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O que é Greenwashing e como ele afeta a reputação das empresas?

O interesse dos consumidores por opções mais sustentáveis é uma realidade que se fortalece ao redor do mundo a cada ano. De acordo com uma pesquisa do instituto Opinion Box em 2022, 75% dos entrevistados afirmaram dar preferência a empresas que adotam práticas sustentáveis. 

O que é Greenwashing e como ele afeta a reputação das empresas?

Além disso, o mesmo número relatou maior satisfação ao consumir produtos que consideram sustentáveis. Contudo, um dos problemas recorrentes está no foco excessivo das empresas em ações de marketing, ao invés de compromissos reais com a sustentabilidade.

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Daí surge o fenômeno conhecido como greenwashing, que consiste em divulgar práticas e produtos como se fossem sustentáveis, quando na realidade não o são. Assim, as empresas aparentam estar comprometidas com o meio ambiente sem adotar ações concretas.

O termo "greenwashing" foi formulado pelo ambientalista de Nova York, Jay Westerveld em um ensaio de 1986, onde discutia a prática da indústria hoteleira de incentivar a reutilização de toalhas para "salvar o meio ambiente". 

Westerveld notou que, na realidade, esses hotéis frequentemente não tomavam medidas para reduzir o desperdício de energia, apesar de que a reutilização de toalhas poderia diminuir os custos com lavanderia. Ele concluiu que o principal objetivo era aumentar os lucros e rotulou esses atos como "greenwashing".

Sendo assim, as empresas que utilizam o greenwashing, de maneira geral, exageram ou deturpam seu compromisso ambiental. Bem como ocultam dados ou focam exageradamente em aspectos isolados e, muitas vezes, sem relevância significativa para suas atividades.

Seja por intenção ou não, a falta de transparência e o uso de marketing enganoso geram uma imagem de protagonismo ambiental, mesmo que a empresa não apresente dados científicos que respaldem essa percepção.

Nesse sentido, as “evidências científicas” se caracterizam pela coleta e difusão de dados ambientais sólidos, alcançados por meio de métodos científicos. Essa divulgação real ajuda na reputação das empresas, tendo em vista que a prática do greenwashing traz consequências negativas para os negócios. 

Dessa forma, a divulgação enganosa de práticas sustentáveis não apenas prejudica a reputação da empresa, mas também está sujeita a penalidades legais. 

Como reconhecer e eliminar práticas enganosas

Para identificar e se livrar do greenwashing, as empresas devem estar atentas a algumas práticas comuns. Os consumidores podem verificar se a empresa oferece dados claros e mensuráveis sobre suas iniciativas sustentáveis, em vez de promessas vagas. 

Bem como, procurar por certificações reconhecidas e estudos científicos que sustentem suas alegações ambientais. Ainda, a desconfiança de empresas que focam apenas em um aspecto isolado de suas operações enquanto ignoram o impacto global, pode ser um marcador.

Além disso, vale ressaltar a importância de manter-se informado sobre regulamentações e denúncias de marketing enganoso. Desse modo, garantindo que as ações sustentáveis sejam reais e não apenas uma estratégia de imagem.

Já para as empresas, evitar o greenwashing exige um compromisso genuíno com a sustentabilidade, apoiado por transparência e ações concretas. Elas devem garantir que suas práticas ambientais sejam baseadas em dados verificáveis e metas claras, em vez de declarações superficiais ou exageradas. 

É fundamental integrar a sustentabilidade em toda a cadeia de valor, comunicando de forma honesta os resultados e impactos das suas iniciativas. Investir em certificações reconhecidas e em relatórios de sustentabilidade periódicos ajuda a reforçar a credibilidade. 

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Cadastro aberto para empresas que geram embalagens

A Semad-GO (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) iniciou o período de cadastro obrigatório para todas as empresas e indústrias que geram embalagens de vidro, papel, papelão, plástico e metal. Cada uma delas terá a responsabilidade de reciclar, no mínimo, 30% desses produtos no ano-base seguinte.

Cadastro aberto para empresas que geram embalagens

Sendo este considerado o segundo ciclo da política de logística reversa implementada pelo Governo de Goiás. A oficialização aconteceu no dia 17 de abril de 2023, com o decreto 10.255.

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Durante o primeiro ciclo, a meta mínima era de 22%, com 25 mil empresas se inscrevendo junto à Semad. O prazo para o cadastro neste ciclo será até 18 de novembro. 

No momento do cadastro, a Secretaria ressalta a importância anexar um documento chamado “plano de logística reversa”, que deve indicar os critérios de resultados. Bem como fornecer dados pessoais, delinear um plano de comunicação ambiental e definir uma meta de, pelo menos, 30%.

Entidades gestoras ajudam empresas a cumprir metas de reciclagem

Nesse sentido, as empresas têm a alternativa de se associar a uma entidade gestora, ou seja, uma pessoa jurídica responsável por estruturar, implementar e gerenciar o sistema de logística reversa de embalagens em um modelo coletivo. Essa opção está disponível para aquelas que buscam apoio na implementação de seus sistemas.

