Emprego na indústria sobe 75% e jovens conduzem crescimento
Nos primeiros nove meses de 2024, o setor industrial brasileiro tem apresentado um avanço significativo na criação de empregos. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o número de postos de trabalho aumentou 75% entre janeiro e setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023.
A indústria criou 405.493 vagas, um salto expressivo em relação às 230.943 registradas no ano anterior. Sendo que, mais de 57% dessas vagas foram preenchidas por jovens de 18 a 24 anos, Estes números indicam não apenas crescimento do setor, mas também como ele cria oportunidades para novas gerações.
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Com o aumento da participação dos jovens, a indústria consegue manter-se modernizada ao passo que também acompanha as mudanças tecnológicas. Tendo em vista, também, que mais jovens conseguem obter conhecimentos e habilidades, para auxiliar na modernização do setor.
Dentre as regiões com maior destaque de vagas, está o Nordeste que se manteve no topo por dois meses consecutivos. Ainda, destacou-se também as indústrias de alimentos, borracha e plástico, e veículos automotores.
Diante disso, nota-se a diversificação de oportunidades, atendendo a diferentes perfis e qualificações profissionais. Bem como fortalecer a empregabilidade no segmento industrial.
Incentivos e Investimentos Impulsionam a Criação de Empregos
Além disso, o crescimento do emprego industrial tem recebido um impulso significativo através de incentivos governamentais. Programas como o Mover, que promove o setor automotivo, e o Brasil Semicon, voltado para semicondutores e eletroeletrônicos, têm sido fundamentais para a retomada e modernização de diversos segmentos.
A NIB (Nova Indústria Brasil), lançada no início deste ano, disponibilizou R$ 405 bilhões em créditos e subvenções por meio do BNDES, Finep, Caixa e outros bancos de fomento. Isso porque o projeto visa inovação, sustentabilidade e produtividade.
Esses programas têm gerado confiança entre empresários, que anunciaram planos de investimentos robustos para os próximos anos. Entre os setores com maior volume de investimentos previstos estão a construção, com R$ 1,06 trilhão, o setor automotivo, com R$ 130 bilhões, e o de alimentos, com R$ 120 bilhões.
Esses montantes indicam um cenário otimista para a indústria brasileira e prometem gerar ainda mais empregos. Assim, impulsionando a economia e fortalecendo a indústria nacional.
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Cor de produtos plásticos pode melhorar a reciclagem
A cor de produtos plásticos, especialmente os usados em eletrônicos, tem impacto direto na sua reciclagem. Isso porque, a coloração dos materiais, como plástico preto, em particular, apresenta grandes desafios na triagem. Assim, diminuindo o seu valor comercial e dificultando sua reciclagem. No entanto, a adoção de novas cores e tecnologias surge como uma opção para otimizar o processo e reduzir o desperdício.
De acordo com a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), apenas 25,6% dos resíduos plásticos são reciclados no Brasil. Esta baixa se refere, em grande parte, aos polímeros usados em eletrônicos, que constituem uma grande parte do lixo tecnológico gerado no país.
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Isso acontece devido a dificuldade de reciclar o material na coloração preta, já que ele representa cerca de 60% de material usado nesses aparelhos.
Os desafios relacionados à cor no processo de reciclagem
Usado amplamente em dispositivos eletrônicos portáteis, polímeros representam até 35% dos materiais desses aparelhos. Porém, segundo dados da Abiplast, o plástico preto aparece em 60% das produções.
Sendo assim, devido à adição de corantes e outros componentes durante a produção, os detectores de infravermelho — tecnologia amplamente utilizada nas centrais de reciclagem para identificar materiais — têm dificuldade em reconhecer o plástico preto,. Desse modo, resultando em uma alta taxa de rejeição.
De acordo com estimativas da indústria, até 80% das 230 mil toneladas de plásticos de aparelhos eletrônicos que entram no sistema de logística reversa seguem para destinos incorretos.
Assim, esse desafio também afeta o valor comercial do plástico reciclado. Afinal, com o excesso de oferta de plástico preto no mercado, o valor desse material torna-se significativamente menor.
Nesse sentido, Robson Esteves, presidente da Abree (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), explica que o excesso do material reciclado disponível reduz o preço. COm isso, tornando sua reciclagem menos atraente para empresas do setor
Mudança de cor como solução para aumentar o valor de mercado
Diante disso, uma das soluções mais discutidas para mitigar o impacto do plástico preto é a alteração das cores dos produtos e embalagens.
A indústria de eletrônicos e outros setores que utilizam grandes quantidades de plástico preto estão começando a explorar o uso de cores neutras ou mais claras. Assim, a identificação na triagem acontece mais facilmente, o que resultará no aumento das taxas de reciclagem.
