As feiras de negócios reúnem empreendedores, dão visibilidade ao empreendimento e aumentam sua influência no setor. Esse ano, a maior feira do setor do plástico, a Plástico Brasil, busca proporcionar isso em seu evento que acontece entre os dias 27 a 31 de março, na São Paulo Expo.
Segundo Arnaldo Nunes, Diretor Comercial da Plast Equip, empresa de equipamentos, acessórios e periféricos para indústria do plástico, as feiras sempre geram saldos importantes para o bom rendimento da empresa durante o ano.
Nunes destaca que: “Esse ano, as vendas têm atendido as nossas metas e a Feira Plástico Brasil sempre ocasiona um impulso extra, que historicamente representa um incremento de 20% nas vendas”.
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Dessa forma, a expectativa é bastante alta para a retomada da Plástico Brasil presencialmente e pelos resultados que espera obter. “A expectativa é que o evento seja um sucesso, em um momento que o mercado está ansioso com o presente e o futuro próximo. Esperamos poder conhecer novos clientes e assim ampliar o nosso campo de atuação", explica o diretor.
Ainda assim, apesar da instabilidade política do Brasil, a empresa tem conseguido bons resultados. “Tivemos um excelente mês de vendas em Janeiro e esperamos manter-nos assim”.
Para participar da Feira Plástico Brasil, basta clicar aqui e se credenciar gratuitamente.
Destaques da Plast Equip na Plástico Brasil
A princípio, durante os dias de evento, a Plast Equip irá apresentar sua nova linha de dosadores gravimétricos e volumétricos de construção modular em aço inoxidável.
Assim como, os tradicionais sistemas centrais ou individuais de transporte e alimentação por vácuo que atendem todos os tipos e tamanhos de plantas fabris.
Além dos desumidificadores eco amigáveis para secagem e desumidificação de todas as resinas termoplásticas, que proporcionam qualidade, confiabilidade e economia de energia.
Bem como, um sistema de gestão e coleta de dados online conforme filosofia Indústria 4.0. Ou seja, esse sistema permite conhecer online o que está acontecendo na operação da fábrica.
Sendo todos os equipamentos de fabricação 100% nacional com as melhores pré e pós-vendas à disposição dos clientes, pontua Arnaldo.
Ainda assim, o stand da Plast Equip ficará localizado na Rua J Stand 038, todos os dias da feira.
O que esperar da Feira?
A Plástico Brasil 2023 contará com 40 mil m² de exposição, onde estarão reunidas mais de 800 marcas brasileiras e internacionais para apresentarem seus produtos e soluções inovadoras.
Assim, promovendo a sinergia com profissionais e visitantes que poderão também participar das atrações exclusivas de conteúdo.
Isso porque, o mercado poderá conhecer o que há de mais novo em tecnologias e soluções em produtos básicos e matérias-primas, maquinários, equipamentos e acessórios, ferramentas e moldes.
Bem como, resinas sintéticas, processadores de plásticos, instrumentação, controle e automação industrial, robótica, projetos e serviços técnicos, reciclagem, entre outros.
Liliane Bortoluci, show director do evento, explica que: "Durante a pandemia, mantivemos a conexão da cadeia produtiva por meio de ações, webinars, congressos e atividades online e, neste ano, estaremos reunidos novamente para validar essa conexão e para reforçar a importância deste como o principal evento catalisador de inovações e palco para promover networking e gerar negócios efetivamente”.
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Ao apresentar sua startup na Convenção Europeia de Blockchain, Eric Vogel, usou como lema: 'Reciclar para ganhar'. Isso décadas depois de começar a reciclar plásticos e latas da casa de sua avó para ganhar dinheiro extra para ganhar um videogame.
Sua empresa, Circularr, com sede em Londres, busca conectar recicladores, fabricantes e marcas em um ecossistema de reciclagem descentralizado.
