Mesmo com maio apresentando uma leve alta na confiança da indústria, o setor empresarial do segmento ainda permanece com baixa confiabilidade desde março. Como mostra o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) divulgado pela CNI, aumentou 0,4 ponto, para 49,2 pontos em maio.
A princípio, o indicador varia de zero a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, o índice mostra falta de confiança.
Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, apesar de pequena, a recuperação do indicador foi disseminada entre todos os componentes do índice, o Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas.
Leia mais:
Isso porque, em relação às condições atuais, o indicador subiu 0,6 ponto em maio, para 43,1 pontos.
Azevedo afirma que: “A alta mostra que os empresários veem o atual momento em relação aos últimos seis meses de maneira um pouco menos negativa em maio do que observavam em abril. É o primeiro avanço mensal do índice desde setembro de 2022”.
Sobretudo, o Índice de Expectativas teve ligeira alta, de 0,3 ponto, para 52,2 pontos. O que já mostra uma melhora na confiança da indústria.
Nesse sentido, a CNI avalia que: “Ao subir para um pouco mais acima da linha divisória de 50 pontos, o indicador demonstra um olhar um pouco mais otimista dos empresários sobre o cenário dos próximos seis meses”.
Para o levantamento, se entrevistou 1.450 empresas, sendo 571 de pequeno porte, 549 de médio porte e 330 de grande porte. As entrevistas foram feitas no período de 2 a 8 de maio.
Sexto lugar em otimismo empresarial
A princípio, o Brasil ocupa a sexta colocação em um ranking de otimismo do empresariado em relação à economia do país. O estudo é da consultoria Grant Thornton realizado em 28 países.
Primeiramente, mais de 4,7 mil empresários ouvidas durante o ano passado sobre diferentes aspectos do ambiente de negócios dos países em que operam.
À frente do Brasil (62%), as maiores expectativas positivas dos empresários se indicaram na Indonésia (76%), no Vietnã (75%) e nos Emirados Árabes (74%). O índice foi de 60% na América Latina e de 59% na média global.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:2
Mais de 564 máquinas e equipamentos fabricados no exterior usados no Brasil, foram isentos de impostos de importação pelo governo brasileiro. A medida foi aprovada pelo Gecex (Comitê Executivo de Gestão) da Camex (Câmara de Comércio Exterior).
Além disso, a nova decisão do governo Lula, também não irá cobrar imposto de importação de 64 itens de informática e telecomunicações.
A princípio, essa isenção valerá até 31 de dezembro de 2025 e atende a um pedido da indústria. Isso porque, a taxa média de importação desses produtos foi de 11%, segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Leia mais:
Em nota, o MDIC afirma que serão mais de 40 setores da economia beneficiados, entre eles: metalurgia, eletricidade e gás, veículos automotores, máquinas e equipamentos, celulose e papel.
Ainda segundo o MDIC, cerca de 80% dos equipamentos que agora terão isenção tarifária até 2025 são importados dos Estados Unidos, da China, da Alemanha e da Itália, pois não existe produção nacional. Os demais 20% vêm de outros países.
Antidumping nas importações
Também se aprovou na reunião do Gecex a aplicação de medidas antidumping às importações de cápsulas de gelatina do México e dos Estados Unidos.
Com isso, as cápsulas de gelatina serão sobretaxadas entre US$ 0,12 a US$ 2,13 por mil unidades. A sobretaxa se aplica por um período de até cinco anos. Essas cápsulas se utiliza para facilitar a ingestão de remédios e suplementos.
Para o MDIC, a sobretaxa é necessária, pois evita dano à indústria brasileira, já que, após uma investigação do governo brasileiro, se verificou a existência de dumping, ou seja, de prática desleal de comércio.
Sobretudo, a medida entra em vigor após a publicação no Diário Oficial da União, nos próximos dias.
Imposto nos concentrados de proteínas
O Gecex ainda decidiu voltar a cobrar imposto de importação de proteínas e substâncias proteicas texturizadas vindas dos países do Mercosul.
Nesse sentido, a categoria abrange diversos produtos, como as proteínas de soja utilizadas por esportistas.
Com a alíquota zero do Imposto de Importação desses produtos, o governo afirma que a indústria nacional sofreu prejuízos.
Por isso, se retomará a cobrança do imposto, na forma da tarifa consolidada no Mercosul, que é de 11,2%.
