ABIMAQ promove 9º Congresso da Indústria de Máquinas e Equipamentos
A ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) realiza no próximo dia 17 de setembro de 2024 o 9º Congresso da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que acontecerá em sua sede, localizada em São Paulo.
O evento, com o tema central "Política industrial, produtividade e desenvolvimento", reunirá especialistas e líderes do setor. Assim, o evento vai discutir os desafios e as oportunidades que moldarão o futuro da indústria no Brasil.
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O congresso terá início às 08h com o credenciamento e welcome coffee, seguido pela abertura oficial às 08h30. A programação contará com duas palestras magnas e dois painéis de discussão, que se estenderão até às 13h30.
Nesse sentido, a primeira palestra magna, programada para as 09h, abordará o desenvolvimento industrial no contexto internacional, oferecendo uma visão abrangente sobre as tendências globais que impactam a indústria.
Em seguida, o Painel I, às 09h30, discutirá experiências de políticas industriais voltadas para o desenvolvimento sustentável, trazendo à tona práticas e estratégias bem-sucedidas.
Enquanto isso, o Painel II, que terá início às 11h, focará nas oportunidades e desafios atuais para o setor industrial, promovendo um debate aprofundado sobre as questões.
A segunda palestra magna, agendada para às 12h30, apresentará uma análise econômica e geopolítica voltada para lideranças empresariais, fornecendo insights valiosos para a tomada de decisões estratégicas.
Por fim, evento encerrará com um almoço às 13h30, proporcionando um momento de networking e troca de experiências entre os participantes.
Informações importantes
Data: 17 de setembro de 2024
Horário: Das 08h às 13h30
Local: Sede da ABIMAQ (Av. Jabaquara, 2925 – São Paulo/SP)
*As vagas para participação presencial são limitadas.
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5º Congresso Brasileiro do Plástico anuncia palestras
No dia 12 de setembro acontece o 5º Congresso Brasileiro do Plástico, um dos maiores encontros da indústria de transformação no Brasil. A iniciativa conta com a presença de palestrantes renomados, com presença nacional e internacional. Assim, o evento, de caráter educativo, busca apresentar e elucidar informações científicas sobre o plástico.
Entre os temas do 5CBP, destaca-se a economia circular, um tema que vem sendo discutido cada vez mais. No entanto, para a Valgroup, esse assunto faz parte de seu dia a dia há mais de 45 anos, como destaca Larissa D’Otaviano, head de Sustentabilidade.
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Como uma das palestrantes, D’Otaviano enfatiza o objetivo da companhia em elevar a qualidade de vida da sociedade. Sobretudo através de soluções inovadores e sustentáveis em embalagens.
Assim, no 5CBP vai apresentar cases de sucesso, tais como a primeira garrafa PET 100% reciclada do Guaraná, o uso de PET PCR em frascos de ketchup Heinz com 30% de resina pós consumo. Assim, como a mais recente parceria com a água S.Pellegrino, na Europa, produzida com 50% de resina PET reciclada.
Diante disso, D’Otaviano explica: “Esses materiais reciclados podem ser utilizados novamente na fabricação de novas garrafas, embalagens ou outros produtos plásticos. Reduzindo a necessidade de matéria-prima virgem e contribuindo para a economia circular”.
A palestra de Larissa D’Otaviano sobre Inovação e sustentabilidade na circularidade do plástico
acontece a partir das 16h35.
Congresso destaca a Plastaforma Recircula Brasil
Também para promover a economia circular e as políticas que incentivam a sustentabilidade no Brasil, a Plataforma Recircula Brasil será apresentada no Congresso. Criada pela ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).
Assim, também participa do programa a Central de Custódia, verificadores de resultados independentes, desenvolvido para rastrear os resíduos plásticos desde a origem até a reinserção como matéria-prima em novo produto.
Nesse sentido, Paulo Teixeira, presidente da ABIPLAST, esclarece que a Plataforma Recircula Brasil se destaca por promover soluções inovadoras para desafios ambientais enfrentados no país.
Ainda, Texeira ressalta: “Buscamos a rastreabilidade da cadeia produtiva, a transformação de resíduos plásticos em recursos valiosos por meio da circularidade. Ao mesmo tempo em que se gera empregos e se fomenta uma economia mais verde e inclusiva”.