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A princípio, a startup de quase três anos está permitindo que os consumidores depositem resíduos plásticos em pontos de coleta. Isto é, como fabricantes de máquinas de venda automática, pontos de reciclagem e lixeiras inteligentes por meio de parcerias.
Se recolhe e destina as embalagens para uma central de reciclagem. Este processo amplamente utilizado, no entanto, agora se alimenta pela tecnologia blockchain.
Isso porque, o desperdício de plástico é recompensado com um token de utilidade deflacionário que pode ser usado para trocar por incentivos exclusivos.
Bem como, usufruir de ofertas por meio de uma carteira nativa, como um café ou refeição grátis, ou para cunhar tokens não-fungíveis (NFT) com dados subjacentes sobre materiais reciclados, como sua origem e tipo de plástico, proporcionando uma rastreabilidade de ponta a ponta do processo de reciclagem.
Desse modo, Vigel explica que: “Os plásticos de um evento ou local específico podem atingir um preço ainda mais alto do que uma tonelada métrica padrão de plástico reciclado. Isso porque, teriam todos os dados subjacentes anexados a ele.”
Assim, para ele, marcas e organizações poderiam reciclar esse plástico para produzir kit de edição limitada ou mercadorias de eventos importantes.
O fundador da Circularr ainda acrescenta: “Ao usar a tecnologia blockchain, torna-se possível criar uma trilha digital que registra todas as etapas do processo de reciclagem, desde a coleta de resíduos até a venda de materiais reciclados”.
Startup blockchain do ano
Sobretudo, o conceito rendeu à equipe da Circularr o reconhecimento como startup blockchain do ano no evento europeu.
Além disso, recentemente, a startup recebeu um compromisso de investimento de US$ 50 milhões do grupo de investimentos alternativos GEM, fornecendo liquidez e recursos para instalações piloto de reciclagem de materiais (MRFs).
A empresa declarou: “Estamos muito honrados por termos sido selecionados como a startup europeia de blockchain do ano. Obrigado aos organizadores, júri e todas as startups incríveis e a comunidade por uma experiência inesquecível”.
Esforços semelhantes foram vistos em outros campos da agenda global ambiental, social e de governança (ESG).
Uma vez que, a tecnologia Blockchain e os sistemas automatizados estão sendo cada vez mais utilizados para melhorar a eficiência e a precisão do mercado de carbono, um componente crítico da luta contra as mudanças climáticas.
Vogel também observou que: “A tecnologia blockchain pode ajudar a enfrentar alguns dos desafios associados à reciclagem, como a falta de confiança entre as partes interessadas e a dificuldade em verificar a origem e a qualidade dos materiais reciclados”.
Segundo ele, as instalações da Circularr e outros pontos de coleta estão planejados para se implantar em estações de trem e estações de serviços de rodovias em todo o Reino Unido. Bem como, em estações de metrô e aeroportos nos Estados Unidos.
Outras parcerias com estádios e eventos esportivos também estão previstas em países do Oriente Médio e Norte da África (MENA).
Os próximos esforços da startup incluem a implementação de rampas de entrada e saída com parceiros para permitir que os usuários troquem tokens por outras criptomoedas e dinheiro fiduciário.
Assim como, um sistema de rastreamento planejado para o segundo semestre de 2023.
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Liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia criou um método que transforma o plástico em fertilizante. Isso porque, o material é misturado com palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo.
Segundo a engenheira ambiental, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o poliestireno (isopor), misturados com resíduos de milho [restos de talos, folhas, cascas e espigas].
A partir disso, se aquece essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar — que dá origem ao carvão.
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Ela ainda afirma que esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado “pirólise”, já é frequentemente usado para produzir carvão a partir de restos agrícolas.
Nesse sentido, Abdul-Aziz destaca: “Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles”.
Diminuição da lixiviação de nitrogênio no solo
Mas uma das aplicações mais promissoras é o uso desse plástico fertilizante para diminuir a chamada “lixiviação de nitrogênio”. Ou seja, a remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo, acrescenta a engenheira ambiental.
