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Com crescimento de 3,9% em relação a 2021, o valor bruto da produção de embalagens no Brasil atingiu o montante de R$ 123,2 bilhões em 2022, segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas). 

O plástico é o material mais usado na fabricação de embalagens, presente em um terço das embalagens. Embalagens metálicas e de papelão ondulado têm cerca de 20% de participação cada.

Esse número tem alta, mesmo que a indústria tenha apresentado retração de 4,5% nos volumes produzidos de um ano para o outro.

Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre (Associação Brasileira de Embalagens) explica que: “O desempenho da indústria de embalagens está ligado ao das principais indústrias de bens de consumo”. 

Segundo a executiva, 70% das embalagens produzidas são voltadas para acondicionar esses bens.

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Ela analisa a queda na produção como um reflexo do arrefecimento da pandemia, com alta na procura por serviços em detrimento do comércio. “Entendemos que a retração em relação a 2021 ocorreu porque as pessoas estão saindo mais de casa [em 2022], voltaram a consumir em bares e restaurantes, a frequentar academias e cursos, retomaram as viagens. Naturalmente, diminuiu o consumo de produtos embalados, com o retorno ao estilo de vida mais tradicional.”

Crescimento nas importações de embalagens

A princípio, diferente da produção de embalagens, as importações de embalagens em 2022 movimentaram um total de US$ 648,4 milhões. Representando um decréscimo de 8% em relação ao ano anterior. 

O dado teria relação também com a volta à normalidade no consumo. Já que ao longo da pandemia foi necessário trazer de fora embalagens em volume suficiente para suprir o intenso mercado nacional de compras on-line.

Para Pellegrino, houve uma acomodação dos números em patamares realistas, e o momento é propício para direcionar mais ações de sustentabilidade. “Já temos diretrizes para orientar o descarte. Estamos olhando para a reutilização e a logística reversa. Além de conduzir pesquisas para pensar sobre o design da embalagem, que precisa ser sustentável desde a concepção, considerando todo o ciclo de vida”.

Nesse sentido, a Abre lançou no final de maio o programa Lupinha, que oferece, por meio de um código QR gravado na embalagem, informações sobre o produto, desde dados de composição e nutricionais até instruções para descarte correto e reciclagem.

Logística reversa das embalagens

As latinhas de alumínio, o maior sucesso brasileiro em reciclagem de embalagem há décadas, chegaram este ano ao patamar de 100% de retorno à cadeia produtiva, por exemplo. 

De acordo com dados da Recicla Latas, com apoio da Abal (Associação Brasileira do Alumínio) e da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio), os recicladores processaram 390,2 mil toneladas de sucata de latinhas, montante equivalente às 31,85 bilhões de unidades comercializadas pelos fabricantes em 2022.

Além disso, a eureciclo, especializada em logística reversa, atesta ter enviado de volta à cadeia produtiva 745 mil toneladas de embalagens pós-consumo em 2022.

Outro termômetro que indica aumento na reciclagem é que a produção de plásticos a partir de materiais pós-consumo cresce cerca de 15% ao ano, segundo a ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

Nesse sentido, entre as iniciativas pontuais estão ações como a da Tetra Pak, líder de mercado cuja produção foi de 15 bilhões de embalagens de alimentos em 2022, que acaba de obter a certificação Lixo Zero nas duas plantas brasileiras.

A companhia divulgou que a iniciativa baixou a emissão de gás carbônico a partir do manejo de resíduos de 107 toneladas ao ano para cinco. O que representou uma redução de 95%. 

Dessa forma, a diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul, Valéria Michel finaliza: “A iniciativa está alinhada ao compromisso da companhia de zerar emissões em suas operações até 2030”.

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Agora, mais do que nunca, a sustentabilidade se tornou um pré-requisito para aquisição de algum produto do mercado. Os consumidores têm exigido cada vez mais produtos sustentáveis ​​como critério de consumo. Por isso, indústrias de diferentes setores vêm remodelando etapas de sua cadeia produtiva. 

No setor de embalagens, por exemplo, é visível a mudança de cenário, já que um número crescente de empresas estão buscando alternativas de menor impacto ambiental para colocar seus produtos nas prateleiras.

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O mercado global de embalagens sustentáveis somou US$ 101,49 bilhões em 2022 e, até 2032, esse número deve mais do que dobrar, chegando a US$ 211,51 bilhões, segundo a consultoria Precedence Research

Bioembalagens: a nova tendência do mercado

Bioembalagens: uma alternativa sustentável

Com isso, as bioembalagens têm ganhado espaço como alternativa para a sustentabilidade. Essas opções são biodegradáveis ou compostáveis e fabricadas a partir de fontes renováveis. 