Assim, a entidade responsável irá notificar as cooperativas de reciclagem sobre o volume de plástico, metal, vidro e papelão que precisa ser coletado. Para que, dessa forma, se cumpram os 30% mínimos estipulados pela legislação.

Enquanto, os catadores que desempenharem a função de operadores, assegurando a entrega das embalagens ao setor empresarial para reaproveitamento em seu próprio ou em outros ciclos produtivos, serão remunerados com créditos financeiros de acordo com a quantidade de recicláveis vendidos.

Diante disso, Andréa Vulcanis, titular da secretaria, afirma: “A Semad tem um papel de fiscalização. A nossa tarefa é a de receber os relatórios das empresas gestoras e certificar que a indústria está cumprindo o que determina a lei”. 

O cadastro acontece diretamente pelo site

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B20 Brasil recomenda uso responsável da IA ao G20

O avanço da IA e as preocupações com a segurança de dados têm chamado atenção global. Segundo dados do Goldman Sachs, a Inteligência Artificial tem capacidade de gerar um aumento de 7% no PIB mundial nos próximos dez anos. No entanto, de 7,9 bilhões de pessoas, aproximadamente 2,9 bilhões ainda estão desconectadas das ferramentas e serviços que impulsionam essa mudança. Enquanto 5 bilhões têm acesso à internet – e 4 bilhões fazem isso por meio de dispositivos móveis.

B20 Brasil recomenda uso responsável da IA ao G20

Com o objetivo de assegurar uma conexão segura e fomentar a inclusão e a segurança digital, a força-tarefa de Transformação Digital do B20 propôs três recomendações para orientar as discussões no G20. O B20, braço empresarial do G20 no Brasil, tem a liderança da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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Liderada por Fernando De Rizzo, CEO da Tupy, a força-tarefa reúne mais de 160 integrantes do setor privado dos países do G20. Nesse sentido, De Rizzo afirma que a transformação digital impulsiona o avanço inclusivo, sustentável e ético, promovendo o bem-estar das sociedades.

Ainda, ele ressalta: “Nosso documento propõe alcançar conectividade significativa para todos os indivíduos e empresas. Ao mesmo tempo em que promovemos a confiança digital e a segurança cibernética, estabelecendo os alicerces para uma abordagem responsável e pró-inovação para novas tecnologias, como a IA".

G20 discute cibersegurança nas organizações

As sugestões foram apresentadas à liderança do G20, atualmente sob a presidência do governo brasileiro, em um documento abrangente chamado Communiqué. Neste documento contém 24 recomendações e ações de políticas públicas sobre diversos temas. 

Pela primeira vez, as diretrizes das oito forças-tarefas do grupo de engajamento do setor privado apresentaram-se antecipadamente à liderança do G20. Isso porque, têm como objetivo sensibilizar os líderes mundiais antes da cúpula agendada para novembro no Rio de Janeiro. 

A força-tarefa de Transformação Digital, por sua vez, busca promover o avanço da infraestrutura digital, garantir a segurança dos dados e aumentar o acesso a recursos digitais, tornando a revolução digital benéfica para todos. 

Apesar da adoção da tecnologia e a crescente dependência de redes interconectadas oferecerem oportunidades de crescimento e inovação. Bem como ampliam o risco de incidentes cibernéticos que podem prejudicar financeiramente, operacionalmente e reputacionalmente tanto as organizações quanto as pessoas.

No contexto empresarial, a cibersegurança refere-se à proteção dos recursos digitais contra incidentes cibernéticos. Dessa maneira assegurando a continuidade das operações das organizações, a segurança dos dados dos clientes e a manutenção de sua reputação.

Conheça as cinco diretrizes da força-tarefa do B20

       1ª Atingir conectividade universal de indivíduos e empresas

 Objetivo: atingir conectividade universal por meio de regulamentações modernas e  parcerias público-privadas (PPPs). Sobretudo as que permitam expandir a infraestrutura  de tecnologia da informação e comunicação acessível e resiliente e enderecem as disparidades de uso entre regiões.

Como

Por quê?

Cerca de 2,6 bilhões de pessoas (33% da população global) ainda estão  offline. Nos países menos desenvolvidos, cerca de 73% da população não tem acesso à internet. Estes dados vêm da ITU (International Telecommunication  Union).

     2ª Proteger indivíduos e organizações e promover confiança digital

 Objetivo: proteger indivíduos e organizações e promover confiança digital de forma  que acelere a inovação e o desenvolvimento. Nesse sentido, fazer isso por meio da harmonização de  padrões de cibersegurança e proteção de dados. Bem como coordenação da ação  internacional de cibersegurança e apoio ao DFFT (Fluxo Livre de Dados com  Confiança).

Como

Por quê?

Segundo o relatório The Cost of a Data Breach da IBM, são necessários em média 277 dias para identificar e conter um vazamento de dados. O que acarretou um custo total médio de USD 4,45 milhões apenas em 2023.

3ª Explorar de maneira responsável o potencial transformador da IA (Inteligência Artificial)

 Objetivo explorar de maneira responsável o potencial transformador da IA (Inteligência Artificial). Assim, apoiando seu desenvolvimento e adoção. Bem como colaborando para alcançar um interesse compartilhado e princípios comuns  de ética, sustentabilidade, segurança e inclusão.

