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Com a aprovação da reforma da Previdência novas regras entram em vigor para ter controle dos gastos públicos

O Senado concluiu na última quarta-feira (23) a votação da reforma da Previdência, a matéria segue agora para promulgação pelo Congresso. A PEC será promulgada até o dia 19 de novembro, e as novas regras entram em vigor na data da promulgação.

A reforma da Previdência visa criar novas regras para aposentadoria, e tempo mínimo de contribuição para trabalhadores privados e servidores e para trabalhadores rurais. Prevê também uma mudança no calculo do benefício da média salarial. 

João Carlos Marchesan, administrador, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ/SINDIMAQ, comenta sobre a indústria e a previdência “indústria brasileira espera uma reversão nas atuais expectativas, com o aumento da confiança, são fatores necessários para criar condições propícias a um novo ciclo de desenvolvimento, mas, a aprovação da reforma da previdência em si, não será suficiente para dar a partida ao processo”, diz ele.

Plástico Virtual – Como a reforma da Previdência pode impactar os setores das indústrias?

João Carlos Marchesan – A confirmação de um PIB negativo, no primeiro trimestre de 2019, após o IBGE ter anunciado, a queda da produção da indústria, confirma a estagnação da economia brasileira, em um momento em que a posse de um novo governo criava expectativas de retomada de um crescimento sustentado,  que era  estimado, no começo de 2019 , em algo próximo a 3% ao ano.

Na realidade o novo governo recebeu o país em condições fiscais difíceis, com um déficit nominal de mais de 5% do PIB, uma dívida pública elevada e, pior, crescente. A equipe econômica escolheu priorizar o ajuste fiscal, onde a reforma previdenciária tem, certamente, uma importância capital. Assim, todas as esperanças de crescimento foram subordinadas à aprovação rápida de uma robusta reforma da Previdência

PV – De que forma a reforma pode afetar a Indústria de Máquinas e Equipamentos?

JCM - A tramitação do projeto na Câmara, sofreu atrasos e está sendo objeto de modificações que podem reduzir a potência fiscal da economia projetada. Esta realidade, causou um impacto no mercado que se reflete na redução do preço dos ativos brasileiros, em depreciação cambial e na paralisia dos investimentos.

Neste cenário os fabricantes de bens de capital, que apoiaram a reforma previdenciária desde o início, torcem e trabalham para uma tramitação mais rápida do projeto nas duas casas legislativas, para que o país, uma vez eliminado o perigo de um crescimento explosivo da dívida pública, possa se dedicar integralmente em recuperar o tempo perdido, retomando o crescimento econômico e criando empregos e renda.

PV – O setor do plástico considera a nova economia do atual governo boa em comparação aos anos anteriores?

JCM - Os fabricantes de bens de capital estão cientes que o progresso do país depende de uma união de esforços. Tal como apoiaram e apoiam a reforma da previdência, desde já, se colocam à disposição da equipe econômica para ajudar a detalhar as sugestões para auxiliar na implementação das medidas de desburocratização e desregulamentação que estão sendo propostas pelas diversas secretarias do Ministério da Economia.

PV – Caso a reforma entre em vigor, como o governo pode se portar?

JCM - Será necessário diminuir o endividamento das famílias e das empresas, com crédito mais fluido e forte redução dos spreads bancários, bem como reduzir os custos da intermediação financeira nos empréstimos do BNDES às pequenas e médias empresas tornando os investimentos mais atrativos e estimular a demanda, com a retomada das obras públicas paradas, utilizando parcialmente as receitas não recorrentes, provenientes de privatizações e concessões.

PV – Quais as expectativas caso a reforma entre em vigor em 2020?

JCM – Com a aprovação do projeto, a indústria brasileira espera uma reversão nas atuais expectativas, com o aumento da confiança, tanto dos empreendedores, quanto dos consumidores, a redução de risco do país, face à recuperação da solvibilidade das contas públicas a longo prazo e, por consequência, uma ulterior redução dos juros básicos, fatores necessários a um ambiente favorável ao crescimento.

São todos fatores necessários para criar condições propícias a um novo ciclo de desenvolvimento, mas, a aprovação da reforma da previdência em si, não será suficiente para dar a partida ao processo. A equipe econômica, sem se descuidar do acompanhamento do processo legislativo, deve simultaneamente implementar ações que estimulem a atividade econômica.