O MDIC afirma em nota que “Isso permitirá ao setor produtivo concorrer em maior igualdade de condições de preço e continuar investindo no aumento da capacidade produtiva e geração de emprego e renda no país”.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:15
Obstáculos relacionados ao Custo Brasil ainda impedem o desenvolvimento econômico e social do Brasil, bem como a digitalização e a sustentabilidade. Para superar esses desafios, é necessária uma política industrial focada em quatro missões: descarbonização, transformação digital, saúde, segurança sanitária e segurança nacional, que está presente na proposta de política industrial da CNI, detalhada no Plano de Retomada da Indústria.
A princípio, o plano foi construído ao longo dos últimos meses, e serve como um roteiro para o Brasil aproveitar a janela de oportunidades aberta pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e pela disseminação das tecnologias digitais na economia.
Essas missões são estratégias transversais que buscam trazer respostas aos grandes desafios para a sociedade.
Leia mais:
Segundo Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, a ausência de uma política industrial clara, com objetivos e benefícios que transbordam a indústria, é uma das razões de o Brasil ter perdido relevância nas últimas décadas.
Andrade afirma: “Neste momento, as principais economias do mundo estão se empenhando em ações de desenvolvimento voltadas à inovação, à sustentabilidade e à competitividade internacional. Responder a esses desafios é uma urgência para todos nós, do poder público e do setor privado”.
Revitalização da indústria no Brasil
Nesse sentido, a revitalização da indústria no Brasil é essencial já que o setor é o que mais move o desenvolvimento da economia pela inovação e pelo avanço tecnológico.
Assim, a estrutura de missões, uma vez adotada, não só contribuirá para apoiar empresas na conquista de mercados e reduzir a distância que hoje existe para as potências econômicas.
Mas também alcançar soluções para problemas coletivos, como o acesso à saúde, a segurança no abastecimento energético, alimentar e sanitário internos, e a criação de empregos.
Como aponta o presidente da CNI: “As políticas industriais modernas vão além do incentivo a determinados setores. Elas partem de uma abordagem sistêmica, com visão de longo prazo e exigem coordenação e governança de alto nível, assim como o envolvimento do Poder Executivo e do Congresso Nacional, bem como do setor empresarial e dos trabalhadores”.
As quatro missões
Primeiramente, cada missão é apresentada com a identificação de um problema. Isto é, será apresentado o contexto atual do tema no país, a solução proposta e os benefícios esperados a partir da adoção de cada política.
Dessa forma, para a implementação de cada missão, são sugeridos programas de trabalho com as ações específicas para se chegar aos objetivos estipulados.
Missão 1: Descarbonização
Tem o objetivo de desenvolver uma economia de baixo carbono, com estímulos à descarbonização da indústria, à transição energética e à promoção da bioeconomia e da economia circular.
Além disso, possui programas de trabalho: Energias Renováveis e Eficiência Energética, Mercado de Carbono, Economia Circular, e Conservação Florestal e Bioeconomia.
Com isso, os benefícios esperados são atração de investimentos internacionais, expansão da oferta de fontes mais limpas de energia e com menor custo.
Bem como, implementação da cadeia de valor do hidrogênio, redução do desmatamento ilegal, fomento a novos mercados para bioeconomia.
Missão 2: Transformação Digital
Seu objetivo é capacitar as empresas brasileiras, em especial as pequenas e médias empresas.
Para assim, possam ampliar sua escala de mercado e se habilitarem para participar de cadeias globais de fornecimento.
Programas de trabalho: Mobilização Empresarial, Inovação em Gestão, Planos Estratégicos de Digitalização, e Fomento ao Desenvolvimento de Soluções Digitais.
Assim, os benefícios esperados são o aumento da produtividade e da competitividade.
Além da modernização produtiva, melhora da qualidade de produtos e serviços, aumento da eficiência energética e redução de impactos ambientais.
Missão 3: Saúde e Segurança Sanitária
O objetivo é universalizar o acesso e promover o desenvolvimento competitivo da cadeia de produção e exportação de medicamentos, vacinas, testes, protocolos, equipamentos e serviços.
Os benefícios esperados estão na redução da dependência nacional por importação de insumos, bens e serviços de saúde.
Além do aumento da produção industrial de medicamentos, insumos, materiais e equipamentos de saúde; entre outros.
Missão 4: Defesa e Segurança Nacional
Foco em apoiar o desenvolvimento de elos estratégicos das cadeias do complexo industrial da defesa e segurança nacional, centrado em tecnologias de uso atual.