Além disso, a mudança de cor pode aumentar o valor comercial do material reciclado, incentivando ainda mais a economia circular. Com a demanda crescente por produtos sustentáveis, o plástico reciclado de alta qualidade tem potencial para se tornar um ativo valioso no mercado. Assim, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a economia.
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Projeto doa 1,5 tonelada de plástico, tapete sustentável e livro feito de plástico
Aleam realiza campanha e dos 1,5 tonelada de plástico
A Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas) promoveu a quarta edição da campanha “Lixo Zero”, doando 1,5 tonelada de resíduos plásticos, como tampinhas de garrafa. A iniciativa contou com a coleta feita pelos servidores, e com destino para o Gamma (Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas).
Assim, a entrega ocorreu no auditório João Bosco da Escola do Legislativo Senador José Lindoso. Bem como, contou com a participação de alunos das escolas estaduais Zulmira Bittencourt e Professora Myrthes Marques Trigueiro, situadas nos bairros São Jorge e Coroado.
Nesse sentido, o idealizador do projeto, deputado estadual Roberto Cidade, destaca a importância da atividade. “Temos a consciência que é necessário implementar políticas públicas sobre o descarte correto do lixo produzido pela população. Por isso, ações como a ‘Semana do Lixo Zero’ são imprescindíveis para que todos entendam a questão ambiental”.
Ao longo do evento, a Assembleia Legislativa distribuiu 30 certificados para os setores que mais contribuíram com a campanha “Tampinha Legal”. A ação acontece pela Comissão de Saúde, sob a presidência da deputada Dra. Mayara Pinheiro Reis.
Em relação a edição deste ano, a diretora de Assistência Social da Aleam, Karla Estald, explica:. “Este ano, certificamos os setores da Casa que se engajaram e aderiram à campanha de forma ativa. Temos quase 30 setores que, anualmente, se dedicam a recolher tampinhas, garrafas e outros materiais recicláveis, com grande empenho. Hoje, os homenageamos, o que é mais do que justo.”
Cerca de 400 necessaires, feitas de material reciclado, foram distribuídas como parte das atividades. Assim como, o reaproveitamento dos materiais de eventos, como banners e outros itens descartados, para confeccioná-las.
O evento contou ainda com uma exposição de banners no hall do Poder Legislativo, que educavam sobre o tempo de decomposição de materiais como plástico, papel e madeira.
Tapete na caixa feito de material reciclado
Na linha de produtos sustentáveis e personalizáveis, o Tapete na Caixa da Tapetah Casa destaca-se ao unir design moderno, interatividade e compromisso ambiental. Essa peça decorativa, feita 100% de plástico reciclado, utiliza em média 40 garrafas PET por metro quadrado.
Desse modo, torna-se uma opção sustentável para quem deseja aliar estilo e ecologia. O produto é entregue em uma caixa, e o cliente monta as peças de forma interativa. Com placas de 50 x 50 cm, pensadas para facilitar o encaixe, conectam-se com abotoaduras que podem ser personalizadas para cada pedido.
Isso transforma o processo de montagem em uma experiência lúdica, lembrando um jogo de tabuleiro criativo. A Tapetah Casa, além da estética, oferece uma vasta seleção de cores e padrões, permitindo que o cliente renove seu espaço.
Isso porque, combina design versátil, responsabilidade ambiental e uma experiência de montagem inovadora. Assim, o Tapete na Caixa se mostra como uma solução de decoração para quem valoriza estilo e sustentabilidade.
Poesia reciclada: o livro feito de plástico
O novo livro de poesia de Pedro Tancini, Poemas de Plástico, marca um avanço na literatura ao ser a primeira obra no mundo produzida totalmente com plástico reciclado e reciclável.
Para isso, a impressão acontece em páginas de papel sintético que imitam as propriedades do papel de celulose. No entanto, as paǵinas vêm de tampinhas de garrafas PET coletadas por catadores.
Além disso, Tancini personaliza a capa de cada exemplar, aplicando pedaços de plástico que ele mesmo recolheu nas praias de São Paulo. Assim, adicionando um toque único e sustentável à obra.
O projeto reflete sobre a dualidade do plástico na sociedade moderna: é feito para ser descartável, mas pode permanecer intacto por mais de quatrocentos anos na natureza.
Essa contradição une os poemas, desde os que denunciam a fragilidade e a efemeridade de valores como o amor em um mundo consumista. Bem como explora a esperança por um futuro que evite o fim que o planeta parece enfrentar.
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Sucesso da estratégia de qualidade regulatória tem o apoio da indústria - Artigo por Léo de Castro
Artigo por Léo de Castro vice-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria)
O recente lançamento da Estratégia “Regula Melhor”, faz parte do PRO-REG (Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação). O programa tem amplo reconhecimento no pelo setor produtivo. Afinal, se mostra como um passo fundamental para a competitividade da indústria brasileira.
Os investimentos necessários para a neoindustrialização dependem de um processo regulatório mais transparente e previsível. Para que garanta a segurança jurídica necessária para investimentos com retornos de longo prazo.