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Confira as melhores novidades do plástico que acontecem pelo mundo

Engenheiros da USP que criam novo tipo de plástico

Engenheiros da USP desenvolveram um novo tipo de plástico biodegradável, que possui como matéria-prima o amido de mandioca. Duas unidades da USP, a Esalq e a Poli, desenvolveram uma técnica que utiliza o gás ozônio para processar o amido e melhorar as propriedades do plástico.

O produto poderá ser utilizado no mercado de várias formas, as aplicações são inúmeras, já que as embalagens são transparentes e resistentes. Um pedido de patente já foi depositado, visando à transferência de tecnologia para a indústria.

Companhia desenvolve embalagens 100% recicladas

Outra notícia que está sendo muito comentada, é a que a Dove está redesenhando suas embalagens com plástico 100% reciclado. A ação faz parte do compromisso que a Unilever firmou com o meio ambiente de reduzir pela metade o uso de embalagens plásticas até 2025.

A Dove até o final do ano, irá começar a vender seus produtos em embalagens de plástico 100% reciclado. E Segundo a Unilever a Dove irá reduzir o uso de plástico virgem em mais de 20.500 toneladas por ano.  Essa quantidade seria suficiente para circular a terra com o material 2,7 vezes.

Multinacional promete reduzir uso de plástico em 50%

A Unilever promete reduzir 50% do uso de plástico até 2025, com o objetivo de acelerar a utilização de plástico reciclado. A companhia também se comprometeu a ajudar a coletar e processar um número maior de embalagens plásticas do que a quantidade de embalagens que comercializa.

Festival traz iniciativa de reciclagem para que copos reciclados virem móveis

Acompanhe também a iniciativa com apoio da NSC Comunicação que vai transformar plástico em móveis para escolas em Blumenau. Os copos de plásticos da Oktoberfest vão virar mesas, bancos, para escolas e ainda vai premiar os visitantes que ajudarem na coleta dos copos.

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A BASF e a Adidas lançam novas cores e novas aplicações para o Infinergy, feito inteiramente de TPU e que permite a reciclagem dos tênis

O Infinergy, é o primeiro poliuretano termoplástico expandido (E-TPU) da BASF, que causou grande repercussão quando lançado no mercado, nos tênis de corrida Boost da Adidas. Introduzindo no mercado de plásticos uma classe nova de espumas particuladas que combina as suas propriedades elásticas do TPU com a leveza da espuma.

Hoje, diversas indústrias já se beneficam das propriedades do material, que vão desde calçados de segurança confortaveis, raquete de tênis de alta performances, até piso amortecedor para esportes. Durante a Feira K  serão apresentados as novas cores e aplicações inovadores para o Infinergy.

Segundo Murilo Feltran, gerente de marketing e produto de Materiais de Performance da BASF, “antes só na cor branca, hoje, o preto é a nova cor disponível, e as possibilidades para o desenvolvimento de novas cores são praticamente ilimitadas, dependendo do projeto do cliente”.

A Adidas juntamente com a BASF lançaram o primeiro tênis feito inteiramente de TPU e que possibilita a reciclagem do tênis como um todo sem a necessidade de desmontagem e separação dos materiais. A entressola desse tênis é fabricada com o Infinergy.

A espuma particulada de célula fechada combina as propriedades do TPU com as vantagens das espumas, tornando-as tão elásticas quanto a borracha, porém mais leves. O retorno elástico elevado é obtido pela estrutura especial da “câmara de ar” gerado pelas células fechadas da estrutura física da espuma. “O Infinergy é um material que permite que os designers e fabricantes dos mais diversos setores possam inovar, além das cores, que oferecem uma amplitude maior de opções de aplicação, os novos grânulos em tamanho reduzindo garantem inúmeras opções para desenvolvimento de produtos com maior liberdade de design”, completa Murilo.  

Os minigrânulos têm menos da metade do tamanho dos grânulos normais do Infinergy, mais ou menos 2,5 a 3, 5 mm de diâmetro e essas esferas são usadas em peças moldadas de parede fina. Assim como seu tamanho reduzido, o formato redondo das partículas também ajuda a melhorar o comportamento de preenchimento.

Além de ampla aplicação nas indústrias de calçados e de transportes, oferece inúmeras opções no setor de esportes e lazer, podendo, por exemplo, ser aplicada em revestimentos de pisos (para playgrounds ou pistas de corrida), pneus de bicicleta, raquetes e selins de bicicleta. Em engenharia mecânica pode ser aplicada como elementos de amortecimento e amortecedores em compressores industriais.

