Indústria 4.0: como o conceito revolucionou o setor de automação?
Artigo por Por Rafael Goes, gerente de produtos EnergyChain System da igus®
A Indústria 4.0 é muito mais do que um termo popular – é uma revolução em curso que transforma não só o setor industrial, como também a maneira que vivemos e nos conectamos com o mundo.
Assim, criada na Alemanha, essa abordagem inovadora abrange tecnologias como IA (Inteligência Artificial), Big Data, computação em nuvem, robótica e IoT (Internet das Coisas ), consolidando-se como o alicerce da automação industrial. Desse modo, aabrindo novas fronteiras para o desenvolvimento empresarial.
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A premissa da Indústria 4.0 é clara: digitalizar e otimizar processos, aproveitando a abundância de dados para elevar resultados de forma eficiente e sustentável.
O monitoramento inteligente surge como um exemplo dessa transformação. Pois se revela como uma condição e vida útil desenvolvido pela igus®, que aprimora a autonomia das máquinas, promovendo uma maior disponibilidade e reduzindo custos.
Exemplos dos benefícios da Indústria 4.0
Nesse sentido, os benefícios da Indústria 4.0 vão além dos ambientes fabris, alcançando serviços cotidianos essenciais para a sociedade. Por exemplo, na gestão de malhas ferroviárias, a tecnologia aprimora o processo de limpeza dos trens.
Com as ferramentas disponíveis atualmente, esse tipo de serviço pode ser feito de maneira otimizada e ágil. Do mesmo modo, vale citar que com o sistema de lavagem inteligente de trens foi possível identificar que o sistema de trens de Luxemburgo realizava a operação no momento errado, durante o período de temperaturas mais frias.
Mas, com o ajuste das operações para ocorrerem nas condições ideais, observou-se um melhor desempenho no processo de produção. Com isso, mostrando como a tecnologia otimiza rotinas e reduz desperdícios.
Na Suíça, a aplicação das tecnologias da Indústria 4.0 em robôs lineares exemplifica o avanço da automação. A empresa suíça Güdel, especializada em automação, monitora seu robô linear por meio de uma plataforma baseada em nuvem, que coleta e analisa dados de desempenho, otimizando as operações.
Esse sistema também permite monitorar as cadeias de energia dos robôs, antecipando desgastes e programando manutenções preventivas para evitar falhas graves. Esse controle inteligente não apenas previne problemas futuros, mas garante a eficiência operacional e a longevidade dos equipamentos.
Além disso, a Indústria 4.0 também é protagonista na transformação do setor automotivo, onde simuladores de direção em movimento vêm sendo utilizados há 35 anos na Alemanha.
O sistema, que atende diversas necessidades constantes da categoria, além do monitoramento 360º, usa sensores de detecção de rupturas instalados, permitindo uma identificação rápida de falhas e evitando paradas inesperadas, que poderiam gerar altos custos. Esse nível de monitoramento é um diferencial crucial, especialmente em operações dinâmicas e de alta demanda.
Eficiência nas empresas
Os exemplos acima ilustram como a Indústria 4.0 possibilita a adoção de soluções inteligentes e integradas, impulsionando as empresas em direção a uma nova era.
Assim, Goes pontua Na igus®, temos orgulho de liderar essa transformação, apoiando a Quarta Revolução Industrial com soluções personalizadas que permitem às indústrias tomarem decisões mais rápidas e informadas. Com o suporte da Indústria 4.0, é possível aprimorar processos produtivos, garantir maior precisão e elevar a competitividade.
À medida que mais empresas adotam as tecnologias da Indústria 4.0, o potencial para inovação e eficiência cresce exponencialmente. Esta revolução não apenas molda o setor industrial, como influencia diretamente no cotidiano, mostrando como a combinação de tecnologia e visão estratégica pode transformar o mundo em que vivemos.
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Soluções sustentáveis da Fuplastic, plástico feito de dióxido de carbono e bicicleta de plástico
Como a Fuplastic está transformando resíduos plásticos em materiais para construções ecológicas
A Fuplastic, indústria brasileira especializada em soluções sustentáveis para a construção, está transformando o aproveitamento de resíduos plásticos por meio de projetos de logística reversa. Nesse sentido, em 2024 a empresa ressignificou mais de 6.000 quilos de resíduos plásticos, convertendo-os em estruturas funcionais e ambientalmente responsáveis.
