Com a aprovação da reforma
da Previdência novas regras entram em vigor para ter controle dos gastos
públicos
O Senado concluiu na última
quarta-feira (23) a votação da reforma da Previdência, a matéria segue agora
para promulgação pelo Congresso. A PEC será promulgada até o dia 19 de
novembro, e as novas regras entram em vigor na data da promulgação.
A reforma da Previdência
visa criar novas regras para aposentadoria, e tempo mínimo de contribuição para
trabalhadores privados e servidores e para trabalhadores rurais. Prevê também
uma mudança no calculo do benefício da média salarial.
João Carlos Marchesan, administrador,
empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ/SINDIMAQ,
comenta sobre a indústria e a previdência “indústria brasileira espera uma
reversão nas atuais expectativas, com o aumento da confiança, são fatores
necessários para criar condições propícias a um novo ciclo de desenvolvimento,
mas, a aprovação da reforma da previdência em si, não será suficiente para dar
a partida ao processo”, diz ele.
Plástico Virtual – Como a reforma da Previdência pode impactar os
setores das indústrias?
João Carlos Marchesan – A confirmação de um PIB negativo, no primeiro trimestre de 2019,
após o IBGE ter anunciado, a queda da produção da indústria, confirma a
estagnação da economia brasileira, em um momento em que a posse de um novo
governo criava expectativas de retomada de um crescimento sustentado, que era
estimado, no começo de 2019 , em algo próximo a 3% ao ano.
Na realidade o
novo governo recebeu o país em condições fiscais difíceis, com um déficit
nominal de mais de 5% do PIB, uma dívida pública elevada e, pior, crescente. A
equipe econômica escolheu priorizar o ajuste fiscal, onde a reforma
previdenciária tem, certamente, uma importância capital. Assim, todas as
esperanças de crescimento foram subordinadas à aprovação rápida de uma robusta
reforma da Previdência
PV – De que forma a reforma pode afetar a Indústria de Máquinas e
Equipamentos?
JCM - A tramitação do projeto na Câmara, sofreu atrasos e está sendo
objeto de modificações que podem reduzir a potência fiscal da economia projetada.
Esta realidade, causou um impacto no mercado que se reflete na redução do preço
dos ativos brasileiros, em depreciação cambial e na paralisia dos
investimentos.
Neste cenário os fabricantes de bens de capital, que apoiaram a
reforma previdenciária desde o início, torcem e trabalham para uma tramitação
mais rápida do projeto nas duas casas legislativas, para que o país, uma vez
eliminado o perigo de um crescimento explosivo da dívida pública, possa se
dedicar integralmente em recuperar o tempo perdido, retomando o crescimento
econômico e criando empregos e renda.
PV – O setor do plástico considera a nova economia do atual
governo boa em comparação aos anos anteriores?
JCM - Os fabricantes de bens de capital estão cientes que o progresso do
país depende de uma união de esforços. Tal como apoiaram e apoiam a reforma da
previdência, desde já, se colocam à disposição da equipe econômica para ajudar
a detalhar as sugestões para auxiliar na implementação das medidas de
desburocratização e desregulamentação que estão sendo propostas pelas diversas
secretarias do Ministério da Economia.
PV – Caso a reforma entre em vigor, como o governo pode se portar?
JCM - Será necessário diminuir o endividamento das famílias e das
empresas, com crédito mais fluido e forte redução dos spreads bancários, bem
como reduzir os custos da intermediação financeira nos empréstimos do BNDES às
pequenas e médias empresas tornando os investimentos mais atrativos e estimular
a demanda, com a retomada das obras públicas paradas, utilizando parcialmente
as receitas não recorrentes, provenientes de privatizações e concessões.
PV – Quais as expectativas caso a reforma entre em vigor em 2020?
JCM – Com a aprovação do projeto, a indústria brasileira espera uma
reversão nas atuais expectativas, com o aumento da confiança, tanto dos
empreendedores, quanto dos consumidores, a redução de risco do país, face à
recuperação da solvibilidade das contas públicas a longo prazo e, por
consequência, uma ulterior redução dos juros básicos, fatores necessários a um
ambiente favorável ao crescimento.
São todos fatores necessários para criar condições propícias a um
novo ciclo de desenvolvimento, mas, a aprovação da reforma da previdência em
si, não será suficiente para dar a partida ao processo. A equipe econômica, sem
se descuidar do acompanhamento do processo legislativo, deve simultaneamente
implementar ações que estimulem a atividade econômica.
