Práticas sustentáveis na cadeia de plástico brasileira
A Ecoboxes, empresa sediada em Paulínia, tem intensificado seus esforços para promover o uso de plástico reciclável e produtos carbono zero. No ano passado, a empresa utilizou 3,6 mil toneladas desse tipo de material, representando expressivos 42,87% das 8,4 mil toneladas de polipropileno consumidas.
Com a meta de dobrar sua participação em 2024, ano em que completa uma década de existência, a Ecoboxes planeja formar parcerias estratégicas com seus clientes. Visando, assim, impulsionar as iniciativas de logística reversa.
Além de contribuir com um aumento significativo na coleta de plástico, que será usado para intensificar a produção na usina de reciclagem localizada em Valinhos.
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Nesta instalação, o resíduo passa por um processo rigoroso, incluindo análise química, limpeza, trituração, lavagem e secagem. Para resultar em material reciclado pronto para ser reutilizado.
Frente a isso, a gerente administrativa de Venda da Ecoboxes, Cristiane Silveira Hernandes, comenta: “Dessa forma, vamos ter maior controle sobre a qualidade da matéria-prima usada”.
Unindo a economia circular e a logística reversa a sustentabilidade
Desse modo, a empresa pretende implementar o uso da economia circular, unindo o consumo e o descarte consciente com o acompanhamento do ciclo de vida do produto.
Atualmente, a empresa já implementou medidas inovadoras, como a troca de caixas plásticas danificadas e refugos de produção dos clientes, oferecendo uma proporção de 5 quilos de material reciclável por 1 quilo em caixa nova.
Além disso, um dos modelos de caixa carbono zero, produzido pela fábrica para uma empresa de telefonia celular, pesa 3 quilos, tornando-se gratuita se 15 quilos de material reciclável forem entregues.
Com essa abordagem, a empresa deseja incentivar os clientes a estabelecer pontos de coleta de plástico, incluindo embalagens de alimentos industrializados e polipropileno. Dessa maneira, a aplicação da logística reversa complementa a economia circular. De modo a permitir que os produtos consumidos retornem às empresas.
Segundo dados da Ecoboxes, a produção de 1 quilo de caixa com plástico virgem resulta na liberação de 1,4 quilo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Ao passo que a reutilização de material reciclável reduz significativamente essa emissão. Com o exemplo de uma caixa de 3 quilos com material reciclável, deixam ser lançados no meio ambiente 4,2 quilos de CO2.
A importância da tecnologia aliada a transformação plástica
Enquanto isso, a gerente industrial da empresa, Bruna Carola, destaca a importância do progresso da tecnologia do plástico, ocorrida nos últimos anos. Pois, com ela, a caixa produzida com material reciclado, passa a ter a mesma capacidade da feita com plástico totalmente virgem.
De modo a comparar-se em relação a qualidade, resistência, capacidade de carga e durabilidade. No entanto, em alguns casos específicos, ela não é útil, como para alimentos, a fim de evitar a contaminação, e em casos de armazenamento em câmaras frias,com as baixas temperaturas afetando a qualidade.
Já a supervisora de Marketing da Ecoboxes, Quezia Coelho, pontuou que a capacidade mecânica das caixas com material reciclável tem garantida pelo uso de um aditivo bioplástico, fornecido por uma empresa israelense, produzido a partir do lixo orgânico. Assim, Coelho afirma: “Ele garante a mesma resistência do concreto ou de uma caixa com plástico 100% virgem”.
As produções sustentáveis da empresa
Ainda, a empresa personaliza caixas e paletes plásticos de acordo com as necessidades de cada cliente. Assim, coopera com diversos setores, como e-commerce, automotivo, telecomunicações, vestuário e rede de farmácias.
Sendo assim, a produção também desenvolve artigos de polipropileno totalmente novos, material composto ou todo em plástico reciclável. Como exemplo, uma das encomendas, a produção de caixas carbono zero retornáveis para substituir as de papelão.
Em relação às aplicações do material reciclado, Hernandes salienta: “O preconceito com o material reciclável está diminuindo e hoje há empresas que exigem que sejam carbono zero”. Em sua análise, ela explica que isso acontece porque o mercado, hoje, busca produtos mais sustentáveis.
Uso de plásticos reciclados no Brasil
O Brasil registrou um notável aumento de 42% no uso de plásticos reciclados em embalagens de alimentos e bebidas entre 2020 e 2021, revelou o PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico). Os dados mais recentes indicam que o país atingiu a marca de 151 mil toneladas de material ecologicamente correto utilizado na produção de recipientes para itens comestíveis e potáveis.
Em 2021, a produção total de plástico reciclado no país atingiu cerca de 1 milhão de toneladas, apresentando um crescimento significativo de 14,7% em relação ao ano anterior. O Índice de Reciclagem no Brasil, elaborado pelo PICPlast, revela que o país reciclou 23,4% do plástico pós-consumo gerado, representando um aumento de 0,3% em comparação a 2020.
Analisando regionalmente, a região Sul do Brasil alcançou a maior taxa de reciclagem, atingindo impressionantes 41,1%. Na região Sudeste, onde está localizado o Estado de São Paulo, a taxa atingiu 25,4%. Enquanto isso, a região Norte registrou o menor índice, com 4,6%.