Além disso, essa mistura é eficiente para aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo — otimizando a saúde dele e o crescimento das plantações.
Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a líder da equipe explica: “Nossa equipe está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns aqui na Califórnia [além da palha de milho]”.
Uma vez que, o estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estado Unidos. No entanto, a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, se descarta e acaba em aterros sanitários.
Por isso, Abdul-Aziz finaliza dizendo que: “O nosso processo pode fornecer uma alternativa sustentável para coisas que geralmente se consideram lixo, e produzir uma mercadoria valiosa como o carvão”.
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Óculos de reciclados
A Chilli Beans, maior rede especializada em óculos escuros da América Latina, anuncia uma nova gama de produtos para sua coleção eco-friendly, a Chilli Beans ECO. A linha é produzida com matéria-prima reciclada.
A princípio, lançada em 2021, a coleção se tornou parte do portfólio fixo da marca e reforça o compromisso da Chilli Beans em investir na tecnologia e preservação do meio ambiente, mesclando moda, sustentabilidade e qualidade.
Nesse sentido, a projeção é que em 2025 todos os produtos da marca sejam produzidos a partir desses materiais.
Sobretudo, a proposta da linha é trazer designs conceituais e inovadores por meio da utilização de materiais orgânicos, reciclados e biodegradáveis. Um dos destaques mais inusitados vai para o óculos feito a partir do capim prado.
Essa coleção se une às várias iniciativas ecológicas já trabalhadas pela marca. No ano passado, a Chilli Beans lançou a coleção SOS Mata Atlântica, em colaboração com a ONG de mesmo nome.
Parte da renda obtida com a venda dos produtos foi revertida para projetos de conservação e restauração do bioma, além de serem plantadas mais de 2 mil mudas de árvores.
Além disso, outra iniciativa também lançada no ano passado foi o Eco Chilli, estilo de loja modular, em formato de contêiner, que utiliza energia solar e é feita a partir de plástico reciclado.
Hoje, a marca conta com 2,5 milhões de cases produzidos com material reciclável.
Embalagens com plástico reciclado
A Nescafé, marca de cafés, apresenta novas embalagens para lotes profissionais. A transformação passou por retirar o alumínio da anterior embalagem, tornando-a mono-material, em plástico 100% pronto a ser reciclado e a garantir a segurança e a qualidade do café. O novo material é considerado uma opção mais favorável à reciclagem.
Dessa forma, a Nestlé assumiu o compromisso de, até 2025, mais de 95% das embalagens serem reutilizáveis ou recicláveis, conscientes de que o foco será sempre atingir os 100%.
Através deste compromisso, a empresa está a dar o seu contributo para com o pacto português para os plásticos – do qual é membro fundador.
Para Ana Leitão, brand manager de Nescafé grão, esta simplificação das soluções de embalagem vem contribuir para alcançar este objetivo, caminhando para um uso mais eficiente destes materiais.
Ela finaliza dizendo que: “A par do progresso no âmbito das preocupações ambientais a que a Nestlé se propôs, a renovação da imagem é para nós um ponto fundamental porque veio colocar a Nestlé e Nescafé um passo mais perto de cumprir o objetivo de ter todas as embalagens recicláveis ou reutilizáveis.”
Pneus 100% recicláveis
A Continental, se comprometeu a adorar cada vez mais matérias-primas sustentáveis em seus produtos. De acordo com a empresa, em 2050 todos os pneus da empresa serão feitos de materiais 100% recicláveis.
Um desses são as garrafas plásticas descartáveis. Segundo a empresa, com elas dá para fazer um fio específico de poliéster, que é utilizado na carcaça do pneu.
Dessa forma, dependendo do tipo e do tamanho da peça, são necessárias de 9 a 15 garrafas.
Além disso, elas também são uma alternativa mais eficiente de energia para a captura do poliéster.