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Confira as melhores novidades do plástico que acontecem pelo mundo
Engenheiros
da USP que criam novo tipo de plástico
Engenheiros da USP desenvolveram um novo tipo de plástico
biodegradável, que possui como matéria-prima o amido de mandioca. Duas unidades
da USP, a Esalq e a Poli, desenvolveram uma técnica que utiliza o gás ozônio
para processar o amido e melhorar as propriedades do plástico.
O produto poderá ser utilizado no mercado de várias formas, as aplicações são inúmeras, já que as embalagens são transparentes e resistentes. Um pedido de patente já foi depositado, visando à transferência de tecnologia para a indústria.
Companhia
desenvolve embalagens 100% recicladas
Outra notícia que está sendo muito comentada, é a que a Dove está
redesenhando suas embalagens com plástico 100% reciclado. A ação faz parte do
compromisso que a Unilever firmou com o meio ambiente de reduzir pela metade o
uso de embalagens plásticas até 2025.
A Dove até o final do ano, irá começar a vender seus produtos em
embalagens de plástico 100% reciclado. E Segundo a Unilever a Dove irá reduzir
o uso de plástico virgem em mais de 20.500 toneladas por ano. Essa quantidade seria suficiente para
circular a terra com o material 2,7 vezes.
Multinacional
promete reduzir uso de plástico em 50%
A Unilever promete reduzir 50% do uso de plástico até 2025, com o
objetivo de acelerar a utilização de plástico reciclado. A companhia também se
comprometeu a ajudar a coletar e processar um número maior de embalagens
plásticas do que a quantidade de embalagens que comercializa.
Festival traz iniciativa de reciclagem para que copos reciclados virem móveis
Acompanhe também a iniciativa com apoio da NSC Comunicação que vai
transformar plástico em móveis para escolas em Blumenau. Os copos de plásticos
da Oktoberfest vão virar mesas, bancos, para escolas e ainda vai premiar os
visitantes que ajudarem na coleta dos copos.
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A BASF e a Adidas lançam novas cores e novas aplicações
para o Infinergy, feito inteiramente de TPU e que permite a reciclagem dos
tênis
O Infinergy, é o primeiro poliuretano
termoplástico expandido (E-TPU) da BASF, que causou grande repercussão quando
lançado no mercado, nos tênis de corrida Boost da Adidas. Introduzindo no
mercado de plásticos uma classe nova de espumas particuladas que combina as
suas propriedades elásticas do TPU com a leveza da espuma.
Hoje, diversas indústrias já se beneficam das
propriedades do material, que vão desde calçados de segurança confortaveis,
raquete de tênis de alta performances, até piso amortecedor para esportes.
Durante a Feira
K serão apresentados as novas cores e aplicações
inovadores para o Infinergy.
Segundo Murilo Feltran,
gerente de marketing e produto de Materiais de Performance da BASF, “antes só na
cor branca, hoje, o preto é a nova cor disponível, e as possibilidades para o
desenvolvimento de novas cores são praticamente ilimitadas, dependendo do
projeto do cliente”.
A Adidas juntamente com a BASF lançaram o
primeiro tênis feito inteiramente de TPU e que possibilita a reciclagem do
tênis como um todo sem a necessidade de desmontagem e separação dos materiais.
A entressola desse tênis é fabricada com o Infinergy.
A espuma particulada de célula fechada
combina as propriedades do TPU com as vantagens das espumas, tornando-as tão
elásticas quanto a borracha, porém mais leves. O retorno elástico elevado é
obtido pela estrutura especial da “câmara de ar” gerado pelas células fechadas
da estrutura física da espuma. “O Infinergy é um material que permite que os
designers e fabricantes dos mais diversos setores possam inovar, além das
cores, que oferecem uma amplitude maior de opções de aplicação, os novos grânulos
em tamanho reduzindo garantem inúmeras opções para desenvolvimento de produtos
com maior liberdade de design”, completa Murilo.
Os minigrânulos têm menos da metade do
tamanho dos grânulos normais do Infinergy, mais ou menos 2,5 a 3, 5 mm de diâmetro
e essas esferas são usadas em peças moldadas de parede fina. Assim como seu
tamanho reduzido, o formato redondo das partículas também ajuda a melhorar o
comportamento de preenchimento.
Além de ampla aplicação nas
indústrias de calçados e de transportes, oferece inúmeras opções no setor de
esportes e lazer, podendo, por exemplo, ser aplicada em revestimentos de pisos
(para playgrounds ou pistas de corrida), pneus de bicicleta, raquetes e selins
de bicicleta. Em engenharia mecânica pode ser aplicada como elementos de
amortecimento e amortecedores em compressores industriais.
