Uma casa feita com blocos de plástico reciclado se ergueu em 15 horas, na comunidade Porto de Areia, em Carapicuíba (SP). A princípio, o projeto foi executado pela TETO Brasil, ONG com atuação nas comunidades mais precárias e invisíveis do país, em parceria com as empresas Fuplastic, Amanco Wavin e a ONG Biosaneamento.
Esta moradia é o piloto do que vem mais sustentável da Moradia Semente, projeto premiado da TETO Brasil lançado no início deste ano.
Dessa forma, se projetam as Moradias Sementes para atender famílias em situação de hipervulnerabilidade.
Assim, substituindo barracos feitos de lona e madeirite por um abrigo de 27 m², que, além de portas e janelas – essas pela parceria com Esquadrisul – , oferece espaço para três cômodos, incluindo banheiro, instalação hidráulica e instalação elétrica.
Os blocos da casa de plástico reciclado dos quais é feita a Moradia Semente Eco Sustentável foram desenvolvidos pela Fuplastic.
Além da estrutura da casa ser erguida em blocos de plástico reciclado, o telhado também é de material 100% reciclável, são caixinhas de leite, de suco e de creme dental.
A entrega contou ainda com uma solução de captação de água da chuva, placas de energia solar e materiais da marca Amanco Wavin que foram utilizados em toda instalação hidráulica (esgoto e água fria).
Para Lucas Borges, gestor da TETO Brasil em São Paulo, a Moradia Semente Eco Sustentável é o projeto mais completo e robusto da TETO Brasil.
Isso porque, além do impacto social que uma moradia, mesmo que emergencial, sempre tem na vida das pessoas que estão em situação de hipervulnerabilidade. “É um projeto com um significativo impacto ambiental, o que é especialmente importante quando a gente lembra que as favelas são os locais mais atingidos pelos efeitos da crise climática, como as inundações e as fortes chuvas, por exemplo”.
Rede de pesca que vira sacola
A nova edição do TransforMAR, projeto dinamizado pelo Lidl, em colaboração com o Electrão, passará por quase 30 praias, marítimas e fluviais, para coleta e instituição de reuso de resíduos plásticos.
A princípio, o projeto, nos últimos cinco anos, recolheu mais de 180 toneladas de resíduos plásticos e metal nas praias portuguesas. Assim, transformando-os em benefício da comunidade, o TransforMAR marcará agora presença em quase 30 praias, marítimas e fluviais, de Norte a Sul do País.
Adicionalmente, através de um protocolo de colaboração com a Marinha Portuguesa, o TransforMAR irá financiar operações de recolha de redes de pesca em alto mar, um material regularmente deixado na água.
As redes recolhidas nestas operações se transformam em sacos de fibras recicladas. O valor de venda destes sacos continuará a apoiar a atividade da Marinha na preservação do habitat marinho.
Dessa forma, promovendo um dos princípios da economia circular, que é um dos pilares do projeto.
Embalagens mais sustentáveis
Três organizações se uniram para lançar uma solução que, segundo elas, pode ajudar empresas a fazer uma transição rumo a embalagens mais sustentáveis. Isto é, por meio da Plastic IQ, plataforma digital para diminuir o impacto ambiental de suas embalagens.
A parceria é entre a Delterra, organização sem fins lucrativos fundada pela Mckinsey & Company. A consultoria Systemiq; e a AYA Earth Partners, coalizão de empresas para buscar soluções de descarbonização.
Nesse sentido, elas acreditam que a Plastic IQ pode permitir às empresas resultado final e impacto ambiental em sua estratégia.
Com acesso gratuito, a plataforma é composta por três ferramentas. Sendo elas a Plastic IQ Lite, que faz uma conscientização inicial sobre a importância de promover a circularidade das embalagens e reduzir o desperdício.
Já as outras são Plastic IQ Pro, um segundo nível em que as empresas podem projetar estratégicas “detalhadas e robustas” para melhorar seu desempenho. E Banco de Soluções, guia com as melhores práticas globais para reduzir o desperdício de plástico.