Para Cintia Godoi, gerente de produtos e inovação da eeCoo, empresa especializada no segmento de bioplásticos, esse mercado ainda está em fase inicial, mas tem enorme potencial para crescer.

Fundada há pouco mais de uma década, a companhia que Godoi integra, viu a procura por seus produtos aumentar ano a ano. 

Assim, em 2011, quando atendia a algumas dezenas de clientes, o catálogo contava com 12 itens. Hoje, são milhares de clientes em todo o Brasil e um portfólio com mais de 150 opções, entre copos, pratos, marmitas, bandejas, tigelas e afins.

A gerente afirma que: “As marcas vêm percebendo o interesse por produtos mais sustentáveis e solicitando à indústria de embalagens alternativas às opções atuais, provenientes de fontes não renováveis”.

Nesse sentido, a especialista observa que cada área tem avançado em ritmos diferentes. 

No setor de alimentos especificamente, o varejo ainda caminha mais devagar, mas nos estabelecimentos com atendimento direto ao público e serviços de delivery, a busca vem crescendo depressa.

As vantagens do bioplástico

As embalagens biodegradáveis/compostáveis ​​apresentam muitas vantagens em relação aos plásticos convencionais, mesmo tendo propriedades e usos semelhantes. 

De início, uma das vantagens é não usar recursos fósseis, que são finitos e demoram centenas de anos para se decompor na natureza. 

Um exemplo das vantagens das bioembalagens é da Já Fui Mandioca, de Diadema (SP). Elas se decompõem em apenas 90 dias.

Algumas se dissolvem no jardim, com a própria água da chuva, em torno de 20 dias e ainda viram composto para adubar as plantas.

Além disso, o menor uso de água na produção é outra vantagem. Segundo Já Fui Mandioca, seus copos, feitos de fécula de mandioca, requerem 100 vezes menos água para produzir do que os copos de plástico e 480 vezes menos que os de papel.

Um estudo ainda comprovou que as emissões de carbono geradas do início ao fim do ciclo produtivo dos copos ecológicos da empresa são negativas. Ou seja, além de não gerarem CO2 na sua fabricação, eles sequestram carbono da atmosfera.

Godoi salienta também que o segmento valoriza cadeias produtivas de fontes abundantes de amido e fibras naturais, das quais o Brasil é grande produtor mundial, como mandioca, milho, cana-de-açúcar. “Fortalece a agricultura familiar, gera emprego e renda no campo e cria um novo mercado consumidor para resíduos da produção agrícola”.

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Inovação na reciclagem de embalagens plásticas laminadas

Depois de ter apresentado uma tecnologia inovadora que separa a tinta dos resíduos plásticos na reciclagem, a Deink Brasil deu mais um passo significativo para a economia circular. Isso porque, a empresa desenvolveu um sistema que permite a delaminação e a desmetalização de embalagens flexíveis como as usadas em biscoitos e snacks, garantindo assim o reaproveitamento desses materiais.

A princípio, uma das dificuldades na reciclagem de embalagens laminadas é que, ao final do processo, a resina resultante tem coloração preta ou marrom, qualidade inferior e aplicações limitadas. 

Assim, é comum que o pequeno volume que é reaproveitado se transforme em vasos ou baldes. 

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Com a nova tecnologia, desenvolvida 100% dentro da empresa brasileira, é possível separar as camadas de diferentes tipos de plástico, metal, tinta e verniz que podem constituir a embalagem laminada.

O que gera uma resina reciclada com características similares às da virgem. Isso é feito a partir de um processo que combina tratamento químico, sem uso de solventes, com reciclagem mecânica.

Rogerio Mani, fundador da empresa, destaca que: “Percebemos que apenas o destintamento não seria suficiente [para acelerar o reaproveitamento dos resíduos plásticos], porque há embalagens mais complexas e que são multimateriais”.

Resultados da inovação

Com isso, os técnicos da empresa conseguiram chegar a uma tecnologia “4D” (destintamento, desmetalização, delaminação e disrupção).

Inicialmente, separando os diferentes materiais que vão no filme de BOPP (polipropileno biorientado) que embala salgadinhos e produziu um material reciclado de maior valor. 

A tinta e o metal que foram separados dão origem a uma “borra”, que é descartada junto a empresas especializadas no tratamento desse resíduo. Mas também para isso a Deink está buscando outras formas de reaproveitamento.

O plano da Deink é chegar a quatro unidades em operação na fábrica de Itupeva (SP) até 2024. Para isso, conta com investimentos da ordem de R$ 85 milhões.