O Infinergy é conhecido por apresentar alta elasticidade, resistência à tração e à abrasão, além de boa resistência química. “A análise mecânica dinâmica mostrou que, mesmo em temperaturas baixas de -20°C, o Infinergy ainda possui um baixo módulo dinâmico, é muito macio e elástico e não fica rígido. Testes da elasticidade da resiliência de acordo com a ISO 8307 (teste de rebote da bola) e com a DIN 53512 (usando um martelo de pêndulo definido) mostram que o Infinergy atinge uma recuperação de mais de 55%. E é significativamente mais alto do que as espumas particuladas comparáveis, como polipropileno expandido (EPP) a 30%, copolímero de etileno/acetato de vinila (EVA) a 37% ou polietileno expandido (EPE) a 50%,” explica Murilo.

Hoje a BASF não trabalha com o mercado da TPU reciclada no Brasil, o poliuretano termoplástico convencional é utilizado principalmente em aplicações de vida útil, como na área automotiva e industrial. Já na área de calçados, é emprego em solados de calçados esportivos, que é um setor que utiliza combinação de diversos materiais, o que gera uma dificuldade na separação e na reciclagem de seus componentes.

O TPU convencional e o TPU expandido são materiais que se destinam a aplicações diferentes, o Infinergy possui uma tecnologia única e diferenciada e, por isso possui um preço inicial por kg maior, porém, a sua reduzida densidade. Enquanto um TPU convencional tem densidade de 1.250 kg/m3 ou 1,25 g/cm3 torna o seu custo-benefício bastante interessante nas mais variadas aplicações.

Além da Adidas há várias outras empresas parcerias que desenvolveram aplicações com o Infinergy.  Murilo ressalta algumas empresas que fazem parte de processo, como, “a Dunlop, que empregou o Infinergy no modelo de raquete de tênis Sonic Core, projetada para desempenho com maior amortecimento, alto rebote, velocidade e baixo peso, a Sonic Core possui design intuitivo e aplica princípios tecnológicos de desempenho. Os testes do material da Dunlop destacam um aumento de 46% na altura de rebote em comparação ao material Sonic Core original, resultando em uma saída de bola da raquete 2% mais rápida. O material Infinergy também tem propriedades impressionantes de amortecimento e reduz as vibrações em até 37%, em comparação a uma raquete padrão de fibra de carbono.

A Ergon e a BASF desenvolveram os selins de bicicleta, ST Core Ultra. Usando novos materiais e um conceito de design inovador, características essenciais como ergonomia, conforto e dinâmica.

A Yamaha motor Co., Ltd criou o triciclo conceito 05GEN contou com a versatilidade dos materiais plásticos da BASF, para tornar as viagens curtas confortáveis e convenientes. O Infinergy e o Elastollan - um poliuretano termoplástico - são usados nos pneus do 05GEN para melhorar de maneira geral a experiência de viagem.

O veículo conceito RN30, desenvolvido em conjunto pela BASF e a Hyundai Motor Company combina as principais soluções da indústria química com o design aerodinâmico proposital e tecnologias de alta performance. O Infinergy combinado com um revestimento elástico, é usado no preenchimento da barra estabilizadora do RN30 devido à sua durabilidade a longo prazo e excelente resistência.

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Elias Nahssen de Lacerda, novo presidente para a região América Central e do Sul, assumiu em 1º de outubro de 2019

Com sede na Alemanha, e sendo um dos líderes mundiais em especialidades, químicas, o grupo Evonik, anunciou seu novo Diretor Presidente para a Região América Central e do Sul. Elias Nahssen de Lacerda assumiu a partir de 1º de outubro.

Elias Nahssen de Lacerda, até então é, CFO e Vice-Presidente de Negócios da área de “Nutrition and Care” para a América Central e do Sul. Ele substituiu Weber Porto, que conclui sua trajetória de quase 36 anos na Evonik e 17 anos como presidente da região.

Elias Lacerda é brasileiro, tem 45 anos, e iniciou sua carreira profissional na Evonik há mais de 20 anos, ele ocupou diferentes posições em diversas linhas de negocio do grupo e possui um vasto conhecimento da empresa e do mercado de especialidades químicas.

