Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Projeto escolar recicla tampinhas e cria jogos, ferramentas e peças artesanais. Iniciativa Clean COP transforma plástico pós-consumo em ciclos produtivos totalmente rastreados. Pesquisadoras da Unicamp criam filme biodegradável com bioplástico que se decompõe em 45 dias

Transformar resíduos plásticos em novos produtos funcionais e criativos já se tornou uma realidade. E mais uma inovação chega ao setor: jovens do quarto ano da EPET 10 de Eduardo Castex, La Pampa desenvolveram objetos por meio da reciclagem de tampinhas plásticas.
Os estudantes utilizam um equipamento adaptado e com temperaturas que cheguem até 250 graus. Sendo assim, conseguiram desenvolver de jogos de peteca de chão a ferramentas.
Diante disso, o docente Sergio De Niro e a aluna Malena Nuin durante a II Expo Ambiental realizada no CCM (Centro Cultural Municipal) da localidade pampeana, explicam: “Começamos o projeto este ano (2025) para reciclar as tampinhas de plástico e reutilizamos as tampinhas para evitar a contaminação ambiental”.
A escolha das tampinhas plásticas de refrigerantes também é intencional, revelam. Isso porque, este material “pode ser trabalhado facilmente pois não emite gases tóxicos”, aponta Nuin. Além disso, trata-se de um dos materiais de mais fácil acesso, principalmente por sua ampla utilização.
Os fornos trabalham a 250 graus, e conseguem tornar o plástico mais maleável, assim, possibilitando a fabricação de jogos, tábuas, esculturas, quadros e outros elementos. Do mesmo modo, as ferramentas do Ateliê de Polímeros, sediado na escola, funcionam a partir das doações das famílias e docentes.
De Niro afirmou que as ferramentas industriais usadas nestes processos têm alto custo porque são projetadas para a industrialização, o que impede que instituições educativas as adquiram. Mesmo assim, a escola avança e mantém a intenção de ampliar o projeto, reciclando outros tipos de plásticos que hoje não conseguem utilizar por falta de maquinário adequado.
Ele explicou que as novas ferramentas estão em desenvolvimento e devem entrar em operação em 2026, o que permitirá aumentar o volume de material processado.

Hoje, 21 de novembro de 2025, chega ao fim da COP30, em Belém do Pará. Entre os destaques do evento estão as ações, projetos e discussões a respeito da sustentabilidade e transformações de plásticos. Nesse cenário, a ABIPLAST mobiliza a "Rede pela Circularidade do Plástico", que patrocina o CLEAN COP – O Futuro é Limpo.
A iniciativa foca em realizar, pela primeira vez em uma COP, uma gestão completa, rastreável e circular de todos os resíduos plásticos pós-consumo gerados na Green Zone e na COY.
A COP30 finaliza neste dia 31, entretanto, a ação segue até dia 28 de novembro, e tem execução pela YouGreen Cooperativa, referência nacional na área.
Nesse sentido, a Clean COP conta com três objetivos principais: evidenciar o papel estratégico das cooperativas de catadores; reforçar a inclusão social; e assegurar rastreabilidade completa da gestão de resíduos.
A Rede, formada por 60 membros de toda a cadeia como cooperativas, petroquímicas, recicladores, transformadores e grandes indústrias, reafirma o compromisso de rastrear todas as etapas da operação.
Todo o material coletado segue para a unidade da YouGreen em Ananindeua, onde passa por triagem rigorosa antes de ser encaminhado aos recicladores e reinserido no ciclo produtivo.

Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) da FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas), duas pesquisadoras desenvolveram um tipo de filme biodegradável. Para isso, elas utilizam a amilopectina, um tipo de amido presente em polímeros biodegradáveis, encontrado em alimentos vegetais como milho, batata, arroz e trigo.
Assim, a equipe avaliou múltiplas formulações até identificar aquela que melhor respondia aos requisitos do projeto. Com isso, alcançou uma composição com resistência mecânica adequada e acabamento visual consistente.
Diante disso, Giovana Padilha, professora da FCA, que participou da pesquisa ao lado de Deborah Montagnoli, que na época era sua orientanda de mestrado. Nesse sentido, ela explica: “Produzimos mais de dois mil filmes poliméricos até chegarmos a um material estável, com resistência suficiente para embalar e proteger os alimentos.”
Em detalhes, Padilha revela que, após escolher a amilopectina como o tipo de amido mais conveniente para o filme polimérico. Isso porque um dos principais desafios foi formular os componentes que iriam conferir resistência ao filme, afinal o amido não possui capacidade de oferecer isoladamente. Para isso, as pesquisadoras utilizando a pectina, uma fibra natural presente em frutas como a laranja. A escolha da matéria-prima vem de sua oferta abundante, principalmente dos resíduos da indústria cítrica.
A equipe comprovou que o produto é completamente biodegradável. Os ensaios mostraram que o filme se decompõe em aproximadamente 45 dias, dependendo das condições ambientais. Isso significa que a solução se aplica a alimentos perecíveis, tendo em vista que o há uma diminuição no prazo de consumo, por exemplo.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.


Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a Indústria do Plástico, somos a maior e mais completa plataforma de divulgação da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, entregamos resultados comprovados para centenas de empresas do setor.
© 2026 Plástico Virtual — Todos os direitos reservados.