Como

Por quê?

Estimativas do Goldman Sachs mostram que a IA pode aumentar o PIB  global em 7% em dez anos. Desse modo, impactando a aceleração de soluções inovadoras para grandes desafios globais como educação, saúde, serviços  públicos, serviços financeiros e na indústria manufatureira.

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Brasil encaminhou para reciclagem 1,4 milhão de toneladas de plástico em 2023

De acordo com o Estudo Anual sobre Reciclagem de Plásticos no Brasil, realizado pelo MPT (Movimento Plástico Transforma) e divulgado com exclusividade pela EXAME, 28% das embalagens plásticas foram encaminhadas para reciclagem e retornaram à indústria em 2023.

Em 2023 1,4 milhão de toneladas de embalagens plásticas foram recicladas no Brasil

A queda nos preços das commodities petroquímicas em 2023 tornou os plásticos de primeiro uso mais atraentes que os reciclados, tanto no Brasil quanto no exterior. Assim, impactando o crescimento da indústria de reciclagem que vinha apresentando resultados mais positivos nos últimos anos.

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Nesse sentido, ao todo, 1,4 milhão de toneladas de plásticos seguiram para reciclagem no Brasil. Sendo que, 68% representam embalagens e 23% vêm de resíduos pós-industriais.

Houve uma queda na produtividade das cooperativas, impulsionada pela diminuição da força de trabalho, conforme apontado no estudo. A baixa valorização da reciclagem e os salários reduzidos explicam essa tendência. Com isso, resultando em uma menor porcentagem de produtos reciclados provenientes das cooperativas.

Enquanto isso, aproximadamente 30% dos materiais reciclados vieram dos sucateiros, já 19% foram fornecidos pelos beneficiadores, 13% pelas empresas de gestão de resíduos e apenas 11% pelas cooperativas. 

Os catadores independentes e aterros, por sua vez, contribuíram com 1% cada, e as fontes geradoras retornaram 2% do total de plásticos coletados.

Panorama do setor 

No ano passado, aproximadamente 940 mil toneladas de resinas recicladas pós-consumo foram produzidas a partir do material coletado. O maior consumidor foi o setor de alimentos e bebidas, com 16%, seguido por construção civil e infraestrutura, com 13%. 

Os segmentos de higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica (12%), utilidades domésticas (8%) e automotivo (7%) também tiveram participação relevante.

Quanto às regiões de maiores produções, destaca-se, a princípio, o Sudeste somando 510 mil toneladas. Seguido pelo Sul, que produziu 256 mil toneladas, e pelo Nordeste, com 119 mil. 

Enquanto o Centro-Oeste totalizou 39 mil toneladas de resina reciclada, já o Norte teve a menor produção, com apenas 12 mil toneladas.

Atualmente, o índice de reciclagem mecânica, que mede a quantidade de plástico pós-consumo reciclado em relação ao volume produzido, é de 20,6%. Em comparação, o índice de recuperação, que considera tanto o resíduo reciclado quanto às perdas no processo, registrou 24,3%. A recuperação das embalagens foi de 28,6%.

Segundo o estudo, o setor de reciclagem plástica teve um faturamento bruto nominal de R$ 3,788 milhões no último ano. Dessa forma, resultando em mais de 18 mil empregos diretos. A capacidade instalada é de 2.385 mil toneladas, refletindo um faturamento de R$ 2.998 por tonelada.

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Indústria vai rumo à automação avançada com barateamento da tecnologia - Artigo por Jaime Perroti

Artigo por Jaime Perroti, especialista de produto na Mitsubishi Electric Brasil.

Os robôs ocupam posição de destaque na revolução industrial e, agora, além de otimizarem tarefas repetitivas, a robótica se apresenta como um dos pilares de automação avançada. Este modelo adota tecnologias de ponta para automatizar processos industriais complexos.


Indústria vai rumo à automação avançada com barateamento da tecnologia - Artigo por Jaime Perroti

Sendo assim, as tecnologias avançadas de automação continuam a ganhar espaço em todo o mundo, à medida que cada vez mais empresas procuram automatizar processos. Com isso, aumentam a produtividade e, em última análise, aumentam as receitas.

Nesse sentido, analistas da consultoria BCG apontam que os sistemas robóticos avançados estão prontos para transformar as operações industriais com sistemas de visão, maior integração, adaptabilidade e mobilidade aprimoradas. Afinal, essas melhorias permitem mais agilidade na configuração, comissionamento e reconfiguração, bem como operações mais eficientes e precisas.

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O custo de sofisticados robôs vem caindo com o barateamento dos sensores e do poder de computação, com o software substituindo cada vez mais o hardware como o principal impulsionador das funcionalidades. Em conjunto, esses avanços significam que inovadores robôs serão capazes de realizar muitas tarefas de forma mais econômica do que a geração anterior.

Além disso, o estudo aponta que os líderes de negócio reconhecem o potencial da adoção de robôs na automação avançada. Dessa forma, 52% esperam que a robótica se torne um dos mais importantes impulsionadores da melhoria da produtividade até 2025.

