Acordo comercial com a China: indústria preocupa-se com impacto no investimento
A Coalizão Indústria, que reúne 14 associações de 13 setores produtivos no Brasil, alertou que um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a China pode resultar em uma redução de 57% nos investimentos projetados por essas indústrias até 2027, totalizando R$ 825,8 bilhões.
Nesse contexto, participaram da coletiva de imprensa na última quinta-feira (25) alguns participantes das associações.No encontro, discutiram sobre a insegurança relacionada à possível queda dos investimentos que viriam do acordo entre países representantes aos setores produtivos, como ressaltou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria).
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Assim, a Coalizão, criada em 2018, solicita a não assinatura do acordo. Bem como pede aumento da alíquota para importações de produtos provenientes da China. Para isso, exemplifica as práticas protecionistas dos Estados Unidos e União Europeia, que ajudam no equilíbrio também dos preços.
De acordo com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), o déficit da balança comercial de manufaturados em 2024 deve chegar a US$ 135 bilhões. Dessa forma, superando os US$ 108,3 bilhões registrados no ano anterior.
Análise da indústria brasileira diante dos desafios globais
Diante disso, Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), aponta a capacidade chinesa de reduzir preços de produtos para exportação, mesmo com preços comparáveis aos do Brasil em salários e plástico.
Enquanto isso, Marco Pollo Mello, da Aço Brasil, organização que representa os produtores de aço do país, alerta sobre a possibilidade de falência de algumas empresas até que os processos de “antidumping” sejam concluídos.
Nesse sentido, Mello diz: “Sabemos que a China é o maior parceiro comercial do Brasil e seria pouco realista imaginar que o governo vai tomar uma decisão em relação à China”.
Ainda, ele acrescentou que a situação atual reflete uma política do Estado chinês voltada para liberar sua capacidade produtiva ociosa, o que leva o país a aceitar exportações com margens de lucro negativas. Assim, Mello diz: “A indústria [brasileira] está sob ataque”.
Impacto das importações no Brasil
Entre janeiro e agosto, as importações de aço cresceram 24,8%, seguindo um aumento de 50% registrado em 2023.
De acordo com Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit, o setor têxtil seria o mais impactado por um possível acordo de livre comércio. Ele observou que as importações aumentaram 13% de janeiro a julho em relação ao ano passado.
Enquanto a produção da indústria de vestuário cresceu apenas 1,3%. “Os investimentos previstos ficam em risco ou sofrem atrasos enquanto essa incerteza pairar sobre nós”, aponta.
Ao ser questionado sobre o recente aumento da alíquota de importação de 30 produtos químicos, anunciado na semana passada a pedido da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), que também criticou a "invasão chinesa" — expressão utilizada pela Coalizão —, o presidente da Abiplast manifestou sua oposição à medida.
Segundo sua análise, nesse caso específico, não havia justificativa técnica, pois a parte da resina plástica que é importada é pequena. Assim, ele continua: “não se pode dizer que tudo foi a China”. Coelho considera que foi uma decisão de caráter político.
O aumento das tarifas para importação no setor químico pode aumentar os preços de produção dos produtos plásticos.
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Setores da indústria mostram recorde de confiança em quase dois anos
De 29 setores industriais, 26 demonstram confiança, conforme aponta o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) setorial, divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), na última segunda-feira.
Esse é o maior número de setores da indústria confiantes em quase dois anos. A pesquisa revela que apenas três setores afirmam não ter confiança.
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Nesse contexto, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destaca que não havia tanto otimismo em vários setores desde outubro de 2022. Ele atribui esse resultado positivo à melhoria na percepção dos empresários sobre a economia.
Em relação a isso, Azevedo explica: “A confiança está bastante espalhada entre os setores industriais. A avaliação dos empresários sobre as condições atuais, de uma forma geral, vinha segurando a confiança, em especial da economia brasileira, mas isso vem melhorando nos últimos meses”.