Para as empresas que desejam participar, o cadastro acontece na Plataforma Recircula Brasil, e, então, por meio da inserção de notas fiscais, os usuários da plataforma, os recicladores, transformadores e end users, terão um balanço de suas operações.
A garantia de que os resíduos plásticos serão reintroduzidos no processo produtivo, mantendo a origem dos materiais com transparência, segurança jurídica e conformidade, é assegurada por uma entidade externa.
Dessa maneira, a plataforma possibilita a acreditação da circularidade dos resíduos plásticos pela Central de Custódia.
Plataforma Recircula Brasil conta com visibilidade internacional
Desde 2021, a ABIPLAST, como entidade credenciada do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, participa das discussões internacionais sobre o Tratado Global para o combate à Poluição Plástica, representando o setor de transformação e reciclagem de plásticos globalmente.
Teixeira, explica que embora a Plataforma Recircula Brasil tenha nascido como uma iniciativa para promover a economia circular no Brasil há um ano e em formato de teste, ela foi apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em evento paralelo ao oficial e foi inserida no documento da ONU de melhores soluções para gestão de resíduos.
Assim, ele ressalta: “Reforçando os avanços e os compromissos do Brasil neste segmento. Em Dubai, durante a COP 28, a ABDI levou a plataforma como case brasileiro, gerando interesse de vários países na nossa iniciativa, o que nos deixa muito honrados em fazer parte deste grupo”.
A palestra de Paulo Teixeira sobre A Plataforma Recircula Brasil acontece a partir das 13h50.
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Moinhos para plásticos ajudam na sustentabilidade industrial
O uso de moinhos na indústria do plástico é uma solução essencial para a promoção da sustentabilidade e a redução do desperdício. Isso porque esses equipamentos trituram os resíduos plásticos e os transformam em novos materiais. Assim, as empresas conseguem aplicar mais ações sustentáveis em suas produções e alinhar-se aos princípios ESG.
Nesse sentido, o papel do moinho está além da simples trituração, pois eles representam uma oportunidade para que empresas otimizem os processos, economizem recursos e diminuam o desperdício.
Sabendo que os processos de injeção, extrusão e moldagem geram sobre de materiais, a introdução de moinhos permite que essa sobre seja aproveitada.
Antes do desenvolvimento dessa solução tecnológica grande parte dos resíduos ia para descarte. Mas ao moê-las os resíduos plásticos passam a ser usados como matéria-prima e se reinsere no ciclo produtivo.
Contribuição para a sustentabilidade e práticas de ESG
Dessa forma, empresas que investem no uso de moinhos para reaproveitar resíduos plásticos estão diretamente ligadas a práticas sustentáveis e alinhadas aos critérios de ESG, uma vez que o uso de moinhos ajuda a reintegrar o plástico no ciclo produtivo.
Ainda, as empresas também contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa, afinal a produção de plásticos reciclados emite menos CO2.
Já do ponto de vista social, o compromisso com a sustentabilidade também se reflete em práticas responsáveis que impactam positivamente a comunidade. Afinal, empresas que se preocupam em reduzir o desperdício e promover a reciclagem têm maior reconhecimento socialmente, o que melhora sua reputação e promove maior confiança por parte dos consumidores e parceiros.
Além disso, muitas dessas empresas desenvolvem iniciativas de conscientização ambiental junto à sociedade, incentivando práticas de reciclagem e o uso consciente de plásticos.
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Peças Lego com plástico renovável e reciclado, Seven Café engloba práticas ESG e Carros elétricos a partir de tampas plásticas
Lego vai usar plástico renovável e reciclado em suas produções
A Lego, fabricante de brinquedos, revelou que está caminhando para substituir combustíveis fósseis na fabricação de seus tijolos por plástico renovável e reciclado. Com isso, a empresa visa reduzir gradualmente o teor do óleo em seus tijolos, pagando até 70% a mais pela resina renovável certificada. Essa tentativa também busca incentivar o aumento da produção dos fabricantes.
O CEO Niels Christiansen à Reuters, afirma que a empresa está progredindo para garantir que, em 2026, mais da metade da resina utilizada seja certificada segundo o método de balanço de massa. Além da adoção de uma abordagem auditável para rastrear materiais sustentáveis ao longo da cadeia de suprimentos.