Atualmente, o PICPlast envolve aproximadamente 2 mil participantes de 900 empresas, que participam de programas de capacitação e iniciativas de desenvolvimento de mercado. Essa parceria não apenas impulsiona a indústria, mas também contribui para a economia. Pois gera mais de R$160 milhões para o programa de incentivo à exportação. Esses resultados positivos destacam o comprometimento do Brasil em promover práticas sustentáveis na cadeia do plástico.
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Moradia sustentável com plástico reciclado, projeto transforma de resíduos plásticos em carvão e bio-óleo e loja sustentável
ONG desenvolve moradia sustentável com plástico reciclado
Um novo tipo de moradia, conhecida como Eco Sustentável, tem se destacado como uma alternativa inovadora para comunidades periféricas. Feita a partir de blocos de plástico reciclado, cada unidade contribui para recolher cerca duas toneladas de resíduos.
Em São Paulo, a primeira dessas residências foi entregue em Carapicuíba durante o segundo semestre de 2023. Ainda, o projeto prevê entregar pelo menos cinco casas do mesmo modelo este ano.
A princípio, destacam-se a durabilidade das casas, que possuem vida útil de até 20 anos. Assim como, a rapidez de montagem, com estrutura sendo erguida em até 15 horas. Isso acontece graças ao encaixe fácil dos blocos de plástico, comparados pela ONG a peças de lego. Com todos os detalhes finalizados, a casa pode ser entregue completamente pronta em apenas 10 dias.
Diante disso, Ygor Santos Melo, gerente Social da Teto no Brasil, parceira da TECHO, organização chilena especializada em habitação social, ressalta: “Oferecem condições para que famílias saiam do chão de terra batida, barracos de madeira, e migrem para uma moradia segura”.
Além disso, a sustentabilidade também se estende à cobertura das casas, pois tem elaboração a partir de telhas recicladas advindas de caixas de leite e creme dental.
Frente a isso, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Denise Duarte, pontua: "O material é uma parte da história, com certeza uma parte importante, mas também o desenho da unidade individual, do conjunto. Esse arranjo também é um elemento que faz toda a diferença”.
Quanto à seleção dos locais de construção, Melo explica que a escolha dos locais e famílias beneficiadas segue critérios estratégicos e cartográficos. De modo a priorizar aquelas em maior situação de fragilidade. Esse processo tem acompanhamento de perto por lideranças comunitárias, que utilizam um questionário socioeconômico desenvolvido em parceria com a FGV.
Pesquisa na UFES transforma de resíduos plásticos em carvão e bio-óleo
A UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) está conduzindo uma pesquisa que converte resíduos plásticos, principalmente o PET, em carvão e bio-óleo. Além da contribuição inovadora do projeto, ele alcançou o segundo lugar no Prêmio Biguá de Sustentabilidade em 2023. Assim, concretizando-se como um dos mais importantes no campo da sustentabilidade no Espírito Santo.
Para explicar a iniciativa, a pesquisadora e doutoranda Gabriela Cupertino, esclarece que o projeto vai além do tratamento convencional de resíduos. Mas também proporciona uma nova utilidade aos plásticos por meio de métodos inovadores. O foco do projeto premiado está na co-pirólise de dois materiais distintos: madeira e garrafas PET.
A co-pirólise trata-se de um processo termoquímico que envolve a decomposição térmica simultânea de dois ou mais materiais orgânicos na ausência de oxigênio. Nesse processo, os materiais ficam sob altas temperaturas, resultando na produção de produtos gasosos, líquidos e sólidos.
Diante disso, Cupertino afirma: “Nosso objetivo não é apenas gerar esses materiais, mas mostrar que a reciclagem é uma porta de entrada para a criação de novos produtos e geração de renda”.
Quanto às perspectivas futuras do projeto, inclui-se o aprimoramento contínuo do processo de co-pirólise para torná-lo mais aplicável na indústria. Além disso, chegaram à conclusão que o carvão produzido tem utilização na indústria siderúrgica. De maneira a contribuir não apenas para a redução de resíduos, mas também para a geração de insumos úteis em diferentes setores econômicos.
O projeto contou com parcerias internacionais, como a coorientação à doutoranda de professores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Bem como, a pesquisadora executou uma parte do projeto na Universidade de Córdoba, na Espanha, sob a supervisão do professor Rafael Luque.
O Boticário inaugura primeira loja sustentável em Palmas
No dia 26 de janeiro, Palmas, reconhecida por suas práticas de turismo sustentável e preservação do cerrado tocantinense, recebeu uma iniciativa socioambiental. Foi inaugurada a primeira loja sustentável de O Boticário no Tocantins, localizada no Atacadão, na região sul da cidade.
A princípio, o diferencial desse espaço refere-se a sua construção a partir de uma tonelada de plástico reciclado, proveniente dos programas de reciclagem liderados pelo O Boticário. Com 20,9 m² e um formato de container, a tecnologia empregada consiste em captar o plástico descartado, triturá-lo e transformá-lo em blocos sustentáveis.
Essa iniciativa inovadora reforça o compromisso de O Boticário com a capital do Tocantins. Pois contribui para o desenvolvimento de uma cidade sustentável e circular. Além disso, a loja busca revolucionar a experiência do varejo tecnológico, alinhando-se aos códigos contemporâneos de consumo voltados para a sustentabilidade.
Diante disso, Rafael Pedreira, Diretor Comercial do Grupo Nícia, franqueado de O Boticário em Palmas, destaca a importância da inovação para a cidade: “Ficamos felizes em trazer essa inovação para Palmas, já que a nossa capital é reconhecida mundialmente pelo engajamento com a sustentabilidade”.
