Plástico Brasil 2025 abre inscrições para visitantes
A promotora e organizadora da Plástico Brasil anunciou as datas de inscrições para o credenciamento para visitantes. Com inscrições gratuitas, os interessados devem acessar o site oficial do evento para efetivar a inscrição. Em sua quarta edição, a feira acontece entre os dias 24 e 28 de março de 2025, no São Paulo Expo.
Reunindo mais de mil marcas do setor de transformação de plástico, o evento busca impulsionar ainda mais a eficiência no setor.
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Nesse sentido, Liliane Bortoluci, diretora da Plástico Brasil, comenta: "A indústria de transformação do plástico tem buscado ampliar sua eficiência e a inovação na cadeia tem contribuído para este movimento. Por isso, ao longo da Plástico Brasil deste ano, players do Brasil e de diferentes países vão apresentar suas tecnologias e novidades para o mercado.”
Desse modo, em 2025, a organização da feira espera contar com a presença de 57 mil visitantes. O evento é uma colaboração entre a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).
Ainda em relação ao impacto do evento, Bortoluci aponta: “A Plástico Brasil se consolidou como um dos principais encontros do setor para networking e realização de negócio. Além de uma importante aproximação do setor com a academia, por meio de parcerias com as universidades.”
Por ser um evento de negócios, a entrada de menores de 16 anos é proibida, mesmo quando acompanhados de pais ou responsáveis. A exceção são alunos de escolas técnicas com idade acima de 14 anos, que, se credenciados pela instituição, podem participar em grupos sob a supervisão dos professores. Também é permitido o acesso de crianças de colo e em fase de aleitamento materno, desde que acompanhadas pelos responsáveis.
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A importância da população na reciclagem de plásticos - Por Simone Carvalho
A reciclagem de materiais plásticos é um dos grandes desafios ambientais do Brasil, e a conscientização e participação ativa da população são essenciais para transformar esse cenário.
O último relatório sobre o Índice de Reciclagem Mecânica de Plásticos, realizado pela consultoria MaxiQuim e encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, aponta que, em 2023, 1,4 milhão de toneladas de resíduos plásticos foram encaminhadas para a reciclagem no país, das quais 984 mil toneladas eram embalagens.
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Apesar desse avanço, o índice de reciclagem das embalagens, que chegou à 24%, revela um vasto potencial de crescimento e oportunidades para aumentar. Assim, cada vez mais, a reciclagem de plásticos no Brasil.
Contudo, para que possamos alcançar resultados significativos, é necessário superar alguns obstáculos. A falta de infraestrutura adequada para coleta seletiva é um dos principais entraves: muitas cidades ainda não oferecem serviços de coleta seletiva suficientes para atender toda a população.
Com isso, desmotivando a separação e o descarte correto dos resíduos. Além disso, muitas pessoas desconhecem a importância da reciclagem para o meio ambiente e para a economia. Outro ponto crítico é a falta de incentivo econômico direto, que ainda torna a reciclagem pouco atraente para a indústria.
Há também o estigma sobre o plástico, que pode ser visto como um desafio ambiental. No entanto, quando descartado e reciclado corretamente, o resíduo plástico torna-se um recurso essencial para a economia circular.
Dessa forma, permitindo o reaproveitamento contínuo do material, a redução da extração de recursos naturais e, consequentemente, do impacto ambiental. Mudar essa percepção é fundamental para que a população perceba sua importância no processo e o valor do plástico reciclado em produtos do dia a dia.
Oportunidades para crescimento da reciclagem no Brasil
Apesar dos desafios, existem oportunidades reais e importantes para o crescimento da reciclagem no Brasil. Investimentos em tecnologias e na expansão da coleta seletiva são passos necessários para aumentar a eficiência do sistema de reciclagem.
Programas de educação ambiental em escolas e campanhas de conscientização em massa também são cruciais. Isso porque, quanto mais informada e engajada estiver a população, maior será sua adesão ao consumo consciente e ao descarte correto de resíduos.
Para transformar o comportamento da sociedade, precisamos investir em campanhas educativas, introduzir temas de sustentabilidade nos currículos escolares e incentivar iniciativas de reciclagem urbana. Bem como mutirões de limpeza e parcerias com empresas que promovam embalagens recicláveis e retornáveis.
Adotar incentivos econômicos para quem separa corretamente os resíduos é outra medida importante. Pois reconhece e valoriza os esforços da população em prol da sustentabilidade.
