Aumentam as importações brasileiras de resinas plásticas
Durante o primeiro semestre de 2024, fatores domésticos e internacionais influenciaram no aumento das importações brasileiras de resinas plásticas. A análise dos dados foi feita pela equipe de comércio exterior da ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química).
A avaliação, porém, aponta para diversos desafios, como: capacidade interna insuficiente e não competitiva, danos causados pelo desastre climático no Rio Grande do Sul, variações cambiais intensas e excedente global de PP, PE, PVC e estirênicos.
A princípio, no setor de poliolefinas, as importações no primeiro semestre totalizaram 366.098 toneladas, em comparação com 241.012 toneladas no mesmo período do ano anterior.
Sendo assim, as três principais origens do polímero importado para o Brasil de janeiro a junho vem:
Arábia Saudita: 102.185 toneladas (em comparação com 60.560 no mesmo período de 2023),
China: 68.762 toneladas (em comparação com 16.202 no mesmo período de 2023)
Argentina: 45.419 toneladas.
O aumento nas importações de resinas da Ásia, particularmente da China, um país que se tornou uma grande exportadora regular de PP (polipropileno), especialmente de homopolímeros, o que alterou significativamente o mercado global.
Com essa mudança, produtores de resina que antes eram grandes fornecedores para a China, como as petroquímicas do Oriente Médio (por exemplo, a Arábia Saudita), buscaram novos mercados. Esse reposicionamento foi necessário para diversificar os canais de venda no exterior e mitigar o impacto da redução das compras chinesas.
Assim, os produtores do Oriente Médio começaram a exportar mais para outros países, incluindo o Brasil.
Panorama geral das importações de resinas plásticas
O aumento das importações também afetou os PEs (polietilenos). No segmento de PEAD, as importações atingiram 362.053 toneladas na primeira metade de 2024, em comparação com 208.499 toneladas nos seis meses iniciais de 2023.
Em relação ao mesmo período, as importações de PEBD e PEBDL totalizaram 296.319 toneladas entre janeiro e junho, em comparação com 228.661 toneladas no mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi influenciado pela insatisfatória capacidade de produção doméstica de PEBD nos pólos de Camaçari e Triunfo.
Além disso, grande parte das importações de PEBDL está também incorporada nas de copolímeros de etileno e alfa-olefina. Conforme a análise detalhada da Abiquim, essas importações totalizaram 392.795 toneladas no primeiro semestre, bem acima das 258.916 toneladas registradas no mesmo período de 2023.
Ao monitorar as principais origens das importações brasileiras de PE, a Abiquim também contabiliza os volumes de PET (polietileno tereftalato).
Sob essa perspectiva, os três maiores fornecedores internacionais de PE para o Brasil entre janeiro e junho foram:
EUA: 785.410 toneladas (em comparação com 466.492 no mesmo período de 2023),
Argentina: 90.280 toneladas (em comparação com 101.198 no mesmo período de 2023)
Canadá: 75.017 toneladas (em comparação com 55.028 no mesmo período de 2023).
Capacidade brasileira de exportação de resinas
O Brasil tem uma capacidade instalada de 1 milhão de toneladas anuais de PET, mas o consumo interno gira entre 50% e 60% dessa capacidade, conforme a análise. As exportações de PET nunca foram suficientes para garantir uma utilização ideal das duas fábricas nacionais.
Apesar da oferta local de poliéster, o país importou 72.925 toneladas no primeiro semestre, um aumento em relação às 55.071 toneladas importadas no mesmo período do ano passado.
O panorama para o PVC, porém, se mostra diferente do do PET. De janeiro a junho deste ano, as importações de PVC totalizaram 294.513 toneladas.
Além disso, o Brasil importa regularmente estireno, mas, apesar de possuir uma capacidade nominal de PS superior à demanda interna, o país tem importado o polímero devido às dificuldades financeiras que comprometem a produção de estireno.
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A importância do controle de CRM para a indústria do Plástico
A gestão de relacionamento com o cliente, comumente conhecida pela sigla CRM (Customer Relationship Management) ou controle de CRM, tem se tornado uma ferramenta indispensável para diversas indústrias.
