A ciência que transforma resinas de PBT em soluções de alta performance: conheça a linha Duperol da Petropol
Muitos setores industriais têm dificuldade de encontrar materiais que atendam aplicações específicas e que, ao mesmo tempo, sejam moldáveis, resistentes e confiáveis. Nesse cenário, encontrar em apenas uma solução versátil, com boa estabilidade dimensional e resistência técnica, pode parecer inacessível. Mas, a Petropol, referência em polímeros de engenharia, responde todas essas demandas com só uma produção: a Durepol, uma linha de compostos à base de PBT (polibutileno tereftalato).
Ao unir resistência à hidrólise e agentes químicos, além de alta propriedade de isolamento, a Durepol consegue atender os segmentos do setor plástico como o eletroeletrônico, automotivo, utensílios domésticos, entre outros.
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Nesse sentido, Fernando Tadiotto, Diretor Comercial da Petropol conta sobre o desenvolvimento da Durepol: “A motivação da Petropol para criar a linha DUREPOL surgiu da percepção de que poderíamos desenvolver compostos capazes de melhorar o desempenho dos produtos de nossos clientes.”
Ainda, Tadiotto continua:: “Com o aumento das exigências técnicas e da viabilidade comercial, identificamos a oportunidade de ampliar nosso portfólio com soluções em compostos de PBT. Apoiados em nossa experiência como distribuidores de grades e no domínio técnico de processos, conseguimos transformar esse conhecimento em diferenciais competitivos, alcançando excelentes resultados para o mercado.”
Para potencializar ainda mais o desempenho, a linha Durepol conta com versões variadas, como a HFFR, que oferecem retardância à chama livre de halogênio. Enquanto isso, também atende normas como UL94 V-0 e IEC 60695, reforçando a aplicação.
Afinal, com esta solução, a linha adapta-se a componentes elétricos e conectores automotivos, atuando de modo mais seguro.
Desse modo, empresas que buscam desempenho estrutural ou reforços, a Petropol possibilita aplicações com fibra de vidro até cargas minerais ou híbridas.
Na prática, como o Durepol resolve as dores da indústria?
Na indústria, muitos fabricantes lidam com o chamado creep, isto é, quando peças de PBT ou outros polímeros, se deformam imperceptivelmente. Este fenômeno além de deformar as peças, também perdem desempenho elétrico ao absorver umidade.
Desafios como este ameaçam a precisão e a confiabilidade de componentes críticos, como conectores automotivos, peças eletroeletrônicas e outros itens de alta exigência.
Para enfrentar essas situações, a linha Durepol é reforçada e aditivada, o que permite que cada peça mantenha seu desempenho mesmo sob condições extremas. Desse modo, ela entrega alta performance na produção.
No entanto, Tadiotto ressalta alguns diferenciais que potencializam a aplicação da Durepol: “Um diferencial que acreditamos ainda ser pouco percebido é o nível de controle que aplicamos na seleção e no ajuste da matéria-prima, especialmente no que se refere à fluidez do PBT. Esse cuidado permite aprimorar de forma significativa o desempenho de compostos com microesferas, fibra de vidro e retardantes de chama.”
Outra característica que torna esta linha da Petropol única é a proposta completa que ela oferece: “Além disso, o PBT apresenta excelente resistividade elétrica. E na Petropol desenvolvemos formulações otimizadas para garantir o equilíbrio ideal entre propriedades mecânicas e elétricas. Oferecendo ao mercado soluções mais completas e de alta performance”, explica o diretor comercial.
Do eletroeletrônico ao automotivo: a linha Durepol cabe na personalização de cada indústria
Além de aumentar a durabilidade das peças, a Durepol atende desde o eletroeletrônico até o automotivo, passando por utensílios domésticos e componentes técnicos de precisão. A Petropol consegue responder às necessidades do mercado porque combina desempenho mecânico, estabilidade térmica e propriedades elétricas adequadas.
Nesse contexto, a escolha do composto certo se torna essencial, já que esta escolha impulsiona finalidade, operação e confiabilidade final das peças. Uma linha que traz mais durabilidade aos produtos consegue aplicar-se a muitos setores, justamente por assegurar um desempenho consistente, mesmo em aplicações críticas.
A empresa, com a linha de compostos à base de PBT (polibutileno tereftalato) garante esta versatilidade porque a Durepol possui compostos com fluidez ajustável. Assim, possibilitando que cada projeto tenha a solução de performance sob medida.
