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Aumentam as importações brasileiras de resinas plásticas

Aumentam as importações brasileiras de resinas plásticas Durante o primeiro semestre de 2024, fatores domésticos e internacionais influenciaram no aumento das importações brasileiras de resinas plásticas. A análise dos dados foi feita pela equipe de comércio exterior da ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química).  A avaliação, porém, aponta para diversos desafios, como: capacidade interna insuficiente […]

Aumentam as importações brasileiras de resinas plásticas

Durante o primeiro semestre de 2024, fatores domésticos e internacionais influenciaram no aumento das importações brasileiras de resinas plásticas. A análise dos dados foi feita pela equipe de comércio exterior da ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química). 

A avaliação, porém, aponta para diversos desafios, como: capacidade interna insuficiente e não competitiva, danos causados pelo desastre climático no Rio Grande do Sul, variações cambiais intensas e excedente global de PP, PE, PVC e estirênicos.

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A princípio, no setor de poliolefinas, as importações no primeiro semestre totalizaram 366.098 toneladas, em comparação com 241.012 toneladas no mesmo período do ano anterior. 

Sendo assim, as três principais origens do polímero importado para o Brasil de janeiro a junho vem:

  • Arábia Saudita: 102.185 toneladas (em comparação com 60.560 no mesmo período de 2023), 
  • China: 68.762 toneladas (em comparação com 16.202 no mesmo período de 2023)
  • Argentina: 45.419 toneladas.

O aumento nas importações de resinas da Ásia, particularmente da China, um país que se tornou uma grande exportadora regular de PP (polipropileno), especialmente de homopolímeros, o que alterou significativamente o mercado global.

Com essa mudança, produtores de resina que antes eram grandes fornecedores para a China, como as petroquímicas do Oriente Médio (por exemplo, a Arábia Saudita), buscaram novos mercados. Esse reposicionamento foi necessário para diversificar os canais de venda no exterior e mitigar o impacto da redução das compras chinesas. 

Assim, os produtores do Oriente Médio começaram a exportar mais para outros países, incluindo o Brasil.

Panorama geral das importações de resinas plásticas

O aumento das importações também afetou os PEs (polietilenos). No segmento de PEAD, as importações atingiram 362.053 toneladas na primeira metade de 2024, em comparação com 208.499 toneladas nos seis meses iniciais de 2023. 

Em relação ao mesmo período, as importações de PEBD e PEBDL totalizaram 296.319 toneladas entre janeiro e junho, em comparação com 228.661 toneladas no mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi influenciado pela insatisfatória capacidade de produção doméstica de PEBD nos pólos de Camaçari e Triunfo.

Além disso, grande parte das importações de PEBDL está também incorporada nas de copolímeros de etileno e alfa-olefina. Conforme a análise detalhada da Abiquim, essas importações totalizaram 392.795 toneladas no primeiro semestre, bem acima das 258.916 toneladas registradas no mesmo período de 2023. 

Ao monitorar as principais origens das importações brasileiras de PE, a Abiquim também contabiliza os volumes de PET (polietileno tereftalato).

Sob essa perspectiva, os três maiores fornecedores internacionais de PE para o Brasil entre janeiro e junho foram:

  • EUA: 785.410 toneladas (em comparação com 466.492 no mesmo período de 2023),
  • Argentina: 90.280 toneladas (em comparação com 101.198 no mesmo período de 2023)
  • Canadá: 75.017 toneladas (em comparação com 55.028 no mesmo período de 2023).

Capacidade brasileira de exportação de resinas

O Brasil tem uma capacidade instalada de 1 milhão de toneladas anuais de PET, mas o consumo interno gira entre 50% e 60% dessa capacidade, conforme a análise. As exportações de PET nunca foram suficientes para garantir uma utilização ideal das duas fábricas nacionais. 

Apesar da oferta local de poliéster, o país importou 72.925 toneladas no primeiro semestre, um aumento em relação às 55.071 toneladas importadas no mesmo período do ano passado.

O panorama para o PVC, porém, se mostra diferente do do PET. De janeiro a junho deste ano, as importações de PVC totalizaram 294.513 toneladas. 

Além disso, o Brasil importa regularmente estireno, mas, apesar de possuir uma capacidade nominal de PS superior à demanda interna, o país tem importado o polímero devido às dificuldades financeiras que comprometem a produção de estireno.

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