽncia do G20. Em conjunto com esse apossamento, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) agora está à frente da gestão do fórum de engajamento pertencente ao grupo, o Bussiness 20, ou também chamado de B20.

Assim, a partir desse momento a indústria brasileira atuará na construção de sugestões de políticas econômicas dentro do G20. Bem como, em doze meses, deve elencar quais as prioridades que interessam ao setor produtivo. 

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Desde 2010 a CNI se apresenta como representante do setor privado no fórum, e continuará como líder do B20 até dezembro de 2024, quando a cadeira passará para a África do Sul, já que se trata de um cargo rotativo. 

A passagem de posse e o lançamento do B20 Brasil tem a data inscrita na agenda para o dia 29 de janeiro de 2024, no Rio de Janeiro. O Inception Event receberá representantes governamentais e entidades empresariais. 

Diante da oportunidade, o presidente da CNI, Ricardo Alban, salienta que esta é chance inédita para a indústria brasileira, pois poderão apresentar soluções e liderança inovadoras. 

Dessa forma, Alban diz: “Alinhamos o processo com as prioridades do G20 e estamos preparados para representar assertivamente os interesses da comunidade empresarial global. O B20 Brasil é um fórum no qual iremos nos engajar, concentrando esforços em áreas como inclusão social, combate à fome, transição energética e desenvolvimento sustentável”. 

O tema do B20 no Brasil é “Crescimento Inclusivo para um futuro sustentável”. E conta com cinco pilares centrais. 

O B20 e o forúm sob administração brasileira

O B20 é um fórum de diálogos e discussões, que interliga a comunidade empresarial aos governos do G20. No setor privado, ele mobiliza cerca de mil representantes, dentre os quais compõem o grupo de países membros. 

Os integrantes do B20 têm como responsabilidade construir e sugerir ações de relevância para o setor privado. 

A fim de influenciar a tomada de decisões nas pautas primárias nos países do G20. Desse modo, todo ano, o grupo empenha-se para entregar propostas antes da cúpula do G20, assim, dando tempo para análise do material que ajuda os líderes globais. 

Além do B20, o G20 inclui grupos de engajamento como o W20 (Women20), que trata de questões de equidade de gênero; o L20 (Labour20), focado em assuntos trabalhistas; o Science20, composto por academias de ciências; e o Y20 (Youth20), dedicado à juventude.

No que se refere ao fórum no Brasil, ele é composto por Chair Dan Ioschpe, presidente da Ioschpe-Maxion, lidera o grupo empresarial e define as principais diretrizes, assim como representa o B20 na comunidade internacional. 

E pela sherpa Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, responsável por coordenar os trabalhos do secretariado e apoiar o chair na liderança empresarial e nas funções-chave no secretariado B20.

Sobre a liderança do como chair do B20, Dan Ioschpe afirma: “Assumir a liderança como chair do B20 Brasil é uma responsabilidade de grande magnitude. Como chair, a missão é estruturar um processo que una líderes empresariais dos países do G20 para formular recomendações que reflitam os desafios e oportunidades atuais. As expectativas são altas para que o B20 Brasil desenvolva recomendações inovadoras e que gerem impacto. Esperamos que essas discussões fomentem a cooperação internacional no enfrentamento dos principais desafios globais, contribuindo para um crescimento global sustentável e inclusivo”.

As divisões do Fórum

Sendo assim, dentro do fórum existe também o Conselho Consultivo, que integra 15 líderes empresariais brasileiros, de setores diversos, que auxiliam o chair no B20. Estes líderes são incumbidos de aconselhar estrategicamente e defender junto às autoridades. 

Dessa maneira, o colegiado será presidido por Ricardo Alban, presidente da CNI. Enquanto o International Business Advocacy Caucus reúne os líderes empresariais dos países do G20, que agirão como embaixadores, e que trarão visibilidade e legitimidade ao B20.

Enquanto isso, as sugestões do B20 aos membros do G20 serão formuladas pelas sete equipes de trabalho e pelo conselho de operação que integram a estrutura do fórum empresarial. 

Esses comitês realizarão encontros mensais de maneira virtual para abordar questões globalmente pertinentes. A meta é apresentar, até o término de 2024, propostas de políticas concretas para impactar a pauta do G20 durante a cúpula geral.