O Infinergy é conhecido por apresentar
alta elasticidade, resistência à tração e à abrasão, além de boa resistência
química. “A análise mecânica dinâmica mostrou que, mesmo em temperaturas baixas
de -20°C, o Infinergy ainda possui um baixo módulo dinâmico, é muito macio e
elástico e não fica rígido. Testes da elasticidade da resiliência de acordo com
a ISO 8307 (teste de rebote da bola) e com a DIN 53512 (usando um martelo de
pêndulo definido) mostram que o Infinergy atinge uma recuperação de mais de
55%. E é significativamente mais alto do que as espumas particuladas
comparáveis, como polipropileno expandido (EPP) a 30%, copolímero de
etileno/acetato de vinila (EVA) a 37% ou polietileno expandido (EPE) a 50%,”
explica Murilo.
Hoje a BASF não trabalha com o mercado da
TPU reciclada no Brasil, o poliuretano termoplástico convencional é utilizado
principalmente em aplicações de vida útil, como na área automotiva e
industrial. Já na área de calçados, é emprego em solados de calçados
esportivos, que é um setor que utiliza combinação de diversos materiais, o que
gera uma dificuldade na separação e na reciclagem de seus componentes.
O TPU convencional e o TPU expandido são materiais
que se destinam a aplicações diferentes, o Infinergy possui uma tecnologia
única e diferenciada e, por isso possui um preço inicial por kg maior, porém, a
sua reduzida densidade. Enquanto um TPU convencional tem densidade de 1.250
kg/m3 ou 1,25 g/cm3 torna o seu custo-benefício bastante interessante nas mais
variadas aplicações.
Além da Adidas há várias outras empresas
parcerias que desenvolveram aplicações com o Infinergy. Murilo ressalta algumas empresas que fazem
parte de processo, como, “a Dunlop, que
empregou o Infinergy no modelo de raquete de tênis Sonic Core, projetada para
desempenho com maior amortecimento, alto rebote, velocidade e baixo peso, a
Sonic Core possui design intuitivo e aplica princípios tecnológicos de
desempenho. Os testes do material da Dunlop destacam um aumento de 46% na
altura de rebote em comparação ao material Sonic Core original, resultando em
uma saída de bola da raquete 2% mais rápida. O material Infinergy também tem
propriedades impressionantes de amortecimento e reduz as vibrações em até 37%,
em comparação a uma raquete padrão de fibra de carbono.
A Ergon
e a BASF desenvolveram os selins de bicicleta, ST Core Ultra. Usando
novos materiais e um conceito de design inovador, características essenciais
como ergonomia, conforto e dinâmica.
A Yamaha
motor Co., Ltd criou o triciclo conceito 05GEN contou com a versatilidade dos
materiais plásticos da BASF, para tornar as viagens curtas confortáveis e
convenientes. O Infinergy e o Elastollan - um poliuretano termoplástico - são
usados nos pneus do 05GEN para melhorar de maneira geral a experiência de viagem.
O veículo conceito RN30, desenvolvido em
conjunto pela BASF e a Hyundai Motor
Company combina as principais soluções da indústria química com o design
aerodinâmico proposital e tecnologias de alta performance. O Infinergy
combinado com um revestimento elástico, é usado no preenchimento da barra
estabilizadora do RN30 devido à sua durabilidade a longo prazo e excelente
resistência.
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Elias Nahssen de Lacerda, novo presidente para a
região América Central e do Sul, assumiu em 1º de outubro de 2019
Com sede na Alemanha, e
sendo um dos líderes mundiais em especialidades, químicas, o grupo Evonik,
anunciou seu novo Diretor Presidente para a Região América Central e do Sul.
Elias Nahssen de Lacerda assumiu a partir de 1º de outubro.
Elias Nahssen de Lacerda,
até então é, CFO e Vice-Presidente de Negócios da área de “Nutrition and Care”
para a América Central e do Sul. Ele substituiu Weber Porto, que conclui sua
trajetória de quase 36 anos na Evonik e 17 anos como presidente da região.
Elias Lacerda é
brasileiro, tem 45 anos, e iniciou sua carreira profissional na Evonik há mais
de 20 anos, ele ocupou diferentes posições em diversas linhas de negocio do
grupo e possui um vasto conhecimento da empresa e do mercado de especialidades
químicas.
