Dando sequência ao projeto Plástico Pós-pandemia, em que trazemos notícias e expectativas de associações e sindicatos de todo o país sobre como a pandemia de COVID-19 afetou toda a cadeia produtiva do plástico, nós conversamos com José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), que trouxe dados de como o setor de máquinas está reagindo ao ano de 2020.
Confira a entrevista:
Plástico Virtual – Como o setor se adaptou à nova realidade? Especialmente no viés econômico. Houve retração considerável? Como lidam com os números?
José Velloso Dias Cardoso – A crise pegou todo o setor, assim como pegou toda a economia brasileira. Nosso setor vinha bem, desde fevereiro nós tínhamos uma perspectiva de terminar o ano com crescimento de 10% do faturamento no setor de máquinas e equipamentos, aí em março parou o crescimento, em abril teve uma queda de 28%, e a partir de maio começou a crescer.
Agora, todos os meses tem um pequeno crescimento em relação ao mês anterior. Acreditamos que a crise já bateu no fundo do poço, que foi abril, e devemos terminar o ano de 2020 com um decréscimo de em relação a 2019, de 10%. Começamos um ano esperando crescer 10%, porém estamos prevendo que vamos cair 10% do nosso faturamento.
PV – Em relação a vagas de trabalho, como estão lidando com as perdas? Existe alguma iniciativa governamental para ajudar nesse quesito?
JVDC – A MP 927 que ampliou o banco de horas e permitiu a postergação do pagamento do 13º salário, ajudou bastante. A MP 936 que permitiu a suspensão temporária do contrato de trabalho e permitiu a redução de jornada, também ajudou bastante.
Imaginamos que essas duas medidas do Governo tiveram um poder importante de manter o emprego e diminuir o desemprego. Até agora, nós perdemos 4% da nossa força de trabalho, ou seja, foram demitidos 4% dos funcionários do setor, o que da aproximadamente 13 mil empregados.
PV – O que espera do próximo ano?
JVDC – Neste momento, o Brasil precisa retomar os investimentos, o que precisamos agora é desengatilhar as reformas, com destaque a reforma tributária, administrativa, que para nós é de suma importância, e também que caminhe todos os projetos que estão no congresso, que melhore a competitividade da economia brasileira.
O Brasil tem um mal crônico que é a questão do “custo Brasil”, então, o Brasil precisa agora, depois da pandemia, a retomada da economia, trabalhar os itens que compõe o “custo Brasil”.
Para 2021, acreditamos que vai ser de recuperação, vamos recuperar em relação a 2020, em torno de 7%. Isso todo o setor de máquinas e equipamentos.
PV – Como lidam com a nova realidade? Existe alguma ação que queira destacar?
JVDC – A ABIMAQ está trabalhando bastante para os associados junto ao Governo, com destaque para a pauta econômica, crédito, postergação de pagamentos de impostos, estamos trabalhando junto ao Governo com a pauta trabalhista, com as duas MP 927 e 936, e com a pauta de retomada.
A entidade trabalhou muito com o marco das concessões. Estamos trabalhando junto ao Governo Federal e a diversos Governos Estaduais para a mitigação dos problemas causados pela crise econômica.
PV –Existe algum dado de recuperação econômica ou ao menos projeção?
JVDC – Nossa perspectiva é que daqui até o final do ano, nós tenhamos um mês a mês crescendo, e ao final do ano, como a queda em abril foi muito grande, estamos imaginando um faturamento 10% inferior ao ano anterior.
PV – A oscilação do dólar afeta a produção local? De que forma?
JVDC – O dólar está valorizado, e este patamar de câmbio a mais ou menos R$5,30, é um dólar que não é ruim para a competitividade das empresas, mas, o que é mais importante do câmbio, é que ele seja estável.
De março até junho, houve uma oscilação do dólar muito grande, e isso é ruim. O câmbio estável a R$5,30 (e acreditamos que esse valor fique assim até o final de 2021), é um patamar interessante para a competitividade para a indústria brasileira.
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Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão, designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros: Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático, e trouxe um artigo sobre a importância da embalagem para as empresas.