Nesse sentido, a primeira linha, equipada com a tecnologia espanhola, entrou em operação em 2021 e a segunda, no fim do ano passado. 

A terceira, já com a nova tecnologia, deve partir em julho, e a quarta, novamente com o sistema espanhol, em 2024, alcançando 30 mil toneladas por ano de capacidade instalada.

Implementação do projeto

Para esta primeira fase do projeto, segundo Mani, os recursos já estão assegurados. 

Isso porque, até 2030, a meta é chegar a um total de dez plantas com a nova tecnologia em operação, incluindo outros Estados e, eventualmente, países. 

Para esse segundo momento de expansão, a Deink não descarta financiamento externo.

Presidente da Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) e com ampla experiência no setor de plásticos, Mani avalia que é preciso criar valor para o resíduo plástico, como ocorreu com a resina PET, para fomentar sua circularidade desde o momento da coleta.

Quanto à demanda, ele pontua que as grandes marcas estabeleceram metas de sustentabilidade e estão em busca de soluções inovadoras. “São os 'brand owners' que puxam a demanda, então temos conversado com eles para buscar alternativas para seus produtos”. 

Sobretudo, é para os transformadores plásticos, que atendem a essas marcas, que a empresa fornece seu produto.

Com 60 funcionários, a Deink está passando por um momento de profissionalização, com a saída de Mani da função de CEO para ocupar um assento no conselho de administração.

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Nova estação de reciclagem

Nova estação de reciclagem, Reciclagem aérea e Toneladas de reciclados

A empresa Recicle Bem lançou uma nova estação de reciclagem. A unidade estará aberta para o público em geral e os clientes poderão levar diversos tipos de resíduos, como plástico, metal, plástico rígido, papel filme e papelão. 

Além de contribuir com a preservação do meio ambiente, o cliente tem recompensa de um cash back que poderá se utilizar em qualquer empresa de Barcelos.

Segundo Paula Teçes, coordenadora de ESG do Grupo Barcelos, as empresas já contratam equipes especializadas para a destinação do lixo. No entanto, a população em geral enfrenta dificuldades. 

Ela afirma: “Muitos clientes, inclusive eu mesma, não tínhamos onde descartar o lixo de forma adequada, então considero super bacana participar do projeto como cidadã. Como funcionária, fico orgulhosa”.

A princípio, o aplicativo do projeto é o “Recicle Bem Barcelos”, disponível para Android e iOS. 

Na tela inicial, antes mesmo da realização do cadastro, o usuário poderá ter acesso ao regulamento. Após a pesagem do material entregue, o cashback será lançado imediatamente na conta do usuário. 

No momento do pagamento em qualquer unidade do Grupo Barcelos, o cliente que faz parte do programa vai informar que deseja utilizar o crédito do “Recicle Bem” e pelo aplicativo fazer a leitura do QR Code.

Atualmente, a Recicle Bem reaproveita cerca de 2 mil toneladas de resíduos gerados pelo próprio grupo por ano. 

Com a Estação de Reciclagem, a expectativa é de dobrar o montante. Pelo projeto, serão aceitos papel, papelão, plástico filme, plástico (garrafas pet, de iogurte, de suco; embalagens de produtos de limpeza, baldes, potes, etc.) e latas de alumínio. Os resíduos só serão aceitos higienizados — limpos e secos.

Reciclagem aérea

A companhia aérea Emirates lançou uma nova iniciativa de reciclagem de circuito fechado, em que milhões de itens utilizados a bordo, como bandejas, vasilhas, tigelas e pratos de plástico, agora serão reciclados em uma unidade local e transformados em novos utensílios para uso nas refeições fornecidas pela empresa.

A princípio, essa nova iniciativa é uma transição para a adoção dos princípios da economia circular, em que se reduz, reutiliza e recicla os itens.

Nesse sentido, milhões de itens antigos e danificados usados nas refeições das classes Economy e Premium Economy são recolhidos após os voos, lavados e analisados quanto à presença de danos.

Em seguida se leva a uma unidade em Dubai onde se tritura, reprocessa e transforma em novos pratos, tigelas e bandejas. 

Depois, se destinam ao Emirates Flight Catering para que se usem novamente em milhares de refeições servidas a bordo.

Isso graças a parceria com a deSter FZE dos Emirados Árabes Unidos, que fornece  utensílios e embalagens para a indústria da aviação e especialista em fabricação de reciclados de circuito fechado.

Assim, as novas bandejas, vasilhas, travessas e tigelas com no mínimo 25% de material reaproveitado (reciclado), voltarão para aeronaves que operam em todo o mundo, e essa proporção vai aumentar com o tempo.