Lacerda comenta “é uma honra assumir a liderança na região América Central e do Sul, um dos focos de crescimento do Grupo e com potencial significativo de expansão. Meu desafio é contribuir para o crescimento regional buscando prosperidade para nossos colaboradores, sociedade e acionistas”.

Elias Lacerda assume o novo desafio bem preparado e com muitas conquistas dentro e fora da Evonik. Em 2012, recebeu a distinção de “Melhor Gestor Emergente da Indústria Química”, pelo jornal Handelsblatt e Stratley Award, um dos mais importantes e influentes veículos de comunicação da Alemanha. Aos 38 anos, o executivo impressionou o júri da premiação e foi homenageado pelo periódico devido às conquistas excepcionais como “Key Account Manager” do Grupo Evonik e seu perfil de liderança integrativa, com forte orientação para os clientes.

Lacerda é formado em Engenharia de Produção Química pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI); e completa sua formação acadêmica, o MBA Executivo pela BSP – Business School São Paulo/Toronto Rotman Business School e a Pós-Graduação em Global Key Account Management Certificate Program, pela St. Gallen/Columbia Business School, além de especializações nas renomadas escolas de negócios International Institute for Management Development (IMD) e finanças na SGMI Institute of Management St. Gallen, ambas na Suíça.

Em 1996, ingressou na Evonik, então Degussa, por meio de um programa de trainee e em menos de dois meses foi contratado como representante técnico e comercial para o mercado de tintas e revestimentos. Lacerda construiu novos relacionamentos com os clientes e impulsionou a expansão dos negócios. 

De 1999 até 2002, ele atuou na linha de “Crosslinkers & Resins”, onde se tornou Gerente de Produto da América do Sul. Em 2003 assumiu o cargo de Diretor Regional de Negócios para a América do Sul e Central, da então Degussa-Hüls, na área de “Coatings and Colorants”.

Após 10 anos de experiência na América do Sul, recebeu a oferta para se mudar para a Alemanha, em 2006, como vice-presidente de vendas regionais da Europa e países emergentes para área de “Fillers and Pigments”. Em 2010 assumiu a responsabilidade global de vendas para linha de negócios de Sílica e em 2015 a responsabilidade global de marketing de uma das maiores linhas de negócios da Evonik – “Animal Nutrition”.

Completando 12 anos de experiência internacional, em 2018 ele retornou para São Paulo como CFO e Vice-Presidente “Nutrition & Care” da região América Central e América do Sul.

Elias Lacerda afirma “as experiências adquiridas na Alemanha, no mundo e principalmente em todos os países da América Central e do Sul servirão de alicerce para o novo desafio frente à presidência da empresa na região. Elas consolidaram os fundamentos do meu conceito de trabalho: satisfação dos clientes, orientação para resultados e paixão pelas pessoas”.

No artigo, Paulo Tiroli, Product Owner na Atech aborda questões para alcançar sucesso na indústria com a tecnologia

por Paulo Tiroli, Product Owner na Atech

Paulo Tiroli aborda nesse artigo, a pesquisa “Manufatura Avançada e Indústria 4.0”, realizada pela FIESP, e o sucesso na indústria, que depende da capacidade de conquistar resultados de valor para os clientes, com tecnologias.

Segundo a pesquisa “Manufatura Avançada e Indústria 4.0”, realizada pela FIESP, com 227 empresas, 32% dos entrevistados, nunca ouviram falar em quarta revolução industrial, Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada. Entre outras descobertas, o estudo mostrou ainda que, mesmo que 90% concordem que a Indústria 4.0 “vai aumentar a produtividade” e que “é uma oportunidade ao invés de um risco”, apenas 5% se sentem “muito preparados” para enfrentar esses desafios, enquanto 23% se sentem “nem um pouco preparados”.

Isso acontece, porque a jornada rumo à Indústria 4.0 não exige apenas novas máquinas, sistemas e ativos, mas, principalmente, uma gestão de alta performance – algo que abrange não apenas tecnologias, mas pessoas e processos cada vez mais eficientes. O sucesso na indústria depende da capacidade de conquistar resultados de valor para seus clientes e isso exige, além de tecnologias, a capacidade de engajar pessoas em processos eficientes.

Não por acaso, a gestão Lean – e consequentemente os métodos ágeis – despontam como alternativa à gestão tradicional de projetos e como base para a Indústria 4.0, pois permite aprimorar processos, aumentar a produtividade e encurtar os ciclos de entrega com o envolvimento de equipes cada vez mais multidisciplinares e focadas, resultando em melhor qualidade.

