A pesquisa da W4Chem, feita para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), indica que a indústria se mantém estável no 2ª trimestre de 2020, com uma pequena queda em relação ao trimestre anterior.
O desempenho da indústria de embalagens plásticas flexíveis deve-se á performance da indústria de alimentos, que durante a pandemia do novo coronavírus, mostrou variações positivas em sua produção. Por outro lado, a indústria de bebidas, outro importante cliente dos flexíveis, registrou uma queda de 19% na produção em março, seguida por outra queda de 38% em abril. “Parte dessa queda foi compensada com um grande crescimento em maio, mas que não foi suficiente para retornar aos níveis de consumo”, explica o empresário Rogério Mani, presidente da ABIEF.
As indústrias de higiene e limpeza, também importantes clientes do setor de flexíveis, especialmente neste momento de pandemia, mantiveram uma boa performance no período, contribuindo para o desempenho estável do setor. O estudo da W4Chem mostra ainda que a produção de embalagens plásticas flexíveis chegou a 480 mil toneladas no 20 trimestre do ano.
Embalagens de PEBD e de PEBDL tiveram uma participação de 72% neste total, seguidas de PP, com uma participação de 16% e PEAD, com 12%. Com isso, o setor fecha o 10 semestre de 2020 com uma produção total de 967 mil toneladas de embalagens plásticas flexíveis e um consumo aparente de 944 mil toneladas. “Mais uma vez os números mostram o potencial do setor de embalagens flexíveis, especialmente em momentos de crise. Na verdade, todos os itens plásticos tiveram – e continuarão a ter - um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. E nesta pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”, afirma Mani.
Para Mani, ainda há muitos desafios a serem vencidos, especialmente no que tange a sustentabilidade. “Acredito que esta nova percepção e consciência da sociedade sobre a importância do plástico, abrirá mais espaço para discussões conjuntas e soluções inseridas no cenário da economia circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Desta forma, teremos cada vez mais embalagens com conteúdo reciclado. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores.”
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Conversamos com o presidente do SIMPERJ (Sindicato de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro), Gladstone José dos Santos Junior, em sequência ao projeto de conteúdo “Plástico pós-pandemia”, que nos contou, com exclusividade, como o estado e as indústrias locais se preparam para essa nova realidade imposta pela pandemia.
Confira:
Plástico Virtual – Como o setor se adaptou a nova realidade? Especialmente no viés econômico. Houve retração considerável? Como lidam com os números?
Gladstone José dos Santos Junior – O mercado de plásticos de uma maneira geral teve uma retração no período da pandemia. O mercado de plástico possui muita flexibilidade, e em alguns momentos a indústria se prontificou a produzir embalagens para álcool gel, a linha de TNT para a área hospitalar. E o mercado que vêm se saindo muito bem, mesmo durante a pandemia é o mercado de plástico e materiais de construção, tubos, conexão. Não houve queda nesse setor.
A linha de bens duráveis de plástico, indústria automobilística, congelou durante a pandemia, e agora no efeito pós-pandemia, ainda segue com uma recuperação muito lenta. No segmento de embalagens, percebemos que o plástico não foi tão afetado assim.
PV – Em relação a vagas de trabalho, como estão lidando com as perdas? Existe alguma iniciativa governamental para ajudar nesse quesito?
GJSJ – Houve ajuda para a questão da linha de financiamento, prorrogação de pagamentos, suspensão temporária do contrato de trabalho, ou redução de carga, isso foi o que o Governo ofereceu de ajuda para a pandemia.
O que percebemos é que houve uma redução de mão de obra no número de pessoas contratadas no setor, houve demissão. Percebemos que aos poucos, as indústrias estão começando a contratar de novo, mas essa recontratação está sendo feita sem a ajuda do Governo, é por conta da própria indústria.
PV – O que espera do próximo ano?