Dessa forma, representa um avanço significativo em relação aos 30% registrados no primeiro semestre de 2024.
Nesse sentido, ele declara: “Com uma família de proprietários comprometida com a sustentabilidade, é um privilégio podermos pagar mais pelas matérias-primas sem precisar cobrar mais dos clientes”.
Assim, os fornecedores da Lego usam bio resíduos, como óleo de cozinha ou gordura residual da indústria alimentícia. Bem como materiais reciclados para substituir combustíveis fósseis virgens na produção de plástico.
Seven Café avança em sustentabilidade com novas iniciativas ESG
O Seven Café, comprometido com a adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), está implementando medidas para reduzir seu impacto ambiental. Com o objetivo de promover a sustentabilidade e contribuir para o desenvolvimento. Nesse sentido, a rede planeja instalar usinas solares próprias para gerar energia verde em sua central de produção e em todas as suas lojas.
Leandro Leal, diretor de operações, conta que a empresa possui valores como liberdade, integridade, respeito, diversidade e transparência: “São 15 anos de história construindo relações de longo prazo com clientes, parceiros, colaboradores e com a comunidade”.
Ainda, destaca que o Seven Café atua como uma porta de entrada para o mercado de trabalho para muitas pessoas, oferecendo treinamento e acompanhamento para suas atividades. Assim, frequentemente, leva à efetivação e ao crescimento até cargos de liderança.
A empresa também adota a prática de adquirir seus insumos de fornecedores locais e vinculados à agricultura familiar, como os grãos de café especiais produzidos pela Fazenda Divino Espírito Santo, localizada em Piatã, na Chapada Diamantina.
Entre as ações de ESG em andamento no Seven Café estão:
Coleta de 100% dos resíduos sólidos recicláveis tanto da central de produção quanto das lojas, além da coleta de lixo eletrônico;
Substituição das embalagens plásticas descartáveis usadas para transporte de salgados por caixas rígidas reutilizáveis;
Redução do volume de resíduos plásticos ao trocar potes plásticos descartáveis por sacos plásticos recicláveis;
Substituição do veículo de transporte por um modelo mais eficiente em termos energéticos.
Projeto socioambiental transforma tampinhas plásticas em mini carros elétricos
Durante o Festival de Interlagos, a GWM revelou a série especial do ORA 03 GT Approve e apresentou os SUVs TANK 300 e WEY 07. Além dos veículos reais, chamaram a atenção algumas miniaturas: réplicas do ORA produzidas ao vivo a partir da reciclagem de tampinhas plásticas.
A iniciativa nasceu de uma parceria da montadora com a Green Mining, startup que promove a logística reversa inteligente e a reciclagem justa. Assim, as réplicas do veículo elétrico se transformaram em chaveiros. A produção aconteceu com o projeto Protect Paradise – uma ação itinerante que trabalha com a coleta e descarte de resíduos plásticos, reciclagem e produção de novos produtos. Ainda, o projeto ajuda a conscientizar as pessoas sobre os resíduos.
Nesse sentido, a ideia está em capacitar os alunos do instituto para operar o maquinário e iniciar a produção e comercialização de peças feitas com plástico reciclado.
Entre essas peças estão as réplicas dos veículos da GWM, que serão adquiridas pela montadora, gerando assim renda e oportunidades para os alunos.
Thiago Sugahara, Gerente de ESG da GWM Brasil, ressalta: “Queremos deixar um legado para Iracemápolis. Este é apenas o pontapé inicial para a nossa atuação junto à comunidade. Como empresa, temos uma responsabilidade social com a população do município”.
Diante dessa iniciativa, Vilcéia Corrêa, diretora do departamento de Educação e Cultura de Iracemápolis, afirma que viés socioambiental do programa e sua importância para o município.
Além disso, ela comenta: “Além de capacitar os alunos do Instituto Aril e agregar renda às suas famílias, a reciclagem das tampinhas plásticas também trará benefícios ambientais para Iracemápolis”.
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CNI analisa crescimento do PIB no segundo trimestre
Em análise sobre a economia no setor industrial, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta melhor desenvolvimento entre abril e junho de 2024. Nesse sentido, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), avalia que o crescimento de 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto) no 2º semestre foi além das expectativas. Ainda, a Confederação que a alta de 1,8% indica um desempenho positivo na atividade industrial.