Lacerda comenta “é uma
honra assumir a liderança na região América Central e do Sul, um dos focos de
crescimento do Grupo e com potencial significativo de expansão. Meu desafio é
contribuir para o crescimento regional buscando prosperidade para nossos
colaboradores, sociedade e acionistas”.
Elias Lacerda assume o
novo desafio bem preparado e com muitas conquistas dentro e fora da Evonik. Em
2012, recebeu a distinção de “Melhor Gestor Emergente da Indústria Química”,
pelo jornal Handelsblatt e Stratley Award, um dos mais importantes e influentes
veículos de comunicação da Alemanha. Aos 38 anos, o executivo impressionou o
júri da premiação e foi homenageado pelo periódico devido às conquistas
excepcionais como “Key Account Manager” do Grupo Evonik e seu perfil de
liderança integrativa, com forte orientação para os clientes.
Lacerda é formado em
Engenharia de Produção Química pela Faculdade de Engenharia Industrial
(FEI); e completa sua formação acadêmica, o MBA Executivo pela BSP –
Business School São Paulo/Toronto Rotman Business School e a Pós-Graduação em
Global Key Account Management Certificate Program, pela St. Gallen/Columbia
Business School, além de especializações nas renomadas escolas de negócios
International Institute for Management Development (IMD) e finanças na SGMI
Institute of Management St. Gallen, ambas na Suíça.
Em 1996, ingressou na
Evonik, então Degussa, por meio de um programa de trainee e em menos de dois
meses foi contratado como representante técnico e comercial para o mercado de
tintas e revestimentos. Lacerda construiu novos relacionamentos com os clientes
e impulsionou a expansão dos negócios.
De 1999 até 2002, ele
atuou na linha de “Crosslinkers & Resins”, onde se tornou Gerente de
Produto da América do Sul. Em 2003 assumiu o cargo de Diretor Regional de
Negócios para a América do Sul e Central, da então Degussa-Hüls, na área de
“Coatings and Colorants”.
Após 10 anos de
experiência na América do Sul, recebeu a oferta para se mudar para a Alemanha,
em 2006, como vice-presidente de vendas regionais da Europa e países emergentes
para área de “Fillers and Pigments”. Em 2010 assumiu a responsabilidade global
de vendas para linha de negócios de Sílica e em 2015 a responsabilidade global
de marketing de uma das maiores linhas de negócios da Evonik – “Animal
Nutrition”.
Completando 12 anos de
experiência internacional, em 2018 ele retornou para São Paulo como CFO
e Vice-Presidente “Nutrition & Care” da região América Central e
América do Sul.
Elias Lacerda afirma “as experiências adquiridas na Alemanha, no mundo e principalmente em todos os países da América Central e do Sul servirão de alicerce para o novo desafio frente à presidência da empresa na região. Elas consolidaram os fundamentos do meu conceito de trabalho: satisfação dos clientes, orientação para resultados e paixão pelas pessoas”.
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No artigo, Paulo Tiroli, Product Owner na Atech
aborda questões para alcançar sucesso na indústria com a tecnologia
por Paulo Tiroli, Product Owner na Atech
Paulo Tiroli aborda nesse artigo, a pesquisa
“Manufatura Avançada e Indústria 4.0”, realizada pela FIESP, e o sucesso na
indústria, que depende da capacidade de conquistar resultados de valor para os
clientes, com tecnologias.
Segundo a pesquisa “Manufatura Avançada e Indústria
4.0”, realizada pela FIESP, com 227 empresas, 32% dos entrevistados, nunca
ouviram falar em quarta revolução industrial, Indústria 4.0 ou Manufatura
Avançada. Entre outras descobertas, o estudo mostrou ainda que, mesmo que 90%
concordem que a Indústria 4.0 “vai aumentar a produtividade” e que “é uma
oportunidade ao invés de um risco”, apenas 5% se sentem “muito preparados” para
enfrentar esses desafios, enquanto 23% se sentem “nem um pouco preparados”.
Isso acontece, porque a jornada rumo à Indústria 4.0
não exige apenas novas máquinas, sistemas e ativos, mas, principalmente, uma
gestão de alta performance – algo que abrange não apenas tecnologias, mas
pessoas e processos cada vez mais eficientes. O sucesso na indústria depende da
capacidade de conquistar resultados de valor para seus clientes e isso exige,
além de tecnologias, a capacidade de engajar pessoas em processos eficientes.
Não por acaso, a gestão Lean – e consequentemente
os métodos ágeis – despontam como alternativa à gestão tradicional de projetos
e como base para a Indústria 4.0, pois permite aprimorar processos, aumentar a
produtividade e encurtar os ciclos de entrega com o envolvimento de equipes
cada vez mais multidisciplinares e focadas, resultando em melhor qualidade.