Atuando no aperfeiçoamento de processos, a pensamento Lean consiste na busca constante pela redução de custos e pelo aumento de produtividade, impulsionando as empresas a superar os desafios da indústria, combatendo desperdícios, facilitando a identificação e a correção de falhas e, principalmente, engajando colaboradores e lideranças no objetivo estratégico de aumentar a eficiência operacional.

Métodos ágeis adicionam abordagens voltadas à eficiência e à produtividade, simplificando processos antigos e oferecendo uma maneira mais direta de lidar com os problemas encontrados.

Essa base é fundamental para os projetos voltados para modernização e Indústria 4.0. Com a implantação de metodologias ágeis, é possível otimizar os resultados dos projetos e reduzir os riscos de adoção de novas tecnologias, sistemas e soluções, garantindo que os investimentos vão trazer o máximo de retorno e vão, de fato, trazer ganhos em produtividade e redução de custos.

Dados como os divulgados pela FIESP mostram que já é de conhecimento da indústria brasileira que a quarta revolução industrial vai trazer uma série de ganhos em eficiência operacional, e que existe uma grande necessidade de desenvolvimento e implantação de sistemas e soluções que permitam alcançar os benefícios esperados com a transformação digital. Porém, antes de tudo, cada negócio precisa analisar em que estágio estão dessa jornada.

Nem todas as empresas já construíram a base necessária para extrair todos os benefícios dessa revolução, e as metodologias ágeis se encaixam perfeitamente nesse cenário, ajudando a pavimentar este caminho ao garantir um alinhamento de excelência entre pessoas, processos e tecnologias.

Aceleradas pelo programa Braskem Labs, 22 empresas concluem ciclo de mentoria e levam produtos ao mercado

Na última quinta-feira, 03, as 22 empresas aceleradas pelos programas Braskem Labs Scale e Ignition tiveram uma oportunidade de expor suas soluções de impacto socioambiental a investidores e possíveis clientes no evento que marcou o encerramento do ciclo de mentorias e workshops promovidos pela Braskem. O Portal Plástico Virtual esteve presente e acompanhou de perto as soluções de cada uma das aceleradas.

Além das apresentações à banca avaliadora, composta por executivos da Braskem, os participantes ainda puderam conhecer melhor as iniciativas das demais startups em seus estandes demonstrativos. “Para o mercado plástico é importante estar atento às novidades, conhecer as tecnologias que estão sendo estudadas, além de conhecer novos nomes do setor”, comentou Rodrigo Oliveira, CEO do Portal Plástico Virtual, durante o evento.

No evento de encerramento, Marina Rossi, gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, salientou a importância de as agendas corporativas estarem atentas aos impactos causados pela ação humana no planeta. “A plataforma Braskem Labs já acelerou mais de 70 empresas de impacto socioambiental nos últimos cinco anos. Até o ano passado, de todas as startups participantes, 40% já haviam recebido investimentos após a participação e 94% delas continuam no mercado”, comentou.

Na ocasião, Fernando Musa, presidente da Braskem, destacou a relevância dos programas de aceleração. “O Braskem Labs é uma plataforma que nos traz muito orgulho. A partir dela, podemos incentivar a inovação e sustentabilidade no ecossistema empreendedor criando um canal focado em desenvolvimento sustentável, que permite que soluções, como as apresentadas aqui, tomem forma e contribuam para aprimorar a vida das pessoas”, comentou.

Com o apoio da Quintessa, parceira do projeto, 12 iniciativas foram selecionadas para participaram do Braskem Labs Scale, que prioriza soluções já validadas e disponíveis no mercado, e 10 fizeram parte do Braskem Labs Ignition, que tem o objetivo de acelerar iniciativas em fase de validação. Entre junho e setembro, os empreendedores passaram por uma extensa agenda de capacitação voltada aos desafios de crescimento de um negócio, como vendas, time, liderança, captação de investimentos, validação de negócios, entendimento do perfil do cliente e testes de mercado, entre outros.

Para conhecer as participantes da edição deste ano, e suas soluções com potencial para mudar o mundo, acesse as redes sociais e o site do Braskem Labs.

