Enzima acelera degradação de PLA, projetos transformam plástico em produtos novos e Apple Watch SE 3 de plástico
Nova enzima acelera degradação do PLA
Um estudo publicado na revista científica Nature destaca uma inovação significativa na degradação de materiais de ácido polilático (PLA) através de enzimas. A pesquisa detalha o desenvolvimento de uma enzima capaz de despolimerizar o PLA em uma ampla gama de temperaturas e pH, simulando as condições variáveis do ciclo de compostagem doméstica.
Assim, o estudo aborda as metodologias e os desafios enfrentados para integrar uniformemente a enzima em filmes de PLA, especialmente considerando as elevadas temperaturas de processamento de 170°C.
A princípio, o objetivo era assegurar que a enzima mantivesse sua eficácia suficiente para promover a degradação completa e rápida do polímero tanto em condições de compostagem industrial quanto doméstica, além da digestão anaeróbia.
Alain Marty, diretor científico da Carbios, comentou sobre a conquista: “Aperfeiçoar uma enzima eficaz capaz de resistir aos 170°C para introduzir no PLA é um feito científico extraordinário.”
O novo material, que contém enzimas em uma proporção de apenas 0,02% do peso total, desintegra-se completamente em condições de compostagem doméstica em um período de 20 a 24 semanas.
Dessa forma, esse tempo é significativamente mais rápido do que as 26 semanas exigidas para a certificação de compostagem doméstica. Além de contribuir para a produção de biometano, uma valiosa fonte de recuperação de resíduos.
Durante o armazenamento e uso prolongado, o material mantém sua integridade, com a degradação ativada somente quando exposto a condições de compostagem ou metanização.
Essa característica garante a compatibilidade do novo PLA com diversas aplicações comerciais. Ainda, incluindo não-tecidos, proporcionando uma solução sustentável e eficiente para o manejo de resíduos plásticos.
Projetos transformam plásticos em produtos sustentáveis
Iniciativas que promovem a reciclagem estão desempenhando um papel essencial na construção de um futuro mais sustentável e apresentam projetos que transformam o plástico.
A princípio, a Art 8 Reciclagem, uma inovadora “plasticaria” brasileira, se destaca ao oferecer um novo destino para plásticos descartados de uso pessoal e industrial, bem como resíduos coletados de forma voluntária. Desde 2021, a empresa tem contribuído para a redução dos resíduos plásticos ao reaproveitar 3,5 toneladas do material.
Nesse sentido, seus produtos variam de itens fixos como chaveiros e porta-copos a itens personalizados, incluindo brindes corporativos.
Na Suíça, uma parceria entre uma empresa de produtos de higiene oral e o Projeto Curacycle está inovando na reciclagem de escovas de dente e embalagens de cremes dentais. Assim, os plásticos transformam-se em produtos diversos, como óculos a móveis.
Nesse sentido, a Ecofour passa a comercializar as peças resultantes da reciclagem. Dessa forma, promovendo o ciclo sustentável de reaproveitamento de materiais.
A Vaique, por sua vez, trata-se de uma iniciativa focada na reciclagem de sacolas plásticas, muitas vezes negligenciadas no processo de reciclagem devido à sua aparência simples. A marca transforma essas sacolas em bolsas, oferecendo modelos variados como ecobags, bolsas transversais e mochilas.
Com um processo de produção simplificado, as características das sacolas plásticas se mantêm. Com isso, reduzindo o desperdício e aumentando o valor dos plásticos maleáveis.
Novo modelo Apple Watch SE 3 de plástico chega em 2025
O Apple Watch SE de terceira geração, aguardado para 2025, promete uma mudança significativa em sua construção. O dispositivo será feito de plástico, em vez de alumínio, segundo o especialista Mark Gurman. A alteração nos materiais teria gerado problemas de qualidade e custo, adiando o lançamento, que inicialmente estava previsto para ocorrer junto com o iPhone 16.