Os líderes das forças-tarefas e o conselho de ação do B20 Brasil

Então, aqueles responsáveis por encabeçar as forças-tarefas e compôr o quadro de conselho, são: 

Os pilares do B20 Brasil

A relevância do G20 para a sociedade

Por se tratar de um fórum internacional, que reúne as principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento do mundo, ele as aproxima a fim de alinhar as ações e as principais temáticas de interesse econômico global. 

O grupo foi formado em 1999, e discutem temas que movimentam o mercado financeiro, o comércio, o investimento e o desenvolvimento econômico sustentável. Ao todo, em 2022, o grupo representou 87% do PIB global, 62% da população mundial, e mais de 75% do comércio internacional. 

Ao longo das últimas duas décadas, o grupo desempenhou um papel crucial ao coordenar respostas a crises mundiais, como a estabilização dos mercados financeiros e o lançamento de um estímulo econômico global para fazer frente à crise financeira de 2008. 

Além disso, assumiu a dianteira no combate global à pandemia, implementando um estímulo fiscal que ultrapassou US$ 5 trilhões, visando mitigar as perdas de empregos e renda decorrentes da pandemia de coronavírus.

De igual modo, o grupo impacta diretamente o setor industrial brasileiro. Haja vista que em 2022, o G20 representou 67% das exportações brasileiras e 83,8% das importações de bens da indústria de transformação. 

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No mês de dezembro, o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), apresentou aumento de confiança em relação às oscilações dos meses anteriores. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) executa a pesquisa e com os resultados revelou-se que o Índice subiu de 50,4 pontos para 51 pontos. 

Durante os meses de setembro e outubro, o ICEI demonstrou uma queda nos pontos, enquanto no mês de novembro foi registrada uma estabilidade na confiança

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Sendo assim, entre os principais motivos que justificam esse avanço, está a avaliação menos negativa das condições atuais da economia brasileira e das empresas. Os analistas chegaram a esta conclusão com pesquisa feita pela CNI. 

Quanto aos números de entrevistados, a Confederação revela que o total foi de 1.356 indústrias brasileiras. O período de análise aconteceu entre os dias 01 e 07 de dezembro de 2023. 

Os critérios de avaliação do cenário do ICEI

Em relação aos outros critérios de avaliação, examinam as expectativas para os próximos meses, tanto para as empresas, quanto para a economia brasileira. 

No entanto, sobre as duas primeiras avaliações, que medem as condições atuais das empresas e da economia do país, o valor permanece abaixo de 50 pontos. O registro teve pontuação menos negativa, no entanto ainda não alcançou a linha divisória que índica uma condição de melhora.

Apesar disso, essas condições já estiveram mais graves em outros momentos. Sobre isso, a economista da CNI, Larissa Nocko, explica: “Dizemos que a avaliação é menos negativa porque o componente de condições atuais permanece abaixo dos 50 pontos, região que indica piora, mas a avaliação era ainda mais crítica em novembro. Já as expectativas permaneceram estáveis, indicando uma leitura otimista para os próximos meses”.

Além disso, Nocko, aponta como esse indicador se comportou ao longo do ano. Segundo ela, os estudos mostraram que em 2023 o índice de confiança do empresário industrial permaneceu abaixo da média histórica. 

Diante disso, mesmo com a melhoria em dezembro, a situação ainda apresenta-se como um cenário crítico para a indústria.

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Pesquisadores de Singapura transformaram três tipos de plásticos sintéticos em subprodutos químicos, para produzir fontes de energia, especificamente o hidrogênio verde. A fim de analisar o decorrer da pesquisa, o professor Soo Han Sen da Universidade Tecnológica de Nanyang, convocou uma equipe de pesquisadores.

O processo converte os plásticos mais comuns e encontrados no dia a dia, como o PP (polipropileno), PE (polietileno) e o PS (poliestireno). Esses modelos compõem 75% dos materiais plásticos usados no mundo, e agora também têm utilização na indústria, como subprodutos. Bem como contribuem como fontes de energia para células de combustível. 

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Essa ideia surgiu com intuito de cooperar com ações inovadoras no setor do plástico, e portanto, os resíduos plásticos também fazem parte da pesquisa e análise. Diante da revolucionária pesquisa, o grupo de cientistas teve a descoberta publicada na revista Chem Cell Press, em 2023. 

Como acontece o processo de transformação do plástico

Devido a forte ligação entre os átomos de carbono, nos polímeros PP, PE e PS, é possível fazer a conversão desses materiais em ácido fórmico e ácido benzoico. Isso acontece por meio das reações químicas em temperatura ambiente com o uso de um catalisador comercial e uma câmara de luz. 