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Não se questiona a importância da regulação para o funcionamento adequado da economia. No entanto, a regulação feita de forma inadequada tende a criar barreiras desnecessárias ao empreendimento. Tais como desencorajar a inovação e limitar o crescimento econômico.
Para o processo ser mais eficiente, necessita-se da racionalização dos custos causados pela regulação. Isso porque, estes custos englobam todas as despesas de uma empresa para que estejam em conformidade com os regulamentos aos quais está submetida.
Como, por exemplo, a obtenção de licenças, treinamento de pessoal e adequação do processo produtivo.
Em um estudo recente, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que o setor industrial gastou, em 2023, R$ 243,7 bilhões para estar em conformidade com as regulações vigentes. Sabemos, pela estimativa do MBC (Movimento Brasil Competitivo), que a parcela do Custo Brasil relacionada à regulação é R$ 65,7 bilhões maior que a média dos países da OCDE.
Isso significa que temos o potencial de reduzir em 27% os gastos da indústria para estar em conformidade com a regulação. Assim, sem nos distanciarmos dos melhores padrões regulatórios do mundo.
A racionalização desses custos está diretamente relacionada à adoção de boas práticas regulatórias. Sendo assim, por meio delas torna-se possível garantir que a regulação solucione problemas reais da sociedade. Bem como que os benefícios da intervenção sejam superiores aos custos por ela impostos, com ganho líquido de bem-estar para os brasileiros.
A participação da sociedade e a confiança no processo regulatório da indústria
Nesse sentido, para que isso ocorra, a sociedade precisa saber com antecedência quais temas serão regulados ou terão sua regulação alterada. Para, desse modo, entender as questões envolvidas e se preparar para participar ativamente desse processo. Da mesma forma, é imprescindível garantir a existência de canais institucionais para participação da sociedade e dos setores regulados no processo regulatório.
O mundo tem desenvolvido novas estratégias de regulação, a fim de acomodar a rápida evolução tecnológica e não representar barreiras à inovação, mantendo a proteção aos consumidores e à sociedade. Essas ferramentas, como o sandbox regulatório, dependem de uma relação positiva de confiança entre os reguladores e os regulados.
Enquanto isso, o regulado precisa ter confiança no regulador para apresentar suas ideias inovadoras e desafios enfrentados. Também deve haver confiança para compartilhamento constante de informações, que permita ao regulador construir regulamentos mais flexíveis, porém com maior supervisão.
Por sua vez, o regulador precisa confiar na integridade das informações compartilhadas. Sem desvios por parte do regulado que possam comprometer as conclusões sobre o sucesso ou fracasso de uma estratégia regulatória.
Esse clima de confiança ainda precisa ser fortalecido em muitas instâncias e construído em outras, de ambos os lados. Pois pode ocorrer a partir do estreitamento do relacionamento com a implementação de escuta ativa e abertura de diálogo em um processo regulatório tradicional.
Nova estratégia para a qualidade regulatória no Brasil
A Estratégia “Regula Melhor” foi desenhada de modo a disseminar as boas práticas regulatórias que conduzem a uma racionalização dos custos regulatórios, ao aprimoramento da participação social e a resultados melhores da regulação para a sociedade brasileira.
No entanto, o Brasil já viveu experiências de promoção da qualidade regulatória que careceram da escala, dos recursos e do apoio político necessários para transformar de fato o ambiente regulatório brasileiro. E assim torná-lo favorável aos negócios.
O setor produtivo espera que a Estratégia “Regula Melhor” disponha dos recursos humanos, orçamentários e políticos necessários para sua implementação efetiva. A indústria é parceira e está preparada para apoiar essa importante agenda de forma qualificada e efetiva.
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94% dos brasileiros buscam consumo sustentável
Um levantamento de 2024 da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) indica que 94% dos brasileiros estão se tornando consumidores mais conscientes. Enquanto 58% consideram importantes os selos e certificações socioambientais. Destacando assim a busca pelo consumo sustentável.
A pesquisa, que ouviu mais de mil consumidores em todo o país, revela que a maioria dos entrevistados associa o consumo responsável a questões ambientais. Entre elas, destaca-se a redução da poluição (61%) e o uso responsável de recursos naturais (58%).
Além disso, esse panorama serve de alerta para as empresas, que precisam assegurar uma comunicação clara sobre suas práticas. Sobretudo no que diz respeito às iniciativas de ESG – Ambiental, Social e Governança.
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Considerando a crescente tendência de consumo consciente, o advogado Emanuel Pessoa, especialista em Governança Corporativa, destaca a relevância da implementação de práticas ESG nas empresas.
Entretanto, ele ressalta que o assunto demanda uma perspectiva mais ampla, principalmente no que diz respeito às maneiras de sua aplicação.