GJSJ – Se eu soubesse o que poderíamos esperar do próximo mês, iria ficar mais fácil falar sobre o que esperar de 2021. Nós estamos nos preparando para uma nova realidade.
Ainda é uma incógnita sobre o que esperar para o próximo ano, o que temos é que nós prepararmos. Algumas coisas irão mudar, alguns hábitos de consumo, e a indústria precisa estar preparada para isso.
PV – Como lidam com a nova realidade? Existe alguma ação que queira destacar?
GJSJ – O SIMPERJ está dando muito suporte para as indústrias que conseguiram produzir produtos voltados a ajuda ao combate do novo coronavírus.
Nós trabalhamos junto as universidades aqui no Rio de Janeiro em um projeto para produção de face Shields, fizemos outros projetos para ajudar durante este momento.
PV – Existe algum dado de recuperação econômica ou ao menos projeção?
GJSJ – Sabemos que a economia como um todo teve uma retração. Temos um número de retração de 25% do setor. A expectativa é que cheguemos ao final de 2020, com um volume de produção do final de 2019, para começar 2021 de forma diferente.
PV – A oscilação do dólar afeta a produção local? De que forma?
GJSJ – A nossa matéria-prima é uma comodity. Ela não é vendida no Brasil em dólar, mas ela pode ser exportada, então, a matéria-prima acaba oscilando de acordo com o mercado internacional.
Quando há o aumento do dólar, a matéria-prima tende a acompanhar o aumento de preço, e sim, afeta as margens, afetando a produção local, ficando mais difícil repassar os valores para clientes.
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O plástico é um material que está no cotidiano das pessoas, presente desde seringas, máscaras, brinquedos até protéses que salvam vidas. A Plastlife é uma indústria de plásticos que busca a destinação correta dos resíduos, transformando as embalagens plásticas em matéria-prima para fabricação em novos produtos, mostrando que o plástico é um bem para todos e com custo acessível.
Neste período de pandemia do novo coronavírus, o plástico passou de vilão a item de necessidade no mercado, sendo item essencial para evitar a disseminação do vírus. “O plástico foi valorizado e está sendo essencial no enfrentamento da COVID-19, seja em hospitais, farmácias, supermercados, embalagens de alimentos. O importante é a população em geral e os governos percebrem o plástico com outros olhos, primeiramente, não proibindo o uso, mas incentivando e alertando ou fazendo programas de conscientização para descarte correto”, afirma o direto Rodrigo Schlickamann.
A adaptação da empresa foi feita conforme as exigências da OMS, com o uso de máscaras, medição de temperatura, uso de álcool gel e distanciamento social. “Nós tivemos uma retração de 40% nas vendas, comparando a outros meses e com isso, reduzimos nossos investimentos e tivemos que reduzir o quadro de colaboradores, equalizando conforme a nossa demanda.”, destaca Schlickamann.
Para 2021, a expectativa é que a economia retome de forma progressiva e consiste, e que os setores mais afetados se recuperem, para que os investimentos possam ser retomados. Todos os setores buscaram novas maneiras de se reinventar, buscando maior segurança para continuar atuando as atividades.
Dentro da Plastlife, com o objetivo de reduzir gastos, a empresa adotou reuniões via aplicativo, trabalho via home office. “O trabalho via home office diminui os gastos com deslocamento, tempo, energia e aluguéis”, ressalta Alonio Schlickmann, diretor.
A economia teve uma queda considerável para a grande maioria, e para todos os setores. “A Plastlife teve um número melhor nos últimos dois meses, em comparação a outros meses, com a falta de abastecimento e redução de estoques. Acreditamos muito na retomada lenta e gradual, e até o final deste ano, teremos números melhores e positivos. A nossa expectativa é de uma economia para o país que volte a crescer”, finaliza Alonio Schlickmann.
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Em nossa sequência do Projeto Mulheres do Plástico, conversamos com a Diretora de Produto para Polietileno de Baixa Densidade e Fios e Cabos para América Latina da DOW, Beatriz Goldaracena.