Entre os destaques aparecem a parceria com a OAKBERRY, em que a Fuplastic reciclou 35.000 baldes de açaí. Esta parceria gerou 10.000 blocos de construção que foram usados em 10 lojas sustentáveis, recuperando quase 4,5 mil quilos de plástico para a economia circular.
Enquanto a parceria com a Globo culminou na construção do primeiro banheiro sustentável nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
Para esta criação, a empresa usou itens plásticos descartados da cenografia, e como isso, fabricou 3.000 blocos modulares. Essa produção equivale a 1,5 mil quilos de resíduos ressignificados, para criar uma estrutura de 18m² acessível e ecologicamente correta.
Dessa forma, a empresa associa tecnologia e sustentabilidade às suas produções, para isso a Fuplastic desenvolve blocos modulares da Fuplastic, feitos de polipropileno reciclado, que combinam resistência e versatilidade.
Entre as vantagens dos blocos modulares destacam-se a montagem simples, longa vida útil, resistência à umidade, baixa manutenção e conforto térmico e acústico. Além disso, os produtos têm sua qualidade e segurança comprovadas por certificações da Falcão Bauer, Polibalbino e Instituto Lab System.
Enquanto isso, a prática da logística reversa traz benefícios como a diminuição da necessidade de matérias-primas virgens. Bem como, a redução dos impactos ambientais da extração de petróleo e a criação de empregos no setor de reciclagem.
Diante disso, Bruno Frederico, CEO da Fuplastic, ressalta: “O plástico não é o vilão, ele é imprescindível em muitas áreas. Quando descartado de forma correta e inserido aos sistemas de reciclagem e logística reversa, o plástico pode ser reaproveitado diversas vezes, minimizando seu impacto no meio ambiente”.
Empresa cria plástico biodegradável a partir de dióxido de carbono capturado
A empresa finlandesa Fortum alcançou um feito notável ao criar um plástico biodegradável a partir de dióxido de carbono capturado. O projeto Carbon2x começou suas pesquisas em 2022, conduzidas pela divisão Fortum Recycling and Waste, utilizando um processo denominado captura e utilização de carbono.
Diante disso, Tony Rehn, líder do projeto, afirma: “Esta descoberta representa um passo significativo rumo à produção mais sustentável de plásticos. Este tipo de desenvolvimento ajuda a reduzir a dependência de matérias-primas fósseis e pode criar novos negócios baseados na economia circular“.
Para este desenvolvimento, o projeto utiliza CO2 capturado da queima de resíduos não recicláveis. Assim, oferecendo uma alternativa aos plásticos convencionais produzidos a partir do petróleo, que causam danos ambientais significativos.
Além disso, a tecnologia desenvolvida pela Fortum oferece duas soluções: ao mesmo que oferece um material biodegradável, coopera para a redução das emissões de CO2.
Nesse sentido, Rehn explica: “A utilização do CO2 capturado é uma opção muito mais sustentável em termos de enfrentamento da escassez de recursos no futuro.”
Bicicleta de plástico com 50% de plástico reciclado dos oceanos
A empresa alemã igus desenvolveu um bicicleta de plástico reciclado em que 50% de sua composição vem de plástico retirados dos oceanos.
Criado em 2022, o modelo também serviu como uma marca para a campanha da empresa sobre “economia circular dos plásticos”. Já em 2024, o modelo também passou a ser chamado de RYCL (derivada de ‘recycle’, que significa reciclar em português).
A sua produção, por sua vez, acontece quase inteiramente de plástico. Segundo a empresa, mais de 90% da bike tem plástico, sendo 50% de plástico reciclado. Além disso, a igus afirma que o modelo oferece uma bicicleta sem ferrugem, lubrificação e manutenção.
A igus pontua também que a ideia da bicicleta nasceu como uma alternativa para sistemas de compartilhamento, isto é, bicicletas mais resistentes e com vida útil maior.
Sendo assim, o fundador Frank Blase, também CEO da igus, decidiu desenvolver um modelo projetado para resistir à constante exposição à areia, vento e água salgada, comuns em áreas litorâneas.