Programas de trabalho: Sensibilização da Sociedade, Previsibilidade Orçamentária, Foco e Prioridade Tecnológica, Contrapartidas Comerciais e Tecnológicas, Fontes de Financiamento, e Engajamento de Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs).
Já os benefícios esperados são o fortalecimento da base industrial do setor de defesa e segurança e aumento da autonomia tecnológica.
Bem como, redução da dependência externa, ganhos com benefício compartilhado entre setores civil e militar, aumento da inovação tecnológica.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:7
Novo bioplástico
Alunos da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Marista de Goiânia conseguiram produzir um tipo de plástico biodegradável que pode ser utilizado para a fabricação de diversos utensílios e que desaparece sem contaminar o meio ambiente.
A princípio, a ideia surgiu durante as aulas do Hub de Ciências, conduzidas pela professora Thaiza Montine, do Colégio Marista de Goiânia.
Segundo ela, os alunos receberam o desafio de propor uma alternativa sustentável para o meio ambiente.
Para isso, os alunos de 15 e 16 anos conseguiram produzir com sucesso um plástico biodegradável feito de amido de maisena e outro de amido de batata inglesa.
Montine explica: “Realizamos muitos testes físicos e também visualizamos sua forma no microscópio. Em seguida, dividimos as porções que produzimos e enterramos uma delas no jardim do colégio. Após 29 dias tivemos a alegria de verificar que o plástico biodegradável tinha desaparecido. Colocamos a mesma terra do jardim no microscópico e comprovamos que o plástico desapareceu sem contaminar a fauna e a flora”.
Como, por exemplo, glitter biodegradável e comestível que pode ser utilizado na educação infantil.
A professora do Colégio Marista de Goiânia, conta ainda que: “O produto realizado foi tão bom que queremos inscrever o nosso projeto no Concurso EcoAr, um concurso de moda sustentável no qual faremos um adereço”.
Arrecadação de plástico
Arrecadando resíduos para cooperativas, alunos da Escola Estadual Professor Tarcísio de Jesus, no Trapiche da Barra, destinaram 2581 quilos de resíduos plásticos para cooperativas Catadores da Vila Emater (COOPVILA) e Catadoras da Lagoa Mundaú (COOPMUNDAÚ).
Os alunos são conscientizados sobre como funciona a ação e a importância da reciclagem e da economia circular, geração de renda através de atividades como o descarte correto do resíduo plástico.
Com esse debate, o resultado foi visto em 15 dias. O que gerou um incremento de aproximadamente R$ 5 mil no faturamento das cooperativas – o equivalente a 10% do volume mensal de resíduos normalmente coletados.
Nesse sentido, após essa sensibilização inicial, foi a vez da parte prática, com a apresentação do “Plasticoin”.
Isto é, uma moeda social do Plastitroque que os estudantes recebem ao entregar os resíduos plásticos como garrafas pet, embalagens de produtos de higiene e de alimentos, utensílios e tantos outros.
Cada 300 gramas de plástico equivale a 1 Plasticoin e, de posse das moedas, a próxima etapa é a escolha dos brindes.
Sendo eles, kit escolar (12 moedas = 3,6Kg de plásticos), kit de higiene pessoal (10 moedas = 3Kg de plásticos).
Bem como, kit alimentos não perecíveis (15 moedas = 4,5Kg de plásticos) ou squeezes (4 moedas = 1,2 Kg de plástico).
Para a presidente da COOPVILA, Gilvanice Maria dos Santos, os atuais 26 cooperados ficaram muito felizes com a notícia da doação.
Ela afirma que: “É um resíduo de plástico com boa aceitação de mercado e agora vamos partir para a fase de separação dos diferentes tipos”.
Caixa de som com plástico
Uma nova versão do alto-falante portátil Go 3 Eco, feito de plástico 90% reciclado e revestido com tecido 100% reciclado, já está disponível no mercado brasileiro da JBL.
A princípio, a caixa de som mede 87,5 x 75 x 41,3 mm, possui potência de saída de 4,2 W RMS, resposta de frequência de 110 Hz a 20 kHz.
Bem como, conectividade Bluetooth 5.1, certificação IP67 de resistência à água em profundidade de até um metro durante 30 minutos e poeira. Bateria de 2.775 mAh com autonomia de até cinco horas e a tecnologia Pro Sound para reprodução de graves.