No setor do plástico, seu uso tornou-se crucial, pois o CRM otimiza a interação com os clientes e também proporciona uma série de benefícios que impactam diretamente na eficiência e lucratividade das empresas.
Leia mais:
Nesse sentido, o sistema de CRM busca centralizar todas as informações relativas aos clientes, incluindo informações como histórico de compras, automatização da produção e até na geração de leads.
Sendo assim, para a indústria do plástico, que lida com um vasto leque de clientes e fornecedores, essa centralização facilita a personalização do atendimento. Bem como ajuda a segmentar a oferta de produtos adequados às necessidades dos consumidores.
Além disso, o CRM permite uma visão mais clara e organizada das oportunidades de vendas e das negociações em andamento. Sem contar que o sistema ajuda a prever demandas, planejar a produção de forma mais eficiente e evitar desperdícios.
Outro ponto relevante é a melhora na comunicação interna. Com todas as informações acessíveis em uma única plataforma, as equipes de vendas, marketing e produção conseguem trabalhar de forma mais integrada e colaborativa.
Essa sinergia resulta em uma resposta mais rápida e eficaz aos problemas e demandas dos clientes, aumentando a satisfação e a fidelidade.
Desafios sem o CRM
Por outro lado, a ausência de um sistema de CRM pode gerar diversos desafios e dificuldades para a indústria do plástico.
A falta de centralização de dados leva a uma gestão fragmentada, onde as informações sobre os clientes ficam dispersas em diferentes departamentos ou mesmo em anotações pessoais de funcionários. Isso dificulta a obtenção de uma visão completa e precisa do perfil e histórico dos clientes.
Sem um CRM, a empresa também não consegue lidar com a personalização do atendimento. Isso porque, sem um sistema, a empresa torna-se incapaz de acompanhar de perto as preferências e necessidades específicas dos clientes.
Assim, resultando em ofertas genéricas e menos atraentes, comprometendo a competitividade da empresa.
Desse modo, a falta de um CRM torna o processo de previsão de demandas e planejamento de produção mais complicado e sujeito a erros. E ainda, pode levar a uma produção inadequada, com excesso ou falta de produtos, impactando negativamente a eficiência operacional e os custos.
Portanto, a implementação de um sistema de CRM se caracteriza como um passo estratégico fundamental para a indústria do plástico.
Afinal, ele não apenas melhora a gestão do relacionamento com os clientes, mas também traz ganhos significativos em eficiência e competitividade.
Empresas que investem em CRM conseguem se destacar no mercado, oferecendo um atendimento mais personalizado e eficaz, ao mesmo tempo em que otimizam seus processos internos e reduzem custos.
Como o CRM pode ser efetivo na indústria do plástico
O uso de CRM na indústria do plástico tem se mostrado cada vez mais estratégico para empresas que buscam eficiência, organização e crescimento sustentável. Esse setor costuma lidar com cadeias produtivas complexas, múltiplos clientes e demandas variáveis, tornando necessário ter controle sobre informações comerciais e operacionais.
Nesse cenário, o CRM atua como uma plataforma central que reúne dados de clientes, histórico de compras, negociações e oportunidades de venda, facilitando a tomada de decisão.
Um dos principais benefícios é a previsibilidade de demanda. Com base no histórico de pedidos e comportamento dos clientes, o CRM permite antecipar necessidades e alinhar a produção, evitando tanto excesso quanto falta de produtos. Isso impacta diretamente na redução de custos e no aumento da eficiência operacional.
Além disso, o sistema ajuda a segmentar clientes por perfil, volume de compra ou tipo de produto, permitindo ofertas mais personalizadas e aumentando as chances de fechamento.
Agendor CRM
O Agendor CRM é uma solução bastante eficiente para indústrias, incluindo o setor do plástico, porque atua como um verdadeiro centro de controle das operações comerciais. Ele permite organizar toda a carteira de clientes, acompanhar negociações em andamento e visualizar o funil de vendas.