Assim, Pessoa observa: “Embora a conscientização sobre ESG tenha crescido no mundo dos negócios. Mas, sua implementação ainda enfrenta dificuldades, especialmente em empresas de pequeno e médio porte no Brasil”.
Um estudo da Future of Jobs indica que as oportunidades relacionadas à sustentabilidade deverão crescer 33% até 2027, gerando aproximadamente 1 milhão de novos empregos. Contudo, a formação profissional ainda não acompanha esse aumento, o que torna mais difícil alcançar as metas climáticas.
Pessoa destaca que muitos indivíduos afirmam ter as competências necessárias, mas carecem da experiência ou do conhecimento técnico, o que pode comprometer a eficácia das iniciativas sustentáveis.
Dessa forma, ele sinaliza: “Aqueles que realmente precisam lidar com o tema, seja para atrair consumidores, captar investimentos, valorizar sua empresa ou contribuir para a sociedade e o meio ambiente, percebem a presença de muitos ‘experts do momento’”.
Estratégias para superar desafios na implementação de ESG
Além disso, a maneira como os líderes percebem a compreensão e o engajamento da organização com a cultura ESG se mostra como outro aspecto crucial para sua implementação.
Nesse sentido, o advogado comenta sobre o desafio de padronizar os critérios e as terminologias relacionadas ao ESG. Isso porque a variação dificulta a diferenciação entre autopromoção corporativa e os dados relevantes e autênticos de compromisso com as práticas.
Sob esse contexto, torna-se ainda mais relevante monitorar a maneira como as empresas projetam uma imagem ecológica que carece de substância real.
Para o advogado, um dos pontos críticos, especialmente no Brasil, devido à sua posição no debate ambiental global, é o greenwashing.
Assim, ele explica: “Um dos pontos mais sensíveis, em particular quanto ao Brasil, pelo papel que o país desempenha globalmente no tópico de Meio Ambiente, é o greenwashing, prática que consiste em propagar notícias a respeito da adoção ou aplicação de práticas sustentáveis que são mentirosas ou deturpadas, criando uma falsa impressão de atuação ambiental”.
Ainda, Pessoa reforça que a tendência é de que o investimento em práticas ESG efetivas cresça, impulsionado pela pressão cada vez maior do mercado e dos stakeholders. Afinal: “O mercado consumidor está cada vez mais exigente e competitivo, e essa diferença pode ser crucial entre uma empresa que prospera e outra que enfrenta dificuldades”, conclui.
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Indústria de transformação brasileira avança no ranking mundial de crescimento
Um estudo do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), divulgado com pelo Estadão/Broadcast, mostra que a indústria de transformação brasileira recuperou posição no ranking mundial de crescimento da produção.
No segundo trimestre de 2024, a produção industrial da transformação no Brasil registrou um crescimento de 2,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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Esse desempenho levou o país à 40ª posição em um ranking global de 116 países. A informação foi divulgada pela Unido (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial). No ano anterior, o Brasil ocupava a 70ª posição, o que representa um avanço de 30 posições.
Diante disso, Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi, explica que parte do dinamismo observado na indústria de transformação em 2024 é resultado do impacto tardio da política monetária. Afinal, reduziu a taxa Selic, facilitando o crédito para bens duráveis.
Já o ciclo de queda da Selic começou em agosto de 2023, passando de 13,75% para 13,25%, e terminou em maio deste ano, quando chegou a 10,50%. Porém, isso aconteceu antes de subir para 10,75% em setembro, já fora do período do estudo.
Nesse sentido, Cagnin pontua: “É justamente essa indústria de bens duráveis que vem puxando o dinamismo industrial brasileiro neste ano. Tem também outros fatores: ganho de melhores empregos no Brasil, ganho de rendimento real por causa disso, uma acomodação no processo inflacionário. Assim como programas públicos importantes como reajuste do salário mínimo e ampliação do Bolsa Família, e os fatores pontuais também como pagamento de precatórios antecipados que favorecem porque injetam condições de demanda na economia. E teve sinalizações de políticas mais estruturantes, como um retorno de financiamentos de longo prazo para investimentos do BNDES, e outras pontuais, como o programa de redução de impostos para veículos”.
Brasil se destaca na produção industrial em relação a outros países latinos
Conforme apontado pelo Iedi, no segundo trimestre, o Brasil superou outros países latino-americanos "de destaque" no ranking de produção industrial. Entres eles:
Chile: -0,6%, na 71ª posição;
México: -1%, em 75º;
Colômbia: -3%, em 95º) e
Argentina:--17,1%, em 115º.
O único país com um desempenho pior que o da Argentina foi a Palestina, que sofreu uma queda de 28,5% devido aos conflitos com Israel.
Fatores que impulsionam a indústria de transformação
Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do IIbre/FGV )nstituto Brasileiro de Economia da FGV), prevê que a indústria de transformação terá um impacto positivo no crescimento do PIB brasileiro em 2024.