Goldaracena nasceu na Argentina e começou sua carreira na DuPont em 2004. Há nove anos, a Dow ofereceu uma oportunidade para vaga de desenvolvimento de novos negócios no Brasil. “Asim eu cheguei ao país, onde acabei me estabelecendo e hoje ocupo a vaga de Diretora de Produto para Polietileno de Baixa Densidade e Fios e Cabos para América Latina”, relembra.
Para Goldaracena a presença de mulheres vem crescendo, inclusive na alta liderança do negócio de plásticos no Brasil. “Na Dow, a nossa atual vice-presidente de Packaging & Specialty Plastics para América Latina, é mulher. Além disso, a nossa diretoria de P&D para América Latina é hoje liderada por mulher também, Angels Domenech. No começo, éramos poucas mulheres, mas nos últimos anos, a DOW fez um esforço para garantir que todas as vagas sejam abertas a processos internos, com um painel de candidatos e de entrevistadores diversos. Isto tem dado mais visibilidade a algumas mulheres da companhia”.
O fato de ser mulher nunca incomodou a diretora, pois através disso, entendeu que seu desejo tinha potencial para se realizar e buscou mostrar a sua capacidade. “Eu gosto de ver mais oportunidades do que barreiras. Por exemplo, algumas ações podem mudar a desigualdade de oportunidades”, ressalta.
Ações para buscar melhorias e incentivos para mulheres
Na Dow, existe um grupo de diversidade orientado a trabalhar os temas referentes às mulheres e algumas ações podem ser vistas como a preparação para efetividade no networking; garantia de vestiários femininos em nossas plantas de produção e uniformes para que as mulheres possam se sentir à vontade no lugar de trabalho; criação de espaços de conversa para quebra de tabus e garantia de que o espaço de trabalho está aberto para a diversidade; painéis de discussão sobre sororidade, com objetivo de debater exemplos de como as mulheres podem se ajudar no avanço da carreira profissional.
Para Goldaracena a frase que mulheres engravidam e por isso não vão desempenhar seus papéis como os homens é totalmente errado. “Eu penso exatamente o oposto. Quando me tornei mãe, minha capacidade de tomada de decisão e firmeza em momentos estressantes evoluíram de forma a saber lidar com situações extremas. Hoje sei o que realmente importa, e o que pode esperar a ser resolvido, muito por causa da experiência que a maternidade me trouxe”, salienta.
Goldaracena finaliza que vem observado uma evolução nas empresas para mais mulheres em cargos de liderança e afirma que ser mulher nunca uma questão para trabalhar em ambientes majoritariamente masculinos. “Sempre fui tratada com muito respeito. Porém, quando pensava se poderia ser uma futura líder na companhia, percebia que não havia mulheres na alta liderança para me espelhar. Hoje isso mudou muito graças ao trabalho que a Dow fez para desenvolver mulheres como a Daniella Miranda e da Angels Domenech, vice-presidente presidente de Packaging & Specialty Plastics para América Latina e P&D para América Latina, dando a elas a oportunidade de assumirem cargos executivos e inspirarem mais mulheres”.
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O aglutinador se configura como um tubo onde o motor elétrico impulsiona o giro do eixo de facas, visando aquecer o material de forma eficaz.
Na aplicação específica para plástico, o aglutinador desempenha um papel crucial na recuperação de filmes de PEAD e PEBD, assim como na secagem de qualquer material plástico úmido. Destaca-se por sua elevada produtividade, ocupação reduzida de espaço e a capacidade de otimizar custos operacionais. Além disso, oferece a vantagem de fácil manutenção e operação eficiente.
Existem vários modelos disponíveis no mercado de aglutinadores para plástico. Os aglutinadores são responsáveis por aquecer, misturar, desumidificar e/ou aglutinar a matéria-prima a ser processada. Esses dispositivos representam uma solução versátil e indispensável para a eficaz manipulação de materiais plásticos, garantindo processos eficientes e econômicos.