A nova unidade, assim como as outras oito lojas de O Boticário na capital, adota o programa BotiRecicla. Um programa que oferece coletores para o descarte de embalagens de cosméticos vazias, de qualquer marca e em qualquer época do ano.
Assim, proporcionando descontos na loja para os clientes cadastrados no Clube Viva. Bem como contribuir com o meio ambiente, o consumidor também consegue benefícios.
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Nova Indústria Brasil: metas de sustentabilidade fiscal do Governo
Em janeiro, o Governo Brasileiro lançou o NIB (Nova Indústria Brasil), um plano focado em fomentar iniciativas e avanços no campo da neoindustrialização no Brasil. Assim,seus aspectos devem ser analisados.
Tendo em vista a crescente onda de críticas ao novo plano, a análise faz-se indispensável. Pois, comprova-se que através das missões estabelecidas e dos aspectos de desenvolvimento do programa, o NIB não contradiz o objetivo do Governo de sustentabilidade fiscal.
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Sendo assim, dentre as avaliações sobre o programa, destaca-se primeiramente a abordagem inovadora da construção do plano. Em seguida as discussões que foram realizadas. E por último o cenário global pós covid, os conflitos emergentes e os efeitos da crise climática.
O julgamento sobre o plano se sustenta a partir de críticas precoces e em desinformação sobre as ações realizadas pelo Nova Indústria Brasil. Portanto, esmiuçar os objetivos e os meios do programa, refutam a ideia de rotulá-lo como “volta ao passado” de subsídios, e pela busca de “campeões nacionais”.
Os aspectos que envolvem o programa Nova Indústria Brasil
A princípio, em relação à abordagem inovadora da Nova Indústria Brasil, que teve sua construção baseada em missões. Para essa elaboração, o CNDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial), reativado no terceiro mandato de Lula, reuniu por volta de 20 ministérios e diversas entidades representativas da indústria e dos trabalhadores.
Então, a partir disso, estabeleceram as seis missões que norteiam o plano da Nova Indústria Brasil. Com isso, ocorreu também o alinhamento com o Novo Pac (Programa de Aceleração do Crescimento) e com o PTE (Plano de Transição Energética).
Em segundo lugar, o programa reflete as discussões realizadas, uma vez que foi desenvolvido com a participação de diferentes pessoas e grupos. Logo, todas as visões, análises e objetivos têm participação.
A legitimidade e o comprometimento desempenham papeis cruciais no sucesso de um programa. Pois confirmam o engajamento quanto aos objetivos, metas e ações necessárias.
Análise do cenário de implementação da nova política
Por último, o cenário global está sob análise, devido a eventos recentes, como o mundo pós covid-19, a crise climática e as guerras entre a Rússia e a Ucrânia e Israel e Hamas. As empresas buscam fontes de suprimento mais próximas e confiáveis através do nearshoring.
Bem como as questões geopolíticas, ou friendshoring, que visa reduzir os riscos de interrupções no fornecimento, como a escassez global de chips que ocorreu recentemente.
O objetivo do governo de sustentabilidade fiscal não teve incompatibilidade com o Nova Indústria Brasil. Pois, a Secretaria do Tesouro Nacional não realizará aportes para suprir a estimativa de financiamento dos R$300 bilhões.
Pois, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) serão os responsáveis, principalmente, por conduzir esse processo. Isto, é, que engloba o Nova Indústria Brasil.
Em consonância com as melhores práticas internacionais, o Brasil agora possui um plano de indústria. Visando, assim, a retomada do desenvolvimento sustentável, verde, digital e inclusivo.
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TRIA do Brasil: 24 anos de inovação, comprometimento e excelência
A TRIA do Brasil, empresa líder na fabricação de moinhos granuladores, comemora 24 anos de trajetória. Um histórico marcado pela inovação e comprometimento com os clientes. Com fundação em 18 de janeiro de 2000, em Jundiaí, a empresa começou suas operações.
Na época, contava com um espaço de 250m², que era compartilhado por duas empresas e possuía somente três funcionários. Durante o começo de sua jornada a empresa importava moinhos granuladores prontos de matriz italiana.
Desse modo, a partir de 2004 a TRIA do Brasil mudou sua localização para Louveira, ampliando seu espaço para 400m². Assim, iniciou o processo de nacionalização de componentes, como motores e painéis elétricos.
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Ainda, com a expansão das vendas, a empresa passou a atender as demandas de toda a América do Sul e continua com essa função até hoje.
Passando por uma nova mudança e se instalando em Vinhedo, a TRIA passou a contar com um galpão de 600m². Desse modo, a empresa aumentou o nível de nacionalização, e sua produção cresceu em toda a caldeiraria dos moinhos no Brasil.
Desde 2018, a empresa permanece na sede em Valinhos, ocupando um espaço de 1500m². Diante disso, a empresa declara: “Agradecemos a todos que nos ajudaram nesses 24 anos de Brasil, principalmente aos clientes que confiam em nosso trabalho e qualidade de nossos equipamentos e aos nossos colaboradores, que não medem esforços para que tudo isso seja possível.”
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B20 inicia compromissos do G20 com opening event
Diante da liderança do G20 pelo Brasil, o país enxerga nesse momento uma oportunidade de discutir uma agenda global. Para isso, no âmbito do setor privado, o B20 deu início aos compromissos do G20 para este ano.