Atuando no aperfeiçoamento de processos, a
pensamento Lean consiste na busca constante pela redução de custos e pelo
aumento de produtividade, impulsionando as empresas a superar os desafios da
indústria, combatendo desperdícios, facilitando a identificação e a correção de
falhas e, principalmente, engajando colaboradores e lideranças no objetivo
estratégico de aumentar a eficiência operacional.
Métodos ágeis adicionam abordagens voltadas à
eficiência e à produtividade, simplificando processos antigos e oferecendo uma
maneira mais direta de lidar com os problemas encontrados.
Essa base é fundamental para os projetos voltados
para modernização e Indústria 4.0. Com a implantação de metodologias ágeis, é
possível otimizar os resultados dos projetos e reduzir os riscos de adoção de
novas tecnologias, sistemas e soluções, garantindo que os investimentos vão
trazer o máximo de retorno e vão, de fato, trazer ganhos em produtividade e
redução de custos.
Dados como os divulgados pela FIESP mostram que já
é de conhecimento da indústria brasileira que a quarta revolução industrial vai
trazer uma série de ganhos em eficiência operacional, e que existe uma grande
necessidade de desenvolvimento e implantação de sistemas e soluções que
permitam alcançar os benefícios esperados com a transformação digital. Porém,
antes de tudo, cada negócio precisa analisar em que estágio estão dessa
jornada.
Nem todas as empresas já construíram a base necessária para extrair todos os benefícios dessa revolução, e as metodologias ágeis se encaixam perfeitamente nesse cenário, ajudando a pavimentar este caminho ao garantir um alinhamento de excelência entre pessoas, processos e tecnologias.
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Aceleradas
pelo programa Braskem Labs, 22 empresas concluem ciclo de mentoria e levam
produtos ao mercado
Na última quinta-feira, 03,
as 22 empresas aceleradas pelos programas Braskem Labs Scale e Ignition tiveram
uma oportunidade de expor suas soluções de impacto socioambiental a
investidores e possíveis clientes no evento que marcou o encerramento do ciclo
de mentorias e workshops promovidos pela Braskem. O Portal Plástico Virtual
esteve presente e acompanhou de perto as soluções de cada uma das aceleradas.
Além das apresentações à
banca avaliadora, composta por executivos da Braskem, os participantes ainda
puderam conhecer melhor as iniciativas das demais startups em seus estandes
demonstrativos. “Para o mercado plástico é importante estar atento às
novidades, conhecer as tecnologias que estão sendo estudadas, além de conhecer
novos nomes do setor”, comentou Rodrigo Oliveira, CEO do Portal Plástico
Virtual, durante o evento.
No evento de encerramento,
Marina Rossi, gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, salientou a
importância de as agendas corporativas estarem atentas aos impactos causados
pela ação humana no planeta. “A plataforma Braskem Labs já acelerou mais de 70
empresas de impacto socioambiental nos últimos cinco anos. Até o ano passado,
de todas as startups participantes, 40% já haviam recebido investimentos após a
participação e 94% delas continuam no mercado”, comentou.
Na ocasião, Fernando Musa,
presidente da Braskem, destacou a relevância dos programas de aceleração. “O
Braskem Labs é uma plataforma que nos traz muito orgulho. A partir dela,
podemos incentivar a inovação e sustentabilidade no ecossistema empreendedor
criando um canal focado em desenvolvimento sustentável, que permite que
soluções, como as apresentadas aqui, tomem forma e contribuam para aprimorar a
vida das pessoas”, comentou.
Com o apoio da Quintessa,
parceira do projeto, 12 iniciativas foram selecionadas para participaram do
Braskem Labs Scale, que prioriza soluções já validadas e disponíveis no
mercado, e 10 fizeram parte do Braskem Labs Ignition, que tem o objetivo de
acelerar iniciativas em fase de validação. Entre junho e setembro, os empreendedores
passaram por uma extensa agenda de capacitação voltada aos desafios de
crescimento de um negócio, como vendas, time, liderança, captação de
investimentos, validação de negócios, entendimento do perfil do cliente e
testes de mercado, entre outros.
Para conhecer as participantes da edição deste ano, e suas soluções com potencial para mudar o mundo, acesse as redes sociais e o site do Braskem Labs.
