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Inovação: plásticos não recicláveis viram matéria-prima

A iniciativa da startup Novollop, além de ter uma pegada de carbono menor, é muito mais barato comparado ao plástico reciclado em material acabado

Já pensou em conseguir reciclar um tipo de plástico considerado totalmente descartado? Esse é o objetivo da empresária Miranda Wang, que busca transformar plástico descartado em matéria-prima.

A princípio, a ideia da empresária é transformar plásticos não recicláveis em matéria-prima, que pode ser reutilizada em processos industriais.

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Wang teve essa ideia, ainda no ensino médio, quando visitou uma usina de processamento de resíduos.

Na época, ela estava junta a melhor amiga, Jeanny Yao, que hoje é sua sócia na startup Novollop.

No total, foram sete anos de testes metódicos até chegarem a uma solução. Agora, o projeto ganhou corpo e está prestes a entrar em escala industrial.

Entenda como acontece o processo

A princípio, o processo, do ponto de vista técnico, consiste na decomposição do polietileno

Isso porque, esse tipo de plástico representa cerca de 33% do total de plástico produzido no mundo.

O que a Wang e sua equipe fez foi conseguir recuperar, partindo do próprio polietileno, produtos químicos precursores usados na criação de outros materiais.

A empresária explica: “Inventamos um novo processo sustentável e econômico para fabricar produtos químicos industriais de alto valor a partir desses resíduos”.

Segundo ela, a equipe conseguiu usar esses produtos químicos para sintetizar materiais.

E agora, ele tem quase o mesmo desempenho que os fotopolímeros e os poliuretanos termoplásticos.

Sobretudo, esses materiais são usados principalmente na impressão 3D e na fabricação de calçados.

De acordo com Wang, atualmente não há praticamente nenhuma tecnologia eficaz para processamento de plásticos muito sujos.

Ela pontua: “Nosso foco são exatamente esses plásticos que ninguém quer tratar”.

Trajetória reconhecida pela inovação 

Por isso, a empreendedora recebeu um dos Prêmios Rolex de Empreendedorismo de 2019.

Ela destaca alguns pontos inesquecíveis. “Quando recebemos os dados de que o nosso sistema de produção emite 46% menos gases do efeito estufa, foi inesquecível”, afirma.

Segundo Wang, os resultados obtidos pela startup foram acelerados pelo reconhecimento da Rolex Awards.

Contudo, o próximo passo da empresária é fazer com que a tecnologias definitivamente consigam voar.

Nesse sentido, está sendo montada uma usina de processamento comercialmente viável, com previsão de que em 2023, sejam recicladas centenas de toneladas de resíduos plásticos.

Wang explica: “Estamos só no início da implantação de nossa estratégia, que se estenderá por várias décadas, para aumentar a escala e nos diversificar”.

Dessa forma, a empresária espera criar um portfólio de produtos reciclados com alto desempenho.

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