Tampinhas plásticas viram fraldas, PET ajuda na purificação da água e plástico feito de tucumã
Tampinhas plásticas viram fraldas, PET ajuda na purificação da água e plástico feito de tucumã Tampinhas plásticas ajudam crianças de Curitiba a apoiar idosas No Colégio Marista Santa Maria, no bairro São Lourenço, em Curitiba (PR), alunos de 6 e 7 anos promovem uma campanha de arrecadação de tampinhas plásticas para contribuir com os cuidados […]
Tampinhas plásticas viram fraldas, PET ajuda na purificação da água e plástico feito de tucumã
Tampinhas plásticas ajudam crianças de Curitiba a apoiar idosas
Foto: Divulgação Colégio Marista Santa Maria
No Colégio Marista Santa Maria, no bairro São Lourenço, em Curitiba (PR), alunos de 6 e 7 anos promovem uma campanha de arrecadação de tampinhas plásticas para contribuir com os cuidados das moradoras do Asilo São Vicente de Paulo, no Juvevê. A iniciativa integra o projeto Turma da Natureza e aproxima a educação ambiental de uma ação social.
A campanha estabelece uma relação direta entre coleta e assistência: cada quilo de tampinhas arrecadado equivale a uma fralda geriátrica descartável. O próprio asilo encaminha o material a uma empresa parceira de São Paulo, que realiza a conversão e envia os insumos para atender às necessidades das idosas.
Além disso, a atividade apresenta às crianças conceitos de reciclagem e responsabilidade social por meio de uma experiência prática. Dessa maneira, os estudantes acompanham como um resíduo plástico pode adquirir valor e participar de uma iniciativa que beneficia outras pessoas.
A arrecadação continua até o final de novembro e também recebe contribuições da comunidade. Quem quiser participar pode depositar tampinhas no ponto de coleta do pátio da Vila Marista, na Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, nº 98, no bairro São Lourenço, em Curitiba.
Cientistas transformam PET em materiais para purificação de água e gases
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Tomsk (TPU), na Rússia, em colaboração com investigadores internacionais, criaram um método que utiliza resíduos de PET como matéria-prima para produzir estruturas metalorgânicas, conhecidas como MOF. Esses materiais porosos apresentam aplicações potenciais na purificação de água e gases, na separação de substâncias e em processos químicos.
Os MOF funcionam como uma espécie de esponja molecular. Sua estrutura cristalina e microporosa permite capturar seletivamente determinadas moléculas presentes na água ou no ar.
Para produzir os compostos utilizados na síntese dos MOF, a equipe triturou resíduos de PET até obter partículas menores que um milímetro. Em seguida aplicou um processo químico para produzir ácidos específicos. Logo, a principal mudança está na integração de etapas que os métodos convencionais realizam separadamente, o que reduz operações intermediárias e a necessidade de equipamentos.
A equipe testou diferentes fontes de PET, como garrafas, recipientes para alimentos, resíduos industriais, tecidos de poliéster e misturas que contêm esse polímero. Os pesquisadores ajustaram a temperatura, o tempo de reação e a quantidade de reagentes para obter os compostos necessários.
Os resultados apontaram características de cristalinidade, microporosidade e estabilidade térmica comparáveis às dos materiais de referência. Enquanto isso, os cálculos também indicaram reduções expressivas nos custos estimados dos compostos: entre cinco e sete vezes para aqueles com grupos nitro e entre 75 e 80 vezes para os que contêm iodo, em comparação com equivalentes comerciais.
Agora, os pesquisadores pretendem ampliar a escala do processo e avaliar as etapas desde a coleta e a trituração do PET até o uso dos materiais produzidos.
Caroço de tucumã entra na composição de bioplástico criado no Amazonas
Foto: Fito Biopellet/DIvulgação
Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) encontraram no caroço de tucumã uma matéria-prima para produzir bioplástico. A inovação aproveita um resíduo do consumo da fruta e abre possibilidades para a bioeconomia amazônica, com perspectivas de geração de renda para comunidades ribeirinhas e aplicação comercial.
A ideia surgiu da observação do descarte após o consumo da polpa. Cerca de 60% do material associado à fruta acabava descartado na forma de caroço. A partir dessa questão, Antonio Claudio Kieling, aluno do professor Genilson Santana na Ufam, investigou o potencial do resíduo para compor um material plástico.
Os estudos laboratoriais deram origem à startup Fipo Biopellet, que hoje fabrica uma linha de produtos à base do composto. A formulação combina fibras do tucumã com polipropileno (PP), um polímero tradicional, e permite substituir entre 2,5% e 40% do derivado de petróleo por matéria-prima natural, conforme a aplicação do produto final.
Assim, as fibras da fruta atuam como reforço estrutural no material. Segundo Joelson Vieira, arquiteto e sócio da startup, os testes de dureza, resistência e elasticidade apresentaram resultados superiores aos do plástico convencional.
Desse modo, a proposta amplia as possibilidades de aproveitamento de resíduos regionais e demonstra como uma matéria-prima ligada à biodiversidade amazônica pode entrar na composição de produtos industriais. A proporção de fibras naturais varia conforme a aplicação, permitindo ajustar a formulação às características desejadas para cada peça.
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