A plataforma funciona a partir da inserção das informações do usuário sobre a pegada de plástico da empresa e a meta de redução do uso nos próximos anos.
Assim, as responsáveis pela Plastic IQ, afirmam que: “A plataforma aponta caminhos para diminuir essa pegada em três dimensões possíveis. Isto é, com a redução de embalagens, substituição por embalagens melhores e uma melhora no sistema como um todo”.
A intenção é ajudar as empresas a se tornarem mais sustentáveis no uso de embalagens com uma solução baseada em dados confiáveis.
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As exportações da indústria de transformação perdeu o impulso da recomposição de base, devido à queda significativa que tem vivido nas cotações das commodities. As exportações também estão afetadas pelo recuo de preços nos embarques de itens do “início de cadeia”, com menor agregação de valor.
O economista Rafael Cagnin, do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), avalia que essa vulnerabilidade fica mais clara com a pauta de exportação da indústria a eventos pontuais. “Além de reforçar a necessidade de medidas que garantam mais competitividade ao setor, como a aprovação da reforma tributária”.
A princípio, junho encerrou com US$ 10,6 bilhões em superávit na balança comercial, com US$ 30,1 bilhões em exportações da indústria de transformação e US$ 19,5 bilhões em importações, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços).
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Ainda de acordo com o levantamento, a exportação total do país caiu 8,1% em relação a igual mês de 2022, considerando a média por dia útil.
Já os embarques da indústria de transformação tiveram queda em ritmo maior, em 10%, em igual comparação.
Cagnin destaca: “Estamos em outro momento. Depois de a indústria de transformação ter recuperado níveis de exportação em 2021 e boa parte de 2022, estamos já com bases recompostas e há dados mais modestos em 2023”.
Isso porque, conforme o economista, no segundo trimestre, foram meses com variações negativas e positivas nas exportações do setor. Assim, resultando no enfraquecimento de desempenho dos produtos de indústria de transformação que tem mais contaminados por ciclos de commodities.
Impacto nos produtos de “ínicio de cadeia”
Cagnin ainda explica que em resposta a um cenário mundial de juros em alta e economias em desaceleração, os produtos do "início de cadeia" foram mais afetados. Principalmente, pela queda dos preços das commodities.
Além disso, ele destaca que a queda de preços contribuiu em junho para a queda no valor embarcado de produtos como farelos de soja, carne bovina e de aves. Assim como, de combustíveis, segundo dados do Mdic, sempre na comparação com igual mês de 2022.
O economista pontua: “Esses produtos mais influenciados pelo ciclo positivo de commodities funcionaram como colchão nesse contexto de recomposição de bases. No entanto, isso vai perdendo seu efeito amortecedor”.
Ainda mais, ele destaca que as exportações brasileiras são mais suscetíveis a questões pontuais devido à importância dos itens "início de cadeia".
As indústrias de autopeças e aeronaves tiveram uma variação positiva em junho em relação a junho passado.
Para o economista, “o desempenho relativamente positivo desses produtos que têm encadeamentos maiores foram eclipsados por esse colchão mais fino dos produtos mais vulneráveis aos ciclos de commodities.”
A reativação da demanda externa para cadeia automotiva e aeronaves é importante para o setor. Isso porque, o mercado doméstico tem “fôlego curto”, mesmo com todas as recentes ações do Mdic para tentar desovar estoques do setor automobilístico. O mercado internacional é uma forma de dar maior dinamismo a esse setor.
Para ele, a prioridade para aumentar a competitividade na indústria de transformação passa pelo encaminhamento do acordo Mercosul-União Europeia e também pela aprovação da reforma tributária.
Essas medidas podem trazer um efeito de “divisor de águas” para o setor, tirando obstáculos à competitividade brasileira e eliminando a exportação de impostos.
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Em comparação com abril de 2023, o emprego industrial diminuiu 0,3% em maio. A pesquisa Indicadores Industriais, realizada pela CNI, mostra que houve um recuou em três dos cinco meses de 2023.