Porém, agora, a expectativa é que o Apple Watch SE 3 seja apresentado em setembro de 2025, junto com o iPhone 17. Entre as novidades, o dispositivo deve trazer uma gama de cores vibrantes, inspiradas no iPhone 5C de 2013.
Além disso, destaca-se um novo chip que oferecerá maior velocidade e desempenho em relação ao modelo atual, que ainda utiliza hardware de 2020.
A escolha do plástico como material principal, por sua vez, visa reduzir o custo do aparelho. Assim, tornando-o uma opção mais competitiva em relação a outros smartwatches acessíveis.
Mesmo com a troca de materiais, o relógio deve continuar oferecendo as funcionalidades principais do ecossistema Apple, garantindo sua atratividade no mercado. Até o momento, não há informações sobre o possível preço do novo modelo.
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Braskem amplia presença global com novo centro de pesquisa em renováveis
A Braskem, referência na produção de resinas termoplásticas das Américas, anunciou a abertura de um novo centro de inovação em renováveis em Lexington, Massachusetts. Com uma área de 3.252 m², o novo espaço tem como objetivo acelerar a inovação em produtos químicos e materiais renováveis.
O centro irá ampliar a capacidade da Braskem nas áreas de biotecnologia, catálise e engenharia de processos. Assim, o foco principal será nas pesquisas em estágio inicial voltadas para a conversão de matérias-primas à base de biomassa.
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Além disso, incluí açúcares, etanol, óleos vegetais, celulose e lignina — em produtos químicos e materiais com uma pegada de carbono reduzida. Esse avanço apoia as metas da empresa no combate às mudanças climáticas.
Braskem enfatiza importância do novo centro
Nesse contexto, Antonio Queiroz, Vice-presidente de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável da Braskem, expressou entusiasmo com a inauguração: "Estamos muito entusiasmados com a inauguração do nosso centro de inovação em renováveis e a expansão da presença global de pesquisa e desenvolvimento. De modo a atrair novos talentos para contribuir com a nossa ambição de criar um futuro mais sustentável para todos"
Nesse sentido, a localização estratégica do centro, no ecossistema de biotecnologia e inovação de Boston, oferece proximidade a mais de 60 universidades. Assim, favorecendo a colaboração e a inovação.
Mark Nikolich, CEO da Braskem América, destacou: “Este é um grande momento para a Braskem, que segue atuando como um dos principais líderes na remoção de CO2 por meio da produção de materiais de origem renovável. E esse centro nos favorece ainda mais na criação de soluções que atendam às necessidades de hoje e do futuro.”
A Braskem, destaca sua trajetória sólida na redução das emissões de carbono e na promoção da circularidade do plástico, e o pioneirismo na produção de produtos de base biológica em escala industrial.
A nova estrutura de inovação em Lexington reflete o compromisso contínuo da Braskem com a ciência e a inovação. Com cerca de 400 colaboradores envolvidos e mais de 1000 patentes registradas ao longo dos anos.
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Fórum da OMC discute economia circular do plástico
Durante o Fórum Público da OMC (Organização Mundial do Comércio), realizado entre 10 e 13 de setembro, o tema da economia circular do plástico ganhou destaque com a participação da subsecretária de Articulação em Temas Comerciais da Camex, Heloísa Pereira.
No debate intitulado "Nova Economia do Plástico: Como Tornar a Transição Possível", Heloísa ressaltou a importância de discutir políticas comerciais globais. O tema encaixa-se em um momento em que medidas ambientais começam a impactar o comércio internacional.
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Com representantes da UNCTAD e do setor privado presentes, o debate destacou as propostas para proibições ao comércio de determinados produtos químicos e plásticos. Bem como a implementação de padrões técnicos, rotulagem e rastreabilidade.
Nesse sentido, Pereira ressalta que mudanças como estas tendem a afetar diretamente a indústria brasileira, exigindo adaptação e inovação.
Ainda, ela alerta para a necessidade de um debate aprofundado sobre a criação de um tratado na ONU, ““Em um momento de proliferação de medidas que restringem o comércio com justificativa ambiental, um tratado na ONU que autorizaria os países membros a adotarem medidas desse tipo precisa ser muito bem discutido e desenhado”, ressalta a subsecretária.