Entre agosto e setembro, o ICEI de 21 setores aumentou. Em seis deles, a elevação foi suficiente para que migrassem de falta de confiança para confiança: Metalurgia, Couro e artefatos de couro, Máquinas e equipamentos, Produtos de metal, Biocombustíveis, e Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos.
Por outro lado, em sete setores, a confiança caiu, fazendo com que os Serviços especializados para a construção e Madeira passassem de um nível positivo para um negativo. Em um setor, o ICEI permaneceu inalterado.
Como está a confiança da indústrias em relação aos portes e regiões
O ICEI registrou avanço em todos os portes de indústrias em setembro. Nas médias e grandes empresas, o indicador subiu 1,7 ponto, enquanto nas pequenas, o índice aumentou 0,9 ponto. Todos os segmentos da indústria mostraram confiança, e com os resultados de setembro, o otimismo se intensificou.
Quando se fala de região, o ICEI destaca que a confiança dos empresários aumentou em todas as regiões do país, com destaque para o Sul, que registrou a maior alta do Índice, de 2,3 pontos. Desde abril, a indústria da região não apresentava um índice significativamente acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa falta de confiança de confiança.
No Nordeste, a confiança subiu 2,2 pontos, enquanto no Norte houve um aumento de 1,6 ponto. O Sudeste também viu um crescimento de 1,3 ponto, e o Centro-Oeste subiu 0,7 ponto. Com isso, o ICEI encerrou o mês de setembro em alta em todas as regiões do Brasil.
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A importância do durômetro na engenharia de materiais plásticos
O durômetro é um instrumento essencial na engenharia de materiais, utilizado para medir a dureza de substâncias como borracha e plástico. A dureza, neste contexto, refere-se à resistência de um material à deformação causada por indentação mecânica ou abrasão.
Com um design que lembra um medidor de pressão de pneu, o durômetro possui uma agulha calibrada que se estende a partir de uma mola.
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Sendo assim, para realizar o teste de dureza, o engenheiro posiciona a agulha contra o material a ser analisado e aplica pressão. Assim, registra-se a profundidade da penetração da agulha, fornecendo uma leitura que indica a dureza do material em uma escala específica.
Apesar de o durômetro apresentar uma escala de 0 a 100, sua medida não representa uma unidade específica. Isso significa que os números representam a dureza relativa do material em comparação com outros que foram testados na mesma escala.
Desse modo, os números mais baixos indicam materiais mais macios, enquanto números mais altos refletem materiais mais duros. Por exemplo, um tubo de poliuretano com dureza 90A é mais duro que um com dureza 70A.
Tipos de dureza
Existem três escalas principais de dureza Shore: Shore 00, Shore A e Shore D. A escala Shore 00 é destinada a medir borrachas e géis extremamente macios, a Shore A é utilizada para borrachas flexíveis de diferentes graus de dureza, e a Shore D é voltada para borrachas e plásticos mais duros.
Essa padronização é crucial para que engenheiros e equipes de produto possam comunicar-se de maneira clara e consistente sobre as propriedades dos materiais.
Assim, as equipes de desenvolvimento devem entender que a dureza medida pelo durômetro não indica a flexibilidade do produto final, mas sim sua rigidez.
Além disso, não se deve comparar durezas entre diferentes escalas Shore, pois um número idêntico em escalas distintas não indica a mesma dureza.
Por exemplo, um material que apresenta dureza 80 na escala Shore 00 se compara a uma borracha de lápis, enquanto um material com a mesma dureza na escala Shore D se assemelha à dureza de um capacete.
Assim, as equipes devem sempre considerar a escala específica ao comparar a dureza de materiais.
O durômetro é uma ferramenta fundamental para garantir a qualidade e a adequação dos materiais em diversas aplicações. Bem como, ajudando engenheiros a selecionar os materiais certos com base em características padronizadas e confiáveis.
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A eficiência dos moinhos na reciclagem de plásticos
Os moinhos para reciclagem de plásticos são equipamentos fundamentais nas indústrias termoplásticas, destacando-se pela sua capacidade de triturar e cortar materiais com precisão.