O futuro da reciclagem de plásticos no Brasil depende da união entre governo, sociedade e empresas, trabalhando juntos para construir uma economia circular robusta e sustentável. Com mais conscientização, infraestrutura e apoio, o Brasil possui potencial para converter o desafio ambiental da reciclagem de plásticos em uma oportunidade significativa de desenvolvimento econômico e de preservação ambiental.
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Maximizando qualidade nas produções com periféricos no setor de plástico
Na indústria do plástico, empresas que não possuem periféricos qualificados enfrentam diversos desafios que impactam a eficiência e a qualidade da produção. Entre os principais problemas estão a baixa qualidade e durabilidade dos equipamentos, que geram custos elevados com manutenção e substituição de peças.
Entre os problemas de mais recorrência, destaca-se a falta de integração com sistemas existentes que, por vezes, exigem investimentos em adaptações complexas e onerosas.
Além disso, a ineficiência energética de alguns periféricos aumenta os custos operacionais. Enquanto a falta de suporte técnico especializado dificulta a manutenção e a reposição de peças.
Sendo assim, melhorar constantemente a tecnologia utilizada para produzir as peças a partir desse material é fundamental para o avanço. Por isso, investir em maquinário moderno se torna essencial para essa transformação.
Vantagens dos periféricos na indústria
A precisão é um dos maiores benefícios dos periféricos modernos. Com o uso de moldes de alta qualidade e sistemas de controle avançados, as peças plásticas são produzidas com tolerâncias muito baixas. Assim, garantindo que cada produto final seja exato, conforme o projeto original.
A rapidez também é um ponto forte. Com a evolução da tecnologia, os periféricos têm permitido ciclos de produção cada vez mais curtos. Isso significa maior capacidade de produção, sem comprometer a qualidade.
Além disso, o baixo custo operacional é um grande atrativo. Periféricos modernos, como os sistemas automáticos, tornam o processo de produção mais eficiente, exigindo menos supervisão e intervenção humana. A automação reduz os custos com mão de obra e aumenta a produtividade.
Nesse contexto, a sustentabilidade também é um fator importante. Isso porque, periféricos que auxiliam na reciclagem e no reaproveitamento de materiais, como moinhos e sistemas de moagem, ajudam a reduzir desperdícios.
Desse modo, permitindo que sobras de plástico sejam reaproveitadas no mesmo processo ou revendidas para outras empresas, contribuindo para a economia circular.
Por fim, a qualidade de acabamento das peças também é aprimorada. Muitos periféricos são projetados para garantir que as peças saiam do molde com o acabamento final desejado.
Portanto, investir em periféricos modernos ao mesmo tempo melhora a qualidade e a sustentabilidade, e reduz custos e aumenta a competitividade da empresa no mercado.
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Recorde no Tampinha Legal, plástico se decompõe com água do mar e bicicleta de plástico
Tampinha Legal bate recorde de recolhimento de materiais
O Tampinha Legal celebra uma conquista marcante em seus oito anos de história: a coleta de mais de 900 milhões de tampas plásticas, um volume que supera 1.600 toneladas.
Com este resultado o projeto ajudou entidades assistenciais do terceiro setor envolvidas no programa. A ajuda foi possível porque o material, totalmente reciclável, rendeu mais de R$54 milhões.
Tendo como base os três pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental; o Tampinha Legal se consagrou como o maior programa socioambiental de caráter educativo em economia circular da indústria de transformação do plástico das Américas.
Desse modo, além de contribuir para qualidade de vida das entidades assistenciais com os recursos financeiros, o Tampinha Legal une o social e ambiental ao promover ensinamentos acerca dos materiais plásticos.
Assim, Simara Souza, do Tampinha Legal, também ressaltou o caráter sustentável do programa: “Mais de 900 milhões de unidades de tampas plásticas transformaram-se em novos artefatos, economizando água, energia, matéria prima e ainda evitando a emissão de gases de efeito estufa.”
Ainda, ela destaca que com isso novos hábitos surgem, desde fechar a torneira e apagar as luzes até a destinação correta dos resíduos sólidos. Nesse sentido, Souza continua: “Os plásticos são 100% recicláveis! Cada pedacinho de plástico, assim como a tampinha, vale muito! Este hábito contribui positivamente para a economia, sociedade e meio ambiente”.