Sobretudo, a deSter faz parte da rede CE100, que inclui algumas das principais empresas de economia circular do mundo. 

Além disso, a deSter recebeu a classificação de sustentabilidade “Gold” da Ecovadis, que é uma certificação de práticas sustentáveis reconhecida mundialmente.

Toneladas de reciclados

O Tampinha Legal, um programa socioambiental de caráter educativo em economia circular de iniciativa da indústria de transformação do plástico da América Latina, recebeu mais de cinco toneladas de tampas plásticas. Os materiais foram entregues por três entidades assistenciais diferentes, totalizando mais de R$16 mil reais.

De acordo com Simara Souza, Gerente do Instituto SustenPlást, este tem sido um ano de bons resultados para o programa, algo que é facilmente notado através dos números.

Ela destaca: “Estamos finalizando o quinto mês de 2023 e já ultrapassamos o número de entregas feitas em 2022 no Rio Grande do Sul. O programa tem ganhado cada vez mais visibilidade, provando que mudanças de comportamento são possíveis e geram resultados a longo prazo." 

O Tampinha Legal e seus números refletem uma nova realidade, onde as pessoas assumem a própria responsabilidade enquanto cidadãos. Bem com, compreendem a importância do seu protagonismo neste ciclo econômico.

A princípio, o programa já ultrapassou mil toneladas de tampas plásticas ao longo dos seis anos de atuação. 

Com isso, o volume equivale a mais de R$ 2,8 milhões de reais, que se destinaram integralmente às 326 entidades assistenciais participantes. 

Sobretudo, o programa conta com 3.220 pontos de coleta. Sendo distribuídos pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia.

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O relatório “Manufatura - Tendências Globais de RH 2023” da Gi Group Holding, multinacional italiana, apontou que, com a indústria 4.0, 58% das empresas consultadas acreditam que nos próximos cinco anos, as mulheres terão maior probabilidade de serem empregadas nas operações do departamento de produção. 

Aliar a Indústria 4.0 à qualificação profissional pode ser uma grande oportunidade para aumentar a representatividade feminina no setor brasileiro e superar a escassez de mão de obra qualificada. 

Nesta pesquisa, se entrevistou 240 tomadores de decisão (gerentes de RH, gerentes de fábrica, gerentes de produção) de empresas do setor de manufatura pelo Piepoli Institute, um instituto independente de pesquisa de marketing. O estudo se realizou em seis países (Brasil, China, Alemanha, Itália, Polônia e Reino Unido). 

A princípio, os dados foram apoiados por uma análise documental realizada pela empresa de gerenciamento de dados INTWIG.

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Em primeiro lugar, o país com o maior percentual de empresas que acreditam de fato no avanço de mulheres na indústria é o Brasil. Em seguida estão a Polônia (55%) e Alemanha (32%). 

Nesse sentido, globalmente, 34% responderam que isso certamente acontecerá nos próximos 5 anos, enquanto 49% avaliam que é provável.

Para Ana Britto, diretora executiva da Gi Group Holding, as funções administrativas são mais propensas a se preencherem por mulheres. “As gerências ainda são dominadas por homens, mas isso está mudando lentamente à medida que mais mulheres são treinadas e qualificadas em assuntos técnicos e as atitudes de desigualdade de gênero são desafiadas”.

Setor com novas tecnologias e mudança de mentalidade

No âmbito mundial, a pesquisa indica que as empresas preveem a possibilidade de mais contratações de profissionais do gênero feminino nos próximos anos avaliam que isso será motivado, principalmente, por uma mudança de mentalidade, mais aberta para as mulheres (39%). 

Para 35%, mais mulheres têm habilidades em STEM (Science, Techonology, Engineering and Mathematics).

Além disso, outros fatores citados são: o emprego das mulheres pode ser um valor agregado para a fabricação setor (29%).

Bem como, as novas tecnologias vão mudar a maneira de trabalhar (26%); mais mulheres estarão interessadas neste campo (25%); e a implementação de tecnologias 4.0 vai impulsionar o emprego de mulheres (21%).

Britto avalia que: “A nossa pesquisa destaca que uma nova mentalidade e a disseminação de habilidades relacionadas a STEM entre as mulheres podem ajudar a tornar esse setor historicamente dominado por homens mais aberto à diversidade. Dessa forma, a evolução das fábricas inteligentes pode ser uma ótima oportunidade para a contratação de mulheres”.

Foi unânime por todos os entrevistados na pesquisa, que as mulheres são inestimáveis para ajudar a enfrentar a escassez de pessoal.