No segundo trimestre, o forte crescimento da indústria reforça seu papel protagonista, com os maiores aumentos percentuais entre os setores produtivos, comparados tanto ao primeiro trimestre de 2024 (aumento de 1,8%) quanto ao segundo trimestre de 2023 (aumento de 3,9%), segundo a CNI.
Quando se fala do crescimento industrial, ele liga-se, primeiramente, ao aumento do consumo, que cresceu 1,3% quando comparado com o primeiro trimestre do ano e ao 4,9% no mesmo período do ano passado.
De acordo com a análise da CNI, isso acontece porque o mercado de trabalho mostra-se aquecido, tanto no números de pessoas ocupadas quanto no aumento dos salários. Além disso, cooperaram para alto no consumo a maior oferta de crédito e a expansão fiscal. Assim, a alta do salário-mínimo e ampliação das transferências de renda por parte do Governo.
Enquanto isso, a alta de 2,1% do investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) diante dos três primeiros meses do ano, e de 5,7%, na comparação com o mesmo trimestre de 2023, também impactou o resultado positivo da indústria.
Os cortes na taxa Selic iniciados no ano passado, juntamente com a implementação da NIB (Nova Indústria Brasil) e do Plano Mais Produção, resultaram no aumento da produção nacional. Bem como nas importações de bens de capital, como máquinas, equipamentos e materiais de construção.
Além disso, os aprimoramentos no programa Minha Casa, Minha Vida contribuíram para o crescimento do setor habitacional, aponta a CNI.
O aumento no consumo e nos investimentos resultou em uma maior demanda por produtos industrializados. Segundo o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, a demanda por esses produtos cresceu 5,2% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2023.
Resultados positivos em variados setores da indústria
Durante o segundo trimestre de 2024, grande parte dos segmentos do PIB industrial obteve resultados positivos. Nesse sentido, a Indústria de Transformação avançou 1,8%, assim, registrando seu quarto trimestre em crescimento consecutivo.
Enquanto isso, a Construção subiu 3,5%, já o segmento de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, e Atividades de Gestão cresceu 4,2%. Com isso, recuperam o recuo do primeiro trimestre do ano.
A Indústria Extrativa, porém, marcou queda no 2º trimestre perante o trimestre anterior. Com um recuo de 4,4%, essa queda aconteceu depois de um desempenho de destaque em 2023. Vale lembrar que na época, este segmento cresceu 8,7% em relação a 2022.
Perspectivas de crescimento e alta na economia
A CNI destaca que o desempenho do PIB no segundo trimestre sugere uma tendência de alta nas expectativas de crescimento da economia brasileira para 2024, com uma previsão de 2,4%.
Além disso, a entidade considera que a composição do crescimento do PIB neste período apresenta características mais saudáveis em comparação ao ano passado. Assim, evidenciando um resultado menos dependente da demanda externa e mais impulsionado pelos avanços nos investimentos.
Para a Confederação, esses fatores têm o potencial de expandir a capacidade produtiva. Assim, garantindo que o aumento da demanda interna se traduza principalmente em um crescimento da produção nacional e em um aumento da produtividade.
Desse modo, essa composição do crescimento do PIB proporciona ao país uma base mais sólida para uma expansão sustentável no longo prazo.
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Indústria da transformação registra maior uso de capacidade em 10 anos
De acordo com o levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) encomendada pela Valor, baseado nos dados da Sondagem Industrial da fundação, a indústria da transformação demonstrou maior uso de capacidade instalada após dez anos.
Em julho, como aponta o estudo, a Nuci (Nível de Utilização de Capacidade Instalada), a indústria de transformação chegou a 83,40%, o maior resultado aconteceu em 2011 com 83,60%.
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No entanto, o nível de estoques chegou a 96,2 pontos na pesquisa, isto é, o menor desde março de 2022 que marcou 95,5 pontos. Assim, com os estoques baixos para a média industrial, ocorreu o uso acelerado de capacidade em julho, explica Stefano Pacini, economista da FGV responsável pela sondagem e pelo levantamento.