Para Larissa Nocko, economista da CNI, a indústria de transformação chega ao fim de um período prolongado de crescimento do emprego. A variação no ano, contudo, é positiva com crescimento de 0,9%.
Nesse sentido, para ela, essa queda do emprego industrial está em linha com o esgotamento dos impulsos de crescimento do mercado de trabalho que ainda estavam associados à recuperação pós-pandemia. Assim, caracterizada por uma longa sequência de avanços.
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Sobretudo, o faturamento real da indústria avançou 0,9% na comparação com abril. Nos primeiros cinco meses de 2023, a série cresceu 3,7% em relação ao mesmo período de 2022. A queda de 1,2% em abril foi parcialmente revertida pelos resultados de maio. Desta forma, o indicador permanece inferior ao registrado em março de 2023.
Quanto às horas trabalhadas na indústria de transformação cresceram 2,6% na comparação com abril de 2023. Já a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) apresentou estabilidade na comparação com abril em maio de 2023.
A trajetória de queda permanece na série UCI desde o início de 2021. Isso porque, na comparação com o resultado de maio de 2022, o recuo foi de 2,6 pontos percentuais.
Queda nos empregos industriais ao longo dos anos
Foram extintas 758,6 mil vagas na indústria como um todo, em uma década, sendo 9,3 mil vagas a menos nas extrativas e 749,3 mil na transformação.
Entre 2012 e 2021, o setor industrial perdeu 8,6% da força de trabalho, com mais da metade das demissões concentradas em três das cinco atividades que mais empregavam.
Sendo eles, a confecção de artigos do vestuário e acessórios (-193,2 mil), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-110,8 mil) e fabricação de produtos de metal (-110,2 mil).
Segundo o IBGE, nesses 10 anos, destaca-se a perda de representatividade da indústria automotiva, que teve redução no emprego, porte médio, concentração e salários médios pagos. “Considerando as unidades locais industriais, saiu da terceira para a sétima posição no ranking da indústria", aponta.
Nesse sentido, é importante lembrar que houve avanço, em contrapartida, nas indústrias extrativas.
Isto é, em especial na atividade de extração de minerais metálicos e extração de petróleo e gás natural.
No ano de 2021, a indústria brasileira ocupava 8,1 milhões de pessoas, com remuneração total de R$ 352,1 bilhões em salários.
Assim, foram gerados R$ 2,2 trilhões em valor de transformação industrial, 85,8% deles provenientes das indústrias de transformação.
O salário médio pago pela indústria aos trabalhadores subiu de 3,0 salários mínimos em 2020 para 3,1 salários mínimos em 2021.
O salário médio nas indústrias extrativas aumentou de 4,7 salários mínimos para 5,1 salários mínimos no período, enquanto o das indústrias de transformação passou de 2,9 para 3,0.
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A alta das taxas em maio ficou próxima da estabilidade em relação a abril, mas a propagação de taxas positivas sugere que o setor está melhorando. Isso porque, segundo o IBGE, a produção industrial aumentou 0,3% em maio ante abril, com crescimento em 19 dos 25 ramos industriais e três dos quatro grupos econômicos.
Para André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), esse é um resultado muito próximo da estabilidade, que sequer repõe a perda do mês passado [-0,6%], mas traz sinalizações positivas.
Ele afirma: “A gente volta para o campo positivo e chama atenção o perfil mais disseminado das taxas positivas, em 19 dos 25 ramos industriais. Mais do que o resultado positivo, o fato de o resultado ter sido mais espalhado traz algum tipo de alento para a atividade industrial”.
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A princípio, o número de atividades em alta foi o mais alto desde setembro de 2020, quando foram 23 dos 25 ramos industriais em alta.
Assim, ao comentar o desempenho da indústria do mês, Macedo ponderou que a melhora ocorre a despeito de a indústria ainda se encontrar em patamar 1,5% abaixo do pré-pandemia e 18,1% abaixo de maio de 2011.
Conforme o gerente, mesmo com a melhora de maio, está abaixo do patamar pré-pandemia e permanece distante do patamar recorde da série histórica. “Tem um espaço importante a ser recuperado. Mas fato é que, com a entrada de maio, tem uma melhora do panorama”, afirma.