Roadmap para adotar a automação avançada

Para implementar com sucesso a automação avançada com o apoio da robótica e se beneficiar rapidamente das novas tecnologias à medida que se tornam disponíveis, o setor industrial deve estabelecer três tipos de facilitadores. Entres eles: devem definir a configuração da futura fábrica, desenvolver competências organizacionais e conceber a arquitetura do sistema.

Já para detalhar a configuração e layout, uma equipe multifuncional deve colaborar na definição de áreas de operações nas quais a robótica vai agregar mais valor. Assim, deve determinar as implicações dessas operações no projeto da fábrica e dos processos, incluindo logística, manutenção e gestão da qualidade.

A liderança da empresa deve comunicar claramente sobre como os robôs irão transformar as operações e redefinir funções e responsabilidades conforme necessário. 

Toda a organização deve ter pleno conhecimento sobre as oportunidades, limitações e riscos envolvidos na implementação da automação avançada. O gerenciamento de sistemas robóticos avançados exige que os funcionários tenham novas habilidades funcionais e interpessoais.

Nesse sentido, para aproveitar ao máximo a automação avançada, a empresa deve rever a arquitetura do sistema que suporta os seus processos operacionais. Como também deve estabelecer uma ampla gama de capacidades. 

Isso acontece, principalmente aquelas relacionadas à análise, gerenciamento de dados e fluxo de trabalho, redes industriais, segurança cibernética, software, equipamentos de automação e infraestrutura.

E temos uma certeza: o futuro do setor industrial está atrelado à automação avançada e robótica, com humanos trabalhando perfeitamente ao lado de várias inteligências artificiais. Estar preparado para esse cenário irá colocar sua empresa à frente da concorrência.

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Técnicas fundamentais no processamento do PET

O polietileno tereftalato, conhecido como PET, destaca-se como um material versátil e amplamente utilizado. Esse plástico possibilita diversas aplicações e aparece em embalagens, garrafas e recipientes termoformados. Portanto, é essencial entender as melhores formas de trabalhar com esse material.

O processamento do polietileno tereftalato, acontece em diversas aplicações. Porém, os principais processos de transformação do PET são: injeção, sopro e extrusão

Nesse sentido, destacam-se: o processo por injeção, por sopro e por extrusão. A princípio, o processo de injeção do PET se classifica em duas aplicações básicas. A primeira está relacionada à fabricação de peças técnicas. A segunda, talvez a mais conhecida, refere-se à produção de preformas para garrafas. 

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No caso das peças técnicas, os cuidados a serem tomados se assemelha aos de qualquer outro material de engenharia. Para um processamento eficiente, o PET precisa ser bem seco.

Processos eficientes para sopro e extrusão de PET

Ao produzir preformas, as indústrias costumam utilizar processos de alta eficiência, pois qualquer perda pode prejudicar os resultados. Assim, o processamento do PET requer uma desumidificação altamente eficiente. Além de moldes bem elaborados e, frequentemente, sistemas de água gelada projetados especificamente para essa aplicação.

Tal como acontece com o processamento do PET por injeção, o processamento por sopro pode ser feito de duas maneiras: a tradicional e a chamada Sopro do PET. A primeira, conhecida como extrusão-sopro, requer a desumidificação do material, que deve atingir níveis baixos e estáveis de umidade residual. 

A segunda opção refere-se ao sopro das preformas, transformando-as em garrafas. É fundamental observar que esse último processo é mais frequente, tornando o sopro do PET amplamente reconhecido dessa maneira.

Enquanto isso, durante o processamento por extrusão, comumente usa-se o PET reciclado, especialmente para a produção de chapas de embalagem. 

Nesse caso, o procedimento correto envolve a cristalização do PET, que geralmente se apresenta na forma de flakes, após passar pelo processo de desumidificação. Isso porque a cristalização permite que o PET atinja as temperaturas necessárias para a secagem, algo que não é viável quando o material está amorfo. Além disso, vale mencionar que as aplicações em monofilamentos e fios seguem a mesma abordagem: cristalizar e desumidificar.

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Moedas de plástico, óculos de realidade mista feito de plástico e polipropileno bio-circular

Plástico reciclado é usado como moeda sustentável na Colômbia

Plástico reciclado é usado como moeda sustentável na Colômbia

O plástico reciclado das praias do Pacífico colombiano agora serve como moeda corrente, impulsionando uma economia que apoia as crianças e contribui para reduzir a poluição em um destino paradisíaco e carente do país.

Na enseada de Bahía Málaga, as crianças trocam tampinhas de plástico por moedas fictícias em um prédio colorido. Assim, permitindo que comprem roupas, materiais escolares, brinquedos, livros ou pipoca para assistirem a filmes.

Sendo assim, cada moeda fictícia equivale a 250 gramas de material reciclado. Para isso, a fundação Plástico Precioso Uramba, uma ONG que lidera iniciativas de limpeza nas praias do Parque Nacional Natural Uramba, doa os itens disponíveis para compra.

De acordo com Sergio Pardo, 36 anos, diretor da ONG, desde 2019, a fundação já retirou aproximadamente 16 toneladas de resíduos da baía de Málaga. Ainda, ele comenta que alguns turistas pagam para participar das jornadas de limpeza. 