Nos 12 meses até agosto, o PIB registrou um avanço de 2,8%, impulsionado por um crescimento acumulado de 1,9% da indústria de transformação, de acordo com o Monitor do PIB da FGV.
Sob essa ótica, Considera analisa: “Está havendo essa demanda por bens industriais, um consumo de bens duráveis, graças à redução da taxa de juros. Há um aumento de renda, através de transferências do governo e da ampliação do emprego. O consumidor tem mais possibilidade de tomar crédito para a compra desses bens duráveis. O consumo de bens não duráveis se mantém. Teve exportação recente de veículos para a Argentina, alguns produtos industriais estão sendo mais exportados. Então a indústria está reagindo bem, fez investimentos na importação de máquinas e equipamentos. Tem um conjunto de fatores que estão favorecendo a indústria”.
De acordo com o levantamento do Iedi, a expansão da indústria de transformação no Brasil foi equivalente à média mundial em diferentes análises.
Entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo trimestre de 2023, a produção no Brasil avançou 2,9%, comparada a um crescimento de 2,5% no total mundial. Com ajuste sazonal, a indústria de transformação brasileira cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2024 em relação ao primeiro. Enquanto isso, a média global aumentou 1% no mesmo intervalo.
Análise do crescimento da indústria de transformação brasileira em 2024
A indústria de transformação no Brasil teve um aumento de 2,3% no acumulado do primeiro semestre de 2024 em relação ao ano anterior, superando a média global, que foi de 2,0%.
Segundo Rafael Cagnin, o crescimento da indústria de transformação tende a estimular uma dinâmica interna benéfica entre diferentes setores. No entanto, o recente ciclo de elevação da taxa básica de juros, iniciado em setembro pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, acende um alerta.
Simultaneamente, a imposição de barreiras comerciais pelos Estados Unidos e Europa ao comércio com a China pode aumentar a concorrência entre produtos brasileiros e os manufaturados chineses, acrescenta.
Sendo assim, Cagnin avalia: “Atualmente, é um sinal amarelo. O ano de 2024 será positivo”.
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Indústria precisará de 2,2 milhões de novos trabalhadores até 2027
Para retomar um crescimento sustentável, o setor produtivo deve contratar 2,2 milhões de novos trabalhadores até 2027, segundo projeção do Observatório Nacional da Indústria, da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Esta informação foi divulgada juntamente com o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027.
O levantamento também indica que será necessário requalificar 11,8 milhões de profissionais já inseridos na indústria. Assim, resultando em um total de 14 milhões de trabalhadores que precisam ser qualificados nos próximos anos.
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Perante esse cenário, Gustavo Leal, diretor-geral do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), analisa: "Com o avanço das tecnologias, é essencial que as habilidades dos trabalhadores evoluam junto com essas mudanças. Isso não só representa oportunidades de emprego, como também impulsiona a produtividade e o desempenho da indústria".
De acordo com o diretor do Senai, a pesquisa destaca a importância de aprimorar os cursos de qualificação voltados para o mercado de trabalho na indústria. Ele também enfatiza que, à medida que a tecnologia avança nos processos de fabricação e entrega, os profissionais precisam se adaptar constantemente às mudanças nos serviços.
Setores em crescimento e a necessidade de capacitação
Em relação às demandas de profissionais por setor, a maior vem do setor industrial, que necessita de 7,4 milhões (53%) de trabalhadores. Na sequência, os serviços requerem 5,9 milhões (42%) de profissionais com maior formação nos próximos anos.
A agropecuária segue com uma exigência de 411 mil (3%), enquanto a administração pública precisa de 276 mil (2%). A região Sudeste se mostra como a que mais demanda qualificação, respondendo por 51% de todos os cargos disponíveis no país.
No total a indústria soma mais de 2 milhões de novos trabalhadores para os próximos anos, cerca de 23% estão destinados ao segmento de logística e transporte. Pois se destaca como o líder em demanda por mão-de-obra. Até 2026, estima-se a contratação de 474,6 mil novos profissionais nessa área.
Nesse sentido, outros segmentos também devem registrar um aumento na necessidade de mão-de-obra nos próximos anos, especialmente o setor de construção. Afinal, segundo o Mapa Industrial, requer 364 mil novos profissionais em áreas como operação de máquinas, ajudante de obras e estruturas de alvenaria e fundações.
Em seguida, os setores de manutenção e reparação necessitam de 179,4 mil profissionais, enquanto a operação industrial e metalmecânica demandam 181 mil e 175,4 mil, respectivamente.
Sustentabilidade e desenvolvimento
A indústria brasileira apresenta um crescimento constante. De acordo com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor cresceu 3% nos últimos 12 meses até agosto.