Cientistas desenvolvem tipo de plástico que se decompõe na água do mar
Investigadores do RIKEN CEMS (Center for Emergent Matter Science), no Japão, desenvolveram um plástico biodegradável capaz de se decompor na água do mar, com potencial para combater os microplásticos nos oceanos.
O projeto nasceu com o intuito de trazer ao mercado soluções biodegradáveis. Nesse sentido, Takuzo Aida, citado no texto da RIKEN, explica: “Com este novo material, criámos uma nova família de plásticos que são fortes, estáveis, recicláveis, que podem servir múltiplas funções e, mais importante, não geram microplásticos".
Assim, para desenvolver este material, a equipe de cientistas usa plástico supra-moleculares, ou seja, polímeros com estruturas que se mantêm juntas por interações reversíveis. Dessa forma, este o material consegue se degradar ou seguir para reciclagem.
Além disso, este material combina dois monômeros iônicos, que formam “pontes salinas”, em forma de rede. Com isso, eles ganham resistência e estabilidade.
Os cientistas também acrescentam: "Nos testes iniciais, um dos monômeros era um aditivo alimentar comum, o hexametafosfato de sódio, e o outro era qualquer um dos vários monômeros baseados em iões de guanidônio".
Ainda, explicam: "podem ser metabolizados por bactérias, garantindo a biodegradabilidade assim que o plástico é dissolvido e os seus componentes se separam".
Em relação aos testes, os cientistas testaram o novo plástico em água salgada, onde recuperaram 91% do hexametafosfato e 82% do guanidínio, evidenciando sua reciclabilidade. Enquanto no solo, as placas do material se degradaram totalmente em dez dias, atuando como fertilizante ao fornecer fósforo e nitrogênio.
Bicicleta feita de plástico recolhido
Desde 2022, a igus® utiliza plásticos reciclados dos oceanos para produzir bicicletas e componentes. Segundo a EPA sigla em inglês para Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos uma pessoa que pedala 10 quilômetros ida e volta do trabalho, todos os dias. Com isso, ela evita a emissão de aproximadamente 1,3 toneladas de CO₂ anualmente.
A igus® constrói suas bicicletas aproveitando mais de 50% de plástico reciclado de resíduos oceânicos. Entre os materiais estão: redes de pesca, que representam metade do material das rodas e do quadro. Assim, a empresa alemã opera em duas frentes no mercado: desenvolvendo bicicletas inteiramente de plástico reciclado e fornecendo peças avulsas para fabricantes de bicicletas.
As bicicletas da igus® são pioneiras no mundo por serem feitas de material plástico. Neste ano, a empresa produziu o primeiro lote de 100 unidades, utilizando máquinas projetadas com componentes duráveis e livres de lubrificação.
Dessa forma, para o desenvolvimento da bicicleta, as equipes moldam o plástico por rotomoldagem, um método que combina calor, baixa pressão e rotação biaxial. Para fabricar a bicicleta, elas utilizam polietileno (PE) e incorporam resíduos plásticos reciclados, como redes de pesca descartadas, na estrutura.
Em relação a esta inovação, Marcelo Pimenta igus®, destaca: “É assim que a mobilidade de amanhã será criada a partir do plástico marinho de ontem”.
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Países adiaram as negociações sobre o tratado de plástico.
170 países estavam reunidos desde o dia 25 de novembro em Busan, na Coreia do Sul, para decidir o futuro do plástico, no entanto o tratado sobre poluição plástica não obteve acordo. As negociações começaram há dois anos e contam com a supervisão da ONU. Sem acordo, os países adiaram a reunião para 2025.
Com o intuito de debater questões como a diminuição da produção e financiamento necessário para a implementação de novas diretrizes, o tratado ficou conhecido como “Acordo de Paris do plástico”.
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Além disso, o tratado tem como objetivo estabelecer metas globais que, juridicamente, estão vinculadas à redução da poluição, sobretudo para materiais de uso temporário como as embalagens. Ainda, o acordo debate o gerenciamento dos plásticos e químicos de interesse.
Assim, o documento inclui a eliminação de produtos como canudos descartáveis e microplásticos. Porém, não concluíram a proposta de financiamento.
Entre os argumentos sobre a redução drástica da produção, destaca-se o impacto nas cadeias produtivas globais. Dessa forma, sugerem a ampliação da reciclagem e melhora na gestão de resíduos.