Para isso, contam com lâminas de alta performance que transformam plásticos descartados em grânulos prontos para um novo ciclo produtivo. Assim, otimizando assim o processo de reciclagem e contribuindo para um meio ambiente mais sustentável.
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Uma das grandes vantagens dos modelos mais modernos de moinhos é a melhoria nas condições de trabalho. Isso porque, os moinhos também contam com sistemas que minimizam a geração de pó e operam de forma silenciosa. Dessa forma, ao mesmo tempo que garantem a eficiência do processo, também promovem um ambiente laboral mais seguro e confortável para os operadores.
Nesse sentido, os fabricantes projetam os moinhos para triturar plásticos de diversas dimensões e graus de rigidez. Assim, tornando-os ferramentas versáteis em diferentes situações.
O processo, então, resulta em um material granulado, ideal para moldar e transformar em novos produtos por meio de máquinas injetoras, extrusoras e sopradoras. Facilitando o retorno desse material ao mercado.
Além de seu desempenho eficaz, os moinhos para plástico consomem pouca energia durante a trituração, o que contribui para a economia operacional das empresas. Ainda, o fácil manuseio permite treinar os operadores de forma rápida e eficiente, garantindo a execução segura de todas as tarefas.
Variedade de modelos de moinhos
Os moinhos para plásticos estão disponíveis em diversos modelos, com variações em tamanho e potência. Portanto, a escolha do equipamento adequado deve considerar a quantidade de plástico a ser processado por hora e a capacidade física do espaço de trabalho.
Consultando um especialista no assunto, é possível identificar com precisão a marca e o modelo mais adequados para cada necessidade.
Entre os tipos mais comuns de moinhos, encontramos:
Moinhos de Baixa Rotação: Com rotor de baixa velocidade, recuperam as sobras de plástico e não atuam em processos de materiais de grande porte.
Moinhos de Média Rotação: Com rotor de média velocidade, estes equipamentos trabalham para o reaproveitamento de aparas e sobras plásticas.
Moinhos de Alta Rotação: Indicados para processamento de grandes volumes, se caracterizam como opções preferidas em empresas de reciclagem e centrais de moagem. Principalmente quando várias máquinas atuam na produção.
Moinhos para Projetos Especiais: Projetados para atender necessidades específicas, como a moagem de tubos de grandes dimensões ou bombonas, esses moinhos adaptam-se às exigências da linha de produção.
Os moinhos para reciclagem de plásticos desempenham um papel crucial na sustentabilidade industrial, transformando resíduos em matéria-prima para novos produtos.
Afinal, sua eficiência, segurança e versatilidade os tornam indispensáveis nas operações de reciclagem, contribuindo para um futuro mais verde e consciente.
Ao escolher o equipamento ideal, as empresas maximizam sua produtividade e impacto positivo no meio ambiente.
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Casas de plástico reciclável, Canudos e talheres com bioplástico 100% compostável e plástico do futuro
Casas de plástico reciclado e a partir de impressão 3D
Uma empresa californiana, a Azure Printed Homes, está à frente de uma inovação no setor de plástico, oferecendo casas construídas com plástico reciclado e fibra de vidro, de forma rápida, sustentável e acessível.
Assim, ao utilizar materiais reciclados como base para a construção, a Azure Printed Homes demonstra um compromisso com a sustentabilidade e com a economia circular. A empresa utiliza uma resina de polímero reforçada com fibra de vidro, que além de ecologicamente correta, oferece alta resistência e durabilidade às estruturas.
A tecnologia de impressão 3D permite a construção de casas personalizadas e sob medida, com um design flexível. Bem como a possibilidade de criar formas complexas que seriam impossíveis com métodos tradicionais.
Além disso, o processo se destaca por sua automatização, o que reduz significativamente o tempo de construção e os custos de mão de obra.