A Petropol alcançou esta efetividade ao longo de seus 30 anos no mercado, que evoluiu em pesquisa e testes, e, assim, a empresa se tornou referência no mercado. Nesta jornada, a Petropol desenvolveu um portfólio completo, entre as inovações, a Durepol, que passa por um processo rigoroso de engenharia antes de transformar-se em uma linha de compostos.
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TRIA redefine o padrão em granuladores para termoformagem com a Série TS 30
Uma nova fase no processo de termoformagem chegou à indústria, com facilidade operacional, ergonomia aprimorada e menor custo de energia. Em julho de 2025, a Tria do Brasil lançou a Série TS 30 Tria , projetada para processar plásticos e até materiais recém-formados e em temperatura elevada.
Esta inovação foi nomeada pela empresa como um “avanço natural” em relação à Série TF, pois enquanto a série TF recuperava em linha chapas lisas, termoformadas ou com peças presas na partida de máquina, a nova série possui um design mais moderno e funcional, operação silenciosa e limpeza simplificada.
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Nesse sentido, André Luis Lavignati, Diretor da Tria, conta: “Cada detalhe foi pensado para agilizar as operações e minimizar o tempo de inatividade. A nova Série TS 30 representa o avanço natural em relação à Série TF anterior, por meio de soluções projetadas para melhorar o desempenho e simplificar o trabalho diário daqueles que operam no setor de termoformagem.”
Em comparação com a série anterior, para esta série a Tria trouxe rolos antiderrapantes que fortalecem a continuidade da produção. E que aumentam a confiabilidade do equipamento e minimizando paradas e ajustes manuais.
Para cada necessidade da indústria, a Tria traz uma versão diferente
Outra novidade que a Tria trouxe para o mercado de termoformagem é a variação das máquinas, que operam conforme a necessidade de cada indústria. Para isso, a série possui três versões: 9030, 12030 e 15030.
Assim, a Série TS 30 consegue moer chapas de PP, PS, PET e PLA, de até 1.570 mm de largura, 2 mm de espessura e copos de 120 mm de altura, independentemente da orientação. Isso significa que a máquina consegue lidar com peças grandes e variadas sem necessidade de corte ou ajustes, economizando tempo e simplificando o fluxo de produção.
Logo, ao atender demandas de até 1.000kg/h de produção, a TS 30 atende operações em escala industrial, garantindo alta produtividade e retorno sobre o investimento.
A versatilidade e desempenho contínuo tornam-na esta solução confiável para empresas que buscam otimizar processos.
A Tria também a desenvolveu para reduzir paradas e manter a qualidade no processamento de materiais plásticos.. Com esta flexibilidade, a série TS aceita placas termoformadas prontas para o processamento, dispensando qualquer pré-tratamento ou redução de volume
Mais espaço e precisão com Série TS 30 da Tria
A Tria também conta que esta Série passou por um processo de reprojeção da câmara de moagem, o que aumentou o espaço interno fazendo com que as lâminas rotativas capturem o material de forma mais eficiente.
Para as indústrias que trabalham com transformação de plástico, isso representa um avanço no resultado final. Pois a moagem acontece de modo mais uniforme, seja em placas grandes, seja em formatos complexos. No dia a dia, o tempo de produção também ganha, já que acontecem menos paradas para ajuste, sem comprometer a qualidade do material processado.
Lavignati revela: “Todos os granuladores TRIA possuem um sistema de resfriamento a água para a câmara de moagem como padrão, o que, no caso do TS, permite o processamento de placas recém-termoformadas a temperaturas de até 80°C (176°F).”
Este tratamento antidesgaste da TS30, instalado como padrão, protege os componentes mais expostos ao atrito e à pressão constantes, comuns na rotina da indústria do plástico.
Na indústria como a Série TS30 se aplica?
Na prática, permite que a máquina mantenha sua performance mesmo em operações intensas e prolonga a vida útil das peças sujeitas a estresse.
Quanto à melhoria do isolamento acústico, Lavignati, explica: “Houve uma melhoria significativa, graças à nova conformação da caixa afônica que protege as partes móveis. Assim, garante uma excelente absorção sonora.”
Em operações com granuladores, o ruído constante representa um problema sério para operadores, podendo comprometer a produtividade e até a segurança. Pensando nisso, a Tria desenvolveu a Série TS para resolver essa demanda.