Sobretudo, a nova JBL Go 3 Eco já está à venda no Brasil, nas cores verde ou azul, por R$ 299.
O produto vem em embalagem ecológica feita com papel certificado pelo órgão responsável pela gestão das florestas, Forest Stewardship Council (FSC), com tinta de soja biodegradável.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:3
Derivados de materiais naturais renováveis, os biopolímeros ou bioplásticos, são uma alternativa aos plásticos tradicionais. Estes materiais são oferecidos em diferentes tipos ao mercado, sendo os mais comuns o PLA e o PET, usados na indústria têxtil e em embalagem para alimentos.
As principais vantagens em usar esse material por essas indústrias é a sustentabilidade gerada. Isso porque, os biopolímeros são biodegradáveis e produzidos, geralmente, a partir da cana-de-açúcar ou do milho.
Além de possuir propriedades parecidas ou idênticas ao plástico feito de petróleo, assim, não interferindo na produção de produtos.
Leia mais:
O Brasil, a princípio, é um dos grandes produtores de plástico de origem renovável. E utiliza em larga escala a cana-de-açúcar e o etanol para essa produção.
Nesse sentido, a única questão relatada por especialistas, para a produção do plástico renovável, é o custo mais elevado. Já que a fabricação pode ser três vezes mais cara que a do plástico convencional.
Os bioplásticos mais usados pela indústria
Há no mercado cerca de 10 grupos de diferentes tipos de bioplástico, sendo os mais comuns o PLA, o PBAT, o PET, o PE e o PBS.
No caso do PLA, bastante utilizado nas indústrias têxtil e de alimentos, sua fabricação é a partir de bactérias.
No processo, sobretudo, as bactérias produzem o ácido lático por meio do processo de fermentação de vegetais ricos em amido, como a beterraba, o milho e a mandioca.
Eles podem ser utilizados em embalagens alimentícias, cosméticos, sacolas plásticas de mercado, garrafas, canetas, vidros, tampas, talheres, entre outros.
Uma das maiores vantagens da PLA é o tempo da sua degradação que leva de seis meses a dois anos para acontecer.
Além disso, quando se descarta corretamente ele se transforma em substâncias inofensivas, por se degradar pela água.
Já o PET, é um tipo de plástico bastante utilizado na fabricação de embalagens de garrafas, principalmente de refrigerantes, e de alguns tipos de tecidos.
Algumas fabricações pensadas para o dia a dia
Muitas marcas e designers buscam explorar formas de fazer com que os bioplásticos sejam cada vez mais inseridos em peças e itens do dia a dia humano
Um exemplo disso é a marca de moda britânica Stella McCartney, que lançou recentemente um macacão sem mangas enfeitado com lantejoulas bioplásticas feitas de celulose de árvore pela empresa de inovação de materiais Radiant Matter.
A princípio, as lantejoulas se desenvolveram como um substituto para enfeites de plástico à base de petróleo.
Essa alternativa da Radiant Matter é feita a partir de celulose renovável extraída de árvores, que possui uma forma cristalina que reflete a luz e confere ao produto uma qualidade cintilante.
Outra invenção que inclui biopolímeros é uma bolsa impressa em 3D criada pela figurinista do Pantera Negra, Julia Koerner, para sua marca JK3D. Esse item usa bioplásticos derivados de milho e soja para sua construção.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Extrair, manufaturar, comercializar, utilizar e descartar. Por séculos, a indústria passou por esse processo linear de produção. A mudança não virá de uma hora para outra. Mas, a busca por estratégias de crescimento mais sustentáveis refletidas nas novas políticas de ESG já tem impulsionado ações que visam a transformação de um sistema industrial linear para circular.
Assim, a circularidade tem se tornado pauta recorrente também na indústria de alimentos.
Fechar o ciclo de embalagens para este segmento exige uma mudança que vai desde a inovação no desenvolvimento do material de embalagem à consciência de descarte pós consumo, passando por todo um processo de ampliação das operações logísticas e de reciclagem.
Leia mais:
Por isso, é fundamental compreender que a economia circular é viável mediante a uma economia que conta com a colaboração de todos os envolvidos no ciclo de vida de um produto.
A começar pela indústria. Independente do cenário que se tem em relação ao volume do que se recicla, é fundamental desenvolver soluções que sejam aptas à reciclagem. Bem como, à reinserção de plásticos pós consumo na cadeia produtiva.