Comparando com o patamar pré-pandêmico de fevereiro de 2020, a produção mostra uma alta de 1,5%. Contudo, a indústria ainda precisa avançar para igualar o recorde histórico registrado em maio de 2011, período em que houve uma redução acumulada de 15,4%.
Sendo assim, buscando manter o atual crescimento e atingir novos recordes, o setor reconhece a importância de investir em sustentabilidade e no desenvolvimento do capital humano. O Mapa indica que aproximadamente 11,8 milhões de trabalhadores necessitarão de capacitação e aprimoramento para atualizar as habilidades em funções que já exercem. Mas que, atualmente, requerem um conhecimento tecnológico mais avançado.
Sob este ponto de vista, as competências se classificam em três dimensões, de acordo com as habilidades técnicas de cada trabalhador. Anaely Machado, especialista em mercado de trabalho do Observatório, aponta que o país enfrenta um gargalo educacional na qualificação de profissionais. Portanto, precisa ser abordado através de investimentos na formação desses indivíduos.
Assim, Machado comenta: "Se os empregadores estão apontando que existe um gargalo, uma falta de mão de obra qualificada, nós precisamos orientar o investimento".
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Conheça alguns projetos de lei sobre plásticos e reciclagem
Projetos de lei sobre plásticos e benefícios fiscais à indústria da reciclagem estão sendo discutidos no Congresso. Em junho deste ano, o Governo Federal apresentou a Estratégia Nacional da Economia Circular. Sendo a próxima etapa voltada para a definição de metas, padrões e indicadores para sua execução.
Entre os decretos recentes, é o 11.413. Publicado no ano de 2023, ele criou os certificados de crédito de reciclagem de logística reversa.
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No entanto, enquanto se analisa uma ferramenta para certificar a emissão desses créditos, o Governo ainda não lançou o decreto esperado. Este documento organizaria a logística reversa de embalagens plásticas. E foi submetido à consulta pública em 2022.
Nesse sentido, a discussão da Reforma Tributária no Legislativo, por sua vez, coloca em pauta a defesa da agenda de reciclagem. Um dos aspectos dessa discussão está na inclusão do plástico de uso único na lista de impostos seletivos. Além disso, as solicitações de isenções fiscais por parte da indústria de reciclagem.
Enquanto isso, a exemplo dos projetos relacionados à agenda sustentável, indica-se o PL 612, de 2007, que torna obrigatório o uso de sacolas plásticas biodegradáveis no comércio. Além disso, aproximadamente 70 outros projetos foram anexados a essa proposta.
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Walter Wang: o investimento que transformou uma indústria de tubos plásticos
Em um anúncio recente, o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden apresentou uma nova regulamentação da EPA (Agência de Proteção Ambiental) que exigirá a troca de quase todos os canos de chumbo nos Estados Unidos dentro de uma década, como parte de um esforço para melhorar a qualidade da água potável. A JM Eagle, com sede em Los Angeles, pode se destacar nesse cenário, pois é uma das principais fabricantes de canos plásticos do mundo. Walter Wang, de 59 anos, CEO e proprietário da JM Eagle, foi incluído este ano na lista Forbes 400 dos americanos mais ricos, ocupando a 374ª posição, com um patrimônio líquido estimado em US$ 3,6 bilhões (R$ 20,48 bilhões).
Sua fortuna, principalmente proveniente de sua participação na JM Eagle, tem uma receita de aproximadamente US$ 2,3 bilhões (R$ 13,09 bilhões) e emprega 2 mil pessoas em três países.
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A Forbes estima conservadoramente que o valor de mercado da companhia seja em torno de US$ 2,8 bilhões (R$ 15,93 bilhões). Além disso, Wang possui uma participação majoritária na PTM, uma fabricante de canos plásticos localizada no México.
Os produtos da JM Eagle desempenham um papel fundamental no transporte de água, gás e eletricidade por várias regiões e cidades. Isso porque são empregados em lugares como o Parque Nacional Joshua Tree, na Califórnia; Disneyland; a reserva indígena Fort Peck, no nordeste de Montana. Bem como na gigafábrica da Tesla em Austin, Texas; e o Parque Nacional do Grand Canyon.
O começo da trajetória
Após concluir seus estudos na UC Berkeley, Wang começou sua jornada profissional como operador de máquinas em uma das fábricas de seu pai. Em uma recente conversa com a Forbes, ele recebeu a equipe em seu apartamento em Manhattan e comentou que se dedica de três a quatro horas por dia a cotações para clientes.
Assim, evidenciando seu empenho em entender o mercado mais do que qualquer outra pessoa. “Como proprietário, você precisa colocar a mão na massa”, ressaltou ele.
Embora a empresa tenha um tamanho considerável, Wang ainda a classifica como um negócio familiar, mas não como um legado.