Dessa forma, faz total diferença em indústrias que trabalham com pedidos recorrentes, contratos e volumes variáveis, pois ajuda a alinhar vendas com produção e logística.
Além disso, o CRM centraliza dados importantes e permite segmentar clientes, identificar padrões de compra e antecipar necessidades do mercado.
Ploomes
O Ploomes se destaca pela automação de processos e integração com operações industriais, ajudando a padronizar fluxos e reduzir falhas.
HubSpot CRM
O HubSpot oferece recursos avançados de análise e automação, sendo ideal para empresas que querem integrar marketing, vendas e relacionamento com clientes.
Bitrix24
O Bitrix24 combina CRM com comunicação interna, facilitando a integração entre equipes e o controle de processos.
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Sustentabilidade Industrial: entenda os conceitos, panorama e benefícios
A sustentabilidade industrial refere-se a práticas que visam o uso inteligente e renovável dos recursos naturais, que promovem o desenvolvimento social. Com os impactos crescentes das atividades industriais, adotar práticas sustentáveis tornou-se uma necessidade para preservar o meio ambiente e garantir a continuidade dos recursos.
Nesse contexto, entender a sustentabilidade, sua importância e quais tipos existem, tornou-se fundamental. Afinal, a sustentabilidade vai além do meio ambiente e abrange três dimensões principais: econômica, ambiental e social.
A princípio, a sustentabilidade focada na economia envolve a distribuição das riquezas geradas e a capacidade produtiva das empresas. Enquanto a ambiental foca na conservação dos recursos naturais e na minimização dos impactos ambientais e sociais, refere-se ao desenvolvimento da sociedade e ao bem-estar da população, promovendo uma agenda social na comunidade local.
Cenário da sustentabilidade industrial no Brasil
O setor industrial brasileiro está se adaptando às práticas de sustentabilidade, guiado pelo Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022, elaborado pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A CNI destaca temas importantes para a sustentabilidade industrial, como:
Gestão sustentável de energia: uso de fontes renováveis;
Economia circular: aproveitamento eficiente dos recursos naturais;
Bioeconomia: uso sustentável dos recursos pela indústria;
Resíduos sólidos: reaproveitamento de resíduos como recursos valiosos.
Sendo assim, empresas que mantêm níveis de emissão de gases e resíduos dentro dos limites estabelecidos podem obter o Certificado de Gestão Ambiental (ISO 14000). Incentivos governamentais também são concedidos para práticas sustentáveis.
Importância e benefícios da sustentabilidade na indústria
Tendo em vista que a sustentabilidade tornou-se uma necessidade. Lidar com recursos naturais, mudanças climáticas e a demanda crescente por consumo, indicam que a indústria precisa ampliar suas práticas sustentáveis. E assim, possam reduzir os custos, economizar os recursos e atender às expectativas dos consumidores.
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Cientistas transformam resíduos de plástico em polímero condutor
Pesquisadores da Universidade de Delaware e do Laboratório Nacional de Argonne desenvolveram um método para transformar resíduos plásticos em um condutor de alto desempenho.
A princípio, a pesquisa usa a espuma de poliestireno, um plástico comum em embalagens descartáveis, para desenvolver o PEDOT, um polímero condutor.
O estudo, publicado na revista JACS Au, detalha a utilização de uma reação química chamada sulfonação para sintetizar PEDOT a partir do poliestireno. A sulfonação se trata de um processo químico onde acontece a substituição do átomo de hidrogênio por um ácido sulfônico, sendo crucial na produção de corantes e resinas sintéticas.
A inovação dos pesquisadores foi encontrar um método de sulfonação “suave” que permite a funcionalização do polímero sem comprometer sua estrutura.
Nesse contexto, a líder do estudo, Laura Kayser, explica que a equipe procurava um reagente que fosse suficientemente eficiente para funcionalizar o polímero, mas que não danificasse sua cadeia.
Já o doutor Kelsey Koutsoukos detalha que meses de experimentos foram necessários para otimizar as condições da reação, testando diferentes solventes, proporções molares e temperaturas. Assim, o resultado foi um processo que proporciona alta sulfonação com mínima formação de defeitos e alta eficiência.
