Pessimismo domina indústria paulista no primeiro semestre, aponta pesquisa da Fiesp
De acordo com o levantamento da Fiesp, a atividade industrial no estado de São Paulo registrou o primeiro semestre de 2026 com o pessimismo acentuado. Entre os principais fatores para isso incluem: elevada carga tributária e custo de matérias-primas, impactado por conflitos no Oriente Médio, revela a série histórica da pesquisa “Rumos da Indústria Paulista – Avaliação do 1º semestre“, realizada desde 2008.
Conforme aponta a pesquisa, 54% dos industriais paulistas avaliaram o primeiro semestre deste ano pior em relação ao mesmo período de 2025.
Esse cenário também influencia as projeções para o fechamento do ano. Além disso, 49,9% dos empresários entrevistados estimam que as vendas em 2026 ficarão abaixo do resultado registrado no ano passado.
Com base nas respostas, a entidade calculou uma retração média ponderada de 4,9% nas vendas do setor até o fim do ano. A projeção, portanto, contrasta com a estimativa macroeconômica nacional da Fiesp, que ainda prevê um crescimento de 1,4% na produção industrial brasileira em 2026.
Preocupações com custos e impostos
A indústria de transformação paulista enfrenta uma forte pressão sobre suas margens, principalmente por causa dos custos elevados e dos desafios estruturais. Ao responderem sobre as principais dificuldades enfrentadas no primeiro semestre de 2026, 67,7% dos empresários apontaram a elevada carga tributária como um dos principais problemas do setor. Em seguida, 59,1% citaram o aumento no preço das matérias-primas.
Além disso, 54,3% dos entrevistados destacaram a falta de mão de obra qualificada, enquanto 54% apontaram a queda na demanda interna. Dessa forma, as empresas enfrentam, ao mesmo tempo, custos maiores, dificuldades para encontrar profissionais e um mercado interno menos aquecido.
Expectativas frustradas para o emprego
Esse cenário também afeta as expectativas para o segundo semestre de 2026. Enquanto 43% dos industriais mantêm uma posição neutra, 36,5% demonstram pessimismo. Apenas 20,5% dos entrevistados se mostram otimistas em relação aos próximos meses.
A cautela também aparece nas projeções para o mercado de trabalho. Segundo o levantamento, apenas 22% das indústrias pretendem contratar no segundo semestre, ante 29,8% em 2025. Entre as empresas que planejam ampliar suas equipes, a expansão média deve alcançar 7,9% do quadro atual de funcionários.
Sobre a pesquisa
A Fiesp realizou a sondagem “Rumos da Indústria Paulista – Avaliação do 1º Semestre de 2026” entre 8 e 30 de junho de 2026. Durante o período, a entidade ouviu 337 indústrias de transformação de micro, pequeno, médio e grande porte instaladas no estado de São Paulo.
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