Vivemos dias estranhos. O andamento natural da vida, o progresso e o desenvolvimento da humanidade foram repentinamente sequestrados por um vírus que escapou da China. Uma onda de perplexidade, seguida de histeria no noticiário, instalou a dúvida entre as pessoas que já não sabem mais em quem e no que acreditar. Há dúvidas de todos os tipos e para todos os gostos. Neste momento delicado, precisamos estar atentos para não correr o risco de embarcar em narrativas alarmistas, tendenciosas e sem fundamento algum, mas que são sempre apresentadas com pompa por autoridades, especialistas e instituições de prestígio, todos tentando emplacar sua versão sobre o que está acontecendo.
Nós, do setor de embalagem, estamos preocupados com a continuidade da vida e dos negócios, pois sabemos que a embalagem existe para atender as necessidades e os anseios da sociedade. A história nos ensinou que ela tem estado na linha de frente quando surgem problemas graves como guerras, catástrofes e epidemias. Portanto, antes de ir atrás do noticiário e das análises e previsões de todo tipo que vêm sendo disseminadas, vamos colocar o foco do nosso olhar naquilo que conhecemos com mais segurança.
Sabemos que, no mundo pós-pandemia, as pessoas continuarão escovando os dentes, lavando as mãos, tomando café da manhã, almoçando, jantando, bebendo, tomando medicamentos, cuidando de sua higiene pessoal, limpando suas casas, cuidando de seus animais de estimação e de seus filhos, indo a shopping centers e restaurantes, comprando pela internet. Sabemos que a embalagem vai continuar existindo e que muitas delas se tornarão ainda mais relevantes no novo cenário e em nossas vidas.
Agora é a hora da Inteligência de Embalagem, pois, se existe algo que já sabemos é que a embalagem representa um valor importante na composição do custo do produto. Ela é um investimento que o fabricante faz para protegê-lo e torná-lo mais atraente aos consumidores, permitindo que ele chegue em perfeitas condições nos mais distantes pontos do país e até de outros continentes.
E esse custo não pode mais servir apenas para carregar o produto! A embalagem precisa cada vez mais ajudar o negócio da empresa. A função de contribuir com o negócio ganha especial relevância depois desta tragédia que se abateu sobre a humanidade, e por isso a inteligência passa a ser um item de extrema importância em tudo o que formos fazer.
Não é mais possível tratar de qualquer maneira algo estratégico como a embalagem, um item que, comprovadamente, tem impacto no desempenho do produto e, consequentemente, do negócio. Utilizar a embalagem de forma inteligente requer que a empresa se aproprie de todos os recursos por ela oferecidos, ou seja, ir além de utilizá-la apenas como um meio para fazer a entrega do produto ao consumidor.
Como poderosa ferramenta de marketing, a embalagem precisa trazer informações, comunicações que construam relacionamentos, fortaleçam a marca e estimulem a recompra. Os cartuchos de papel-cartão, por exemplo, possuem seis lados para receber a impressão de informações. Esses painéis podem conectar o consumidor ao site e às redes sociais da empresa, convidando-o a interagir e saber mais sobre o que está comprando, a participar de promoções, obter descontos nas próximas compras e assim por diante. Existe ainda um programa completo de ações que podem ser desenvolvidas a custo zero, tendo a embalagem como suporte, pois o custo dela já foi pago ao ser adquirida pela empresa.
Não importa o que vai acontecer, existe algo que podemos fazer agora com nossos próprios recursos e que depende apenas de nós mesmos. Podemos utilizar as embalagens de forma mais inteligente e explorar todos os recursos que ela nos oferece para tornar os produtos mais interessantes e efetivos na conquista da preferência das pessoas. A grande oportunidade que este momento dramático nos oferece é a de rever nossos conceitos e olhar com mais atenção para aquilo que está próximo: aqueles que se dedicam a aprimorar sua atenção conquistam o que está distante!
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O Tampinha Legal em julho, ultrapassou a marca de 453 toneladas de tampinhas plásticas coletadas desde o início do programa, representando 18,3 carretas de matéria-prima que retorna para a indústria. As mais de 250 milhões tampas plásticas entregues através do programa resultaram em valores superiores a R$ 846 mil, destinados integralmente para as contas bancárias das mais de 260 entidades assistenciais participantes do programa.
A coordenadora do programa, Simara Souza, ressalta o impacto que estas ações têm de forma direta na sociedade. “Quando vemos o todo e tudo que essas doações significam para aqueles que prestam um trabalho ímpar à sociedade, percebemos que um simples gesto como o de separar as tampinhas plásticas é um ato de imensa de solidariedade e consciência socioambiental.”, explica Simara.