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Marketing digital é de
extrema importância para o setor de máquinas, para criar laços com os clientes
A Buhler na América do Sul, se faz presente hoje no
Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela. O Grupo Buhler atualmente faz
uso do marketing digital na empresa devido a velocidade de atrair clientes,
tendo uma maior abrangência no mundo e atingindo um maior número de empresas.
Hoje o grupo possui ações através da matriz no Facebook e pelo Portal
Plástico Virtual, levando a empresa a ter mais visibilidade e garantia de
atingir um maior número de clientes. O marketing digital gera uma maior
velocidade para informar o cliente e possui uma ampla área de atuação no
mercado, gerando assim mais lucro para a empresa.
Nos últimos três anos o mercado e o setor de máquinas estavam parados
devido à instabilidade política, e hoje o mercado está retomando os seus
investimentos nas empresas. “Com a volta do aquecimento na economia brasileira,
os projetos de investimentos no setor estão sendo retomados. Na edição desse
ano da feira espera-se que possamos atingir um número maior de empresas
visitantes que na edição anterior”, afirma Jean Carlo, Marketing Analyst do
grupo.
O marketing digital para qualquer segmento, hoje, é de extrema importância, pois além de levar a sua indústria para o 4.0, com novas estratégias, atraem exatamente o seu público alvo, tendo um maior alcance de números de potenciais clientes. O marketing digital foi feito para atrair mais clientes, com foco em ações específicas para estar dentro do mercado.
Participando desde 2018 da feira Waste Expo Brasil, a Buhler obteve resultados positivos, por se tratar de uma feira com um público totalmente voltado para as áreas de saneamento e reciclagem. “Para a edição desse ano da feira, o foco é apresentar o conjunto de soluções da Buhler para a reciclagem de plásticos, e não um equipamento específico, segundo Jean Carlo.
Carlo ainda explica que “as expectativas para o
próximo semestre da Buhler se enquadram na retomada nos investimentos por parte
de várias empresas que antes não estavam investindo devido à instabilidade
política brasileira e do mercado internacional. Acreditamos que já estão sendo
sinalizados a renovação de seu parque industrial e/ou a criação de novas linhas
de reciclagem”.
Para o ano de 2020, a empresa possui a vinda de
novos equipamentos para a seleção de plásticos, equipamentos produzidos na
Inglaterra, para que possam gerar um aumento no número de demonstrações á
clientes, e consequentemente gerar aumento nas vendas da empresa. “Ainda para
2020, a Buhler possui como planejamento aumentar a participação nos mercados de
reciclagem de plásticos, até ser a empresa número um em referência de
equipamentos no segmento”, diz Carlo.
A Buhler faz uso de suas tecnologias principalmente
no campo da engenharia de processo térmica e mecânica, abrangendo, transporte,
purificação, moagem, entre outras matérias-primas. A Buhler também é utilizada
na produção e acabamento de materiais técnicos e para a fundição sob pressão.
Todas as máquinas e sistemas desenvolvidos pela Buhler são utilizados em todo o
mundo, como nas indústrias alimentícias, químicas, automobilísticas, entre
outras.
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Mudança tem como objetivo atrair investimentos estrangeiros
para o país
O
Ministério da Economia aprovou a medida que zera, de forma temporária, as
alíquotas dos impostos de importação para algumas máquinas. Essa medida valerá
até dezembro de 2021. Antes da norma, as alíquotas de importação eram de 14%.
Christopher
Mendes, diretor financeiro da ABIMEI (Associação Brasileira dos Importadores de
Máquinas e Equipamentos Industriais),
comenta com exclusividade sobre o governo ter zerado as taxas de importação, que
faz parte do chamado regime de ex-tarifários. “O imposto zerado foi apenas o
II, Imposto de Importação, e as máquinas que estão incluídas nessa lista de
produtos, são muito específicas. A abrangência não será tão grande. Pode até
ser positivo quando há uma diminuição de impostos em nosso país, onde a carga
tributária é muito alta.”
Sobre os desafios que surgirão após as medidas tomadas pelo governo,
Mendes afirma, “o desafio continua grande, pois nossa economia continua longe
dos números que desejamos. Mas neste momento, qualquer notícia positiva, pode
aumentar o desejo de investimento”.
Segundo o Ministério da Economia, sabemos que a taxa de
importação zerada afeta o setor de máquinas e equipamentos industriais, que
estavam sendo tributados em cerca de 14% e dessa forma, gerar novos desafios
para as empresas que estão neste setor.