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Camila Ávila é advogada e atua na Tag Brazil, trazendo um artigo sobre as questões do descarte correto para resíduos plásticos e a preservação do meio ambiente no âmbito jurídico.
O meio ambiente é o “conjunto de bens, influências e interações de ordem físicas, químicas e biológicas, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”, de acordo com o conceito legal inserido no artigo 3º, inciso I da Lei nº 6.938/81 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente). No Brasil, o meio ambiente é um direito fundamental e difuso, ou seja, a sua proteção é de interesse de toda a coletividade, conforme previsto no artigo 225 da Constituição Federal que o qualifica como bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, sendo dever da coletividade defender e preserva-lo para as presentes e futuras gerações.
Apesar de possuirmos uma legislação considerada como avançada na seara ambiental, segundo dados divulgados em 2019 pelo WWF (Fundo Nacional da Natureza), o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, produzindo cerca de 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, reciclando somente 1,28%. Em que pese os dados alarmantes, o plástico não deve ser considerado um vilão, uma vez que se utilizado conscientemente e acima de tudo descartado de forma correta, é um material de relevância para o uso cotidiano e para a economia do País.
A Lei 12.305/2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) sujeitando à observância da lei “as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos e as que desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos”, ou seja, a correta destinação dos resíduos sólidos é responsabilidade de toda a sociedade.
Além da responsabilização pela geração dos resíduos, a PNRS instituiu a logística reversa que é o “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”, tal instrumento se utilizado de forma eficiente pode educar os consumidores ao descarte correto e ainda pode diminuir custos para o setor que o fabrica.
Vale destacar, que o descarte irregular dos resíduos, além de causar danos irreparáveis à natureza, poderá penalizar o agente causador nas esferas administrativa, cível e penal conforme previsto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). A lei citada, responsabiliza tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas bem como o “diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la”.
O descarte irregular de resíduos está configurado como crime ambiental, nos termos do artigo 54, §2º, inciso V, que assim dispõe:
“Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
§2º Se o crime:
V – ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos, ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos;
Pena: reclusão, de um a cinco anos.”
Portanto, o agente que comprovadamente se enquadrar nos termos do artigo acima, poderá ser condenado penalmente, seja pessoa física ou jurídica.
Em relação as pessoas jurídicas, em caso de sentença condenatória, a pena imposta poderá ser de multa, penas restritivas de direito, suspensão parcial ou total das atividades e ainda a proibição de contratar com o Poder Público e obter subsídios (artigos 21, 22 e 23 da Lei de Crimes Ambientais), gerando um grave prejuízo financeiro para muitas empresas que atuam com licitações.
Apesar da PNRS estabelecer que cabe aos Munícipios elaborarem um plano de gestão dos resíduos, a Lei de Crimes ambientais é uma lei federal que abrange todo o país. Diante disso, não obstante o descarte correto dos resíduos plásticos ser um exercício de cidadania e consciência de preservação do meio ambiente para a geração presente e futura, é também um comando legal, expresso em lei e o descumprimento pode levar a penalização no âmbito administrativo, cível e penal.
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A perda e o desperdício de alimentos é um tema bastante relevante para o setor de varejo e distribuição, muito quando se fala do setor de frutas, legumes e verduras (FLV). A FAO, braço de agricultura da ONU (Organização das Nações Unidas) vem liderando diferentes estudos sobre o tema e propõe soluções diversas. Dados da Embrapa apontam que um terço dos alimentos produzidos no mundo se perdem ao longo dessa cadeia, gerando impactos ambientais e econômicos.
A CEAGESP em conjunto com a ABRE buscaram resolver um desafio. A padronização de embalagens de cargas mistas para FLV que atualmente contam com 10 variações de altura e 27 variações das dimensões de base, o que dificulta o empilhamento e a movimentação da carga mista. Para resolver esse desafio, a ABRE e os parceiros do projeto trabalharam de forma colaborativa, olhando para a eficiência da cadeia.