No entanto, Pardo revela que as crianças são as mais engajadas nessa iniciativa. Nesse sentido, Juan José López, de 13 anos, conta: “Como há muitas tampas, eu as recolho (…) Depois, quando chego à loja, eu as levo para lá”.

Pardo, por sua vez, separa as tampas de plástico por cor e as tritura em flocos em uma máquina. Depois, ele empilha um punhado dessas folhas finas e as derrete em uma prensa térmica a 190°C. Um equipamento que ele mesmo fabricou a partir de um desenho que encontrou na Internet.

Com isso, ele obtém uma placa de plástico pesada, composta por flocos de cerca de 2.000 tampas. Usando essa placa, ele cria uma mesa colorida e a doa à escola principal como prêmio para as salas que se destacam na reciclagem.

Apple troca alumínio por plástico em novo óculos de realidade mista

Apple vai lançar óculos de realidade mista feito de plástico

Em 2025, a Apple pretende lançar um óculos de realidade mista construído com plástico e com um preço mais acessível. O analista Mark Gurman comentou que os engenheiros da empresa estão trabalhando ativamente para diminuir os custos de produção. 

Nesse sentido, a fim de tornar o novo óculos mais acessível, a Apple planeja substituir o alumínio e o vidro do Vision Pro por uma construção em plástico.

Além disso, a empresa deve eliminar a tela externa que mostra os olhos do usuário, ajudando a reduzir o peso do acessório. Em termos de processamento, a Apple planeja reaproveitar o chipset Apple A18 da linha iPhone 16 e ajustar a quantidade de RAM interna.

Essa fabricação com plástico surge como uma estratégia de vendas, assim comenta a empresa: “O preço proibitivo tem feito o óculos patinar nas vendas em diversos países, inclusive nos Estados Unidos.”

Braskem lança polipropileno bio-circular

Braskem lança polipropileno bio-circular

A Braskem, referência global em resinas termoplásticas, anuncia a chegada do polipropileno (PP) bio-circular ao mercado. Sob a marca Wenew, que engloba diversas soluções sustentáveis da empresa. A Braskem produz o PP bio-circular a partir de óleo de cozinha usado (UCO – used cooking oil) e, assim, assegura sua aptidão para o contato com alimentos.

Com o selo ISCC Plus, o novo polipropileno iguala a qualidade, o desempenho e as propriedades do PP convencional derivado de matérias-primas fósseis.

Projetado pela Braskem para impulsionar a circularidade no setor alimentício, o PP bio-circular marca um avanço significativo no desenvolvimento sustentável. Sua versatilidade permite seu uso em uma variedade de aplicações, desde embalagens de alimentos até filmes flexíveis e outros produtos de consumo.

Nesse sentido, Bill Diebold, diretor comercial de poliolefinas da Braskem nos Estados Unidos, afirma: "Nosso PP bio-circular já é fornecido para diversos clientes que atendem à indústria de restaurantes fast-food. E há possibilidade de alcançarmos também os fornecedores de alimentos para varejo, restaurantes e outras empresas alimentícias, especialmente aquelas que buscam melhorar a circularidade para um novo uso do óleo de cozinha".

Sendo assim, na produção do polipropileno bio-circular com certificação ISCC Plus, a Braskem coleta e reintegra óleo de cozinha usado à cadeia produtiva, utilizando o conceito de balanço de massa. Dessa forma, junto a parceiros da cadeia de valor, a empresa transforma essas matérias-primas bio-circulares em propileno, fortalecendo um ciclo mais sustentável.

Diante disso, Courtney Keller, gerente comercial da Braskem nos Estados Unidos, ressalta: “Esse lançamento marca um momento crucial das indústrias de restaurantes e lanches na busca por sustentabilidade”.

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CNI explica aumento da projeção do PIB em 2024 e fatores contribuintes

O Brasil deverá registrar um crescimento de 3,4% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2024. Conforme aponta o Informe Conjuntural do 3º Trimestre, publicado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A projeção foi revisada, aumentando 1 ponto percentual em relação à previsão anterior. 

CNI explica aumento da projeção do PIB de 2024

Em uma explicação, Mário Sérgio Telles, superintendente de Economia da CNI, discute os motivos que levaram a uma revisão expressiva na previsão de crescimento do PIB para este ano: “A CNI aumentou a previsão do PIB de 2024, principalmente, por causa do desempenho da economia no primeiro semestre, que foi muito positivo, acima das nossas expectativas. Além disso, os fatores que têm contribuído para o crescimento não devem desaparecer até o fim do ano e o segundo semestre vai ter como base de comparação o período mais fraco da atividade em 2023.”

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Sendo assim, as razões para o desempenho econômico, especialmente no que diz respeito à demanda e aos investimentos, incluem o aumento do consumo das famílias, resultado de um mercado de trabalho forte; a elevação da massa salarial e a ampliação da oferta de crédito; além dos gastos públicos. 

Embora a Confederação tenha um projeto de intensidade menor, acredita que esses fatores continuarão a contribuir para a atividade na segunda metade de 2024.