Resultado positivo é derivado da desaceleração inflacionária
Sobretudo, estas taxas mais positivas da indústria ocorreram em um contexto, de acordo com Macedo, de alguma melhora na conjuntura econômica. Isto é, com destaque para a desaceleração da inflação e o melhor momento do mercado de trabalho.
Ele pondera: “A gente tem alguns graus de melhora em conjuntura. Uma inflação mais controlada, o que pode ser bom para o consumo das famílias. Têm algum grau de melhora na inflação e no mercado de trabalho, embora com taxa de informalidade elevada e um contingente grande de desempregados. Mas tem melhora tanto no Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] quanto na Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios]”.
No entanto, fatores macroeconômicos que contribuem negativamente, permanecem: taxa de juros elevada, com consequências para endividamento e inadimplência.
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Em busca de alternativas mais sustentáveis, cientistas da Universidade Chinesa de Hong Kong, se empenham em desenvolver opções bioderivadas para serem usadas como embalagens pela indústria alimentícia. Nesse sentido, o grupo desenvolveu um material comestível, transparente e biodegradável com grande potencial para ajudar as empresas a se alinhar com pautas ambientais.
A princípio, os cientistas investiram na BC (celulose bacteriana), que é um composto orgânico derivado de bactérias, possível no aspecto sustentável, facilmente disponível e não tóxico para uso generalizado.
A BC é diferente da celulose encontrada nas paredes celulares das plantas, já que pode se produzir por fermentação microbiana, assim, eliminando a necessidade de colheita nas árvores.
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Segundo To Ngai, um dos criadores, esse método de produção não contribui para o desmatamento ou a perda de habitat, tornando a BC uma alternativa de material mais sustentável e ecologicamente correta à celulose vegetal.
Em testes, o produto alternativo se degrada completamente em um a dois meses sem a necessidade de condições específicas para compostagem industrial, ao contrário de outros plásticos de origem biológica, como o ácido polilático.
Ngai afirma que: "O material desenvolvido é totalmente comestível, sendo seguro para tartarugas e outros animais marinhos consumirem sem causar toxicidade aquática no oceano".
Para ele, a resistência à tração e a alta versatilidade dessa celulose também são características que podem facilitar o seu uso para revestir alimentos diversos.
O material tem produção simples e processo robusto
Conforme Ngai, a BC passou por testes por outros pesquisadores para uso em embalagens e filmes inteligentes. No entanto, uma das dificuldades nesses projetos anteriores era a sensibilidade desfavorável à umidade do ar. Isto, por sua vez, afeta negativamente as propriedades físicas de um revestimento.
Assim, como solução, a equipe chinesa incorporou proteínas de soja na estrutura. Bem como, cobriu com um composto resistente a óleo, resultando em um produto de produção simples e "robusto".
O cientista destaca que: "A produção não requer condições de reação específicas, como reações químicas, mas um método simples e prático com mistura e revestimento".
Bem como, oferece uma solução promissora para o desafio de desenvolver materiais de embalagem sustentáveis e ecologicamente corretos.
Atualmente, a equipe está focada no desenvolvimento de uma cola capaz de criar ligações fortes entre a celulose bacteriana.
Dessa forma, o objetivo é permitir que ela seja facilmente moldada em várias formas quando aquecida, para principalmente, utilização em embalagens pela indústria alimentícia.
Assim, isso resolveria outro aspecto limitador da celulose bacteriana: ela não é maleável em condições de calor. "Ao abordar essa questão, esperamos torná-la mais competitiva com os plásticos tradicionais, mantendo sua compatibilidade com o meio ambiente", aposta o cientista.
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É comum identificar na parte de trás da maioria das embalagens plásticas no supermercado, um símbolo de triângulo com um número que varia de 1 a 7. Esse símbolo indica o modo do material a se recolher para reciclagem, ou seja, a maneira como deve separar para coleta seletiva.
Por sua vez, a numeração identifica o tipo de resina plástica utilizada na produção daquela embalagem, pois nem todos os plásticos têm a mesma composição e aplicações.