De acordo com uma reportagem da Newsweek, a abordagem da Azure Printed Homes diminui consideravelmente a dependência de materiais de construção tradicionais, como madeira e cimento. Essa metodologia reduz os custos em aproximadamente 30% e minimiza o impacto ambiental.
As unidades habitacionais são projetadas online pelos compradores por meio de um configurador e fabricadas em Los Angeles. Com o uso de automação, o processo se mostra 70% mais rápido do que os métodos convencionais. Assim, permitindo que as casas sejam entregues em até quatro semanas.
Utensílios sustentáveis em bioplástico compostável
A Strawplast, referência na fabricação de descartáveis do Brasil, lançou a CascaBrasil, uma nova linha de utensílios sustentáveis para alimentação, feita com bioplástico 100% compostável da ERT Bioplásticos. Inicialmente, a linha chega ao consumidor com canudos e talheres.
A CascaBrasil, parte de um movimento da Strawplast, visa oferecer produtos mais eficientes e sustentáveis. Sendo assim, as produções se apresentam como um resultado de cinco anos de investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para atender às demandas atuais e futuras.
O bioplástico produzido pela ERT vem da fermentação de cana-de-açúcar, resultando no PLA (poliácido-lático). Alguns produtos da linha CascaBrasil contam com reforços de fibras naturais de madeira, garantindo uma alta porcentagem de base biológica em sua composição. De origem vegetal e com descarte compostável, o material se transforma em adubo em até 180 dias, sem gerar microplásticos.
Nesse sentido, o CEO da empresa, Sandri Schlickmann, ressalta o empenho em incorporar soluções sustentáveis que realmente contribuam para a preservação do meio ambiente. De maneira que não comprometa a funcionalidade dos produtos.
Assim, Schlickmann afirma: "Analisamos o mercado e percebemos que, embora existam alternativas sustentáveis, como talheres de madeira e canudos de papel, muitas vezes elas não atendem às expectativas dos consumidores em termos de funcionalidade e usabilidade. A escolha do bioplástico da ERT visa superar essas limitações”.
De acordo com Schlickmann, o comprometimento da linha CascaBrasil com a sustentabilidade se destaca pela associação da empresa à ABICOM (Associação Brasileira de Biopolímeros e Compostagem), que promove o uso de produtos compostáveis e apoia tecnologias alinhadas à economia circular.
Kim Fabri, CEO da ERT, destaca a parceria com a Strawplast como mais um avanço importante para expandir o uso do plástico biodegradável. E também aumentar a produção da ERT, que tem sede em Curitiba e está prestes a abrir uma nova unidade em Manaus.
Frente a isso, Fabri ressalta: "A expertise técnica da ERT tem sido fundamental para desenvolver produtos que unem usabilidade e sustentabilidade. Com o lançamento da CascaBrasil, a Strawplast está liderando a transformação e inovação na indústria plástica ao incorporar o bioplástico em sua linha de produção".
Plástico do futuro
O plástico, se tornou um dos principais materiais utilizados na fabricação de diversos produtos, como brinquedos, celulares e notebooks. Isso porque, com o avanço da tecnologia e a crescente preocupação ambiental, discussões sustentáveis têm apontado para novas produções, como o "plástico do futuro".
Diante dessa realidade, muitas grandes marcas já estão se movimentando em direção à sustentabilidade. Em agosto deste ano, a Lego anunciou que substituirá os materiais fósseis usados na fabricação de seus blocos por plásticos renováveis e reciclados.
A Mattel, um referência no setor de brinquedos, comprometeu-se a utilizar plásticos 100% reciclados, recicláveis ou de base biológica em todos os seus produtos até 2030.
Enquanto no setor tecnológico, a Samsung também tem feito progressos, incorporando materiais reciclados em seus dispositivos, como os smartphones Galaxy S23 5G e o notebook Galaxy Book3 Ultra, que utilizam plásticos reciclados de garrafas PET, redes de pesca descartadas e barris de água.