O Tampinha Legal é uma oportunidade de captação de recursos para o terceiro setor. “Sabemos que 100% dos plásticos são recicláveis, portanto, matéria-prima nobre que retorna para a indústria ao mesmo tempo em que faz o bem, proporcionando sustentabilidade econômica para entidades assistenciais" acrescenta a coordenadora.
Os pontos de coleta do Tampinha Legal são administrados pelas entidades assistenciais cadastradas no programa. E é possível conferir o ponto de coleta mais próximo pelo site, ou pelo aplicativo Tampinha Legal.
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Ouvir seu cliente faz toda a diferença para vender mais.Quando você ouve, o conhece melhor e consegue criar estratégias assertivas para os negócios dele. Mas como fazer isso?
Vou te ajudar na prática. Comece com os clientes de sua base, pergunte: O que estão achando do seu serviço? Como estão os resultados? Você não precisa subjugar o que estão pensando, afinal o que realmente importa é o feedback deles.
Realize estas perguntas através de formulários online ou até pelo telefone, para saber quais pontos seus clientes estão satisfeitos e em quais, você como empresa, precisa melhorar.
Já na prospecção, ouvir o cliente é necessário para conhecer os negócios, entender as reais dores dele e assim, criar as melhores estratégias para atendê-lo.
Mostre que você não quer apenas vender, mas sim entregar as melhores soluções aos negócios de seus clientes.
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Fique por dentro de tudo o que acontece no mercado:
A máquina sopradora, é utilizada para dar forma a objetos ocos, como por exemplo, garrafas. Para a máquina sopradora existem dois tipos de processos realizados: no primeiro processo, a máquina faz a pré-forma, ou seja, um molde, e neste caso, a sopradora recebe o modelo injetado e o aquece para ficar maleável, em seguida o molde é posicionado entre as placas que vão moldá-lo definitivamente, para então acontecer o sopro.
No segundo processo, uma mesma máquina realiza todos os procedimentos. A pré-forma é injetada no molde bipartido, onde acontece o resfriamento e a forma é definida, em seguida a pré-forma volta a ser posicionada em um molde de sopro, e por fim é soprado e dado sua forma, sejam garrafas, galões etc.
Existem alguns tipos de sopradoras e elas possuem diferentes propriedades, mas basicamente com a mesma função. As sopradoras por acumulação, por exemplo, conseguem fazer sopro de peças de até 100 litros, já as sopradoras por extrusão contínua, podem possuir uma mesa simples, ou frasco duplos e até mesa dupla, que vão ampliar a produtividade das máquinas e do produto.
Aplicações
Com a tecnologia avançada, as máquinas de sopro convencionais vêm dando espaço para sopradoras mais automatizadas e que fazem o trabalho de duas ou três máquinas em um processo único.
As máquinas sopradoras são procuradas por indústrias em diversos segmentos, alguns deles são: área de construção civil, área de alimentos e bebidas e automóveis. Também são encontrados em indústrias de plástico e celulose, e nos setores farmacêuticos, químicos. Além de produtos de metal e eletrodomésticos.
Componentes
A sopradora é composta por motor elétrico, hidráulicos, moldes cilíndricos, cabeçotes, para produzir suas peças, como por exemplo garrafas PET.
O sopro nas garrafas feitas em PET possui várias vantagens, dentre elas a alta transparência, alta resistência e alta produtividade do material.
O PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico) realiza, no próximo dia 23, das 14h às 15h, o webinar Gestão Empresarial: recuperação e retomada dos negócios. A ideia é fazer uma análise do cenário econômico e entender quais são as perspectivas para os próximos meses. A ação faz parte da missão do PICPlast em promover conhecimento e capacitação para quem atua no setor da transformação do plástico.
A atividade será conduzida pelo consultor Haroldo Matsumoto, sócio da Prosphera Educação Corporativa. Haroldo já atuou no Sebrae SP, prestando consultoria para mais de 3.600 empresas de pequeno e médio porte. O acesso ao webinar é gratuito e acabar hoje. Para participar basta se inscrever.
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Dando sequência ao projeto Plástico Pós-Pandemia, em que conversamos com presidentes de entidades e associações de classe no mercado industrial do plástico e seus adjacentes, entrevistamos o presidente da ABINFER (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais), Christian Dihlmann, que trouxe dados importantes sobre o setor.