Um exemplo é o túnel afônico na entrada principal, que direciona o som para o solo, reduzindo o nível de ruído do granulador. Com isso, a máquina pode ser operada diretamente na área do operador e ainda atende às normas de ruído de cada país.
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Gestão de resíduos plásticos como diferencial competitivo
Equilibrar produção eficiente e gestão de resíduos industriais é um constante desafio no setor plástico. Com o crescimento de soluções sustentáveis e metais ambientais, as empresas buscam modos de criar oportunidades deste desafio. E, assim, gerar oportunidades de transformação por meio da reciclagem e da economia circular.
Mas afinal, o que de fato são os resíduos industriais? E como gerí-los de modo a impulsionar a indústria? Veja abaixo as explicações.
O resíduo industrial, comumente chamado de “lixo industrial”, inclui todos os restos e sobras que resultam das atividades de produção nas fábricas. Esses resíduos se manifestam como sólidos, líquidos ou gases. Suas características mudam de acordo com os processos industriais utilizados e os materiais aplicados na produção.
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Sendo assim, os plásticos, produtos químicos, borrachas, madeiras, tecidos, papéis, cinzas, metais, vidros, além de gases e óleos, aparecem como os principais resíduos. Nesse sentido, o mau manejo desses resíduos resulta em problemas ambientais e fabris.
Classificação de resíduos industriais
Para uma gestão de resíduos industriais eficaz e segura, a classificação é um passo primordial, pois determina o grau de periculosidade e os riscos associados, orientando o tratamento e o descarte mais adequados.
No Brasil, a ABNT NBR 10.004 define três classes principais de resíduos industriais, cada uma com características distintas e exemplos práticos, inclusive para a indústria do plástico:
Exemplos na indústria do plástico: Resíduos de aditivos químicos específicos, solventes de limpeza de equipamentos, EPIs contaminados.
Classe II A – Não Inertes
Características: Combustibilidade, biodegradabilidade, solubilidade em água.
Exemplos gerais: Tecidos, gesso, poliuretano, fibras de vidro.
Exemplos na indústria do plástico: Certos tipos de plásticos ou compósitos que se decompõem ou reagem em condições específicas.
Classe II B – Inertes
Características: Não se degradam, não reagem quimicamente, não alteram a potabilidade da água.
Exemplos gerais: Pedras, tijolos, areia, isopor.
Exemplos na indústria do plástico: Alguns tipos específicos de plástico, como isopor ou granulados não contaminados.
Como organizar a gestão de resíduos industriais
Nesse sentido, para gerir resíduos industriais de forma eficiente, é essencial adotar um planejamento estruturado. O primeiro passo consiste em identificar e classificar corretamente cada tipo de resíduo, determinando seu grau de periculosidade e características específicas.
Em seguida, deve-se definir métodos adequados de armazenamento, transporte e destinação final, garantindo conformidade com a legislação vigente.
Além disso, a implementação de indicadores de desempenho e monitoramento contínuo permite identificar oportunidades de redução, reciclagem e reaproveitamento, fortalecendo a sustentabilidade e reduzindo custos operacionais.
A gestão eficaz de resíduos também depende de práticas operacionais consistentes e da conscientização da equipe. Treinar colaboradores sobre manuseio seguro, segregação correta e procedimentos de emergência minimiza riscos e previne acidentes.
Paralelamente, investir em tecnologias de reciclagem, compactação e tratamento ambientalmente responsáveis aumenta a eficiência do processo. Ao promover uma cultura corporativa voltada para a sustentabilidade.
Assim, a empresa transforma o gerenciamento de resíduos em um diferencial competitivo. Com isso, contribui para a preservação ambiental e o fortalecimento de sua reputação.
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Dark Factory é o futuro da produção industrial?
A indústria 4.0 trouxe tanto soluções complementares quanto soluções autónomas. Enquanto as alternativas de apoio agregam valor à produção e potencializam o trabalho humano, as autônomas tendem a substituir tarefas antes realizadas por pessoas. Esta automação completa vem do conceito de “Dark Factory”, em português “Fábrica Escura”.
Este termo se refere a fábricas totalmente automatizadas que operam sem luz, pausas ou presença humana. Numa Dark Factory, robôs, sistemas de inteligência artificial e sensores integrados controlam todas as etapas.
Ainda, eles ajustam parâmetros, monitoram a qualidade e até antecipam falhas por meio de manutenção preditiva. Dessa forma, a produção pode funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem pausas e com alta precisão.