Para abrir a agenda, o B20 realizou o seu primeiro ato oficial. Com data no dia 29 de janeiro, o Opening Event aconteceu na FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
Sendo assim, para iniciar os debates, o evento contou com a presença de autoridades governamentais. Dentre elas, o vice-presidente e ministro do MDIC (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Geraldo Alckmin. Assim como, teve a presença de CEOs de empresas brasileiras e estrangeiras. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) exerceu pela primeira vez a responsabilidade de conduzir um fórum empresarial.
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O evento de lançamento do B20 Brasil marca o início da agenda dos grupos de engajamento do G20 Brasil e reuniu cerca de 700 participantes brasileiros, bem como de outros países membros do grupo. Assim, representado múltiplos segmentos da indústria.
Dessa forma, dentre esses participantes, destacam-se figuras como o cientista político e presidente da Eurasia, Ian Bremmer, especializado em política externa global, estados em transição e risco político global, e o presidente do Fórum Econômico Mundial, Borge Brende. Além do o chair do B20 Brasil, Dan Ioschpe; o sherpa do G20, embaixador Mauricio Lyrio; e a coordenadora da Trilha de Finanças do G20, Tatiana Rosito.
Ainda, o evento apresentou as prioridades do G20 e do B20. Assim como debateu-se as estratégias do B20 para promover o desenvolvimento social e econômico inclusivo, todos focados em inovação e produtividade.
Como acontecerão as reuniões do B20 em 2024
Depois do encontro do Opening Event, os trabalhos e eventos do B20, acontecem no campo virtual, em cada uma das sete forças-tarefas do conselho de ação. Portanto, contam com a liderança dos grandes executivos brasileiros.
Desse modo, formam um grupo composto por empresários do Brasil e estrangeiros que vão se dedicar aos debates e propostas dentro de temas específicos. Entre os assuntos de debate, inclui-se: Comércio e Investimento, Finanças e Infraestrutura, Emprego e Educação, Transição Energética e Clima, Transformação Digital, Integridade e Compliance, Sistemas Alimentares Sustentáveis e Agricultura, além do Conselho de ação Mulheres, Diversidade e Inclusão em Negócios.
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No dia 23 de janeiro, a Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) anunciou um crescimento de 13% de vendas totais dos associados, em relação ao ano de 2022. Isso quer dizer que, ao todo, as empresas associadas à entidade venderam um montante de 279.226 toneladas de plástico em 2023. Enquanto no ano de 2022, o total vendido acumulou 247.008 toneladas.
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Assim, esse valor leva em conta as vendas de todos os produtos com que essas empresas trabalham, ou seja, distribuição de filmes biorientados, plásticos de engenharia e resinas commodities.
Diante disso, o presidente da Adirplast, Laercio Gonçalves, explica: “É claro que o resultado não reflete os mercados individualmente, mas mesmo assim nos aponta uma melhora do mercado”.
Desse modo, segundo a Adirplast, as resinas commodities tiveram um crescimento significativo. Pois em 2022, as vendas de resinas commodities (PEs, PP e PS) totalizaram 194.356 toneladas. Enquanto, no ano passado, 2023, aconteceu um aumento notável para 225.362 toneladas, representando um crescimento de 16%.
Com isso, Gonçalves observa, que este resultado de 2023 foi gerado pelo impacto das médias de preços praticados no Brasil. “No primeiro trimestre, apesar da presença abundante de produtos no mercado nacional, o país se tornou um destino para o excesso de estoques provenientes da China e Estados Unidos. Isso resultou em uma inundação do mercado brasileiro através da importação de polietileno e polipropileno. Devido à falta de uma demanda robusta e ao excesso de oferta, os preços despencaram drasticamente”, explica.
Desta maneira, o líder da organização ressalta especialmente o polietileno dos Estados Unidos, que experimentou uma diminuição de oito por cento no início do ano, atingindo seu ponto mais baixo em março com uma queda de preço de vinte e um por cento.
Adirplast apresenta revela o crescimento expressivo no setor de plásticos
No que diz respeito à distribuição de plásticos de engenharia, também encerrou-se o ano de 2023 com um aumento considerável e positivo.
Segundo a Adirplast, as vendas do ano anterior apresentaram um crescimento de 15,7% em comparação com as de 2022. Dessa forma, o volume total de vendas, que atingiu 19.563 toneladas em 2022, elevou-se para 22.635 toneladas em 2023.
Por outro lado, a comercialização de filmes biorientados registrou uma redução em comparação a 2022. Segundo Erasmo Fraccalvieri, da Tecnofilmes, o setor foi prevenido no final de 2022 sobre o desafio relacionado ao excesso de oferta de filmes no Brasil, decorrente da diminuição da demanda internacional.
Portando, Fraccalvieri explica: “Em 2023, a indústria nacional apresentou dificuldade de competitividade com os insumos internacionais. A atividade supermercadista aumentou, bem como as vendas de embalagens flexíveis. Em suma, o mercado cresceu. Porém, a distribuição perdeu share de mercado. Além das investidas dos fabricantes locais, a importação ficou acessível aos convertedores. Além disso, houve um problema de escoamento de BOPP nacional no período mais demandado sazonalmente”.
Conforme declarado pelo executivo, informações da COMEX revelaram que as importações de filmes de BOPET e BOPP aumentaram 21,8% em 2023 em relação a 2022.
Desse modo, ele finaliza: “O mercado de filmes está se adequando à nova realidade. Os membros da Adirplast responderam muito bem a esta mudança de dinâmica de mercado. Uma queda, neste cenário, é um número muito mais positivo do que negativo”.