Na prática, eles se diferenciam pelo nível de flexibilidade e pela capacidade de suportar impactos e altas temperaturas, entre outras características.
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A princípio, com esse símbolo de identificação nas embalagens plásticas, é possível que cooperativas e recicladores separem corretamente os resíduos nas etapas de triagem.
Principalmente pelo fato de que alguns tipos de plástico não podem se misturar e os centros não estão equipados para lidar com todos os tipos.
Além disso, serve inclusive para avaliar se o processo de reciclagem compensa financeiramente, já que certos materiais são mais custosos e difíceis de serem reaproveitados.
Os códigos também permitem que o consumidor possa separar o lixo plástico de acordo com os números, colocando cada grupo em sacos diferentes, o que agilizaria a triagem nas cooperativas.
O que cada número quer dizer?
De acordo com a ABIPLAST, a classificação dos materiais por número é a seguinte:
1 PET (polietileno tereftalato):
Um dos mais conhecidos, o PET se usa em garrafas de refrigerante e fibras para roupas, por exemplo. O material é capaz de reter gases e proteger bem da umidade.
2 PEAD (polietileno de alta densidade):
Com ótima resistência físico-química, se aplica, por exemplo, na fabricação de brinquedos, sacolas de mercado, frascos de detergente e tampinhas de garrafa.
3 PVC (policloreto de vinila):
Famoso por sua aplicação em tubulações de água e esgoto, também é encontrado em mangueiras, isolantes de fios, potes de maionese e outras embalagens.
4 PEBD (polietileno de baixa densidade):
Pela flexibilidade e boa resistência a impacto, é usado em utilidades domésticas, filmes de embalagens, sacos de lixo e até nas camadas das caixas de leite, por exemplo.
5 PP (polipropileno):
É muito usado em embalagens iogurte, sorvete e ketchup, entre outras, graças à capacidade de conservar o aroma dos alimentos e resistir a mudanças de temperatura.
6 PS (poliestireno):
Versátil, é utilizado em muitos segmentos, como embalagens de cosméticos, descartáveis e como espuma (popularmente conhecido como isopor).
7 outros materiais diferentes dos anteriores:
Se o plástico não se encaixar nas composições mais comuns acima, se representa pelo número 7. É o caso do material presente em pacotes de salgadinhos e biscoitos.
O que fazer se não identificar esse símbolo?
Várias empresas não informam o tipo de plástico usado para fazer suas embalagens, provavelmente devido ao medo da resposta do consumidor ou à falta de conhecimento.
Por isso, é importante que o consumidor se manifeste pelos canais de contato da marca, solicitando a inclusão de informações - quanto mais pessoas engajadas, maiores são as chances de a empresa avançar. Além de aumentar a consciência de consumo, a transparência é importante para toda a cadeia da reciclagem.
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Tampinhas plásticas substituídas por cadeiras de rodas
Uma ação fruto da parceria entre a Eletronuclear e o Instituto Soul Ambiental, recolheu mais de meia tonelada de tampinhas plásticas que foram trocadas por cadeiras de rodas para atender pacientes do INCA (Instituto Nacional de Câncer).
A princípio, a campanha de coleta dos itens foi promovida pelo Irradiação – Programa de Voluntariado da Eletronuclear nas instalações da empresa no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis.
Lá ficam localizadas as usinas nucleares, e contou com a adesão dos colaboradores da companhia.
Nesse sentido, além de fortalecer o senso de comunidade dentro da cultura organizacional, a iniciativa cuida do planeta e tem a oportunidade de ajudar os pacientes.
Como cada 400 kg de tampinhas plásticas separadas por cor equivalem a uma cadeira de rodas, a Eletronuclear contribuiu de maneira integral para a doação de uma das cadeiras.
Assim, a segunda foi fruto da arrecadação da empresa e de diversos outros órgãos e instituições que também ajudaram a causa.