Para o presidente, o momento é de análise e calma. “As entradas econômicas são cíclicas no mundo, quando não é uma pandemia, é uma recessão econômica por conta de uma ameaça de guerra, ou explosão, ou petróleo. Sempre passamos por turbulências e elas vão ser superadas”, contou.
Confira a entrevista na íntegra:
Plástico Virtual – Como o setor se adaptou à nova realidade? Especialmente no viés econômico. Houve retração considerável? Como lidam com os números?
Christian Dihlmann – Houve uma retração muito significativa, principalmente a partir de março, hoje as ferramentarias estão operando com a capacidade de 45% disponível. O impacto financeiro foi grande, pois muito dos nossos clientes acabaram também desacelerando pagamentos, até por conta das legislações que permitiam parcelar, jogar pagamentos para frente e até pela própria incerteza do mercado.
Alguns projetos que tinham previsão para acontecer no primeiro semestre de 2020 foram postergados, congelados, e o próprio fundo de pagamentos não aconteceu, impactando nas contas das ferramentarias e dos fornecedores, porque se eu não tenho pedidos para fabricar moldes, eu não tenho pedido do aço, da ferramenta e a cadeia toda foi impactada.
PV – Em relação a vagas de trabalho, como estão lidando com as perdas? Existe alguma iniciativa governamental para ajudar nesse quesito?
CD – Houve a questão da suspensão de trabalho por 2 meses, houve a questão de redução de salários com os sindicatos, porém algumas empresas aderiram a esses programas parcialmente, boa parte delas teve demissão, em alguns casos chegou a 25% de demissão, e mais 35% que estavam na empresa entraram na questão de redução de jornadas ou suspensão de trabalho.
PV – O que espera do próximo ano?
CD – Para 2021 estamos com uma expectativa muito boa, a partir desse mês de julho também estamos vendo uma sinalização de recuperação, ela é bastante tímida, nós já percebemos que os clientes estão voltando com os contatos, com os pedidos.
Se nós conseguirmos atingir o mesmo patamar de 2019 neste ano, nós vamos estar bem, quando a nossa expectativa era de crescimento de 28% em 2020 em relação a 2019, as nossas expectativas até o mês passado era que teríamos uma redução de 35%.
Agora com este reinicio, com os indicadores que mostram descongelamento, algumas empresas já estão felizes que vão atingir o mesmo faturamento de 2019.
PV – Como lidam com a nova realidade? Existe alguma ação que queira destacar?
CD – A Abinfer tem divulgado entre os associados as ações que o Governo está fazendo, algumas manifestações de clientes como o setor automotivo, construção civil, embalagens, as informações que nos chegam em relação a perspectivas de negócios, temos contribuído. Não há muito o que seja fazer neste momento, a não ser capacitar as nossas empresas em home office, capacitação dos nossos profissionais.
Em relação aos negócios não temos muito o que fazer, porque não é um negócio online, nosso negócio é a transformação do produto e usinar, e se eu não tenho o projeto, eu não tenho como fomentar.
O que temos que aproveitar nessa hora de redução de demanda é nos preparar melhor para a retomada, melhorando nossos processos de usinagem para que sejamos mais competitivos.
PV – Existe algum dado de recuperação econômica ou ao menos projeção?
CD – Nossa projeção até o mesmo passado era que estaríamos operando com 65% do que faturamos nem 2019. Agora com esta nova indicação, é possível que a gente recupere o mesmo nível de faturamento, ou seja, não haverá crescimento, será de 0%, mas pelo menos não em um número negativo.
PV – A oscilação do dólar afeta a produção local? De que forma?
CD – Na realidade quanto mais subir o dólar, mais chances de nos vendermos os nossos produtos, fica mais competitivo no mercado interno, isso é uma consequência natural.
Por outro lado, se eu não tenho equipamento produtivo necessário para produzir no Brasil e eu preciso importar o equipamento, ai também passa a ser um viés negativo, porque eu vou pagar mais caro pra um equipamento que vem de fora. O grande problema hoje, é que estamos competindo com a China, porque o dólar aumentou muito, nós estamos com um preço bom, porém nosso cliente não está comprando.
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A Terphane e um importante player mundial, participou do primeiro webinar da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café, com o tema principal ‘Reciclabilidade das embalagens de café’.