Conforme o Chefe de Sustentabilidade da Continental, Claus Petschick, o objetivo da empresa é atuar com novas tecnologias.
Ele finaliza explicando que: "Isso abrange tudo. Ou seja, desde a origem e o fornecimento de materiais até a reutilização e reciclagem dos pneus''.
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Com o uso e uma reciclagem adequada, a indústria do plástico consegue tornar a resina um dos produtos mais sustentáveis do mercado. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que toda a cadeia se conscientize para agir de tal maneira. Uma vez que, esse processo deve começar pelos fabricantes e percorrer até a distribuição final do material.
Como explica Kléber Ávila, diretor da Packseven, empresa brasileira de embalagens flexíveis: "Desde a concepção dos produtos, é fundamental que sejam consideradas também a ampliação e a eficiência da reciclagem".
Segundo ele, a Packseven trabalha com os clientes de modo a estimular o consumo consciente do plástico e o retorno dos resíduos à cadeia produtiva.
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Isso porque, como seus clientes são outras empresas, eles coletam os resíduos do próprio processo industrial e os incentivam a fazer o mesmo. Parte é reutilizada na produção e o restante é destinado para a reciclagem.
Sobretudo, o plástico tornou-se um material quase onipresente na economia, graças a seu baixo custo e suas propriedades funcionais, como leveza e durabilidade.
Uma prova disso, segundo o estudo "The New Plastics Economy", da consultoria americana McKinsey, seu uso aumentou 20 vezes no último meio século e deve ainda dobrar nos próximos 20 anos. Por isso, é fundamental que seja bem manuseado.
Segundo a ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), em 2021, 23,4% dos resíduos plásticos pós-consumo foram reciclados no Brasil. No mesmo período, houve um crescimento de 14,3% na produção de plástico reciclado pós-consumo, passando de 1 milhão de toneladas.
Sustentabilidade como incremento ao negócio
A tendência é que aconteça um crescimento ainda maior no uso do plástico pós-consumo neste ano.
Isso porque, essa é uma exigência do mundo todo, e o Brasil não pode ficar para trás, correndo o risco de perder competitividade internacional. Por isso, as grandes empresas têm metas agressivas de sustentabilidade.
Entre os recursos, estão o consumo de água e de energia, e as emissões de gases.
A tecnologia de reciclagem também vem evoluindo nos materiais que é capaz de produzir. Os novos reciclados de alta performance possibilitam grandes marcas atingirem metas mais ousadas de sustentabilidade, uma vez que apresentam as mesmas características dos recursos naturais "virgens" (não-reciclados), permitindo a fabricação com segurança, escala e velocidade.
Para Ávila, esse é um caminho sem volta. "Cada vez mais utilizamos as embalagens com maior eficiência e com novas formas de serem biodegradáveis, além da multiplicidade de formatos", finaliza.
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Por José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST
Em todo o mundo, o Brasil é o país que sofreu o mais brutal processo de desindustrialização do mundo, a partir dos anos 1980. Isso porque, a participação da indústria no PIB, que já foi de quase 50%, está hoje em 22,2%. Isso precisa mudar.
Com um novo governo recém-empossado, cabe destacar algumas medidas que serão cruciais para a indústria do plástico, uma das principais empregadoras do país.
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Inflação e exportação
Uma delas é a garantia e a readequação dos tetos para participação nos regimes tributários simplificados para micro e pequenas indústrias, de R$ 4,8 milhões por ano para R$ 8,6 milhões, conforme Projeto de Lei Complementar em tramitação no Congresso (PLP 108/21).
Hoje, das mais de 12 mil empresas transformadoras de plástico no Brasil, 77,9% são consideradas micro e pequenas empresas.
No entanto, a inflação aumentou artificialmente os preços dos transformados plásticos, fazendo com que uma empresa com volume de produção considerado pequeno não fosse mais apta a participar do Simples Nacional.