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O termo, ainda introdutório na indústria brasileira, já é realidade em muitas fábricas da China, esta adoção da automação pela China que em breve pode se tornar realidade em outros locais do mundo.
Embora lida como uma transformação da Indústria 4.0, a Dark Factory se mostra como um dos avanços para uma nova revolução industrial. Além disso, faz parte da iniciativa “Made in China 2025”, lançada em 2015 para tornar a China uma potência de manufatura de alta tecnologia.
Entre as empresas que já implementaram o Dark Factory, destaca-se a Xiaomi que inaugurou uma fábrica inteligente de última geração em Changping, operando em completa automação. Sendo assim, os robôs lidam com tudo, desde o manuseio de matérias-primas até a montagem final e o controle de qualidade.
No entanto, quais os benefícios e quais os desafios para implementar este modelo? Ainda que em fase piloto em outras partes do mundo, o Dark Factory já demonstra os prós e os contras.
Como a Dark Factory beneficia a indústria?
Por permitir operação contínua, a Dark Factory eleva a produtividade, consequentemente. Na prática, a fábrica da Xiaomi é mais um exemplo, pois consegue produzir um smartphone por segundo com automação completa de suas linhas. Além disso, com menor dependência de mão de obra humana, os custos operacionais tendem a cair.
Nesse sentido, por utilizar robôs e sistemas de IA que realizam tarefas repetitivas, a Dark Factory minimiza os possíveis erros humanos. Bem como pode entregar produtos mais uniformes e confiáveis.
Seguindo esta lógica, a flexibilidade na produção e personalização de produtos também tornam-se mais fáceis na Dark Factory. Tendo em vista que os sistemas de automação podem ser rapidamente reprogramados para produzir diferentes produtos, responder com agilidade às demandas do mercado e às mudanças na linha de produção.
A sustentabilidade e a eficiência energética complementam os benefícios. Segundo a AIE (Agência Internacional de Energia), a automação industrial tem potencial para reduzir entre 15% e 20% o consumo energético.
Dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China indicam que, em 2022, o setor industrial apresentou uma redução de 1,7% no consumo de energia. Este resultado está parcialmente atribuído à automação e coerente com o objetivo nacional de neutralidade de carbono até 2060.
Por fim, a Dark Factory garante ambientes de produção extremamente limpos. Sistemas automatizados de remoção de poeira operam em nível micron. Assim, previnem contaminações e asseguram condições ideais para produtos sensíveis, especialmente em setores de alta tecnologia.
As barreiras e desafios da implementação da Dark Factory
A instalação de Dark Factory exige investimentos iniciais elevados em tecnologia, sendo este um dos primeiros desafios para as empresas. Aliado a isso, a dependência de sistemas conectados aumenta os riscos de ataques cibernéticos e compromete a privacidade dos dados.
Do mesmo modo, as vulnerabilidades da cadeia de suprimentos, já que falhas em sistemas automatizados podem paralisar a produção e gerar impactos significativos.
Um dos pontos mais críticos da Dark Factory é a perda de empregos e a disrupção no mercado de trabalho. Com a automação substituindo tarefas manuais e de baixa qualificação, muitos postos de trabalho tendem a se tornar obsoletos.
Diante disso, o Fórum Econômico Mundial estima que cerca de 23% das funções sofrerão mudanças profundas nos próximos cinco anos devido ao avanço da inteligência artificial. O que, consequentemente, exigirá requalificação profissional e adaptação de políticas públicas para absorver essa transformação.
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Estrada de plástico reciclado, PCR em eletrodomésticos e futebol com sustentabilidade
Projeto holandês inspirou Brasil a produzir uma estrada feita de plástico reciclado
Na Holanda, em setembro de 2018 pesquisadores inauguraram em Zwolle a primeira ciclovia do mundo feita inteiramente de plástico reciclado triturado. O projeto, chamado Plastic Road, visa implementar pavimentos pré-fabricados, montados em poucos dias e com durabilidade até três vezes maior do que estradas convencionais.
Além dessas contribuições, a via se destacou por eliminar o risco de rachaduras e buracos. Bem como, reduzir a necessidade de manutenção e permitir o rápido escoamento da água graças a sua estrutura permeável.