Ainda, Chun-Yuan Lo, um dos principais autores do estudo, destaca a importância da pesquisa para a sustentabilidade. Isso porque ele aponta que a conversão de resíduos plásticos em materiais valiosos é um passo significativo para resolver questões globais de reciclagem.
Além disso, o método desenvolvido tem potencial para aplicações em diversos campos, como células de combustível e dispositivos de filtragem de água. Desse modo, ampliando o impacto da descoberta. A inovação oferece uma nova perspectiva para a reutilização de resíduos plásticos.
Pesquisadores da Unesp criam bioplástico a partir de resíduos vegetais
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa em Bioenergia da Unesp de Rio Claro, em São Paulo, desenvolveram um bioplástico utilizando folhas de bananeira, bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de goiabas.
Em relação a este desenvolvimento, Ana Bonassa, do "Nunca Vi 1 Cientista", destaca a importância dessa inovação. "O bioplástico criado pelos pesquisadores da Unesp soluciona uma das grandes questões do material: a decomposição ocorre de 3 a 30 dias.”
Ainda, Bonassa aponta: "Não é preciso fazer muita conta para entender os benefícios do uso de um plástico biodegradável em diversas áreas da indústria."
Assim, o uso de materiais vegetais como folhas de bananeira e bagaço de cana-de-açúcar aproveita subprodutos agrícolas que, de outra forma, seguiriam para descarte. Isso não apenas reduz o desperdício, mas também agrega valor às cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.
Fugini conquista selo Eureciclo por compensação de embalagens
A Fugini, empresa brasileira do setor de molhos de tomate e milho, conquistou o selo de logística reversa eureciclo. Este selo destaca a empresa por sua prática de compensação de embalagens, alinhada com os princípios de sustentabilidade e reciclagem.
A certificação conecta empresas e operadores de reciclagem em todo o Brasil, reforçando o compromisso da Fugini com uma operação mais ecológica e responsável.
Com uma taxa de compensação de 30%, a Fugini destina para reciclagem materiais como aço, ferro, papel e plástico, abrangendo todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Em 2023, a empresa reciclou mais de 3,2 mil toneladas de embalagens.
Diante disso, Raissa Ninelli, diretora da Fugini, destaca que, apesar da certificação ser recente, a companhia já implementa práticas de logística reversa há muitos anos.
Assim, a diretora explica: “Nossa gestão inclui itens recicláveis como papelão, plástico e metal. Esses materiais são direcionados para empresas especializadas em reciclagem e logística reversa com a eureciclo. Na Fugini, acreditamos que a sustentabilidade deve ser abordada de várias frentes, sempre buscando o uso consciente dos recursos naturais.”
Segundo Ninelli, a empresa busca sustentabilidade em todas as suas atividades, incluindo o uso de embalagens até 70% mais leves do que as de nossos concorrentes, especialmente para nossos condimentos.
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Como a automação industrial transforma a indústria
A automação industrial está no centro da Indústria 4.0, isso porque ela integra tecnologias avançadas para a digitalização total dos processos produtivos. Bem como, promove a interconexão de máquinas, sistemas e dados. Assim, a automação possibilita a criação de fábricas inteligentes que operam com máxima eficiência e flexibilidade.
Essa tecnologia otimiza a produção e reduz custos, mas também impulsiona a inovação e permite às empresas responderem rapidamente às demandas do mercado.
Nesse contexto, torna-se fundamental conhecer as soluções que realmente trazem a transformação requerida pela Indústria 4.0. A princípio, destacam-se os CLPs, dispositivos que permitem o controle preciso e a coordenação eficiente das operações. Com interfaces amigáveis e capacidade de integração com diversos sistemas, os CLPs facilitam a identificação e resolução de problemas em tempo real.
Além disso, permitem a coleta e análise de dados operacionais, proporcionando insights valiosos para a tomada de decisões estratégicas.