O grupo realizou um estudo de campo na própria CEAGESP, em rede de varejo e analisou práticas internacionais, e a proposta definida foi submetida a ensaio de vibração realizado pelo IPT, assim como piloto junto à varejista. Como resultado, a proposta de unitização de carga mista define a dimensão padronizada da base das caixas em 40 x 60cm, e as variações 40 x 30cm e 20 x 30cm, altura livre para acomodar as diferentes frutas, empilhamento colunar, trava para encaixe das caixas e ordem de empilhamento da mais pesada para a mais leve. A trava proposta faz parte da estrutura de cada embalagem e não requer o uso acessório extra, estando disponível nas estruturas comumente usadas: papelão ondulado, engradados plásticos e caixas de EPS.
As caixas de madeira, ainda em uso por alguns produtores, devem ser utilizadas como base para as demais embalagens. "Dentro da CEAGESP, nós movimentamos 230 milhões de embalagens por ano. O maior benefício deste projeto foi preservar a qualidade do produto e facilitar a movimentação de carga", destaca Hélio Satoshi, engenheiro agrônomo da central de abastecimento.
Já para Carlos Dias, gerente de Operações da Coopercica, onde foi realizado o projeto piloto, as novas caixas ofereceram maior agilidade na descarga e facilidade de armazenamento nas câmaras frias. “Gostamos muito do tamanho das caixas, pois elas podem ser colocadas diretamente nas bancas”, completa.
O papel da ABRE no projeto foi reunir as empresas para construir uma solução conjunta. “Criamos uma solução que traz uma dimensão padronizada nos diferentes tipos de embalagens, garantindo um empilhamento seguro”, destaca Luciana Pellegrino, diretora executiva da associação. Para a continuidade do projeto estão previstas algumas ações, como o aprimoramento do processo produtivo das embalagens, já com a trava proposta no projeto, a elaboração de um guia de recomendações e de um plano de comunicação para a disseminação da solução.
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Em mais uma edição do projeto Plástico Pós-pandemia, o portal Plástico Virtual traz a entrevista com Gerson Albano Hass, presidente do Sinplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS), que fala sobre as oportunidades que o mercado plástico teve com a pandemia, e o que esperar para 2021.
Confira a entrevista na íntegra:
Plástico Virtual – Como o setor se adaptou à nova realidade? Especialmente no viés econômico. Houve retração considerável? Como lidam com os números?
Gerson Albano Hass – O setor conseguiu se adaptar muito bem. Primeiro, transformando muita coisa do que está sendo utilizado que vinha sendo proibido e agora está sendo incentivado para a utilização, como os plásticos de uso único.
O setor conseguiu dar esse aporte, produzir mais e realizar suas entregas, e dentro dos hospitais o incentivo é muito grande do plástico, trabalhando também muito fortemente na reciclagem destes materiais.
PV – Em relação a vagas de trabalho, como estão lidando com as perdas? Existe alguma iniciativa governamental para ajudar nesse quesito?
GAH – A redução de jornada e redução de salário, e também existe a suspensão do contrato de trabalho. Para empresas que faturaram em 2019, menos de R$4 milhões, o Governo paga o valor total da suspensão de contrato de trabalho. Empresas acima de R$4 milhões em 2019, pagam 30% da suspensão do contrato de trabalho.
PV – O que espera do próximo ano?
GAH – A nossa expectativa é que o crescimento no ano de 2021 seja maior que o inicial, pois existe uma demanda reprimida muito forte e essa demanda precisa sair. O pós-pandemia vai ter um consumo maior que o antes da pandemia, pois existe uma demanda reprimida.
PV – Como lidam com a nova realidade? Existe alguma ação que queira destacar?