Além disso, as alíquotas de importação de matérias-primas precisam se aproximar da média praticada por países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
As tarifas de importação são menores do que as praticadas no Brasil. No caso dos insumos plásticos, a diferença é enorme: 11,25% no Brasil ante 6,25% na OCDE.
Ao manter altas alíquotas de importação sobre matérias-primas, o país atua em contrassenso à lógica da escalada tarifária, conceito em que os produtos que agregam valor às matérias-primas devem ser mais protegidos do que os insumos.
Além do mais, é fundamental uma definição de limites para o uso de instrumentos como o antidumping pelo governo brasileiro.
Quando aplicados em defesa de monopólios e oligopólios, esses mecanismos deveriam prever incentivos em prol da eficiência, a fim de capacitar e fortalecer as indústrias brasileiras para a competição internacional, sob o risco de a defesa comercial funcionar como reserva de mercado.
Créditos para competitividade
A indústria necessita de crédito competitivo, acesso e custo de capital com níveis compatíveis aos da OCDE.
O mercado brasileiro é concentrado e não conta com instrumentos de financiamento de longo prazo. Por isso, são fundamentais o estímulo e o incremento desse mercado, incentivando a inserção de novos players que utilizam a tecnologia para reduzir os custos de operação e propaguem a competitividade.
Ao mesmo tempo, seria importante fortalecer o papel de bancos, como o BNDES.
É preciso fomentar no país um ambiente de segurança jurídica para os negócios e que promova a desburocratização.
Uma vez que, os produtores de embalagens e descartáveis se veem sujeitos a projetos que visam o banimento de produtos plásticos.
Segundo análise da própria ONU, os impactos dessas proposições e leis devem ser entendidos antes de eventuais vetos e só então estabelecidos critérios e legislações.
A economia circular do plástico
Um eixo extremamente crucial para o setor, a Economia Circular 4.0 já vem sendo praticada pela indústria, mas é necessário expandir o uso de materiais reciclados e o incremento da reciclabilidade de novos materiais.
Isso porque, o aumento dos índices de reciclagem passa pela maior disponibilidade de matérias-primas, como sucatas plásticas oriundas da coleta seletiva.
São muitos os desafios à frente e é preciso ressignificar a importância do setor para o país. A indústria sempre foi o motor de propulsão da inovação: gera muitos empregos, de maior qualidade e melhor remuneração para os trabalhadores.
E a indústria do plástico está pronta para seguir transformando a realidade do país e contribuir com o desenvolvimento da economia brasileira.
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Espera-se que a mudança para fábricas mais inteligentes cresça 20,6% ano a ano nos próximos três anos, atingindo mais de US$ 165 bilhões até 2026. A Indústria 4.0 é a fusão de tecnologias que confundem as linhas entre as esferas física, digital e biológica.
Essa é a descrição que o Fórum Econômico Mundial faz sobre a atual evolução industrial. Ainda para o Fórum, a indústria 4.0 “anunciará as transformações de sistemas inteiros, produção, gerenciamento e governança” para organizações em todo o mundo.
Dessa forma, esse crescimento da indústria de manufatura será baseado em mudanças para tecnologias nativas da Nuvem.
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Bem como, para fornecer a velocidade, agilidade e resiliência necessárias para responder às necessidades de negócios em rápida mudança.
Portanto, é essencial que os líderes de TI das empresas abordem a transição para tecnologias nativas da Nuvem de maneira estratégica.
Assim, garantindo que seus profissionais tenham as ferramentas e os insights necessários para monitorar e otimizar a disponibilidade e o desempenho nesses ambientes altamente fragmentados e dinâmicos.
Os desafios para tecnologias nativas da Nuvem
A princípio, algo que explica porque a maioria das organizações estão fazendo um processo mais lento do que gostaria, é que a mudança para fábricas totalmente automatizadas é incrivelmente complexa.