A chefe da Assessoria de Responsabilidade Socioambiental da Eletronuclear, Ana Beatriz Julião, finaliza: “Consideramos essa primeira entrega um sucesso. Tudo só foi possível por conta do engajamento dos colaboradores da empresa, que se solidarizaram”.
Controle remoto de reciclado
Por meio de um programa de economia circular implementada no início deste ano, a Claro desenvolveu um controle remoto para o serviço Clato tv+ produzido com plástico reciclado.
Segundo a operadora, desde janeiro, a iniciativa já distribuiu mais de 180 mil controles em todo o país.
A princípio, esse projeto-piloto integra o programa de logística reversa da empresa. Ele, por sua vez, também inclui ações como o recolhimento de decoders, modens e controles remotos que já não se utiliza mais pelos clientes. Os equipamentos, em seguida, se encaminham para reciclagem.
Nesse sentido, a Claro ressaltou que, de janeiro a maio, mais de 7 mil toneladas de resíduos se reaproveitados para a produção dos controles remotos com plástico reciclado. A companhia tem projeção de terminar em 2023 com cerca de 800 mil unidades distribuídas.
Sobretudo, na prática, o material devolvido pelos clientes passa por um processo que envolve as etapas de triagem, reciclagem e produção de matéria-prima para novos equipamentos.
Hamilton Silva, diretor de Infraestrutura da Claro, conta que: ''Trata-se de uma ação de economia circular. O objetivo é a minimização do impacto ambiental gerado pela cadeia de consumo. A princípio, estamos rodando como um piloto e usando os controles produzidos com material reciclado como peças de reposição''
Assim, a intenção da operadora é ampliar o programa, incluindo outras versões de controle remoto. “Neste primeiro momento, focamos no modelo mais popular, que tem maior demanda por reposição. Com os resultados observados, já estudamos os próximos passos da iniciativa”, sinaliza Silva.
Calção de reciclados
Os calções de banho da ISTO, marca de roupas portuguesa, confeccionados num tecido único chamado SEAQUAL, que é feito com 10% de plástico reciclado do mar e 90% de poliéster reciclado de resíduos pós-consumo, material utilizado para dar-lhe elasticidade.
Além disso, a ISTO apresenta uma Beach Bag de edição limitada, feita em algodão orgânico. Esse produto se faz a partir de sobras de materiais não vendidos das fábricas onde a marca produz as suas peças.
Todas as peças estão disponíveis nas lojas e no site da marca.
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Completando 20 anos de existência, o Think Plastic Brazil, realizador do World Plastic Connection Summit, anunciou as atrações que estarão presentes na terceira edição do evento, que acontece entre os dias 21 a 24 de agosto, em São Paulo.
Nesta edição, uma das grandes atrações é o Seminário Internacional Híbrido, que contará com reconhecidos nomes internacionais como:
O designer egípcio Karim Rashid;
O criador brasileiro Jum Nakao;
A finlandesa especialista em tendências Susanna Björklund;
O alemão especialista em desenvolvimento de novos materiais Prof. Dr. Sascha Peters;
O pesquisador brasileiro Giácomo Parolin;
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Para Carlos Moreira, gestor do Think Plastic Brazil, o evento tornou-se referência internacional para a indústria de plásticos transformados. “Reunimos no Brasil os maiores pesquisadores do setor em todo o mundo”.
Moreira complementa dizendo que: “O seminário é o momento de renovação de conhecimento, além de uma oportunidade única de relacionamento entre os principais empresários, compradores e pesquisadores do setor”.
O que mais tem no Summit?
Prêmio Internacional: com o objetivo, a princípio, de reconhecer e divulgar empresas que investem em processos de internacionalização.
Bem como, homenagear ações relevantes das empresas associadas ao Programa.
A princípio, a premiação deste ano traz como principal novidade a abertura de inscrição a empresas não associadas ao Think Plastic Brazil.
Tendência de cores – International Color Trend 2024 Estudo profundo global das tendências de cores do mercado do plástico transformado que reflete a cultura brasileira e apresenta novas possibilidades em produção e desenvolvimento de produtos às empresas nacionais.