Célia Freitas, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Terphane, apresentou as diversas opções de filmes PET para café, com ênfase aos metalizados altas barreira e aos filmes sustentáveis da linha Ecophane. “Devemos lembrar que os filmes de poliéster fazem parte da história das embalagens de café. O material está presente em praticamente todas as embalagens. São excelentes propriedades mecânicas e físicas que o PET garante às embalagens de café. Entre elas, printabilidade, altas barreiras a gases, aroma e umidade, e maquinabilidade, tanto no processo de conversão como no envase”.
Como inovação, Célia ainda cita as estruturas especiais com alta barreira que uma nova metalizadora, única nas Américas, instalada na planta da Terphaneem Cabo de Santo Agostinho (PE), permite produzir. “Graças à toda tecnologia aplicada em nossa linha de produção, conseguimos criar estruturas que variam de 8 a 50 micra de espessura. Especificamente para café, já atingimos uma redução de espessura de 12 para 10 micra.”
O processo de metalização também conta com a vantagem de eliminar a folha de alumínio da estrutura da embalagem, evitando o efeito de flex cracking (micro furos na folha de alumínio que podem comprometer a qualidade do café) e redução da pegada de carbono já que o alumínio dificulta a reciclagem da embalagem pós consumo. Ainda sobre o aspecto sustentabilidade, Célia enfatiza a nova linha de filmes sustentáveis Ecophane, da Terphane, dividida em duas famílias de produtos: filmes BOPET com no mínimo 30% de PCR em sua composição e os filmes biodegradáveis.
Toda a linha Ecophane já foi aprovada pela Anvisa para contato com alimentos, bem como por órgãos internacionais, como FDA (EUA) e EFSA (União Europeia). Dados do 110 censo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PE) Tmostram que o Brasil reciclou 55% das embalagens PET descartadas pós consumo em 2019, 12% a mais que no ano anterior.
Segundo Paula Tavares, consultora em sustentabilidade da ABIC, a associação vem investindo em comunicação e conscientização de seus associados e consumidores. “Quando falamos em sustentabilidade, a ABIC trabalha no tripé social, ambiental e econômico. Seja através das redes sociais, de comunicados internos ou campanhas, a entidade foca em ações e parcerias que estimulem a reciclagem e o consumo consciente. O café gera conversas, a ABIC conexões”.
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Buscando trazer mais informações sobre o mercado, trouxemos o artigo por Roberto Kochiyama, sócio-diretor da TAG Brazil. O artigo explica as características desta nova linha de crédito criada devido ao COVID-19, visto que empresas estão em dificuldades para criar crédito com os programas oferecidos pelo próprio Governo e pelos bancos públicos e privados.
Além da crise de saúde gerada pela COVID-19, a consequente crise financeira que vivemos hoje, trouxe uma falta de liquidez em todos os setores da economia, pois com a proibição de funcionamento de empresas de todos os portes, devido às regras de isolamento social, muitas delas tiveram o seu fluxo de caixa seriamente prejudicado, o que resultou em fechamento permanente de algumas empresas e aumento do nível de desemprego.
Neste sentido, foram criadas algumas linhas de crédito oferecidas por diversos bancos públicos e privados e do próprio Governo Federal, como por exemplo o financiamento da folha de pagamento pelo prazo de 2 meses, e o PRONAMPE, voltado para micro e pequenas empresas, entre outras linhas de crédito.
Contudo, independente da linha de crédito criada ou disponibilizada, a grande frustração e reclamação por parte das pessoas jurídicas com relação ao acesso às linhas de crédito está na dificuldade em superar a burocracia pela extensa documentação e processo de aprovação que as instituições financeiras, públicas e privadas, impõem aos proponentes para aprovação dos referidos créditos, mesmo com a redução das exigências propostas pelo Governos Federal, e isso tem praticamente inviabilizado a concessão de tais créditos, tendo em vista que os próprios bancos enxergam um risco de crédito generalizado, em função da crise econômica.
O PRONAMPE, inclusive, possui previsão específica para que o agente financeiro possa efetuar a concessão do crédito dispensando a requisição de alguns documentos, tais como certidão negativa de débitos (CND), CADIN, débitos com o FGTS, entre outros, que tão comumente são considerados como impeditivos para aprovação de uma linha de crédito para empresas.