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Guia completo para anunciantes na Plástico Virtual
Diante do cenário atual de desenvolvimentos e constantes transformações no mundo tecnológico, é imprescindível que as indústrias unam marketing digital às suas produções, isso porque esta ação coopera para maior competitividade e visibilidade no setor.
Sendo assim, a Plástico Virtual se apresenta como uma agente que facilita estas ações, já que oferece soluções relacionadas ao marketing digital, sobretudo para atender às demandas da indústria do plástico.
Nossa abordagem visa melhorar o posicionamento digital dos nossos clientes.
Quais são as soluções que a Plástico Virtual oferece aos seus anunciantes?
Ao se tornar um anunciante da Plástico Virtual as empresas ganham acesso a um conjunto completo de ferramentas e estratégias que unem diretamente o seu negócio aos seus clientes-alvos. Desse modo, a presença online se fortalece de forma eficaz e estratégica.
Diante disso, destacamos a primeira vantagem para maximizar a presença da sua empresa no mercado: maior visibilidade e estratégias personalizadas.
Entre as principais vantagens de anunciar no Portal Plástico Virtual está o alto impacto no setor, para isso desenvolvemos banners exclusivos que aparecem na primeira página do Portal e no meio de matérias relacionadas aos produtos da sua empresa. Com isso, atingimos um público qualificado, pois o banner leva o nome da empresa e seus principais desenvolvimentos.
Nesse sentido, o Portal também oferece matérias e artigos exclusivos sobre produtos, inovações, novidades e história da empresa. Estas ações focam em refletir os objetivos e valores das empresas, aproximando os possíveis clientes das empresas.
Para complementar estas ações, a Plástico Virtual estende sua presença ao publicar artigos exclusivos no LinkedIn. Assim, garantindo que as empresas se comuniquem em mais de uma plataforma digital, aumentando o engajamento, atraindo mais visitantes e gerando leads qualificados.
Além disso, destaca a empresa como referência no setor. . Este tipo de conteúdo é fundamental para estabelecer a marca como uma autoridade no setor e gerar interesse contínuo.
Páginas exclusivas para geração de leads
Ainda nesse sentido, outro recurso que conecta os clientes às empresas é a página exclusiva para cotação de produtos. A Plástico Virtual desenvolve páginas criadas especificamente para cada anunciante, otimizadas para proporcionar uma experiência fluida para o visitante.
Assim, nessas páginas, apresentamos de forma detalhada os produtos e serviços da sua empresa. Cada página conta com um link diretamente para o WhatsApp, permitindo que os interessados possam solicitar informações ou fazer orçamentos diretamente.
As empresas desfrutam dessa solução pela facilitação da comunicação imediata, criando uma linha direta de contato entre o anunciante e seus potenciais clientes. Desse modo, agilizando o processo de vendas e aumentando a taxa de conversão.
Além disso, essas páginas exclusivas garantem que o produto do anunciante tenha resultados rápidos nos motores de busca, particularmente no Google. Assim, ajudando as empresas a aparecerem na primeira página e ganharem a visibilidade necessária para atrair mais leads qualificados.
SEO e marketing de conteúdo em canais diversificados
A Plástico Virtual adota uma abordagem estratégica que combina marketing de conteúdo com técnicas avançadas de SEO (Search Engine Optimization).
Isso significa que todos os conteúdos produzidos, desde artigos até as páginas exclusivas dos anunciantes, são otimizados para serem facilmente encontrados nas pesquisas online.
Assim, ao aplicarmos as técnicas de SEO de forma personalizada, garantimos que as palavras-chave mais relevantes para cada empresa estejam presentes. Desse modo, ampliando a probabilidade de aparecer nas pesquisas do Google.
Diante disso, a Plástico Virtual se destaca por sua diversificação de canais de divulgação digital. As estratégias vão além do portal e incluem uma forte presença nas principais redes sociais, como Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube.
Com isso, os anunciantes conseguem alcançar clientes em múltiplos pontos de contato, gerando um impacto contínuo e ampliado. Portanto, ao escolher a Plástico Virtual, os anunciantes firmam sua presença no cenário digital de forma eficiente.
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Forrester revela tendências de sustentabilidade para 2025
Anualmente, a Forrester apresenta previsões sobre acontecimentos específicos que se encontram na convergência de diversas tendências que influenciam a indústria. Sendo assim, para 2025 as projeções de sustentabilidade ambiental englobam aspectos como economia circular e demandas sindicais por condições seguras para os trabalhadores.