A pesquisa de cores teve coordenação do reconhecido artista, diretor criativo e designer de produtos, Jum Nakao.
Anuário internacional – International Yearbook: A terceira edição do anuário em três idiomas (português, inglês e espanhol) está reformatado, com ainda mais informações e destaque às 190 empresas brasileiras associadas ao Think Plastic Brazil, além de apresentar as informações setoriais internacionais de 2023.
Nesse sentido, o International Yearbook se disponibiliza em formato online e terá alguns exemplares impressos.
Projeto Comprador – Buyers Project International Show: realizado entre os dias 23 e 24 de agosto, atenderá todas as verticais do setor de plásticos transformados.
Contará com mesas de negociação e ampla área para networking, além de um mailing selecionado de compradores internacionais de acesso exclusivo dos participantes.
Projeto Imagem – Image Promotion: realizado juntamente com o Projeto Comprador, neste evento, as empresas associadas ao Programa Think Plastic Brazil recebem compradores e jornalistas convidados.
Visitas Técnicas – Technical Visits: nos últimos dois dias de evento, compradores internacionais e jornalistas convidados participarão de visitas técnicas às plantas de empresas associadas ao programa Think Plastic Brazil.
Clínicas de Consultoria – Internationalization Consulting Clinics: novidade do Summit deste ano, as clínicas de consultoria reunirão representantes da ApexBrasil, escritórios de advocacia e consultores empresariais que abordarão diversos temas de interesse para os associados do Think Plastic Brazil.
A feira internacional do plástico
Sobretudo, o Think é o portfólio de soluções que apoiam o setor de produtos transformados plásticos no processo de internacionalização para os mercados alvos.
Assim, o projeto foi criado pelo INP (Instituto Nacional do Plástico) em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Em formato híbrido (presencial e online) o Summit será realizado no Blue Tree Premium Alphaville, com transmissão simultânea em português, espanhol e inglês.
A princípio, em 2022 o evento reuniu mais de 300 pessoas presencialmente e as palestras foram transmitidas online para 67 países com mais de 14 mil acessos em todo o mundo.
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Em junho, instituições brasileiras se reuniram para criar um programa de gestão, recuperação e reciclagem de embalagens. O AGIR, tem foco na circularidade dos resíduos gerados no Brasil, uma vez que, o país possui um potencial enorme para ampliar os índices de reciclagem e liderar esse tema no mundo, segundo a edição 2022 do Panorama dos Resíduos Sólidos.
A princípio, o AGIR visa facilitar o diálogo, a troca de experiências e facilitar a formulação. Com proposta e divulgação de medidas e ações que contribuam para a recuperação e reciclagem de embalagens.
Na agenda da Aliança, estão previstos pesquisa e harmonização da base de dados e informações sobre o setor, estudos, publicações, promoção de seminários.
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Bem como, reuniões técnicas e outros eventos para contribuir com a melhora da qualidade do ambiente urbano. Com isso, fortalecimento do enfrentamento às mudanças climáticas, propiciando a transição para um modelo de economia circular.
Isso porque, os resíduos estão no centro do debate global acerca de mudanças climáticas, tanto é que a ONU acabou de criar um conselho específico para tratar do tema, ligado diretamente ao seu Secretário Geral.
Dione Manetti, presidente do Instituto Pragma e um dos articuladores para criação da da AGIR, disse que o programa será uma referência no país. Principalmente, para avançar com políticas que garantam a circularidade dos resíduos. “Diminuindo impactos ambientais e promovendo inclusão social que os resíduos trazem com a participação dos catadores de materiais recicláveis”.
Avanços necessários para sustentabilidade nos resíduos
Para a ABIPLAST, que representa nacionalmente as indústrias de transformação e reciclagem de plástico, responsável por 12,7 mil empresas e quase 360 mil profissionais, é preciso prestar assistência à categoria por meio de diversos serviços e iniciativas. Bem como, valorizar o plástico e promover o setor e sua competitividade, com os avanços tecnológicos com foco na sustentabilidade.
