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Logística reversa de embalagens e seu desenvolvimento

Startup dedicada ao desenvolvimento do setor de logística reversa de embalagens faz novas parcerias com projetos voltados para reciclagem

A startup Central de Custódia fundou-se em agosto para atuar como uma verificadora independente de informações da cadeia de reciclagem de embalagens pós-consumo.

Em suma, ela tem o objetivo de conferir mais segurança, transparência e precisão sobre essas informações. Além de seguir ampliando sua presença no mercado de logística reversa.

Somente no mês de dezembro, a empresa tornou-se parceira do projeto “Dê a Mão para o Futuro – Reciclagem, Trabalho e Renda” e da startup Valora. Ambas igualmente se dedicam à reciclagem de resíduos sólidos como embalagens de aço, plástico e vidro, entre outros. 

A Central de Custódia consolidará os dados que serão incluídos em sua plataforma por essas iniciativas como parte do acordo de parceria. No entanto, essa ação já é realizada com entidades como o Programa Recupera de Logística Reversa, Programa ViraSer e a startup Valora Recicláveis.

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) criou o programa “Dê a Mão para o Futuro” em 2006. Hoje conta com a parceria da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (ABIMAPI) e da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (ABIPLA). 

logística reversa de embalagens

Quem faz parte do projeto de logística reversa de embalagens?

São 191 empresas associadas, comprometidas com o objetivo de viabilizar a reciclagem de embalagens pós-consumo por meio da melhoria de toda a cadeia de logística reversa, da coleta à comercialização.

Portanto, essa iniciativa é capaz de reduzir o volume destinados aos aterros.  

Somente entre 2013 e 2020, o Programa DAMF recuperou mais de 800.000 toneladas de massa. Esses dados o torna líder no setor, com atuação em 21 estados. 

Além disso, o DAMF desenvolve ações destinadas a apoiar programas de geração de trabalho e renda. Dessa forma, promove a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida dos catadores de materiais recicláveis, abrangendo cerca de 150 cooperativas e mais de 6 mil trabalhadores.

Já o Instituto Muda atua desde 2009 com o objetivo de promover práticas sustentáveis nos condomínios residenciais da cidade de SP por meio da gestão de resíduos. 

A empresa entende que materiais descartados são fonte potencial de matéria-prima para fabricação de outros produtos. Por isso, reaproveitá-los traz benefícios sociais, ambientais e econômicos para toda a sociedade. 

Até o momento, o Instituto Muda já implementou e organizou a coleta seletiva em mais de 350 condomínios da capital paulista. Dessa maneira, sensibilizando e conscientizando mais de 170.000 moradores e 60.650 funcionárias e funcionários dos condomínios.

Atualmente, são destinados corretamente pela companhia mais de 350 toneladas mensais de materiais recicláveis às cooperativas. Essa já foi considerada uma das 20 práticas brasileiras referência em educação ambiental pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A consolidação das parcerias


Para Fernando Bernardes, Diretor de Operações da Central de Custódia, a consolidação de parcerias entre entidades e um verificador independente mostra como o setor de logística reversa de embalagens está se desenvolvendo no Brasil, ainda que haja muito a avançar. 

O diretor explica que hoje, há uma consciência muito mais clara de que esse segmento precisa que seus dados sejam precisos e confiáveis. Com esses dados, é possível que exista um cenário mais bem definido sobre o que o Brasil efetivamente recicla de embalagens. 

“Por isso mesmo, sabemos também que ainda há muito trabalho a ser feito nesse sentido, pois o setor precisa organizar suas informações para isso, o que também irá beneficiá-lo para comprovar os esforços que tem feito para incentivar a economia circular e sustentabilidade, que é um fator muito importante para implementarem suas agendas de ESG e cumprirem com os requisitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, comenta.

O diretor finaliza dizendo que o ponto positivo do cenário atual é que a verificação independente desses dados vem sendo entendida como um fator muito importante nesse processo. Assim como podemos ver pelas parcerias que representam um total de cerca de 350 mil toneladas recicladas em sua base de dados, além das que estão prospectando. 

Fernando acredita que em 2022 novas entidades irão atuar em conjunto com a startup e seguirão desenvolvendo o setor.

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