Para tentar contornar estas dificuldades no acesso ao crédito, o BNDES criou uma linha de crédito chamada de crédito cadeias produtivas, a qual tem o intuito de financiar o capital de giro, voltado a empresas de grande porte (chamadas de Empresas Âncora), para atender a necessidade de fluxo de caixa de sua cadeia produtiva, formada por empresas de menor porte (chamadas de Empresas Ancoradas).
As principais características desta linha de crédito:
Empresas Elegíveis – Empresas de grande porte (Empresa Âncora) com Receita Operacional Bruta igual ou superior a R$ 300 milhões, com base no ano anterior. Se a Empresa Âncora pertencer a um grupo econômico, os valores do grupo serão levados em consideração.
Empresas Beneficiadas – Empresas de pequeno e médio porte (Empresa Ancorada) que pactuará um contrato de empréstimo com a Empresa Âncora, com o objetivo de ter acesso aos recursos desta linha de crédito. A Empresa Âncora será responsável por selecionar e repassar os valores às Empresas Ancoradas;
Valor do Empréstimo – De R$ 10 milhões a R$ 200 milhões. A Empresa Âncora poderá ficar com até 5% do valor contratado para utilização própria em seu capital de giro;
Taxa de Juros – Juros SELIC + 1,1% a.a. + Taxa de Risco de Crédito. Esta taxa de risco varia conforme a Empresa Âncora e o prazo do financiamento;
Prazo do Financiamento – Até 05 (cinco) anos, com carência de até 24 meses. O prazo de carência está incluído no prazo total do empréstimo. Esta linha de crédito poderá ser utilizada em até 12 meses; e
Garantias – Isto será acordado entre o banco e a empresa âncora no momento da contratação do financiamento.
Assim, esta linha de crédito deverá possibilitar as grandes empresas a repassar este crédito para as empresas de menor porte, que façam parte de sua cadeia produtiva, de forma que os seus fornecedores e distribuidores, consigam manter as suas atividades econômicas e, consequentemente, manter a cadeia como um todo, incluindo os empregos da mesma.
Além disso, as empresas de menor porte terão acesso com mais facilidade a estes recursos, indispensáveis ao seu fluxo de caixa, e manutenção de suas atividades, pois caso estas fossem, isoladamente, requisitar linhas de crédito junto às instituições financeiras, correriam o risco de não conseguir a aprovação de sua proposta, tendo em vista fatores de risco de crédito, que as grandes empresas não oferecem aos bancos.
Autor:Roberto Kochiyama; Sócio-diretor da TAG Brazil, formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em São Paulo e possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Iniciou sua carreira atuando na área de consultoria tributária e financeira na Arthur Andersen em 1998, efetuando a sua transição para a Deloitte Touche Tohmatsu em 2001.
A sua experiência profissional inclui projetos de investigação de compras, reestruturações societárias e “due diligences”, tanto para clientes multinacionais quanto nacionais, em vários segmentos, mas com maior foco na área de Impostos Diretos e Societário, ao longo de mais de 20 anos de carreira em grandes empresas de auditoria e consultoria.
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Promovido pela IHS Markit e Plastics Industry Association, em 2020 os especialistas do Think Plastic Brazil participarão do GPS (Global Plastic Summit) online, evento mundial que fornece perspectivas para toda a cadeia produtiva do plástico (produtores, transformadores e revendedores).
O convite à equipe do programa de exportação e internacionalização do plástico transformado brasileiro, criado pelo INP (Instituto Nacional do Plástico) em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação de Investimentos), é a primeira ação da parceria formada com o GPS 2020. A ação foi mediada pela BRATECC (Câmara de Comércio Brasil-Texas), dedicada a promover negócios e amizade entre empresas americanas e brasileiras em diversos setores.
O GPS 2020 apresentará o seguinte objetivo: com o mundo entrando em uma nova década as premissas históricas sobre o crescimento do plástico e seu papel na sociedade estão mudando, enquanto a indústria global se expande e se adapta à pandemia do COVID-19. O avanço em direção a uma economia circular e à sustentabilidade são algumas das principais prioridades das organizações da indústria de plásticos.
Uma maior conscientização geopolítica, ênfase na responsabilidade social corporativa e atenção às preocupações ambientais criaram desafios e oportunidades significativas para os plásticos em todo o mundo. E por final como a indústria reagirá e poderá se adaptar às forças que estão remodelando o papel dos plásticos na sociedade?
Para marcar a parceria, as companhias participantes do Think Plastic Brazil terão 20% de desconto nos registros deste importante evento.
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