E que, nesse sentido, se empresas forem bem-sucedidas em encontrar uma maneira de empregar mais mulheres na manufatura, isso será de grande contribuição.

O cenário atual

Atualmente, as mulheres representam uma parcela minoritária nos cargos de liderança e nas equipes de desenvolvimento e pesquisa na indústria 4.0. 

Essa desigualdade se reflete também na disparidade salarial entre homens e mulheres.

Por isso, várias iniciativas têm se implementado para promover a igualdade e a diversidade no setor.

Empresas estão adotando programas de recrutamento mais inclusivos, buscando atrair e reter talentos femininos. 

Além disso, programas de mentoria e capacitação estão sendo desenvolvidos para incentivar mulheres a buscar carreiras na indústria 4.0 e ajudá-las a avançar profissionalmente.

Organizações e grupos de mulheres também estão desempenhando um papel fundamental na promoção da representatividade feminina. 

Eles fornecem suporte, networking e oportunidades de desenvolvimento para mulheres que trabalham ou desejam trabalhar na indústria 4.0.

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A empresa japonesa MP Gokyo Food & Chemical desenvolveu um plástico biodegradável fabricado a partir da semente do tamarindo. Essa ideia parte do conceito do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 da Agenda 2030 da ONU.

A princípio, o produto se deriva da goma do tamarindo e feito a partir de componentes de polissacarídeos das sementes refinadas. 

Shinji Utsunomiya, da MP Gokyo Food & Chemical, explica que a goma é solúvel em água e possui alto peso molecular.  E por isso, as sementes possuem ótima compatibilidade e biodegradabilidade.

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Sobretudo, o tamarindo é uma fruta azeda cultivada na Índia e no sudeste da Ásia. Sendo uma fruta rica em vitaminas A, C e E. Além de possuir características antioxidantes e anti-inflamatórias. A sua polpa contém ainda fibras e minerais.

Além do consumo da fruta e do refresco, a goma da semente do tamarindo também é conhecida como um importante espessante de alimentos. 

No entanto, após a produção dos aditivos alimentares, a maior parte do fruto é descartada. 

Agora, com a produção dos bioplásticos, a empresa MP Gokyo Food & Chemical utiliza da economia circular sustentável para reaproveitar os resíduos.

Semente de tamarindo vira plástico biodegradável

Uso do plástico

A princípio, a árvore do tamarindo tem a característica de crescer em solos secos e inférteis.

Dessa forma, não precisa de uma grande quantidade de terras para o fruto ser produzido.

No Japão, por exemplo, a MP Gokyo Food & Chemical comercializa a goma de semente de tamarindo desde 1964.

Em 2021, lançou uma nova marca, TAMAVISCO, para o setor de cosméticos. Esses produtos são utilizados como espessantes e para fazer filmes que limitam a passagem de gases.

De acordo com a empresa, o plástico biodegradável pode se usar “em tudo”. 

Como em embalagens flexíveis, materiais para roupas, eletrodomésticos e em produtos plásticos para automóveis.

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O custo da indústria subiu 10,7% em 2022 comparado a 2021. Segundo o ICI (Indicador de Custos Industriais), da CNI, dentre os componentes do índice, os custos de produção (14,4%) e do custo de capital (35,8%) contribuíram para esse resultado.

Além disso, a pesquisa mostra que houve queda de 13% do custo tributário nesse período. O principal motivo foram as desonerações de PIS/Cofins sobre combustíveis e redução do IPI sobre alguns produtos industriais fabricados no Brasil. 

Para a economista, Paula Verlangeiro, os custos de produção, que incluem gastos com energia, pessoal e bens intermediários, pesaram a guerra na Ucrânia e o aumento nos preços de insumos e de commodities energéticas, principalmente nos dois primeiros trimestres de 2022. 

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Ela destaca que: "O terceiro e quarto trimestres foram marcados pela influência de fatores internos no custo de produção, como o aumento dos custos com pessoal".

Ainda mais, esses dados apontaram que a maioria dos componentes do índice começou a recuar no último trimestre do ano passado. No entanto, a queda não reverteu a alta acumulada nos últimos dois anos, de 26,3%.

Nesse sentido, o custo com capital, medido pela taxa de juros para capital de giro, apresentou crescimento de 35,8% na comparação de 2022 com 2021. 

O aumento ocorreu devido aos sucessivos aumentos da taxa básica de juros (Selic).

A subida de 9,25% ao ano, no fechamento do quarto trimestre de 2021, foi para 13,75% ao ano, no fechamento do quarto trimestre de 2022.