Isso porque, alguns fabricantes ainda estão tentando descobrir exatamente como esse novo conceito pode ser aplicado em suas operações, enquanto outros enfrentam uma resistência cultural.
Além disso, como em todos os programas de transformação digital, também há dificuldades em integrar tecnologias de informação e tecnologias operacionais ao lado de equipamentos legados.
Outro desafio significativo é gerenciar a mudança para a computação em Nuvem. À medida que os fabricantes correm para colher os benefícios da Indústria 4.0, vemos volumes ainda maiores de aplicações espalhadas por vários ambientes de Nuvem.
Por isso, arquiteturas modernas construídas em tecnologias como microsserviços e Kubernetes, apresentam grandes benefícios para as organizações em termos de maior velocidade, inovação e confiabilidade.
A ameaça para programas da evolução industrial 4.0
A mudança para tecnologias nativas da Nuvem está aumentando drasticamente a complexidade nos ambientes de TI, com organizações implantando milhares de microsserviços e contêineres.
Atualmente, muitas equipes de TI não têm a visibilidade unificada que oferece suporte a esses aplicativos nativos da nuvem, o que torna extremamente desafiador gerenciar a causa raiz dos problemas, o desempenho e a disponibilidade.
O resultado disso é que muitas equipes de TI estão sobrecarregadas por grandes volumes de dados e sem as ferramentas para reduzir o ruído e para tomar decisões.
Nesse sentido, no relatório da AppDynamics, Agents of Transformation 2022, 65% dos profissionais de TI admitiram que sentem sobrecarga com os volumes crescentes de dados.
Fundamentos essenciais para o sucesso da Indústria 4.0
Sobretudo, é necessário que os fabricantes procurem implementar uma solução moderna de observabilidade nativa da Nuvem que permita que suas equipes de TI gerenciem aplicações complexas e dinâmicas em seus ambientes. Assim, será capaz de superar problemas crescentes.
Isso é crucial para evitar silos e garantir que pessoas e processos sejam unificados em torno de um único conjunto confiável de dados.
A observabilidade nativa da Nuvem fornece aos profissionais de TI insights significativos quando surgem problemas, assim eles podem ver rapidamente onde estão ocorrendo lentidão e falhas.
Bem como, identificar problemas que podem ocorrer, mas ainda não ocorreram. Além disso, também é importante ressaltar que a IA (Inteligência Artificial) e o aprendizado de máquina permitem uma abordagem mais proativa ao monitoramento.
Dessa forma, ajudando a correlacionar problemas com a gravidade potencial do impacto no negócio. Isto é, a correção pode ser executada rapidamente e em ordem de importância, mesmo se o problema estiver fora do controle da organização.
Já que os alertas soam quando anomalias de terceiros são descobertas, permitindo que os relatórios sejam mais rápidos.
Somente com esse nível de visibilidade em ambientes nativos da Nuvem, os fabricantes poderão colher plenamente os benefícios de suas iniciativas da Indústria 4.0.
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A marca de sandálias de plástico, Linus, criada em 2018, dobrou de tamanho no ano passado em relação a 2021. A empresa está crescendo no Brasil e abrindo lojas no exterior. Isso porque, a marca anunciou venda em dez pontos físicos no Uruguai.
Durante a pandemia, momento de busca por conforto de quem estava preso em casa, a marca cresceu 700%.
A fundadora da marca, Isabela Chusid, explica que: “Nosso site brasileiro já registrava acessos de outros países faz algum tempo, e há alguns anos atuamos com parceiros em Portugal e nos Estados Unidos”.
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Segundo ela, foi em 2022, com o mercado validado, que decidiu expandir as vendas globais com e-commerce internacional e operações próprias. A fundadora ainda afirma que as sandálias são procuradas por usuários de mais de 130 países.
Além disso, a chegada às lojas físicas do Uruguai também acontece por meio de parceiros que procuraram a Linus. A meta é estar em todos os continentes até 2026.