GAH – O Sinplast adiou as contribuições que cobram de abril para julho, para auxiliar neste momento de pandemia. O Sinplast tem um novo projeto, chamado “Repense” que possui como objetivo de uma comunicação direta com a sociedade, demonstrar a valorização do plástico pós-consumo.
Existe um projeto na Câmara Federal para um fundo para apoiar as cooperativas de reciclagem, aumentando a capacidade de produção deles, melhorando a qualidade do trabalho dos catadores.
PV – Existe algum dado de recuperação econômica ou ao menos projeção?
GAH – Este ano de 2020, no início projetamos um crescimento do setor plástico de 6% a 7%, porém, o crescimento hoje será negativo devido a pandemia. Alguns segmentos do nosso setor ainda estão muito retraídos, enquanto alguns setores, como alimentos, estão crescendo.
PV – A oscilação do dólar afeta a produção local? De que forma?
GAH – A oscilação do dólar afeta a produção local negativamente. Se o dólar sobe, a matéria-prima também sobe o preço interno.
A grande maioria conseguiu aumentar a produção, o que te dá uma redução de custo, mesmo com o valor da matéria-prima mais alto.
O dólar em alta até traz uma certa competitividade interna, pois dificulta a entrada de fora, mesmo que aumente o preço interno, se o dólar sobe 10%, o produto importado também sobe 10%, já o produto interno não sofre essa alteração.
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O maior desafio da pandemia provocada pelo novo coronavírus, é o uso de máscaras de proteção. Para os deficientes auditivos, torna-se uma barreira a mais na comunicação, já que muitos dependem da leitura labial.
A partir de uma ideia apresentada por um colaborador de uma das marcas do Grupo VW no Brasil, a Fundação Grupo Volkswagen e as empreendedoras do projeto Costurando o Futuro, iniciaram a construção de protótipos de máscaras com filme plástico na região da boca, buscando a acessibilidade e humanização na comunicação entre as pessoas, com e sem deficiência. O projeto foi apresentado à BASF, com o desafio de fazer um filme que reduzisse o embaçamento no momento da fala.
Anderson Silva, coordenador de serviços técnicos em poliamidas da BASF afirma “ficamos felizes ao receber o pedido de suporte e desenvolvimento de uma solução para as máscaras. Desenvolvemos uma proposta técnica e compartilhamos com a equipe de desenvolvimento da Parnaplast, indicando para a produção do filme um sistema de extrusão da poliamida Ultramid C40 L usando o inovador processo Glass. “O filme é muito transparente, flexível, e possui boa resistência necessária para a etapa de costura”.
O processo Glass, da Parnaplast, recria um resfriamento muitíssimo acelerado, seguindo a lógica da fabricação do vidro. Quanto mais rápido ele resfria, mais amorfa a estrutura do plástico, proporcionando propriedades diferenciadas, como alta transparência, brilho, flexibilidade e resistência. “A propriedade antiembaçamento foi conquistada com uma mistura de materiais específicos para essa aplicação”, comenta Vinicius Luiz Kremer, gerente comercial da Parnaplast.
O filme foi produzido e doado em pequenas bobinas de aproximadamente 15 kg para manuseio ergonômico pelas costureiras do Costurando o Futuro. O projeto Costurando o Futuro, iniciativa da Fundação Grupo Volkswagen, é voltado à empregabilidade a ao empreendedorismo em comunidades por meio da formação profissional em costura. As máscaras são comercializadas pelo preço de custo e toda a renda é revertida para as empreendedoras.
A BASF está trazendo para o Brasil também a nova copoliamida Ultramid RX2296 (grade modificado do Ultramid Flex F38) fabricada com 33% de matérias-primas renováveis, que poderá ser usada nesse tipo de aplicação. “Compartilhamos com a Fundação Grupo Volkswagen e com a Parnaplast a satisfação de poder contribuir com um projeto que já está beneficiando muitas pessoas, seja gerando trabalho e renda, seja facilitando a comunicação e garantindo a inclusão de pessoas com deficiência auditiva”, destaca Silva.