Sendo assim, os plásticos do futuro, feitos a partir de matérias-primas biodegradáveis ou recicladas, permite sua decomposição mais rápida e evita a acumulação de resíduos. Nesse sentido, há diversas opções de plásticos sendo desenvolvidas para beneficiar o meio ambiente. A transição para esses materiais também traz mudanças significativas na fabricação dos produtos.
Além disso, o descarte desses novos plásticos acontece mais rapidamente em processos de reciclagem tradicionais. Em suma, a adoção do plástico do futuro na fabricação de celulares e notebooks tem o potencial de tornar o planeta mais sustentável e até mesmo aumentar a vida útil dos dispositivos.
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Sondagem da CNI revela otimismo na produção da indústria
Segundo a Sondagem Industrial divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), empresários apontam crescimento, em agosto, da produção e do número de empregados na indústria. Sendo assim, o segundo crescimento consecutivo destes indicadores.
Na transição de julho para agosto, o índice de evolução da produção industrial chegou a 52,2 pontos. Enquanto o índice de evolução do número de empregados do setor atingiu 50,7 pontos.
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Diante disso, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que, ao ficar acima dos 50 pontos, os indicadores refletem a forte demanda por bens industriais. Nesse sentido, ele analisa: “A Sondagem Industrial de agosto mostra, pelo segundo mês consecutivo, um aumento da atividade industrial. A produção e o número de empregados estão reagindo a um aumento da demanda por bens industriais”.
Assim, o levantamento mostra que as médias e grandes empresas foram as principais responsáveis pelo crescimento da produção e do emprego no setor em agosto.
Enquanto as pequenas indústrias apresentaram resultados negativos em ambos os indicadores. A atividade produtiva cresceu em todas as regiões, mas o número de empregados diminuiu apenas no Norte e no Sudeste.
Cenário positivo no nível de estoques
O índice de evolução dos estoques da indústria ficou em 49,6 pontos. Como está abaixo da marca de 50, isso indica que o volume de estoques no setor diminuiu entre julho e agosto. Embora a redução tenha sido menor do que nos três meses anteriores. Marcelo Azevedo observa que essa tendência indica crescimento na demanda por bens industriais.
Nesse sentido, Azevedo destaca: “A queda contínua dos estoques que temos observado reflete um aumento na demanda. Mesmo com a produção em alta, os estoques permanecem abaixo do nível planejado pelos empresários”.
Além disso, a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) aumentou em um ponto percentual, alcançando 72%. Com isso, a UCI superou a média histórica para este mês, algo que já havia ocorrido em janeiro, abril, maio, junho e julho deste ano.
Pequenas, médias e grandes indústrias apresentaram aumento na UCI, com avanço do indicador nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste; estabilizando-se no Sul e diminuindo no Centro-Oeste.
Cenário de setembro: indústrias se ajustam a queda nas expectativas
Já em setembro, o índice de expectativa de demanda caiu 0,6 ponto em relação a agosto, atingindo 57,7 pontos. Essa diminuição ocorreu em empresas de todos os tamanhos e nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, enquanto apenas no Centro-Oeste e no Norte houve aumento.
Apesar dessa queda, como o índice permanece acima de 50 em todas as categorias analisadas, os empresários ainda mantêm um otimismo em relação à demanda futura, embora em nível inferior ao de agosto.
A expectativa dos industriais em relação à compra de matérias-primas também apresentou uma queda em setembro, recuando meio ponto para 55,6. Somente as médias empresas não registraram diminuição nesse indicador.
Regionalmente, a expectativa de compra de matérias-primas subiu no Centro-Oeste e permaneceu praticamente estável no Norte (-0,1 ponto), enquanto nas outras regiões houve queda.
O índice de expectativa quanto ao número de empregados se manteve praticamente inalterado, com uma leve redução de 0,1 ponto, chegando a 52,7 pontos.