Marketing digital é de extrema importância para o setor de máquinas, para criar laços com os clientes

A Buhler na América do Sul, se faz presente hoje no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela. O Grupo Buhler atualmente faz uso do marketing digital na empresa devido a velocidade de atrair clientes, tendo uma maior abrangência no mundo e atingindo um maior número de empresas.

Hoje o grupo possui ações através da matriz no Facebook e pelo Portal Plástico Virtual, levando a empresa a ter mais visibilidade e garantia de atingir um maior número de clientes. O marketing digital gera uma maior velocidade para informar o cliente e possui uma ampla área de atuação no mercado, gerando assim mais lucro para a empresa.

Nos últimos três anos o mercado e o setor de máquinas estavam parados devido à instabilidade política, e hoje o mercado está retomando os seus investimentos nas empresas. “Com a volta do aquecimento na economia brasileira, os projetos de investimentos no setor estão sendo retomados. Na edição desse ano da feira espera-se que possamos atingir um número maior de empresas visitantes que na edição anterior”, afirma Jean Carlo, Marketing Analyst do grupo.

O marketing digital  para qualquer segmento, hoje, é de extrema importância, pois além de levar a sua indústria para o 4.0, com novas estratégias, atraem exatamente o seu público alvo, tendo um maior alcance de números de potenciais clientes. O marketing digital foi feito para atrair mais clientes, com foco em ações específicas para estar dentro do mercado.

Participando desde 2018 da feira Waste Expo Brasil, a Buhler obteve resultados positivos, por se tratar de uma feira com um público totalmente voltado para as áreas de saneamento e reciclagem. “Para a edição desse ano da feira, o foco é apresentar o conjunto de soluções da Buhler para a reciclagem de plásticos, e não um equipamento específico,  segundo Jean Carlo.

Carlo ainda explica que “as expectativas para o próximo semestre da Buhler se enquadram na retomada nos investimentos por parte de várias empresas que antes não estavam investindo devido à instabilidade política brasileira e do mercado internacional. Acreditamos que já estão sendo sinalizados a renovação de seu parque industrial e/ou a criação de novas linhas de reciclagem”.

Para o ano de 2020, a empresa possui a vinda de novos equipamentos para a seleção de plásticos, equipamentos produzidos na Inglaterra, para que possam gerar um aumento no número de demonstrações á clientes, e consequentemente gerar aumento nas vendas da empresa. “Ainda para 2020, a Buhler possui como planejamento aumentar a participação nos mercados de reciclagem de plásticos, até ser a empresa número um em referência de equipamentos no segmento”, diz Carlo.

A Buhler faz uso de suas tecnologias principalmente no campo da engenharia de processo térmica e mecânica, abrangendo, transporte, purificação, moagem, entre outras matérias-primas. A Buhler também é utilizada na produção e acabamento de materiais técnicos e para a fundição sob pressão. Todas as máquinas e sistemas desenvolvidos pela Buhler são utilizados em todo o mundo, como nas indústrias alimentícias, químicas, automobilísticas, entre outras.

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Mudança tem como objetivo atrair investimentos estrangeiros para o país

O Ministério da Economia aprovou a medida que zera, de forma temporária, as alíquotas dos impostos de importação para algumas máquinas. Essa medida valerá até dezembro de 2021. Antes da norma, as alíquotas de importação eram de 14%.

Christopher Mendes, diretor financeiro da ABIMEI (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), comenta com exclusividade sobre o governo ter zerado as taxas de importação, que faz parte do chamado regime de ex-tarifários. “O imposto zerado foi apenas o II, Imposto de Importação, e as máquinas que estão incluídas nessa lista de produtos, são muito específicas. A abrangência não será tão grande. Pode até ser positivo quando há uma diminuição de impostos em nosso país, onde a carga tributária é muito alta.”

Sobre os desafios que surgirão após as medidas tomadas pelo governo, Mendes afirma, “o desafio continua grande, pois nossa economia continua longe dos números que desejamos. Mas neste momento, qualquer notícia positiva, pode aumentar o desejo de investimento”.

Segundo o Ministério da Economia, sabemos que a taxa de importação zerada afeta o setor de máquinas e equipamentos industriais, que estavam sendo tributados em cerca de 14% e dessa forma, gerar novos desafios para as empresas que estão neste setor.