A transição para uma economia circular do plástico, como discutido no encontro, deve contar com a participação da OMC. Bem como, com a revisão das atuais regras comerciais internacionais.
Isso porque o modelo propõe a reciclagem contínua e o reaproveitamento de plásticos. Dessa forma, promovendo práticas sustentáveis com potencial de transformar a maneira como os países lidam com a produção e descarte desse material.
Com mais de 4.400 participantes, o Fórum abordou o tema central da "Reglobalização: Melhor Comércio para um Mundo Melhor".
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ColombiaPlast reúne líderes do setor de plásticos
A ColombiaPlast, organizada pela Messe Düsseldorf North America, Acoplásticos e Corferias, considerada um dos evento mais relevante para os setores de plásticos, borracha, petroquímica e embalagens na região andina, América Central e Caribe, acontece durante os dias 23 a 27 de setembro.
Este encontro reúne as principais inovações e soluções tecnológicas com foco em sustentabilidade, consolidando-se como um espaço estratégico para o fortalecimento do setor.
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Na feira, os visitantes têm a oportunidade de explorar um vasto portfólio de produtos e serviços que abrangem desde matérias-primas, insumos, máquinas e equipamentos industriais. Assim como, soluções inovadoras de gestão de produção, controle de processos e manutenção.
Além disso, a ColombiaPlast se destaca por proporcionar um ambiente propício à consolidação de parcerias e negócios, visando aumentar a competitividade regional.
Nesse sentido, por reunir expositores nacionais e internacionais, a ColombiaPlast se caracteriza como um ponto de encontro para produtores, distribuidores, importadores, atacadistas e organizações governamentais.
Sendo assim, empresas que atuam na fabricação e comercialização de insumos, máquinas e equipamentos industriais, destacam-se. Sobretudo porque utilizam a feira como plataforma para o lançamento de novos produtos e inovações tecnológicas.
A ColombiaPlast atrai um público diversificado e altamente especializado. Entre os visitantes, destacam-se gestores e compradores de máquinas, matérias-primas e equipamentos, técnicos industriais e engenheiros, além de investidores e diretores de empresas de grande porte dos setores cobertos pela feira.
Esses profissionais são responsáveis por tomar decisões estratégicas de compra e atualização tecnológica para suas empresas, tornando o evento uma oportunidade única para os expositores apresentarem suas soluções.
Além dos tomadores de decisão, operadores de máquinas e técnicos que atuam diretamente nas plantas industriais também recebem convites para participar.
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CNI divulga crescimento consecutivo da confiança na indústria
O resultado do ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), apurado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgou o avanço de 1,6 ponto da confiança dos empresários da indústria em setembro. Com isso, o ICEI chega aos 53,3 pontos.
Diante desse segundo avanço consecutivo, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica que as duas altas distanciam o indicador de linha divisória de 50 pontos. Assim, entre os industriais o otimismo mostra-se maior.
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Nesse cenário, Azevedo comenta a disseminação da confiança: “É importante lembrar também que todos os componentes que formam o ICEI subiram nessa passagem de agosto para setembro. Tanto a avaliação das condições atuais, quanto das expectativas cresceu e isso impulsionou a melhora da confiança”.
A avaliação dos industriais sobre as condições atuais da indústria apresentou uma leve melhora em setembro, com o Índice de Condições Atuais subindo 1,8 ponto para 49 pontos. No entanto, a percepção negativa ainda prevalece.
Enquanto isso, o componente que avalia as expectativas sobre os próprios negócios e sobre a economia brasileira subiu 1,5 ponto. Com isso, o índice chegou a 55,4 pontos em setembro. Agora, distante da linha divisória dos 50 pontos, o Índice de Expectativas revela mais otimismo dos industriais para os seis meses seguintes.
Apesar de ainda estarem abaixo de 50 pontos, os índices de confiança dos industriais registraram melhora pelo segundo mês consecutivo. De acordo com Marcelo Azevedo, esse resultado positivo está ligado ao desempenho do PIB no segundo trimestre e ao bom desempenho do setor.