Desempenho e perspectivas de masterbatches e compostos
Quanto à incorporação de masterbatches e compostos desde junho de 2023, a Adirplast integra a seus volumes de vendas o segmento de masterbatches e compostos. Assim, fortalecendo ainda mais a presença da associação no setor plástico.
Assim, durante o período entre junho e dezembro de 2023, as empresas associadas comercializaram um total de 701 toneladas de masterbatches e 1.139 toneladas de compostos. A partir de 2024, a entidade terá um ano completo para avaliar a participação de seus associados nos setores de masterbatches e compostos no país.
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Os impactos na importação de resinas da Ásia e do Brasil
No dia 04 de janeiro, a mídia anunciou que o preço à vista para o frete da China ao porto holândes de Roterdã, saía, em média, U$3.577 ou 115% maior do que na semana anterior. Já, no dia 15, o preço corria em US$6.000 por contêiner levado da Ásia para Europa e US$3.500 da China para o Brasil.
Sendo assim, a partir de março, o setor logístico teme que os ataques a cargueiros no Mar Vermelho, iniciados pelos rebeldes houthis no fim de 2023, levem a aumentar as tarifas. Assim como acarretem atrasos no transporte e até mesmo que faltem navios disponíveis para transportar mercadorias entre a Ásia e o Brasil.
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Nesse contexto, Paul Hodges, dirigente da New Normal Consulting, afirmou que a disruptura e o aumento nos custos do transporte de mercadorias da Ásia, decorrentes dos conflitos no Canal de Suez, sinalizam o possível término das cadeias globais de abastecimento.
Dessa maneira, o Brasil já enfrenta as consequências dos atrasos nas exportações de produtos, como proteína animal e açúcar para o Oriente Médio. Isso ocorre devido à necessidade de adotar rotas mais seguras, extensas e menos acessíveis.
Caso permaneça sem alterações, a complicação logística gera preocupação para os importadores brasileiros de resinas provenientes da Ásia, pois a região compartilha com a América do Norte o controle da produção e dos preços na indústria petroquímica global.
Desafios logísticos e econômicos proveniente do conflito
Em entrevista, Roberta Duarte, head of business da Conecta Resinas, distribuidora de poliolefinas importadas e parte do Grupo Melo Cordeiro, uma holding nacional, analisa esse cenário repleto de incertezas.
A princípio, a questão envolve os ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, iniciados pelos militantes apoiadores do Hamas em dezembro de 2023. Porém, têm influenciado no preço e no lead time do container de poliolefinas remetido da Ásia para o Brasil.
Diante disso, Roberta Duarte analisa o aumento do preço do container de poliolefinas, e o aumento lead time do container de poliolefinas: “De dezembro até o momento os preços de fretes nas rotas pelo Mar Vermelho, que em regra usariam o trajeto pelo Canal de Suez, praticamente dobraram desde o início do conflito."
Duarte destaca: "Estou tentando descobrir se as tarifas atuais são condizentes com os custos adicionais das companhias marítimas e não são apenas um aumento geral indiscriminado das taxas, ou então, uma medida para compensar valores mais baixos em outras rotas ou ainda uma oportunidade de aumentar preços.”
Sobre o lead time Duarte complementa que: “Não sei avaliar ainda sobre o lead time, pois estamos sem ofertas da região. As petroquímicas suspenderam as vendas há três semanas (nota: final de dezembro último) e eu não estou conseguindo comprar nada da região. Acredito que nas próximas semanas a situação tende a melhorar.”
Mais análises do transporte de resinas
Desse modo, Duarte segue afirmando: "Quanto aos reflexos causados pela conturbação na disponibilidade de navios para trazer resinas da Ásia ao Brasil, é certo que no momento, o grande reflexo que sinto é a falta de ofertas de resinas asiáticas. " Os produtores suspenderam as vendas com receio de não conseguir embarcar e por preocupação com os altos valores dos fretes.
Ela afirma: "Acredito que não demorem a retomar as vendas, porém, com valores das resinas bem mais altos. Por outro lado, também acredito que as petroquímicas estão aproveitando essa oportunidade para forçar um aumento de preços."
Assim, mais uma questão em voga, levanta o tema em relação a escalada do conflito entre Israel e o Hamas. As importações brasileiras de polipropileno e polietileno do Extremo Oriente e Oriente Médio tenderão a priorizar resinas de outras origens, além da América do Norte.
Nesse sentido, Duarte também responde se a oferta nacional de PP e PE é suficiente para dispensar essas importações: “O cenário ainda é muito incerto e não conseguimos afirmar quais origens serão priorizadas. Acredito numa noção mais clara após o feriado do Ano Novo Chinês, que começa no dia 10 de fevereiro. Ele se estende por 15 dias e é celebrado com festividades tradicionais na China e outras comunidades orientais ao redor do mundo.”
Perspectivas do mercado de resina
Desse modo, quanto se a escalada da guerra no Oriente Médio favorece o aumento dos preços e spreads e preços de PE e PP, mesmo estando essas resinas atoladas em mega excedente global e crescente, ela responde: “Insisto que o cenário ainda é muito incerto e os preços que recebo no momento andam bem mais altos. Ninguém sabe ainda se esses preços se sustentam ou não, tudo dependerá da demanda mundial e da retomada da China. Afinal, é fato que há um grande excedente de resinas mundial e os produtores estão fazendo pressão em prol do aumento de preços. O mercado chinês vai regular a precificação nos próximos meses.”