Nesse sentido, o pesquisador esclarece: “E isso em um contexto de demanda em alta [por produtos industriais]. Se o nível de estoque está baixo, é porque a prateleira está vazia. Se a prateleira está vazia, a gente vai produzir para encher a prateleira. Nunca falha isso”.
Ainda, os dados da FGV estão em consonância com os números oficiais mais recentes. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção da indústria brasileira registrou um crescimento de 4,1% em junho em comparação a maio.
Sendo assim, esse aumento foi o mais significativo desde julho de 2020, quando atingiu 9,1%,. Desse modo, quebrou uma sequência de dois meses de quedas, período em que houve uma perda acumulada de 1,8%.
Pacini destaca que esse desempenho também sofreu influência efeito de "rebote" da retomada da indústria no Rio Grande do Sul, que havia sofrido perdas em maio devido às fortes chuvas.
Diferenças no desempenho industrial entre 2011 e 2024
De janeiro a junho, a indústria brasileira registrou um crescimento acumulado de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, destacando os bens de capital, cuja produção aumentou 5% nessa comparação.
Apesar da alta na produção, do Nuci elevado e dos estoques baixos, a indústria ainda estava 14,3% abaixo do nível recorde de maio de 2011.
Quando questionado sobre distância do nível recorde, mesmo com bons desempenhos em uso de capacidade e estoques, Pacini explicou que 2011 e 2024 apresentam contextos muito diferentes.
Isso porque, há 13 anos, a indústria tinha níveis de estoque muito mais baixos do que em julho deste ano, com o nível de estoques em maio de 2011 registrado em 92,2 pontos. Naquele período, havia um significativo investimento por parte dos empresários e a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) estimulava a produção.
Além disso, Pacini mencionou a possível perda de capacidade produtiva da indústria ao longo dos anos.
No entanto, os dados oficiais do setor, fornecidos pelo IBGE, revelam outra conclusão de Pacini: os estoques baixos não têm relação com o resultado da escassez de insumos para produção. Pacini observou que, nos anos de 2021 e 2022, houve uma escalada global de preços e custos, agravada pelo início da guerra entre Rússia e Ucrânia, que desorganizou a cadeia de fornecimento de insumos.
Segundo Pani, estes estoques baixos podem significar que as empresas não estão conseguindo produzir, “já ocorreu no passado, uma escassez de oferta. Não é o que temos hoje, não temos problemas de insumo”, disse.
Avalição dos setores da indústria e outros fatores de influência
Ainda, o pesquisador analisou os níveis de estoque por segmento da indústria da transformação. Entre os 17 segmentos avaliados na Sondagem, 10 apresentaram níveis de estoque abaixo de 100 pontos, o que indica um patamar de equilíbrio.
Ele destacou setores como o de máquinas e equipamentos e o de material plástico, que contribuíram para a redução geral dos estoques. Com isso, para um maior uso da capacidade industrial.
Os fatores macroeconômicos, como a taxa básica de juros (Selic), também desempenharam um papel importante, como aponta Pani.
O Banco Central iniciou a redução da Selic em agosto de 2023, e embora o ciclo de cortes tenha sido interrompido este ano, as diminuições tiveram impacto na economia real. A Selic influencia tanto as taxas de crédito para os industriais quanto os juros aplicados aos consumidores na compra de produtos industrializados.
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Indústria de embalagens plásticas flexíveis cresce
A ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis) divulgou recentemente os resultados do estudo conduzido pela Maxiquim sobre o desempenho da indústria no primeiro semestre de 2024. Segundo o relatório, mesmo diante dos desafios econômicos e climáticos, o setor destacou-se pelo crescimento sustentável.
Nesse sentido, o estudo aponta que a produção de embalagens plásticas flexíveis cresceu 5,6%, somando 1.133 mil toneladas no período, comparando com o mesmo período em 2023.
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Entres os fatores de crescimento, aparece a resiliência do setor, estimulada, sobretudo, pela demanda dos mercados de alimentos e agropecuária. Estes segmentos registraram altas de 7,7% e 10,9%, respectivamente.
Além disso, o consumo aparente apresentou um crescimento significativo de 8,2% em relação ao mesmo período de 2023.
Com isso, conclui-se que o setor alimentício segue como o principal cliente da indústria, absorvendo 41% da produção total. Outros segmentos de destaque incluem agropecuária e varejo, cada um com 13% de participação, seguidos por bebidas (12%) e industrial (9%).