Bem como, otimizações operacionais, normas sobre uso sustentável da água e certificados de energia renovável. Nesse sentido, Abhijit Sunil, analista sênior da Forrester, apresenta três das principais previsões de sustentabilidade ambiental para 2025.
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A primeira previsão aponta que benefícios financeiros e eficiências operacionais devem ultrapassar as regulamentações como os principais impulsionadores. Atualmente, 47% dos líderes em sustentabilidade ambiental indicam a conformidade regulatória como o principal motivo para relatar métricas, segundo a Pesquisa de TI e Sustentabilidade da Forrester do segundo trimestre de 2024.
De acordo com a Forrester, mais de um terço das empresas listadas na Fortune 100 Global assumiu compromissos com metas voltadas à economia circular.
Diante desse cenário, eles apontam que organizações que ultrapassam os requisitos básicos de conformidade e exploram as oportunidades de reduzir, reutilizar, reparar, reformar e reciclar se destacarão.
Ainda, a projeção analisa que as empresas devem analisar o impacto combinado do risco climático na experiência dos funcionários e na resiliência operacional.
De acordo com a Forrester, a intensificação das mudanças climáticas e a ausência de ações corporativas levarão os sindicatos industriais a lutar pela adaptação climática para seus trabalhadores.
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Parceria entre ABIQUIM e AMBIPAR visa fomentar sustentabilidade
No dia 20 de dezembro de 2024, a Abiquim e a Ambipar firmaram um protocolo de intenções que busca estimular a sustentabilidade nas indústrias químicas e petroquímicas. A princípio, a parceria tem duração de 24 meses, e pretende desenvolver oportunidades empresariais relacionadas à gestão ambiental.
Dessa forma, o objetivo é criar oportunidades aos setores, estimulando troca de informações de negócios, identificação de potenciais contratos no Brasil ou exterior.
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Além disso, o acordo abrange o desenvolvimento de projetos envolvendo as duas verticais de negócios da Ambipar: Environment e Response. Entre os serviços previstos estão a certificação SASSMAQ ® (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade). Bem como o programa Atuação Responsável® e Pró-Química®.
Ainda, os projetos também contam com iniciativas relacionadas a descarbonização, economia circular, transição energética, regeneração ambiental, bancarização, cooperação institucional e outras mais.
Diante disso, o fundador e CEO da Ambipar, Tercio Borlenghi Junior, comenta que a parceria com a Abiquim representa um avanço para a indústria, pois impulsionará iniciativas de sustentabilidade no setor químico.
Nesse sentido, ele afirma: “Esse acordo cria um novo padrão de negócios ao ampliar o compromisso com a circularidade, a descarbonização e a transição energética.”
Enquanto isso, André Passos Cordeiro, presidente da Abiquim, ressalta: “A matriz energética do Brasil é uma das mais limpas do mundo e isso precisa ser valorizado. Nossa indústria química tem potencial de liderar a transição energética, incorporando soluções inovadoras. Estamos comprometidos em investir nesse futuro sustentável e fortalecer nossa posição como referência global em economia de baixo carbono”.
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Pesquisadores brasileiros criam bioplástico a partir de alimentos
Os pesquisadores do IMA-UFRJ (Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro), criaram um tipo de embalagem de bioplástico feira a partir de alimentos como linhaça, alho, pimenta e chia.
De acordo com os pesquisadores, o diferencial desta embalagem está em seu tempo de decomposição, que leva seis meses para acontecer.
Diante disso, a professora e coordenadora do projeto, Maria Inês Tavares, explica que a ideia surgiu por conta dos benefícios dos bioativos para a saúde humana. Nesse sentido, ela pondera: "Por que não utilizá-los para embalagens alimentícias, mantendo sua biodegradabilidade?". O desenvolvimento segue para patenteamento.
Além da questão da degradabilidade, o bioplástico se diferencia porque para a extração não acontece o uso de solventes prejudiciais ao meio ambiente. Dessa maneira, a embalagem de bioplástico promete prolongar a vida útil dos alimentos.
Sendo assim, o grupo de pesquisadores aposta que esta descoberta se destaca como mais uma alternativa à sustentabilidade. Tendo em vista que diminuiria a destinação incorreta de embalagens, já que esta se degrada em poucos meses.