Os inversores de frequência, por sua vez, melhoram a eficiência energética, pois reduzem o consumo de energia e aumentam a vida útil dos equipamentos. Assim, eles controlam a velocidade e o torque dos motores, esses dispositivos ajustam precisamente a frequência e a tensão fornecidas. Mostrando-se essencial para processos industriais que exigem precisão e variabilidade.
Já os sistemas RFID oferecem uma solução robusta para a rastreabilidade e gestão eficiente de produtos e componentes. Utilizando RFID, as indústrias conseguem identificar e rastrear itens em tempo real ao longo de toda a cadeia produtiva, aumentando o controle sobre o inventário e os processos logísticos.
De acordo com o IDC (Instituto de Desenvolvimento Corporativo do Brasil), estima-se que os gastos no setor industrial com automação alcancem a marca de US$ 214 milhões, representando um crescimento de 17% ainda neste ano.
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Brasil é o segundo maior destino de investimentos estrangeiros
De acordo com os dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil se tornou o segundo país do mundo a receber mais investimentos estrangeiros diretos. Em 2023, o país atraiu US$64 bilhões (aproximadamente R$ 351,36 bilhões) em investimentos, incluindo M&A, ou seja, fusões e aquisições.
Diante disso, Leonardo Grisotto, consultor empresarial e cofundador da Zaxo, boutique especializada em M&A, destaca o interesse das corporações dos Estados Unidos e da China no mercado brasileiro.
Assim, ele observa que mesmo com a instabilidade global devido a conflitos bélicos, o mercado internacional de M&A continua aquecido.
Nesse sentido, Grisotto aponta: “O Brasil é um mercado em potencial. Isso desperta o interesse de corporações desses dois atores geopolíticos, Estados Unidos e China. A tendência é a de se intensificarem movimentos de empresas norte-americanas e chinesas por fusões e aquisições”.
A análise aponta, ainda, os setores de agronegócio, infraestrutura, incluindo construção civil, saneamento básico e concessionárias de serviços públicos, e indústrias farmacêuticas como os principais alvos desses investimentos.
A consultoria PwC Brasil, em relatório divulgado em março, prevê um crescimento das fusões e aquisições no país em 2024, superando os números de 2023. Apenas em janeiro deste ano, registraram 85 fusões e aquisições pela PwC Brasil. Outro levantamento da M&A Community identificou 63 transações entre 20 de março e 3 de abril de 2023.
Desse modo, com o crescente interesse de investidores estrangeiros, o Brasil se posiciona como um mercado atrativo para fusões e aquisições. Impulsionado por setores estratégicos e assessorias especializadas que facilitam esses processos.
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Imerys leva tecnologia em minerais sustentáveis à Interplast 2024
Com suas soluções em minerais sustentáveis, a Imerys leva à Interplast 2024, a apresentação completa de suas tecnologias, incluindo discussões sobre o Carbonato de Cálcio Natural Revestido. Além de destacar as características do Carbonato de Cálcio Cretáceo.
Sendo assim, entre os dias 13 e 16 de agosto, os visitantes poderão explorar como os minerais integram-se nas formulações. E entender como eles melhoram a produção no setor.
Leia mais:
Em um estande exclusivo, a Imerys também explicará as tecnologias relacionadas ao Carbonato de Cálcio Ultrafino Revestido e Cretáceo, projetadas especificamente para os mercados de embalagens e perfis rígidos em PVC.
Na entrevista concedida ao Portal, a empresa destaca que as expectativas para a participação da feira. Assim, ressalta que aqueles que forem visitar o estande da Imerys entenderão porque os minerais da Imerys possuem formulações que melhoram a produção do setor.
Entretanto, a empresa adianta que os minerais de seu portfólio desempenham um papel essencial nas propriedades físicas e mecânicas dos produtos finais. E para a indústria do plástico, estes minerais ajudam tanto na resistência ao impacto quanto no acabamento superficial.
Ainda na entrevista, Marcius Garcia e Elton Belomi, gerentes de venda da Imeyrs, ressaltam a contribuição da Interplast: “Ao longo dos anos, a Interplast tem contribuído significativamente para a Imerys de várias maneiras: networking e relacionamento com clientes, visibilidade da marca, posicionamento no setor e feedback e insights de mercado.”