Desempenho do PIB nos últimos anos

Em relação à atividade econômica, o PIB (Produto Interno Bruto) apresentou uma variação positiva nos últimos anos. Em 2021, o crescimento foi de 4,0%, diminuindo para 3,0% em 2022, e em 2023 chegou a 2,9%. Porém, em 2024 há um aumento estimado para 3,4%. O PIB Industrial seguiu uma tendência semelhante, passando de 5,0% em 2021 para 1,5% em 2022. E em 2023 indo para 1,6% em 2023 e com previsão de 3,2% em 2024.

Enquanto isso, a indústria da transformação teve um desempenho mais volátil, com um crescimento de 3,8% em 2021, seguido de uma queda de -0,5% em 2022 e de -1,3% em 2023. 

No entanto, espera-se uma recuperação de 2,8% em 2024. 

Já a indústria extrativa, após uma retração de -1,4% em 2022, cresceu 8,7% em 2023, com uma previsão de 3,1% para 2024. A indústria da construção também apresentou variações. Após um expressivo crescimento de 12,6% em 2021, desacelerou para 6,8% em 2022, com uma queda de -0,5% em 2023 e uma recuperação de 3,7% em 2024.

Os serviços industriais de utilidade pública, por sua vez, obtiveram um salto de 10,5% em 2022, após um modesto crescimento de 1,5% em 2021. No ano passado, chegou a 6,5%, mas espera-se uma queda para 3,0% este ano. 

O consumo das famílias, que aumentou 3,0% em 2021 e 4,1% em 2022, manteve um crescimento de 3,1% em 2023, com uma expectativa de 4,4% para 2024. Já a formação bruta de capital fixo teve uma queda de -3,0% em 2023, mas espera-se que cresça 5,0% em 2024, após variações de 12,9% em 2021 e 1,1% em 2022.

Comportamento e perspectivas da inflação e taxa de juros

No mercado de trabalho, a massa de rendimento real registrou uma queda de -2,4% em 2021, mas se recuperou com um crescimento de 6,9% em 2022, mantendo-se estável em 2023 e projetada para crescer 7,4% em 2024. A taxa de desemprego, que era de 13,2% em 2021, caiu para 9,3% em 2022, caiu para 8,0% em 2023 e tem previsão de 6,9% em 2024.

Por fim, a inflação medida pelo IPCA foi de 10,1% em 2021, mas desacelerou para 5,8% em 2022. Para 2023, a inflação atingiu 4,6%, com uma leve redução esperada para 4,3% em 2024. 

Em relação à taxa de juros, a média anual variou de 4,5% em 2021 para 12,5% em 2022, chegando a 13,3% em 2023 e uma queda para 10,9% prevista para este ano 2024. 

No fim de cada ano, a taxa nominal foi de 9,25% em 2021, subiu para 13,75% em 2022 e caiu para 11,75% em 2023. A previsão deste ano é de 11,25% em 2024.

Contas públicas, taxa de câmbio e setor externo

Nas contas públicas, o resultado primário do setor público consolidado, em bilhões de reais, apresentou déficits consecutivos: -64,7 bilhões em 2021 (-0,7% do PIB), -125,9 bilhões em 2022 (-1,2% do PIB), e as previsões indicam déficits de -249,1 bilhões em 2023 (-2,3% do PIB) e -39,8 bilhões em 2024 (-0,3% do PIB). 

O resultado nominal do setor público consolidado também indicou déficits significativos, com -383,7 bilhões em 2021 (-4,3% do PIB), -460,4 bilhões em 2022 (-4,6% do PIB), -967,4 bilhões em 2023 (-8,9% do PIB), e uma redução projetada para -842,3 bilhões em 2024 (-7,4% do PIB). 

A dívida pública bruta representou 77,3% do PIB em 2021, caindo para 71,7% em 2022, para 74,4% em 2023 e 78,7% em 2024.

A taxa de câmbio nominal média, expressa em reais por dólar, foi de R$ 5,40 em 2021, caindo para R$ 5,17 em 2022, R$ 5,00 em 2023 e perspectiva de R$ 5,30 em 2024.

No setor externo, as exportações passaram de US$ 280,8 bilhões em 2021 para US$ 334,1 bilhões em 2022, com previsões de US$ 339,7 bilhões em 2023 e US$ 343,6 bilhões em 2024. As importações também cresceram, de US$ 219,4 bilhões em 2021 para US$ 272,6 bilhões em 2022, US$ 240,8 bilhões em 2023 e US$ 266,0 bilhões em 2024. O saldo comercial, que foi de US$ 61,4 bilhões em 2021, aumentou para US$ 61,5 bilhões em 2022, US$ 98,9 bilhões em 2023 e com uma estimativa de US$ 77,6 bilhões em 2024.

Atividade na conta corrente e investimentos

O saldo em conta corrente apresentou déficits consecutivos nos últimos anos. Em 2021, o déficit foi de -46,4 bilhões, aumentando para -48,3 bilhões em 2022. Em 2023, aconteceu uma redução no déficit, com o valor projetado em -30,8 bilhões, e em 2024, espera-se uma leve piora, com o saldo em conta corrente projetado para -33,8 bilhões.