Taxas de juros e energia

Para a indústria brasileira, as taxas de juros têm sido apontadas como problema relevante para o custo.

É o que aponta a pesquisa Sondagem Industrial da CNI. O setor afirma que a Selic no patamar atual contribui para o encarecimento do custo do crédito para os empresários e influencia decisões como investimento e compra de maquinário.

Com aumento de 23% no custo com energia em 2022 em relação a 2021. A pesquisa aponta que o aumento é resultado da alta de todos os componentes do indicador: 35,1% para o óleo combustível, 58,4% para o gás natural e 1,2% para a energia elétrica no período. 

Sobretudo, na comparação do quarto trimestre com o terceiro trimestre de 2022, houve queda de 3,7% no custo de energia, após um longo período de aumento nos custos. 

Aparentemente, esse resultado ocorreu devido aos recuos de 8,5% no custo com óleo combustível. Bem como, de 4,1% no custo com gás natural. Nesse período, a energia elétrica subiu 0,5%.

Custo pessoal e com bens intermediários

Já o custo com pessoal, que é medido pelo rendimento médio do trabalhador da indústria, aumentou 11,8% na comparação anual. 

Dessa forma, esse resultado pode se explicar pelo avanço do número de pessoas ocupadas e pela recuperação do rendimento médio, fatores que marcaram o mercado de trabalho em 2022. 

Ou seja, as sucessivas altas do rendimento médio ao longo de 2022 geraram um aumento de 13,4% na massa salarial.

Enquanto o emprego avançou apenas 1,4% na comparação de 2022 com 2021.

Quanto ao custo com bens intermediários, na comparação de 2022 com 2021, houve aumento de 14,5%, puxado pelos aumentos dos custos de insumos importados (+15,2%) e bens intermediários nacionais (+14,4%). 

Assim, entre os fatores que explicam esses aumentos de custos estão a guerra na Ucrânia e a desorganização das cadeias produtivas no pós-covid.

Na comparação do terceiro com o quarto trimestre de 2022, o custo com bens intermediários recuou 5,9%.

Impactado tanto pela queda nos custos com bens intermediários nacionais (-5,6%) como pela queda nos custos com bens intermediários importados (-7,6%). 

Esse é resultado do início do processo de normalização das cadeias de insumos nos últimos trimestres de 2022.

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Utilizados para adicionar propriedades específicas aos produtos plásticos durante o processo de fabricação. Os masterbatches são concentrados de aditivos, pigmentos ou ambos, dispersos em uma resina base. 

Esse produto é capaz de conferir resistência ao UV, propriedades antichamas, resistência à abrasão, entre outras características desejadas. Com isso, se faz necessária a escolha correta do material para a aplicação no plástico desejado.

Esse passo é essencial para garantir que as propriedades desejadas se alcancem nos produtos finais. Isso porque, cada aplicação requer um tipo específico de masterbatch, levando em consideração as necessidades técnicas e estéticas do produto. 

Por exemplo, na fabricação de embalagens plásticas para alimentos, é importante utilizar masterbatches que ofereçam resistência à migração de substâncias nocivas, garantindo a segurança dos alimentos embalados.

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Além dos masterbatches, a seleção da matéria-prima adequada é fundamental para o mercado do plástico. 

Uma vez que, existem diversos tipos de resinas plásticas disponíveis, como polietileno (PE), polipropileno (PP), policloreto de vinila (PVC), poliestireno (PS) e muitos outros. 

Cada resina tem propriedades específicas que as tornam mais adequadas para determinadas aplicações.

Como no caso do PE, que é amplamente utilizado na produção de sacolas plásticas devido à sua alta resistência e flexibilidade. 

O PVC é comumente utilizado na fabricação de tubos e conexões devido à sua resistência química e durabilidade.

Já o PP é conhecido por sua resistência ao calor e é frequentemente empregado em utensílios domésticos e embalagens para alimentos.

Masterbatches para resinas recicladas

Sobretudo, a escolha da matéria-prima certa também está relacionada à sustentabilidade. 

As resinas plásticas biodegradáveis e compostáveis têm ganhado destaque. Esses materiais oferecem uma alternativa mais sustentável, pois se degradam mais rapidamente no meio ambiente, reduzindo o acúmulo de resíduos plásticos.

Além disso, a indústria do plástico está buscando cada vez mais soluções de economia circular, promovendo a reciclagem e reutilização dos materiais plásticos. 

Assim, a incorporação de masterbatches e matérias-primas recicladas nos processos de fabricação é uma estratégia importante nesse sentido, contribuindo para a redução do uso de recursos naturais e minimizando o impacto ambiental.