No entanto, o setor que mais cresceu foi o de pet food, com uma alta de 26,7%. Os segmentos de limpeza doméstica e higiene pessoal também registraram aumentos expressivos de 13% e 10,8%, respectivamente.
No que diz respeito às matérias-primas, as resinas mais consumidas pelo setor foram o PEBD (polietileno de baixa densidade) e o PEBDL (polietileno linear de baixa densidade), que registraram um crescimento de 6% no primeiro semestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Outras resinas utilizadas foram o PP (polipropileno), com alta de 5%, e o PEAD (polietileno de alta densidade), com crescimento de 3,1%. Em termos de produtos, os filmes shrink representaram 12% da produção total, seguidos por sacolas e sacos (10%) e filmes stretch (8%), com as estruturas monocamadas dominando o mercado, com 61% de participação.
Setor no RS demonstra recuperação após desastre climático
As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024 impactaram significativamente a produção local de filmes flexíveis. O que levou a redução temporária da demanda na região.
Contudo, o estudo indica que houve uma rápida recuperação, com a maioria das empresas retomando suas operações até agosto. Assim, a produção industrial avançou no final do semestre.
Enquanto isso, no comércio exterior, o setor registrou um aumento expressivo de 63,4% nas importações em comparação ao primeiro semestre de 2023.
Já as exportações apresentaram uma queda de 6,5%. Esses dados refletem as oscilações do mercado global e as estratégias de abastecimento da indústria brasileira.
Perspectivas para o segundo semestre no setor de embalagens plásticas flexíveis
Rogério Mani, Presidente da ABIEF, comentou sobre as perspectivas positivas para o segundo semestre de 2024, destacando a expectativa de aumento na demanda por resinas recicladas, Com isso, a produção sustentável torna-se ainda mais real.
Ele também mencionou o fortalecimento do poder de compra das famílias brasileiras, que deve continuar impulsionando o consumo de embalagens flexíveis, especialmente nos setores de alimentos e bens de consumo.
Nesse sentido, Mani alerta: “O fortalecimento do consumo tem a ver com a sazonalidade do segundo semestre, mas também com o crescente poder de compra das famílias, em função da melhora da situação financeira e do mercado aquecido. Porém, precisamos ficar atentos à inflação dos alimentos, que caiu em julho, mas pode frear esse cenário, caso volte a subir nos próximos meses”.
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Super Finishing destaca forte participação na Interplast 2024
A Interplast 2024, aconteceu entre os dias 13 e 16 de agosto e contou com participação de players e público em geral. Entre os destaques no evento, está a presença da Super Finishing que foi marcada por grandes conquistas e momentos significativos.
Sendo assim, em entrevista ao Portal Plástico Virtual, a empresa destacou os momentos marcantes e o feedback do público no evento. Nesse sentido, a empresa destaca a Rodada de Negócios e como um dos momentos mais significativos da Interplast.
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Isso porque a Super Finishing teve a oportunidade de realizar reuniões com empresas influentes do setor. Essas interações promissoras abriram caminho para futuras parcerias estratégicas, consolidando a Super Finishing como um player de relevância na indústria.
A 12ª edição da Interplast também evidenciou tendências tecnológicas, com um foco crescente em soluções de tratamentos de superfície que priorizam a durabilidade e eficiência dos componentes.
Portanto, a demanda por tecnologias de alta performance foi um tema recorrente durante o evento, e a Super Finishing se destacou ao apresentar inovações alinhadas a essas necessidades, reforçando sua posição na vanguarda do setor.
O sucesso da Super Finishing no evento foi evidente, tanto pela visibilidade da marca quanto pelo interesse gerado em torno das soluções apresentadas.
O feedback dos clientes foi extremamente positivo, com destaque para a inovação e eficácia das tecnologias de tratamentos de superfície. Dessa forma, essas interações produtivas prometem se traduzir em negócios concretos, fortalecendo ainda mais o posicionamento da Super Finishing no mercado.
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A influência do ESG na indústria do plástico
Nos últimos anos, o conceito de ESG (Environmental, Social, and Governance) se tornou essencial na indústria do plástico, assim como em muitos outros setores. Isso se deve, porque a adoção de práticas ESG torna uma empresa mais sustentável e influencia a percepção dos consumidores e suas decisões de compra.