Sendo assim, a feira proporciona um ambiente propício para a Imerys fortalecer seus relacionamentos com clientes existentes. Bem como oferece um local propício para a coleta de feedbacks direto dos clientes, assim, permite ajustes em estratégias e desenvolvimento de produtos conforme as necessidades e tendências emergentes.
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Sistema Autoflex da Projedata aprimora produção industrial
A Projedata oferece otimização dos processos industriais com o Autoflex, um sistema MES (Manufacturing Execution System) da empresa que monitora e aprimora os processos de fabricação. Graças a sua interface intuitiva, o Autoflex se integra perfeitamente aos equipamentos da planta.
Em termos de produtividade, o Autoflex permite que os operadores selecionem as máquinas e ordens de produção de forma rápida. O sistema, ainda, conta com uma atualização automática sobre os dados de produtividade e informações diretas das máquinas.
Nesse sentido, o objetivo do Autoflex é ajudar as fábricas a alcançar um nível mais alto de produção. Portanto, para isso, este sistema oferece controle detalhado e em tempo real das operações.
Além disso, o sistema acompanha todas as etapas de produção, desde a seleção das ordens de produção até às possíveis paradas ou perdas.
Desse modo, o Autoflex da Projedata simplifica a análise para melhorias. Ainda, com suas funcionalidades abrangentes, o sistema gera lotes e etiquetas, ao mesmo tempo que coleta dados de peso.
Conforme aponta Carlos Cristiano Vieira da Silva, Head Comercial e de Parcerias da Projedata, este sistema ajuda na gestão de indústrias, pois: “Através de dashboards gerenciais e gráficos detalhados, o sistema permite um acompanhamento preciso da produtividade e da eficiência das operações, acessíveis de qualquer lugar.”
Devido sua integração completa, de modo automático, o Autoflex conta com sincronização com o Iniflex e o Iniflex.BI. Assim, a Projedata garante que as informações mantenham-se sempre atualizadas e disponíveis para análise.
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Descubra a tecnologia da micro moldagem por injeção
A micro moldagem por injeção é uma forma altamente especializada de moldagem que se concentra na criação de componentes extremamente pequenos, pesando menos de um grama e com dimensões de apenas alguns milímetros. Este processo permite a produção de peças com tolerâncias de mícron ou submícron, garantindo precisão.
A micro moldagem envolve a criação de uma cavidade que corresponde à forma desejada da peça. Moldes micro estruturados de aço ou alumínio são usinados com precisão utilizando CNC e técnicas de EDM.
Assim, permitindo a obtenção de detalhes minuciosos. Para iniciar o processo, os fabricantes preparam um molde ou ferramental contendo pequenas cavidades moldadas de acordo com o componente desejado.
Diferenças entre micro moldagem e moldagem tradicional
Embora a micro moldagem e a moldagem por injeção tradicional compartilhem semelhanças, elas possuem diferenças distintas. A principal diferença reside no tamanho dos componentes produzidos e na precisão das máquinas injetoras.
Enquanto a moldagem tradicional atua em peças maiores, a micro moldagem se destaca na produção de componentes pequenos e de alta precisão. Além disso, a micro moldagem requer a integração de uma unidade de injeção especial para acomodar o pequeno tamanho dos componentes.
Portanto, empregando ferramentas CNC e EDM de precisão para criar moldes com núcleos menores e recursos intrincados.
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Artigo por Fabiana Quiroga, Diretora de Economia Circular da Braskem.
Por que temos falado tanto da reciclagem química do plástico?
Cada vez mais, este tema deve ocupar espaço na estratégia de grandes indústrias, como já acontece com a Braskem, e também nas manchetes de jornais, em políticas públicas e, por que não, até em salas de aulas.
Isso porque estamos falando de uma tecnologia-chave para ampliar a reciclagem do plástico, um dos grandes desafios da nossa época.