A experiência internacional inspirou pesquisadores brasileiros a buscarem novas soluções. No interior de São Paulo, engenheiros da concessionária Eixo SP e da Stratura Asfaltos desenvolveram, há três anos, uma tecnologia adaptada à realidade nacional.
Diferente do modelo holandês, voltado a ciclovias e veículos leves, o método brasileiro incorpora plástico reciclado pós-consumo (PCR) à mistura asfáltica tradicional. O resultado é um pavimento mais resistente, capaz de suportar o tráfego intenso de caminhões e ônibus, além de contribuir para a destinação correta de resíduos plásticos.
Braskem apresenta portfólio exclusivo de resinas PCR para setor de eletrodomésticos
A Braskem reforça a versatilidade do plástico ao lançar um portfólio de resinas recicladas pós-consumo (PCR) voltado ao setor de eletrodomésticos. Sob a marca Wenew, a companhia apresenta seis grades de polipropileno reciclado.
Esta inovação traz aplicações específicas para refrigeração, lavanderia, eletroportáteis e equipamentos de áudio. Além disso, as resinas oferecem alta precisão, segurança e resistência, atendendo às exigências da indústria.
O desenvolvimento dessa frente começou em 2020. Desde então, a iniciativa já recuperou mais de 10 mil toneladas de resíduos, o que equivale a 130 milhões de embalagens. Com isso, a Braskem demonstra como o plástico pode ganhar novas funções e se tornar uma solução para diferentes segmentos.
O mercado também confirma esse movimento. De acordo com o Índice de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-Consumo no Brasil, promovido pelo Movimento Plástico Transforma e realizado pela MaxiQuim, as vendas de PCR para eletroeletrônicos e eletrodomésticos cresceram 19% em 2023, alcançando 37 mil toneladas. Nesse contexto, empresas do setor já buscam soluções sustentáveis para otimizar suas produções.
A Mondial, por exemplo, iniciou o uso do PCR Wenew em 2022. Desde então, ampliou a aplicação da resina para reduzir a pegada de CO₂ e garantir mais sustentabilidade. Recentemente, a marca consolidou essa prática ao incluir a resina em caixas de som. Além disso, estima-se que o material reduza em mais de 20% a emissão de carbono em comparação às resinas fósseis.
Vasco lança projeto de reciclagem em São Januário
Camisa do Clube Vasco
O Vasco lançou um projeto de reciclagem em São Januário para dar destino correto aos resíduos gerados nos jogos. Entre os destaques, está o plástico descartado nas arquibancadas, corredores e áreas comuns. A iniciativa busca reduzir o impacto ambiental e envolver o torcedor no processo.
Durante as partidas, os fãs recebem sacolas individuais para a coleta seletiva. Ao mesmo tempo, ações de conscientização incentivam a separação dos resíduos. Dessa forma, o material ganha valor e volta ao ciclo produtivo em vez de parar no lixo comum.
O clube firmou parceria com o Recicla Junto, projeto de economia circular criado pela Cristalcopo. A iniciativa já transformou 455 toneladas de resíduos em novos recursos.
O projeto também acumula experiência de seis anos no estádio Heriberto Hülse, do Criciúma. Em 2023, apenas nos jogos da Série A, o programa reciclou 15 toneladas de plástico, papel e vidro, revertendo toda a renda para os catadores.
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Line imbalance é o maior vilão da produção industrial?
Enquanto o Line Balancing se refere a distribuição igual de tarefas em uma linha de produção, o Line Imbalance, também chamado de desalinhamento de linha, trata de etapas de produção dessincronizadas.
No dia a dia da produção, o Line Imbalance aparece quando a velocidade ou capacidade de uma máquina não acompanha o ritmo das demais, o que gera gargalos que afetam toda a produção.
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Máquinas mal dimensionadas, com capacidade inferior à demanda ou configuradas de forma inadequada, atrasam o transporte de plásticos, peças ou insumos. Assim, o primeiro impacto causado pelo Line Imbalance é o acúmulo de produtos em pontos específicos da linha.
Vamos usar como exemplo uma linha de produção de tampas plásticas: se a esteira transportadora que leva as tampas da injetora para a máquina de embalagem tiver velocidade inferior à necessidade da linha, ocorre acúmulo de peças, provocando atrasos e prejudicando o fluxo contínuo da produção.
O acúmulo de produtos em pontos específicos, gera, então, o segundo problema: retrabalho. Utilizando o mesmo caso da esteira transportadora de tampas plásticas, peças paradas empilham-se, geralmente, ou saem do caminho produtivo, obrigando operadores a reorganizá-las manualmente ou refazer parte do processo.