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Termoformagem, sustentabilidade e tendências
O mercado de plástico termoformado está passando por uma transformação significativa, impulsionada por avanços tecnológicos, crescimento da demanda em diversos setores e o foco cada vez maior na sustentabilidade.
Os plásticos termoformados, conhecidos por sua versatilidade, durabilidade e economia, tem ampla utilização em uma variedade de aplicações, desde embalagens até componentes automotivos.
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Os plásticos termoformados se caracterizam pelo aquecimento em temperaturas flexíveis, moldados em formas específicas e, depois, resfriados em para desenvolver um produto. Este processo está presente em indústrias que precisam de soluções rápidas e econômicas.
Por isso, setores como o de embalagens, automotivo, médico e de bens de consumo se consolidam como alguns dos principais. As vantagens, por sua vez, estão nos baixos custos de produção, rapidez nos prazos de entrega e capacidade de criar formas complexas com grande precisão.
Principais tendências no mercado de termoformagem
As inovações tecnológicas estão revolucionando o processo de termoformagem, isso porque o processo proporciona maior precisão e eficiência. Máquinas modernas equipadas com controles avançados e recursos de automação garantem a consistência na qualidade e a redução do tempo de produção, por exemplo.
Assim, tecnologias como o design auxiliado por computador, isto é o CAD, e a CAM (Fabricação auxiliada por computador) permitem que os fabricantes desenvolvam formas detalhadas e complexas com menor desperdício de material.
A preocupação crescente com o meio ambiente impulsiona o uso de plásticos biodegradáveis e recicláveis. Dessa forma, polímeros como PLA (ácido polilático) e PHA (polihidroxialcanoatos) ganham popularidade por oferecerem desempenho semelhante ao dos plásticos tradicionais.
Além disso, os avanços nas tecnologias de reciclagem permitem a reutilização de resíduos plásticos, promovendo a economia circular e diminuindo o impacto ambiental.
Exemplos de aumento da demanda setorial
Indústria de embalagens: Sendo a maior consumidora de plásticos termoformados, a indústria de embalagens continua a crescer, impulsionada pela demanda por soluções leves, duráveis e econômicas. O crescimento do comércio eletrônico e a busca por embalagens sustentáveis intensificam ainda mais essa demanda.
Indústria automotiva: Na indústria automotiva, os plásticos termoformados são amplamente utilizados em componentes internos como painéis e revestimentos, oferecendo redução de peso, o que melhora a eficiência de combustível e reduz emissões. A tendência crescente por veículos elétricos reforça a demanda por materiais leves e duráveis.
Perspectivas futuras e oportunidades de investimento
Os plásticos termoformados têm um potencial significativo em mercados como os de saúde e eletrônicos. No setor médico, esses materiais destacam-se na produção de bandejas, embalagens estéreis e equipamentos de proteção.
Já na indústria eletrônica, na fabricação invólucros de proteção e embalagens para dispositivos sensíveis, sendo a demanda impulsionada pela miniaturização e pelo design leve.
O futuro da termoformagem se mostra cada vez mais promissor, com amplas oportunidades para inovações tecnológicas, sustentabilidade e expansão global. Indústrias que investirem em novas tecnologias e práticas sustentáveis estarão bem posicionadas para capitalizar as oportunidades oferecidas por esse mercado em crescimento.
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Onde atuam os robôs na indústria do plástico?
Com o impacto das tendências tecnologias na indústria, o uso de robôs passou a oferecer vantagens notórias em termos de produtividade e qualidade. Isso porque, a robótica se aplica de forma abrangente à indústria, isto é, engloba desde prototipagem até processos de seleção, transformação e montagem de componentes plásticos.
Nesse sentido, entre as aplicações destacam-se também a extração de peças de máquinas, o posicionamento de insertos e a rotulagem. Já no campo de embalagens, a robótica ajuda na segurança alimentar, evitando contaminação cruzada.