Por outro lado, o investimento direto no país teve um comportamento positivo, mostrando crescimento significativo. Em 2021, o valor foi de 46,4 bilhões, saltando para 74,6 bilhões em 2022. Em 2023, 64,2 bilhões. Assim, a tendência de crescimento deve ser retomada em 2024, com uma projeção de 72,0 bilhões.

Essas duas métricas ilustram um cenário de equilíbrio entre os déficits correntes e o aumento do investimento direto. O que pode indicar um interesse crescente no país por investidores estrangeiros, compensando parcialmente o impacto dos déficits em conta corrente.

Crescimento no emprego e rendimento dos trabalhadores

A taxa de desemprego, que atualmente se encontra em 6,9% segundo o IBGE, deve manter-se nesse nível até o fim do ano, de acordo com o Informe. Enquanto isso, a massa de rendimentos dos trabalhadores deve crescer 7,4%.

A CNI revisou sua estimativa de crescimento do PIB da indústria, passando de 2,3% para 3,2%. O Informe indica que a indústria de transformação deve ter um crescimento de 2,8% em 2024, superando a queda de 1,3% registrada no ano passado. Essa recuperação é impulsionada, em grande parte, pela crescente demanda por bens industriais.

De acordo com as projeções, a indústria da construção deve crescer 3,7%, ficando acima do crescimento do PIB. A CNI atribui essa perspectiva otimista ao aumento da demanda e aos lançamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Enquanto isso, a indústria extrativa deve registrar um crescimento de 3,1%. Já o segmento que abrange eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos deve apresentar um aumento de 3%.

Assim como no primeiro semestre, o setor de serviços tende a manter uma forte atividade no segundo semestre. De acordo com a CNI, o crescimento esperado para 2024 é de 3,5%. Dessa forma, torna-se o mais expressivo entre os setores econômicos.

Sendo assim, a CNI prevê uma redução de 3% no PIB da Agropecuária em 2024 em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento significativo da produção animal no primeiro semestre de 2024, essa alta não mostra-se suficiente para contrabalançar a queda na produção vegetal, que foi impactada por adversidades climáticas associadas ao fenômeno El Niño, especialmente após um desempenho muito positivo em 2023.

Aumento da Selic e seus efeitos no crédito e investimentos em 2025

Perante as estimativas da CNI, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central realizará mais dois aumentos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. Com a Selic atualmente em 10,75% ao ano, a taxa básica de juros deve atingir 11,25% ao final do ano.

Tendo isso em vista, Mário Sérgio Telles avalia que os impactos do aumento da Selic devem ser sentidos de maneira efetiva a partir do próximo ano.

Assim, ele analisa: “O crédito é um fator muito importante de crescimento esse ano. Infelizmente, teve início um novo ciclo de aumento da Selic, mas como esse aumento começou recentemente, não deve ser sentido totalmente em 2024. A elevação da Selic deve impactar negativamente o crédito, o consumo e o crescimento econômico em 2025. É o ponto de maior preocupação da CNI com relação ao cenário econômico”

Mesmo diante de uma política monetária mais restritiva, a CNI antecipa um crescimento de 7,3% nas concessões totais de crédito neste ano. Os investimentos, por sua vez, devem crescer 5%, de acordo com a previsão da entidade.

Assim, ele projeta: “É um sinal de que a capacidade de produção da economia brasileira está aumentando e isso pode sustentar um ritmo de crescimento em torno de 3% nos próximos anos”.

Análise da CNI dos gastos públicos e suas implicações para a economia brasileira

Para a CNI, a expansão dos gastos públicos deverá seguir no segundo trimestre, mas a um ritmo mais desacelerado do que o observado nos primeiros meses do ano. 

Essa dinâmica, por um lado, reduzirá a contribuição para o crescimento da demanda, mas, por outro lado, proporcionará perspectivas mais favoráveis para o ajuste das contas públicas e diminuirá a pressão inflacionária.

A entidade estima que o governo federal enfrentará um déficit primário de R$ 51,1 bilhões, o que representa 0,44% do PIB.

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Reciclagem no Brasil recua após 5 anos

Em 2023, a reciclagem de plásticos no Brasil sofreu sua primeira retração desde 2018, após cinco anos de progresso contínuo. No ano passado, o índice de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo foi de 20,6%. Sendo a alta do preço do plástico reciclado e os desafios na produção os principais responsáveis pela queda em comparação com o ano anterior.

Reciclagem no Brasil recua após 5 anos

O estudo ‘Monitoramento dos índices de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo no Brasil’, encomendado pelo PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia de Plástico) à MaxiQuim, forneceu os dados.

Leia mais:

Enquanto isso, a recuperação mecânica do plástico, incluindo as perdas que ocorrem durante a reciclagem, alcançou 24,5% em 2023.

Conforme o levantamento, a produção de plástico reciclado pós-consumo alcançou 939 mil toneladas em 2023. Assim, representando uma diminuição de 15,7% em comparação a 2022. Desde 2018, o volume total cresceu 46%, mas o faturamento por tonelada caiu 36,7%, atingindo R$ 2.998.

Diante disso, o diretor de química sustentável e reciclagem da MaxiQuim, Maurício Jaroski, comenta:“Foi um ano difícil para os materiais reciclados, uma vez que passamos por um ciclo de mercado em que as matérias-primas petroquímicas estão muito competitivas. Isso faz com que os insumos virgens atraiam mais as empresas de transformação”. 