A diminuição de impostos no Brasil vai influenciar futuramente, sendo válida até o final de 2021 e atingindo a todos os setores. Para o diretor financeiro da ABIMEI, isso é importante, de modo que a economia cresça, tornando-se positivo. “A diminuição de impostos no nosso país é sempre muito importante. À medida que a economia volta a crescer, essa decisão pode impactar positivamente a tomada de decisão nos investimentos”, relata.

O dólar afeta diretamente o setor de máquinas e equipamentos, o dólar em alta traz prejuízos para o setor, impactando de forma negativa em todos os aspectos. “A alta do dólar é sempre prejudicial ao setor de máquinas, pois além dos bens de capital, os suprimentos industriais também sofrem impacto e a falta de estabilidade cambial, afeta o planejamento das empresas de maneira negativa”, conclui Mendes.

Para a ABIMEI, as expectativas para o próximo ano são altas. É aguardado um crescimento da economia, que afetará em todo o setor industrial. “Para o próximo semestre, as expectativas do setor é que haja crescimento, de 5 a 10%. Aguardamos a retomada de crescimento da economia de forma geral, para que a indústria volte a crescer. Há uma demanda reprimida que precisa ser retomada para inverter o ciclo de sucateamento e perda de competitividade da indústria nacional”, comenta ele.

Christopher também comentou sobre a importância do marketing digital para o setor de máquina e equipamentos, entrando no clima do nosso mês temático que fala sobre o marketing digital. “O marketing digital é muito importante no mundo empresarial atualmente, e o setor industrial não foge desta realidade. Ao atuar nesta área, as empresas podem divulgar seus produtos e informações com conteúdo, além de captar novos clientes, tudo isso, com muita rapidez e amplitude”, afirma.

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A melhor maneira de elevar a durabilidade e reduzir desgastes das peças de extrusoras e injetoras é a manutenção preventiva. Esta prática aumenta a vida útil das máquinas e ao mesmo tempo mantém a operação da linha de produção com qualidade e segurança.

As máquinas extrusoras e injetoras trabalham com eficiência, eficácia, e ininterruptamente, sobretudo se forem submetidas à manutenção preventiva. Esta operação pode ser realizada tal qual aquele período quando o equipamento foi comprado.

Assim, se reduz acentuadamente os riscos de paradas imprevistas. Se for comparada, a manutenção preventiva apresenta um custo muito menor do que a manutenção corretiva, aquela quando é necessária a substituição de peças danificadas.

Na manutenção preventiva todo o processo segue realizado da mesma maneira quando o equipamento foi adquirido, o que reduz consideravelmente o risco de paradas inesperadas. Como resultado, a manutenção preventiva apresenta um custo muito menor do que naquela situação em que é necessário trocar peças quebradas por desgaste.

De fato, a manutenção preventiva vai impedir ou reduzir aquelas paradas inesperadas que atrapalham toda a programação da produção, que aumentam custos e prejudicam clientes, inclusive os deixando insatisfeitos e até irritados.

Entre os cenários, além da quebra da máquina em si também estão problemas com moldes e com equipamentos complementares que compõem a célula de trabalho. Muitas vezes, essas interrupções geram multas de grande valor previstas nos contratos de serviços.

O tempo que essa máquina fica parada pode complicar mais ainda quando depende de um técnico terceirizado que nem sempre estará disponível. Hoje, a manutenção se torna cada vez mais cara e às vezes sem atenção devida que o cliente espera.

Para dificultar, peças da máquina, do molde ou de alguma ferramenta podem estar indisponíveis no mercado ou não ser encontradas em estoque. Algumas máquinas da China, hoje, não dispõem de assistência técnica no Brasil, e constantemente é preciso importar componentes ou até fabricá-los por aqui. O resultado direto é a queda no lucro e perdas que podem ser significativas ao final do trabalho.

Em geral, a manutenção preventiva não tem grandes segredos, basta seguir rigorosamente as instruções técnicas do fabricante contidas no manual do equipamento. O treinamento é outro aspecto a ser considerado, e não pode ser feito informalmente, especialmente de um operador para outro.  Precisam ser realizados estritamente nos termos das orientações do fabricante.

Quem vai determinar a frequência da manutenção é o fabricante da máquina ou do molde ou da ferramenta. Na maioria das vezes, ela é executada pelo menos uma vez por ano com base nas horas trabalhadas. Isso até mesmo para se fazer uma limpeza geral e manter as máquinas limpas e preservadas.