Além disso, desenvolver tecnologias que usem menos material de embalagem também impulsiona a circularidade.
Na indústria de embalagens, chamamos de “nível ótimo” aquele que usa a menor quantidade de plástico, por exemplo, e atinge o maior nível de proteção de um alimento.
Um exemplo está nas embalagens termoformadas para proteínas. Hoje já temos embalagens com filme de espessura reduzida que consome até 40% menos de plástico por unidade embalada.
Esse fator oferece aos produtores de alimentos redução de pegada de carbono de até 32% no processo produtivo.
Impacto dessa redução
A princípio, esses grandes volumes de vendas, essa redução impacta em menos resíduos no meio ambiente.
Sendo uma solução muito relevante para um cenário de transição como o que vivemos no Brasil, em que ainda não se tem operações de reciclagem em larga escala.
Apenas 4% dos resíduos sólidos que poderiam ser reciclados são enviados para esse processo, de acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).
Entretanto, os números dos últimos anos já nos apontam uma pequena evolução. Um estudo PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico mostrou que a produção de plásticos de origem reciclada cresceu 14,3% em 2021.
Inclusive, para a indústria de alimentos no Brasil já é possível encontrar alternativas de embalagem plástica feita com material reciclado, como o poliéster pós consumo, chamado PET- PCR.
Soluções como essa possibilitam o fechamento da cadeia produtiva, tornando viável o avanço da circularidade de embalagens na indústria alimentícia.
Consciência
Acredito muito que o cenário vai continuar sendo transformado à medida que o consumidor também tenha maior consciência de sua parte na economia circular. Ou seja realizando o descarte correto ou mesmo cobrando das empresas e do poder público alternativas sustentáveis e condições para fazer sua parte do ciclo.
A própria embalagem já pode contar com um sistema de conectividade. Por meio de um QR code, levar o consumidor a um ambiente de informação sobre o descarte correto específico para aquele produto.
Sobretudo, como indústria, nosso compromisso é inovar sempre com o desenvolvimento de materiais que já chegarão ao mercado prontos para entrarem em um sistema circular de produção, sejam eles reciclados ou recicláveis.
Essa tecnologia, em conjunto com a ampliação de políticas e operações de logística reversa e somadas ao trabalho das marcas em torno da consciência do consumidor, certamente nos ajudarão a dar passos mais largos em direção à economia circular.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:7
Com a perda de ritmo de crescimento nos dois primeiros meses do ano, os indicadores da indústria de transformação mostraram avanço em março de 2023. De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, da CNI, esse foi o primeiro desempenho positivo neste ano.
A princípio, foi levado em consideração o avanço no faturamento real das empresas, números de horas trabalhadas na produção e aumento da UCI (Utilização da Capacidade Instalada).
Segundo a economista Larissa Nocko, o emprego permaneceu estável, mas a massa salarial e o rendimento médio aumentaram e recuperaram parte das perdas dos meses anteriores.
Leia mais:
Ela explica que: “Os dados mostram um desempenho positivo em março, mas os problemas que vêm impactando negativamente a atividade industrial permanecem. Isto é, os juros altos e a demanda enfraquecida. Por isso, ainda é cedo para avaliar se março representa o início de uma recuperação consistente ou se o avanço foi pontual”.
Nesse sentido, o faturamento real da indústria registrou avanço de 1,4% em março de 2023 em comparação com fevereiro deste ano.
A alta de março se destaca por ocorrer após três meses de relativa estabilidade. Na comparação com março de 2022, houve crescimento de 2,1% do faturamento.
Mercado de trabalho e rendimento médio
Na indústria de transformação, o emprego registrou estabilidade em março de 2023, na comparação com fevereiro. Já comparado com março de 2022, o emprego acumula alta de 1%.
O rendimento médio real cresceu 0,6% na comparação com fevereiro. Essa alta ocorre depois de o indicador registrar três meses com variações negativas, assim, acumulando queda de 1,9% entre dezembro de 2022 e fevereiro de 2023. Na comparação com março de 2022, o rendimento cresceu 3,3%.
Já quanto às horas trabalhadas na produção registraram crescimento de 1% na comparação com fevereiro.