Sendo assim, a equipe de pesquisadores usou LEDs para aumentar a eficiência de energia elétrica do sistema e assim não aquecer demais a câmara. 

Portanto, os resultados obtidos são usados em células de combustível, para a produção de produtos químicos, ou tem aplicação como transportadores de LOHCs (hidrogênio orgânicos líquidos).

A descoberta tem despertado interesse dos especialistas no setor de energia, já que o hidrogênio orgânico líquido é uma forma segura de transportar hidrogênio verde, sem que seja em forma de gás. 

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Projeto desenvolvido por docente e aluno transforma garrafas PET em fios para impressora 3D

No colégio Estadual Cívico Militar em Jandaia do Sul, o aluno João Pedro Arruda do 1º ano do ensino médio, desenvolveu um projeto chamado “Pet Recycler do NanoMakers”, com seu professor. A iniciativa quer transformar garrafas de plástico PET em fio de impressora 3D. 

Diante das inúmeras versatilidades do material, tanto em sua forma mais comum, quanto em produtos reciclados, o aluno decidiu inovar na reciclagem. Por isso, ele comenta: “Vendo a quantidade de garrafas pet sendo recicladas eu me perguntei se não era possível reciclar de uma maneira mais direta, de uso diretamente do colégio”.

Unindo a essa ideia sustentável, Arruda notou que o projeto ajuda também na educação. Tendo em vista que o material tem utilização nas aulas de robótica, os demais alunos conseguiriam peças de eletrônica e peças de decoração mais facilmente. 

O processamento acontece em uma máquina que recebe o material plástico, em formato de filete, e então o leva à parte para o aquecimento. Assim, quando o plástico está mole, ele passa por outro sistema que o transforma em um filamento de impressora 3D.

No entanto, teve seu desenvolvimento por seis meses, mas sua efetivação aconteceu somente com a parceria com o campus da UFPR (Universidade Federal do Paraná). O diretor do campus de Jandaia do Sul, José Eduardo Padilha de Souza, explicou que a união aconteceu a partir de um encontro dele e do professor envolvido no projeto. 

O projeto dispoẽ também de pontos de arrecadação de garrafas PET na própria escola. Já os próximos passos da ação, se baseia na replicação do projeto dentro do colégio. 

A marca de cervejas Corona leva copos de plástico reciclado a evento

Durante sua estreia no festival Primavera Sound, Corona criou um espaço sustentável e com bases de materiais plásticos reciclados. O evento tem a sua sede em São Paulo, especificamente do Autódromo de Interlagos. 

Como cerveja oficial do evento, a marca da Ambev se destacou ao lançar um copo exclusivo e reutilizável. O recipiente tem fabricação com plástico 100% reciclado, um ação em parceria com os coletores do litoral brasileiro. 

O objetivo desta iniciativa é seguir os 5 Rs de sustentabilidade, além disso a marca de cervejas também está comprometida com sustentabilidade pós-evento. Para isso, a empresa se comprometeu em dar destinação correta para todo o material usado no seu espaço durante o evento. 

Bem como, asseguram que haverá um reaproveitamento integral dele em novos lugares e para novas finalidades. 

Natal Sustentável em Salvador tem árvore feita de garrafas PET

A Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana em Salvador), deu início a programação do Natal Sustentável. O tradicional movimento contou com a entrega da mega árvore, feita com 27 mil garrafas PET. 

A estrutura tem 22 metros de altura, e foi assinada pelo artista plástico Gilson Cardoso, que tem o objetivo de unir arte e sustentabilidade. Ainda, a programação conta com a Vila de Natal Sustentável, e todos os ornamentos foram assinados por Gilson Cardoso. Porém, nessa concepção, ele fez a reutilização de lonas, paletes, forros de PVC e garrafas PET. 

Diante da repercussão positiva da ação já tradicional em Salvador, o presidente da Limpurb aponta a importância da continuidade do projeto. Omar Gordilho, presidente a frente da empresa, destaca: “Esse ano tivemos a oportunidade de ampliar o alcance do nosso Natal Sustentável, levando-o para diferentes espaços.”

Além dessa primeira ação sustentável, eles destacam também que os enfeites, as guirlandas, e até mesmo o banco de coração presentes no local, são feitos de forma 100% sustentável. 

