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Perspectiva mundial sobre a reciclagem em evento da Braskem

No Dia Mundial da Reciclagem, em 17 de maio, a Braskem realizou um webinar. Durante o evento Maurício Jaroski, analisou e apresentou as tendências globais na reciclagem, plantas de reciclagem em operação e as metas principais da Europa e dos EUA

Perspectiva mundial sobre a reciclagem em evento da Braskem

Confira a segunda parte da matéria sobre o evento que o Portal Plástico foi convidado para participar. Veja aqui a primeira parte.

No último dia 17 de maio, a Braskem, empresa comprometida em investir em inovações sustentáveis no segmento de química e de plásticos, realizou um webinar sobre reciclagem. O evento que comemorava o Dia Mundial da Reciclagem, trouxe temas relevantes a toda a cadeia, incluindo perspectivas e tendências globais sobre reciclagem. 

Reciclagem na Braskem

Entre os assuntos discutidos, o diretor executivo da MaxiQuim, Maurício Jaroski, trouxe um panorama geral sobre como os países e continentes têm tratado do assunto. 

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Através do tema “Inovações do amanhã: Tendências, tecnologias e desafios no mercado de matérias-primas alternativas no âmbito da reciclagem”, Jaroski apresenta as ações na Europa, Estados Unidos e Brasil. 

Metas ambiciosas na Europa e projetos nos EUA

Em um cenário onde a sustentabilidade se torna um assunto cada vez mais abordado, os investimentos e as tendências globais de reciclagem e circularidade ganham destaque como pilares essenciais para a transformação econômica e ambiental. 

Assim, Jaroski analisa que na Europa, em particular, está empenhada com metas e projetos ambiciosos, com ações para implementar até 2050, o continente visa revolucionar o sistema de plásticos e reciclagem. 

Comparando ao ano de 2020, o continente lida com desafio significativo, isso porque naquele ano gerou-se 24,5 milhões de toneladas de resíduos plásticos, dos quais apenas 14% foram reciclados. Além disso, a maior parte desses resíduos (50%) era incinerada, contribuindo para a emissão de 9 milhões de toneladas de CO2. 

Este cenário refletia uma dependência crítica de métodos de descarte menos sustentáveis, ao mesmo tempo que se buscava melhorar a eficiência dos processos de reciclagem. 

Mas quando se compara as metas estabelecidas, a União Europeia traçou metas audaciosas para o setor de plásticos. Até 2050, espera-se que o sistema de plásticos atinja 78% de circularidade. 

Isso inclui uma redução significativa de resíduos através da substituição e redução, evitando 30% dos resíduos previstos. Ainda, 48% dos plásticos serão reciclados, deixando apenas 9% dos resíduos sem reciclagem.

Quanto às implicações destas metas, o continente prevê que com a implantação do programa Net Zero, espera-se diminuir em 60% a incineração de plásticos. Assim como a diminuição em 70% o uso da resina virgem a partir de combustíveis fósseis. 

Já os projetos propostos nos EUA, chegam a mais de 40, para implementação até 2030, tendo como capital de investimento U$8,7 bilhões. Além de reciclar mais de 4,09 Mt de plásticos reciclados. 

As plantas de reciclagem em atuação mundial

Já no que se refere às plantas de reciclagem, abrangendo desde processos de pirólise até enzimático. Mas, as mais fortes permanecem sendo as de pirólise, segundo Jaroski. 

Diante dos processos ele aponta: “A maioria das capacidades são plantas de pirólise, até tem algumas plantas diferentes, mas as grandes capacidades acabam sendo as plantas de pirólise em cada um dos países.”

Sendo assim, na Europa, atualmente, Holanda e Alemanha lideram o ranking, com maior número de plantas em operação, chegando a 8 em cada um dos países. Em seguida, aparece o Reino Unido, com 7 plantas e a Espanha com 6.

Apesar de não ser um número alto, Jaroski explica: “O desafio é a escala, mas isso já existe. A capacidade global de produção até não é tão baixa, na comparação com o mercado de plástico, é baixa, mundialmente falando.”

Enquanto isso, nos Estados Unidos, até setembro de 2023, já existiam 11 plantas. Então, geograficamente, a distribuição das plantas mostra-se adequada. 

Já na América Latina, o mercado deve se desenvolver mais fortemente, a partir da ascensão das regulações. 


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