Dessa forma, nos últimos seis meses, o indicador registrou alternância de avanços e recuos em torno de um mesmo patamar, com variação de apenas -0,1% em relação ao nível registrado em setembro de 2022. Na comparação com março de 2022, houve alta de 0,6%.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:9
Por Luciana Antonini Ribeiro, cofundadora da Eb Capital
Dois mil e vinte três será o ano da "economia circular". Prova disso é que o Ministério da Fazenda está preparando um novo "pacote verde", batizado de Plano de Transição Ecológica, com o objetivo de impulsionar o País com ações sustentáveis e promover a transformação no setor produtivo brasileiro.
Assim, incluirá um bloco dedicado a tratamento de resíduos e circularidade de materiais, tal como o plástico, que está presente nas cadeias de produção e, há tempos, vem sendo questionado.
A princípio, o pacote poderá gerar medidas e leis mais rigorosas, e o setor privado tem mostrado imenso apetite por soluções em economia circular.
Muito disso por conta da pressão de investidores, em geral, ansiosos por apoiar soluções mais sustentáveis.
Leia mais:
Não importa o setor. O plástico está presente em todas as cadeias de produção. Portanto, tirar o insumo de cena, sem alternativas escaláveis, é comprometer todo o ecossistema industrial global.
O emaranhado complexo, construído ao longo de décadas, é, por outro lado, a oportunidade para atuar em diferentes frentes simultâneas, como, por exemplo, na conscientização sobre os itens de uso único e sua implicação ambiental.
Bem como, no desenvolvimento de materiais substitutos (como os bioplásticos) e nas imprescindíveis tecnologias de reciclagem, para incorporar resíduos industriais à manufatura.
Plástico e a reindustrialização brasileira
Se o plástico é um material transversal na indústria, é com esse mesmo viés que a reindustrialização do Brasil deve ser planejada.
Ou seja, com soluções que atravessam setores e auxiliam também na descarbonização. Desde a adoção de novos modelos de produção, com a redução no uso de matéria virgem, à reciclagem, e o retorno do que hoje é chamado de resíduo, até a cadeia produtiva.
O setor privado tem a responsabilidade de acelerar soluções principalmente para o plástico.
Mesmo que a atividade-fim das indústrias não seja, obviamente, exclusiva para encontrar soluções para os grandes desafios ambientais e para as lacunas estruturais do nosso país, todas precisarão se enxergar num novo papel: o de ser um mecanismo de enfrentamento das mudanças climáticas.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:9
Visando reduzir o uso de matéria-prima virgem no setor industrial, as embalagens do sabão em pó Urca, um produto do Grupo GTEX, tornaram-se mais sustentáveis. Essa iniciativa foi possível por meio da parceria entre as empresas Lar Plásticos, Dow Embalagens, Boomera Ambipar e Finepack. A fim de apontar a circularidade como a resposta para o futuro do plástico.
Sobretudo, a cadeia circular implementada no processo produtivo das embalagens da marca Urca tornou-se possível por meio do uso do REVOLOOP.
Que é um filme plástico proveniente da resina reciclada pós-consumo, assim, permitindo a substituição da matéria-prima virgem em 30%.
Dessa forma, acelerando a incorporação de soluções sustentáveis nas iniciativas do Grupo GTEX.
A Lar Plásticos foi a responsável pelo fornecimento do insumo, ou seja, a disposição da resina de polietileno pós-consumo (PCR) para a composição da embalagem do lava-roupas em pó Urca.
Que em seguida é fabricada através da reciclagem mecânica de plásticos, o uso do REVELOOP promove benefícios ambientais e econômicos.
Facilidade na reutilização do resíduo
Com o uso do material reciclado é possível a reutilização do resíduo, que antes seria descartado em aterros sanitários e poderia levar até centenas de anos para se decompor.
Como descreve Leonardo Marino, diretor industrial da Lar Plásticos: “Através da economia circular estendemos a vida útil dos produtos e desenvolvemos soluções de alta qualidade atreladas à preservação ambiental”.
Segundo ele, a empresa está cada vez mais se aprofundando no conceito de embalagem positiva para a sociedade e para o meio ambiente. “Assim, atendendo o competitivo mercado de consumo, correspondendo à necessidade das grandes marcas e priorizando os pilares para uma cadeia de consumo sustentável”.
Sobretudo, a plataforma de economia circular utiliza atualmente o plástico reciclado em mais de 95% das suas produções industriais.
Esta, está conectada às cooperativas para o recolhimento e uso do material pós-consumo a fim de atender às necessidades de coleta seletiva e urbana presentes no mercado.