Empresa fornecedora de masterbatch para a indústria

Referência no mercado de compostos poliméricos, a BSA indústria, é um exemplo de empresa que se preocupa com as necessidades e demandas do mercado.

Por isso, desenvolve sua linha de masterbatches a partir da individualidade do cliente. Com foco em atender exatamente o que está em alta no mercado.

Como destaca a diretora da empresa, Hellen Savi: “A BSA tem a disponibilidade de criar soluções exclusivas para atender a demanda de cada cliente de forma totalmente diferenciada”.

Segundo ela, os atendimento se voltam para individualizar cada vez mais os processos produtivos de maneira a fornecer fórmulas que além de gerar vantagem competitiva ao cliente, possibilita a maximização dos lucros.

Nesse sentido, para a fabricação de masterbatches, a BSA prioriza os anseios do cliente. Assim, fornecendo o material ideal para o mercado.

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Para a Fiesp, a reindustrialização brasileira requer a superação de barreiras estruturais e macroeconômicas que prejudicam a competitividade do setor e da economia. Por isso, a federação cita a indústria de transformação como setor com maior potencial de geração de emprego, renda e investimento. 

Sugerindo que haja implementação de soluções industriais e tecnológicas nesse setor, capazes de garantir o desenvolvimento de longo prazo ao país.

Dessa forma, a Fiesp, com trabalho desenvolvido pelo Conselho Superior de Inovação e Competitividade, lançou um conjunto de propostas com potencial de impulsionar o desenvolvimento do Brasil e tirar o país de uma posição de vulnerabilidade em relação a crises externas.

A princípio, essas contribuições se dividem em eixos temáticos e prioritários para a indústria nacional.

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Dividido em quatro pilares:

  1. Inovação e desenvolvimento tecnológico; 
  2. Manufatura avançada; 
  3. Instituições financeiras de desenvolvimento;  
  4. Mercado de capitais e crédito corporativo de longo prazo;

Além disso, cadeias críticas de fornecimento também foram objeto de estudo e análise. 

São elas: 

Inovação e manufatura avançada

No eixo de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, a proposta é voltada para que o Brasil alcance o tão sonhado desenvolvimento econômico e social sustentável.

Para isso, é importante que o governo implemente uma política científica e tecnológica capaz de impulsionar a geração e a difusão de tecnologias na indústria.

Tendo como foco a elevação do P&D e demais atividades inovativas, na disseminação da Indústria 4.0, no fortalecimento das cadeias críticas de fornecimento e no desenvolvimento da economia verde.

Neste sentido, a proposta da Fiesp destaca entre as diretrizes prioritárias o aperfeiçoamento do arcabouço legal e regulatório para reduzir entraves à realização de colaborações público-privadas.

Bem como, uma ampliação da oferta, redução de custo e ampliação do acesso ao financiamento da inovação.

Além do aprimoramento de incentivos fiscais acompanhando as práticas internacionais, e o desenvolvimento da infraestrutura e serviços tecnológicos.

A federação acredita que o Brasil está atrasado em relação aos países industrializados que lideram os movimentos em prol da manufatura avançada.

Por isso, entre as diretrizes prioritárias estão a ampliação e o aprofundamento de políticas de financiamento para a transição tecnológica e o aperfeiçoamento das políticas para o desenvolvimento de startups deste setor.

Bem como, o aperfeiçoamento e expansão de programas de difusão e extensão em gestão e tecnologia com foco nas empresas, e de programas de qualificação e capacitação de trabalhadores.

Instituições financeiras e mercado de capitais e créditos

Na proposta de instituições financeiras de desenvolvimento, a Fiesp acredita que o BNDES pode recuperar sua competência de desenhar e implementar políticas de financiamento do investimento. 

Sendo defendido, neste sentido, desenvolver um “Plano Indústria” para setores/áreas prioritárias, como indústria 4.0/digitalização.

Já na proposta de Mercado de capitais e crédito corporativo de longo prazo, se busca, primeiramente, conferir isonomia tributária no acesso a recursos de terceiros pela indústria de transformação em relação aos instrumentos já disponíveis para outros setores. 

Para tanto, propõe-se criar a Letra Financeira para o Desenvolvimento Econômico para captação por bancos visando financiamento de projetos industriais relacionados à agenda nacional de desenvolvimento.

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Plástico com grafeno

Plástico com grafeno, Caneta de insulina vira cadeira e Mais reciclados

Uma parceria entre a Packseven e a Gerdau Graphene gerou um feito inédito na indústria de tecnologia. Em conjunto, as empresas desenvolveram o primeiro Stretch Film com grafeno do mundo. 