Uma das integrantes da equipe, Mariana Alves, ressalta: "A embalagem aumentou o tempo de prateleira dos alimentos testes em torno de 16 dias fora da refrigeração e 14 dias na geladeira. Ela oferece resistência de barreira semelhante aos plásticos tradicionais. Mas se decompõe em aproximadamente 180 dias em condições ambientais favoráveis, preferencialmente em sistema de compostagem."
Ainda em relação ao processo de decomposição do bioplástico, os cientistas acompanharam a segurança ambiental e as mudanças nos materiais. Em seguida, concluíram que os bionanocompósitos, ou seja, materiais feitos a partir da combinação de elementos em escala nanométrica, não liberam substâncias tóxicas.
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Como os minerais da Imerys restauram as propriedades mecânicas dos plásticos reciclados
Tendo em vista a importância dos minerais para a indústria do plástico, a Imerys desenvolve soluções com minerais que restauram as propriedades mecânicas dos plásticos reciclados, permitindo que os materiais se apliquem às demandas mais exigentes.
O processo de reciclagem de plásticos enfrenta desafios para melhorar a qualidade dos materiais reciclados. Pois alguns apresentam baixa resistência, rigidez reduzida e desempenho insuficiente em termos de estabilidade dimensional e resistência térmica. Polímeros reciclados com mais de 4% de uma poliolefina contaminante geralmente têm propriedades mecânicas e ópticas ruins.
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Nesse sentido, a Imerys resolve esta questão ao fornecer minerais como talco, wollastonita e carbonato de cálcio, que agem como reforços e nucleantes. O portfólio da empresa ajuda a melhorar a dispersão na mistura dos polímeros reciclados, assim, criando um material mais homogêneo.
Assim, com os minerais da Imerys, as resinas recicladas adquirem características como: maior resistência, estabilidade dimensional, resistência ao calor e à deformação. Dessa maneira, tornam-se adequadas para aplicações mais exigentes, como em peças automotivas ou componentes eletrônicos.
Além disso, a Imerys prepara um catálogo com minerais que melhoram a funcionalidade dos plásticos ao mesmo tempo que garantem a sustentabilidade.
Usando os minerais, as empresas evitam a economia linear e diminuem a emissão de carbono, afinal, ao permitir o uso de plásticos reciclados, minimizam o uso de matéria-prima virgem.
Sendo assim, ao melhorar as credenciais dos produtos finais, as empresas atendem às demandas dos consumidores e da sociedade ao oferecer produtos ambientalmente responsáveis.
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ABIPLAST celebra conquistas do setor e aponta caminhos para indústria em 2025
O 41º Encontro Nacional do Plástico em dezembro de 2024, promovido pela ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), comemorou os avanços do setor e discutiu as prioridades para 2025. O evento reuniu associados, autoridades, entidades, líderes e representantes da indústria.
Durante o jantar de confraternização, realizado em São Paulo, o presidente do conselho da ABIPLAST e do SINDIPLAST, José Ricardo Roriz Coelho, refletiu sobre os desafios que a indústria enfrentou em 2024. Nesse sentido, enfatizou competitividade e sustentabilidade na indústria.
Nesse sentido, ele ressalta: “Sem competitividade, não conseguiremos oferecer inovação e qualidade aos nossos clientes. Isso nos expõe ao risco de perder participação no mercado, especialmente diante do avanço de produtos importados de países como a China. Este ano, enfrentamos elevações tarifárias que pouco contribuíram para a redução do Custo Brasil, o que colocou ainda mais pressão sobre o setor transformador”.
Ainda, ele aponta que embora o setor tenha enfrentado desafios, os resultados foram positivos. Entre os exemplos, cita a criação da NIB (Nova Indústria Brasi), que prevê investimentos superiores a R$ 400 bilhões. Também foi aprovada a "Depreciação Acelerada", que deverá ajudar a otimizar o fluxo de caixa nos projetos de investimento.
Além disso, o presidente destacou: “É essencial que essas ações tenham impacto real na produtividade e que a NIB se torne um verdadeiro ‘Plano Safra’ para a indústria”.
A entidade reiterou a necessidade de adaptação às possíveis novas regulamentações do setor. Entre elas, o decreto sobre logística reversa de embalagens plásticas, e se comprometeu a oferecer apoio às empresas para que cumpram as novas regras.