A princípio, no Brasil, a Linus está em 74 pontos de venda. A maior concentração é no Sudeste, com 42 lojas. No Nordeste são 19 pontos de venda.
Matéria-prima sustentável
Quando criou a marca, aos 23 anos, Isabela Chusid queria preencher no mercado a busca por calçados atemporais e confortáveis, porém sustentáveis.
Dessa forma, o design, com todas as curvas de apoio para os pés, contou com auxílio de designers, engenheiros de material, ortopedistas e especialistas em palmilhas.
O material escolhido foi um PVC microexpandido composto por 70% de fontes renováveis. Segundo a marca, a preocupação com a sustentabilidade vai da produção à chegada aos clientes. A etiqueta é feita de papel semente, unida às sandálias por um cordão de sisal.
Nesse sentido, os pares são embalados em caixas de papelão e têm a emissão de carbono negativada.
No ano passado a marca criou uma campanha de Black Friday consciente e convidou marcas sustentáveis parceiras, como Pantys, B.O.B e Onda Eco. O resultado, segundo a fundadora, foi espetacular. Parceiros como a Onda Eco esgotaram todo o estoque.
Chusid conta que: “Tínhamos receio em participar da Black Friday, mas percebemos que os consumidores aguardam meses pela data”. Ela ainda finaliza destacando que: “Se não comprarem de nós, acabam comprando de outras marcas menos sustentáveis. Além disso, essa receita é importante para investirmos em desenvolvimento de novas tecnologias.”
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O Sistema B, ou B Corp, avalia e qualifica, segundo critérios rígidos de avaliação sustentável, as empresas que equilibram lucro nos negócios e impactos positivos no campo ambiental. A Activas foi a primeira empresa de distribuição de plásticos em todo o mundo a ser certificada por esse sistema.
A princípio, se trata de um dos certificados mundiais de ESG mais importantes e atualmente contempla, no Brasil, 275 empresas de vários setores. Nesse sentido, a Activas é a única de seu segmento a receber a certificação. Isso se deve ao longo processo de avaliação e cumprimento de inúmeras regras.
Das mais de 275 empresas brasileiras que são Certificadas pelo Sistema B, 23% delas marcam presença no Best For The World 2022.
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Esta lista global reconhece as melhores práticas nas cinco dimensões de impacto: comunidade, clientes, meio ambiente, governança e trabalhadores. Até hoje, o sistema já certificou 6.291 empresas de 89 países em todo o mundo.
Segundo Laércio Gonçalves, fundador e CEO da Activas, o processo de certificação se iniciou há dois anos e envolveu todos os colaboradores. “Sermos uma empresa que atende ao nosso objetivo estratégico que é, estabelecermos, na prática, uma visão de negócios com foco no desenvolvimento socioambiental em paralelo com o lucro gerado pelas vendas. Ou seja, buscamos contribuir com a evolução da sociedade como um todo, e não apenas lucrarmos nos negócios”.
Etapas de avaliação
Sobretudo, a certificação é conduzida pelo B Lab, uma rede sem fins lucrativos que transforma a economia global para beneficiar todas as pessoas, comunidades e o planeta.
Dessa forma, a Activas se submeteu a uma série de questionários, avaliações e entrevistas em todas as áreas da empresa.
Nesta etapa, a empresa demonstrou as evoluções conquistadas nos últimos anos com a implantação de um modelo de gestão ESG.
Assim, resultando, entre outras frentes, na implantação de processos e rituais fundamentais na avaliação do B Lab.
Exemplos disso são as iniciativas de compensação de emissões de carbono, Governança, ajustes e criação de Políticas e Comitês para apoio à estratégia ESG, entre outras frentes.
Por isso, os resultados deste trabalho detalhado e aprofundado resultaram em uma notificação que qualificou a empresa dentro dos parâmetros globais de excelência determinados pela rede.