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Nova Indústria Brasil deve receber R$ 406 bilhões até 2026
Até 2026, a Nova Indústria Brasil destinará R$ 406 bilhões em financiamento público para o setor industrial, com o apoio da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) no monitoramento. A partir dos anos 90, o Brasil vivenciou um processo de desindustrialização. No entanto, este ano o país lançou o NIB (Nova Indústria Brasil) um projeto para fortalecer e tornar a indústria mais sustentável e transformadora.
Sendo assim, o Plano Mais Produção, prevê o direcionamento de R$ 406 bilhões para financiamentos no setor até 2026. Nesse contexto, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços) determinou que a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) colabore no monitoramento da política industrial, entre outras funções.
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Além disso, a ABDI será responsável por impulsionar a difusão de tecnologias inovadoras, a redução do Custo Brasil e a implementação de práticas sustentáveis na indústria.
Diante disso, Roberto Pedreira, gerente da Unidade de Monitoramento e Avaliação da ABDI, comenta: “Partindo-se do pressuposto de que a desindustrialização precoce gerou enormes problemas econômicos e sociais, como o aumento do desemprego, a redução da competitividade, o recrudescimento da capacidade de inovação, dificultando ao país competir com países que possuem indústrias mais avançadas, a importância da NIB para o desenvolvimento econômico é, justamente, recuperar o dinamismo econômico.”
Gerente aponta ações de logística
De acordo com Pedreira, esse dinamismo será restaurado com a implementação de programas estruturantes que incentivem a inovação e o desenvolvimento tecnológico. A exemplo, o Plano Mais Produção e o Mover (Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação).
O Mover, por sua vez, reforça as exigências de sustentabilidade para a frota automotiva. Ao mesmo tempo incentiva o desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística, além de fomentar a ampliação dos investimentos em eficiência energética.
Com previsão de alcançar R$ 19 bilhões em créditos concedidos via incentivos fiscais, o programa se estenderá até 2028.
Diante disso, o gerente explica: “Essa recuperação envolve também a adoção de ações para o fortalecimento de cadeias produtivas, como as implementadas para as 18 cadeias priorizadas, inseridas nas seis missões da NIB”.
Iniciativas que promovem modernização na indústria
Nesse sentido, a ABDI foca no monitoramento de iniciativas. Empregando indicadores que avaliem a eficiência dos investimentos públicos e seu impacto no fortalecimento das cadeias produtivas envolvidas.
Da mesma maneira, estimular a inovação e promover encomendas tecnológicas está entre os objetivos da ABDI. Isso porque, a agência acredita que a agilidade na liberação de licenças e autorizações impacta os investimentos e a previsibilidade no setor produtivo.
Sendo assim, visando acelerar os processos e fomentar investimentos no Brasil, a ABDI lançou o Destrava Brasil. A iniciativa busca apoiar as agências reguladoras na implementação de tecnologias que modernizem seus sistemas e processos. Com isso, eliminando gargalos e acelerando as respostas.
Parcerias para o setor
Dentro do projeto, a ABDI, em parceria com a ANM (Agência Nacional de Mineração), firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o propósito de eliminar gargalos processuais. Bem como introduzir melhorias no arcabouço regulatório do setor mineral no Brasil.
Além disso, a assinatura de um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) visa fortalecer a colaboração mútua para aprimorar o processo de registro de produtos de saúde no país.
Neste mês, durante a COP29 em Baku, Azerbaijão, a ABDI lançou a Plataforma Recircula Brasil 2.0, expandindo o sucesso da primeira fase com o setor de plástico.
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Confiança em alta: ICEI Setorial atinge maior nível desde 2022
Empresários de 27 dos 29 setores industriais estão otimistas, revela o ICEI Setorial (Índice de Confiança do Empresário Industrial) de novembro, divulgado pela CNI. Desse modo, o levantamento registra o maior nível de confiança setorial desde outubro de 2022.
Na comparação entre outubro e novembro, o ICEI avançou em 14 setores, recuou em 13 e ficou estável em dois. Em quatro dos segmentos que tiveram aumento, o índice ultrapassou os 50 pontos, sinalizando confiança.
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Com destaque para os setores de biocombustíveis, móveis, madeira e produtos de borracha, o número de segmentos confiantes aumentou de 23, em outubro, para 27, em novembro
Enquanto isso, no que diz respeito às regiões e portes, entre as indústrias de grande porte, o índice permaneceu em 54 pontos. Já nas médias, houve uma redução de -0,1 ponto, indo para 52,8 pontos. As de pequeno porte, por sua vez, caiu de 51,9 para 51,5 pontos.