Nesse sentido, Paulo Teixeira, Diretor Superintendente da ABIPLAST, destaca a urgência em dialogar sobre o futuro da reciclagem e da circularidade no Brasil. “Precisamos nos aprofundar nesses temas, mas isso só vai acontecer se houver um esforço coletivo. Isto é, com responsabilidade assumida por todos os atores da cadeia. Assim, esperamos que isso aconteça a partir desses encontros da Aliança com o setor público.”
Carlos Silva Filho, presidente da ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), avalia que a conjuntura global mostra que novas práticas e soluções sistêmicas são fundamentais para superar os déficits existentes.
Assim, a conjugação de esforços entre várias entidades integrantes da Aliança buscará promover ações para uma mudança de perspectiva, “rumo a uma maior valorização das embalagens e circularidade dos resíduos”.
Sobretudo, a Aliança é composta por 35 instituições, entre elas entidades de representação de empresas do setor produtivo do país.
Assim como, representações de catadoras e catadores de materiais recicláveis, instituições públicas da área ambiental, entidades gestoras de logística reversa e organizações da sociedade civil ligadas ao tema, com atuação nacional e internacional.
Manetti conclui que: “O lançamento da AGIR marca um momento importante para o avanço das políticas e ações voltadas à circularidade dos resíduos no país construção e coloca o Brasil na vanguarda de tema a nível Global”.
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Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), o ICI (Índice de Confiança da Indústria) cresceu 1,1 ponto em junho, para 94,0 pontos. Após oscilar -0,1 ponto para 93,8 pontos, o índice segue próximo da estabilidade.
Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre, explica que esse resultado de junho da sondagem mostra redução do pessimismo por parte dos empresários. “A melhora nos índices foi influenciada não apenas pela ligeira melhora da situação atual, mas também pelas perspectivas menos negativas em relação aos próximos meses”.
No entanto, para ele, mesmo com o resultado positivo nas categorias de uso de bens de consumo duráveis e não duráveis, a tendência é de manutenção da cautela nos segmentos aderentes à essas grandes categorias que continuam lidando com elevado nível dos estoques e demanda ainda insuficiente.
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Isso porque, o atual cenário é desafiador para a indústria, com taxa de juros elevada e aumento do endividamento. “ Isso ainda cria um ambiente de incerteza nos empresários em relação a um segundo semestre difícil, porém com alguma melhora na demanda”, acrescenta Pacini.
Avanços na confiança e nas expectativas
Ainda durante o mês de junho, 13 dos 19 segmentos pesquisados pela pesquisa registraram melhora na confiança da indústria. O resultado, segundo o FGV Ibre, reflete tanto uma melhora nas avaliações atuais quanto uma melhora nas expectativas.
O ISA (Índice Situação Atual) e o de IE (Expectativas) avançaram 0,6 e 1,6 ponto para 92,4 pontos e 95,6 pontos, respectivamente.
A percepção dos empresários em relação ao nível de demanda foi o que mais influenciou positivamente o resultado do índice ISA, com alta de 2,9 pontos no indicador para 95,3 pontos.
O indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios também melhorou ao subir 2,2 pontos para 98,2 pontos.
Já o indicador que mede o nível de estoques, mostra um cenário contrário. Isso porque, houve piora ao subir 3,6 pontos para 110,2 pontos, resultado mais alto desde junho de 2020 (118,6 pontos), mês em que a economia ainda sofria com o lockdown.
A princípio, quando este indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos ou acima do desejável.
Visão sobre tendências do futuro
As perspectivas para o futuro são menos pessimistas após duas perdas consecutivas. Os indicadores que medem a produção projetada para os próximos três meses e a tendência dos negócios para os próximos seis meses foram os que mais influenciaram o índice.
Uma vez que, ambos os indicadores subiram 1,7 ponto, para 98,3 e 89,3 pontos, respectivamente.
Nesse sentido, o emprego previsto avançou pelo segundo mês consecutivo ao variar 1,5 ponto, para 99,6 pontos.
Já o nível de utilização da capacidade instalada da indústria teve ligeira melhora ao crescer 0,3 ponto porcentual, para 80,4%.
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