Na reciclagem química, uma grande variedade de plásticos pós-consumo consegue passar pela reciclagem, gerando o óleo de pirólise (também conhecido como óleo circular), matéria-prima empregada na produção de novos químicos ou resinas com conteúdo reciclado. Com as mesmas características e desempenho das versões produzidas a partir de fontes fósseis.
A grande abrangência e o resultado de alta performance proporcionados pela reciclagem química representam a quebra de paradigmas extremamente relevantes para o mercado de reciclados. A explicação está nesta tecnologia que supera importantes limitações da reciclagem mecânica, a forma mais conhecida e utilizada atualmente, no mundo todo.
Por meio destas diferentes abordagens, que se complementam e precisam seguir evoluindo paralelamente, estamos conseguindo transformar um volume crescente de resíduos pós-consumo.
Assim, reinserindo-os na economia, evitando a extração incessante de novas matérias-primas e também o descarte inadequado.
Boas notícias para a reciclagem química no Brasil
No início deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) trouxe um novo fôlego para esta agenda no Brasil com a atualização de seu documento de Perguntas e Respostas.
A pergunta 22 deste documento trouxe um esclarecimento importante: a reciclagem química por pirólise tem capacidade de utilização com segurança no ciclo de produção de plásticos destinados a aplicações de contatos com alimentos. Assim, não há a necessidade de autorização específica ou regulamentação adicional.
Este esclarecimento confirma a efetividade e segurança do processo, que gera moléculas idênticas àquelas produzidas a partir de matéria-prima fóssil.
Na prática, a atualização do documento cria um ambiente favorável à implementação de uma maior variedade de aplicações para os químicos e resinas com conteúdo reciclado, um impulso mais do que necessário para a economia circular.
Cenário e oportunidades: como continuar evoluindo?
Para que esta trajetória continue seguindo em ritmo acelerado, não há dúvidas de que a atuação conjunta da iniciativa privada, governo e sociedade é fundamental.
Segundo relatório do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), existe a possibilidade de redução da poluição por plástico destinados incorretamente em 80% até 2040 com o apoio de tecnologias já existentes, mas países e empresas precisam fazer mudanças profundas nas políticas e no mercado.
O Acordo Global do Plástico, iniciativa que traz consigo a grande expectativa de superar este desafio, pois se mostra como uma pauta central neste contexto. Especialmente pelo potencial de alavancar a gestão de resíduos, olhando para os desafios que temos hoje no Brasil. Há, no entanto, muito mais a ser feito!
Construir um futuro mais sustentável é possível e todo o esforço é bem-vindo
Em primeiro lugar, o resíduo plástico e toda a sua cadeia de valor precisam ter maior valorização. Além disso, políticas públicas efetivas ajudam a suportar a transição para a economia circular.
Já as indústrias e marcas têm o desafio de aderir cada vez mais ao design circular, assim como ampliar a oferta de soluções com conteúdo reciclado rastreável e certificado.
Por fim, mas não menos importante: os consumidores precisam fazer, cada vez mais, escolhas adequadas e conscientes. Afinal, a demanda tem um papel determinante para que este mercado seja economicamente viável.
Neste contexto de grandes desafios, deve-se lembrar a todo momento que cada elo produz um impacto e todos são essenciais. Não é um caminho simples, mas possível!
A Braskem vem atuando fortemente há anos nesta direção, movida por seu compromisso com o desenvolvimento da cadeia de valor da reciclagem e sua meta de eliminação de resíduos plásticos. Para evoluir nestas frentes, temos uma série de iniciativas e investimentos, ancorados na nossa plataforma de economia circular, Wenew.
Além disso, a maior parte das nossas unidades conta com a ISCC Plus (Certificação Internacional em Sustentabilidade e Carbono) para utilização de matéria-prima circular obtida por meio da reciclagem química em nosso processo produtivo.
Recentemente, após rigorosos testes de segurança e qualidade, também recebemos a autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para utilização do óleo de pirólise na produção de combustível em nossa central petroquímica localizada no Rio Grande do Sul.
Estes são marcos que representam um relevante avanço para a economia circular, dinamizando este mercado para que a demanda se consolide de forma crescente e constante.
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