AInda, sabe-se que ao lado da China em crise política e econômica, a guerra no Oriente Médio contribui para engordar a hiper oferta mundial de PP e PE.
Dessa forma, a questão envolve as já bem altas alíquotas brasileiras. Logo, Roberta esclarece se essas resinas conseguirão impedir que as importações delas, sob pressão do excedente ampliado, superem este ano o volume desembarcado em 2023.
Duarte finaliza que: “Acho que as alíquotas brasileiras para PP e PE não conseguirão impedir as importações de resinas em 2024, pois o Brasil não é autossuficiente em relação à sua produção, para dar conta de atender toda a demanda local. A participação da resina importada é uma realidade sem volta para o mercado brasileiro.”
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Governo Federal lança 'Plano Mais Produção' para impulsionar a indústria
A recente política industrial lançada pelo Governo Federal, se apresenta como um grande potencial de incentivar o desenvolvimento do setor. O plano de desenvolvimento para a indústria, chamado ‘Plano Mais Produção’, também teve anuncio.
O plano prevê, entre os instrumentos para estimular o setor, 300 bilhões de reais em linhas de crédito, subsídios a empresas e exigências de conteúdo local nos produtos.
Segundo o economista-chefe da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Igor Rocha, essa ação incentivará tanto quanto o Plano Safra tem impulsionado o agronegócio do país ao longo dos últimos anos.
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Diante do novo plano Rocha comenta: “O grande mérito do plano que foi apresentado é colocar de forma muito clara a indústria da transformação como vela propulsora do desenvolvimento”.
Além disso, o plano pretende também conter um movimento de queda da participação da indústria da transformação do PIB. Vale ressaltar que ele já chegou a mais de 20% durante as décadas de 1970 e 1980. Porém, atualmente, ele está com cerca de 13%, de acordo com Rocha.
Frente disso, o economista-chefe da Fiesp destaca: “Olhando para essa experiência do Plano Safra no agro, o Plano Mais Produção tem condição de ser o Plano Safra da Indústria”, disse Rocha. Nesta fala ele cita o pilar da política que engloba mecanismos para o financiamento do setor industrial de forma contínua nos próximos três anos.
Assim, ele completa: “O Plano Safra não é uma medida apenas, são várias medidas que formam um ecossistema de ações. O Plano Mais Produção procura trazer uma isonomia com outros setores. Ninguém pode ser contra inovação, descarbonização e produtividade”.
As questões que envolvem a implementação na indústria
Sendo assim, entre os 300 bilhões de reais do Mais Produção até 2026, 106 bilhões de reais tiveram anuncio em julho do ano passado, conforme afirmado pelo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Desse modo, questionado em relação aos temas recorrentes da indústria da transformação como proteção comercial e simplificação tributária, Rocha diz que a política industrial apresentada pelo Governo trata de questões estruturais. No entanto, necessita de temas como regras de conteúdo local “construídas em sinergia com o setor privado” nos próximos meses.
Enquanto isso, para o presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), a proposta trata-se de um bom ponto de partida. Porém, precisará de muita determinação do Governo para ser implementada.
Logo, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, diz: “É um bom começo, muito bem elaborada e abrangente, mas precisa de muito foco para ser executada. O custo Brasil vai continuar sendo o maior impedimento para desenvolvermos uma indústria competitiva no Brasil”.
O impacto do plano no mercado financeiro
Assim, no setor financeiro, este plano está sendo visto como um fator de risco para o equilíbrio fiscal, pois na segunda-feira em que foi anunciado, fez o dólar à vista subir mais de 1% ante o real. Em movimento sustentado ainda pela recuperação da divisa dos Estados Unidos no exterior durante a tarde.
No entanto, apesar de o valor de 300 bilhões estar ligado à operação do BNDES, não necessariamente acarretará impacto fiscal. Sendo assim, quanto à percepção mais geral, os 300 bilhões de reais anunciados elevam o risco em relação às contas do governo. Em reação, o dólar se reaproximou dos 5,00 reais.
Portanto, o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, pontua, ao justificar a alta firme do dólar ante o real.: “Há uma recomposição de posições defensivas. O programa pode trazer despesas para o governo e o mercado se ajusta, vai para a proteção do dólar.”
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Incorporações sustentáveis para diversos segmentos
Diante da demanda advinda dos resíduos sólidos, a BASF resolveu traçar formas sustentáveis de lidar com essa questão. Sendo a economia circular e a reciclagem as duas principais ações adotadas pela empresa.
De acordo com Thiago Bazaglia Spedo, coordenador de especialidades em Materiais de Performance da BASF: “As empresas estão cada vez mais conscientes de suas responsabilidades sociais e ambientais", acredita.
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O compromisso da companhia se confirma também a partir de sua meta em atingir a neutralidade de carbono em 2050. Além disso, pretende reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 25% até 2030, se comparado com suas emissões em 2018.
Ainda, outro objetivo destacado pela BASF, se refere às vendas, isto é, pretende-se dobrar as vendas associadas a soluções para a economia circular para 17 bilhões de euros. Dessa maneira, a partir de 2025, a BASF almeja processar 250.000 toneladas métricas de matérias-primas circulares.
Sendo assim, não à toa, a companhia encaminhou, entre 2020 e 2021, 5 milhões de euros para o Fundo Global de Projetos de Economia Circular. O dinheiro tem como destino final projetos que conseguem alinhar interesses econômicos, ambientais e sociais.