Nesse sentido, o especialista explica que o cálculo do índice de reciclagem considera a produção de plástico reciclado mecanicamente como numerador e a geração de resíduos plásticos como denominador. Sendo que ambos influenciaram a queda no índice.

Desafios e perspectivas da reciclagem de plástico no Brasil 

Ainda, o levantamento aponta que a produção de plástico reciclado caiu em todo o Brasil. Porém, com destaque para a região Sul, que registrou uma redução de 20,8%, seguida pelo Sudeste, com queda de 13,3%, e o Norte, com retração de 17,8% em comparação aos números de 2022.

No ano de 2023, a reciclagem utilizou 1,4 milhão de toneladas de resíduos plásticos, das quais 984 mil toneladas vieram de embalagens. Do total reciclado, 47% referem-se a embalagens rígidas e 21% a embalagens flexíveis.

Entre os plásticos reciclados, 30% chegaram às recicladoras através de sucateiros, 19% pelos beneficiadores. Já 13% pelas empresas de gestão de resíduos e 11% pelas cooperativas.

Além disso, observa-se a maturação desse mercado desde o levantamento de 2022. Jaroski afirma que a consolidação e a crescente profissionalização da reciclagem mecânica de plástico. As evidências dessa maturidade, tornaram o setor mais suscetível à instabilidade dos ciclos econômicos e industriais.

Sob esse aspecto, Jaroski pontua: “Estamos num caminho ascendente e o Brasil tem muito para crescer. 2023 pode ter sido um ano de rentabilidade baixa, mas desde 2018 o mercado cresceu”.

Resinas recicladas impactam a indústria

Segundo sua análise, o estabelecimento de um mercado de resina reciclada, aliado à criação de cotas de uso de plástico reciclado, à diminuição dos custos do plástico pós-consumo e à aplicação em produtos com maior valor agregado, ajudaria reverter a tendência de queda no índice de reciclagem mecânica de plásticos.

Desde 2018, a produção de resina pós-consumo aumentou em 23,9%. Das mais de 939 mil toneladas de resinas recicladas no último ano, 41% foram compostas por PET. Enquanto 21% eram de polietileno de alta densidade, 17% de polipropileno e 14% de polietileno de baixa densidade.

Assim, as resinas recicladas se transformaram em produtos para setores variados, como alimentos e bebidas (16%), construção civil e infraestrutura (13%), higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica (12%), utilidades domésticas (8%) e automotiva (7%), entre outros.

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Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Centro de Pesquisa em Economia Circular da USP (Universidade de São Paulo) revelou que, em 2023, 85% das indústrias brasileiras adotam pelo menos uma prática de economia circular. Esse sistema redesenha o modo de produção para viabilizar um fluxo circular de recursos, minimizar resíduos e promover o desenvolvimento sustentável.

Aumenta a proporção de indústrias que investem em sustentabilidade

Diante disso, Ricardo Alban, presidente da CNI, destaca: “A transição para a economia circular não é apenas uma aspiração, mas uma realidade em constante evolução na indústria, que tem demonstrado um compromisso crescente com a adoção de práticas circulares”. 

Leia mais:

Sendo assim, durante o período de 17 de maio a 30 de julho de 2024, 253 indústrias de transformação e construção foram entrevistadas. Entre elas, 68% dos empresários reconheceram que a implementação de práticas circulares reduz as emissões de gases de efeito estufa. Assim, colaborando diretamente com o enfrentamento das mudanças climáticas.

De acordo com os dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), desenvolvido pelo Observatório do Clima, o setor de resíduos foi responsável por 91,3 milhões de toneladas de CO₂ emitidas no Brasil em 2022. Com isso, representa 4% do total das emissões.

Nesse sentido, Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI, considera essas iniciativas essenciais para promover a transição para uma economia de baixo carbono. 

Dessa forma, ele avalia: É menos emissão de gases de efeito estufa, menor extração de novos recursos, melhor uso de energia. Então, as empresas reduzem a pegada de carbono da atividade industrial e evitam agravar outras questões, como a redução da vida útil dos aterros".

Principais ações sustentáveis do setor

Em relação ao compromisso da indústria com a economia circular, a pesquisa identificou as práticas mais progressistas, com as empresas revelando as ações que vêm adotando.

Veja as principais práticas sustentáveis:

Ainda, o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, comenta: “A indústria é um ator-chave na transição para uma economia circular e pode contribuir ainda mais. Temos promovido uma gestão mais eficiente dos recursos e a valorização dos produtos desde a criação até o fim do ciclo de vida”.

Assim, a CNI e a FIESP abriram uma chamada pública para identificar boas práticas de economia circular na indústria. Dessa forma, estão aptas a participar empresas da América Latina e Caribe, a apresentação das selecionadas vai acontecer no Fórum Mundial de Economia Circular (WCEF2025). O maior evento global sobre o tema, que ocorrerá pela primeira vez na América Latina, nos dias 13 e 14 de maio de 2025, em São Paulo. O prazo para inscrição é até 31 de outubro.

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