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Segundo o relatório da Plastic Pollution Facts, a produção mundial de plástico atinge aproximadamente 380 toneladas a cada ano. Portanto, compreender o processo de reciclagem do plástico é de grande importância. 

Para isso, primeiramente, é preciso conhecer e identificar o processo, quais as etapas envolvidas e quais sua importância. 

Assim, destacamos que a reciclagem consiste em coletar resíduos desse material e convertê-los em novos produtos plásticos.

Leia mais: 

O processo de reciclagem de plástico compreende diversas etapas essenciais, sendo as principais a coleta, a classificação e o reprocessamento. 

Bem como, é importante pontuar que na indústria de reciclagem de plásticos, existem a reciclagem mecânica e a reciclagem química. Ambas representam dois métodos distintos, cada um com características e usos específicos.

Como ocorre o procedimento de reciclagem?

O processo de reciclagem do plástico compreende diversas etapas fundamentais. As principais etapas dividem-se em três ações seguidas. 

Inicialmente, ocorre a coleta seletiva, na qual os resíduos plásticos são separados dos demais materiais recicláveis. Nessa fase, a população deposita plástico em recipientes destinados à reciclagem, sendo a coleta desse material essencial para o funcionamento eficiente do sistema de reciclagem.

Em seguida, os plásticos coletados passam por um processo de triagem e classificação. Isso acontece nas instalações, local em que ocorre a separação do plástico de outros materiais. 

Nessa fase alguns critérios se caracterizam como fundamentais para a classificação realizada pelos recicladores. Sendo assim, eles categorizam os tipos de plásticos, e os separam conforme o tamanho, a cor e a aplicação de cada um.  

Essa etapa é essencial, já que é nesse momento que os agrupam-se os materiais com propriedades similares. Logo, resultando em um processo de reciclagem mais eficaz e eficiente. 

Posteriormente, os materiais são lavados para remover impurezas e contaminantes. A etapa seguinte é trituração em flocos, aquecimento e extrusão para formar novos materiais. 

Nesse momento, novos produtos surgem a partir do processamento desses pequenos grânulos de resinas plásticas, conhecidos como pellets.

Quais os tipos de reciclagem do plástico?

Na indústria de reciclagem de plásticos, acontecem duas formas de transformá-lo: a reciclagem mecânica e a reciclagem química. Ambas os métodos possuem características e usos distintos. 

Destaca-se como a forma mais prevalente na indústria, a reciclagem mecânica. Porque este é um método usado ao longo de décadas, assim como é  responsável pela grande maioria das práticas de reciclagem em todo o mundo. Logo, ele se caracteriza como o mais tradicional. 

Quanto ao processo, ele envolve o uso de um triturador de plástico para realizar as etapas de reciclagem, lavagem, classificação e reprocessamento. O plástico reciclado resultante pode ser transformado em diversos produtos. 

Entretanto, esse método enfrenta consideráveis limitações. Uma delas está relacionada às múltiplas fases de triagem e separação, assim como aos processos complexos de regeneração necessários. 

Isso se deve à diversidade das resinas poliméricas e à contaminação externa que ocorre ao longo das diversas fases da vida do plástico, desde a sua fabricação até o processo de regeneração. Alguns dos fatores são a contaminação proveniente do uso de embalagens ou do contato com outros materiais, entre outros. 

Já a reciclagem química é o procedimento de reciclagem de plástico que envolve a modificação química da estrutura do polímero, resultando em uma matéria-prima utilizável na fabricação de novos produtos. 

Esse método é capaz de lidar com plásticos não adequados à reciclagem mecânica.Contudo, os custos associados a essa tecnologia são atualmente elevados, o que leva alguns fabricantes a optarem temporariamente pelo uso de plástico virgem mais econômico. 

Apesar disso, é importante destacar que há um extenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento neste campo, resultando em vários projetos-piloto e demonstradores. Desse modo, proporcionando razões para prever um aumento na reciclagem química ao longo da próxima década.

A redução dos custos de produção de intermediários de base biológica e a garantia do acesso a recursos serão fatores-chave para a implementação bem-sucedida dessas tecnologias.

A importância da reciclagem do plástico

Assim, fica claro que a reciclagem de plástico é multifacetada. Alguns fatores que explicam sua importância incluem:

Em suma, a reciclagem de plástico é um pilar fundamental tanto para a indústria da reciclagem, quanto para a sociedade. 

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