Oferecendo aplicações diversas nos setores industriais, na área de pintura industrial a o sistema de robôs atuam eliminando o contato humano com atmosferas insalubres. Assim, prevenindo a exposição a vapores de solventes.
Além disso, são utilizados em processos de inserção de peças na montagem de componentes injetados, garantindo precisão e repetibilidade. Já na indústria médica, robôs minimizam o risco de contaminação em procedimentos de implantes, enquanto também atuam em funções que evitam problemas ergonômicos para os funcionários.
A presença da robótica na indústria farmacêutica e automotiva também traz benefícios significativos, evita a contaminação durante a produção de embalagens de medicamentos, contribuindo para um ambiente mais controlado.
Já nas indústrias automotiva e aeroespacial, os robôs aumentam a produtividade e reduzem custos, sendo essenciais para tarefas que exigem alta precisão, como na produção de componentes eletroeletrônicos.
Tipos de robôs mais usados na indústria plástica
Dessa forma, para desenvolver atividades a indústria plástica conta com quatro tipos de robôs: os Sprue Pickers, os robôs laterais, os robôs cartesianos e os robôs multi-eixos.
A princípio, o Sprue picker também conhecido como manipulador, ele possui três eixos. Assim, ele atua na extração do canal de injeção do molde usando uma pinça ou ventos de sucção para retirar peças simples.
Enquanto os robôs laterais trabalham na produção de peças de ciclos rápidos, paredes finas e na tecnologia de in mould labelling. A configuração desse robô permite poucas modificações, pois ela possui parâmetros fixos.
Já os robôs cartesianos têm três eixos principais de controle que trabalham de maneira linear, movendo-se em linha reta, como em aplicações automatizadas de moldagem por injeção.
Os robôs multieixos, por sua vez, possibilitam articulações, contando com 3, 5 ou 6 eixos. Além disso, este robô ajuda as indústrias a criar suas próprias sequências.
Os robôs de três eixos, por exemplo, resolvem atividades mais simples, os de seis, são usados em aplicações que possuem maior exigência e complexidade.
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Plástico biodegradável de milho, plástico vivo e descartáveis biodegradáveis de uso único
Pesquisadores desenvolvem plástico biodegradável a partir de milho
Pesquisadores paranaenses desenvolveram uma fórmula de plástico biodegradável a partir do milho, com potencial para substituir materiais usados em embalagens de alimentos, sacolas e até implantes médicos.
O milho utilizado para nutrir as bactérias no processo vem de resíduos das usinas de etanol, que produzem álcool combustível. Segundo Luciana Vanderbergh, professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), o projeto visa criar alternativas para reduzir o impacto ambiental.
Em relação ao processo de produção, os pesquisadores explicam que o material se produz dentro de bactérias que se nutrem do milho. Assim, esse processo só acontece em circunstâncias específicas de crescimento criadas em laboratório.
No entanto, a grande diferença está no fato da biodegradabilidade do material, ou seja, ele tem a características de se degradar espontaneamente no meio ambiente.
Isso quer dizer que, caso o descarte aconteça em local inadequado, as bactérias presentes no meio consomem o material em até um ano.
Plástico vivo tem rápida decomposição
“Plástico vivo” capaz de se autodestruir surge como um novo desenvolvimento de pesquisadores. Esse novo tipo de plástico conta com a capacidade de se decompor em apenas um mês no processo de compostagem.
De acordo com os pesquisadores, isso é possível porque as enzimas naturais produzidas por bactérias incorporadas na estrutura do plástico, assim, acelerando sua degradação.
Porém, quando se fala nos desafios do plástico vivo, aponta-se a garantia da estabilidade das enzimas no processo de fabricação do material.
Isso porque para produzi-lo, os cientistas precisam de um tipo de bactéria resistente, Bacillus subtilis, que tem capacidade de suportar altas temperaturas e pressões, garantindo a sobrevivência e funcionalidade dos esporos bacterianos.
Com isso, chegou-se à conclusão que a tecnologia aplica-se não apenas aos polímeros comuns, mas também a outros tipos como o PET.