Entre os diferentes portes, o indicador aumentou nas pequenas empresas, permaneceu estável nas médias e caiu nas grandes. No Norte e Nordeste, o otimismo em relação a novas contratações diminuiu; no Sudeste, ficou quase inalterado; enquanto no Sul e no Centro-Oeste, houve um aumento.
Expectativas do cenário de exportação
O índice de expectativa de quantidade exportada foi o único a registrar aumento de agosto para setembro, subindo 0,8 ponto e alcançando 52,6 pontos. Essa elevação ocorreu, exceto nas indústrias de médio porte e nas situadas no Sudeste.
No panorama regional, apenas a região Sul apresenta um indicador abaixo da linha divisória, indicando expectativas pessimistas.
Por outro lado, a intenção de investimento subiu para 58,1 pontos, com um incremento de 0,3 ponto. Esse índice está 6 pontos acima da média histórica de 52,1 pontos.
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Nossa história — SEIBT comemora 50 anos como referência no mercado de reciclagem
Ao completar 50 anos, em 2024, a SEIBT segue liderando soluções de alta performance para reciclagem, seja fornecendo sistemas, seja fornecendo equipamentos, em território nacional e internacional. Diante desse cenário, a empresa concedeu uma entrevista ao Portal Plástico Virtual destacando momentos marcantes de mudança e objetivos futuros.
Em 1974, nascia uma empresa referência em transformação plástica pré-consumo e pós-consumo, tanto em termos de coleta seletiva quanto em resíduos industriais. Naquela época, a SEIBT enxerga a possibilidade de contribuir para o mercado de reciclagem, conta Adão Braga, Gerente Comercial da SEIBT, sobre o pioneirismo da empresa no segmento.
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Nos anos 80, o Brasil iniciava suas práticas sustentáveis, ainda em fases de conscientização sobre a importância da reciclagem, Braga aponta as incertezas referentes à aceitação e demanda por sistemas no segmento industrial.
A princípio, a SEIBT destaca que, em 1985, quando produziu sua primeira linha de reciclagem para polietileno e polipropileno pós-consumo, já acreditava no crescimento dessa área no Brasil.
Perante a consolidação no mercado brasileiro, a empresa expandiu seus negócios para a esfera internacional. Nesse sentido, perguntamos:
PV: Em que momento a empresa identificou a oportunidade de expandir seus negócios para além do mercado nacional?
Adão Braga— A Seibt identificou a oportunidade de expansão internacional a partir dos anos 2000, quando percebeu que sua expertise em reciclagem e processamento de plásticos poderia ser aplicada em mercados globais que enfrentavam desafios semelhantes.
Nesse processo de expansão, a empresa destaca a participação em feiras, um dos fatores que levou ao reconhecimento das demandas externas.
Assim, o Gerente continua:
Adão Braga— Os benefícios da expansão incluíam o aumento da competitividade e o fortalecimento da marca no exterior. Entretanto, os riscos envolviam questões logísticas, adaptação às normas e regulamentações de outros países e a necessidade de prestar suporte técnico em mercados distantes.
Com o advento da indústria 4.0 e as transformações tecnológicas trazidas por ela para a indústria plástica, a SEIBT, que já se posicionava como uma apoiadora da inovação, integrou ainda mais tecnologias de automação em seus desenvolvimentos.
Adão Braga — SEIBT reconheceu que a incorporação dessas ferramentas seria fundamental para otimizar a eficiência de suas máquinas e oferecer soluções mais modernas e competitivas. A automação permitiu à Seibt desenvolver sistemas mais precisos. Assim, reduzindo a interferência humana, aumentando a produtividade e melhorando a qualidade dos produtos finais.
Ainda analisando as transformações da empresa ao longo dos anos, o Portal perguntou ao Gerente Comercial:
PV: Quais foram as maiores conquistas da SEIBT desde sua fundação, tanto em termos de crescimento da empresa quanto de impacto no setor de reciclagem?