Filho do bilionário taiwanês Wang Yung-ching, conhecido como Y.C. Wang, e para comprar a JM Eagle de seu pai em 2005, Walter pegou emprestados US$ 300 milhões (R$ 1,7 bilhões) de bancos e US$ 30 milhões (R$ 170 milhões) de Y.C. Desde então, ele conseguiu aumentar o valor da empresa em mais de sete vezes.
A jornada de Wang e o legado da formosa plastics
Aos nove anos, Wang se transferiu de Taiwan para Berkeley, Califórnia, acompanhando sua mãe. Sua irmã mais velha, Cher Wang, fundou a gigante de smartphones HTC Corporation e já foi a pessoa mais rica de Taiwan.
Na época da mudança, Cher estava na Universidade da Califórnia. A família morava em uma casa comprada por US$ 50.000 (R$ 284 mil), com as economias da mãe e o dinheiro reservado para o dote das irmãs. Aém de receber uma mesada de US$ 800 (R$ 4.552) que seu pai bilionário enviava.
Desde cedo, Walter almejou assumir a Formosa Plastics, a empresa que pertence ao seu pai e hoje avaliada em quase US$ 10 bilhões (R$ 56 bilhões). Y.C. O fundador, veio de uma família de produtores de chá e teve apenas uma educação primária, mas conseguiu transformar a Formosa em uma das maiores petroquímicas da Ásia.
Nesse sentido, Walter compartilhou seu sentimento de responsabilidade ao trilhar o mesmo caminho que seu pai: “Escolhi trabalhar para ele porque sou filho. Tenho essa obrigação. Você sabe como é na cultura asiática – ele meio que esperava que eu fosse para a empresa”.
No entanto, Y.C. faleceu em 2008, aos 91 anos, sem deixar qualquer testamento. Walter, por outro lado, se preparou para evitar que isso aconteça com seus filhos. Nos últimos cinco anos, ele começou a levá-los às fábricas e a discutir uma constituição familiar e questões de herança, quebrando a tradição asiática de não falar sobre sucessão.
Desafios e nova vida
Após a aquisição da JM Eagle, Wang recebeu o diagnóstico de câncer nasofaríngeo em estágio 4, apenas quatro dias depois de assinar o contrato em 2005. Com uma previsão de vida de um ano, ele iniciou tratamentos intensivos em Hong Kong.
Diante disso, e desesperados, ele e sua esposa, Shirley, também buscaram práticas alternativas, como orações e glossolalia (falar em línguas). Em relação a este cenário, ele comenta: “Quando você encara a morte, tenta quase qualquer coisa”.
Já recuperado, Wang voltou aos EUA em 2006, pronto para retomar o comando da empresa. No entanto, ele logo enfrentou problemas legais, já que a JM Eagle foi processada em 2006, com acusações de falsificação da qualidade dos canos.
Além disso, o caso se arrastou por 14 anos, abrangendo 42 cidades e distritos de água. Apesar de um júri federal ter declarado a empresa culpada em 2013, a decisão foi revertida em 2020 por falta de evidências concretas de defeitos.
Outro processo emergiu em agosto deste ano, trazendo acusações de cartelização de preços durante o período da pandemia.
Sendo assim, Wang declarou por e-mail:“O privilégio de litígio permite que qualquer pessoa faça acusações sem risco de difamação, independentemente da veracidade”,. A Westlake, outra fabricante envolvida, não comentou o caso, e a OPIS, publicação mencionada no processo, não respondeu aos pedidos de comentário da Forbes.
Wang destaca perspectivas
Mesmo enfrentando desafios, Wang e Shirley permanecem otimistas sobre o cenário de negócios nos EUA. Assim, Shirley, cofundadora e CEO da Plastpro, afirma: “Se você quer começar algo, pode começar do zero aqui”.
Em 2016, Wang ofereceu gratuitamente tubos de PVC para substituir os canos de chumbo de Flint, Michigan, durante a crise hídrica. Porém, a cidade optou por canos de cobre, que custaram mais de US$ 140 milhões (R$ 796 milhões).
Em comparação, a cidade vizinha, Burton, conseguiu economizar US$ 2,2 milhões (R$ 12,52 milhões) ao utilizar os tubos da JM Eagle. A então prefeita Karen Weaver expressou dúvidas sobre a resistência dos canos plásticos em climas adversos.
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Tijolos de plástico reciclado, Bioplástico de licuri e Kitkat lança embalagem de plástico reciclado
Casas feitas com tijolos de plástico reciclado
Empresas da Serra estão cada vez mais focadas em soluções sustentáveis para dar destino aos resíduos industriais, em linha com a Estratégia Nacional de Economia Circular, implementada no Brasil desde junho. Essa estratégia visa redesenhar cadeias produtivas para minimizar o desperdício em todas as áreas. O destaque fica por conta do uso de plástico reciclado, como demonstra a casa construída com tijolos de plástico, que pode ser montada em apenas três dias.