Sendo assim, cada vez mais, consumidores estão atentos às práticas das empresas e aos insumos que utilizam. Esse fator se tornou crucial na decisão de compra, refletindo uma demanda crescente por responsabilidade social e ambiental.
No contexto da indústria do plástico, a governança ambiental, social e corporativa, ou ESG, avalia até que ponto uma corporação se compromete com objetivos sociai. Nos últimos anos, as empresas adotaram os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e têm intensificado a importância das práticas ESG.
Práticas aplicáveis na indústria
Entre as práticas ESG aplicáveis na indústria do plástico, destacam-se:
Redução do impacto ambiental: A aplicação dos princípios ESG ajuda a diminuir o desperdício. Ao mesmo tempo implementa processos de produção sustentáveis e promove pesquisa de embalagens biodegradáveis.
Atração de clientes conscientes: Empresas comprometidas com a sustentabilidade têm mais chances de atrair clientes ambientalmente conscientes. Assim, aumentando a fidelidade à marca e o desempenho financeiro.
Gerenciamento de riscos aprimorado: A adoção de práticas éticas e a redução do impacto ambiental ajudam a mitigar os riscos financeiros e melhoram o perfil de risco da indústria.
Maior confiança e transparência: Empresas que aderem a uma governança corporativa sólida e transparente constroem confiança com investidores e partes interessadas. Dessa forma, melhorando o desempenho financeiro e reduzir riscos.
Portanto, entender a relação entre ESG e a indústria do plástico é fundamental para posicionar sua empresa de forma competitiva e alinhada às novas tendências globais. O ESG além de contribuir para a sustentabilidade também oferece vantagens estratégicas no mercado atual.
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Bioplásticos na indústria
Os bioplásticos estão no centro de um debate cada vez mais relevante sobre sustentabilidade na indústria do plástico. Sua produção a partir de fontes renováveis, a ausência de geração de gases de efeito estufa e a capacidade de biodegradar em um tempo significativamente menor os colocam como uma alternativa promissora aos plásticos convencionais.
Há décadas estudiosos conduzem pesquisas sobre esses tipos de polímeros, no entanto, ainda não existe uma concordância quanto a terminologia e aplicações.
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Nesse sentido, a IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada) faz uma distinção importante entre biopolímeros e bioplásticos. De acordo com a entidade, a produção dos biopolímeros vem inteiramente de fontes renováveis, enquanto bioplásticos derivam parcial ou totalmente dessas fontes.
A IUPAC desencoraja o uso do termo bioplástico, sugerindo substituí-lo por "polímeros verdes" ou "biobaseados" para evitar a falsa percepção de que todos os bioplásticos são biodegradáveis. Porém, ao longo dos anos os dois termos aparecem como sinônimos.
Classificações de bioplásticos
Os bioplásticos podem ser classificados em três categorias principais, dependendo de sua origem e método de produção:
Classe A: Produzidos diretamente a partir de biomassa, como amido, celulose, proteínas e aminoácidos. Esses bioplásticos são biodegradáveis e são amplamente utilizados na fabricação de embalagens flexíveis e na agricultura.
Classe B: Biossintetizados por meio de bactérias, com exemplos como polihidroxialcanoatos (PHAs) e ácido polilático (PLA). Estes além de biodegradáveis têm aplicação em embalagens flexíveis e rígidas, além de alguns bens de consumo.
Classe C: Preparados a partir de monômeros de origem biológica. Exemplos incluem o bio-polietileno (PE) e o tereftalato de bio-polietileno (PET), utilizados em embalagens rígidas e flexíveis, que não são biodegradáveis. Outros exemplos, como o tereftalato de adipato de polibutileno (PBAT) e o succinato de polibutileno (PBS), se encaixam como biodegradáveis e usados em embalagens e na agricultura.
À medida que cresce a conscientização e a demanda dos consumidores por embalagens mais sustentáveis, as empresas vem desenvolvendo biopolímeros com grande capacidade de integração à indústria tradicional de plásticos sem a necessidade de adaptação do maquinário existente.
Até então, as principais aplicações desses biopolímeros incluem embalagens de alimentos, sacolas, filmes agrícolas e produtos de consumo.
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