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Rentabilidade ou prejuízo? Qual a característica do meu processo de produção?

O artigo de Gilberto Baksa da Pensei Nisso explica como definir se seu processo de injeção é ou não rentável para sua empresa na prática

O artigo de Gilberto Baksa Junior, fundador da Pensei Nisso, traz questões sobre rentabilidade e prejuízo sobre processos de injeção para a sua empresa.

Quando o assunto são custos de peças plásticas cada um tem uma fórmula de calcular seus valores, tanto para hora máquina, como para preço de venda de seus produtos, porém grande parte deste custo está relacionado com quanto seu cliente “DESEJA” pagar um suas peças plásticas, desta forma seguimos muitas vezes o desejo de nossos clientes e não enxergamos o grande buraco que nos metemos. Este artigo visa ajudar a se precaver de cair nestes “buracos” e/ou se você já está nele ajudar a pelo menos se guiar na direção de sair dele.

Talvez para muitos não seja tão importante ver onde os custos não estão ajustados, mas já é um caminho para traçar as compensações financeiras de processos produtivos que não são tão rentáveis assim.

Há muitas formas de avaliar pontos importantes do processo, eu particularmente gosto de analisar sempre dentro de uma perspectiva ampla do processo visando os 6M´s produtivos.

Você ainda não conhece os 6 M´s? então vamos esclarecer:

  1. Molde
  2. Máquina
  3. Matéria Prima
  4. Mão de Obra
  5. Meio ambiente Fabril
  6. Método

Estes 6 M´s abrangem o processo produtivo por completo, desta forma é possível elencar de forma completa todos os pontos a observar.

Neste artigo darei 3 dicas importantes para que você possa avaliar se seu processo produtivo é ou não viável e assim ter seu “Norte” para começar a mudar isso.

Vamos olhar em 2 pontos apenas do processo, pois no artigo anterior (se você não leu ainda, leia!) falei de alguns dos 3 primeiros M´s

Neste artigo vou passar alguns detalhamentos importantes sobre a visão do M, Meio Ambiente Fabril, Mão de Obra e Método.

A primeira questão para identificar um processo não rentável é avaliar as interferências da Mão de Obra no processo produtivo, seja ela em qualquer escala, se seu processo necessita da ajuda do seu operador, regulador, preparador ou técnico a todo momento, é preciso definitivamente começar a avaliar onde o processo possui deficiência e tentar corrigi-lo, por exemplo: Um operador para a máquina a todo momento para aplicar desmoldante pois a peça pode ficar presa no molde, dificultando a retirada e atrasando a retomada. Estas micro paradas podem não significar nada naquele momento, porem quando somadas ao longo do dia podem causar perdas catastróficas e eliminar todo o lucro de um processo produtivo. O que está errado então?

Cabe aqui uma análise completa dentro dos 6M´s para definir a causa raiz de prender a peça no molde, pois ela pode estar relacionada a mais de um dos M´s simultaneamente.

Outro exemplo: intervenções constantes de limpeza de molde, por entupimento de saídas de gases ou rebarbas excessivas, intervenções de correção de regulagem, paradas para almoço, intervalos de café ou ate mesmo falta de operador. Outro detalhe importante a observar as perdas iniciais de estabilização de processo, o tempo de retomada da máquina e molde e até mesmo o nível de refugo gerado no início da produção.

Estes são sinais claros de falta de rentabilidade nos processos produtivos.

Um segundo ponto a observar e aí já é preciso ter um pouco mais de conhecimento técnico sobre regulagem de máquina é o consumo de energia elétrica em relação a produção do item.

E não é necessário ter um aparelho para se mensurar isso, basta seguir algumas dicas básicas para saber se a máquina está consumindo mais ou menos energia do que deveria.

Uma dica que uso diariamente em minhas consultorias é avaliar o nível de pressão hidráulica (ou torque do motor em caso de máquinas elétricas) para controlar o consumo de energia. É isso mesmo, avaliar pela pressão usada na máquina, basta que a máquina tenha um manômetro ou um sensor de pressão e pronto, já temos uma forma de controlar o consumo.

Se as pressões atingirem níveis elevados ou próximos da máxima pressão permitida de programação, você já consegue definir se está gastando mais do que o necessário para produzir as peças.

E quais pressões eu posso avaliar? Você irá avaliar todas as pressões ligadas as fases produtivas de: fechamento (Pressão de travamento do molde), injeção, recalque, plastificação (não é a de contrapressão e sim a pressão do motor hidráulico para DOSAR o material)

O que você conseguir reduzir em pressões sem afetar as condições de qualidade e ciclo da peça estará DIRETAMENTE relacionado ao consumo de energia da máquina.

A última dica deste artigo está relacionada ao método. Para reduzir os custos iniciais de produção, se você criar um método para INÍCIO, RETOMADA de produção ou PARADA de máquina pode reduzir significativamente o tempo de SETUP do processo e ganhar este tempo produzindo peças. Avaliar as etapas de início, parada e retomada e ORIENTAR a equipe quanto a um procedimento pode te ajudar a aumentar a rentabilidade do seu processo.

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