Consequentemente, o Line Imbalance gera um efeito cascata na indústria. Pois trabalhar manualmente, além de sobrecarregar os trabalhadores e equipes, também aumenta o tempo de produção aumenta e os custos operacionais.
Entre os custos operacionais de uma indústria que enfrenta Line Imbalance, está o desperdício de estoque. Materiais e peças permanecem parados em determinados pontos da linha, ocupando espaço e aumentando o risco de deterioração ou obsolescência.
Além disso, o excesso de estoque temporário demanda maior investimento em armazenamento e pode levar a perdas financeiras significativas.
Ainda, uma linha de produção industrial desalinhada é instável e inflexível, afinal não consegue adaptar-se às mudanças. Por exemplo, se a demanda do cliente variar, as operações não conseguem acompanhar os novos pedidos, o que também atrasa a entrega.
Como identificar os desequilíbrios na linha de produção?
Observe se há estações com filas ou acúmulo de peças em teste;
Verifique se operadores ficam parados esperando peças ou testadores livres por muito tempo;
Monitore variações elevadas no tempo de ciclo entre as estações;
Máquinas de transporte adequadas são fundamentais para garantir fluxo contínuo e eficiente em linhas de produção de plástico. Equipamentos como estes também desempenham papel importante no transporte de materiais.
Máquinas com características de durabilidade, flexibilidade e adaptabilidade é um dos passos fundamentais para prevenir o Line Imbalance. Do mesmo modo mapear, detalhadamente, todas as tarefas por estação, registrando o tempo médio gasto em cada peça, permite identificar quais pontos estão parados.
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Estudo da Planton e Eureciclo mostra benefícios da reciclagem
Em parceria com a Eureciclo, a Planton, especialista em tecnologia de mensuração de emissões, apresenta o estudo “Impactos da Reciclagem na Emissão de Carbono”. A pesquisa utiliza dados da cadeia de resíduos do Brasil e metodologia internacional para quantificar os benefícios da reciclagem.
Além disso, evidencia a importância da economia circular na diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Em 2025, o levantamento revelou que a substituição de uma tonelada de material virgem por reciclado poderia evitar, em média, a emissão de 2,059 toneladas de CO₂ equivalente.
Com o objetivo de medir o impacto da reciclagem na sustentabilidade e reforçar a importância da gestão de resíduos na diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Assim, a iniciativa da Eureciclo e da Planton demonstra a relevância do estudo e benefícios da reciclagem.
O momento é estratégico, pois o Brasil se prepara para a COP 30, em novembro de 2025, em Belém do Pará, encontro decisivo para alinhar políticas globais de sustentabilidade, economia e justiça social.
Nesse sentido, Rodrigo Palos, diretor comercial da Eureciclo, analisa: “O impacto de financiar um estudo como esse vem da importância que o mercado começa a dar a reciclagem e a gestão dos resíduos industriais e pós consumo para conter impactos ambientais vividos hoje pela sociedade, como é o caso das mudanças climáticas. Materializar e mensurar esses impactos é o que vai possibilitar o olhar de indústrias e de órgãos públicos para o investimento no tema.”
Reciclagem de plástico, alumínio e papel reduz significativamente CO₂
Baseado nas normas internacionais GHG Protocol e ISO 14067, o levantamento avaliou cenários de matéria-prima totalmente virgem contra totalmente reciclada. Embora o setor trabalhe usualmente com misturas, essa análise direta evidencia de forma clara os ganhos climáticos proporcionados pela reciclagem.
O estudo destacou o alumínio, cuja reciclagem evita até 10,563 tCO₂e por tonelada. Principalmente porque elimina a extração intensiva de bauxita e o processo eletrointensivo do metal primário.
Em seguida, aparecem os plásticos (2,128 tCO₂e em média), aço/ferro (1,759 tCO₂e), papel (1,348 tCO₂e) e vidro (0,354 tCO₂e).
De acordo com o levantamento, reciclar plástico, metal, papel ou vidro evita emissões de CO₂ de maneira relevante. Mais do que isso, a aplicação de materiais reciclados em embalagens e produtos reduz a extração de matérias-primas e o volume de resíduos.
Dessa forma, a iniciativa se configura como uma medida efetiva de descarbonização do Escopo 3, abrangendo emissões geradas por processos fora do controle direto das empresas, desde a produção até o descarte pelos consumidores.