Bem como, para a customização de soluções em embalagens como a parceria com a Dow e a Boomera Ambipar.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
Post Views:9
Considerado a inflação da indústria, o IPP (Índice de Preços ao Produtor), calculado pelo IBGE, registrou queda de 0,66% em março. No mês anterior, os preços tinham caído 0,29% frente a janeiro. Em março de 2022, o índice teve queda de 3,12%.
A princípio, desde setembro de 2019, o IPP não registrava uma deflação acumulada em 12 meses e a taxa registrada em março é a mais intensa em toda a série histórica.
Doze das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram queda de preços em março.
Sobretudo, o IPP da indústria é formado pelos índices da indústria de transformação e o da indústria extrativa.
Leia mais:
Nesse sentido, a taxa na indústria de transformação teve queda de 0,73% em março, ante baixa de 0,45% em fevereiro.
Já o IPP da indústria extrativa teve alta de 0,68% em março, após queda de 3% em fevereiro, mesma taxa anunciada na edição anterior do IPP, não tendo sofrido revisão.
Com isso, as variações mais intensas foram no refino de petróleo e biocombustíveis (-4,10%), em papel e celulose (-2,42%) e outros produtos químicos (-1,41%).
Segundo Felipe Câmara, gerente do IPP, o refino é o grande destaque a influenciar o resultado do mês. “Mas também é central para compreender um movimento mais duradouro de recuo nos preços industriais que vem acompanhando a dinâmica das commodities no mercado internacional”.
Safra e o preço de alimentos
Na indústria de alimentos, as reduções de preço vêm sendo associadas a aumentos na oferta de produtos com grande peso no setor.
Já que em meses anteriores, carne e leite foram protagonistas nesse sentido, e em março foram os derivados da cadeia da soja os destaques em pressionar para baixo os preços ao produtor.
Para Câmara, “Os preços do grão, do farelo e do óleo estão em queda, e essa redução pode ser associada ao período de colheita de uma safra expressiva”.
Assim, nas indústrias extrativas, apesar do resultado positivo no mês corrente (devido à alta nos preços do minério de ferro), o índice no acumulado em 12 meses é de -20,31%.
Isto é, a redução nos insumos industriais vem tendo seu efeito sobre os preços dos bens para consumo final.
O gerente do IPP, ressalta: “A inflação acumulada em 12 meses na Indústria Geral está em -2,32%, mas, nos bens intermediários, está em -6,31%. E, é importante perceber que nesse período, os bens de consumo vêm numa desaceleração contínua”.
Ele completa dizendo que: “Hoje a categoria está em 2,46% em 12 meses, a taxa mais baixa desde 2019. Assim, podemos perceber que há transmissão de preços para a ponta da cadeia”.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.
🛈 Procurando um produto do portal?
O Plástico Virtual é um portal de divulgação: nós não vendemos os produtos anunciados aqui. Para comprar ou tirar dúvidas sobre um produto específico, entre em contato direto com a empresa anunciante na página dele.
Mesmo assim, falar com a equipe do portal →
Quer ficar por dentro da indústria do plástico?
Assine a nossa newsletter e receba semanalmente atualizações de fornecedores, matérias especiais, novidades do setor e tendências do mercado.
Sua assinatura não pôde ser salva. Tente novamente.
Sua inscrição foi realizada com sucesso.
Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a indústria do plástico, somos a maior e mais completa plataforma da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, já ajudamos centenas de empresas do setor a expandir sua presença no mercado, gerar novos negócios e chegar até quem realmente decide a compra.
🛈 Procurando um produto do portal?
O Plástico Virtual é um portal de divulgação: nós não vendemos os produtos anunciados aqui. Para comprar ou tirar dúvidas sobre um produto específico, entre em contato direto com a empresa anunciante na página dele.
Mesmo assim, falar com a equipe do portal →
Quer ficar por dentro da indústria do plástico?
Assine a nossa newsletter e receba semanalmente atualizações de fornecedores, matérias especiais, novidades do setor e tendências do mercado.
Sua assinatura não pôde ser salva. Tente novamente.
Sua inscrição foi realizada com sucesso.
Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a indústria do plástico, somos a maior e mais completa plataforma da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, já ajudamos centenas de empresas do setor a expandir sua presença no mercado, gerar novos negócios e chegar até quem realmente decide a compra.