As inovações sustentáveis da BASF
Há 25 anos, a BASF lançou o primeiro biopolímero PBAT biodegradável e compostável do mundo, o Ecoflex. No momento, sua aplicação acontece, especialmente, em embalagens de diversos tipos.
Quanto a este lançamento, o coordenador de especialidades em Materiais de Performance BASF, observa: “Alternativas mais sustentáveis, como os bioplásticos compostáveis, desempenham um papel crucial na mitigação dos danos ambientais associados ao uso do plástico convencional”.
Do mesmo modo, outro bioplástico compostável certificado produzido pela BASF, o Ecovio, também se caracteriza como uma opção viável. Tendo em vista que este trata-se da combinação entre os dois biopolímeros biodegradáveis e compostáveis
Isto é, o Ecoflex e o poliácido láctico, com obtenção a partir de matérias-primas renováveis, como o amido de milho. Assim, por ser à prova d'água, o Ecovio oferece performance semelhante à do plástico convencional e tem possibilidade de descarte — de preferência em unidades de compostagem industrial. Reduzindo, assim, a produção de gás metano (CH4), um dos responsáveis pelo efeito estufa.
A partir do descarte adequado, ao término de sua decomposição, o plástico se transforma em água, CO2 e biomassa. Portanto, o adubo versátil tem uso como fertilizante para o solo.
Diante disso, ressalta-se a biodegradabilidade das produções da BASF, seja o Ecoflex, seja o Ecovio. Isso porque, têm um prazo de 180 dias para se biodegradar. Uma vez expostos a situação de compostagem, com microorganismos, umidade, temperatura e níveis de oxigênio propícios.
A eficiência das produções sustentáveis
Além da capacidade de biodegradação, o Ecovio desempenha um papel significativo na economia circular, uma vez que ele otimiza a produção de sacolas e oferece vantagens notáveis.
Ainda, estima-se que uma tonelada do bioplástico consegue produzir cerca de 8 mil sacolinhas, ou seja, resultando em uma utilização eficiente de matéria-prima. Por outro lado, o Ecovio tem aplicação como revestimento impermeabilizante em diversos materiais de embalagem, incluindo papel cartão, sacos, canudos e sacolas para alimentos.
Outra aplicação notável está no campo da agricultura, tendo em vista que o uso do Ecovio como mulch film, permite conservação da temperatura, melhoria do aproveitamento de nutrientes e proteção das culturas de ervas daninhas.
Porém, a principal vantagem se destaca no fato do Ecovio não precisar ser removido, economizando tempo, trabalho e recursos, enquanto produzem adubo que enriquece o solo.
A expansão das vendas do Ecovio em 2021 e as projeções para um aumento adicional de mais de 20% em 2023 destacam o crescente reconhecimento e adoção dessas soluções biodegradáveis.
Frente a isso, Spedo destaca: “Bioplásticos como o Ecovio são um caminho promissor para reduzir a quantidade de plástico descartado, mitigando os impactos socioambientais e contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável”.
Os avanços na abordagem
Ainda, outro destaque da BASF está no catalisador livre de água que aumenta a produtividade, e reduz os custos na preparação do biodiesel.
Desenvolvido desde 2011, a empresa ampliou a capacidade de produção para 80 mil toneladas em 2019, antecipando-se às futuras demandas do mercado de biodiesel no Brasil. Com as atuais regras permitindo que o biocombustível represente até 12% do diesel, essa proporção está programada para aumentar para 15% até 2026.
Sendo assim, o diretor de monômeros BASF para América do Sul, Alejandro Bossio, comenta: “Os biocombustíveis são de origem renovável e, portanto, ajudam a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência dos combustíveis fósseis”.
Isso porque o potencial se mostra significativo. Portanto, Bossio completa: “Com os combustíveis verdes, a redução das emissões de CO2 poderia chegar a 70% até 2050, de acordo com o estudo Global Energy Transformation, publicado em 2023”.
Mais uma ferramenta importante da BASF, chama-se SCOTT. Um material que proporciona transparência às emissões de gases de efeito estufa de aproximadamente 45 mil itens comercializados globalmente. Esta solução digital permite calcular as emissões de CO2 dos produtos desde a extração das matérias-primas até a entrega aos clientes.
Perspectivas para as ações
Além disso, a ferramenta possibilita que os clientes da BASF calculem suas próprias emissões de Escopo 3, contribuindo para a busca por materiais com a menor pegada de carbono possível. A iniciativa reflete o compromisso da BASF com a sustentabilidade. Desse modo, oferecendo uma abordagem transparente e específica em um contexto em que as empresas costumam estimar suas emissões com informações genéricas.
Por fim, Spedo, declara: “Para os próximos anos, é fundamental que as empresas foquem em ações de mitigação para as mudanças climáticas”, defende Bossio. “Mais do que nunca, são necessárias soluções para um futuro sustentável. E a química desempenha um papel fundamental. Com visão inovadora, a BASF indica oportunidades e orienta seus clientes rumo à transformação sustentável”.
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Parceria para impulsionar inovação, Termotécnica fornece EPS para a prancha 100% reciclável e Fumacense recebe eurociclo ao implementar logística reversa
Parceria estratégica do SIMPI e IPEM/SP coopera para estimular a inovação
O SIMPI (Sindicato da Micro e Pequena Indústria) e o IPEM/SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), divulgaram parceria através da assinatura do Protocolo de Intenções. Um documento focado no desenvolvimento de iniciativas de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Assim, a meta visa oferecer ações que fortaleçam o ecossistema de inovação e tecnologia, disseminando a Infraestrutura da Qualidade. Bem como, o Protocolo determina a base para a formalização de um Acordo de Parceria. Além de dar suporte e promoção ao PD&I (Pesquisa, desenvolvimento e inovação).