Além disso, resíduos plásticos coletados em áreas litorâneas estão sendo transformados em produtos domésticos. Entre as produções aparecem saboneteiras e porta-escovas, reforçando o compromisso com a economia circular e o reaproveitamento de materiais.
Segundo a arquiteta e especialista em economia circular Geovana Secco, o conceito se opõe à economia linear tradicional.
Diante disso, Secco pontua: "Na economia circular, a gente pensa em trabalhar com fluxos de recursos circulares, onde a gente vai aplicando práticas como reparo, remanufatura, reuso e, lá no final, a reciclagem. Para que assim esse material volte para uma cadeia produtiva, para a mesma ou outra cadeia. “
Dessa forma, os produtos têm maior vida útil. Nesse sentido, ela complementa: “Com isso a gente vai valorizando tanto aquela energia que está lá embutida, quanto os recursos. E nisso a gente não precisa extrair matérias-primas virgens para fazer novos produtos.”
Alinhada a essa abordagem, a Leve Blocos cria tijolos a partir de plástico triturado, que é coletado de indústrias de Caxias do Sul e da região. Desse modo, o processo envolve a injeção térmica do plástico, e a montagem das paredes é realizada por encaixe, sem a necessidade de cimento, água ou outros materiais de construção.
De acordo com a empresa, as casas feitas com esses blocos de polímeros reciclados custam, em média, de 15% a 20% menos do que as construídas por meio de sistemas tradicionais.
Estudantes transformam licuri em bioplástico sustentável
Com o objetivo de contribuir para a redução de resíduos, as estudantes Eduarda Damasceno, Joane Assis e Hillary Rafaela, do Colégio Estadual Nelson Maia, em Ponto Novo, desenvolveram o Plásticuri. Sob a orientação de João Guirra, criaram um bioplástico a partir do Licuri, uma fruta típica da Caatinga.
Em relação a esta produção, Eduarda Damasceno, uma das alunas, explica que a concepção do bioplástico começou a tomar forma depois de uma atividade de campo.
Segundo ela, a ideia do bioplástico surgiu depois de uma aula prática com os professores: “Quando identificamos uma grande quantidade de lixo derivado de combustíveis fósseis, especialmente sacolas plásticas no rio Itapicuru-Açu. A partir daí, começamos a discutir e pesquisar alternativas para minimizar esse problema ambiental. Após algumas investigações, decidimos desenvolver um projeto sustentável que, além de reduzir o impacto ambiental, pudesse também contribuir com a agricultura familiar”
Uma vez fabricado, o Plásticuri realizou os primeiros testes e obteve resultados que se mostraram promissores. Assim, Damasceno conta que enterraram algumas amostras e acompanharam o processo; depois de 28 dias a degradação mostrava o caminho esperado, atingindo aproximadamente 82%.
Assim, ela completa “O Plásticuri pode substituir embalagens plásticas em geral e até mesmo os plásticos convencionais, como as sacolas”
Sob a coorientação de Rute Katiane e com o suporte da SEC (Secretaria da Educação) e do NTE 25 (Núcleo Territorial de Educação), o projeto está sendo aprimorado e promete trazer benefícios significativos.
Diante disso, Katiane comenta: “Os próximos passos são a análise do bioplástico em alto mar, em solos com características diferentes, sob altas temperaturas e sua produção em larga escala. Alguns dos impactos positivos que o nosso bioplástico pode gerar incluem o fortalecimento da agricultura familiar no semiárido e a preservação da palmeira do licuri”.
Nestlé adota plástico reciclado nas embalagens do KitKat
A Nestlé anunciou o lançamento de uma edição especial do KitKat, que será vendido em embalagens feitas de plástico reciclado. A ação se dá após a Anvisa ter permitido, em setembro, o registro de marcas de embalagens que têm contato direto com alimentos. Elas têm produção a partir de material reciclado.
A embalagem nova manterá o clássico vermelho que identifica o produto, porém destacará o selo de retornável, remetendo às barras de chocolate. Assim, o doce deve chegar às prateleiras no final de outubro.
O gerente executivo de embalagens da Nestlé, Felipe Simone, informa que o trabalho para implementar a embalagem especial começou há dois anos. Ele também explica que o processo de reciclagem assegura a segurança do material ao retornar ao mercado.
Ainda em relação a esta inovação ele afirma: “Na reciclagem avançada há um processo químico de recuperação de embalagens de alimentos já utilizados. Depois desse consumo, ele vira um novo óleo, retornando ao processo petroquímico como um polímero novo. Por isso ele é seguro para o contato com alimentos.”
Além disso, ele assegura que a embalagem não afeta o sabor do produto. A ação também pretende mostrar a outras marcas de alimentos que é possível ser sustentável e minimizar a utilização de plástico virgem nas embalagens.
Simone menciona que a limitação na oferta do chocolate em embalagem sustentável resulta da dependência da importação do polímero reciclado, necessário para sua comercialização.
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