A diminuição de impostos no Brasil vai influenciar
futuramente, sendo válida até o final de 2021 e atingindo a todos os setores. Para
o diretor financeiro da ABIMEI, isso é importante, de modo que a economia
cresça, tornando-se positivo. “A diminuição de impostos no nosso país é sempre
muito importante. À medida que a economia volta a crescer, essa decisão pode
impactar positivamente a tomada de decisão nos investimentos”, relata.
O dólar afeta diretamente o setor de máquinas e equipamentos,
o dólar em alta traz prejuízos para o setor, impactando de forma negativa em
todos os aspectos. “A alta do dólar é sempre prejudicial ao setor de máquinas,
pois além dos bens de capital, os suprimentos industriais também sofrem impacto
e a falta de estabilidade cambial, afeta o planejamento das empresas de maneira
negativa”, conclui Mendes.
Para a ABIMEI, as expectativas para o próximo ano são
altas. É aguardado um crescimento da economia, que afetará em todo o setor
industrial. “Para o próximo
semestre, as expectativas do setor é que haja crescimento, de 5 a 10%. Aguardamos
a retomada de crescimento da economia de forma geral, para que a indústria
volte a crescer. Há uma demanda reprimida que precisa ser retomada para
inverter o ciclo de sucateamento e perda de competitividade da indústria
nacional”, comenta ele.
Christopher
também comentou sobre a importância do marketing digital para o setor de
máquina e equipamentos, entrando no clima do nosso mês temático que fala sobre
o marketing digital. “O marketing
digital é muito importante no mundo empresarial atualmente, e o setor
industrial não foge desta realidade. Ao atuar nesta área, as empresas podem
divulgar seus produtos e informações com conteúdo, além de captar novos
clientes, tudo isso, com muita rapidez e amplitude”, afirma.
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A melhor maneira de elevar a
durabilidade e reduzir desgastes das peças de extrusoras e injetoras é a
manutenção preventiva. Esta prática aumenta a vida útil das máquinas e ao mesmo
tempo mantém a operação da linha de produção com qualidade e segurança.
As máquinas extrusoras e
injetoras trabalham com eficiência, eficácia, e ininterruptamente, sobretudo se
forem submetidas à manutenção preventiva. Esta operação pode ser realizada tal
qual aquele período quando o equipamento foi comprado.
Assim, se reduz
acentuadamente os riscos de paradas imprevistas. Se for comparada, a manutenção
preventiva apresenta um custo muito menor do que a manutenção corretiva, aquela
quando é necessária a substituição de peças danificadas.
Na manutenção preventiva
todo o processo segue realizado da mesma maneira quando o equipamento foi
adquirido, o que reduz consideravelmente o risco de paradas inesperadas. Como
resultado, a manutenção preventiva apresenta um custo muito menor do que
naquela situação em que é necessário trocar peças quebradas por desgaste.
De fato, a manutenção
preventiva vai impedir ou reduzir aquelas paradas inesperadas que atrapalham
toda a programação da produção, que aumentam custos e prejudicam clientes,
inclusive os deixando insatisfeitos e até irritados.
Entre os cenários, além da
quebra da máquina em si também estão problemas com moldes e com equipamentos
complementares que compõem a célula de trabalho. Muitas vezes, essas
interrupções geram multas de grande valor previstas nos contratos de serviços.
O tempo que essa máquina
fica parada pode complicar mais ainda quando depende de um técnico terceirizado
que nem sempre estará disponível. Hoje, a manutenção se torna cada vez mais
cara e às vezes sem atenção devida que o cliente espera.
Para dificultar, peças da
máquina, do molde ou de alguma ferramenta podem estar indisponíveis no mercado
ou não ser encontradas em estoque. Algumas máquinas da China, hoje, não dispõem
de assistência técnica no Brasil, e constantemente é preciso importar
componentes ou até fabricá-los por aqui. O resultado direto é a queda no lucro
e perdas que podem ser significativas ao final do trabalho.
Em geral, a manutenção
preventiva não tem grandes segredos, basta seguir rigorosamente as instruções
técnicas do fabricante contidas no manual do equipamento. O treinamento é outro
aspecto a ser considerado, e não pode ser feito informalmente, especialmente de
um operador para outro. Precisam ser
realizados estritamente nos termos das orientações do fabricante.
Quem vai determinar a
frequência da manutenção é o fabricante da máquina ou do molde ou da
ferramenta. Na maioria das vezes, ela é executada pelo menos uma vez por ano
com base nas horas trabalhadas. Isso até mesmo para se fazer uma limpeza geral
e manter as máquinas limpas e preservadas.