De acordo com a CNI, o ICEI subiu 2,2 pontos no Sul, sendo a única região com aumento. O Norte e o Nordeste registraram quedas de 2,3 e 0,8 ponto, respectivamente. No Sudeste e Centro-Oeste, o índice se manteve praticamente inalterado.
Nesse sentido, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, avalia: “Apesar de o ICEI de algumas regiões e das indústrias de pequeno porte terem caído, empresários de todos os portes e regiões seguem confiantes”.
Assim, para esta edição do ICEI Setorial, a CNI ouviu 1.838 empresas. Quanto às entrevistas, aconteceram entre os dias 1 e 12 de novembro de 2024. Contando com a participação de 740 empresas de pequeno porte, 671 de médio porte e 427 de grande porte.
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CNI analisa relação entre queda na confiança industrial e economia
Na passagem de outubro para novembro a confiança dos industriais diminui, conforme aponta a CNI (Confederação Nacional da Indústria). O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), recuou 0,6 ponto. Assim, indo para 52,6 pontos.
Para o gerente de Análise Econômica da CNI, a queda da confiança em novembro se deve à avaliação sobre a economia. Isso porque, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas em relação à economia pioraram e continuaram negativas.
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Segundo o levantamento, o Índice de Condições Atuais caiu 0,5 ponto, chegando a 48,3 pontos. Nesse caso, a razão da queda explica-se pela piora da percepção dos empresários sobre o momento econômico no país. Sendo assim, este indicador caiu 1,7 ponto, para 42,5 pontos.
Em contrapartida, os empresários continuam otimistas quanto à situação das empresas. O indicador que reflete essa avaliação permaneceu praticamente inalterado, com um aumento de apenas 0,1 ponto, alcançando 51,2 pontos.
Em relação ao Índice de Expectativas, que prevê os próximos seis meses, houve uma queda de 0,7 ponto entre outubro e novembro. Com o indicador em 54,7 pontos, os empresários ainda mostram otimismo, mas de forma mais moderada do que no mês anterior.
A queda nas expectativas deste mês reflete um aumento no pessimismo dos industriais sobre o futuro da economia, com o índice registrando uma queda de 2,5 pontos, indo de 49,2 para 46,7 pontos. Apesar disso, as projeções para o futuro das empresas seguem otimistas, com 58,6 pontos.
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Artigo por Rafael Lucchesi, Diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A importância da indústria para a sociedade vai muito além do produto ofertado. Por ser diversificada e com amplo poder de encadeamento produtivo, a indústria mobiliza diversas atividades ao longo de sua produção.
Além disso, tornou-se o setor que mais investe em inovação e paga os melhores salários. Assim, responde por 2/3 dos investimentos empresariais e paga salários quase 30% superior à média nacional no caso de trabalhadores com ensino superior –, contribuindo de forma ímpar para a geração de riqueza.
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Entre os anos de 1950 até os anos 1980, o setor foi o motor do crescimento de uma economia que alcançou padrões globais de competitividade. A participação da indústria no PIB elevou-se de 25%, em 1950, para 48%, em 1985. Dessa forma, passando a compreender toda a gama da atividade industrial existente nos principais países industrializados
Desde então, ocorreram ondas intensas de retrocesso da participação industrial. Não por acaso, a economia brasileira como um todo apresentou taxas de crescimento inferiores às da economia mundial. A despeito dos avanços dos setores agropecuário e de serviços brasileiro.
Na última década, entre 2013 e 2023, o PIB brasileiro apresentou crescimento de apenas 0,5% ao ano, em média. No mesmo período, a agropecuária cresceu 3,3% ao ano; os serviços cresceram 0,8% ao ano, enquanto a indústria de transformação encolheu 1,8% ao ano, em média.
Como a falta de financiamento afeta a inovação
Assim, as razões para a dificuldade da indústria passam pelos problemas do ambiente de negócios brasileiro. A indústria se caracteriza hoje como o setor que carrega o maior peso de tributos. Em 2023, a indústria total representou 25,5% do PIB brasileiro, com a indústria de transformação representando 15,3%
Não obstante, respondeu por 31,5% da arrecadação de tributos federais, enquanto a indústria de transformação respondeu sozinha por 23%. Esse número contrasta diretamente com a contribuição da agropecuária para a arrecadação, de 0,7% do total, apesar de sua participação de 7,1% no PIB.