Vitor Hugo Neia, diretor de administração e relações institucionais da Fundação Grupo Volkswagenm salienta “ficamos muito felizes em contar com a parceria da BASF e da Parnaplast nesta ação, que nos encheu de orgulho! Não só pela tecnologia envolvida no desenvolvimento do material, mas principalmente pela receptividade e prontidão que demonstraram desde nossas primeiras conversas. Esse tipo de ação é o que nos move”. As máscaras já estão disponíveis no projeto Costurando o Futuro.
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Empresas japonesas desenvolvem sacolas que se dissolvem no oceano
A Mitsubishi Chemical e uma fabricante de materiais de embalagem criaram uma sacola que dissolve no oceano, utilizando o mesmo mecanismo pelo qual micro-organismos dissolvem lixo no solo. Oficiais da companhia dizem que o material é feito de ingredientes a base de plantas, como cana-de-açúcar, e é facilmente dissolvido na água, a qual geralmente contém menos micro-organismos do que o solo. Leva cerca de 1 ano para a sacola se desfazer completamente na água do mar.
Webinar PICPLAST Cenário Macroeconômico e Soluções Bancárias
No dia 06 de agosto, das 10h às 11h, o PICPlast apresenta uma palestra ao vivo com economistas do Santander. O webinar possui o objetivo de falar sobre as soluções bancárias oferecidas diante ao atual cenário do novo coronavírus. As inscrições podem ser feitas aqui.
Indústria adota série de iniciativas para manter empregos na crise
O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou o documento "Brasil Pós Covid-19", com um conjunto de propostas de curto e médio prazo para acelerar o desenvolvimento sustentável do Brasil pós-pandemia. Enquanto isso, indústrias vêm fazendo uma série de ações para manterem o quadro de funcionários, como é o caso da Maximu’s Embalagens Especiais.
A empresa não interrompeu as atividades pois atende o setor hospitalar e realizou várias adaptações para que os funcionários trabalhassem em segurança, como a distribuição de todos os EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) necessários e a disponibilização de transporte aos funcionários que dependem de ônibus para chegarem ao local. A equipe passa todos os dias por posto de controle de temperatura, onde os dados de cada colaborador são registrados. O chão dá fábrica foi todo demarcado para o distanciamento, para o acesso ao registro do cartão de ponto. Férias também foram antecipadas, reduzindo o fluxo de pessoas.
Oerlikon Balzers traz webinar sobre Revestimentos PVD em Matrizes para Estampagem de Chapas de Alta Resistência
A ABINFER divulga o webinar de Revestimentos PVD em Matrizes para Estampagem de Chapas de Alta Resistência (AHSS), que será realizado no dia 05 de agosto, das 10:00h às 11:15h, promovido pela empresa associada Oerlikon Balzers. Inscreva-se aqui.
O webinar fala sobre como a cada dia os requisitos do mercado de produção de veículos têm sido pressionados a oferecer um menor peso com maior resistência em suas estruturas, levando esses desafios a um nível ainda maior.
Produção da indústria química cai pelo segundo mês seguido
A produção da indústria química caiu 1,92% em maio, após queda de 19,35% em abril. Já as vendas internas cresceram 16,02% em maio, após o pior resultado histórico em 30 anos, registrado em abril, aponta o Relatório de Acompanhamento Conjuntural da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). No bimestre abril e maio, a produção teve uma queda acumulada de 20,9% e as vendas internas caíram 25,4% em comparação ao desempenho que o setor registrou em março, quando o país ainda estava no início da pandemia.
A Abiquim tem realizado desde abril uma pesquisa com as empresas associadas para monitorar o desempenho operacional das empresas, o acesso à crédito e monitorar a inadimplência dos segmentos clientes. O dado positivo da última pesquisa foi que as empresas declararam uma certa estabilidade na produção e nas vendas, o que pode indicar que o pior período, até o momento, tenha sido entre abril e maio, a conferir.
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