Algumas indústrias preferem
fazer a manutenção preventiva no final do ano. Um dia antes das férias
coletivas, as máquinas são paradas para limpeza e há um treinamento para os
operadores.
A partir de procedimentos
como esse, além de estabelecer ordenadamente a reciclagem do conhecimento dos
colaboradores, a manutenção preventiva começa a fazer parte da cultura da
empresa. Portanto, esta experiência não é um perfeccionismo excessivo, é sobretudo
bom-senso e uma prática contra o desperdício e uma busca à qualidade.
Alexandre Farhan é diretor da Escola LF, de cursos profissionalizantes em plásticos.
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Produto mantém a pegada sustentável, em nova versão
sem cor e com aprovação FDA, focando principalmente os produtores de resinas
A Milliken apresenta ao
mercado a segunda geração de modificadores de performance, sem cor e com
aprovação FDA, depois do sucesso do lançamento da linha DeltaMax, em abril
deste ano. Mantendo sua pegada
sustentável, com foco em produtores de resina e no setor alimentício, a nova
geração do produto será lançada na Feria K, na Alemanha, entre os dias 16 e 23
de outubro.
De acordo com Rodrigo
Silva, Gerente Comercial da Milliken, o produto estará disponível no mesmo
período para homologações regionais. “Como as legislações diferem conforme a
região, será necessário que as empresas homologuem o novo DeltaMax”, afirma.
A segunda geração de
modificadores de performance diferencia-se da primeira pela cor e pela
aprovação para contato com alimentos. Enquanto a anterior tinha uma cor
alaranjada, segundo Silva, a nova linha é incolor. “Isso favorece na confecção de embalagens e
peças por injeção de polipropileno (PP), copolímero de impacto para produtos
alimentícios e demais aplicações, e também favorece o incremento da parcela de
PP reciclado na mistura”.
“Na realidade a segunda
geração DeltaMax é uma linha de produtos multiuso, que pode ser utilizada
em diversas aplicações, como no caso de produtos linha branca, que
anteriormente não conseguiam atingir a cor ideal com a primeira geração do
DeltaMax”, acrescenta.
O DeltaMax promove balanço
entre resistência e processabilidade da resina, gerando ganhos operacionais,
financeiros e em sustentabilidade, afirma Silva. Os concentrados da linha
DeltaMaxatuam como modificadores de performance. A novidade garante
balanços inéditos entre resistência ao impacto e fluidez não obtidos com o uso
dos modificadores de impacto convencionais, sem comprometer a rigidez da resina.
O DeltaMax otimiza
propriedades físicas e a processabilidade da resina, virgem ou reciclada. “Essa
melhora decorre da melhor dispersão das partículas de borracha presentes no PP
copolímero de impacto. Com isso, a tecnologia proporciona aos transformadores
ganhos simultâneos”, afirma.
Os novos agentes de
performance são especialmente aplicáveis à produção de peças de geometria
complexa e/ou que requeiram resistência significativa ao impacto, ou seja, produtos
cujas vidas úteis impliquem graus intensivos de manuseio, choques e stress
mecânico.
DeltaMax assegura ganhos
em sustentabilidade. O uso dos novos concentrados permite aos transformadores
utilizar até 100% de material reciclado, desde que a matéria-prima apresente
qualidade exigida, baixo grau de contaminantes.
“Isso fomenta a economia circular e melhores práticas de produção. É um
apelo expressivo, haja
vista os planos ambiciosos de grandes marcas da indústria em ampliar o uso de
plásticos reciclados”, ressalta Silva.
A possibilidade de aumento
do percentual de reciclado em misturas também proporciona ganhos financeiros,
uma vez que a matéria-prima tem custo menor. Testes realizados pela MIlliken
registraram reduções do ciclo operacional de 10% a 15%, dependendo da
aplicação. Como consequência, a redução na emissão de CO2 sofreu queda de 10%.
Nos Estados Unidos, onde
foi introduzido no ano passado, DeltaMax já é utilizado com sucesso em
caixas organizadoras, cestos e peças de circulação de ar para telhados. Aplicações
no setor de autopeças estão sendo consolidadas. Os transformadores também devem
considerar possíveis interferências de cor em aplicações de grande exigência
estética. A expectativa da Milliken é de que DeltaMax tenha no Brasil uma
ótima receptividade, por quebrar um paradigma no trabalho com PP copolímero de
impacto.
Edmar Nogueira, Gerente
Técnico da Milliken afirma “é uma tecnologia inovadora, que melhora
significativamente o desempenho durante a transformação e também as propriedades
dos produtos finais”.
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