Algumas indústrias preferem fazer a manutenção preventiva no final do ano. Um dia antes das férias coletivas, as máquinas são paradas para limpeza e há um treinamento para os operadores.

A partir de procedimentos como esse, além de estabelecer ordenadamente a reciclagem do conhecimento dos colaboradores, a manutenção preventiva começa a fazer parte da cultura da empresa. Portanto, esta experiência não é um perfeccionismo excessivo, é sobretudo bom-senso e uma prática contra o desperdício e uma busca à qualidade.

Alexandre Farhan é diretor da Escola LF, de cursos profissionalizantes em plásticos.

Produto mantém a pegada sustentável, em nova versão sem cor e com aprovação FDA, focando principalmente os produtores de resinas

A Milliken apresenta ao mercado a segunda geração de modificadores de performance, sem cor e com aprovação FDA, depois do sucesso do lançamento da linha DeltaMax, em abril deste ano.  Mantendo sua pegada sustentável, com foco em produtores de resina e no setor alimentício, a nova geração do produto será lançada na Feria K, na Alemanha, entre os dias 16 e 23 de outubro.

De acordo com Rodrigo Silva, Gerente Comercial da Milliken, o produto estará disponível no mesmo período para homologações regionais. “Como as legislações diferem conforme a região, será necessário que as empresas homologuem o novo DeltaMax”, afirma.

A segunda geração de modificadores de performance diferencia-se da primeira pela cor e pela aprovação para contato com alimentos. Enquanto a anterior tinha uma cor alaranjada, segundo Silva, a nova linha é incolor.  “Isso favorece na confecção de embalagens e peças por injeção de polipropileno (PP), copolímero de impacto para produtos alimentícios e demais aplicações, e também favorece o incremento da parcela de PP reciclado na mistura”.

“Na realidade a segunda geração DeltaMax é uma linha de produtos multiuso, que pode ser utilizada em diversas aplicações, como no caso de produtos linha branca, que anteriormente não conseguiam atingir a cor ideal com a primeira geração do DeltaMax”, acrescenta.

O DeltaMax promove balanço entre resistência e processabilidade da resina, gerando ganhos operacionais, financeiros e em sustentabilidade, afirma Silva. Os concentrados da linha DeltaMaxatuam como modificadores de performance. A novidade garante balanços inéditos entre resistência ao impacto e fluidez não obtidos com o uso dos modificadores de impacto convencionais, sem comprometer a rigidez da resina.

O DeltaMax otimiza propriedades físicas e a processabilidade da resina, virgem ou reciclada. “Essa melhora decorre da melhor dispersão das partículas de borracha presentes no PP copolímero de impacto. Com isso, a tecnologia proporciona aos transformadores ganhos simultâneos”, afirma.

Os novos agentes de performance são especialmente aplicáveis à produção de peças de geometria complexa e/ou que requeiram resistência significativa ao impacto, ou seja, produtos cujas vidas úteis impliquem graus intensivos de manuseio, choques e stress mecânico.

DeltaMax assegura ganhos em sustentabilidade. O uso dos novos concentrados permite aos transformadores utilizar até 100% de material reciclado, desde que a matéria-prima apresente qualidade exigida, baixo grau de contaminantes.  “Isso fomenta a economia circular e melhores práticas de produção. É um apelo expressivo, haja vista os planos ambiciosos de grandes marcas da indústria em ampliar o uso de plásticos reciclados”, ressalta Silva.

A possibilidade de aumento do percentual de reciclado em misturas também proporciona ganhos financeiros, uma vez que a matéria-prima tem custo menor. Testes realizados pela MIlliken registraram reduções do ciclo operacional de 10% a 15%, dependendo da aplicação. Como consequência, a redução na emissão de CO2 sofreu queda de 10%.

Nos Estados Unidos, onde foi introduzido no ano passado, DeltaMax já é utilizado com sucesso em caixas organizadoras, cestos e peças de circulação de ar para telhados. Aplicações no setor de autopeças estão sendo consolidadas. Os transformadores também devem considerar possíveis interferências de cor em aplicações de grande exigência estética. A expectativa da Milliken é de que DeltaMax tenha no Brasil uma ótima receptividade, por quebrar um paradigma no trabalho com PP copolímero de impacto.

Edmar Nogueira, Gerente Técnico da Milliken afirma “é uma tecnologia inovadora, que melhora significativamente o desempenho durante a transformação e também as propriedades dos produtos finais”.

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