Diante disso, Roriz complementa: “Continuaremos liderando os esforços para apoiar as empresas. Fortalecendo nosso trabalho para reduzir o Custo Brasil, tornar a NIB mais efetiva e ampliar as iniciativas de defesa da imagem do plástico”.
Ações para as indústrias em 2025
Na ocasião, divulgaram a assinatura do segundo convênio com a ABDI, que visa aprimorar as funcionalidades do Recircula Brasil. A segunda fase para o setor plástico também foi anunciada.
Assim, o presidenta comenta: “O sucesso da plataforma foi tão significativo que, além de realizar a rastreabilidade do setor plástico, agora começará a atender também o setor do alumínio e o têxtil, expandindo seu alcance e contribuindo ainda mais para a sustentabilidade do país”.
Além disso, outros projetos ganharam atenção, como o Recicla Bertioga, que, assim como outras ações no litoral paulista, tem produzido resultados relevantes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.
Iniciado em 2022 no Guarujá, o Programa Nacional Recicla Cidade reciclou mais de 84,7 toneladas de embalagens plásticas, e o Recicla Praia Grande já coletou 77 toneladas de materiais recicláveis.
Já o Movimento Plástico Transforma entregou materiais escolares feitos de copos plásticos reciclados, coletados na corrida de São Silvestre, para escolas do Rio Grande do Sul.
A indústria não só contribui para os ganhos ambientais, mas também se mantém como uma grande fonte de empregos e renda. A produção de transformados de plástico gerou 363,4 mil empregos em 12,4 mil empresas, e o setor de reciclagem somou 15,4 mil empregos em 1,6 mil empresas.
Desse modo, alcançando um faturamento de R$ 123 bilhões. Assim, o setor continua sendo o quarto mais importante do país, conforme o Perfil 2023 da ABIPLAST.
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Como revestimentos de superfícies aumentam a vida útil dos moldes de plástico
A aplicação de revestimentos de superfícies de moldes para plásticos desempenha um papel crucial na eficiência e longevidade dos equipamentos utilizados na indústria de transformação de plásticos.
Afinal, o processo de revestimento não apenas protege as superfícies contra desgastes e corrosões. Mas também contribui para a manutenção da qualidade e precisão dos produtos finais. Sem esses revestimentos, os moldes sofrem danos significativos ao longo do tempo, o que resulta em falhas na produção. Assim, aumenta de custos operacionais e até paradas inesperadas, prejudicando a produtividade e a competitividade das empresas.
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Por outro lado, soluções como os revestimentos metálicos a frio oferecem uma abordagem inteligente e específica para a recuperação e manutenção dos moldes de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de desmontagem dos equipamentos ou utilização de tanques de banho.
Dessa forma, a aplicação destes revestimentos proporciona uma proteção robusta, permitindo maior durabilidade dos moldes e evitando a corrosão e o desgaste prematuro. O que se traduz em menores custos de manutenção e maior tempo de operação dos equipamentos.
Dentre essas soluções destaca-se o uso de revestimentos como pintura epóxi e cerâmica flexível, conhecidos por suas propriedades de resistência e durabilidade. Com isso, garante uma proteção de alto nível para moldes expostos a ambientes agressivos ou de alta demanda, como os presentes nas indústrias de óleo e gás, petroquímica, alimentos e bebidas, e até mesmo no setor de mineração.
Essas soluções de revestimento não apenas ampliam a vida útil dos equipamentos, mas também asseguram a integridade e a qualidade das peças produzidas, o que é essencial para a competitividade das empresas no mercado.
Portanto, a indústria do plástico se beneficia significativamente ao investir em revestimentos de superfícies de moldes. Esse investimento melhora a eficiência operacional, reduz os custos com manutenção e aprimora a qualidade dos produtos finais.
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Ecobags de plástico reciclado, estradas de ferro com plástico e pneus feitos de garrafas PET
Ecobags feitas de plástico recuperado
Os ecobags surgem da reciclagem de cordas de pesca em fim de vida. O projeto recolhe o plástico na fase anterior ao descarte, antes que cheguem ao oceano.
O projeto desenvolvido em parceria com a Impact World, uma empresa que transforma plástico marinho em produtos sustentáveis, promove a conscientização sobre a poluição marinha e a reciclagem de embalagens.