Embora esteja em fase de desenvolvimento, o plástico vivo traz perspectivas sobre a diminuição do descarte incorreto. Assim, com ampla adoção, essa tecnologia tem o potencial de modificar a gestão de resíduos.
Strawplast e ERT Bioplásticos lançam linha de descartáveis compostáveis
Com um mês para a inauguração da nova planta em Manaus, a ERT Bioplásticos, especializada em plásticos 100% biodegradáveis e compostáveis, firmou um contrato com a Strawplast para a fabricação de uma linha de descartáveis de uso único.
Com isso, a Strawplast será a primeira empresa nacional a oferecer pratos, copos, talheres e canudos plásticos compostáveis com sua nova linha, chamada CascaBrasil. Esta linha substituirá a atual linha "verde" da empresa, que utiliza uma resina de origem renovável, mas que ainda gera microplásticos durante o processo de decomposição.
No momento o Brasil está atrasado na regulamentação de plásticos de uso único. Enquanto a Europa e muitos países da América Latina já estabeleceram prazos para a proibição de descartáveis, o Congresso Nacional ainda está debatendo a nova legislação.
O PL 2524, apresentado há dois anos, propõe a proibição de materiais descartáveis que não sejam totalmente compostáveis dentro de um ano. Além disso, estabelece que, em sete anos, será proibido o uso de embalagens plásticas não retornáveis ou não compostáveis
A nova fábrica em Manaus, que será inaugurada em outubro, irá produzir bioresinas e embalagens. Com essa nova planta, a capacidade de produção da empresa duplica, com a possibilidade de alcançar 7 mil toneladas por ano.
Atualmente, 75% da produção da ERT é exportada, principalmente para a América Latina, onde a empresa detém 40% do mercado de plásticos biodegradáveis.
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International Award 2025 vai premiar empresas por inovação e sustentabilidade
O International Award 2025 está previsto para acontecer durante o IV World Plastic Connection Summit, nos de 8 a 10 de abril de 2025, em São Paulo, em formato híbrido. O evento, promovido pelo Think Plastic Brazil em parceria com a ApexBrasil e o INP (Instituto Nacional do Plástico), visa conectar indústrias plásticas ao redor do mundo, promovendo a visibilidade e o fortalecimento de negócios no setor.
Nesse sentido, o International Award tem o objetivo de reconhecer as empresas que se destacam no processo de internacionalização, inovação, design e sustentabilidade.
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Com quatro categorias distintas, ele premia tanto casos de sucesso quanto iniciativas em design sustentável e marketing internacional. Dessa forma, os premiados terão a oportunidade de destacar seu trabalho em um ambiente de credibilidade, com auditoria independente e visibilidade global.
As quatro categorias do International Award 2025 incluem:
World Plastic Business Case Award: Premiação de cases internacionais de sucesso.
World Plastic Development Award: Reconhecimento para empresas que evoluíram em maturidade exportadora.
World Plastic Commercial and Image Promotion Investments Award: Foco em ações internacionais de marketing e comunicação.
World Plastic Global Design Award: Empresas que investem em design sustentável e ecodesign.
Motivos participar do International Award 2025
Um dos principais atrativos do International Award 2025 é sua ampla visibilidade global. A cerimônia de premiação tem transmissão ao vivo para mais de 100 países, garantindo exposição significativa para as empresas vencedoras.
Além disso, pela primeira vez, o troféu conta com desenvolvimento em parceria com designers do Think Plastic Brazil, especialistas de mercado e o Cazoolo, laboratório de embalagens circulares da Braskem, trazendo exclusividade e prestígio aos ganhadores.
A auditoria completa, realizada por uma empresa independente, assegura credibilidade ao processo de avaliação, garantindo transparência e imparcialidade na escolha dos vencedores.
Desse modo, empresas de destaque terão a oportunidade de exibir o selo de excelência do prêmio em suas comunicações, aumentando sua reputação tanto no mercado nacional quanto internacional.