Os benefícios da reciclagem na redução de emissão de carbono
A análise priorizou a extração da matéria-prima e a destinação final dos resíduos. Assim, considerando as demais fases do ciclo de vida, uso e fabricação da embalagem. Bem como de emissões equivalentes, independentemente do material.
Para isso, os dados vieram de fontes primárias, como cooperativas de triagem em São Paulo, e secundárias, incluindo Ecoinvent 3.10 e os fatores de emissão do 6º Relatório do IPCC (2021).
Além disso, a pesquisa levou em conta perdas médias de 23% durante a triagem, segundo a ABREMA (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente). Bem como as distâncias percorridas até os recicladores e o tipo de resíduos recicláveis presentes no país.
Nesse sentido, Raiane Vargas, Diretora de Sustentabilidade da Planton, afirma: ““Nosso estudo é primordial para um momento estratégico que o mercado enfrenta, a fim de apoiar marcas que buscam alinhar suas metas de descarbonização com práticas sustentáveis concretas, oferecendo uma base científica, ajustada à realidade brasileira, sobre os benefícios do uso de material reciclado. Os dados refletem o cenário mais atual possível e são fundamentais para decisões mais conscientes e eficazes”
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Negociações sobre tratado do plástico terminam sem acordo
O encontro em Genebra, na Suíça, para discutir um tratado global sobre plásticos termina sem acordo. As negociações começaram no dia 4 de agosto e finalizaram na última sexta-feira, dia 15. O impasse central está na divisão de dois blocos de países, enquanto um deseja medidas ousadas, outro quer concentrar-se na gestão de resíduos.
As negociações duraram a noite inteira na tentativa de encontrar um meio termo entre os dois grupos de países, e contou com negociadores de 185 países. Apesar de terem se estendido além do prazo final, que a princípio era dia 14 de agosto, as conversas na sede das Nações Unidas acabaram sem consenso.
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Encerrada a sessão de negociações a portas fechadas, os países se encontraram no salão principal da Assembleia do Palais des Nations da ONU. O encontro visava avaliar o impasse e discutir os próximos passos.
Nesse sentido, o representante da Noruega, copresidente de um grupo de países que defendia um tratado ambicioso. Tendo como argumento principal “proteger o meio ambiente e a saúde humana”. O representante disse: “Não teremos um tratado sobre a poluição por plásticos aqui em Genebra".
O embaixador equatoriano Luis Vayas Valdivieso, que preside as negociações (CNI5-2), divulgou duas versões de rascunho no intervalo de um dia; a mais recente veio à tona na madrugada de 14 para 15 de agosto, quando o ambiente já era de desacordo e incerteza.
Mesmo com alguma evolução no texto, os líderes das delegações, reunidos em sessão extraordinária matinal, não conseguiram alcançar um acordo.
Embora ainda reunisse mais de 100 itens sujeitos a revisão e acordo, o texto foi classificado por duas fontes como uma “base aceitável para a negociação”. Em declaração à AFP após a divulgação do rascunho mais recente no portal da ONU.
Diante de tudo isso, os representantes da Arábia Saudita, Índia e Uruguai, apontaram que os debates não chegaram a um consenso. “Perdemos uma oportunidade histórica”, lamentou o delegado de Cuba.
Próximos passos e detalhes sobre os “limites” de negociação de cada país
Houve manifestações de decepção entre vários delegados, e a representante de Fiji ressaltou que o fracasso “mina o multilateralismo”
Assim, Agnès Pannier-Runacher, ministra francesa de Transição Energética, declarou: “Alguns países, guiados por interesses financeiros de curto prazo e não pela saúde de suas populações e pela sustentabilidade de suas economias, bloquearam a adoção de um tratado ambicioso.”
Os países chamados de “ambiciosos”, incluem América Latina, União Europeia, Canadá, Austrália, várias nações africanas e insulares. Juntas, defendem a redução da produção global de plástico e o monitoramento das moléculas mais preocupantes para a saúde humana.
Por outro lado, os países produtores de petróleo se opõem a qualquer limitação na produção ou à proibição de moléculas e aditivos considerados perigosos. Esses países não concordaram que a negociação abrangesse todo o ciclo de vida do plástico, desde a matéria-prima derivada do petróleo até o resíduo final.