O Relatório do Estado do Ambiente 2024, publicado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente), aponta que entre 2018 e 2020, 95% dos plásticos nos oceanos formou-se por polímeros artificiais, como os plásticos de embalagens. Enquanto isso, 44% desses plásticos eram de uso único.
Nesse sentido, A SPV e a Impact World uniram esforços para produzir esta nova coleção de sacos. A fim de reforçar a importância de todos reciclarem suas embalagens de forma correta.
Neste momento, a novidade está presente em eventos e iniciativas promovidas pela Sociedade Ponto Verde. Em breve, será possível comprar os ecobags na loja do Jardim Zoológico de Lisboa.
Plástico reciclado substitui madeira e betão em travessas de caminhos-de-ferro
Um novo estudo publicado na revista Frontiers in Sustainability por autores finlandeses revelou que, ao substituir as tradicionais travessas de madeira e betão por plástico reciclado, é possível diminuir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa.
Embora o transporte ferroviário já seja uma das opções mais ecológicas, com emissões de apenas 31 gramas de CO2 equivalente por passageiro-quilômetro. Porém, a adoção de plásticos reciclados nas travessas poderia reduzir ainda mais a pegada de carbono.
Diante disso, Heikki Luomala, primeiro autor do estudo e gestor de projeto na Universidade de Tampere, afirma: “Mostramos aqui que os plásticos reciclados podem ser utilizados como material para as travessas de caminho de ferro e que as emissões globais seriam reduzidas. A pegada de carbono é menor quando os fluxos de resíduos atualmente incinerados são utilizados como material.”
Até então, o estudo testou plásticos reciclados como o LPB (cartão para embalagem de líquidos) e o ABS (acrilonitrilo butadieno estireno), que passaram por rigorosos testes de resistência e flexão. O
A princípio, o ABS reciclado se destacou por sua superior resistência, especialmente em altas temperaturas, tornando-se mais adequado para as condições exigidas pelas travessas ferroviárias.
Além disso, a substituição do plástico reciclado em vez de incinerar resíduos traz benefícios ambientais, com a redução das emissões podendo equivaler ao aquecimento de 1.200 casas por ano.
Pneus feitos de plástico reciclado
A Continental está incorporando mais materiais reciclados em seus pneus. Para isso, adaptou diversas fábricas para usar tecido de poliéster fabricado com garrafas PET recicladas, resultando em um aumento médio de três por cento na proporção de material reciclado em várias linhas de pneus. Em determinados modelos, usou até 15 garrafas PET por pneu.
Ao substituir a matéria-prima convencional por tecido de poliéster reciclado, a Continental preserva recursos importantes.
A empresa revelou sua tecnologia ContiRe.Tex no final de 2021, que transforma garrafas PET, as que não seguiriam para a reciclagem normalmente, em fio de poliéster sem a necessidade de processos químicos intermediários. Assim, tornando adequado para suportar as exigências de um pneu.
Diante disso, Jorge Almeida, Diretor de Sustentabilidade da Continental Pneus, comenta: “Reduzir, reutilizar, reciclar – este trio é a chave para pneus mais sustentáveis. Sempre que possível, utilizamos materiais reciclados, mantendo os nossos mais elevados padrões de qualidade”.
Em relação a fabricação da empresa, ele explica: “O nosso fio de poliéster fabricado a partir de garrafas PET recicladas é tão forte como o fio de poliéster convencional. Isto mostra que a sustentabilidade, o desempenho e a segurança andam de mãos dadas na Continental”.
Desde 2022, a tecnologia ContiRe.Tex tem sido aplicada em menor escala nas fábricas de Lousado, em Portugal, e Otrokovice, na República Checa. As fábricas de Korbach, na Alemanha, e Sarreguemines, na França, recentemente começaram a adotar garrafas PET recicladas na produção em série.
Além disso, a empresa estabeleceu a meta de aumentar gradualmente a utilização de materiais renováveis e reciclados para mais de 40% até 2030.
Até lá, todos os pneus novos, tanto para veículos ligeiros quanto pesados, serão produzidos com poliéster sustentável, feito exclusivamente de garrafas PET recicladas. Atualmente, um pneu convencional para veículos ligeiros contém entre 15% e 20% de materiais reciclados e renováveis.
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