Segundo Fernanda Boldo, Head Comercial, Marketing e ESG da Activas, esta certificação reflete dois aspectos do DNA da empresa. “Um deles é bastante prático e efetivo: ao seguirmos o modelo de gestão ESG, temos aperfeiçoado sistematicamente os trabalhos de todas as áreas da empresa.”
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Embalagem de PET PCR
A Fazenda Futuro, uma foodtech voltada à produção de carne à base de plantas, anunciou o projeto “Pack 2.0”. A iniciativa visa trocar as embalagens atuais da marca para um material totalmente reciclável e reciclado feitos de PET PCR classificação grau 1.
A princípio, o objetivo é priorizar o uso desse tipo de material, seguindo de acordo o calendário de sustentabilidade que será lançado pela companhia.
Desse modo, a nova bandeja da embalagem se produz por um rolo de filme PET PCR (material feito de plástico reciclado). Fornecedores certificados em FSC (Forest Stewardship Council) produzirão as cintas de papel cartão e também as caixas de embarque.
As novas embalagens são feitas com quantia menor de matéria-prima, 27% a menos de plástico e 15% menos de cartão. Sobretudo, essa mudança também causa impacto no transporte, que fica mais sustentável, já que o espaço é otimizado dentro de cada caixa de embarque.
Mari Tunis, diretora de marketing da Fazenda Futuro, destaca que: “Essa iniciativa só reforça, mais uma vez, que escutamos nossos consumidores e conseguimos entregar o que eles sempre pediram. O processo foi um pouco demorado devido a diversos fatores, mas fizemos e entregamos a melhor solução para a melhoria das nossas embalagens, que ainda não está 100%, mas chegaremos lá com certeza”.
Além dessas atualizações, a Fazenda Futuro também confirmou que irá iniciar o projeto de inventário de carbono de toda a operação da companhia.
Móveis de reciclado
A EcoBirdy, uma empresa dedicada a fabricar móveis para crianças a partir do material obtido através de brinquedos que são descartados, deve reciclar mais de 250.000 kg de plástico descartado.
Isso porque, a ideia da empresa, lançada em janeiro de 2018, é de procurar reciclar o máximo possível os brinquedos do material.
Joris Vanbriel e Vanessa Yuan, criadores da marca, querem arrecadar cerca de 250.000 kg de brinquedos de plástico para reciclar e transformá-los em cadeiras, mesas, candeeiros e todo o tipo de mobiliário infantil.
Assim, os brinquedos descartados voltam para as crianças, mas de uma forma útil e mais amiga do ambiente.
A princípio, o plástico recolhido dos brinquedos passa por um processo de descontaminação que permite obter um material livre de químicos. Dessa forma, a marca garante aos clientes um produto “100% seguro”.
Soluções para reciclagem
Com foco no consumo sustentável, a Ecoboxes, desenvolveu um ciclo Eco Sustentável de produtos utilizando plástico virgem e reciclado como matéria-prima.
Além disso, a empresa também desenvolve outras iniciativas que visam a preservação do meio ambiente para as gerações atuais e futuras, como a criação de embalagens plásticas zero carbono.
Denise Beck Cardoso, coordenadora comercial e de marketing da Ecoboxes, explica que: “A Ecoboxes se compromete em ajudar nossos clientes em sua jornada rumo à emissão zero. Nosso foco nas soluções avançadas para reciclagem de plásticos é um passo significativo em direção a esse objetivo”.
Sobretudo, a Ecoboxes vem se destacando como pioneira na produção de caixas e paletes com zero carbono.
Isso porque, a empresa se utiliza de um material UBQ, que é um aditivo termoplástico 100% de base biológica, produzido 100% a partir de lixo urbano. Isto é, incluindo mix de plásticos, papel, papelão e orgânicos, e é adequado para produzir plásticos convencionais em várias aplicações duráveis.
Nesta ação sustentável, a empresa já economizou o equivalente a mais de 240.000 kg de emissões de GEE – que corresponde ao sequestro anual de carbono de 18 mil árvores. Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
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