Segundo Luis Vayas Valdivieso, em entrevista à AFP, a sessão de negociação “não chegou ao fim”, e a etapa seguinte integrará uma “nova fase da CNI5”. Assim, acrescentou: "A secretaria trabalhará para encontrar uma data e um local para celebrar a CNI5-3", acrescentou.
A diretora executiva do PNUMA (Nações Unidas para o Meio Ambiente), Inger Andersen, afirmou que os 10 dias de negociações revelaram "com mais detalhes as linhas vermelhas" de cada país.
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O pessimismo na confiança dos empresários industriais já dura oito meses e cai novamente em agosto, informa a CN
Mais uma vez o ICEI (Índice de Confiança Industrial) caiu, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou o resultado do levantamento na última quarta-feira, 13. Em agosto o ICEI chegou a 46,1 pontos, ou seja, recuou 1,2 ponto. Com isso, registra o oitavo mês abaixo da linha de 50 pontos, que delimita a confiança da falta de confiança.
Para mapear este mês, a CNI consultou 1.177 empresas: 474 de pequeno porte; 423 de médio porte; e 280 de grande porte, entre os dias 1º e 7 de agosto de 2025.
E a piora da avaliação dos empresários em relação ao futuro da economia e dos próprios negócios foi o fator que mais influenciou na queda da confiança. Além disso, o Índice de Expectativas, um dos dois componentes do ICEI, caiu de 49,7 pontos para 47,8 pontos entre julho e agosto.
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Diante disso, é importante frisar que após 29 meses em patamar positivo, o Índice de Expectativas já acumula dois meses em patamar negativo.
De acordo com a avaliação do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, tanto causas internas quanto externas têm cooperado para a deterioração das perspectivas dos empresários.
Impacto da falta de confiança em outros indicadores
Nesse sentido, ele observa: “A confiança tem sido contaminada pela elevação da taxa de juros, que ocorre desde o fim do ano passado, e há maior incerteza no cenário externo, o que ajuda a explicar esse cenário negativo.”
Enquanto isso, o Índice de Condições Atuais quase não sofreu alterações, e passou de 42,4 pontos para 42,6 pontos.
Em termos práticos, isso mostra que os empresários seguem avaliando de forma negativa o cenário das empresas e da economia. Tendo em vista que o índice permanece distante da marca de 50 pontos.
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Warping: quando o plástico decide mudar de forma
O Warping, mais do que um termo amplamente utilizado na indústria do plástico, revela, em uma palavra, um desafio constante na fabricação de peças plásticas. Conhecido também como deformação de peças injetadas, irregularidade dimensional ou empenamento, ocorre principalmente devido a tensões internas geradas durante o resfriamento desigual do material no molde.
Máquina de moldagem de plástico
Esse fenômeno tende a comprometer a qualidade, a funcionalidade e o encaixe das peças plásticas. Isso porque durante o resfriamento, os termoplásticos como o PBT sofrerem contrações desiguais, que fazem as peças se curvarem, torcerem ou perderem a forma projetada.
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Além de acarretar problemas que impactam a funcionalidade das peças, também gera retrabalho e aumenta os custos de produção. No entanto, outros fatores podem gerar o Warping, como:
Tensão residual gerada durante a moldagem provoca deformação;
Desmoldagem incorreta
Resfriamento inadequado (fator mais comum)
Resinas plásticas apresentam diferentes comportamentos em relação ao warping ou deformação dimensional. Resinas cristalinas gerais, como polioximetileno (POM), nylon (PA), polipropileno (PP), polietileno (PE) e polietileno tereftalato (PET), bem como resinas amorfas como PVC, poliestireno (PS), ABS e AS, tendem a sofrer deformações significativas durante o resfriamento e a moldagem.
Entretanto, para minimizar o problema, a indústria recorre a soluções como o uso de reforços estruturais, balanceamento da espessura, otimização dos parâmetros de moldagem. Até simulações avançadas que antecipam possíveis deformações antes da produção em larga escala. Essas estratégias permitem reduzir desperdícios, melhorar a qualidade final e garantir maior confiabilidade das peças injetadas.
Além disso, resinas reforçadas com fibra de vidro apresentam grandes deformações devido à orientação das fibras durante o processo de injeção, que cria tensões internas e contrações desiguais.
Esses fatores tornam essencial o controle de parâmetros de processamento e o projeto cuidadoso do molde para minimizar o warping e garantir a precisão dimensional das peças.
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