Ainda, as empresas vencedoras terão espaço garantido no Yearbook 2025 e serão promovidas nas redes sociais do Think Plastic Brazil. Bem como receberão reconhecimento em feiras internacionais, onde seus estandes terão o selo de Award Winner.
As inscrições estão abertas até o dia 17 de outubro de 2024, e são gratuitas para empresas associadas ao Think Plastic Brazil.
Este evento se destaca como oportunidade única para companhias brasileiras do setor de plásticos transformados ganharem visibilidade. E assim, fortalecer sua marca e demonstrar sua excelência em inovação e sustentabilidade.
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Indústria de transformação segue com desempenho positivo
Conforme aponta pesquisa Indicadores Industriais da CNI (Confederação Nacional da Indústria) os níveis de atividade industrial permanecem os mesmos do ano anterior. Assim, segue positivo o desempenho da indústria de transformação nos sete primeiros meses deste ano, comparado ao mesmo período em 2023.
Diante do resultado da pesquisa, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica que embora algumas variáveis analisadas pela pesquisa apresentem recuo na passagem de junho para julho deste ano, em geral, o quadro está positivo.
Nesse sentido, Azevedo avalia: “Os Indicadores Industriais de julho trazem como destaque a manutenção do nível de atividade em 2024 acima do registrado em 2023. Por mais que algumas das variáveis tenham caído de junho para julho, ao comparar o período de janeiro a julho deste ano com o ano passado, todas as variáveis mostram alta, algumas expressivas. Tanto aquelas mais ligadas à atividade, como o faturamento, a utilização da capacidade instalada, como aquelas mais ligadas ao mercado de trabalho, como rendimento ou massa salarial”.
Na transição de mês, entre junho e julho de 2024, o emprego na indústria subiu 0,2%. Sobretudo a partir de abril, este indicador demonstrou crescimento moderado. Além disso, o emprego industrial não registra resultado negativo há dez meses.
Em relação a julho 2023, o índice apresenta uma alta de 2,2%. Enquanto no acumulado dos setes primeiros meses deste ano, comparado ao ano anterior, o emprego cresceu 1,7%.
As horas trabalhadas na produção também cresceram, com 0,9% a mais do que em junho. Em sete dos últimos nove meses, as horas trabalhadas na produção aumentaram.
Quando comparado a julho de 2023, o indicador subiu 7,9%, já no acumulado de 2024, o indicador marca uma alta de 3,4% em relação a 2023.
Estabilidade em julho
Considerando a série livre de efeitos sazonais, o levantamento da CNI indica que o faturamento real da indústria permaneceu estável (+0,1), na passagem de junho para julho. Já em relação a julho de 2023, o indicador subiu 15,2%.
No acumulado de janeiro a julho de 2024, o faturamento marca 3,4% a mais do que na mesma época em 2023. Este indicador atingiu seu maior patamar desde janeiro de 2021.
A UCI (Utilização da Capacidade Instalada), por sua vez, permaneceu com 79,5% em julho deste ano. O indicador está 1,6 ponto percentual acima do registrado em julho do ano passado.
A medida da UCI, nos sete primeiros meses de 2024, registrou 0,7 ponto percentual maior perante o mesmo período em 2023.
Indicadores sofreram quedas
Em julho, a massa salarial real da indústria registrou uma queda de 3,6% em comparação a junho. Desde março, esse indicador tem apresentado variações, alternando entre altas e quedas expressivas.
Embora tenha recuado em relação ao mês anterior, a massa salarial teve um crescimento de 0,9% em relação a julho de 2023. No acumulado de janeiro a julho deste ano, o indicador é 3,4% superior ao dos primeiros sete meses do ano passado.
O rendimento médio real da indústria de transformação apresentou uma queda de 3,7% em julho de 2024 em comparação ao mês anterior. Nos últimos meses, esse indicador tem seguido um padrão semelhante ao da massa salarial, com variações alternadas entre altas e quedas.
Em relação a julho de 2023, houve uma redução de 1,2%, mas o acumulado deste ano ainda mantém uma tendência positiva em comparação ao ano anterior.
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