Adão Braga — As maiores conquistas da SEIBT incluem o desenvolvimento contínuo de tecnologias inovadoras para reciclagem, como as linhas de reciclagem de alta eficiência e automação, que ajudaram a transformar o setor no Brasil.
Em termos de crescimento, a SEIBT consolidou sua presença tanto no mercado nacional quanto internacional, sendo reconhecida como uma referência em máquinas para reciclagem de plásticos. O impacto no setor foi significativo, contribuindo para a sustentabilidade e fomentando a economia circular.
Em relação às tendências globais, a SEIBT mantém-se atenta às novidades de sustentabilidade e economia circular. Isso porque a empresa envolve-se com projetos focados em reaproveitamento de materiais e minimização de desperdícios.
PV: A SEIBT planeja incorporar novos projetos em seus serviços no futuro?
Adão Braga — No futuro, a SEIBT planeja investir ainda mais em tecnologias que promovam uma maior eficiência energética e a utilização de materiais recicláveis. Fortalecendo sua posição como líder em soluções sustentáveis no setor de reciclagem. A empresa também estuda parcerias e novos projetos que englobem o conceito de economia circular de forma mais abrangente.
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Conhecendo os polímeros especiais
Os polímeros especiais estão se tornando peça chave em diversas indústrias. Isso porque eles oferecem soluções que vão desde a promoção da sustentabilidade até a melhoria da eficiência em aplicações críticas.
Diferentemente dos polímeros convencionais, que podem levar centenas de anos para se decompor, esses materiais se degradam naturalmente, diminuindo o acúmulo de resíduos plásticos.
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Com aplicações promissoras, especialmente na indústria de embalagens, eles contribuem para a economia circular e ajudam a mitigar os efeitos da poluição.
Tipos de polímeros especiais
Entre os primeiros tipos, destaca-se os polímeros condutivos que representam uma fusão entre materiais e eletricidade. Com a capacidade de conduzir eletricidade, esses polímeros contribuem para o avanço da eletrônica flexível e de dispositivos vestíveis.
Eles possibilitam a criação de produtos mais leves e adaptáveis, como sensores flexíveis e tecnologias inovadoras, abrindo caminho para uma nova era na eletrônica.
Na engenharia, porém, os polímeros de engenharia se destacam por sua durabilidade e resistência, sendo amplamente utilizados em setores exigentes como o automotivo e o aeroespacial.
Desenvolvidos para suportar condições extremas, estes oferecem soluções robustas que garantem o desempenho de componentes críticos. Sua versatilidade se mostra como uma grande vantagem, pois permite a fabricação de peças mais leves e eficientes.
Na área da saúde, os polímeros especiais desempenham um papel crucial, como em implantes biomédicos feitos de polímeros biocompatíveis que proporcionam soluções personalizadas.
Enquanto sistemas de liberação controlada de medicamentos melhoram a eficácia dos tratamentos. Esses avanços não só aumentam a qualidade de vida dos pacientes, mas também abrem novas fronteiras para a inovação médica.
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Produtos químicos e polímeros têm aumento de impostos de importação
Recentemente a Camex (Câmara de Comércio Exterior do Brasil) aprovou o aumento das tarifas de importação de 29 produtos químicos. Entres eles estão: polietileno (PE), polipropileno (PP) e cloreto de polivinila (PVC). Anteriormente, as alíquotas oscilavam entre 7,2% e 12,6%, porḿe o ajuste chega a faixa de 12,6% a 20%, com validade inicial de 12 meses.
A justificativa dada para a medida é a proteção da indústria nacional. Sobretudo para grandes produtores, que têm enfrentado forte concorrência internacional.
Entre os demais aumentos, o poliestireno expansível, por exemplo, subiu de 12,6% para 18%. Enquanto o tereftalato de polietileno (PET), amplamente utilizado na fabricação de embalagens, também teve sua tarifa elevada para 20%.
A decisão de aumentar as tarifas provocou reações divergentes no mercado. A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) celebra a medida, afirmando a importância para a sobrevivência dos produtores nacionais diante dos baixos preços de importação.