Essa colaboração entre uma das principais empresas brasileiras de filmes flexíveis e a pioneira empresa de nanotecnologia de alta performance da Gerdau Graphene promete transformar o mercado de embalagens.

Isso porque, essa inovação de tecnologia foi desenvolvida em conjunto com a Gerdau. Tendo como objetivo de oferecer um filme mais robusto e resistente ao mercado. 

Kléber Ávila, CEO da Packseven, destaca as vantagens do produto: maior resistência a materiais ofensivos, como pontas que poderiam furá-lo, maior rendimento, redução do consumo no estiramento e, consequentemente, uma melhora significativa na segurança das cargas.

Flavia Zangrandi, Head de Produtos da Gerdau Graphene, ressalta a importância da tecnologia do grafeno como um material altamente estudado e relativamente novo no mercado. 

A Gerdau Graphene é uma das poucas empresas no mundo que desenvolvem aditivos e produtos com nano materiais e tecnologias à base de carbono, conhecidos como grafeno, em escala comercial. 

Sobretudo, ao se misturar com plásticos, a tecnologia do grafeno criada pela Gerdau confere uma resistência incrível à matriz polimérica. Assim, tornando o material plástico combinado muito mais forte. 

Além disso, o grafeno melhora as propriedades de barreira contra líquidos e gases, oferece proteção contra intempéries, oxidação e luz UV, além de aumentar a condutividade elétrica e térmica.

O primeiro Stretch Film com grafeno do mundo já mostrou resultados impressionantes nos testes iniciais de tecnologia.

Isto é, suportando um estiramento 120% superior ao filme comum, e espera-se que a versão final, prevista para chegar ao mercado em dois meses, apresenta resultados ainda melhores.

Canetas de insulina vira cadeira

Essenciais para pessoas com diabetes, as canetas de insulina contam com 77% de sua composição feita por plásticos que, por questões de saúde pública, não podem se descartar em uma lixeira de reciclagem tradicional. Com isso, o destino mais comum delas ao fim de sua vida útil, é a incineração. 

Uma alternativa mais moderna e que devolve o material para uso na sociedade foi desenvolvido por estudiosos na Dinamarca. A Novo Nordisk, empresa dinamarquesa, desenvolveu o projeto ReturnPen, um esquema de recuperação e reciclagem de canetas injetoras descartáveis na França.

Nesse sentido, Rica Mello, líder da câmara de descartáveis e precursora do projeto Plástico Amigo, explicou que a iniciativa integra a estratégia ambiental “Circular for Zero”. Que, até agora, se desenvolveu em outros três países, sendo eles Dinamarca, Reino Unido e Brasil.

Segundo ela, na Dinamarca, em dois anos o programa já coletou 77 mil canetas, enquanto 15 mil foram recicladas no Reino Unido desde o lançamento do programa, em novembro de 2021. A projeção é de que 700 mil sejam recicladas até o final de 2023.

Sobretudo, na Dinamarca, se processa e recicla as injeções pela Zirq Solutions, que criou um processo industrial para reciclar até 85% dos materiais e reutilizá-los na fabricação de cadeiras de plástico.

Cada uma se produz a partir de 120 canetas usadas. Até 2024, a empresa dinamarquesa pretende coletar 5 milhões de canetas usadas a cada ano na França.

Mais reciclados

A política de logística reversa, que já está em vigor em Goiás, deve quadruplicar a quantidade de embalagens recicladas. Atualmente, apenas 5% do papelão, vidro, metal e plástico que são colocados no mercado retornam para a cadeia produtiva. De acordo com as novas regras, esse percentual deve chegar a 22%.

A princípio, o decreto que estabelece as diretrizes da logística reversa publicado no Diário Oficial em abril deste ano. 

Para fazer valer o plano, as indústrias poderão contratar uma entidade gestora independente para auxiliá-las na implementação de seu sistema. 

Assim, essa entidade informará às cooperativas de reciclagem a quantidade de plástico, metal, vidro e papelão que precisa se coletar para atingir os 22% estabelecidos pela norma.

Nesse sentido, os catadores receberão créditos financeiros de acordo com a quantidade de recicláveis comercializados.

Além de receber remuneração ao vender o material para a indústria de reciclagem. Os valores envolvidos no processo se determinarão pelo mercado, sem interferência do poder público. 

Assim, espera-se que a logística reversa auxilie os municípios na transição dos lixões para aterros sanitários. Segundo o Marco do Saneamento Básico, os lixões devem ser desativados até agosto de 2024.

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