Nesse sentido, Rafael Luchesi aponta: Ainda mais alarmante é a realidade do crédito no país. Com o terceiro maior spread bancário do mundo e a segunda maior taxa de juros real. O financiamento torna-se um obstáculo quase intransponível, sobretudo para as pequenas e médias empresas, limitando significativamente os investimentos em inovação e em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Essa restrição se reflete diretamente na produtividade e na competitividade internacional das indústrias nacionais.
Exemplos de sucesso
O Brasil fez uma escolha bem-sucedida ao apostar no agronegócio. O Plano Safra – hoje uma política perene, em seu vigésimo ano – deve disponibilizar, em 2024/2025, R$ 476,6 bilhões para financiamento dos produtores rurais.
Eles também contam com a estrutura de ponta da Embrapa, criada em 1973, e com a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), criada em 2004, e que hoje tem um estoque de R$ 460 bilhões em recursos captados. O agro globalizado se mostra como um resultado desse esforço, que se destaca no crescimento da produtividade.
Essa escolha de futuro do país precisa compreender a indústria, que agrega valor ao produto do agronegócio.
A bem verdade, um país com a 7ª maior população do mundo e dimensões continentais como o Brasil não pode prescindir de um setor tão fundamental no seu processo de desenvolvimento. Nisso apostam hoje as principais economias do mundo, como os EUA, Reino Unido, Japão e União Europeia, ao anunciarem planos de investimentos trilionários.
Oportunidades para investimento e sustentabilidade
Não existiu na história melhor momento para o investimento na indústria brasileira. A posição privilegiada do Brasil no tabuleiro da transição verde global, com sua biodiversidade sem par e uma matriz energética majoritariamente limpa. Assim, colocam-no em destaque como um polo para atração de investimentos sustentáveis.
A reforma tributária e a iniciativa da NIB (Nova Indústria Brasil) também se destacam como passos na direção correta. No entanto, para alcançar a verdadeira transformação do setor industrial, são necessárias medidas mais abrangentes e perenes.
O P+P (Plano Mais Produção), que centraliza os recursos financeiros da NIB, prevê a aplicação de cerca de R$ 100 bilhões anuais até 2026 na promoção da produtividade, inovação, exportações e de uma indústria mais verde.
A indústria aguarda ainda a efetivação de medidas como a lei de depreciação acelerada, que incentivará a renovação do parque industrial. Bem como a implementação da LDC (Letra de Crédito ao Desenvolvimento), que deve dinamizar o financiamento para a expansão e inovação industrial.
A transição energética global é uma corrida não apenas contra o tempo e as mudanças climáticas, mas também contra as deficiências estruturais internas de cada país.
Para o Brasil, o potencial existe, mas exigirá uma abordagem estratégica mais sofisticada e uma vontade política clara para vencer seus desafios históricos, alinhar-se com as melhores práticas internacionais e aproveitar plenamente sua posição singular na era verde que se inicia.
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Circular Monday propõe consumo consciente e sustentabilidade na Black Friday
Com a Black Friday gerando recordes de vendas, o Circular Monday surge como uma opção sustentável. Lançado na Suécia em 2017, o movimento reúne atualmente 1.200 empresas de 40 países, entre elas grandes marcas que defendem a economia circular.
Em vez do modelo tradicional de "comprar, usar e descartar", o Circular Monday promove a reutilização e o conserto de produtos. Assim, a ação gera um incentivo em empresas e consumidores a escolher itens de segunda mão ou recondicionados, por exemplo. Com isso, o circular monday contribui para minimizar o desperdício.
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O movimento foi originalmente chamado de White Monday de 2017 a 2019, mas em 2020 passou a se chamar Circular Monday, com o objetivo de deixar sua mensagem mais evidente.
De acordo com a “Meionews”, a Black Friday no Reino Unido, gera cerca de 400 mil toneladas de CO2. Além disso, 80% dos produtos adquiridos durante esse período são descartados rapidamente, intensificando o problema do desperdício.
No entanto, um dado promissor surge: 68% dos consumidores agora preferem presentes usados, indicando uma mudança de hábitos em direção ao consumo mais sustentável.
Essa transformação coopera para reduzir a pegada de carbono e combater o desperdício, sinalizando uma evolução positiva no comportamento do consumidor.
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