Em contrapartida, a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) expressa preocupações sobre os impactos negativos da ação. Segundo a Abiplast, o aumento das tarifas pode encarecer a produção de plásticos e outros derivados, afetando diretamente as indústrias que os utilizam.
Nesse sentido, o Governo assegurou que os produtos com tarifas modificadas contarão com acompanhamento mensal. Assim, as alíquotas também passarão por reavaliação, se identificado algum prejuízo à economia ou ao interesse público.
Especulações e perspectivas futuras sobre as importações
Antes da aprovação oficial, especulações sobre o aumento das tarifas já estavam influenciando o mercado. Desde março, alguns importadores começaram a diminuir suas compras, receosos das novas alíquotas.
Essa redução na demanda levou a uma queda nos preços de alguns produtos, como o PVC, no mercado internacional.
Contudo, com a confirmação do aumento, há expectativas de que os preços no Brasil aumentem nos próximos meses, especialmente para os consumidores finais.
Em 2024, espera-se que o panorama de importação e exportação de polímeros passe por mudanças significativas. Com o aumento dos preços no mercado interno, projeta-se que as importações cresçam ainda mais, enquanto as exportações provavelmente enfrentarão uma diminuição.
A resolução será submetida à análise dos parceiros do Mercosul, que têm um prazo de 15 dias para apresentar possíveis objeções. Se não houver resistência, a medida será publicada no Diário Oficial da União e entrará em vigor imediatamente.
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Estudantes do ensino médio criam plástico biodegradável de cascas de banana
Estudantes do Ensino Médio da rede estadual de Franca (SP) inovaram ao desenvolver um plástico biodegradável utilizando cascas de banana. Artur Luís da Silva e Miguel Macedo Martins, alunos da 3ª série da escola estadual Ângelo Scarabucci, embarcaram em um projeto de iniciação científica focado na sustentabilidade, sob a orientação do professor de química Paulo Roberto de Costa Lemos.
A ideia surgiu a partir dos bananais em Delfinópolis (MG), que fica a 93 quilômetros de Franca. Inicialmente, os alunos pensavam em utilizar outro alimento comum na dieta brasileira.
O professor Lemos destaca a surpresa com o empenho dos alunos, que não apenas buscavam soluções para problemas ambientais, mas também despertavam a consciência ecológica entre os colegas.
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O novo plástico, denominado "Eco Banana", se caracteriza como uma mistura de casca de banana com amido de milho, fécula de mandioca, glicerina e vinagre. Sendo assim, cada componente desempenha uma função específica: a banana fornece a fibra, a glicerina garante elasticidade, enquanto o amido e a fécula conferem volume, e o vinagre atua como conservante.
Nesse sentido, Artur compartilha que o desenvolvimento do produto envolveu muitas tentativas. Após oito testes, os alunos conseguiram aperfeiçoar as medidas e a funcionalidade do protótipo.
O processo leva cerca de 45 minutos para ser concluído, seguido de dois dias de descanso antes do uso. O Eco Banana consegue suportar de cinco a oito quilos e tem um custo médio de R$ 6.
Destaque da produção do plástico biodegradável
O professor Lemos destaca a sustentabilidade do Eco Banana, que se decompõe em até cinco meses, "Esse novo material pode até se transformar em adubo orgânico, beneficiando o meio ambiente", afirma.
Além disso, ele contribui para a sustentabilidade, o projeto influenciou os planos futuros dos alunos. Artur agora se vê mais inclinado a seguir uma carreira na pesquisa e desenvolvimento. Enquanto isso Miguel, que inicialmente pensava em fisioterapia, redirecionou seu interesse para a área científica após a experiência no laboratório.
Os estudantes desejam dar continuidade ao projeto e buscam parcerias com empresas do setor para aprimorar o Eco Banana e introduzi-lo no mercado. "Queremos competir com o plástico de polietileno e estamos abertos a investimentos para melhorar nosso produto", afirma Miguel.
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