Sendo assim, a medida confronta o sentimento da categoria, que aguarda inovação em suas empresas, porém ainda encontra dificuldades para investir em recursos ou pessoal. Segundo a pesquisa SIMPI/Datafolha, 34% veem a falta de recursos financeiros como a principal barreira para investir em inovação, seguida por 18% com falta de mão-de-obra qualificada e 11% incertos sobre o retorno.
Frente a isso, Joseph Couri, presidente do SIMPI, celebra a importância da parceria e o entusiasmo por colaborar com o IPEM/SP. Ainda, o Protocolo está regido pelas leis federais e estaduais de inovação.
Assim como, busca incentivar a colaboração entre público e privado, de modo a encorajar a interação sustentável entre instituições científicas e o setor produtivo. Portanto, os dois órgãos comprometem-se em realizar reuniões técnicas, elaborar planos de trabalho e promover ações conjuntas para viabilizar o desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos.
O protocolo visa formalizar PD&I, através de objetivos que incluem a definição do plano de trabalho, realização de reuniões técnicas e contribuição mútua na elaboração do documento. Não haverá transferência financeira, e a vigência inicial tem 12 meses, podendo ser prorrogada.
Desse modo, a colaboração SIMPI/IPEM-SP pretende impulsionar inovação e fortalecer infraestrutura da qualidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico, sustentável e tecnológico das micro e pequenas indústrias no Brasil.
Termotécnica contribui com EPS para prancha sustentável
Filipe Toledo, bicampeão mundial de surfe, lançou a primeira prancha totalmente reciclável do planeta. Por meio de uma publicação em sua conta no Instagram, ele apresentou essa inovação.
Intitulada como “a EcoBoard FT77”, Toledo compartilha sua empolgação com o lançamento: “Estou super animado em compartilhar com vocês uma novidade que já venho elaborando há um tempo e que finalmente saiu do papel: a EcoBoard FT77 Filipe Toledo 100% reciclável!”
A fim de avançar com o projeto, a Termotécnica fornece o EPS para a Kos Blanks, sediada em Florianópolis/SC. A empresa coopera com o desenvolvimento completo da prancha de surf, incluindo projeto, modelagem e fabricação. De acordo com as especificações de qualidade, desempenho e os princípios sustentáveis exigidos pelo surfista.
Desse modo, a EcoBoard conta com tecnologia de ponta utilizando EPS de alta densidade e resistência. Além disso,se classifica como totalmente reciclável e com o bônus de ter um valor muito mais acessível em relação às pranchas tradicionais. Tudo isso sem perder em desempenho.
A Termotécnica atende ao setor de pranchas esportivas, incluindo surf, longboard, wakeboard e stand up paddle, há mais de uma década. Diante disso, o presidente da Termotécnica, Albano Schmidt, afirma: “o EPS é um material muito versátil. Graças às infinitas possibilidades de moldagem do poliestireno expandido é possível desenvolver soluções para diversos segmentos como o de surfe e já fornecemos matéria-prima para a estrutura interna de pranchas tradicionais”.
Isso revela o comprometimento da empresa em atender o mercado agregando inovação, flexibilidade e qualidade.
Além disso, a Termotécnica implementa um programa abrangente em todo o país para reciclar pranchas de surf de EPS e outras embalagens fabricadas com esse material, que excederam seu tempo de uso. Desde 2007, a empresa realiza o Programa Reciclar EPS, proporcionando uma destinação correta e sustentável para o EPS pós-consumo.
Fumacense Alimentos recebe eurociclo
A Fumacense Alimentos, localizada em Santa Catarina, estava investindo, novamente, em sustentabilidade. E com seus projetos, alcançou o selo “eurociclo”. Diante da realidade de reciclagem, a empresa tem o intuito de contribuir para aumentar o número de materiais secos reciclados.
Sabendo que esse número chegou a 306 mil toneladas em 2022, de acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), a cerealista passou a investir em logística reversa.
Sendo assim, ao colaborar com uma empresa especializada, ela garante a compensação ambiental de 30% das embalagens produzidas para as marcas Kiarroz, RisoVita, Campeiro, Vilarroz, Kifeijão e Boby. Em outras palavras, assegura a reciclagem e reintrodução na cadeia produtiva da parcela de embalagens colocadas no mercado devido à produção de alimentos.
Desse modo, a gerente de qualidade corporativa do Grupo EZOS, do qual a Fumacense Alimentos faz parte, Elisa Bernardini, explica que a ideia foca em expandir cada vez mais a iniciativa e alcançar 100% de compensação. Isso para que toda a produção, incluindo as embalagens, seja reaproveitada de alguma forma. E contribua com a sustentabilidade
Bernardini, finaliza: “Em nossos produtos, utilizamos as embalagens primárias, que estão em contato direto com o alimento, e secundárias, que são usadas fora da embalagem primária para agrupar determinado número de produtos e criar uma unidade de estoque. Isto resulta na geração de plástico, alumínio e papel, por exemplo. Tudo pode ser reciclado, por isso decidimos investir em mais essa forma de cuidado com o meio ambiente”.
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